REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/776798009
RESUMO
A temática refere-se à importância do ensino da história e cultura dos povos indígenas. Vivemos em um mundo globalizado, com constantes transformações no contexto educacional, o que faz vir à tona desafios diários no processo ensino e aprendizagem dentro e fora da sala de aula. Isso leva os docentes a buscarem apoio em recursos pedagógicos que melhor se adéquem ao cenário ensino e aprendizagem com a finalidade de oportunizar uma educação de qualidade.
Nessa conjuntura, a capacitação dos professores em relação a história e cultura dos povos indígenas, em especial sobre o povo Xokó, é de extrema importância para que os docentes de Porto da Folha possam transmitir a história e cultura dos povos indígenas de maneira geral levando para o contexto local e propiciar aos alunos conhecimentos sobre a história do povo indígena da comunidade, que é muito rica. Para isso, os educadores poderão utilizar as metodologias ativas com propósito de chamar a atenção e a participação dos alunos, possibilitando o protagonismo dos discentes, e, ao mesmo tempo, realizando o que estabelece a Lei 11.645/2008, em relação à história e cultura dos povos indígenas.
Palavras-chave: Educação; povos indígenas; metodologias ativas; formação; aprendizagem.
ABSTRACT
The theme refers to the importance of teaching the history and culture of indigeneous peoples. We live in a globalized word, with constant transformations in the educational context, which raises daily challenges in the teaching and learning process inside and outside the classroom. This leads teachers to seek support in pedagogical resources that best suit the teaching and learning scenario in order to provide quality education. At this juncture, the training of teachers in relation to the history and culture of indigenous peoples, especially the Xokó people, is extremely important so that Porto da Folha teachers can transmit the history and culture of indigenous peoples in general, leading to the local context and provide students with knowledge about the history of the indigenous people of community, which is very rich. To this end, educators Will be able to use active methodologies with the purpose of drawing students’ attention and participation, enabling students to take a leading role, and, at the same time, carrying out what is established by Law 11,645/2008, in relation to history and culture of indigenous peoples.
Keywords: Education; indigenous people; active methodologies; training; learning.
1. INTRODUÇÃO
O presente artigo aborda a importância de se trabalhar a história e cultura dos povos indígenas e afrodescendentes nas escolas públicas e particulares, cumprindo o que está na Lei 11.645/2008 que torna tal temática obrigatória nos currículos escolares de todo Brasil.
Para isso, é importante que os professores tenham conhecimento sobre a história e a cultura dos povos indígenas, para os mesmos terem um conhecimento mais amplo em relação aos povos originários. Consequentemente, é necessário que os gestores públicos invistam em capacitação sobre os nativos, de forma que eles possam ter uma visão mais ampla do assunto.
Assim, eles poderão desenvolver práticas educativas que possibilitem os alunos a tornarem-se críticos a ponto de questionarem a visão eurocêntrica em relação aos indígenas.
No cenário de construção do conhecimento, temos o docente como mediador de todo processo de aprendizagem sendo, dessa forma, responsável por encontrar uma ação didática capaz clarear a mente dos discentes.
Neste trabalho, abordar-se-á a importância da Didática para a concretização do processo ensino-aprendizagem examinando seus reflexos na prática educativa e implicações do professor como mediador do conhecimento.
É sabido que a história desses povos é importante para toda a sociedade, já que somos frutos dessa miscigenação. Ressalta-se, assim, a necessidade de conhecermos nossas raízes culturais, e dessa maneira, possibilitar o conhecimento a todos os estudantes com a finalidade de que eles conheçam e respeitem a diversidade que existe no país.
Objetivando a melhor compreensão sobre tal temática, o presente artigo está dividido em subtemas que apresentarão a conceituação e breves apontamentos históricos a importância da Lei 11.645/2008 na prática de ensino, na formação docente e as considerações finais.
A metodologia consiste em: levantamento bibliográfico, entrevistas, observação.
Logo, com a sua feitura, espera-se levar a compreensão desta relação e importância existente em relação a história e cultura dos povos indígenas.
Machado (2013) acentua que, nessa nova realidade, é primordial integrar conhecimentos teóricos como cotidiano dos estudantes, promovendo a construção coletiva do conhecimento e trazendo uma perspectiva mais inovadora, aprendendo por meio de experiências, desafios e práticas rotineiras.
Assim, a incorporação das metodologias ativas, a visão crítica do professor no ensino passa pela compreensão de suas potencialidades e limitações em relação às formas de interação e construção. Por isso, nada mais natural do que utilizar esses recursos para apoiar a prática pedagógica dentro e fora da sala de aula.
Com essas ferramentas, é possível que os professores facilitem a absorção de conhecimento trabalhado e o interesse dos alunos pela história e cultura dos povos originários.
