A ARTETERAPIA COMO FERRAMENTA DE CUIDADO EMOCIONAL NA INFÂNCIA

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REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.18766571


Daniely Santos Pereira1
Eduarda Andréa da Silva Barros2
Eliane Pedroza da Silva3
Jacqueline Alves Barbosa4
Jair Boto Cruz5
Joyce Dalva dos Santos de Melo6
Ladiney Maria Costa7
Mercia Ananias Campos8
Natali de Souza Holanda9
Sandra Regina Frutos Flechas10
Ebenezer Macario da Silva11
Magno de Souza Holanda12


RESUMO
A arte tem uma dimensão muito ampla no que diz respeito à influência que pode ter na infância das crianças em todas as áreas que abrange: cultural, histórica, estética, educacional, intelectual, criativa, antropológica, religiosa. A relação entre arte e emoção é considerada uma questão de estudo. As respostas emocionais que surgem através do uso da arte têm sido vistas em pesquisas recentes. O objetivo geral da pesquisa é discutir o uso da arteterapia como ferramenta para o cuidado emocional na infância. A arteterapia é uma forma de se conectar com o ser criativo, proposital e decisivo de cada pessoa. Ajuda você a processar emoções e compreender a perda. Facilita a aquisição e compreensão das matérias acadêmicas, em geral contribui muito no processo de ensino e aprendizagem. Reorganize as ideias. Melhorar o autoconhecimento, o autocontrole, a autoestima, a autoconfiança e o autoconceito. Memória, atenção e concentração. As artes desempenham um papel fundamental no desenvolvimento da criatividade na criança, pois através delas a criança exerce a sua flexibilidade, inovação e originalidade, dando lugar ao seu pensamento criativo para acabar numa obra de arte, são técnicas lúdicas, nas quais o a criança é transportada para um ambiente de brincadeira e diversão para criar o que pensa, quer ou deseja. As técnicas das artes refletem os sentimentos, emoções e sensações da criança, e estas podem ser utilizadas para a detecção de problemas ou para o seu tratamento, estão intimamente ligadas à educação, pois desenvolvem o pensamento criativo da criança, ajudam a exercitar a sua motricidade e, sobretudo, fazem da criança um ser imaginativo e inovador.
Palavras-chave: arteterapia; psicopedagogia; educação; emoções; expressão artística.

ABSTRACT
Art has a very broad dimension regarding the influence it can have on children's childhood in all areas it encompasses: cultural, historical, aesthetic, educational, intellectual, creative, anthropological, religious. The relationship between art and emotion is considered a matter of study. The emotional responses that arise through the use of art have been seen in recent research. The general objective of the research is to discuss the use of art therapy as a tool for emotional care in childhood. Art therapy is a way to connect with the creative, purposeful and decisive being of each person. It helps you to process emotions and understand loss. It facilitates the acquisition and understanding of academic subjects, in general it contributes greatly to the teaching and learning process. Reorganize ideas. Improve self-knowledge, self-control, self-esteem, self-confidence and self-concept. Memory, attention and concentration. The arts play a fundamental role in the development of creativity in children, as through them children exercise their flexibility, innovation and originality, giving way to their creative thinking to end up in a work of art. They are playful techniques, in which the child is transported to an environment of play and fun to create what they think, want or desire. The techniques of the arts reflect the feelings, emotions and sensations of the child, and these can be used to detect problems or for their treatment. They are closely linked to education, as they develop the child's creative thinking, help to exercise their motor skills and, above all, make the child an imaginative and innovative being.
Keywords: art therapy; psychopedagogy; education; emotions; artistic expression.

1. INTRODUÇÃO

A arte possui diversos ramos que podem ser aplicados em diversos campos da educação, essa ferramenta pode até alcançar espaços além dos valores estéticos. A psicologia é responsável por estudar os processos mentais, sensações, percepções e comportamento do ser humano, em relação ao ambiente físico e social que o rodeia.

Ao fundir a arte com a psicologia, conseguem gerar um elemento lúdico para estudar as emoções contidas de pacientes que não se sentem confortáveis ​​em expressar em palavras seus problemas centrais. É aqui que a arteterapia surge como uma ferramenta que compartilha o fazer com a reflexão. Tipo de terapia artística que consiste na utilização da arte como forma terapêutica para curar distúrbios psicológicos, tratar medos, bloqueios pessoais, traumas passados ​​e outros transtornos (Calixto, 2020).

A arteterapia é uma modalidade de terapia artística que consiste na utilização da arte como via terapêutica. É usado para curar distúrbios psicológicos, tratar medos, bloqueios pessoais, traumas passados. Mas para além de fins meramente terapêuticos, a Arteterapia é uma técnica de desenvolvimento pessoal, autoconhecimento e expressão emocional (MARINS et al., 2020).

Portanto, não é necessário ter nenhum distúrbio psicológico, mas simplesmente sentir a necessidade de nos explorarmos através da arte através de diferentes manifestações artísticas: pintura, teatro, modelagem, colagem, dança, escrita, música etc. Expressamos o que guardamos dentro de nós. Nossos conflitos, medos, angústias, necessidades, frustrações, desejos, sonhos surgem quando nos deixamos levar pelo trabalho que representamos.

