REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/787691711
RESUMO
O ensino de Geografia tem enfrentado o desafio de superar práticas pedagógicas centradas na memorização de conteúdos e distanciadas da realidade vivenciada pelos estudantes. Nesse contexto, o trabalho de campo emerge como uma importante estratégia metodológica para aproximar teoria e prática, possibilitando a observação direta dos fenômenos geográficos. O presente artigo tem como objetivo analisar o trabalho de campo na Chapada Diamantina, Bahia, como ferramenta didática para o ensino de Geografia, destacando suas contribuições para a compreensão da paisagem e para a construção do conhecimento geográfico. A pesquisa possui caráter qualitativo e fundamenta-se em revisão bibliográfica de autores clássicos e contemporâneos da Geografia, tais como Milton Santos, Georges Bertrand, Jean Tricart e Eric Dardel. Os resultados evidenciam que a Chapada Diamantina constitui um espaço privilegiado para a realização de atividades de campo, permitindo aos estudantes compreender a integração entre os elementos físicos e humanos que compõem a paisagem. Conclui-se que o trabalho de campo favorece uma aprendizagem mais crítica, significativa e contextualizada, fortalecendo o papel da Geografia na formação cidadã.
Palavras-chave: Ensino de Geografia; Trabalho de Campo; Paisagem; Chapada Diamantina; Práticas Pedagógicas.
ABSTRACT
Geography education faces the challenge of overcoming pedagogical practices centered on rote memorization and detached from the students' lived reality. In this context, fieldwork emerges as a key methodological strategy for bridging theory and practice, enabling the direct observation of geographical phenomena. This article analyzes fieldwork in Chapada Diamantina, Bahia, as a didactic tool for teaching Geography, highlighting its contributions to understanding the landscape and constructing geographical knowledge. The research is qualitative in nature and draws on a literature review of classic and contemporary Geography scholars, such as Milton Santos, Georges Bertrand, Jean Tricart, and Eric Dardel. The results demonstrate that Chapada Diamantina offers an exceptional setting for fieldwork, allowing students to grasp the integration of the physical and human elements that constitute the landscape. The study concludes that fieldwork fosters learning that is more critical, meaningful, and contextualized, thereby strengthening the role of Geography in civic education.
Keywords: Geography Education; Fieldwork; Landscape; Chapada Diamantina; Pedagogical Practices.
INTRODUÇÃO
A Geografia, enquanto disciplina escolar, tem passado por transformações importantes, sobretudo diante da necessidade de tornar o ensino mais significativo para os estudantes. Historicamente, predominou na tradição escolar uma abordagem marcada pela memorização de conceitos e pela distância entre o conteúdo estudado e a realidade vivida pelos estudantes. Nesse cenário, ganha destaque a busca por metodologias que aproximem teoria e prática, permitindo que o conhecimento geográfico seja construído a partir da experiência. É nesse contexto que o trabalho de campo se apresenta como uma ferramenta potente, ao possibilitar o contato direto com a paisagem; compreendida aqui não apenas como o visível, mas como o resultado dinâmico das interações entre a sociedade e a natureza ao longo do tempo e favorecer uma aprendizagem mais ativa e crítica.
Apesar de sua relevância, o trabalho de campo muitas vezes aparece como uma atividade pontual e desarticulada do planejamento escolar, limitando seu potencial formativo. Diante disso, a Chapada Diamantina se apresenta como objeto de estudo para o desenvolvimento de práticas educativas. Com sua complexidade socioambiental, a região oferece inúmeras possibilidades de observação e problematização. Ao explorar esse território, os estudantes têm a oportunidade de compreender, na prática, processos morfológicos e sociais que frequentemente são tratados de forma abstrata nos livros didáticos, tornando a categoria paisagem um elo palpável entre a teoria e a realidade.
Diante disso, este artigo tem como objetivo analisar o trabalho de campo na Chapada Diamantina como uma ferramenta didática no ensino de Geografia, destacando suas contribuições para a compreensão da dinâmica das paisagens e para a construção do conhecimento geográfico. Para alcançar esse objetivo, o estudo se baseia em revisão bibliográfica e em reflexões sobre práticas pedagógicas que buscam integrar as atividades de campo ao cotidiano escolar.
Por fim, o texto está organizado em três momentos principais: inicialmente, discute-se o papel do trabalho de campo no ensino de Geografia; em seguida, aborda-se a importância da paisagem como categoria de análise, explorando como a percepção sensorial, a leitura dos elementos físicos e a identificação das marcas históricas do trabalho humano se articulam na construção do espaço geográfico; e, por último, analisa-se a Chapada Diamantina como um cenário de grande potencial didático, evidenciando suas contribuições para a formação de estudantes mais críticos e sensibilizados da realidade em que estão inseridos.
