REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/783982937
RESUMO
O estudo teve como objeto a reconfiguração da práxis pedagógica na Educação Básica mediada pela inovação tecnológica digital, considerando seus impactos na organização do ensino e na aprendizagem. A pesquisa buscou responder de que maneira a integração entre tecnologias digitais, mediação docente e currículo contribui para qualificar as práticas pedagógicas. O objetivo consistiu em analisar os fundamentos teóricos que sustentam essa relação e suas contribuições para o contexto escolar. O referencial teórico reuniu estudos sobre práxis pedagógica, aprendizagem significativa, mediação docente, tecnologias digitais, metodologias ativas, formação de professores e políticas de educação digital. Adotou-se uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e natureza descritiva, realizada a partir de livros, artigos científicos e documentos institucionais. Os resultados evidenciaram que a integração planejada entre tecnologias, currículo e formação docente favorece práticas pedagógicas mais participativas, inclusivas e orientadas por objetivos educacionais. Conclui-se que essa articulação fortalece a qualidade da Educação Básica e oferece subsídios para o aprimoramento das políticas educacionais e da formação docente.
Palavras-chave: práxis pedagógica; Educação Básica; inovação tecnológica digital; formação docente.
ABSTRACT
The study focused on the reconfiguration of pedagogical praxis in Basic Education through digital technological innovation, considering its impact on teaching organization and learning processes. The research sought to answer how the integration of digital technologies, teacher mediation, and curriculum contributes to enhancing pedagogical practices. The objective was to analyze the theoretical foundations that support this relationship and its contributions to the school context. The theoretical framework encompassed studies on pedagogical praxis, meaningful learning, teacher mediation, digital technologies, active learning methodologies, teacher education, and digital education policies. An integrative literature review was conducted using a qualitative and descriptive approach, based on books, scientific articles, and institutional documents. The findings showed that the planned integration of technologies, curriculum, and teacher education promotes more participatory, inclusive, and goal-oriented pedagogical practices. It is concluded that this integration strengthens the quality of Basic Education and provides valuable support for improving educational policies and teacher education.
Keywords: pedagogical praxis; Basic Education; digital technological innovation; teacher education.
1. INTRODUÇÃO
A incorporação das tecnologias digitais à Educação Básica tem promovido mudanças na organização do ensino, nas formas de interação e na construção do conhecimento. Esse movimento amplia as possibilidades pedagógicas, mas também exige que professores e escolas reorganizem suas práticas de modo coerente com as demandas formativas da sociedade conectada (Castells, 2013; Lévy, 2010).
Nesse contexto, a inovação tecnológica digital não se limita à adoção de equipamentos ou plataformas. Seu potencial educativo depende da forma como é integrada ao currículo, ao planejamento e à mediação docente, favorecendo experiências de aprendizagem que estimulem participação, autonomia e construção significativa do conhecimento (Almeida; Valente, 2011; Kenski, 2003; Coll; Monereo, 2010).
A reconfiguração da práxis pedagógica corresponde justamente a esse processo de transformação das ações educativas. A práxis compreende a articulação entre reflexão, intencionalidade e prática docente, permitindo que o ensino responda às necessidades dos estudantes e aos objetivos educacionais definidos para cada contexto (Freire, 2019; Pimenta; Ghedin, 2015).
Essa perspectiva ganha relevância diante das orientações curriculares e das políticas públicas brasileiras, que passaram a incorporar a educação digital como componente estruturante da formação escolar. A Base Nacional Comum Curricular, a Política Nacional de Educação Digital e as Diretrizes sobre Computação na Educação Básica reforçam a necessidade de desenvolver competências digitais de forma integrada às diferentes áreas do conhecimento (Brasil, 2018; Brasil, 2022; Brasil, 2023).
Ao mesmo tempo, organismos internacionais destacam que o uso das tecnologias deve estar associado à qualidade da aprendizagem, à equidade e à formação dos professores. Nessa direção, a integração entre recursos digitais, planejamento pedagógico e princípios éticos constitui condição indispensável para que a inovação produza impactos efetivos no processo educativo (UNESCO, 2021a; UNESCO, 2021b; OECD, 2023).
