A PERCEPÇÃO DE ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO SOBRE O FUTSAL NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA

HIGH SCHOOL STUDENTS' PERCEPTIONS OF FUTSAL IN PHYSICAL EDUCATION CLASSES

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/792544574

RESUMO
O futsal éuma das modalidades esportivas mais populares nas escolas do Brasil, sendo um conteúdo de grande potencial formativo para o desenvolvimento motor, cognitivo e social dos estudantes. Contudo, o modo como o futsal é ensinado, frequentemente associado a metodologias tradicionais e tecnicistas, pode desviar do seu propósito educacional e gerar sentimentos de desmotivação e exclusão entre os alunos. O presente estudo tem como objetivo iinvestigar a percepção dos estudantes do Ensino Médio sobre a prática do futsal nas aulas de Educação Física, considerando o interesse, a motivação, a participação e a percepção acerca da organização das aulas, da atuação docente e das condições estruturais. Trata-se de um estudo transversal, com abordagem quantitativa. A amostra foi composta por 72 estudantes. Foi utilizado um questionário estruturado, composto por questões fechadas em escala Likert, abordando aspectos como motivação, participação, inclusão e interesse nas aulas de Educação Física. Os dados foram analisados por meio de frequências relativas e absolutas. Os resultados revelaram que, para 50% dos estudantes, o futsal não é a modalidade que mais agrada nas aulas. Observou-se uma percepção predominante de ensino focado na técnica (77,8%), embora a maioria (73,7%) reconheça o incentivo do professor àparticipação de todos. Apesar de 75% considerarem as condições da quadra adequadas, um grupo expressivo de 55,6% dos alunos sente que as oportunidades de tocar na bola durante as aulas são desiguais. Conclui-se que, embora a estrutura escolar seja satisfatória, subsistem desafios pedagógicos voltados àinclusão e ao engajamento dos estudantes na modalidade.
Palavras-chave: Esporte; Educação Física Escolar; Ensino Médio; Inclusão Escolar; Motivação.

ABSTRACT
Futsal is one of the most popular sports in Brazilian schools and offers significant educational potential for students’ motor, cognitive, and social development. However, the way futsal is taught—often associated with traditional and overly technical methodologies—can divert it from its educational purpose and generate feelings of demotivation and exclusion among students. The present study aims to investigate high school students’ perceptions of playing futsal in physical education classes, considering their interest, motivation, participation, and perceptions regarding class organization, teacher performance, and facility conditions. This is a cross-sectional study with a quantitative approach. The sample consisted of 72 students. A structured questionnaire was used, consisting of closed-ended questions on a Likert scale, addressing aspects such as motivation, participation, inclusion, and interest in physical education classes. The data were analyzed using relative and absolute frequencies. The results revealed that, for 50% of the students, futsal is not their favorite sport in class. A predominant perception of technique-focused instruction was observed (77.8%), although the majority (73.7%) acknowledged the teacher’s encouragement of everyone’s participation. Although 75% consider the court conditions adequate, a significant group of 55.6% of students feels that opportunities to touch the ball during classes are unequal. It is concluded that, although the school facilities are satisfactory, pedagogical challenges remain regarding the inclusion and engagement of students in the sport.
Keywords: Sports; Physical Education in Schools; High School; Inclusive Education; Motivation.

1. INTRODUÇÃO

O futsal, também conhecido como futebol de salão, é uma das modalidades esportivas mais praticadas em todo o Brasil e está presente em grande parte das escolas públicas como conteúdo das aulas de Educação Física (EF) (Ricci; Oliveira; Marques, 2022). Por ser um esporte coletivo, dinâmico e acessível, ele desperta interesse em grande parte dos alunos e configura-se como uma ferramenta pedagógica importante para o desenvolvimento motor e social (Oliveira, 2020).

Para além do desenvolvimento motor e social, o futsal escolar contribui para o amadurecimento emocional e a formação integral dos estudantes, especialmente no contexto do Ensino Médio (Chiminazzo, 2007). Nessa etapa, marcada pela transição e pela consolidação da identidade juvenil, as vivências de cooperação, respeito e tomada de decisões promovidas pelo futsal são cruciais para a formação de sujeitos autônomos e responsáveis (Brasil, 2018). De acordo com Darido (2004), quando trabalhado com intencionalidade pedagógica, o esporte escolar favorece a formação cidadã. Desse modo, no Ensino Médio, o futsal ultrapassa a dimensão técnica/tradicional e assume um papel ainda mais relevante, atuando como um importante instrumento educativo no contexto escolar.

Historicamente, o ensino do futsal escolar esteve envolvido com abordagens tecnicistas, centradas na repetição de fundamentos e na valorização do desempenho (Ricci; Oliveira; Marques, 2022). No entanto, essa perspectiva tem sido muito questionada por estudiosos que defendem metodologias mais inclusivas e participativas. Práticas que ignoram as diferenças individuais dos alunos tendem a gerar exclusão e desmotivação (Darido, 2004; Castellani, 2014). Embora avanços tenham sido registrados, a transição para modelos pedagógicos mais democráticos e inclusivos ainda não está plenamente consolidada nas escolas (Leonardo; Scaglia; Reverdito, 2009).