METODOLOGIA
A metodologia deste estudo foi estruturada de forma a acompanhar o percurso da pesquisa científica, articulando leitura, reflexão e análise crítica. Trata-se de uma pesquisa de caráter qualitativo, voltada para a compreensão e interpretação do papel do trabalho de campo no ensino de Geografia a partir da vivência da paisagem. Para garantir o rigor científico e a triangulação teórica exigida em artigos acadêmicos, o percurso metodológico foi delineado em quatro etapas fundamentais:
Como primeiro passo, realizou-se o levantamento e a discussão epistemológica da paisagem. Essa etapa consistiu em uma leitura atenta e aprofundada sobre a evolução desse conceito na Geografia, estabelecendo um diálogo direto entre diferentes vertentes da disciplina para superar a fragmentação entre os estudos físicos e humanos. Nessa perspectiva, utilizou-se, Santos (2008), Tricart (1970), Bertrand (2008) e Dardel (2011), para aprofundamento do referencial teórico desta pesquisa. A partir dessa perspectiva, a observação da paisagem durante o trabalho de campo permite compreender como diferentes períodos históricos deixaram marcas no espaço geográfico. Seguindo esse raciocínio a geomorfologia, hidrografia, vegetação, clima e agricultura constituem elementos que revelam a dinâmica da paisagem.
No segundo momento, o foco se voltou para o trabalho de campo enquanto prática pedagógica fundamental. A partir do cruzamento de diferentes textos e estudos sobre a didática da Geografia, buscou-se entender como essa estratégia pode contribuir para o ensino, mapeando suas potencialidades para romper com o ensino puramente memorístico e os desafios burocráticos ou logísticos envolvidos na sua aplicação prática cotidianamente.
Na sequência, a análise direcionou-se para a Chapada Diamantina, delimitada como o recorte espacial do estudo. Investigou-se a importância da Geografia Física integrada nesse cenário, observando como a geomorfologia, hidrografia, vegetação, clima e agricultura vêm fornecendo um laboratório vivo. A discussão teórica concentrou-se em demonstrar como esses elementos interagem com a ocupação histórica e o turismo atual, evidenciando a indissociabilidade entre os processos biofísicos e as dinâmicas socioespaciais da região, transformando a observação empírica dos estudantes em conceitos geográficos consolidados.
Por fim, a etapa final da pesquisa consistiu na articulação entre o referencial teórico analisado e as demandas da prática pedagógica no ensino de Geografia. Esse processo possibilitou o diálogo entre diferentes perspectivas conceituais, permitindo identificar convergências, divergências e contribuições dos autores estudados para a compreensão do trabalho de campo como estratégia metodológica. A partir desse movimento analítico, os fundamentos teóricos foram ressignificados à luz da realidade educacional, convertendo-se em orientações capazes de subsidiar práticas pedagógicas mais contextualizadas e críticas. Dessa forma, o percurso metodológico não se restringe a uma sequência linear de procedimentos, mas configura-se como um processo reflexivo e dinâmico de construção do conhecimento, fundamentado na articulação entre teoria e prática, observação empírica e análise crítica, elementos indispensáveis à mediação docente e à formação de sujeitos capazes de compreender e interpretar a complexidade do espaço geográfico.
CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA
Localizada na região central do estado da Bahia, a Chapada Diamantina destaca-se como uma das mais importantes áreas de interesse geográfico do Brasil, reunindo expressiva diversidade ambiental, riqueza geológica e significativa relevância histórica. Inserida no Planalto Central Baiano, a região caracteriza-se pela presença de serras, escarpas, vales, cânions, rios, cavernas e cachoeiras que compõem um conjunto paisagístico de grande relevância para os estudos geográficos. Sua formação geológica está associada, principalmente, às rochas sedimentares do Supergrupo Espinhaço, modeladas ao longo do tempo por processos tectônicos e erosivos que deram origem às formas de relevo observadas atualmente.
A Chapada Diamantina apresenta significativa variação altimétrica, destacando-se o Pico do Barbado, ponto mais elevado do Nordeste brasileiro. Além disso, a região abriga importantes nascentes e cursos d'água que contribuem para o abastecimento hídrico de diversas áreas do estado. Destacam-se as bacias hidrográficas dos rios Paraguaçu, Contas e Jacuípe, cujas nascentes localizam-se em áreas da Chapada e desempenham papel fundamental na manutenção dos recursos hídricos regionais. O clima predominante é o tropical semiúmido, com influências de altitude que proporcionam temperaturas mais amenas em comparação com outras áreas do semiárido baiano. As temperaturas médias anuais variam entre 18°C e 24°C, enquanto os índices pluviométricos apresentam grande variação espacial, registrando precipitações médias anuais entre 600 mm e 1.200 mm, concentradas principalmente nos meses mais chuvosos do verão. A combinação entre diferentes condições de relevo, clima e vegetação favorece a ocorrência de ecossistemas variados, com predominância da Caatinga associada a áreas de Cerrado, campos rupestres e matas ciliares.
Nesse contexto, a Chapada Diamantina constitui um importante laboratório didático para o ensino de Geografia, permitindo que conceitos frequentemente abordados de forma abstrata em sala de aula sejam observados e problematizados a partir da realidade concreta. Sua diversidade física e ambiental possibilita a análise integrada dos processos naturais e das relações estabelecidas entre sociedade e natureza na construção do espaço geográfico.