Além disso, o avanço das tecnologias digitais amplia oportunidades de acesso à informação e à aprendizagem, mas também evidencia desafios relacionados à inclusão, ao uso responsável dos recursos tecnológicos e à redução das desigualdades educacionais. Esses aspectos reforçam que a inovação deve permanecer subordinada aos objetivos pedagógicos e ao desenvolvimento integral dos estudantes (UNESCO, 2023; UNICEF, 2017; Selwyn, 2016).
Sob a perspectiva da aprendizagem, diferentes referenciais demonstram que o conhecimento é construído por meio da interação entre experiências, mediação pedagógica e participação ativa dos estudantes. Assim, a utilização das tecnologias digitais torna-se mais significativa quando favorece a colaboração, a resolução de problemas e a mobilização dos conhecimentos prévios em situações contextualizadas (Vygotsky, 2007; Ausubel, 2000; Biggs; Tang, 2022).
Nessa direção, metodologias que promovem protagonismo estudantil fortalecem o papel do professor como mediador da aprendizagem. O uso planejado das tecnologias contribui para ampliar possibilidades didáticas, desde que esteja articulado a objetivos educacionais claros e a práticas pedagógicas intencionalmente organizadas (Bacich; Moran, 2018; Moran, 2007).
Estudos recentes também evidenciam que a transformação digital da educação depende, sobretudo, da formação docente e da capacidade de integrar conhecimentos pedagógicos, tecnológicos e curriculares. A construção dessa identidade profissional fortalece a práxis e amplia as condições para que a inovação seja incorporada de maneira consistente ao cotidiano escolar (Dias et al., 2026; Almeida et al., 2026; Queiroz; Campos, 2026).
Diante desse cenário, este estudo foi orientado pela seguinte pergunta de pesquisa: de que maneira a inovação tecnológica digital contribui para a reconfiguração da práxis pedagógica na Educação Básica? Para responder a esse questionamento, o objetivo consiste em analisar os fundamentos teóricos que sustentam essa relação e suas contribuições para o fortalecimento das práticas pedagógicas na Educação Básica.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1. A Práxis Pedagógica e a Mediação Docente na Educação Básica
A práxis pedagógica compreende a articulação entre reflexão, planejamento e ação educativa, orientada por objetivos formativos e pelo compromisso com a aprendizagem. Nessa perspectiva, ensinar ultrapassa a transmissão de conteúdos e passa a envolver decisões fundamentadas sobre como, por que e para quem se ensina (Freire, 2019; Pimenta; Ghedin, 2015).
Esse entendimento atribui ao professor o papel de mediador do conhecimento, responsável por organizar situações que favoreçam a participação ativa dos estudantes. A aprendizagem ocorre de forma mais consistente quando o ensino considera os conhecimentos prévios, o diálogo e a interação como elementos centrais do processo educativo (Vygotsky, 2007; Ausubel, 2000).
Sob essa perspectiva, a qualidade da prática pedagógica está relacionada à capacidade de adaptar estratégias às diferentes realidades escolares. A docência exige reflexão permanente sobre as próprias ações, fortalecendo uma atuação profissional comprometida com a formação integral dos estudantes (Queiroz; Campos, 2026; Almeida et al., 2026).
As transformações educacionais ampliaram essa responsabilidade ao incorporar novos recursos e linguagens digitais ao cotidiano escolar. Nesse cenário, a inovação tecnológica amplia possibilidades de ensino, mas preserva o professor como principal articulador das experiências de aprendizagem (Dias et al., 2026).
2.2. Inovação Tecnológica Digital e Transformação das Práticas Educativas
O avanço das tecnologias digitais modificou profundamente os processos de comunicação, produção do conhecimento e circulação da informação, repercutindo diretamente na organização da educação. Essas mudanças exigem que a escola desenvolva práticas capazes de integrar cultura digital, currículo e aprendizagem de forma articulada (Castells, 2013; Lévy, 2010).