Apesar da presença do futsal nas escolas públicas, diversos obstáculos ainda comprometem sua vivência plena pelos alunos. Darido (2004) ressalta que metodologias voltadas apenas para o desempenho técnico tendem a excluir alunos com menor habilidade, comprometendo o caráter formativo da EF. Ademais, Ricci, Oliveira e Marques (2022) acrescentam que essas barreiras geram desmotivação e dificultam o engajamento dos alunos nas aulas de EF. Diante desse cenário, torna-se necessário investigar como esses fatores influenciam a percepção dos estudantes, uma vez que eles são protagonistas do processo ensino- aprendizagem (Libâneo, 2017).

Diante da relevância do futsal no contexto escolar, torna-se essencial compreender como os alunos vivenciam essa prática nas aulas de EF. Afinal, embora o esporte esteja presente no cotidiano das escolas, nem todos os estudantes se sentem incluídos, motivados ou representados (Badan, 2021). Neste sentido, o presente estudo tem como objetivo investigar a percepção dos estudantes do Ensino Médio sobre a prática do futsal nas aulas de Educação Física, considerando o interesse, a motivação, a participação e a percepção acerca da organização das aulas, da atuação docente e das condições estruturais.

2. METODOLOGIA

Tipo de estudo

O presente estudo caracteriza-se como uma pesquisa descritiva, pois tem como objetivo principal identificar e registrar as percepções dos alunos do Ensino Médio sobre o futsal nas aulas de EF. A pesquisa descritiva busca observar, registrar, analisar e correlacionar fatos ou fenômenos sem manipulá-los, sendo adequada para o levantamento de opiniões, atitudes e comportamentos de uma população específica (Gil, 2002).

Quanto aos procedimentos técnicos, trata-se de um estudo de campo, a ser realizado diretamente no ambiente escolar, permitindo contato direto com os participantes no contexto em que o fenômeno ocorre. No que se refere à abordagem, a pesquisa é de natureza quantitativa, uma vez que os dados foram coletados por meio de um questionário composto por questões fechadas, possibilitando sua mensuração e análise por meio de técnicas estatísticas (Dalfovo; Lana; Silveira, 2008).

Por fim, quanto ao recorte temporal, a pesquisa foi do tipo transversal, visto que os dados foram coletados em um único momento, proporcionando uma análise pontual do fenômeno investigado no período em que a coleta foi realizada (Gil, 2002).

Participantes

Os participantes desta pesquisa foram estudantes do 2º ano do Ensino Médio de uma escola pública federal de Floriano-PI. O universo populacional elegível compreendeu 119 alunos regularmente matriculados nos cursos técnicos de Administração, Edificações e Informática.

A amostra final foi constituída por 72 estudantes que responderam e devolveram os questionários de forma válida, atendendo aos critérios de inclusão e às exigências éticas estabelecidas. A seleção dos sujeitos ocorreu por meio de amostragem não probabilística por conveniência, definida pela disponibilidade dos alunos e pela facilidade de acesso ao campo de estudo no período da coleta.

Critérios de inclusão e exclusão

Os critérios de inclusão compreenderam os alunos regularmente matriculados no 2º ano do Ensino Médio da escola selecionada, de ambos os sexos, que participavam das aulas de EF e aceitaram colaborar voluntariamente com o estudo.

Como critérios de exclusão, foram considerados os estudantes matriculados nas demais séries (1º e 3º anos) por razões pedagógicas e curriculares distintas: os alunos de 1º ano foram excluídos pelo fato de, no momento da coleta (início do período letivo), ainda não terem vivenciado o conteúdo de futsal na instituição, o que impossibilitaria a análise de suas percepções sobre a prática; já os discentes do 3º ano foram excluídos devido àausência da disciplina de EF na grade curricular dessa série na escola investigada. Além destes, foram excluídos estudantes ausentes no dia da coleta, aqueles cujos responsáveis não assinaram os termos de autorização: Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE) e Termo de Assentimento Livre Esclarecido (TALE). Também foram excluídos questionários preenchidos de forma incompleta.

Procedimentos de coleta de dados

A coleta de dados correspondeu à etapa da pesquisa de campo em que se estabeleceu o contato direto com a realidade investigada, visando obter as informações necessárias para a compreensão do fenômeno estudado (Gil, 2002). Para este estudo, foi utilizado um questionário estruturado composto por perguntas fechadas. Previamente àexecução, a instituição onde a pesquisa foi realizada autorizou sua condução por meio da Declaração de Infraestrutura (ANEXO A). O processo de coleta iniciou- se somente após a aprovação do projeto pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), garantindo o cumprimento de todos os preceitoséticos.

O pesquisador realizou visitas às turmas de 2º ano do Ensino Médio, no turno da manhã, para apresentar os objetivos da pesquisa e convidar os estudantes a participarem voluntariamente. Em conformidade com a Resolução nº 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde, foram entregues o TCLE para os responsáveis e o TALE para os discentes.