2. REFERENCIAL TEÓRICO
2.1. Como a História dos Povos Indígenas São Transmitidas Pelos Livros Didáticos
Vivemos em um país com uma grande diversidade em sua formação com as contribuições do branco europeu, do indígena e do negro africano o que faz com que tenha, em sua identidade cultural e social, elementos desses três grupos.
Reis, da Silva & da Silva Alvim (2023), ressalta que a análise dos livros didáticos utilizados no início da década de 1970 revela a forte presença de uma estrutura ideológica vinculada ao projeto político do Estado brasileiro durante o período do Regime Militar. Nesse sentido, a investigação das obras “Construindo o Brasil: educação moral, cívica e política e Educação Moral, cívica e política” ambas publicadas em 1971, permite entender como os conteúdos escolares eram organizados de maneira a reforçar determinados valores sociais e políticos. Destinados aos discentes do Ensino Médio e utilizados na disciplina de Educação Moral, Cívica e Política instituída durante o regime esses livros apresentam uma estrutura temática bastante semelhante, evidenciada pela organização de seus índices e pelos assuntos abordados.
Observa-se que os conteúdos enfatizam a formação do indivíduo a partir de uma perspectiva que valorizava a família patriarcal, a religião cristã e a ordem social como fundamentos da vida em sociedade. A construção da ideia de não brasileira era, portanto, apresentada a partir desses valores sociais, culturais e econômicas, ao mesmo tempo em que se definia o papel esperado do cidadão dentro dessa lógica. Dessa maneira, os livros didáticos funcionavam não apenas como instrumentos pedagógicos, mas também como mecanismos de difusão de uma visão de mundo alinhada aos princípios e interesses do Estado naquele contexto histórico, contribuindo para a consolidação de determinadas representações sociais e políticas no ambiente escolar. Para o autor é fundamental considerar que os valores culturais, econômicos e religiosos dos povos indígenas frequentemente se distanciavam do modelo de sociedade que o Estado brasileiro buscava consolidar em determinados momentos históricos. Nesse contexto, as maneiras de organização social e cultural desses povos eram percebidos como divergentes do padrão considerado ideal para a construção da nação. A ausência de discussões mais amplas sobre a diversidade cultural brasileira, especialmente no âmbito educacional e nos discursos institucionais, revela uma tentativa de consolidar a identidade nacional homogênea. Tal perspectiva contribuiu para invisibilizar as múltiplas experiências culturais presentes no país, ao mesmo tempo em que reforçava valores dominantes como universais e representativos de toda a sociedade. Dessa forma, a omissão do debate sobre a pluralidade cultural não apenas limitava o reconhecimento das diferenças, mas também reforçava um projeto de nação que buscava uniformizar identidades e práticas sociais, marginalizando grupos que não se enquadravam nesse modelo.
Percebe-se, assim, a necessidade de conhecer e reconhecer a importância e a contribuição de cada um para a sociedade brasileira.
Entretanto, há uma valorização excessiva das contribuições dos brancos pela maioria dos professores, mesmo tendo conhecimento da Lei 11.645/2008, que torna obrigatório o ensino da “História e Cultura Afro Brasileira e Indígena” nas instituições de ensino e sendo inserido tal tema no currículo escolar. Com isso, muitos alunos conhecem o mínimo sobre os povos indígenas, mesmo eles tendo uma grande parcela na formação do Brasil.
Segundo Braick et al, (2020):
Na década de 1940 o governo brasileiro investiu em alguns projetos de ocupação e desenvolvimento econômico nas regiões Norte e Centro-Oeste do país, áreas habitadas por diversos grupos indígenas. Naquele contexto, foram criadas instituições como o Serviço de Proteção ao Índio (SPI) e o Conselho Nacional de Proteção aos Índios (CNPI), que criaram reservas para esses povos e, dentro delas, promoveram atividades educativas e profissionais. Essas medidas, entretanto, foram realizadas sem consultar a própria população indígena, o que causou resistência de alguns povos que não acetavam a imposição cultural e as ameaças sobre suas próprias terras e tradições (Braick et al, 2020, p.150).
Observa-se a necessidade da participação dos indígenas nas tomadas de decisões no que se diz respeito a assuntos relacionados a seus direitos. Mesmo os livros didáticos atuais abordam de forma superficial a história e cultura dos indígenas.
Segundo Cotrim (2018):
Nos aldeamentos, os jesuítas ensinavam a doutrina católica, a língua portuguesa e outros aspectos da cultura europeia. Nesse processo, combatiam costumes e tradições indígenas que entrassem em choque com o cristianismo - isso incluía, por exemplo, a poligamia, a nudez e a crença nos rituais dos pajés (Cotrim, 2018, p. 74).