Entretanto, a presença das tecnologias não representa, por si só, inovação pedagógica. O potencial educativo dos recursos digitais depende do planejamento, da intencionalidade didática e da integração entre conteúdos, metodologias e objetivos de aprendizagem (Kenski, 2003; Almeida; Valente, 2011).
Nessa direção, o uso das tecnologias favorece experiências mais participativas quando promove investigação, colaboração e resolução de problemas. A mediação docente permanece indispensável para selecionar recursos, orientar percursos formativos e garantir que a tecnologia esteja a serviço da aprendizagem (Coll; Monereo, 2010; Moran, 2007).
Esse entendimento também é compartilhado por organismos internacionais, que ressaltam a necessidade de construir ecossistemas digitais sustentados por infraestrutura, formação docente, governança e práticas pedagógicas orientadas pela qualidade da educação (OECD, 2023; UNESCO, 2023).
2.3. Currículo, Políticas Públicas e Educação Digital
A incorporação das tecnologias digitais à Educação Básica passou a integrar as políticas educacionais brasileiras como parte do desenvolvimento das competências necessárias à formação dos estudantes. A BNCC estabelece que o uso das tecnologias deve ocorrer de forma transversal, articulado às diferentes áreas do conhecimento (Brasil, 2018).
Esse movimento foi fortalecido pela Resolução CNE/CEB nº 1/2022, que introduziu normas para o ensino da Computação na Educação Básica, e pela Política Nacional de Educação Digital, que ampliou as diretrizes para integração das tecnologias ao processo educativo (Brasil, 2022; Brasil, 2023) Wolschick et al (2025).
De forma complementar, o Guia de Educação Digital e Midiática orienta escolas e sistemas de ensino quanto ao planejamento curricular, ao desenvolvimento das competências digitais e à formação de professores. Essas diretrizes evidenciam que a inovação tecnológica depende da articulação entre currículo, gestão escolar e prática pedagógica Sousa (2026) e (Brasil, 2025).
No cenário internacional, recomendações da UNESCO reforçam que a incorporação de tecnologias, inclusive da inteligência artificial, deve respeitar princípios éticos, promover inclusão e preservar a centralidade da ação educativa. O desenvolvimento tecnológico precisa estar alinhado à garantia do direito à aprendizagem e ao uso responsável dos recursos digitais (UNESCO, 2021a; UNESCO, 2021b).
2.4. Aprendizagem Significativa, Metodologias Ativas e Formação Docente
A aprendizagem torna-se mais consistente quando novos conhecimentos estabelecem relações com experiências já construídas pelos estudantes. Esse princípio fortalece práticas pedagógicas que valorizam participação, investigação e construção coletiva do conhecimento (Ausubel, 2000; Vygotsky, 2007).
Nesse contexto, as metodologias ativas ampliam o protagonismo discente ao favorecer situações em que os estudantes participam da resolução de problemas, da colaboração e da produção de conhecimentos. O professor organiza esses processos, promovendo mediações coerentes com os objetivos educacionais (Bacich; Moran, 2018; Biggs; Tang, 2022).
A consolidação dessas práticas depende diretamente da formação docente. O desenvolvimento de competências pedagógicas e digitais permite integrar tecnologias ao currículo de maneira planejada, fortalecendo a identidade profissional e ampliando as possibilidades de inovação no ambiente escolar (Dias et al., 2026; Almeida et al., 2026).
Ao mesmo tempo, autores alertam que a incorporação de tecnologias deve considerar aspectos sociais, éticos e inclusivos, assegurando que todos os estudantes tenham oportunidades de participação e aprendizagem. Essa compreensão também é enfatizada pela UNICEF ao relacionar cultura digital, proteção dos direitos das crianças e equidade educacional (Selwyn, 2016; UNICEF, 2017).