A arteterapia é uma intervenção psicodinâmica aplicada em psicologia na qual facilita a comunicação de sentimentos, pensamentos, interesses, preocupações, etc. Dentro de uma obra artística, o processo de criação e posterior reflexão da obra fornece informações valiosas para compreender como através de uma intervenção explicativa onde se mostra como representar uma superfície sobre algum assunto. Numa sessão de arteterapia criam-se pontes entre o mundo interno e o mundo externo em que se vive. Disto você pode ter uma consciência maior para enfrentar a realidade.

Trazer a arte como medida educativa promove o desenvolvimento cognitivo e sensorial pelo contato das emoções com os conhecimentos que adquirem por meio de uma exposição ao mesmo tempo informativa e prática. Levar a psicologia por uma modalidade não convencional ajuda a prevenir decisões erradas e, portanto, passos errados. Mostrando-lhes que existem formas alternativas de resolver problemas, pois está demonstrado que as más decisões surgem através de más experiências e feridas emocionais não curadas (DE CARAVALHO VIEIRA, 2017).

A arte tem uma dimensão muito ampla no que diz respeito à influência que pode ter na infância das crianças em todas as áreas que abrange: cultural, histórica, estética, educacional, intelectual, criativa, antropológica, religiosa. A relação entre arte e emoção é considerada uma questão de estudo. As respostas emocionais que surgem através do uso da arte têm sido vistas em pesquisas recentes. Todas essas ideias se aproximam da ideia da importância da arte como ferramenta educacional e que leva à descoberta da criatividade que serve para canalizar emoções. Dessa forma, a pergunta deste trabalho é: como a arteterapia pode ser utilizada no cuidado emocional na infância?

O objetivo geral da pesquisa é discutir o uso da arteterapia como ferramenta para o cuidado emocional na infância

2. DESENVOLVIMENTO

Durante os últimos quinze anos, o Brasil vem fortalecendo os processos para tornar a primeira infância ocupando um lugar relevante na agenda pública, que derivou na consolidação de uma política cujo objetivo fundamental tem sido a promoção do desenvolvimento integral das crianças menores de seis anos de idade, incluindo cuidado emocional.

Esta política é expressa em atenções, ofertas de programas e projetos que afetam a geração de melhores condições para meninas, crianças e suas famílias nos primeiros anos de vida, constituindo uma grande oportunidade para progresso abrangente para eles e para eles e para o desenvolvimento sustentável de o país (SILVA, 2021).

Atualmente, o Ministério da Educação Nacional assume e desenvolve a linha técnica da educação inicial, desde o quadro de cuidados abrangentes, como um direito impossível e como uma das estruturas de cuidados abrangentes, em conformidade com as disposições do quadro da estratégia nacional para cuidados abrangentes com a primeira infância de zero um sempre, da qual um conjunto de ações intersetoriais e articuladas que visa promover e garantir o desenvolvimento integral da primeira infância de uma abordagem de direitos está sendo promovida, o que é constituído em um horizonte de sentido Para garantir que cada criança e toda criança tenha as condições necessárias para crescer e viver a primeira infância (ANTONIAZZI et al., 2016).

No BNNC, a educação inicial é definida como um direito imposto da primeira infância, que é um elemento estrutural de cuidados abrangentes que busca melhorar, intencionalmente, o desenvolvimento integral de meninas e crianças, a partir do reconhecimento de suas características e das particularidades. Dos contextos em que vivem e favorecem, ao mesmo tempo, as interações geradas em ambientes enriquecidos por meio de experiências pedagógicas e práticas de cuidados.

Assumindo a educação inicial como focada na atenção integral à primeira infância envolve reconhecer a existência de um quadro de elementos que configuram o desenvolvimento integral do ser humano nesses primeiros anos de vida, razão pela qual as ações iniciais de educação são configuradas pelos elementos de saúde, nutrição e alimentos, bem como aspectos ligados ao desenvolvimento e capacidades infantis, comportamentos, relações sociais, atitudes e laços afetivos, principalmente.

Na educação inicial, as crianças aprendem a coexistir com outros seres humanos, para estabelecer laços afetivos com pares e adultos significativos, diferentes daqueles de sua família, para se relacionar com o ambiente natural, social e cultural; Para ser conhecido, ser mais autônomo, desenvolver autoconfiança, ter cuidado e cuidar dos outros, sentir-se seguro, participantes, ouvidos, reconhecidos; Para fazer e fazer perguntas, investigar e formular explicações próprias sobre o mundo em que vivem, descobrir diferentes formas de expressão, para decifrar as lógicas em que a vida se move, para resolver problemas diários, para se surpreender pelas possibilidades de movimento oferecidas pelo seu corpo, para apropriar-se e tornar seus hábitos de vida saudáveis, enriquecer sua linguagem e construir sua identidade em relação à sua família, sua comunidade, sua cultura, seu território e seu país (SILVA, 2021).

É um momento na primeira infância em que aprendem a encontrar maneiras múltiplas e diversas de serem meninas e crianças enquanto desfruta de experiências de brincadeiras, arte, literatura e exploração ambiental, que são constituídas nas atividades da primeira infância. Essas atividades têm um lugar líder na educação inicial, uma vez que aumentam o desenvolvimento de meninas e crianças das interações e relacionamentos que estabelecem na vida cotidiana. Nesse sentido, eles são atividades constitutivas do desenvolvimento integral de meninas e crianças e são assumidos como elementos que guiam o trabalho pedagógico (BARBOSA; PORTELLA, 2002).