MAPA DE LOCALIZAÇÃO DA ÁREA ESTUDADA
RESULTADOS E DISCUSSÕES
A compreensão da Chapada Diamantina exige inicialmente uma reflexão sobre o conceito de paisagem. Durante muito tempo, a paisagem foi interpretada apenas como aquilo que é visível aos olhos, restringindo-se à descrição dos elementos naturais presentes em determinado espaço. Entretanto, a Geografia contemporânea compreende a paisagem como resultado de processos históricos e sociais que se materializam no território. Nesse sentido, Milton Santos (2014) afirma que a paisagem deve ser entendida como a expressão visível das sucessivas relações estabelecidas entre a sociedade e a natureza ao longo do tempo. Dessa forma, os aspectos naturais observados na Chapada Diamantina não podem ser dissociados das ações humanas que contribuíram para a transformação e reorganização desse espaço. Ao discutir esse conceito, Santos (2014, p. 103) afirma que "a paisagem é o conjunto de formas que, num dado momento, exprimem as heranças que representam as sucessivas relações localizadas entre homem e natureza".
A partir dessa perspectiva, a observação de uma cachoeira, de uma formação rochosa ou de uma área urbana na Chapada Diamantina ultrapassa a simples contemplação estética da paisagem. Esses elementos revelam processos históricos, econômicos e ambientais que contribuíram para a configuração espacial atual. Assim, o trabalho de campo torna-se um instrumento fundamental para que os estudantes desenvolvam uma leitura crítica do espaço geográfico e compreendam que as paisagens são construções históricas permanentemente transformadas pela ação humana.
Essa interpretação é particularmente relevante quando se considera o processo de ocupação da Chapada Diamantina. A descoberta e exploração de diamantes durante o século XIX promoveram profundas mudanças territoriais, impulsionando o surgimento de cidades, a abertura de caminhos e a formação de redes econômicas voltadas para a atividade mineradora. Ainda hoje, diversos elementos presentes na paisagem regional refletem esse período histórico. A análise dessas transformações permite compreender que o espaço geográfico é resultado das relações sociais estabelecidas ao longo do tempo.
Segundo Santos (2008), o espaço geográfico não pode ser compreendido apenas a partir de seus elementos materiais, uma vez que sua constituição depende das relações sociais que lhe atribuem significado e funcionalidade. Para o autor, "o espaço é formado por um conjunto indissociável, solidário e contraditório de sistemas de objetos e sistemas de ações" (SANTOS, 2008, p. 63), evidenciando que a produção do espaço resulta da interação permanente entre as materialidades construídas pela sociedade e as práticas sociais que nelas se desenvolvem.
Tal compreensão contribui significativamente para o ensino de Geografia, pois possibilita aos estudantes perceberem que os fenômenos observados na Chapada Diamantina são resultados das interações constantes entre fatores naturais e ações humanas. A presença de antigas áreas de mineração, o crescimento do turismo e os processos de conservação ambiental demonstram como diferentes agentes sociais atuam na produção e reorganização do território.
A diversidade paisagística presente na região estudada constitui um importante recurso para a compreensão integrada dos componentes físico-naturais do espaço geográfico. De acordo com Ab'Sáber (2003), as paisagens brasileiras resultam da interação histórica entre diferentes processos geomorfológicos, climáticos, hidrológicos e biológicos, formando conjuntos espaciais dotados de relativa individualidade. Essa interpretação possibilita compreender a paisagem regional não apenas como um conjunto de formas naturais, mas como uma síntese das relações estabelecidas entre diferentes elementos ambientais ao longo do tempo.
Sob essa perspectiva, a observação direta dos ambientes naturais favorece a compreensão dos processos responsáveis pela formação do relevo, pela distribuição da vegetação e pela dinâmica dos recursos hídricos. Ao mesmo tempo, permite analisar as formas pelas quais as sociedades se apropriam desses recursos e transformam o território. Tal abordagem contribui para que os estudantes compreendam a paisagem como resultado de processos complexos e interdependentes, aproximando-se das discussões contemporâneas sobre a relação entre sociedade e natureza e fortalecendo uma leitura mais abrangente da realidade geográfica.
Além da dimensão histórica e social, a Chapada Diamantina apresenta grande potencial para os estudos da Teoria Geral Sistemas de Bertalanffy (1968). Nesse aspecto, as contribuições desta teoria são fundamentais na perspectiva geossistêmica, pois a paisagem deve ser analisada como um sistema complexo e composto por elementos físicos, biológicos e antrópicos que interagem de maneira permanente.
A relevância do trabalho de campo também pode ser compreendida a partir da Teoria Geral dos Sistemas (TGS), desenvolvida por Ludwig von Bertalanffy. Essa teoria parte do pressuposto de que os fenômenos não podem ser explicados de maneira isolada, pois constituem partes interdependentes de um sistema mais amplo. Os sistemas são conjuntos de elementos em interação, nos quais qualquer alteração em uma das partes produz modificações nas demais (BERTALANFFY, 1975).
Conforme Bertrand (2004), a paisagem não corresponde à simples soma dos seus componentes, mas resulta das relações dinâmicas estabelecidas entre eles. Essa concepção permite compreender a Chapada Diamantina como um sistema integrado, na qual o relevo, clima, vegetação, recursos hídricos e atividades humanas encontram-se profundamente interligados.
