REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/787168270
RESUMO
O presente artigo visa conhecer um pouco sobre os tipos de avaliação que são usados nos tempos atuais em escolas públicas brasileiras, elenca as contribuições destes tipos de avaliação e suas deficiências no decorrer do ensino aprendizagem dos alunos. Fala-se muito sobre como se chegar a aprendizagem eficaz que abranja a todos os educandos, independente de suas necessidades e níveis e a escolha do processo avaliativo para tal é de suma importância. Discute também até que ponto a avaliação contribui para os avanços na aprendizagem ou ao fracasso escolar de educandos a todo momento dentro dos centros escolares. Conclui-se que a avaliação diagnóstica, a avaliação formativa e contínua, podem contribuir muito para a efetivação da aprendizagem, não servindo apenas para atribuição de notas, mas para auxiliar o professor na conduta de sua prática pedagógica.
Palavras-chave: Tipos de avaliação; Aprendizado eficaz; Prática pedagógica.
ABSTRACT
This article aims to explore the types of assessment currently used in Brazilian public schools, outlining their contributions and shortcomings regarding the student teaching-learning process. There is significant discussion on how to achieve effective learning that encompasses all students, regardless of their needs or proficiency levels, and the choice of an appropriate assessment process is crucial in this regard. The article also discusses the extent to which assessment contributes to learning progress or academic failure within schools. It concludes that diagnostic, formative, and continuous assessments can significantly contribute to effective learning, serving not merely to assign grades but to assist teachers in guiding their pedagogical practice.
Keywords: Types of assessment; Effective learning; Pedagogical practice.
Introdução
Na atualidade fala-se muito sobre avaliação, como avaliar, o que avaliar, para que avaliar. Estas são perguntas a serem analisadas nesse trabalho. Questões que antigamente não surgiam entre os educadores, pois a preocupação não era com esta avaliação de hoje, com intuito de verificar as condições que os alunos tinham de prosseguir na sua aprendizagem, mas sim com a disposição de somente classificar o aluno em bom, ruim e atribuir uma nota para seu desempenho, muitas vezes levando-o a abandonar o processo no meio do caminho. A avaliação na educação de crianças e adolescentes deve ser muito bem pensada, pois nossos educandos têm maneiras diversas de aprender um mesmo conteúdo, possuem habilidades diferentes, assim, não podem ser avaliados da mesma maneira. Isso prejudicaria o desenvolvimento do educando no que tange a aprendizagem. Neste trabalho demonstra-se os tipos de avaliação, suas potencialidades e carências na aprendizagem dos alunos, ou seja, a importância de uma avaliação bem pensada e de uma prática bem elaborada para se chegar a aprendizagem dos alunos da atualidade.
A avaliação ao contrário da verificação envolve um ato que ultrapassa a obtenção da configuração do objeto, exigindo a tomada de decisão sobre o que fazer com ele. A verificação é uma ação que “congela” o objeto, ou seja, não é dinâmica, não busca a real efetivação da aprendizagem. A avaliação, por sua vez, direciona o objeto numa trilha dinâmica da ação.
A avaliação da aprendizagem não é uma questão pronta e acabada, é neste sentido que este artigo foi produzido, com a intenção de conhecer e buscar as estratégias para fundamentar o trabalho docente durante o processo avaliativo.
Ao realizar a prática da avaliação, o professor deve se utilizar de estratégias diversas, para que possa fazer o diagnóstico do início, do durante e do fim de todo processo avaliativo, para que a partir daí possa ter o progredir no processo didático e retomar o que não deu certo e aprimorar o processo de aprendizagem dos educandos.
Avaliação nos Dias Atuais
Na educação contemporânea se faz necessário avaliar para saber onde vamos, então a avaliação deve começar antes da própria aula, antes da prática em si, visto que quando o educador recebe uma nova turma, este não conhece os alunos, não conhece suas potencialidades e suas carências na aprendizagem. Assim, a avaliação servirá para diagnosticar e viabilizar a prática pedagógica do professor, pois a educação deve valorizar o que o aluno traz na bagagem de conhecimentos e auxiliar no crescimento deste, com novas construções a partir do que o professor também possa ensinar.
É necessário avaliar, já que dessa forma, pode-se saber o que está bom e o que é preciso melhorar. Segundo um ditado do físico Lord Kevin, transferido para o ambiente escolar, devemos medir resultados para saber o que fazemos com esses resultados. Só terá sentido a avaliação que servir para trazer melhoras na aprendizagem dos alunos, caso contrário, estará somente os classificando em melhores ou piores.