O jogo é um reflexo da cultura, a dinâmica social de uma comunidade e, nele, as meninas e as crianças representam as construções e desenvolvimentos de sua vida e contexto. Quanto à literatura, é a arte de brincar com palavras escritas e tradição oral, que fazem parte do acervo familiar da família e do contexto das meninas e filhos. Por sua vez, a exploração do ambiente é a aprendizagem da vida e tudo o que é em torno dele; É um processo que incentiva e fundando a aprendizagem a conhecer e entender que são sociais, culturais, físicos e naturais estão em interação permanente. Por sua vez, a arte representa as múltiplas línguas artísticas que transcendem a palavra para resolver a expressão plástica e visual, música, expressão corporal e jogo dramático (ANTONIAZZI et al., 2016).

Por natureza, o ser humano é um criador e ser capaz de se comunicar e expressar suas ideias, pensamentos e sentimentos recorrem a uma diversidade de idiomas que usam diferentes símbolos e códigos que representam, organizam e agruparam os significados e significativos: Notações musicais, paleta de cores e alfabetos, entre muitos outros. Através de ideias de arte, emoções, preocupações e perspectivas de ver a vida são manifestadas através de derrames, ritmos, gestos e movimentos que são feitos de significado (OSTETO; LEITE, 2012).

A arte está presente na vida de cada pessoa e é compartilhada de diversas maneiras. Promove a representação da experiência através de símbolos que podem ser verbais, corporais, sonorosos, plásticos ou visuais, entre outros. Desta forma, promovendo a exploração e a expressão através de várias línguas artísticas para encontrar o que não apenas faz os indivíduos únicos, mas conectam-os a uma comunidade, é fundamental na primeira infância, uma vez que leva a estabelecer numerosas conexões: consigo mesmo, com outros, com contexto e cultura. Desta forma, a arte, desde o início da vida, permite entrar em contato com o legado cultural de uma sociedade e com o meio ambiente que envolve a família (SILVA, 2021).

A arte torna possível integrar experiências de vida com o que acontece tanto no ambiente educacional quanto nos outros espaços em que a vida das meninas e crianças decorrem. Desta forma, as experiências artísticas tornam formas orgânicas e vitais de habitar o mundo e contribuem para mostrar, através de várias formas de comunicação e expressão, a necessidade simbólica que faz a vida desfrutar, transformá-la e enchê-la de sentido. É por isso que a educação inicial é proposta para favorecer este contato através de ações em que o lúdico é fomentado, acesso a uma grande variedade literária, entre em contato com vários ritmos e melodias e expressão visual e plástica, bem como a participação de crianças em espaços culturais, de modo que a arte na primeira infância se torna uma parte substancial da experiência vital, a construção de identidade e desenvolvimento abrangente.

Se aceita na educação que artes visuais tem um papel fundamental na fase da educação básica, os professores devem implantar um esforço maior em seu trabalho profissional para contribuir para o aprendizado significativo do aluno e desenvolver seu potencial criativo através dos diferentes idiomas. De expressão visual e plástica. Nessa perspectiva, as abordagens, métodos e práticas de ensino inovadoras podem contribuir para a melhoria da aprendizagem com base em competências artísticas, sendo capazes de enriquecer as faculdades imaginativas e simbólicas de meninos e meninas (OSTETO; LEITE, 2012).

De acordo com Gardner (2001), indivíduos que querem participar de uma maneira significativa na percepção artística têm a aprender a decodificar, "ler", os vários veículos simbólicos presentes na cultura; Indivíduos que querem participar da criação artística têm que aprender a manipular, de que maneira "escrever com" as várias formas simbólicas presentes em sua cultura; E, finalmente, indivíduos que querem se comprometer plenamente no campo artístico devem ser feitos com o domínio de certos conceitos artísticos fundamentais.

A escola é o espaço em que as experiências pessoais e coletivas da maioria dos estudantes são experimentadas e trocadas, a maior quantidade de conhecimento é adquirida, as atividades são desenvolvidas para reforçar habilidades emocionais, habilidades cognitivas, psicomotoras e atitudinais de estudantes, tendendo a reforçar O repertório simbólico e representacional que explica o mundo dos processos dinâmicos que estão entrelaçados de social, cultural e educacional. Nesse sentido, as artes visuais são uma forma de desenvolvimento de sensibilidade que envolve um amplo conceito de cultura, uma vez que aumenta o interesse em estimular as habilidades do indivíduo e seu grupo social a desenvolver o potencial criativo, organizar a experiência e colocá-lo em contato com os outros.

A aprendizagem através de artes visuais na escola se torna um processo transformador que envolve a pessoa em construção de conhecimento sociocultural e educacional que maximiza o desenvolvimento de habilidades, competências e geração de atitudes e valores socialmente significativos, para um contexto determinado, em que os atores do mesmo, são transformados e transformados a referência (SILVA, 2021).