Sabemos que, quando os europeus aqui chegaram, tinham o objetivo de explorar as novas terras e de obrigar os nativos a assimilarem os costumes dos brancos europeus ignorando todos os costumes e tradições dos mesmos, pois os consideravam selvagens, sem cultura.
Os livros didáticos são escritos com essa visão eurocêntrica, passando uma visão de inferioridade dos grupos indígenas quando, na verdade, os nativos têm muita cultura tanto quanto os não indígenas que têm apenas valores e visões diferentes. Eles, por exemplo, tem a terra como um bem maior, uma mãe que lhes proporciona tudo que eles precisam para sua sobrevivência enquanto os não indígenas veem a terra como uma fonte de lucro.
Sendo, assim, importante que os escritores de livros didáticos busquem ampliar cada vez mais a temática sobre a história e cultura dos povos originários os possibilitando um maior entendimento e conhecimento sobre esse grupo que tanto contribuiu na formação do Brasil. Ressalta-se que tais conteúdos são bem resumidos, muitas vezes sendo abordados em 1 ou 2 páginas apenas.
2.2. A Importância do Planejamento no Processo Ensino a Prendizagem
A educação é um fator importante para o crescimento e desenvolvimento de um país, sendo uma peça fundamental para aperfeiçoar e colocar em prática a democracia e a cidadania, pois, em tal conjuntura, percebe-se o encorajamento dos indivíduos na busca constante por seus direitos.
A partir de Yannoulas, (2013), a formação de cidadãos conscientes de seu papel no âmbito social é de extrema importância para que ele possa ir em busca de seus direitos. É também um fator a ser verificado quando se anda em busca de um país igualitário, em que os cidadãos sejam participativos e atuantes.
A educação torna possível o desenvolvimento da reflexão dos cidadãos na tomada de decisões além do cultivo, da descoberta e da busca por suas potencialidades enquanto ser humano. Sendo assim, o sentido de educar deve ser visto em seu real significado, ou seja, na perspectiva de possibilitar maior senso crítico, desenvolvendo novas mentalidades em relação aos aspectos sociais e não apenas como forma de repasse de informações.
No caso do Brasil, o reconhecimento do ensino fundamental como direito se deu no governo de Getúlio Vargas, em 1934, fruto da reforma educacional desse período da história e alastrou-se para vigência de novas positivações, sintetizando uma melhor qualidade de vida para a sociedade como um todo.
Conforme Gina Pompeu,(2007), a educação deve ser considerada como um direito essencial, pois a falta de “conhecimento” pode ser interpretada como a atual maneira de escravidão do século XXI. Assim, somente através do conhecimento as pessoas conseguirá a “liberdade”.
Os jovens devem compreender a importância que a educação tem na vida, pois é através dela que as pessoas adquirem conhecimento suficiente para lutarem por seus direitos, tornando-se seres atuantes, cidadãos críticos e livres das amarras da falta de conhecimento.
A educação de qualidade traz inúmeras vantagens para a vida dos alunos dentro e fora da escola, além de possibilitar avanços para o desenvolvimento econômico de uma nação e liberdades individuais, o que permitirá formar cidadãos críticos e participativos.
Nesse processo, o papel do professor é de extrema importância para identificação dos problemas existentes na sala de aula a partir dos saberes adquiridos e construídos com sua prática do cotidiano.
Isso ocorre pelo fato de que o mesmo tem contato diário e próximo com os discentes e, consequentemente, a facilidade no acesso aos grupos de alunos. Dessa forma, aumenta-se a possibilidade de identificar problemas que podem estar relacionados com fatores internos da escola: como bullying, falta de motivação, interação com a turma e a fatores externos como: violência familiar, abuso sexual e emocional e vulnerabilidade sócio econômica
Ressalta-se que a maneira como o professor utiliza sua linguagem e, por conseguinte, a abordagem didática adotada, terá um impacto significativo na dinâmica da aula e no relacionamento com os discentes. Isso abrange uma série de aspectos relacionados a atitude, valores e ética.
O papel do docente é ser mediador do processo de aprendizagem e facilitar o acesso ao conhecimento, proporcionando a aprendizagem e o desenvolvimento dos discentes para que eles possam se integrar e se sentir parte da sociedade em que vivem.
Para isso, é essencial que o docente saia de sua zona de conforto, transformando o conhecimento teórico em saberes práticos e cumprindo efetivamente a função para a qual se preparou ao longo de sua trajetória acadêmica.
Conforme Martins; Dias; Silva,2016:
Sendo assim, percebe-se que ao entender o homem como um ser que está em constante desenvolvimento e/ou transformação, evidencia-se as constantes necessidades de aprendizagens e condições para que o ensino seja realmente feito e compreendido. Claramente é observado que as pessoas são diferentes, tanto fisicamente quanto intelectualmente, e por isso também aprendem de formas variadas, inclusive se houver algum interesse particular envolvido, que traga maior motivação, inviabilizando qualquer tentativa de universalizar um método de ensino e aprendizagem (Martins; Dias; Silva, 2016, p.6).