A avaliação faz parte do processo de ensino-aprendizagem do indivíduo e serve para orientá-lo no decorrer deste, por isso não deve ser realizada somente ao final do processo. A avaliação é importante na formação do aluno, porém deve acontecer durante todo o caminho a ser percorrido para se chegar a efetiva aprendizagem e crescimento pessoal e acadêmico do mesmo.
Para Libâneo, os elementos da didática se resumem em conteúdo, ação de ensinar e ação de aprender. (1994, p. 98) A avaliação é um elemento da didática e deve servir para que a escola desempenhe bem seu papel, pois o aluno tem direito a um ensino de qualidade para que obtenha uma formação digna e possa exercer sua cidadania consciente de seus direitos e deveres.
Processos Avaliativos
A avaliação escolar é um instrumento primordial para alavancar o ensino-aprendizagem na sala de aula. Em outros tempos usávamos somente provas e testes para mensurar conhecimentos, na atualidade existem diversificadas maneiras de analisar, que podem dar uma visão 360º do desenvolvimento do educando.
Os alunos sempre veem a avaliação como algo negativo, que serve somente para separar os alunos estudiosos, dos que não têm uma aprendizagem significativa. Além disso, a avaliação também pode ser vista como forma de poder instaurado pelo professor contra o aluno. Porém com o passar dos tempos, a educação passou a ter um outro entendimento, pois a avaliação escolar não é um instrumento que visa impor notas no boletim do aluno. Ou seja, atualmente a avaliação escolar serve para identificar melhorias (quantitativa e qualitativa) na avaliação do aluno, pois se o aluno não aprendeu o conteúdo, alguma coisa aconteceu de errado no processo da educação.
Dessa maneira a escola adquire uma visão completa sobre o desenvolvimento do educando nas variadas áreas de conhecimento. A escola pode fazer a analise das habilidades socioemocionais do educando, além das habilidades cognitivas e intelectuais, pois esta é uma área que tem ganho cada vez mais espaço na educação.
Após esse tempo de pandemia, a avaliação escolar serve para observar o quanto o aluno obteve de aprendizagem e o quanto ele ainda precisa aprender. Assim, é possível reelaborar o planejamento para recuperar o que foi perdido de aprendizagem significativa para esse educando.
Além do mais, o aluno não é o único responsável pela sua aprendizagem, a avaliação escolar serve também para orientar o trabalho desenvolvido pelo docente, assim como as metodologias aplicadas e os materiais utilizados nas aulas deste professor.
A avaliação escolar faz parte de uma prática inovadora, a personalização do ensino, que propõe um aprendizado que valoriza os pontos fortes e de melhoria de cada aluno individualmente falando. Ou seja, o aluno é avaliado de acordo com seu próprio desenvolvimento, levando em conta seus avanços, nunca comparado com outro educando.
Os processos avaliativos mais falados entre os professores são os seguintes: avaliação diagnóstica, avaliação formativa e avaliação somativa. Dentre as quais os educadores contemporâneos procuram realizar a prática pedagógica da melhor forma, com o intuito de melhorar a aprendizagem dos alunos.
Avaliação Diagnóstica
A avaliação diagnóstica deve ser um processo anterior ou mesmo no início da prática pedagógica, a fim de analisar a situação da aprendizagem dos educandos, medir o que conhecem sobre determinado assunto e saber de onde partir na execução do novo conteúdo. Este tipo de avaliação tem dois objetivos principais que são, entender e compreender o que os alunos já sabem sobre o assunto a ser tratado e saber quais ações de intervenção se deve realizar para que facilite a obtenção de conhecimentos novos por parte dos educandos.
A avaliação diagnóstica tem a função de fornecer os dados necessários para o planejamento do trabalho docente, pois a partir do conhecimento prévio do aluno, pode-se planejar como expô-lo a novos conhecimentos, a fim de possibilitar que o aluno adquira novas habilidades e construa competências dentro do novo conteúdo apresentado.
Outra questão importante sobre a avaliação diagnóstica, é que bem sabemos que nossos alunos têm maneiras diversas de adquirir conhecimentos, então, esta avaliação visa também verificar o quanto cada aluno conhece do conteúdo a ser proposto e como se apropria de novas habilidades para seu crescimento.