Esta construção de experiências de treinamento afeta a aprendizagem com a perspectiva das artes visuais e o desenvolvimento da criatividade como transformando ferramentas de corpo docentes, porque propõem a expansão das práticas de ensino a garantir, em estudantes e estudantes, estilos e experiências de aprendizagem que permitem promover o desenvolvimento de Sensibilidade, identidade cultural, desenvolvimento intelectual, trabalho criativo, expressão pessoal e cooperação social. Da mesma forma, dá aos professores ferramentas pedagógicas para identificar, nos grupos de seus alunos, as características da personalidade criativa, entendem a criatividade como um processo e criatividade de valor como um produto. Desta forma, surge que a capacidade criativa das pessoas implica uma evolução da estimulação precoce, mas principalmente pode ser fortalecida na escola de três anos de idade, caso contrário, existe um risco dessa diminuição durante os níveis mais altos de escolaridade (OSTETO; LEITE, 2012).

3. MATERIAL E MÉTODOS

A metodologia desta revisão bibliográfica qualitativa seguiu um processo rigoroso de identificação, seleção e análise dos estudos pertinentes ao tema da arteterapia e seu impacto no cuidado emocional na infância. A busca foi conduzida em bases de dados acadêmicas e bibliotecas digitais reconhecidas pela sua relevância e abrangência em pesquisas científicas. As principais fontes consultadas foram PubMed, focada em literatura biomédica e ciências da saúde; PsycINFO, especializada em psicologia e áreas afins; SciELO, uma biblioteca eletrônica de artigos científicos de diversas áreas do conhecimento com forte presença de trabalhos em português; Google Scholar, uma ferramenta de pesquisa acadêmica abrangente que indexa uma vasta gama de artigos científicos; e ERIC (Education Resources Information Center), uma base de dados específica para educação e áreas correlatas.

Para identificar estudos relevantes, foram utilizadas combinações de palavras-chave em português e inglês, refletindo os principais termos relacionados ao tema. As palavras-chave utilizadas incluíram: arteterapia, terapia artística, cuidado emocional, infância, desenvolvimento emocional, expressão emocional, psicologia e arte, terapia com arte, educação emocional, e desenvolvimento infantil. Os critérios de inclusão e exclusão foram definidos para garantir a relevância e a qualidade dos estudos selecionados. Os critérios de inclusão consideraram artigos revisados por pares, pesquisas empíricas ou revisões teóricas que abordem a utilização da arteterapia no cuidado emocional de crianças, trabalhos em português, inglês e espanhol, e estudos que discutam os benefícios da arteterapia na expressão e manejo das emoções infantis. Os critérios de exclusão englobaram estudos não revisados por pares, trabalhos que abordem a arteterapia exclusivamente em contextos não relacionados à infância, artigos de opinião, editoriais, resumos de conferências, teses não publicadas e estudos que não apresentem uma metodologia clara ou resultados específicos sobre o impacto emocional da arteterapia.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

A educação em geral, e a educação inicial, em particular, deve procurar um pensamento múltiplo e diversificado que permita a abordagem que as vezes demanda, permitindo a análise de fenômenos multidimensionais onde os diversos são respeitados, o caos é vislumbrado e, ao mesmo tempo, a unidade é reconhecida. Isso implica a transposição de causalidade linear, por uma causalidade multi-referencial, que busca responder aos complexos desafios, para enfrentar as incertezas e, ao mesmo tempo, educar para a compreensão humana (SILVA, 2021).

A arte favorece uma maneira de pensar abertos e livres, com base na empatia, identificação e projeção. Essas disposições apontam para o reconhecimento e respeito do outro, a compreensão das necessidades de abertura, simpatia, generosidade. O entendimento assim compreendido não é um ato cognitivo, mas sim no campo relacional, onde o reconhecimento não é apenas o reconhecimento do outro como um ato de pensamento. Em vez disso, a compreensão é aberta através da recepção, emoção e tem atitudes favoráveis ​​em relação aos outros. Esta é uma primeira porta que abre nossa arte (ARAÚJO, 2015).

Por outro lado, devemos reconhecer que a arte é uma manifestação da natureza do homem. É, em seu sentido mais justo, uma forma de expressão e comunicação humana, por isso foi antes do aparecimento das Escrituras. Suas origens voltam à pré-história, testemunhando a vida desse tempo: ocupações, ritos, riscos. Dança, música, pintura, teatro, entre outros, foram canais autênticos e "naturais" para expressar a experiência da condição humana.

Ao falar sobre as artes visuais, a menção também é feita para as artes plásticas. Entre essas expressões, desenho, pintura, gravação e escultura, e outros contemporâneos, como fotografia, vídeo e mídia digital são reconhecidos. Eles também cobrem demonstrações que usam espaço como um elemento importante a intervir, assim como o caso das instalações. Outros combinam elementos de expressão dramática e corporal e podem envolver a participação do público, já que acontece com ações artísticas, como desempenho. Essas linguagens artísticas favorecem a valorização, a expressão e a representação de ideias, seres, espaços, emoções, memórias e sensações. Assim, expressões visuais e plásticas se tornam uma linguagem do pensamento de crianças (ANTONIAZZI et al., 2016).

Os estudos psicopedagógicos atuais colocam as artes plásticas como uma magnífica terapia comportamental, principalmente em crianças com TDAH, ou com crianças com problemas cognitivos, uma vez que o desenvolvimento da expressão gráfica melhora e potencializa as habilidades psicomotoras e afetivas nas crianças: reforçam suas habilidades matemáticas e geram comunicação processos em e de diferentes línguas, para uma melhor compreensão, torna-os mais sociáveis ​​e coordenam melhor os seus pensamentos, além de apresentar uma notável percepção da memória de curto e médio prazo (POZAS, 2020).