Como sabemos e vivenciamos, os nossos jovens estão em constante transformação e em ritmo acelerado. Ressalta-se, ainda, que cada um tem uma maneira de aprender, o que fomenta a necessidade de os professores planejarem um caminho a seguir para que seus objetivos sejam alcançados com o uso de uma metodologia a ser aplicada com o objetivo de desenvolver o processo de ensino aprendizagem. É na ação refletida e na direção da sua prática que o professor pode ser agente de mudanças na escola e na sociedade exercendo sua função social.
Para Libâneo (2004), o ensino possibilita o desenvolvimento das capacidades cognitivas dos alunos. A partir da formação do pensamento teórico, os discentes vão melhorando e potencializando seus conhecimentos, o que leva a uma aprendizagem significativa.
No Centro de Excelência Governador Lourival Baptista, os professores são dedicados ao ensino e desenvolvedores de um trabalho interdisciplinar de excelência junto aos discentes, em que estes são protagonistas. Isso oportuniza uma aprendizagem significativa, em que os alunos vão tornando-se criativos, participativos, críticos e capazes de exercer sua cidadania.
É reconhecido dentro da sociedade porto folhense o bom desempenho dos docentes dessa instituição de ensino a qual vem se destacando a cada ano com bons resultados alcançados pelos alunos, não só no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), como no IDESE, que é a avaliação da educação do estado de Sergipe, e no ingresso em Universidades.
Tudo isso é fruto de um trabalho realizado em conjunto Gestão, coordenação, secretaria, professores, pessoal de apoio, estudantes e pais, todos comprometidos como processo de ensino e aprendizagem dos alunos.
Selma Pimenta (2005) discorre sobre a importância da formação e o desenvolvimento profissional de professores defendendo que essa formação leve em conta os saberes da experiência, os saberes científicos e os saberes pedagógicos dos docentes.
Essas capacitações promoverão maiores conhecimentos aos docentes para que eles possam colocar em prática no cotidiano em sala de aula. O que, por sua vez, possibilita, aos alunos, mais conhecimentos, aulas mais dinâmicas e com uso de mais recursos didáticos o que chamará a atenção dos discentes para uma participação ativa nas aulas.
As inovações da tecnologia favorecem a introdução de novos recursos no âmbito educacional, o que, por sua vez, faz com que o processo de ensino aprendizagem seja aprimorado. Isso é visto principalmente no campo da didática, que é o ramo da pedagogia destinado a estudar os processos de ensino e aprendizagem, tendo como meta o desenvolvimento de novas técnicas e práticas pedagógicas que proporcione a transmissão de conhecimentos.
Estas questões podem e devem ser debatidas pelo gestor, coordenadores e pelos professores com a finalidade de propor melhores práticas educacionais a serem utilizadas pelos docentes com o intuito da democratização escolar e social.
Os discursos entre todos têm, por objetivo, garantir melhores condições de trabalho, mais recursos a serem aplicados em sala de aula e formações para os professores, para que os mesmos sintam-se mais seguros.
Isso tudo possibilita, aos docentes, desenvolvimento de um trabalho de qualidade a ponto de aumentar o interesse dos alunos, que estão cada vez mais ligados às tecnologias, e, em alguns momentos, dispersos por falta de interesse ou motivação.
Sendo assim, é de extrema importância que a gestão do Lourival Baptista busque, junto à Diretoria Regional de Educação e a SEDUC, formações para os professores como objetivo de ampliar ainda mais os conhecimentos dos mesmos e, a cada dia, elevar mais o ensino da instituição.
2.3. O ensino de história e cultura dos povos indígenas no Centro de Excelência Governador Lourival Baptista
O ensino de história e cultura dos povos originários no Centro de Excelência Governador Lourival Baptista vem sendo trabalhado em sala de aula como estabelece a Lei 11.645/2008. Os professores de História buscam passar esses conhecimentos da melhor maneira possível em sala de aula e em eventos , como foi observado um projeto da Eletiva de História que, além de trabalhar e debater em sala de aula a Professora de História, juntamente com outros docentes, levaram os alunos a aldeia Xokó para conhecer essa Comunidade indígena.
Lá, a comunidade pode expor parte de seus costumes e tradições para os alunos. Além disso, no Colégio Indígena, os alunos apresentaram a dança do povo Xokó (oToré) para os alunos do Centro de Excelência.