A aplicação do questionário ocorreu em maio de 2026, presencialmente em sala de aula, apenas após a devolução dos termos devidamente assinados. Os estudantes responderam ao instrumento de forma individual, em um tempo estimado de 10 a 15 minutos. Durante o preenchimento, o pesquisador permaneceu no local exclusivamente para esclarecer dúvidas de compreensão, sem interferir nas escolhas dos participantes. Ao término da aplicação, os questionários foram recolhidos, conferidos e organizados pelo pesquisador. Na sequência, os dados foram digitados e tabulados em planilha eletrônica no software Microsoft Excel, garantindo a integridade das informações para a posterior análise estatística (Gil, 2002)

Instrumento de coleta de dados

O instrumento de coleta de dados consistiu em um questionário estruturado, composto por questões fechadas em escala Likert de cinco pontos. A elaboração do instrumento foi fundamentada em constructos teóricos da EF e das Ciências do Esporte, como motivação e satisfação, tomando como referências o Sport Satisfaction Instrument (Duda; Nicholls, 1992) e a Sport Motivation Scale (Pelletier et al., 1995), utilizadas na literatura para investigação de aspectos relacionados à motivação e à satisfação em contextos esportivos.

Considerando que o presente estudo se desenvolveu no contexto específico das aulas de EF no Ensino Médio, com foco na modalidade futsal, os itens foram elaborados e adaptados quanto àlinguagem e ao conteúdo, de modo a adequar-seàrealidade escolar investigada. Nesse sentido, ressalta-se que o instrumento não se configura como uma reprodução integral de escalas previamente validadas, mas sim como um questionário estruturado construído com base em referenciais teóricos da área, preservando os principais constructos investigados (Gil, 2002; Creswell; Creswell, 2021).

Durante a etapa de elaboração do instrumento, foi realizada uma aplicação piloto com um pequeno grupo de estudantes, com o objetivo de verificar a clareza, compreensão e organização das questões. A partir dessa etapa, foram realizados ajustes na estrutura e na redação dos itens, resultando na versão final do questionário utilizada na pesquisa.

Além disso, para atender plenamente aos objetivos da pesquisa, foram incluídos itens adicionais relacionados àparticipação eàpercepção dos estudantes acerca do futsal. O instrumento final foi composto por 16 questões, incluindo itens em escala Likert e questões de caracterização dos participantes.

Análise de dados

A análise dos dados foi realizada por meio de estatística descritiva, visando garantir a consistência e a interpretação fiel das informações coletadas. Os dados obtidos foram organizados, codificados e tabulados em planilha eletrônica do Microsoft Excel® e posteriormente analisados no software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 25.0.

Para a caracterização dos participantes e análise das variáveis de motivação, participação, inclusão e interesse, foram calculadas frequências absolutas e relativas para as variáveis categóricas e ordinais. Os resultados estão apresentados em tabelas e gráficos, permitindo a visualização clara da percepção dos estudantes sobre a prática do futsal nas aulas de EF.

Aspectos éticos

A presente pesquisa foi conduzida em conformidade com as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos, estabelecidas pela Resolução nº510, de 7 de abril de 2016, do Conselho Nacional de Saúde, aplicável às áreas de Ciências Humanas e Sociais. O projeto foi submetido à Plataforma Brasil para apreciação pelo CEP da UESPI, e a coleta de dados iniciou-se somente após a emissão do Certificado de Apresentação para Apreciação Ética (CAAE nº 96662626.6.0000.5209).

A participação dos estudantes foi voluntária, mediante autorização dos responsáveis legais pelo TCLE e assinatura do TALE pelo próprio aluno. Estes termos detalharam as garantias e direitos dos participantes, assegurando que o estudante pudesse interromper sua colaboração a qualquer momento, sem qualquer prejuízo. Quanto àprivacidade, assegurou-se que todos os dados coletados fossem tratados de forma confidencial e anônima, sem a coleta de informações que permitissem a identificação dos sujeitos. Para fins de organização, utilizaram-se códigos numéricos, e os registros foram armazenados em arquivo digital protegido por senha, sob responsabilidade do pesquisador, por um período de cinco anos, sendo posteriormente descartados de forma segura.

3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Perfil do estudante

Para iniciarmos a apresentação dos resultados, éessencial contextualizar o grupo de sujeitos que deu base a esta investigação, compreendendo sua realidade demográfica e social. Participaram da pesquisa 72 estudantes matriculados no 2º ano do Ensino Médio. Diante disso, a Tabela 1 detalha a caracterização desses participantes quanto ao sexo e à idade, evidenciando uma predominância do sexo feminino (62,5%) e de alunos com 16 anos (77,8%). Considerando que a maior parte da amostra se encontra em uma fase típica da adolescência, possibilitando uma etapa de transição e descobertas onde as vivências escolares e esportivas são cruciais para a consolidação da identidade juvenil (Chiminazzo, 2007).