As crianças nas aulas de arte têm um comportamento diferente de outras classes, como Ciências, Linguagem, Social; Entre outros, por trabalharem com base em critérios criativos, imaginação, processos com mais liberdade, e observando os resultados a cada passo que dão: as artes visuais nas oficinas, seja desenho, pintura ou modelagem escultórica, torna-se uma forma de educar eficaz, simples e isso não só os diverte, mas também maximiza suas capacidades e sua consciência da realidade cotidiana: eles não serão artistas, mas aprenderão a compreender uma nova forma de comunicação, do concreto ao abstrato: eles conseguem mostrar suas emoções e expressam-se de forma adequada. A contribuição mais importante das artes para a vida humana depois da escola foi o fortalecimento dos recursos emocionais e imaginativos da personalidade. Na verdade, as artes dão às crianças novas capacidades de compreender a sua própria pessoa e a dos outros (MELO, SILVA, 2020).

A arte, enquanto ferramenta no estudo da imagem infantil, é vista como parte dos processos criativos, onde se insere num exercício de criação que parte das competências sensíveis da criança, contribuindo para a expressão do pensamento infantil, o desenvolvimento da capacidade de percepção, observação e comunicação, num espaço onde meninos e meninas podem falar sobre seus sentimentos, preocupações, emoções e medos, e podem se encontrar diante do mundo a partir de suas pinturas ou objetos de criação, bem como diante do possíveis espectadores. A criação de espaços nos quais o menino e a menina possam narrar seus processos pessoais de forma anedótica, utilizando diferentes materiais, possibilita o desenvolvimento de habilidades manuais e cognitivas. Busca reforçar uma atitude mental na qual superar e assumir uma posição crítica diante dos comentários dos adultos e o desenvolvimento da capacidade criativa podem ser transformados (SILVA, 2016).

A expressão plástica e visual é uma forma de comunicação que permite às crianças aprimorar suas capacidades criativas e expressivas. A expressão artística das crianças, através da experimentação livre, proporciona-lhes a possibilidade de captar o seu mundo interior, os seus sentimentos e sensações, através da imaginação, fantasia e criatividade na exploração de novas estruturas e recursos (OLIVEIRA, HERNÁNDEZ, 2020).

Para favorecer e facilitar que o processo evolutivo de cada menino e menina seja equilibrado, é necessário ter os elementos e materiais que permitam o desenvolvimento dessa expressividade e levar em conta que, à medida que o cérebro evolui, eles devem ser desenvolvidos e utilizados os diversas potencialidades e habilidades dos dois hemisférios cerebrais, de modo que não só se busque a produtividade, mas também que a mente seja sã e feliz e possa ser eficaz no compromisso social e pessoal. Geralmente, tem havido uma tendência de educar o hemisfério esquerdo (que é o racional, lógico, analítico e verbal), deixando de lado a atenção e a educação do hemisfério direito (que é o emocional, perceptivo, intuitivo e analógico). Mas devemos atentar para o fato de que todo o corpo está presente no gesto, por exemplo, quando as crianças desenham (POZAS, 2020).

Estamos imersos em uma sociedade indiscutivelmente visual e auditiva, repleta de imagens e em contínuo processo de evolução. Técnicas, suportes, materiais e ferramentas todos relacionados com a representação e surgidos ao longo dos séculos XIX, XX e XXI permitem e facilitam aos nossos alunos hoje o acesso à criação e manipulação de imagens, a uma produção quase generalizada e ao uso do plástico e linguagem visual como nunca. Para aproveitar e aumentar a conscientização sobre tudo isso, é necessária uma formação adequada desde a infância (MELO, SILVA, 2020).

Hoje entendemos que o desenvolvimento da expressão plástica na Educação Infantil está diretamente relacionado à necessidade de expressão da criança, com sua forma de conhecer, explorar e administrar no espaço, fazendo desenhos, construções, instalações e até performances. Desse ponto de vista, a criança é um artista total que precisa se expressar em todos os níveis, e as artes fornecem a ela um quadro especial, talvez até único, de expressão pessoal (GARDNER, 1995). Nessa perspectiva, as artes são uma ferramenta para explorar e descobrir o mundo ao seu redor.

A educação artística visa transmitir a tradição cultural aos jovens e prepará-los para que possam gerar a sua própria linguagem artística e assim contribuir para a sua formação global (emocional e cognitiva). Portanto, a educação artística envolve meninos e meninas tanto acadêmica quanto pessoalmente. Existem duas abordagens que podem ser adotadas na educação artística: a educação artística consiste em transmitir aos alunos as práticas e os princípios das diferentes disciplinas artísticas, com o objetivo de estimular a sua consciência crítica e sensibilidade e permitir-lhes a construção de identidades culturais. Em contraste, a educação pela arte implica considerar a arte como um veículo para aprender outras disciplinas e como um meio para alcançar resultados educacionais mais gerais. A partir daí, a educação artística pode ser utilizada para articular outras disciplinas, principalmente de cunho social ou cultural (POZAS, 2020).

A educação artística interessou-se quase exclusivamente pelo desenvolvimento da criatividade, e considera que "não detém o monopólio nesta área", já que outras áreas também são adequadas para cultivar o que chama de "pensamento criativo" dos alunos. Um dos objetivos mais interessantes que almeja tem a ver com a cultura e seu papel nas obras de arte (SILVA, 2016).