Em outro projeto da disciplina de Protagonismo, a professora convidou o Cacique Bá, da Aldeia Xokó, para dar uma palestra sobre a cultura, história e tradições de seu povo para os alunos do Lourival Baptista. Isso tanto ampliou os conhecimentos sobre os povos indígenas quanto trabalhou a história local, já que a aldeia fica localizada no município de Porto da Folha. Durante tal atividade, os discentes foram bastante participativos com perguntas sobre os costumes, tradições e sobre a história de luta deles pelas terras indígenas.
Conforme Souza, (2012):
O poder que o coletivo de professores tem em relação ao discurso pedagógico para os familiares dos alunos é uma forma de poder simbólico. A presença do diretor, em si, na reunião do conselho de escola manifesta o poder simbólico. Isto é, esse tipo de poder é vivenciado cotidianamente nas escolas nas disputas por espaço, imposição de ideias e influência na definição dos rumos a serem perseguidos pela instituição. O poder simbólico se expressa de diferentes formas, mas uma muito particular é através do gênero. O mundo masculinizado tende a compreender o poder concentrado nas mãos dos homens ou nas concepções masculinas como algo natural do domínio masculino nas relações sociais parece se reproduzir também em um universo marcadamente feminino, a educação escolar (Souza, 2012, pp. 167-168).
Outro ponto positivo presenciado no Centro de Excelência Governador Lourival Baptista é que não existe uma rivalidade pela gestão da instituição de ensino, existe uma equipe unida que tem um objetivo em comum: um ensino de qualidade em que os alunos sejam protagonistas, a ponto de galgarem bons resultados dentro e fora da sociedade porta folhense.
Segundo Fontenele & Cavalcante (2020), a inclusão do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena como direito dos cidadãos brasileiros constitui resultado de um processo histórico marcado por avanços graduais e intensas disputas sociais e políticas. Ao longo da formação do Estado brasileiro, o acesso à educação esteve distante da realidade de grande parte da população, sendo frequentemente condicionado pelos interesses das elites dirigentes. Nesse contexto, as políticas educacionais nem sempre priorizaram a universalização do ensino, mas em muitos momentos atenderam a demandas específicas de grupos dominantes. Dessa maneira, a consolidação do ensino da história indígena como um direito universal ocorreu de forma lenta, resultado de mobilizações que buscaram ampliar o acesso ao ensino e fortalecer os princípios da cidadania. Assim, a efetivação do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena como direito está diretamente relacionada à luta pela democratização do acesso ao conhecimento.
Isso fortalece o trabalho da equipe, levando a um processo ensino aprendizagem de qualidade e comprometido com o aprendizado dos alunos do Lourival Baptista, tanto do ensino fundamental (dos anos finais 8º anos e 9º anos) quanto a 3ª série do ensino médio.
Conforme Fernandes, (2005):
Apesar da renovação teórico-metodológica da História nos últimos anos, o conteúdo programático dessa disciplina na escola fundamental tem primado por uma visão monocultural e eurocêntrica de nosso passado. Inicia-se o estudo da chamada “História do Brasil” a partir da chegada dos portugueses, ignorando-se a presença indígena anterior ao processo de conquista e colonização. Exalta-se o papel do colonizador português como desbravador e único responsável pela ocupação de nosso território. Oculta-se, no entanto, o genocídio e etnocídio praticados contra as populações indígenas no Brasil: eram cerca de 5 milhões à época do chamado “descobrimento”, hoje não passam de 350 mil índios (Fernandes, 2005, p. 380).
É importante que os escritores brasileiros dos livros didáticos, tentem romper com essa visão monocultural e eurocêntrica em relação ao nosso passado e que busquem trabalhar mais a história e cultura dos povos originários reforçando o sofrimento, a exploração, o genocídio e etnocidio que os indígenas sofreram em virtude da ganância dos que aqui chegaram, já que, como já foi dito, eles têm uma grande parcela de contribuição na formação do Brasil, assim como o negro africano e o branco europeu.
Porque valorizar uma mais que a outra? Na verdade, todas têm que ser trabalhadas e valorizadas da mesma forma.
2.4. O uso das metodologias ativas no ensino de história do povo indígena de Porto da Folha
O povo Xokó é um grupo indígena, do estado de Sergipe, tendo a aldeia localizada a 210km da capital Aracaju e a 30km de Porto da Folha, município ao qual pertencem. A referida comunidade conta com uma população de 432 indígenas, sendo que 103 residem fora das terras indígenas.
Visto que existe uma deficiência em relação ao ensino da história dos povos indígenas e africanos, e em especial a história dos Xokó, já que é a única tribo indígena reconhecida no estado de Sergipe nos dias atuais, é importante que o gestor do município de Porto da Folha busque, junto a Universidade Federal de Sergipe, capacitação para os professores do município para que eles estejam aptos a transmitirem a história dos Xokó para todos os alunos do município, já que os mesmos fazer parte da população portafolhense.