Ao apresentar sua definição clássica de paisagem, Bertrand afirma:
A paisagem é uma combinação dinâmica, portanto instável, de elementos físicos, biológicos e antrópicos que, reagindo dialeticamente uns sobre os outros, fazem da paisagem um conjunto único e indissociável em perpétua evolução Bertrand (2004, p. 141).
As contribuições de Bertrand (2004) reforçam essa perspectiva ao propor a noção de geossistema como categoria de análise da paisagem. Para o autor, os fenômenos naturais e sociais constituem partes integrantes de uma mesma totalidade, sendo impossível compreender qualquer elemento de forma isolada. Dessa maneira, a observação de uma cachoeira, por exemplo, exige a análise simultânea dos processos geomorfológicos responsáveis pela formação do relevo, das características climáticas que influenciam o regime hídrico, da cobertura vegetal que protege as nascentes e das atividades humanas que podem contribuir para sua conservação ou degradação.
A relevância dessa abordagem para o ensino de Geografia reside justamente na possibilidade de superar análises fragmentadas da realidade. Durante o trabalho de campo, por exemplo, a observação de um rio permite discutir simultaneamente os processos geomorfológicos responsáveis pela modelagem do relevo, a importância da vegetação na conservação dos recursos hídricos e os impactos provocados pelas atividades econômicas desenvolvidas na região.
Nessa mesma direção, Jean Tricart (1977) destaca que os ambientes naturais são sistemas dinâmicos sujeitos a constantes transformações. Para o autor, a análise geográfica deve considerar os processos responsáveis pela evolução das paisagens, reconhecendo que os elementos naturais estão em permanente interação.
Segundo Tricart (1977), compreender a dinâmica ambiental significa analisar não apenas as formas visíveis da paisagem, mas também os processos que as produzem e modificam ao longo do tempo. Tal perspectiva é particularmente importante para a interpretação dos processos erosivos, dos movimentos de massa, das alterações nos cursos d'água e das transformações decorrentes da ação humana observadas em diferentes áreas da Chapada Diamantina. Nesse sentido, o autor afirma que "a paisagem nunca é estática; ela evolui sob a ação combinada dos fatores naturais e das intervenções humanas" (TRICART, 1977, p. 31).
Jean Tricart (1977) também se aproxima da perspectiva sistêmica ao defender que os ambientes naturais devem ser analisados a partir de sua dinâmica interna. Segundo o autor, a paisagem resulta de um equilíbrio instável entre diferentes componentes ambientais, os quais se modificam continuamente em função das interações estabelecidas entre si. Assim, compreender a Chapada Diamantina implica reconhecer que os processos naturais observados atualmente são resultado de transformações acumuladas ao longo do tempo geológico e histórico.
A partir dessa compreensão, o trabalho de campo possibilita aos estudantes perceberem a paisagem como um fenômeno em constante transformação, desenvolvendo uma visão crítica acerca das consequências socioambientais das intervenções humanas sobre os ecossistemas. Mais do que identificar formas de relevo, cursos d'água ou tipos de vegetação, os estudantes passam a compreender os processos responsáveis pela configuração dessas paisagens, reconhecendo que elas resultam da interação permanente entre fatores naturais e ações antrópicas. Essa perspectiva favorece a superação de uma leitura meramente descritiva do espaço geográfico, estimulando a análise das relações de causa e efeito que envolvem o uso dos recursos naturais, a expansão das atividades econômicas, a ocupação do território e os impactos ambientais decorrentes dessas práticas. No contexto da Chapada Diamantina, essa abordagem permite compreender, por exemplo, como atividades históricas, como a mineração, e práticas contemporâneas, como o turismo, influenciam a dinâmica ambiental da região.
Dessa forma, o trabalho de campo contribui para a formação de sujeitos capazes de interpretar criticamente as transformações da paisagem, reconhecendo tanto as potencialidades quanto os desafios envolvidos na conservação dos ambientes naturais e na promoção de formas mais sustentáveis de uso do território.
Essa reflexão reforça a importância do trabalho de campo no ensino de Geografia, uma vez que elas permitem aos estudantes experimentar diretamente os fenômenos espaciais, articulando conhecimento científico, percepção sensível e reflexão crítica. Ao caminhar pelas trilhas da Chapada Diamantina, observar suas paisagens e interagir com as comunidades locais, os estudantes desenvolvem uma compreensão mais profunda da complexidade do espaço geográfico.
A produção do conhecimento geográfico exige a articulação entre teoria, método e técnica, uma vez que a compreensão dos fenômenos espaciais depende tanto da elaboração conceitual quanto da capacidade de operacionalizar procedimentos investigativos. Nesse contexto, a técnica assume papel fundamental por viabilizar a obtenção, a organização e a sistematização das informações necessárias à pesquisa científica. Conforme destaca Venturi (2005), as técnicas fornecem os dados empíricos que sustentam os caminhos percorridos pelo método, conferindo maior consistência e objetividade às análises desenvolvidas. Dessa forma, enquanto a teoria e o método orientam a construção do raciocínio científico, a técnica possibilita a concretização das etapas práticas da investigação.