As artes nos transportam para mundos de fantasia; eles chamam nossa atenção para aspectos aparentemente triviais e nos permitem achar valor neles; as artes impactam nossas emoções. Eisner dá especial importância ao caráter expressivo da arte, tanto a nível produtivo como a nível contemplativo. Eisner explica que com o termo caráter expressivo quero dizer a qualidade vital - a capacidade de sentir que o objeto visual provoca. Este último aspecto é extremamente interessante, pois, como explica Vigotsky (1988), “a experiência e a pesquisa mostraram que um fato impregnado de um matiz emocional é lembrado com mais solidez, firmeza e por muito tempo do que um indiferente”.

Fazendo uma pequena síntese do que acaba de ser exposto, podemos tirar algumas conclusões sobre o papel da arte na educação: a arte tem funções muito variadas e interessantes a nível educacional: essas funções vão desde o conhecimento do contexto histórico e cultural de um trabalho, até mesmo a capacidade de gerar emoções; há autores renomados que defendem o valor incalculável da arte na educação. A arte está mudando em relação ao tempo, mas justamente por essa característica, podemos adaptá-la às nossas necessidades educacionais e de nossos alunos: o conceito de arte pode estar muito próximo deles, podemos usar novos elementos que sejam atraentes e compreensível para eles etc. (MELO, SILVA, 2020).

Gardner (1995) preconiza um desenvolvimento holístico do ser humano, ou seja, um desenvolvimento integral (é verdade que Gardner propõe o ensino das artes para se contrapor aos conhecimentos usualmente acentuados na escola, e que desta forma um desenvolvimento pleno em todos os campos do conhecimento). O ideal de desenvolvimento holístico é completado com a formulação da teoria das inteligências múltiplas. O que Gardner propõe é uma visão pluralista da mente humana, que não possui uma única forma de conhecer e compreender a realidade, mas muitas facetas cognitivas diferentes. Partindo desta abordagem, após analisar as diferentes capacidades e os diferentes modos de cognição da forma mais ampla possível, e tendo em conta que algumas capacidades são difíceis de quantificar, formulou a teoria das "inteligências múltiplas", segundo a qual podemos organizar as capacidades em sete tipos de inteligências: linguística, lógico-matemática, espacial, musical, corporal, interpessoal e intrapessoal.

A situação da arte na sociedade moderna e sua fraca presença nos ambientes escolares obriga-nos a construir uma base cada vez mais consistente que reúna as diferentes perspectivas a partir das quais se reavalia a importância da arte na vida humana, porque a arte é uma necessidade primária e representa a possibilidade. de redimir o homem do acelerado processo de desumanização da sociedade atual (SILVA, 2016).

A psicologia de Vygotsky para o aprendizado das artes tem algumas implicações muito interessantes e valiosas. Afirma que a aprendizagem supõe a internalização da cultura; a humanidade cria sua cultura por meio do uso de símbolos (principalmente a linguagem), incluindo a arte; por fim, o estudo da arte não deve ser feito isoladamente, mas sim em relação ao contexto social (OLIVEIRA, HERNÁNDEZ, 2020).

É verdade que grande parte do nosso aprendizado se deve à mediação social. Nossa cultura é extremamente importante para nossas estruturas de conhecimento (basta comparar o que uma pessoa pode aprender no meio rural e outra na área urbana; uma pessoa que vive em um país muito quente e outra que vive em um país com temperaturas extremamente baixas. O fator cultural da aprendizagem é fundamental: a pessoa do meio rural saberá ordenhar uma vaca enquanto a pessoa do meio urbano saberá usar aplicativos móveis para o transporte público), e também têm grande importância para a arte (BARBOSA, COUTINHO, 2011).

Piaget (1971) considerou que o desenvolvimento cognitivo é o resultado de processos internos, por meio dos quais o indivíduo constrói representações de seu mundo externo. Essas representações estão se tornando cada vez mais adequadas para explicar e prever eventos no ambiente: elas entendem e se adaptam, ou seja, aprendem. No entanto, Piaget não leva em consideração um fator fundamental: as interações de alguns indivíduos com outros também geram aprendizagem, algo que Vygotsky introduz em sua teoria (BALESTRA, 2007).

A importância do legado de Piaget e Vygotsky é incalculável no campo da educação e, embora nenhum deles tenha se limitado exclusivamente ao estudo das artes, eles inspiraram outros autores que se dedicaram a lançar luz sobre uma questão um tanto espinhosa. psicologia. A psicologia de Piaget deu origem à perspectiva do processo simbólico, a de Vygotsky às teorias cognitivas socioculturais. Ambas as teorias são construtivistas: no processo dos símbolos, “estes são manipulados, modificados, construídos e reconstruídos. A mente, que está na cabeça, é a atividade construtiva que cria representações simbólicas do mundo e por meio da qual o indivíduo passa a conhecê-lo; na perspectiva sociocultural, o conhecimento é construído nas e por meio das transações sociais, mas também é construído. A mente não está na cabeça, mas por meio das interações sociais o indivíduo constrói e adquire conhecimento de normas e cultura (BALESTRA, 2007).