3. METODOLOGIA
A pesquisa caracteriza-se como uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e natureza descritiva, desenvolvida com o objetivo de reunir e interpretar conhecimentos científicos relacionados à reconfiguração da práxis pedagógica na Educação Básica mediada pela inovação tecnológica digital. A escolha desse método permitiu integrar diferentes perspectivas teóricas e produzir uma compreensão articulada do tema.
A busca dos estudos foi realizada nas bases Scopus, Web of Science, SciELO, ERIC e Google Scholar, utilizando descritores em português e inglês combinados por operadores booleanos. As estratégias de busca incluíram expressões como "práxis pedagógica", "educação básica", "tecnologias digitais", "inovação educacional", "formação docente", "pedagogical praxis", "digital education" e "educational technology", associadas por operadores AND e OR.
Foram incluídos livros, artigos científicos e documentos institucionais publicados em português e inglês, disponíveis na íntegra e diretamente relacionados ao objetivo da pesquisa. Foram excluídos estudos duplicados, publicações sem aderência à temática, trabalhos sem acesso ao texto completo e documentos que não apresentavam consistência com o foco investigado.
O processo de seleção seguiu as etapas de identificação, triagem, elegibilidade e inclusão, conforme as recomendações do protocolo PRISMA. Inicialmente, realizou-se o levantamento das publicações nas bases selecionadas, seguido da leitura dos títulos e resumos. Posteriormente, os textos elegíveis foram analisados integralmente, sendo mantidos apenas aqueles que atenderam aos critérios previamente estabelecidos.
Os estudos selecionados foram organizados e submetidos à análise temática, permitindo identificar convergências entre os referenciais teóricos, os fundamentos da inovação tecnológica digital e as contribuições para a reconfiguração da práxis pedagógica na Educação Básica, em consonância com o objetivo proposto pela pesquisa.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
Os estudos analisados evidenciaram que a reconfiguração da práxis pedagógica na Educação Básica está diretamente relacionada à integração entre tecnologias digitais, planejamento didático e formação docente. Em comum, os referenciais consultados apontam que a inovação produz resultados mais consistentes quando está vinculada aos objetivos de aprendizagem e às necessidades dos estudantes, e não apenas à adoção de recursos tecnológicos (Almeida; Valente, 2011; Kenski, 2003; Moran, 2007).
A síntese dos principais achados é apresentada na Tabela 1.
Tabela 1. Síntese dos principais resultados identificados na revisão
Eixo analisado | Principais achados |
Práxis pedagógica | A reflexão sobre a prática fortalece a mediação docente e favorece aprendizagens mais significativas. |
Tecnologias digitais | O uso planejado amplia possibilidades didáticas quando integrado ao currículo e aos objetivos educacionais. |
Formação docente | O desenvolvimento de competências pedagógicas e digitais é essencial para a incorporação qualificada das tecnologias. |
Currículo e políticas públicas | As diretrizes nacionais orientam a inserção da educação digital de forma transversal na Educação Básica. |
Aprendizagem | Metodologias participativas estimulam autonomia, colaboração e construção do conhecimento. |
Fonte: Elaborado pelos autores (2026).
Conforme demonstrado na Tabela 1, a inovação tecnológica apresenta melhores resultados quando associada ao fortalecimento da mediação pedagógica. Essa convergência confirma que o papel do professor permanece central na organização das experiências de aprendizagem, mesmo em ambientes intensamente mediados por tecnologias digitais (Freire, 2019; Pimenta; Ghedin, 2015).
Os estudos também indicam que a aprendizagem significativa depende da articulação entre conhecimentos prévios, interação social e planejamento didático. Nesse sentido, os recursos tecnológicos tornam-se instrumentos capazes de potencializar a construção do conhecimento quando utilizados de forma intencional e contextualizada (Ausubel, 2000; Vygotsky, 2007; Coll; Monereo, 2010).
Outro aspecto recorrente refere-se às metodologias que favorecem a participação ativa dos estudantes. Estratégias centradas na resolução de problemas, na colaboração e na produção do conhecimento fortalecem o protagonismo discente e ampliam as possibilidades de aprendizagem, desde que conduzidas por objetivos pedagógicos claramente definidos (Bacich; Moran, 2018; Biggs; Tang, 2022).