Na Geografia, essa relação torna-se particularmente relevante em razão da necessidade de observação direta da realidade, do trabalho de campo e da utilização de instrumentos capazes de ampliar a capacidade humana de percepção e análise. Nessa perspectiva, as técnicas não se restringem a procedimentos operacionais, mas constituem recursos essenciais para a produção de informações confiáveis e para a interpretação dos fenômenos espaciais. Como afirma Venturi (2005), as técnicas representam uma extensão das habilidades humanas e permitem ao pesquisador observar, medir e sistematizar aspectos da realidade que dificilmente seriam percebidos apenas pela observação intuitiva. Assim, a qualidade da pesquisa geográfica está diretamente associada à escolha criteriosa das técnicas e à sua adequada articulação com os pressupostos teórico-metodológicos da investigação.
Portanto, a Chapada Diamantina configura-se como um espaço privilegiado para a construção do conhecimento geográfico. Sua diversidade ambiental, sua importância histórica e sua riqueza cultural possibilitam a articulação entre diferentes dimensões de análise do espaço. A partir das contribuições de Milton Santos, Georges Bertrand, Jean Tricart, Ludwing von Bertalanffy, Aziz Ab’Sáber e outros autores, compreende-se que o trabalho de campo na região vai além da observação empírica dos fenômenos naturais, constituindo-se como uma prática pedagógica capaz de promover a compreensão crítica das relações entre sociedade, natureza e território. Dessa maneira, a Chapada Diamantina consolida-se como um laboratório didático de grande relevância para a formação de estudantes capazes de interpretar e transformar a realidade em que vivem.
A utilização do trabalho de campo no ensino de Geografia constitui uma das mais importantes estratégias metodológicas para a construção do conhecimento geográfico. Diferentemente de uma prática meramente ilustrativa, o campo possibilita a observação, a interpretação e a problematização dos fenômenos espaciais diretamente em seu contexto de ocorrência. Dessa forma, os estudantes tornam-se sujeitos ativos do processo de aprendizagem, relacionando os conteúdos teóricos com a realidade observada.
Para Suertegaray (2002), o trabalho de campo representa um momento privilegiado da pesquisa e do ensino geográfico, pois permite confrontar teoria e realidade, possibilitando a construção de análises mais críticas sobre o espaço. Segundo a autora, a observação direta favorece a compreensão das múltiplas relações que estruturam a paisagem e contribui para a formação do pensamento geográfico.
Nessa perspectiva, o campo não deve ser compreendido como uma simples atividade complementar, mas como um procedimento metodológico fundamental para a interpretação das dinâmicas espaciais. Como destaca Lacoste, “a geografia serve, inicialmente, para fazer a guerra, mas também para compreender o espaço onde vivemos” (LACOSTE, 2006, p. 150).
Embora a afirmação de Lacoste esteja relacionada à dimensão estratégica da Geografia, ela evidencia a importância da observação e da análise espacial para a compreensão crítica da realidade. Na Chapada Diamantina, essa prática possibilita identificar como os processos naturais e sociais interagem na produção das paisagens, permitindo aos estudantes compreenderem as
Essa concepção exerceu forte influência sobre a Geografia Física contemporânea, especialmente nas abordagens relacionadas aos estudos ambientais e à análise da paisagem. A partir da Teoria Geral dos Sistemas, torna-se possível compreender que os elementos naturais observados na Chapada Diamantina relevo, clima, hidrografia, vegetação e solo não atuam de forma independente, mas estabelecem relações de interdependência que condicionam o funcionamento do ambiente.
A utilização desse recorte espacial como espaço de aprendizagem amplia significativamente as possibilidades do ensino de Geografia ao aproximar os estudantes da realidade concreta dos fenômenos espaciais. Conforme discutem Morais e Pereira (2024), o trabalho de campo favorece a construção do conhecimento geográfico por meio da observação, da interpretação e da problematização da realidade, permitindo que os conteúdos escolares sejam compreendidos para além de sua dimensão conceitual. Nessa perspectiva, a experiência em campo possibilita o estabelecimento de relações entre os referenciais teóricos trabalhados em sala de aula e os processos observados diretamente na paisagem, fortalecendo uma aprendizagem contextualizada e socialmente significativa.
Essa abordagem contribui para superar práticas pedagógicas centradas exclusivamente na transmissão de conteúdos, estimulando a participação ativa dos estudantes na construção do conhecimento. Ao observar os elementos físicos e humanos presentes na área investigada, os alunos são incentivados a formular questionamentos, interpretar processos e compreender as múltiplas relações que constituem o espaço geográfico. O campo deixa, assim, de desempenhar uma função meramente ilustrativa e passa a constituir um importante instrumento para o desenvolvimento do pensamento crítico e da autonomia intelectual.
As contribuições de Neves (2015), Morais e Lima (2018) e Sacramento e Souza (2018) reforçam a importância do trabalho de campo como estratégia metodológica para o ensino de Geografia. Segundo esses autores, a observação direta da realidade possibilita aos estudantes compreender fenômenos que frequentemente aparecem fragmentados nos materiais didáticos, favorecendo a articulação entre diferentes escalas e categorias de análise.