A psicologia de Vygotsky para o aprendizado das artes tem algumas implicações muito interessantes e valiosas. Afirma que a aprendizagem supõe a internalização da cultura; a humanidade cria sua cultura por meio do uso de símbolos (principalmente a linguagem), incluindo a arte; Por fim, o estudo da arte não deve ser feito isoladamente, mas sim em relação ao contexto social. É verdade que grande parte do nosso aprendizado se deve à mediação social. Nossa cultura é extremamente importante para nossas estruturas de conhecimento (basta comparar o que uma pessoa pode aprender no meio rural e outra na área urbana; uma pessoa que vive em um país muito quente e outra que vive em um país com temperaturas extremamente baixas. O fator cultural da aprendizagem é fundamental: a pessoa do meio rural saberá ordenhar uma vaca enquanto a pessoa do meio urbano saberá usar aplicativos móveis para o transporte público), e também têm grande importância para a arte (BARBOSA, COUTINHO, 2011).

Numa perspectiva evolutiva, o desenvolvimento das artes plásticas começa assim que a criança traça as suas primeiras características, e fá-lo inventando as suas próprias formas e colocando algo de si, à sua maneira única. Desde um simples conjunto próprio até as mais complexas formas de produção criativa, o processo é fundamentalmente o mesmo. É possível diferenciar algumas etapas do processo de evolução do indivíduo, as mesmas que são identificadas por uma série de indicações: as características comuns de desenvolvimento do gráfico; a forma de distribuição do espaço; como aplicar a cor, etc (OLIVEIRA, HERNÁNDEZ, 2020).

As emoções têm uma grande importância no contexto escolar, pelo que é necessário educar emocionalmente os alunos e assim compreender a relação que se estabelece entre a educação inclusiva, a educação emocional e a arteterapia, que se centra na resolução de problemas individuais dos alunos. Através da inclusão, a arteterapia pode ser aplicada para prevenir e atingir todo o grupo da turma.

Uma política de equidade deve ter um forte carácter preventivo e não tanto de correção de problemas já surgidos, por isso é fundamental investir mais nas políticas de educação e acolhimento na primeira infância e na educação parental. Isto significa que a afetividade e as emoções devem ser abordadas principalmente, uma vez que são fatores importantes no desenvolvimento de um ambiente inclusivo na escola e pelo seu impacto na aprendizagem dos alunos. As emoções são muito importantes no contexto escolar, por isso é necessário educar emocionalmente os alunos para estabelecer uma relação com a arteterapia (CALIXTO, 2020).

É no campo da expressão artística que o sentido de amadurecimento e desenvolvimento se torna mais visível. Quando um bebê de um ano recebe um lápis, ele geralmente rabisca verticalmente, se a superfície de desenho for segurada verticalmente à sua frente; se o último for horizontal na mesa, os rabiscos serão horizontais; em qualquer caso, o tipo de golpe se deve ao fato de que a criança só consegue controlar o ombro para realizar um movimento de bombeamento, já que tem pouquíssima habilidade para direcionar o braço e a mão (MARINS et al., 2020).

Enquanto criança na fase escolar, ele progressivamente controla seu ombro, e por sua vez se estende até o pulso, movendo-o para frente e para trás e fazendo-o girar, ele controla seus movimentos e aumenta sua destreza; assim, ele desenvolve o domínio constante do movimento, começa a ensaiar e inventar coisas e a fazer experiências com sua habilidade (MELO, SILVA, 2020).

Quando uma criança desenha ou pinta, é muito mais do que alguns traços no papel. É uma expressão de toda a criança correspondente ao momento em que pinta ou desenha. Às vezes, as crianças podem ser totalmente absorvidas pela arte, então seu trabalho pode atingir uma profundidade real de sentimento e perfeição; outras vezes, o desenho pode ser simplesmente uma exploração de novos materiais; mas, mesmo neste caso, o desenho mostra o entusiasmo ou hesitação da criança em tentar uma nova tarefa (CALIXTO, 2020).

Assim como se pode dizer que não há duas crianças iguais, também é verdade que dos milhares de desenhos feitos por crianças, não há duas que não sejam iguais. Cada desenho reflete os sentimentos, a capacidade intelectual, o desenvolvimento físico, a atitude perceptiva, o fator criativo implícito, o gosto estético e até o desenvolvimento social do indivíduo. Mas não apenas todas essas propriedades estão refletidas nos desenhos, mas também todas as transformações pelas quais a criança passa à medida que crescem e se desenvolvem são delineadas neles (BARBOSA, COUTINHO, 2011).

Em um sistema educacional bem equilibrado, no qual enfatizo a importância do desenvolvimento integral, a capacidade intelectual, os sentimentos e as faculdades perceptivas de cada indivíduo devem ser igualmente desenvolvidos, para que seu potencial capacidade criativa seja aperfeiçoada. Na vivência cotidiana, o ensino de artes visuais em sala de aula em nosso sistema educacional continua a sofrer abandono por parte dos professores nos conteúdos e métodos didáticos, ainda há a escassa presença da arte no currículo nacional, e apesar de se falar de uma cultura estética dentro da sala de aula, ela não se dá ou se limita simplesmente a um modelo, o que estagna a criatividade da criança e não permite o desenvolvimento de suas competências e habilidades (SILVA, 2016).