Conforme Filato & Cavalcante, (2018), na aprendizagem baseada em projetos, os discentes são visto com mais autonomia e capazes de ter mais responsabilidades, interesses em determinados assuntos, sendo compartilhados com todos os membros do grupo, levando a uma escolha das tecnologias a serem adotadas em cada etapa do trabalho a ser realizado pela equipe. Isso conduzirá ao resultado esperada pelo professor.
A aprendizagem baseada em projeto tem como objetivo a entrega de plano de ação, um relatório de tudo que foi trabalhado ou seja de todas as atividades realizadas por todos do grupo de trabalho. Possibilitando, assim, que os alunos sejam protagonistas enquanto o docente ao desenvolver uma aprendizagem baseada em projeto terá a função de acompanhar todas as etapas do projeto bem de perto para que não fuja do contexto.
Os docentes do Centro de Excelência Governador Lourival Baptista, estão sempre buscando a melhor forma de proporcionar uma aprendizagem significativa para os alunos, onde o protagonismo dos estudantes seja mais evidenciado, levando os mesmos a desenvolverem mais confiança em si mesmos, incentivando a busca por mais conhecimentos que os alunos possam colocá-los em prática no seu cotidiano e tornarem-se,mais tarde, cidadãos participativos em seu meio social.
É impossível na atualidade uma educação que não seja humanista ou técnica, que venha promover uma equidade entre educar para a vida em sociedade e o educar para o mundo, esta ideia nos possibilita a enxergar uma educação escolar, na qual os seres humanos são o centro onde o preconceito pode ser desconstruído no cotidiano, apesar das ações que reforcem a igualdade de direitos entre as pessoas, dentre estes os povos originários via como caminho a educação para a aceitação das diversidades étnicas.
A educação que valorize a diversidade étnica e racial precisa de um olhar sobre os atores sociais que estejam envolvidos nesta empreitada. Tendo o apoio dos “membros da comunidade escolar”, priorizando as práticas de ensino culturalistas e dinâmicas.
Diante da importância de ensina a história e cultura dos povos originários como estabelecido na Lei 11.645/2008, é de extrema importância que os docentes sempre busquem a melhor maneira de ensinar a história desse grupo, que tem uma cultura rica e diversa, se aprofundando mais na história e cultura do povo Xokó, que faz parte da formação da população local. Com o uso das metodologias ativas os docentes durante as aulas, torna mais atrativa, estimulando maior participação dos alunos, favorecendo o processo de ensino aprendizagem e um maior conhecimento sobre os indígenas de Porto da Folha.
Para Morán, (2015):
As instituições educacionais atentas às mudanças escolhem fundamentalmente dois caminhos, um mais suave - mudanças progressivas - e outro mais amplo, com mudanças profundas. No caminho mais suave, elas mantêm o modelo curricular predominante–disciplinar–mas priorizam o envolvimento maior do aluno, com metodologias ativas como o ensino por projetos de forma mais interdisciplinar, o ensino híbrido ou blended e a sala de aula invertida (Morán, 2015,p. 1).
Para que essas mudanças positivas aconteçam, é importante que as metodologias ativas acompanhem os objetivos almejados no processo ensino aprendizagem e que as escolas estejam atentas às mudanças e busquem acompanhá-las dando apoio, suporte material e capacitação para os professores.
3. METODOLOGIA
O presente estudo trata-se de uma pesquisa qualitativa, a qual é considerada um método de pesquisa de estudo de caso que possibilita a busca, a avaliação crítica e a síntese do estado do conhecimento sobre determinado assunto, seguindo o modelo transversal.
Na pesquisa, serão utilizados os métodos: aplicação de entrevistas abertas, análise de conteúdo e observações. Esses instrumentos têm o objetivo de uma melhor análise dos dados obtidos na pesquisa a partir da análise dos dados obtidos, e reificar os resultados com clareza.
Assim, para a realização da revisão, devemos obedecer seis etapas: Definição do problema, escolha do método, amostragem, preparo da amostra, análise dos dados, avaliação e ação.
Considerando Lankshear & Knobel, (2008, p.32), toda pesquisa “é conduzida por estruturas teóricas e conceitos, o campo visualizado e o levantamento de informações de qualidade pertinente às questões decorrentes e aos objetivos do pesquisador, de maneira coerente”. Conforme apontam Lanksher e Knober, não é uma simples coleta de informações, mas, um momento que permite uma reflexão em relação a um determinado assunto, que se deseja estudar e desvendar questões que desperta a atenção do pesquisador, nesse caso, com foco na importância do ensino da história e cultura dos povos indígenas: com ênfase no povo Xokó.
Para a seleção dos artigos, foram consultadas as plataformas de dados de literatura científica e técnicas: Scientific Electronic Library Online (SciELO), e google acadêmico no período de maio a julho de 2024. Os descritos serão selecionados a partir dos objetivos de pesquisa.