A surpreendente presença feminina nesta investigação, embora reflita a realidade institucional da escola pesquisada, estabelece um ponto de análise crítico frente à construção sócio-histórica do futsal no Brasil. Historicamente, o futebol e o futsal foram consolidados como campos de “reserva masculina”, ou seja, onde atributos de força e virilidade eram incentivados em detrimento da participação feminina (Goellner, 2013). Diante disso, Barreira (2018) ressalta que essa exclusão foi inclusive institucionalizada por decretos e leis que proibiram a prática por mulheres até o final da década de 1970, gerando condições desiguais de acesso que ainda ecoam no ambiente escolar atual.

Nesse sentido, a predominância feminina na amostra não deve ser encarada como um viés negativo, mas como um elemento revelador dos desafios pedagógicos atuais. Autores como Altmann (2017) e Santana (2003) destacam que, embora o futebol e o futsal ainda sejam majoritariamente masculinos em ambientes profissionais, no contexto escolar as meninas têm conquistado seu espaço, o que exige que a EF deixe de ser planejada sob uma lógica dicotômica e biológica. Portanto, uma amostra composta majoritariamente por mulheres éfundamental para identificar se o ambiente escolar está preparado para essa inclusão igualitária.

Tabela 1. Caracterização dos participantes (n = 72)

Variável

n (%)

Sexo

 

Feminino

45 (62,5)

Masculino

27 (37,5)

Idade

 

15 anos

1 (1,4)

16 anos

56 (77,8)

17 anos

13 (18,1)

18 anos ou mais

2 (2,8)

Fonte: Dados da pesquisa (2026).

Com o objetivo de verificar a participação dos estudantes nas aulas de EF, analisou-se a frequência de comparecimento relatada pelos estudantes (Gráfico 1). Esta etapa é essencial para diagnosticar o nível de compromisso e o engajamento inicial dos alunos com as práticas de EF na instituição investigada. Ao investigar a frequência/assiduidade, busca-se compreender se a disciplina mantém um apelo de presença que sustente o processo de ensino-aprendizagem no cotidiano escolar (Rufino; Neto, 2025). Tais dados funcionam como um indicador da relevância atribuída pelos jovens à Educação Física, servindo de base para a discussão sobre o interesse específico no futsal (Fernandes; Góis; Correia, 2023).

Gráfico 1. Frequência de participação dos estudantes nas aulas de EF

Fonte: Dados da pesquisa (2026).

Observou-se que a participação dos estudantes nas aulas de EF é caracterizada por um elevado índice de participação (Gráfico 1), visto que a maioria expressiva dos participantes relatou comparecer às aulas “sempre” (38,89%) ou “frequentemente” (45,83%). Em oposição a esse cenário de engajamento, apenas uma parcela reduzida de alunos indicou participar“às vezes” (9,72%) ou “raramente” (5,56%), sugerindo que a disciplina possui um forte apelo de presença no cotidiano desta escola em Floriano-PI.

Essa frequência abrangente funciona como um indicador positivo da qualidade das relações interpessoais e do clima escolar, fatores que influenciam diretamente a disposição dos jovens para as práticas corporais (Fernandes; Góis; Correia, 2023). O comparecimento regularé um “termômetro” da relevância que o aluno atribui à disciplina, sendo fundamental para o sucesso do processo de ensino-aprendizagem e para a formação de vínculos duradouros com a atividade física (Rufino; Neto, 2025).

Além da presença física, a literatura destaca que a qualidade dessa participação estávinculadaàsatisfação das necessidades psicológicas básicas de autonomia, competência e relacionamento (Pizani et al., 2016). Ademais, quando o ambiente escolar promove o sentimento de eficácia e pertencimento, o estudante tende a migrar de uma motivação extrínseca (baseada em regras ou notas) para uma relação intrínseca, caracterizada pelo prazer na atividade em si (Pizani et al., 2016; Fernandes; Góis; Correia, 2023).

Participação e interesse

A percepção dos estudantes acerca do futsal nas aulas de EF foi analisada considerando aspectos relacionados ao interesse pela modalidade, à motivação e à participação dos alunos nas atividades propostas. Este eixo busca identificar o nível de envolvimento subjetivo dos jovens, indo além da simples presença física na quadra para compreender os fatores que impulsionam ou afastam o estudante da prática ativa (Badan, 2021). Ao investigar essas dimensões, pretende-se revelar como a dinâmica das aulas influencia o desejo de engajamento e o prazer vivenciado durante o jogo, elementos essenciais para que o esporte cumpra seu papel educativo e promova a formação de hábitos saudáveis (Marques; Almeida; Gutierrez, 2007).

Gráfico 2. Participação e interesse dos estudantes nas aulas de futsal

Fonte: Dados da pesquisa (2026).

Conforme apresentado na Gráfico 2, observou-se que o futsal não é uma paixão unânime entre os alunos, visto que 50% dos participantes discordam que esta seja a modalidade que mais agradada e 58,3% afirmam que as aulas não são divertidas. O prazer e a diversão são os principais motivos para que o jovem pratique esportes, e a falta desses elementos pode levar ao afastamento da disciplina (Fernandes; Góis; Correia, 2023). Diante disso, quando o aluno não encontra satisfação na atividade, a prática deixa de ser um momento de aprendizado para se tornar apenas uma obrigação escolar (Neres; López, 2024).