Ao empreender a avaliação diagnóstica alguns pontos relevantes devem ser pensados e postos em prática, tais como:
O que sabem os alunos sobre o conteúdo a ser exposto: fazer uma relação do que trazem de conhecimentos prévios com o novo; fazer correções de equívocos sobre o conteúdo exposto; saber se adquiriram os conhecimentos ou se precisam de mais tempo para obter as habilidades e competências pertinentes ao assunto; efetuar mudanças na dinâmica para os alunos que já conhecem o assunto e até utilizá-los na monitoria dos demais alunos; observar a necessidade de auxiliar os alunos que apresentam maiores problemas de aprendizagem;
O que os alunos gostam e preferem no desenvolvimento de sua aprendizagem: realizar um confronto dos conteúdos a serem trabalhados, com o que os alunos têm interesse; fazer um trabalho valorizando os grupos por interesse compatíveis sobre o conteúdo, de modo que se possa inserir outros temas;
Conhecer os ritmos e modos de aprendizagem: buscar conhecer os modos como cada aluno aprende (auditivo, visual, cinestésico, leitor), a fim de melhorar a prática pedagógica e valorizar as maneiras de aprender de cada educando; saber quais alunos necessitam de mais tempo para adquirir os conhecimentos e quais possuem autonomia na aprendizagem; buscar declarar o tempo necessário para a realização de cada atividade e procurar mantê-lo;
A avaliação diagnóstica deve mostrar dados sobre a formação cognitiva, afetiva e psicomotora do educando. Mesmo porque os alunos que necessitam de currículo adaptado como os que possuem necessidades especiais e de altas habilidades/superdotação, devem ter o currículo adaptado por suas condições cognitivas, físicas e sensoriais não demonstram condições de acompanhar o currículo regular, ou necessitam de suplementação do currículo para os alunos com altas habilidades/ superdotação. (Delarissa e Sangalli, 2020, p. 1360)
Ou seja, os resultados obtidos a partir da avaliação diagnóstica não devem ser transformados em notas, mas se existe a presença de certos graus de conduta e domínio de conteúdo.
Assim o aluno vai ter conhecimento sobre suas ações em determinadas aprendizagens e o professor poderá recriar alternativas para o desenvolvimento de seus alunos. Este processo leva tempo para produzir estratégias para a coleta de dados sobre o nível de aprendizagem de cada aluno, registro de informações coletadas e decisão de quais decisões serem tomadas para produzir a ação necessária às mudanças para se chegar a aprendizagem real.
Avaliação Formativa
Na avaliação formativa o educador deve pegar as informações já coletadas durante o processo de diagnóstico e a partir daí fazer a proposta de sua prática pedagógica, realizar eventuais mudanças no processo para assim, concretizar o mais importante, que é a aprendizagem do aluno. A avaliação formativa nos proporciona dados atuais, nos informa o que os alunos estão aprendendo, o que ainda precisam aprender, o que será necessário atualizar e modificar durante o processo para se chegar no ganho de habilidades que promovam a aprendizagem destes alunos.
Essa forma de avaliar nos fornece as informações a cerca de todas as atividades avaliativas que propomos aos educandos, nos mostra e valoriza os acertos e transformar os erros a partir de práticas, exercícios e tarefas que objetivam o desenvolvimento da aprendizagem do alunado.
No decorrer do processo avaliativo, devemos perceber que o aluno foi capaz de compreender o conteúdo e realizar tarefas colocando o novo conhecimento em ação. Para isso, é preciso que o educador lhe ofereça feedbacks com mensagens escritas ou até mesmo através de diálogo, dando ideias do que foi atingido e do que ainda precisa reforçar para concluir a aprendizagem sobre determinado assunto.
A avaliação formativa auxilia na detecção dos avanços e dificuldades que se apresentam no decorrer do processo educacional, com isso o educador tem tempo de interferir no processo e sanar essas dificuldades. Poderá trazer informações relevantes e se necessário for, rever seus planos e decisões sobre práticas anteriores que não surtiram efeito positivo.
Essa avaliação tem por objetivos principais fazer com que o aluno faça parte do seu próprio processo de aprendizagem, que este tenha o compromisso com o ato de aprender, de buscar conhecimentos e se melhorar a partir dos feedbacks do educador. Compromisso que deve-se elencar, é do aluno e de todos os envolvidos no processo educacional, do professor que deve estar sempre atualizando e reinventando suas práticas pedagógicas, da equipe pedagógica que precisa estar atenta aos progressos que o aluno apresenta e suas dificuldades, e dos responsáveis pelo aluno, que devem auxiliar no período extraclasse em tarefas e ajudando-o a ter responsabilidade e compromisso com o seu aprendizado.
O processo da avaliação formativa visa também desenvolver as habilidades para o aluno fazer sua autoavaliação, para que possa agir na sua aprendizagem, realizando as mudanças necessárias para chegar ao sucesso.