No contexto deste estudo, essa abordagem revela-se particularmente relevante em razão da diversidade de elementos que compõem a paisagem regional. Em uma única atividade de campo, é possível discutir aspectos relacionados ao relevo, à hidrografia, à vegetação, às formas de ocupação humana, às atividades econômicas e às questões ambientais. Essa característica favorece uma leitura integrada do espaço geográfico, contribuindo para a superação de interpretações fragmentadas e fortalecendo a compreensão das relações que estruturam o território. Além disso, o contato direto com a realidade observada estimula o desenvolvimento de competências investigativas, ampliando a capacidade de análise, interpretação e reflexão crítica dos estudantes diante dos desafios socioambientais contemporâneos.
ANÁLISE AO LIVRO DIDATICO
Ao analisar os livros didáticos de Geografia sobre a área de estudo deste artigo (Chapada Diamantina) nota-se um aspecto importante da educação geográfica contemporânea: a necessidade de transformar conceitos abstratos em referências espaciais concretas. Nas coleções destinadas ao 6º e 7º anos do ensino fundamental, a região geralmente aparece associada aos conteúdos relacionados às paisagens naturais, ao relevo brasileiro, à dinâmica dos biomas e à conservação ambiental. Nesse contexto, sua presença desempenha uma função didática relevante, pois oferece ao estudante um exemplo real capaz de materializar conceitos que, muitas vezes, são trabalhados apenas em definições teóricas.
Entretanto, essa utilização também evidencia um desafio para o ensino de Geografia. Ao serem inseridas nos livros didáticos como exemplos ilustrativos de formas de relevo ou de patrimônios naturais, paisagens como a Chapada Diamantina podem acabar sendo percebidas pelos estudantes apenas como representações da natureza. Embora essa abordagem contribua para a identificação visual dos conteúdos, ela nem sempre favorece a compreensão das múltiplas relações que produzem e transformam esses espaços.
Tal questão torna-se particularmente relevante quando se considera a concepção de paisagem defendida por Milton Santos. Para o autor, a paisagem não corresponde apenas ao conjunto de elementos visíveis, mas expressa as marcas deixadas pelas sucessivas relações entre sociedade e natureza. Desse modo, limitar a Chapada Diamantina à condição de exemplo geomorfológico significa reduzir sua complexidade geográfica e desconsiderar os processos históricos, econômicos e culturais que participaram da construção desse território.
Nesse sentido, a abordagem proposta por Georges Bertrand contribui para ampliar essa compreensão ao romper com leituras estritamente descritivas da paisagem. Para o autor, a paisagem deve ser entendida como uma unidade complexa, resultante da interação dinâmica entre elementos naturais e sociais, sendo ao mesmo tempo um produto e um registro dessas relações. Assim, Bertrand propõe a noção de geossistema, na qual o espaço geográfico é analisado de forma integrada, considerando a articulação entre relevo, clima, solos, vegetação e as ações humanas que o transformam continuamente. Desse modo, a Chapada Diamantina pode ser interpretada não apenas como um conjunto de formas geomorfológicas, mas como um sistema vivo, no qual processos ecológicos e históricos se entrelaçam, revelando diferentes níveis de organização e funcionamento do território ao longo do tempo.
Observa-se que a própria organização curricular dos anos finais do ensino fundamental tende a favorecer uma fragmentação inicial dos conteúdos. No 6º ano, os estudantes entram em contato com categorias como paisagem, lugar, relevo, clima e hidrografia. Já no 7º ano, essas discussões passam a ser articuladas ao estudo do território brasileiro e de suas regiões. Embora essa divisão possua justificativa pedagógica, ela pode apresentar uma compreensão compartimentada da realidade espacial. A Chapada Diamantina surge, então, como uma oportunidade de superar essa fragmentação, pois permite demonstrar que relevo, vegetação, recursos hídricos, ocupação humana, turismo e preservação ambiental constituem dimensões inseparáveis de uma mesma realidade geográfica.
Nesse sentido, o trabalho de campo adquire centralidade na construção do conhecimento geográfico, uma vez que possibilita estabelecer conexões entre conteúdos que, frequentemente, são apresentados de forma compartimentada nos materiais didáticos. Se o livro didático oferece uma primeira aproximação com os fenômenos estudados, a observação direta da realidade permite compreender a complexidade das relações que os produzem e transformam. Assim, a experiência em campo contribui para que os estudantes ultrapassem uma leitura descritiva da paisagem e desenvolvam uma interpretação fundamentada nas interações entre processos naturais, dinâmicas sociais e formas de organização do território, fortalecendo uma compreensão mais crítica do espaço geográfico. O estudante deixa de observar isoladamente uma cachoeira, uma formação rochosa ou um fragmento de vegetação e passa a perceber como esses elementos se articulam em um sistema como dito por Bertalanffy (1968). Tal perspectiva aproxima-se das contribuições da Teoria Geral dos Sistemas e da abordagem geossistêmica de Bertrand, segundo as quais os componentes naturais e sociais devem ser analisados a partir de suas interações e não de forma separada.
Sendo assim, a relevância pedagógica da Chapada Diamantina não reside apenas em sua recorrência nos livros didáticos, mas principalmente em sua capacidade de promover uma leitura mais crítica e integrada do espaço geográfico. Ao relacionar os conteúdos trabalhados no 6º e no 7º ano com a observação direta da paisagem, cria-se a possibilidade de avançar de uma aprendizagem baseada na descrição para uma aprendizagem fundamentada na interpretação das relações socioespaciais que produzem o território.