Outro ponto importante é a desigualdade percebida na quadra, onde 55,6% dos estudantes sentem que não possuem a mesma chance de tocar na bola. Esse dado ajuda a explicar por que apenas 37,5% se sentem realmente incluídos nas aulas. O ensino que foca apenas no desempenho técnico acaba transformando o esporte em um privilégio para os mais habilidosos, gerando exclusão social dentro da escola (Ricci; Oliveira e Marques, 2022). Essa realidade afasta quem tem menos habilidade, pois o aluno se sente desencorajado ao perceber que as oportunidades de aprendizado são desiguais (Marques; Almeida; Gutierrez, 2007).

A falta de motivação também é visível quando 52,8% dos estudantes dizem que o futsal não os anima a participar de outras atividades físicas. Da mesma forma, metade dos alunos (50%) sente que o modo como o esporte é ensinado não desperta o interesse em buscar o futsal fora da escola. Esse cenário é preocupante, pois a motivação deveria servir como o combustível para que o jovem mantenha o desejo de ser ativo e não abandone a prática corporal (Badan, 2021). Se as aulas não geram esse interesse, a disciplina corre o risco de se tornar apenas uma tarefa sem significado para o aluno no dia a dia escolar.

Portanto, os resultados dessa representação indicam que o futsal não é uma preferência para todos, já que apenas 38,9% concordam que ele é a modalidade que mais agrada. O fato de haver sentimentos divididos sobre a inclusão, com menos de 40% se sentindo plenamente incluído, reforça que a participação e o interesse estão abaixo do esperado para um esporte tão popular. Conforme Badan (2021), para que a EF cumpra seu papel, as aulas precisam oferecer experiências que gerem prazer e façam com que o aluno sinta que aquele espaço de jogo também é feito para ele.

Inclusão e experiência

Além dos aspectos relacionados ao interesse e à participação, investigou-sea percepção dos estudantes quanto àinclusão eàexperiência vivenciada nas aulas de futsal. Este tópico busca compreender se o ambiente da quadra é percebido como um espaço de acolhimento para todos, independentemente do nível de habilidade técnica individual (Alves; Duarte, 2014). A análise foca no sentimento de pertencimento e na qualidade das vivências subjetivas, avaliando se as práticas pedagógicas conseguem romper com a lógica da exclusão e promover uma participação mais democrática e equitativa no cotidiano escolar (Ricci; Oliveira; Marques, 2022).

Gráfico 3. Inclusão e experiência dos estudantes nas aulas de futsal

Fonte: Dados da pesquisa (2026)

Em relação àpercepção de exclusão, o gráfico 3 revelou que 44,44% dos estudantes discordam da afirmação de que se sentem excluídos das jogadas principais por não possuírem habilidade técnica. Como esta questão possui sentido negativo, esse índice de discordância representa uma percepção favorável de inclusão para uma parcela significativa da amostra. Todavia, é relevante destacar que 26,39% dos participantes confirmaram sentir-se excluídos, o que talvez sugira que a valorização do desempenho motor (Ricci; Oliveira; Marques, 2022), características de modelos tradicionais (Greco; Morales; Aburachid, 2012), pode atuar como um fator de distanciamento para parte dos alunos. O que pode justificar essa percepção é o fato de 77,78% dos alunos (Gráfico 4) identificarem um foco central na técnica e na repetição de fundamentos nas aulas, indicando que a hegemonia da performance na dinâmica do jogo pode, involuntariamente, estabelecer barreiras para a participação plena e equitativa de todos os estudantes (Ricci; Oliveira; Marques, 2022).

No que tange à atuação docente, observou-se que 73,62% dos alunos reconhecem que o professor incentiva a participação de todos, inclusive daqueles com menor domínio da modalidade. Esse expressivo índice de concordância indica que o professor busca exercer seu papel de mediador, organizando as atividades de maneira consciente para integrar o grupo. Esse tipo de intervenção positivaéfundamental para que o esporte escolar não se limite a uma administração de práticas competitivas, permitindo que o aluno compreenda o valor de si mesmo e dos colegas (Galatti; Paes; Darido, 2010).

Os resultados revelaram um paradoxo entre o papel incentivador do professor (ponto positivo) e a experiência prática vivenciada pelos alunos na quadra. Embora a intenção pedagógica de inclusão seja reconhecida por uma parte significativa da amostra, a persistência de sentimentos de exclusão sugere que as percepções dos estudantes são medidas por complexos fatores externos e subjetivos (Duda; Nicholls, 1992).