A avaliação formativa orienta o trabalho do professor, ajuda a organizar a sequencia do trabalho do docente e fornecer respostas tanto ao aluno, quanto ao responsável sobre os avanços e dúvidas que permanecem após o processo.
Pode-se conceber a avaliação formativa que apresenta três características importantes, como define Hadji (2002): ser informativa, orientar os educandos e ter função reguladora. A avaliação formativa deve ajudar o aluno a desenvolver sua aprendizagem, encarar o cotidiano escolar como um projeto significativo para a vida.
Para que a avaliação contribua com a superação do fracasso escolar deve ser vista de forma mais abrangente, contemplando a avaliação institucional, tanto do professor quanto do aluno, isso para auxiliar no processo e não para atribuir nota somente. A avaliação deve comprometer-se com o processo pedagógico do ensino-aprendizagem, contribuir para dar um novo significado ao ensino e contribuir com o trabalho docente para que este planeje e replaneje sua prática. Já que o mais importante dentro da avaliação, não é dar uma nota e sim entender o processo da aprendizagem.
Avaliação Somativa
Esse processo preocupa-se com o resultado final, ou seja, se aplica uma avaliação somativa, ao final de um determinado processo, de um trabalho desenvolvido dentro de um determinado tempo, a fim de atribuir-lhe uma nota, uma pontuação. Também conhecida como avaliação cumulativa, visa oferecer evidências ao final do processo de aprendizagem, evidências estas sobre as práticas pedagógicas ofertadas pelo educador e sobre os resultados dos alunos perante a execução destas práticas.
A avaliação somativa tem alguns objetivos pré-estabelecidos como qualificar e informar os educandos sobre os sucessos e fracassos em sua aprendizagem, abastecer de dados e informações que possam ser utilizadas para dinâmicas de seleção de atividades específicas e classificar e distribuir os educandos de acordo com seu desempenho.
Embora na contemporaneidade se fale muito sobre outros processos avaliativos, a avaliação somativa está muito presente dentro dos centros educacionais. Talvez ainda seja o processo mais utilizado entre os professores, tanto pela questão da cobrança governamental, quanto pela proximidade que a avaliação formativa tem das provas de medição dos níveis de aprendizagem brasileiros e mundiais. Ou seja, muitos professores se utilizam destas questões para realizar somente este processo de avaliação, porque como dizem, na “Provinha Brasil”, no ENEM, em vestibulares de todo o país, são cobrados através da aferição de notas.
O que o educador deve fazer para auxiliar na própria prática pedagógica é lançar mão dos diversos processos de avaliação, pois, no diagnóstico, o professor poderá ter consciência do quanto o aluno sabe, do seu conhecimento prévio, isso auxiliará no planejamento do seu trabalho. No processo formativo, o professor acompanhará o processo educativo do aluno, podendo intervir em falhas, melhorar a prática para alcançar a aprendizagem do mesmo. E por fim, burocraticamente falando, pois, o sistema ainda exige a aferição da nota, pode-se atribuir-lhe sua nota com a certeza que fez a diferença na vida do educando, auxiliando na obtenção de habilidades necessárias para efetivar a aprendizagem.
Na educação contemporânea não há possibilidade de nos prendermos a apenas um processo de avaliação, já que nossos alunos aprendem de maneiras diferentes, possuem habilidades diversas, apresentam deficiências também diversas e necessitam de instrumentos diferentes para obter avanços no decorrer do processo educacional.
“Uma educação verdadeiramente democrática não reprova, mas ensina até que o educando aprenda, pois aprender é o que importa para todos.” O que cada educando aprende faz muita diferença na sua vida, já que as aprendizagens são diferentes para cada indivíduo dentro de suas possibilidades. (Luckesi. 2011,p.260)
O que impulsiona todo o sistema educacional é a busca de equidade para todos os educandos, é obter a igualdade de direitos para todos, para que cada estudante se desenvolva e faça parte ativamente da sociedade. O que não se pode fazer, é transferir para os alunos os velhos processos avaliativos que o professor era submetido antigamente. Processos que tinham apenas a finalidade de classificar e excluir o aluno, isso não cabe a educação dos alunos do século XXI.
O tipo de avaliação realizada pelo educador pode definir o destino do aluno, visto que, pode inseri-lo num processo de sucesso ou de fracasso. Podendo até mesmo, acolher o aluno na escola ou fazê-lo abandonar os estudos.