POSSIBILIDADES METODOLÓGICAS PARA O DESENVOLVIMENTO DOS CONTEÚDOS GEOGRÁFICOS A PARTIR DO TRABALHO DE CAMPO
A análise realizada ao longo deste estudo evidencia que o potencial pedagógico da Chapada Diamantina não se restringe à sua utilização como exemplo ilustrativo de conteúdos presentes nos livros didáticos. Ao contrário, sua diversidade ambiental, histórica e cultural possibilita a construção de propostas metodológicas capazes de articular diferentes categorias e conceitos geográficos em uma perspectiva integrada. Nesse sentido, o trabalho de campo deve ser compreendido como uma estratégia investigativa que permite aos estudantes produzir conhecimento a partir da observação sistemática da realidade, estabelecendo relações entre teoria e prática.
Uma primeira possibilidade refere-se ao desenvolvimento do conceito de paisagem. Antes da atividade de campo, os estudantes podem ser orientados a analisar fotografias, mapas e imagens presentes nos livros didáticos, registrando suas interpretações sobre os elementos que compõem a paisagem observada. Durante o campo, essas percepções iniciais podem ser confrontadas com a realidade, permitindo identificar elementos que não são plenamente compreendidos por meio das representações cartográficas ou fotográficas. Essa comparação favorece discussões sobre as contribuições de Milton Santos e Georges Bertrand, possibilitando compreender a paisagem não apenas como aquilo que é visto, mas como resultado das relações históricas estabelecidas entre sociedade e natureza.
Os conteúdos relacionados ao relevo podem ser trabalhados a partir da observação direta das formas topográficas, das escarpas, dos vales, dos cânions e dos processos erosivos presentes na região. Nesse contexto, a elaboração de croquis de observação e perfis topográficos simplificados permite aos estudantes desenvolverem habilidades de representação espacial e interpretação geomorfológica. Além da identificação das formas de relevo, torna-se possível discutir os processos responsáveis por sua formação, relacionando-os à dinâmica geológica e às transformações ocorridas ao longo do tempo geológico.
No estudo da hidrografia, a observação de rios, nascentes e quedas d'água possibilita a análise de aspectos relacionados à dinâmica fluvial, aos processos de erosão e sedimentação e à importância dos recursos hídricos para a manutenção dos ecossistemas. Durante a atividade, os estudantes podem realizar registros em diários de campo, produzir esquemas explicativos e discutir as relações existentes entre relevo, vegetação e disponibilidade hídrica. Tal abordagem favorece a compreensão dos sistemas ambientais como conjuntos interdependentes, aproximando-se das contribuições da Teoria Geral dos Sistemas proposta por Bertalanffy.
Os conteúdos referentes à vegetação e aos domínios naturais podem ser desenvolvidos por meio da identificação das formações vegetais observadas ao longo dos diferentes percursos. A comparação entre áreas mais preservadas e áreas submetidas à ação humana possibilita discutir questões relacionadas à biodiversidade, conservação ambiental e uso dos recursos naturais. Além disso, os estudantes podem ser incentivados a analisar como fatores como clima, relevo e disponibilidade hídrica influenciam a distribuição da cobertura vegetal, fortalecendo uma leitura integrada dos componentes físico-naturais da paisagem.
Outra possibilidade consiste na abordagem dos processos históricos de ocupação e produção do espaço. A observação das marcas deixadas pela mineração, das transformações decorrentes da expansão do turismo e das diferentes formas de uso do território permite compreender como as ações humanas participam da construção e da reorganização espacial. Nesse caso, o campo pode ser associado à análise de documentos históricos, fotografias antigas e relatos de moradores locais, possibilitando aos estudantes identificar permanências e mudanças na paisagem ao longo do tempo.
A dimensão socioambiental também pode ser explorada por meio da problematização de conflitos relacionados à conservação dos recursos naturais, à atividade turística e às formas de apropriação do território. Em vez de apenas identificar problemas ambientais, os estudantes podem ser estimulados a investigar suas causas, seus impactos e as possíveis estratégias de mitigação. Essa abordagem contribui para o desenvolvimento de uma postura crítica e reflexiva diante das questões ambientais contemporâneas, fortalecendo a formação cidadã.
Por fim, recomenda-se que as atividades de campo sejam articuladas a momentos de sistematização e socialização dos conhecimentos produzidos. A elaboração de relatórios, mapas mentais, painéis temáticos, exposições fotográficas e seminários possibilita que os estudantes organizem as informações coletadas e construam interpretações fundamentadas sobre a realidade observada. Dessa forma, o trabalho de campo deixa de constituir uma experiência isolada e passa a integrar um processo contínuo de investigação geográfica, contribuindo para a construção de aprendizagens significativas e para o desenvolvimento do pensamento espacial crítico.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este trabalho alcançou o objetivo de analisar as potencialidades da Chapada Diamantina como laboratório didático para o ensino de Geografia, evidenciando que a região reúne condições singulares para a abordagem integrada de conteúdos relacionados à Geografia Física e à Geografia Humana. A pesquisa demonstrou que as paisagens presentes nesse espaço constituem importantes recursos pedagógicos, capazes de favorecer a compreensão de conceitos como paisagem, espaço geográfico, território, lugar, relevo, hidrografia, clima, vegetação e questões socioambientais.