Os Critérios de Inclusão: estudos disponíveis na íntegra, em open acess, de 2012 a 2024, publicações originais, nas línguas portuguesa e inglesa, considerando o objetivo do estudo e o protocolo de revisão elaborado previamente e os questionários de alunos da rede pública da cidade de Porto da Folha - Sergipe.
Os Critérios de exclusão artigos repetidos, artigos não acessíveis em texto completo, resenhas, anais de congresso, monografias, teses, editoriais, artigos que não abordaram diretamente o tema deste estudo e artigos publicados fora do período de análise.
4. ANÁLISE DOS DADOS
A escolha pela apresentação dos dados das entrevistas abertas respondidas por alunos do ensino médio é planejada reconhecendo a importância deles na esfera educacional e o direito de eles conhecerem a cultura e história das comunidades indígenas que foram e são peças de grande valia, para a formação da sociedade brasileira, levando para a história local, abordando a história da comunidade indígena Xokó, a qual faz parte da população portofolhense.
Iniciar com os conhecimentos dos discentes promove uma abordagem colaborativa à construção do conhecimento, em que os professores devem trabalhar com práticas pedagógicas que favoreçam a aprendizagem e o protagonismo dos discentes, em relação às comunidades indígenas. Isso pode levar a descobertas profundas e contextualmente ricas, além de fortalecer os laços entre a comunidade e os povos indígenas.
É relevante trazer olhares de diversos autores sobre a importância e desafios de ensinar a história e cultura dos povos originários, em especial sobre a única tribo indígena do estado de Sergipe nas escolas públicas da cidade de Porto da Folha e de todo o estado já que a Tribo Xokó é a única tribo reconhecida na atualidade. Sendo importante a utilização de práticas pedagógicas e recursos que possibilite um melhor entendimento dos conteúdos.
A disciplina História muitas vezes enfrenta desafios. Por ser uma disciplina que torna os discentes seres humanos críticos a ponto de exercer seu papel de cidadão participativo, não é bem vista por alguns políticos e muitos alunos por não compreender a importância da disciplina para o desenvolvimento do ser humano enquanto cidadão.
Participam da pesquisa 25 alunos do ensino médio da rede pública de ensino do Centro de Excelência Governador Lourival Baptista da cidade de Porto da Folha – Sergipe, mais precisamente alunos das 1ª, 2ª e 3ª séries do ensino médio em Tempo Integral.
Desses,10 alunos da 1ª série, 5 alunos da 2ªsérie e 15 alunos da 3ª série do ensino médio Sendo que dos 25 alunos 20 são alunos desde o ensino fundamental II do Centro de Excelência Governador Lourival Baptista.
Em qual rede você cursou o ensino fundamental?
A maior porcentagem dos discentes que participaram da pesquisa sempre estudaram na rede pública de ensino (dos 25 alunos, apenas 8,em algum momento da trajetória escolar estudaram em escola particular. Os demais17alunos sempre estudaram na rede pública de ensino da cidade de Porto da Folha, no estado de Sergipe.
Em qual ano o professor abordou a temática “História e cultura dos povos indígenas?
Quanto às respostas dos estudantes de E1 a E25 sobre a pergunta acima: 5 alunos responderam que não sabiam informar, 10 responderam que foi no 9ºano, 5 responderam no 8ºano, 3 responderam que no 7º ano, 2 alunos que os docentes nunca trabalharam em sala de aula.
Você acha importante o professor ensinara “História e Cultura dos povos indígenas”?
As respostas dos discentes de E1 a E22 sobre a importância do professor ensinar a “História e Cultura dos povos indígenas” são unanimamente afirmativas, destacando a importância de ensinar a história e cultura de um dos elementos da formação da sociedade brasileira que são os povos originários.
Os estudantes enfatizaram a importância da escola para a aprendizagem sobre a história das raízes do povo brasileiro (E3, E5, E6, E9, E12, E13, E17, E19, E20). A inserção da história e cultura dos povos indígenas no currículo escolar contribui para ampliar o conhecimento sobre os indígenas.
Qual a visão que você tem sobre a cultura dos povos indígenas ser uma cultura rica em conhecimento ou pobre?
As respostas dos discentes E1 a E19 sobre a cultura dos indígenas ser rica em conhecimento ou pobre refletem uma compreensão compartilha da sobre o valor inestimável dessa rica cultura e que muitos costumes e palavras estão inseridos no cotidiano dos não indígenas.
Qual desses povos indígenas é do Estado de Sergipe Kariri-Xokó, Tupi Guarani, Xucuru-Kariri, Xokó, se os professores já tinha ensinado sobre eles?