O processo educacional do educando não é responsabilidade unicamente no docente e sim, envolve as equipes a Secretaria de Educação, da gestão escolar e responsáveis, que devem buscar estratégias para que nenhum estudante deixe de avançar, independentemente de suas características físicas mentais, sensoriais, intelectuais, de gênero ou sexualidade, etnia ou raça.
Compreendemos que a avaliação pode interferir na vida do educando e no Brasil temos uma lei já revisada sobre o assunto, criada em 1961, que elenca a normatização de avaliação contínua e que demande recuperações de aprendizagem durante o ano letivo para alunos que não venham a alcançar a efetivação da aprendizagem no decorrer dos ciclos avaliativos.
Os desafios diários da equipe diretiva, equipe pedagógica e docentes para se chegar a uma prática avaliativa que resguarde os direitos dos alunos a uma educação de qualidade são inúmeros. A falta de empatia de alguns docentes, as heranças arraigadas em questões de avaliação, ou seja, os professores que ainda insistem na prática docente da época em que eram alunos, com a desculpa de que “se pra mim dava certo, por que para os meus alunos não dará?”. Precisamos mostrar, que os tempos são outros, que os alunos são outros, que as necessidades são outras e é preciso mudanças na perspectiva escolar, visto que precisa-se ter uma visão ampla sobre as mudanças que a educação vem sofrendo no passar dos tempos, que cada aluno possui sua maneira específica de aprender e adquirir competências para a vida. Somente com a mudança de atitudes do docente e das equipes pedagógicas é que poderá se chegar a um vislumbre da educação para todos.
Como Aplicar a Avaliação no Plano Escolar
A avaliação proporciona muitos benefícios a gestão pedagógica realizada com critérios e um planejamento antecipado. Ou seja, antes de avaliar os alunos, é preciso estabelecer os objetivos desta avaliação; definir o período desta avaliação, se é a curto, médio ou longo prazo; usar metodologias ativas na avaliação, que fujam das provas e testes tradicionais, como gamificação, seminários, sala de aula invertida, aprendizagem baseada em projetos etc; considerar o contexto educacional em que o aluno se encontra; certificar-se de que a avaliação escolar está de acordo com os conteúdos trabalhados em aula; fazer a análise dos resultados e realizar as alterações necessárias, a fim de recuperar o que ainda não foi aprendido pelo educando para assim, vir a adquirir a aprendizagem necessária para o período em que se encontra.
Considerações Finais
Para se chegar a uma aprendizagem de todos os alunos, cada um no seu nível e maneira de aprender, seja para a vida, seja para um concurso, seja para atuar com eficiência na sociedade, como um cidadão de bem e conhecedor de seus direitos e deveres, é necessário promover situações de estudo e reflexões entre os docentes e equipes pedagógicas a fim de uma boa organização do processo avaliativo, formativo e contínuo. A partir do momento em que se vê a escola como um ambiente onde se constrói coletivamente os saberes, é nesse viés que se define a avaliação como um processo da prática educativa.
Para a efetivação de uma aprendizagem para todos, deve-se pensar em todos, pensar nos alunos que não pensam como o docente pensava e aprendia antigamente, pensar no educando que tem necessidades especiais e precisa de reformulação do currículo para obter as habilidades e competências que irão lhe auxiliar na vida diária, no aluno que tem altas habilidades/superdotação, que necessita de suplementação do currículo, ou irá cansar e perder o interesse nas atividades simples do dia a dia, pensar nos alunos com necessidades sociais, que muitas vezes não conseguem se concentrar porque ainda não tiveram nenhuma refeição no dia. O professor deste século precisa se atualizar, é de suma importância que o professor da atualidade seja empático, tenha uma visão diferenciada do educando e da educação, pois somente assim, poderá contribuir de forma atuante no ensino aprendizagem e na formação dos alunos do século XXI.
Os alunos precisam ser avaliados de maneira que se sintam à vontade para evoluir na aprendizagem e não para que se sintam menores, incapazes de ir além. A avaliação deve ter o intuito de evolução, deve levar o educando a buscar cada vez mais conhecimentos, buscar aprender cada dia coisas novas, que lhe sejam úteis para o fim que cada um tem em mente, seja prosseguir na sua formação acadêmica ou para vencer as batalhas diárias que sua condição impõe. Ou seja, tanto a aprendizagem, quanto a avalição devem ter um propósito na vida do indivíduo, para este ter empenho em prosseguir.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Brasil (2017) Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília.
Delarissa. L. M., Sangalli. M. T. O Desenho Curricular e Suas Tarefas.
Funiber (2022). Avaliação de Aprendizagem. Barcelona. Espanha.