Diante disso, levanta-se a hipótese de que influências como o julgamento dos pares, a baixa autoestima e os estereótipos disseminados pela mídia contribuam para que o futsal ainda seja enxergado sob o prisma de preconceitos estabelecidos (Badan et al., 2021). No entanto, como a maior parte da amostraécomposta pelo público feminino, Souza e Knijnik (2007) ressaltam fatores que podem justificar essa percepção que frequentemente está associadaàmídia esportiva o que pode gerar barreiras simbólicas e afetar a autopercepção de competência das alunas, limitando o impacto das estratégias inclusivas do docente.

Essas interpretações devem ser compreendidas como hipóteses explicativas, visto que a investigação mapeou as percepções e não os fatores determinantes causais. Contudo, achados semelhantes são verificados na literatura da área, em que estudos de Chicati (2000) e Darido (2004) também identificaram que modelos de ensino centrados na técnica e na performance tendem a excluir alunos com menor destreza, gerando desinteresse especialmente no Ensino Médio. Autores como Greco et al. (2012) reforçam que, quando a aula foca excessivamente no "como fazer" (técnica) em detrimento do "o que fazer" (tática), as desigualdades de participação se tornam mais evidentes.

Prática pedagógica

A percepção dos estudantes acerca da prática pedagógica nas aulas de futsal foi analisada considerando aspectos relacionados ao foco na técnica da modalidade e ao desenvolvimento de conteúdos sociais e táticos (Gráfico 4).

Gráfico 4. Percepção dos estudantes sobre a prática pedagógica nas aulas de futsal

Fonte: Dados da pesquisa (2026)

A análise das respostas revelou que existe uma forte percepção dos estudantes sobre o modelo de ensino adotado, visto que 77,78% concordam que as aulas focam na técnica e na repetição de fundamentos, como passe e chute. Esse alto índice dá a entender que o futsal aindaé ensinado sob uma visão tecnicista, que prioriza o desempenho motor em vez do aprendizado coletivo (Oliveira, 2020). De acordo com a literatura, esse tipo de abordagem ignora as diferenças individuais e pode transformar a quadra em um espaço de seleção, beneficiando apenas os mais habilidosos (Sadi, 2013).

Em contrapartida, 63,89% dos alunos reconhecem que o professor também trabalha aspectos sociais e táticos, como cooperação e respeito. Embora esse dado mostre uma intenção pedagógica de ir além do gesto motor, a valorização desses pontos ainda é menor do que a dadaà técnica, sugerindo que o comportamento e o raciocínio de jogo não são o centro das aulas. Para que o futsal cumpra seu papel no Ensino Médio, a técnica deve estar integradaàinteligência tática, permitindo que o estudante tome decisões conscientes e seja o protagonista do seu aprendizado (Galatti; Paes; Darido, 2010).

Diante disso, essa predominância do ensino técnico ajuda a explicar o desinteresse relatado por metade da turma. Mesmo com o incentivo do professor, a metodologia baseada na repetição tende a excluir quem não domina a modalidade, dificultando o engajamento real de todos os perfis de alunos (De Almeida; Gutierrez; Marques, 2009). Portanto, conclui-se que a prática pedagógica aindaéfortemente marcada pelo tecnicismo tradicional. Essa realidade evidencia a necessidade de modelos de ensino mais diversificados e inclusivos, que valorizem a compreensão total do jogo e a participação de todos os estudantes (Canestraro; Zulai; Kogut, 2008).

Condições e estrutura

Quanto às condições estruturais para a realização das aulas de futsal, os estudantes apresentaram avaliações predominantemente positivas (Figura 5).

Gráfico 5. Condições estruturais das aulas de futsal

Fonte: Dados da pesquisa (2026)

Como se pode observar, a figura 5 demonstrou uma percepção bastante positiva, visto que 88,89% dos estudantes concordam que as condições de quadra são adequadas para a realização das aulas. Esse resultado é relevante, pois a qualidade do espaço, incluindo marcação e conservação, é um fator que influência diretamente o ânimo dos alunos para participar das atividades (Badan et al., 2021). Diferente do que é frequentemente apontado em outros estudos, onde a infraestrutura precária atua como uma barreira para o ensino (Badan et al., 2021), a realidade desta escola favorece o desenvolvimento das práticas de futsal.

Quanto à disponibilidade de recursos, observou-se que 62,5% dos participantes discordam que a falta de materiais, como coletes e cones, dificulte as aulas. Por ser uma questão formulada negativamente, esse índice de discordância revela que a escola fornece os equipamentos necessários para o bom andamento das atividades. Ter materiais suficientes e de qualidadeéessencial para evitar a desmotivação e permitir que o professor diversifique as estratégias de ensino (Badan et al., 2021).

Portanto, conclui-se que o ambiente estudado possui condições estruturais favoráveis, reforçando a ideia de que eventuais problemas de interesse dos alunos não são causados por falta de material ou espaço, mas talvez por questões pedagógicas.

Síntese das respostas. Além das análises apresentadas nos gráficos anteriores, a Tabela 2 apresenta a distribuição das respostas dos estudantes para cada questão investigada, considerando as frequências absolutas e relativas das categorias da escala Likert, bem como as medidas de tendência central (média) e dispersão (desvio padrão).