As respostas dos estudantes E5 a E25 com relação a identificar a única tribo indígena do estado de Sergipe reconhecida, os alunos responderam que era os Xokó e que os professores já tinham abordado em sala de aula.
Com relação conhecer a dança do povo Xokó os E2, E4, E5, E25 responderam que era o Coco de Roda, os alunos E1, E3, E6, E7, E8, E9, E10, E11, E12, E13, E14, E16, E18, E21, E22, E23, E24 falaram que é o Toré, já E15, E17, E19, E20 responderam que era o Reisado.
Com relação a utilização de metodologias ativas no ensino de história, E2, E4, E5, E7, E8, E9, E10, E11, E12, E13, E14, E16, E18, E21, E23, E24, responderam que o professor costuma usar alguma das metodologias ativas, E1, E3, E6, E15, E17, E19, E20, E22, E25 responderam que as vezes sim.
Os estudantes expressam que é importante os professores transmitirem conhecimento com uso de alguma metodologia ativa nas aulas de História em virtude de tornar as aulas mais dinâmicas e atrativas, o que possibilita uma maior participação e entendimento dos alunos, tornando-os protagonistas.
Conclui-se que a maioria dos estudantes entrevistados expressaram que é importante os professores ensinarem a história e a cultura dos povos indígenas, já que os povos indígenas são uma parte importante da história do Brasil e de Porto da Folha.
Fica evidente que o ensino no Centro de Excelência Governador Lourival Baptista da cidade de Porto da Folha aborda o que a Lei 11.645/2008 estabelece e explícito que os docentes do Centro de Excelência Governador Lourival Baptista têm compromisso com o ensino aprendizagem dos alunos da instituição de ensino mencionada buscando torna-los cidadãos atuantes.
5. CONCLUSÃO
O objetivo desse artigo foi trazer olhares de alguns alunos sobre os desafios e importância do ensino de história e cultura dos povos indígenas: com ênfase no povo Xokó, no Centro de Excelência Governador Lourival Baptista levando em consideração que isso está previsto na Lei 11.645/2008.
Percebeu-se que a trajetória da disciplina de História foi árdua e que tal disciplina é vista como formadora de opinião, tornando os discentes críticos e atuantes na sociedade. E, como a sua importância é real, as lutas e batalhas foram válidas para que hoje essa disciplina ainda esteja no currículo educacional básico. Sabe-se que essa luta ainda não teve fim, pois ainda há falares para a sua exclusão.
As disciplinas da áreas de humanas merecem e devem ter toda a importância assim como as outras disciplinas que compõem o currículo básico da nossa educação por serem disciplinas que despertam o senso crítico dos estudantes tornando possível que os mesmos exercerem sua cidadania com autonomia.
Ressalta-se, ainda, que o ensino da história e cultura dos povos indígenas no Centro de Excelência Governador Lourival Baptista, está sendo trabalhada pelos docentes como está previsto em lei.
Os professores sempre utilizam alguma metodologia ativa para despertar o interesse dos alunos visando avivar a identidade e o uso das ferramentas digitais, mesmo sendo desafiador para os docentes principalmente da área de história que tratam de temas que envolvem a história, cultura, sociedade, política, economia e religião. Percebe-se que os professores vêm usando menos o quadro e pincel e optando pelas metodologias ativas e outras tecnologias, buscando sempre despertar o interesse dos alunos e proporcionar melhores resultados do processo ensino-aprendizagem .
Demonstrou-se ainda que os desafios enfrentados pelos educadores e educandos não são poucos e nem fáceis de serem solucionados em relação ao ensino de história e cultura dos povos indígenas e o uso das novas tecnologias para facilitar a aprendizagem.
Ficou notória a necessidade de mais materiais relacionados aos povos originários e ao povo Xokó, de capacitação para os professores sobre a temática indígenas e de recursos tecnológicos tendo em vista que é visível a falta de concentração por parte de alguns alunos.
Diante dos conhecimentos expostos, nota-se que o Brasil e, em especial Porto da Folha, precisa melhor organizar e investir na formação continuada dos professores. Além disso, é de suma importância colocar em pauta o déficit na formação dos professores em relação ao ensino de história e cultura dos povos indígenas e o uso das novas tecnologias. Portanto é importante que a gestão busque junto a Diretoria Regional de Educação por capacitação para os professores.
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1 Graduada em licenciatura plena em História e Ciências Biológicas. Pós graduação em Ensino de História: novas abordagens; Metodologia do ensino superior; Ensino em Tempo integral. Especialização em Educação especial e inclusão. Mestra Ciências da Educação - Facultad de Ciencias de la Educación y la Comunicación - Universidad Autónoma de Asunción. Cursando Doctorado en Ciencias de la Eduación - Facultad de Ciencias de la Educación y la Comunicación - Universidad Autónoma de Asunción. E-mail: [email protected]