Os resultados também evidenciam que a integração entre currículo e tecnologia constitui elemento indispensável para consolidar práticas pedagógicas inovadoras. As diretrizes estabelecidas pela BNCC, pela Resolução CNE/CEB nº 1/2022, pela Política Nacional de Educação Digital e pelo Guia de Educação Digital e Midiática reforçam que o desenvolvimento das competências digitais deve ocorrer de maneira articulada às diferentes áreas do conhecimento (Brasil, 2018; Brasil, 2022; Brasil, 2023; Brasil, 2025).
No âmbito internacional, observa-se convergência quanto à necessidade de utilizar tecnologias digitais em favor da qualidade da educação, da inclusão e da formação docente. Os documentos da UNESCO e da OECD ressaltam que o desenvolvimento de ecossistemas digitais exige planejamento institucional, princípios éticos e investimentos contínuos na qualificação dos profissionais da educação (UNESCO, 2021a; UNESCO, 2021b; UNESCO, 2023; OECD, 2023).
Sob a perspectiva social, os estudos demonstram que a cultura digital amplia oportunidades de aprendizagem, mas também impõe desafios relacionados ao acesso, à equidade e ao uso responsável das tecnologias. Esses aspectos reforçam que a inovação tecnológica precisa estar comprometida com a inclusão e com a garantia do direito à educação para todos os estudantes (Castells, 2013; Lévy, 2010; Selwyn, 2016; UNICEF, 2017).
Por fim, os trabalhos mais recentes convergem ao destacar que a transformação das práticas pedagógicas depende da formação continuada dos professores e da integração entre conhecimentos pedagógicos, tecnológicos e curriculares. Esse processo fortalece a identidade docente e favorece a construção de práticas educacionais mais coerentes com as demandas da Educação Básica (Dias et al., 2026; Almeida et al., 2026; Queiroz; Campos, 2026).
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este estudo teve como objetivo analisar os fundamentos teóricos que sustentam a reconfiguração da práxis pedagógica na Educação Básica mediada pela inovação tecnológica digital, buscando compreender de que maneira essa articulação contribui para qualificar os processos de ensino e aprendizagem. Os resultados permitiram responder à questão proposta ao evidenciar que a integração entre tecnologias, currículo e mediação docente fortalece práticas pedagógicas mais intencionais, participativas e alinhadas às demandas educacionais atuais.
A síntese dos estudos consultados demonstrou que a inovação tecnológica produz resultados mais consistentes quando incorporada ao planejamento pedagógico e orientada por objetivos educacionais claramente definidos. Nessa perspectiva, a tecnologia assume função de apoio à aprendizagem, favorecendo a construção do conhecimento, a participação dos estudantes e o desenvolvimento de competências indispensáveis à formação escolar.
Também se verificou que a formação docente constitui elemento essencial para a consolidação dessa transformação. O desenvolvimento de competências pedagógicas e digitais amplia a capacidade dos professores de selecionar estratégias, integrar recursos tecnológicos ao currículo e organizar experiências de aprendizagem coerentes com as diferentes realidades da Educação Básica.
As evidências reunidas reforçam, ainda, a importância de políticas educacionais que promovam infraestrutura adequada, formação continuada e integração curricular das tecnologias digitais. Esses elementos favorecem a implementação de práticas pedagógicas mais acessíveis, inclusivas e comprometidas com a qualidade da educação, contribuindo para o fortalecimento da escola e para o aprimoramento dos processos formativos.
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1 Doutorando em Ciências da Educação Universidad Internacional Tres Fronteras - UNINTER Ciudad del Este– Paraguai. ORCID: https://orcid.org/0009-0004-6491-0473. Lattes: http://lattes.cnpq.br/4856449275271491
2 Doutor em Educação Universidad San Lorenzo, Unisal - Paraguai. Lattes: http://lattes.cnpq.br/1572652997792032. Orcid: https://orcid.org/0000-0003-0587-7277