Tabela 2. Síntese das respostas dos estudantes às questões sobre a prática do futsal nas aulas de EF (n=72).

QUESTÃO

Discordo Totalmente n (%)

Discordo
n (%)

Neutro
n (%)

Concordo
n (%)

Concordo Totalmente n (%)

Média ± DP

Q5. Futsal éa modalidade que mais me agrada

17 (23,61)

19 (26,39)

8 (11,11)

12 (16,67)

16 (22,22)

2,87 ± 1,51

Q6. Futsal motiva outras atividades

18 (25,00)

20 (27,79)

15 (20,83)

12 (16,67)

7 (9,72)

2,58 ± 1,30

Q7. Ensino do futsal aumenta interesse

16 (22,22)

20 (27,78)

19 (26,39)

9 (12,50)

8 (11,11)

2,63 ± 1,27

Q8. Aulas de futsal são divertidas

23 (31,94)

19 (26,39)

9 (12,50)

8 (11,11)

13 (18,06)

2,57 ± 1,49

Q9. Todos têm oportunidade de participar

18 (25,00)

22 (30,56)

20 (27,78)

10 (13,89)

2 (2,78)

2,39 ± 1,10

Q10. Sinto-me incluído(a) nas aulas

13 (18,06)

13 (18,06)

19 (26,39)

22 (30,56)

5 (6,94)

2,90 ± 1,22

*Q11. Sinto-me excluído(a) das jogadas

16 (22,22)

16 (22,22)

21 (29,17)

10 (13,89)

9 (12,50)

2,72 ± 1,30

Q12. Professor incentiva a participação

4 (5,56)

4 (5,56)

11 (15,28)

31 (43,06)

22 (30,56)

3,87 ± 1,09

Q13. Foco na técnica e fundamentos

1 (1,39)

2 (2,78)

13 (18,06)

40 (55,56)

16 (22,22)

3,94 ± 0,80

Q14. Aspectos sociais e táticos

5 (6,94)

5 (6,94)

16 (22,22)

27 (37,50)

19 (26,39)

3,69 ± 1,15

Q15. Condições da quadra adequadas

0 (0,00)

1 (1,39)

7 (9,72)

36 (50,00)

28 (38,89)

4,26 ± 0,69

*Q16. Falta de materiais dificulta as aulas

22 (30,56)

23 (31,94)

24 (33,33)

2 (2,78)

1 (1,39)

2,13 ± 0,93

Fonte: Dados da pesquisa (2026)

*Questões formuladas de maneira negativa. Nesses itens, maiores percentuais de discordância indicam percepções mais favoráveis dos estudantes em relaçãoàinclusão nas aulas e às condições para a realização das atividades.

A análise conjunta das respostas demonstra que o futsal, embora seja um esporte central na cultura brasileira, não é a preferência absoluta de metade dos estudantes pesquisados, visto que 50% discordam que esta seja a modalidade que mais lhes agrada (Q5) e 58,3% não percebem as aulas como um momento de diversão (Q8). Esse cenário sugere que a motivação dos jovens para a EF ultrapassa o simples contato com o esporte, dependendo diretamente da satisfação e do prazer proporcionados pela atividade (Silva; Chiminazzo; Fernandes, 2021). Quando o interesse e a ludicidade são reduzidos, a disciplina corre o risco de ser vista apenas como uma formalidade escolar, dificultando o engajamento dos alunos em um estilo de vida ativo fora do ambiente da escola (Ricci; Oliveira; Marques, 2022).

Quanto àinclusão, os dados revelam um importante reconhecimento da postura do docente, pois 73,62% dos alunos concordam que o professor incentiva a participação de todos (Q12). No entanto, existe um desafio prático na dinâmica das atividades, uma vez que 55,6% sentem que as oportunidades de tocar na bola são desiguais (Q9) e uma parcela significativa ainda relata sentimentos de exclusão por falta de habilidade técnica (Q11). Esse paradoxo indica que, apesar do esforço mediador do professor em promover um ambiente acolhedor, a estrutura competitiva natural do jogo muitas vezes acaba priorizando os mais habilidosos (Sadi, 2013). Assim, a intenção pedagógica de incluir esbarra na dificuldade de garantir o protagonismo real (Brasil, 2018) de todos durante o tempo de prática na quadra.

No que tange à prática pedagógica, a percepção de 77,78% dos estudantes sobre o foco central na técnica e na repetição de fundamentos (Q13) sinaliza a persistência de características associadas ao modelo tradicional de ensino. É relevante considerar que essa visão dos alunos pode ser reflexo de uma tendência histórica da EF brasileira, que por décadas priorizou o rendimento, o desempenho motor e a execução mecanizada dos gestos (De Sousa Nunes; Miguel, 2021). Portanto, os dados sugerem que elementos dessa herança pedagógica tecnicista ainda permeiam a experiência discente, indicando que a hegemonia da performance pode influenciar a dinâmica das aulas na instituição investigada (Sadi, 2013).