Por outro lado, na educação básica geral o problema da jornada escolar é evidente: a luta para conseguir mais horas letivas em um currículo restrito; nas horas “fortes”, ganham tempo e espaço nas horas de menor peso acadêmico (cultura estética), e nem é preciso falar dos professores que, apesar de boas intenções, ainda carecem de estratégias e materiais para ensinar (BARBOSA, COUTINHO, 2011).

Com as qualificações, podemos frustrar a criança que começou a se encontrar em sua atividade criativa quando não qualificamos bem seu trabalho; a nota é decidida pelo professor, normalmente uma nota maior é dada quando há maior controle das linhas delicadas e uma nota menor é dada à criança que pinta com mais liberdade. Ambos os métodos não fazem sentido para a criança. Na escola deve haver um local onde as notas não contam, onde possam se expressar, revelar seus sentimentos e emoções, sem medo da imposição de notas (OLIVEIRA, HERNÁNDEZ, 2020).

A promoção da cultura visual tem a ver com ajudar os alunos a aprender a decodificar, por um lado, obras de arte de qualquer época e cultura; e, por outro lado, os valores e ideias que se materializam na cultura popular através dos elementos visuais que nos rodeiam. Em um mundo fundamentalmente visual, as pessoas que controlam as imagens que nos são mostradas têm um enorme poder na sociedade.

Devemos, portanto, ser capazes de transmitir e ensinar aos nossos alunos como as pessoas são influenciadas pela mídia. Aprender a ler as mensagens de um texto visual ajuda-nos a proteger os direitos de uma pessoa e, por sua vez, permite-nos compreender a que interesses servem as imagens que nos rodeiam (VASCONCELOS; DA SILVA MORAES; LIMA, 2020).

Como as políticas educacionais apoiam a ideia de alcançar uma educação que promova a inclusão e a prevenção, há muitos estudos sobre estudantes que mostram a quão necessária é a intervenção e a atenção precoces. Essas ações que ajudam a evitar o possível aparecimento de problemas mostram que a arteterapia é eficaz na prevenção de problemas na escola. As teorias que influenciam a arteterapia fizeram dela uma ferramenta de intervenção que funciona e atua como reguladora das emoções. A capacidade criativa que a arte traz influencia os diferentes estados de espírito no curto prazo.

Por todas as teorias e ideias discutidas, é dada à arte a importância de ser um instrumento e ferramenta educacional que facilita a expressão criativa para canalizar emoções. Muitos autores têm concedido efeitos psicoterapêuticos às ações criativas, principalmente em bebês que utilizam a brincadeira como ferramenta para aliviar a ansiedade. Seria conveniente que as escolas tivessem como princípios básicos o brincar, a capacidade criativa e a arte, para promover a aprendizagem natural e a sua consequente relação social (VASCONCELOS; DA SILVA MORAES; LIMA, 2020).

Portanto, a arteterapia pode ser considerada um tipo de intervenção que utiliza os três princípios básicos citados, que auxiliam a criança no desenvolvimento individual e social. O social corresponde à capacidade de relacionamento pessoal, ou seja, de conhecer-se, e de relacionamento com os outros, o que o ajuda a desenvolver o pessoal por meio da interação.

5. CONCLUSÃO

A revisão bibliográfica qualitativa revelou a importância da arteterapia como uma ferramenta eficaz para promover o desenvolvimento emocional, o autoconhecimento e a expressão de sentimentos em crianças, contribuindo significativamente para seu bem-estar psicológico e social. As artes desempenham um papel fundamental no desenvolvimento da criatividade na criança, pois através delas a criança exerce a sua flexibilidade, inovação e originalidade, dando lugar ao seu pensamento criativo para acabar numa obra de arte, são técnicas lúdicas, nas quais o a criança é transportada para um ambiente de brincadeira e diversão para criar o que pensa, quer ou deseja.

As técnicas das artes refletem os sentimentos, emoções e sensações da criança, e estas podem ser utilizadas para a detecção de problemas ou para o seu tratamento, estão intimamente ligadas à educação, pois desenvolvem o pensamento criativo da criança, ajudam a exercitar a sua motricidade e, sobretudo, fazem da criança um ser imaginativo e inovador. As artes visuais e plásticas na formação atual, encontram-se na chamada Cultura Estética, que apesar de dar esse grande salto ao ampliá-las na Reforma, a metodologia de aplicação ainda é tradicional (modelos a seguir).

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1 Doutoranda em Ciências da Educação pela Universidad de La Integración de Las Américas - PY

2 Doutoranda em Ciências da Educação pela Universidad de La Integración de Las Américas - PY

3 Doutoranda em Ciências da Educação pela Universidad de La Integración de Las Américas - PY

4 Mestre em Ciências da Educação pela World University Ecumenical - USA

5 Doutorando em Ciências da Educação pela Universidad de La Integración de Las Américas - PY

6 Doutoranda em Ciências da Educação pela Universidad de La Integración de Las Américas - PY

7 Doutoranda em Ciências da Educação pela Universidad de La Integración de Las Américas - PY

8 Doutoranda em Ciências da Educação pela Universidad de La Integración de Las Américas - PY

9 Doutoranda em Ciências da Educação pela Universidad de La Integración de Las Américas - PY

10 Mestranda em Ciências da Educação pela Universidad de La Integración de Las Américas - PY

11 Orientador. Doutor em Ciências da Educação pela Universidad Del Mar - CL

12 Orientador. Doutor em Ciências da Educação pela Universidad de La Integración de Las Américas - PY