As discussões fundamentadas em autores como Milton Santos, Georges Bertrand, Jean Tricart e Ludwig von Bertalanffy permitiram compreender que a análise geográfica exige uma leitura integrada dos fenômenos, considerando as múltiplas relações estabelecidas entre sociedade e natureza. Nessa perspectiva, a observação direta da realidade revela-se fundamental para que os estudantes compreendam os processos que produzem e transformam as paisagens, superando abordagens meramente descritivas e fragmentadas do conhecimento geográfico.
A análise dos conteúdos presentes nos livros didáticos do Ensino Fundamental evidenciou que a região é frequentemente utilizada como exemplo para o estudo de elementos físico-naturais, especialmente relevo, recursos hídricos, vegetação e patrimônio natural. Entretanto, verificou-se que tais conteúdos podem ser explorados de forma mais abrangente quando articulados a atividades de trabalho de campo, possibilitando aos estudantes compreender as interações existentes entre os diferentes componentes da paisagem e os processos históricos responsáveis pela organização do território.
Dessa forma, propõe-se que o trabalho de campo seja desenvolvido como uma estratégia metodológica capaz de integrar teoria e prática, permitindo que conteúdos abordados em sala de aula sejam investigados a partir da realidade observada. Durante as atividades, podem ser realizadas observações sistemáticas da paisagem, registros fotográficos, elaboração de croquis, produção de diários de campo, análise de mapas e debates sobre as transformações socioambientais identificadas. Tais práticas favorecem a construção de conhecimentos mais significativos, estimulam a investigação científica e contribuem para o desenvolvimento de uma postura crítica diante das problemáticas ambientais e territoriais contemporâneas.
Conclui-se, portanto, que a Chapada Diamantina ultrapassa a condição de simples objeto de estudo, configurando-se como um espaço privilegiado para a construção do conhecimento geográfico. Sua diversidade ambiental, histórica e cultural oferece possibilidades concretas para a realização de práticas pedagógicas que valorizem a observação, a interpretação e a reflexão crítica, fortalecendo a formação de estudantes capazes de compreender a complexidade das relações que constituem o espaço geográfico.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AB'SÁBER, Aziz Nacib. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003.
Moderna Expedições Geográficas. Disponível em: https://moderna.com.br/escola-publica/pnld/geografia/moderna-expedicoes-geograficas/#volume1. Acesso em: 15 jul. 2026.
Moderna Expedições Geográficas. Disponível em: https://moderna.com.br/escola-publica/pnld/geografia/moderna-expedicoes-geograficas/#volume2. Acesso em: 15 jul. 2026.
MORAIS, Eliana Barbosa de; PEREIRA, Marcelo Esteban Garrido. Trabalho de campo na aprendizagem geográfica: Diálogos entre tradição, inovação e identidade. Goiânia: C&A Alfa Comunicação, 2024.
MORAIS, Eliana Marta Barbosa de; LIMA, Cláudia Valéria de. Trabalho de campo e ensino de geografia: proposições metodológicas para o ensino dos componentes físico-naturais do espaço na geografia. In: ALVES, Adriana Olívia; MORAIS, Eliana Morais; ASCENÇÃO, Valériade Oliveira Roque (Org.). Contribuições da geografia física para o ensino de geografia. Goiânia: C&A Alfa e Comunicação, 2018.
NEVES, Karina Fernanda T. V. Os trabalhos de campo no ensino de geografia: reflexões sobre a prática docente na educação básica. Ilhéus, BA: Ed. UESC, 2015.
PORTUGAL, Jussara Fraga; SOUZA, Elizeu Clementino de. Ensino de Geografia e o mundo rural: diversas linguagens e proposições metodológicas. In: CAVALCANTI, Lana de S. (Org.). Temas da Geografia na Escola. 1. ed. Campinas, SP: Papirus, 2013.
Praticando geografia: técnicas de campo e laboratório. . São Paulo: Oficina. . Acesso em: 19 jun. 2026. , 2005
SACRAMENTO, Ana Cláudia Ramos; SOUZA, Carla Juscélia de Oliveira. O trabalho de campo para a formação e atuação docente na educação básica: realidade e desafios. In: ALVES, Adriana Olívia; MORAIS, Eliana Moraes; ASCENÇÃO, Valéria de Oliveira Roque (Org.). Contribuições da geografia física para o ensino de geografia. Goiânia: C&A Alfa e Comunicação, 2018. p. 121-149
VENTURI, Luis Antonio Bittar. O papel da técnica no processo de produção científica. In: VENTURI, Luis Antonio Bittar (Org.). Praticando Geografia: técnicas de campo e laboratório. São Paulo: Oficina de Textos, 2005. p. 13-18.
VENTURI, Luis Antonio Bittar. O papel da técnica no processo de produção científica. In:VENTURI, L. A. B. (Org.). Praticando Geografia: técnicas de campo e laboratório. São Paulo: Oficina de Textos, 2005. p. 13-31.