Embora o professor também consiga inserir aspectos sociais e táticos em sua prática (63,89% em Q14), a predominância da visão técnica pode acabar gerando desmotivação nos alunos que não possuem domínio prévio da modalidade. Portanto, o desafio reside em equilibrar o ensino das habilidades com estratégias que valorizem a compreensão tática e a inteligência de jogo (Oliveira, 2020), tornando o aprendizado mais significativo para todos (Brasil, 2018). Por fim, os resultados evidenciam que a escola possui condições físicas privilegiadas, com 88,89% de aprovação sobre a qualidade da quadra (Q15) e uma percepção majoritária de que não faltam materiais para as aulas (Q16). Diferente de muitas realidades escolares onde a falta de infraestrutura acredita-se impedir o trabalho docente (Badan et al., 2021), o ambiente estudado em Floriano-PI oferece um suporte material sólido para o desenvolvimento pedagógico.

Conclui-se, portanto, que o cenário é favorável para a transição demodelos tradicionais para metodologias mais diversificadas e inclusivas. Abordagens como a crítico-superadora, a crítico-emancipatória e o modelo de educação esportiva oferecem os meios para que o estudante encontre sentido real naquilo que pratica (Duda; Nicholls, 1992). Com o suporte material e a mediação do professor garantidos, o foco pedagógico deve convergir para o ajuste das dinâmicas de jogo, assegurando que o futsal cumpra seu papel de formação cidadã e proporcione experiências prazerosas a todos os perfis de alunos (Badan, 2021; Rufino; Neto, 2025).

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A presente pesquisa teve como objetivo de investigar a percepção de estudantes do Ensino Médio de uma escola pública federal na cidade de Floriano-PI sobre o futsal. Os resultados consolidam a compreensão de que, embora o futsal seja um pilar da cultura esportiva brasileira, sua aplicação no ambiente escolar ainda aparenta carregar algumas marcas de modelos tradicionais que influenciam, querendo ou não, o interesse e a motivação dos alunos.

O estudo revelou uma importante contribuição ao conhecimento existente ao demonstrar que, diferentemente de muitos cenários nacionais onde a falta de infraestrutura aparenta ser a barreira principal, na realidade investigada as condições físicas e materiais são consideradas boas e adequadas. Isso indica que o foco da desmotivação de alguns estudantes não reside na falta de recursos, mas, provavelmente, na persistência de um modelo tecnicista que prioriza a repetição de fundamentos e acaba gerando desigualdade no tempo de posse de bola e na participação efetiva nas jogadas.

Para os profissionais de EF, este conhecimento sinaliza a necessidade de uma transição metodológica. Essa mudança na prática docente deve se traduzir na adoção de metodologias ativas que gerem inclusão e significado para os alunos, como as abordagens voltadas àcompreensão tática antes do fazer técnico. Isso garante que o esporte deixe de ser um privilégio dos mais habilidosos e passe a ser um direito de aprendizagem para todos, promovendo a equidade e respeito à diversidade.

Como limitações do estudo, aponta-se a sua natureza descritiva e quantitativa, que permite um mapeamento do cenário, mas não aprofunda as razões subjetivas para o sentimento de exclusão relatado por parte dos alunos. Desta forma, sugere-se que estudos futuros utilizem abordagens qualitativas, como entrevistas ou grupos focais, para compreender as nuances do desinteresse e as expectativas dos jovens em relação àdiversão nas aulas. Além disso, a replicação desta pesquisa em outras escolas da região poderia fornecer um panorama comparativo mais amplo sobre as práticas pedagógicas de futsal no interior do estado.

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ANEXO A – DECLARAÇÃO DEINFRAESTRUTURA

Image, Index(12), Rect(85, 106, 501, 650), File(IMG_Image178_DMVQGZHRSYXDFSV2.JPEG)

1 Graduado em Educação Física da Universidade Estadual do Piauí, Floriano, Piauí, Brasil. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

2 Mestre em Educação Física da Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina, Pernambuco, Brasil. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

3 Mestre em Ciências da Saúde e Biológicas da Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina, Pernambuco, Brasil. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

4 Especialista em Métodos de Educação Física Escola do Centro Universitário UniBTA, Brasil E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

5 Especialista em Docência em Educação Física e Práticas Pedagógicas na Faculdade FACUMINAS, Coronel Fabriciano, Minas Gerais, Brasil. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

6 Graduado em Educação Física no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba, Souza, Paraíba. Brasil. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

7 Especializando em Nutrição Clínica Ambulatorial e Hospitalar pela ANHANGUERA, Serra Talhada, Pernambuco, Brasil. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

8 Especialista em Educação Especial e Musical da Faculdade Única, Cabrobó, Pernambuco, Brasil. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

9 Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional da Faculdade Única, Cabrobó, Pernambuco, Brasil. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

10 Especialista em Educação Física Escolar pela Unicesumar, Floriano, Piauí, Brasil. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

11 Mestre em Educação Física da Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina, Pernambuco, Brasil. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

12 Doutor em Ciências da Saúde pela Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

13 Mestre em Educação Física da Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina, Pernambuco, Brasil. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail