PSICOMOTRICIDADE E TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: CONTRIBUIÇÕES DA EDUCAÇÃO E DA PSICOLOGIA PARA O DESENVOLVIMENTO INFANTIL

PSYCHOMOTOR SKILLS AND AUTISM SPECTRUM DISORDER: CONTRIBUTIONS FROM EDUCATION AND PSYCHOLOGY TO CHILD DEVELOPMENT

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/773982504

RESUMO
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) caracteriza-se por alterações no desenvolvimento neurológico que afetam principalmente a comunicação, a interação social e o comportamento, podendo impactar diferentes dimensões do desenvolvimento infantil. Nesse contexto, a psicomotricidade tem se destacado como uma abordagem interdisciplinar capaz de contribuir para o desenvolvimento motor, cognitivo, social e emocional de crianças com TEA. O presente estudo teve como objetivo analisar, por meio de revisão bibliográfica qualitativa, as contribuições da psicomotricidade para o desenvolvimento infantil de crianças com Transtorno do Espectro Autista, considerando suas implicações nos campos da educação e da psicologia. A pesquisa foi desenvolvida a partir da análise de produções científicas que abordam a relação entre psicomotricidade, desenvolvimento infantil, inclusão escolar e intervenções voltadas para crianças com autismo. Os resultados da literatura evidenciam que as intervenções psicomotoras favorecem o desenvolvimento da coordenação motora, da consciência corporal e da organização espacial, além de contribuírem para o fortalecimento das habilidades sociais, da comunicação e da regulação emocional. Observou-se também que a psicomotricidade pode atuar como importante estratégia pedagógica no contexto da educação inclusiva, ampliando as possibilidades de participação e aprendizagem de crianças com TEA no ambiente escolar. Entretanto, a literatura aponta desafios relacionados à implementação dessas práticas, como a necessidade de formação docente específica e a ampliação de pesquisas empíricas sobre os efeitos das intervenções psicomotoras. Conclui-se que a psicomotricidade representa uma ferramenta relevante para promover o desenvolvimento integral de crianças com autismo, contribuindo para processos educacionais mais inclusivos e humanizados.
Palavras-chave: Psicomotricidade. Transtorno Do Espectro Autista. Desenvolvimento Infantil. Educação Inclusiva. Psicologia Escolar.

ABSTRACT
Autism Spectrum Disorder (ASD) is characterized by neurodevelopmental changes that mainly affect communication, social interaction and behavior, influencing different dimensions of child development. In this context, psychomotricity has emerged as an interdisciplinary approach capable of contributing to the motor, cognitive, social and emotional development of children with ASD. This study aimed to analyze, through a qualitative bibliographic review, the contributions of psychomotricity to the development of children with Autism Spectrum Disorder, considering its implications in the fields of education and psychology. The research was based on the analysis of scientific studies addressing the relationship between psychomotricity, child development, inclusive education and intervention practices for children with autism. The findings indicate that psychomotor interventions can improve motor coordination, body awareness and spatial organization, as well as promote social skills, communication and emotional regulation. The literature also highlights that psychomotricity can function as an important pedagogical strategy within inclusive education, expanding opportunities for participation and learning for students with ASD in the school environment. However, challenges remain, including the need for specific teacher training and the expansion of empirical research on the effectiveness of psychomotor interventions. It is concluded that psychomotricity represents a relevant tool for promoting the integral development of children with autism and for strengthening inclusive and humanized educational practices.
Keywords: Psychomotricity. Autism Spectrum Disorder. Child Development. Inclusive Education. Educational Psychology.

1. INTRODUÇÃO

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por alterações no desenvolvimento neurológico que afetam principalmente a comunicação, a interação social e o comportamento. Essas características podem influenciar diretamente o processo de aprendizagem e o desenvolvimento global da criança, exigindo estratégias educacionais e terapêuticas que favoreçam a inclusão e o desenvolvimento integral dos estudantes no ambiente escolar. Nesse contexto, diferentes áreas do conhecimento, como educação, psicologia e saúde, têm buscado compreender melhor as necessidades das crianças com TEA e propor intervenções que contribuam para seu desenvolvimento cognitivo, motor e social (Melo et al., 2021).

O desenvolvimento infantil é um processo complexo que envolve múltiplas dimensões, incluindo aspectos motores, emocionais, cognitivos e sociais. Entre essas dimensões, o desenvolvimento psicomotor ocupa posição central, pois está diretamente relacionado à construção do esquema corporal, à coordenação motora, à percepção espacial e à interação com o ambiente. Dessa forma, a psicomotricidade tem sido amplamente utilizada como abordagem interdisciplinar capaz de contribuir para o desenvolvimento global da criança (Andrade et al., 2023). No caso das crianças com TEA, as dificuldades relacionadas à coordenação motora, à organização espacial e à integração sensorial podem interferir significativamente em suas experiências de aprendizagem e socialização. Estudos indicam que muitas crianças autistas apresentam atrasos ou alterações no desenvolvimento psicomotor, o que pode impactar suas habilidades motoras, comportamentais e sociais. Nesse sentido, intervenções psicomotoras têm sido utilizadas como estratégias importantes para estimular o desenvolvimento dessas habilidades (Silva; Silva; Zoppo, 2024).

A psicomotricidade, enquanto campo interdisciplinar, busca compreender a relação entre movimento, emoção e cognição, considerando o corpo como mediador fundamental do desenvolvimento humano. A partir dessa perspectiva, as atividades psicomotoras podem favorecer não apenas o desenvolvimento motor, mas também aspectos relacionados à comunicação, à interação social e à autonomia das crianças com TEA (Silva et al., 2023).

Diversos estudos apontam que práticas psicomotoras no contexto escolar podem contribuir significativamente para o desenvolvimento de habilidades sociais e para a melhoria da interação entre crianças com Transtorno do Espectro Autista e seus pares. A utilização de atividades lúdicas, jogos motores e experiências corporais organizadas favorece a participação da criança em atividades coletivas, estimulando a comunicação, a expressão corporal e o fortalecimento das relações sociais no ambiente escolar. Essas práticas contribuem para avanços no processo de socialização e no desenvolvimento emocional das crianças, favorecendo sua participação ativa nas atividades pedagógicas (Cardoso; Miranda, 2024; Santos et al., 2025; Silva et al., 2023; Pinheiro; Cordeiro; Castro, 2024).

Além disso, intervenções psicomotoras no ambiente educacional também têm sido associadas ao fortalecimento da autonomia, da coordenação motora e das habilidades de interação social em crianças com TEA. Nesse sentido, as atividades psicomotoras estruturadas podem promover experiências corporais que contribuem para a construção do esquema corporal, para o desenvolvimento da percepção espacial e para o aprimoramento das relações interpessoais. Dessa forma, a psicomotricidade se apresenta como uma estratégia pedagógica relevante para favorecer a inclusão e o desenvolvimento integral da criança no contexto escolar (Albuquerque; Faber; Lima, 2024; Silva; Lima; Santos, 2025; Ribeiro et al., 2025).

Outra dimensão relevante refere-se à importância da atuação interdisciplinar no acompanhamento das crianças com TEA. A integração entre profissionais da educação, psicologia, fisioterapia e outras áreas da saúde possibilita a construção de estratégias de intervenção mais eficazes, capazes de atender às necessidades específicas dessas crianças. Nesse cenário, a psicomotricidade se apresenta como um campo de atuação que dialoga diretamente com essas diferentes áreas do conhecimento (Brito; Ferreira, 2025).

Além do ambiente escolar, o envolvimento da família também desempenha papel fundamental no desenvolvimento da criança com TEA. A participação familiar nas atividades psicomotoras pode fortalecer os vínculos afetivos e favorecer a continuidade das práticas de estimulação no cotidiano da criança, contribuindo para resultados mais positivos no processo de desenvolvimento (Bellodi et al., 2024). Nesse sentido, diferentes contextos de intervenção, como aulas de educação física, atividades terapêuticas e programas específicos de estimulação psicomotora, têm demonstrado resultados promissores no desenvolvimento motor e social de crianças autistas. Experiências como a equoterapia, por exemplo, têm sido apontadas como estratégias que favorecem o desenvolvimento psicomotor e a interação social dessas crianças (Fouraux; Santos; Oliveira, 2021).

Diante desse cenário, torna-se evidente a importância de compreender o papel da psicomotricidade no desenvolvimento infantil de crianças com Transtorno do Espectro Autista. Assim, o presente estudo tem como objetivo analisar, por meio de revisão da literatura, as contribuições da psicomotricidade para o desenvolvimento de crianças com TEA, considerando suas implicações no campo da educação e da psicologia.

2. METODOLOGIA

O presente estudo caracteriza-se como uma pesquisa de abordagem qualitativa, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica da literatura. A pesquisa qualitativa busca compreender fenômenos sociais e educacionais a partir da interpretação e análise de diferentes produções científicas, permitindo aprofundar a compreensão sobre determinado objeto de estudo. Segundo Minayo (2014), esse tipo de abordagem possibilita interpretar significados, relações e processos presentes nos fenômenos investigados, sendo amplamente utilizada em estudos nas áreas da educação e da psicologia.

A revisão bibliográfica constitui um procedimento metodológico que consiste na análise sistemática de produções científicas previamente publicadas, permitindo identificar conceitos, abordagens teóricas e resultados de pesquisas sobre determinado tema. De acordo com Gil (2019), esse tipo de pesquisa é desenvolvido com base em materiais já elaborados, como livros, artigos científicos, dissertações e teses, possibilitando reunir diferentes perspectivas teóricas sobre o objeto investigado.

Nesse sentido, a revisão de literatura desempenha papel fundamental na construção do conhecimento científico, pois permite ao pesquisador compreender o estado da arte do tema estudado, identificar avanços científicos, lacunas de pesquisa e diferentes abordagens teóricas presentes na literatura. Para Marconi e Lakatos (2021), a pesquisa bibliográfica é uma etapa essencial da investigação científica, pois fornece subsídios teóricos que sustentam a análise e a discussão do problema de pesquisa.

A coleta das informações foi realizada por meio do levantamento de artigos científicos publicados em periódicos acadêmicos nacionais relacionados às áreas de psicomotricidade, educação inclusiva, psicologia escolar e desenvolvimento infantil no contexto do Transtorno do Espectro Autista. As buscas foram realizadas em bases de dados acadêmicas amplamente utilizadas na área das ciências humanas e da educação, como Google Scholar, periódicos científicos nacionais e revistas eletrônicas especializadas. Para orientar o processo de busca e seleção das produções científicas, foram utilizados descritores relacionados ao tema do estudo, tais como: psicomotricidade, Transtorno do Espectro Autista, desenvolvimento infantil, educação inclusiva e intervenção psicomotora. Esses termos foram utilizados de forma isolada e combinada, com o objetivo de identificar estudos que abordassem a relação entre psicomotricidade e o desenvolvimento de crianças com TEA.

Os critérios de inclusão das referências consideraram publicações científicas que apresentassem relação direta com o tema investigado, especialmente estudos que discutem a contribuição da psicomotricidade no desenvolvimento motor, cognitivo e social de crianças com Transtorno do Espectro Autista. Também foram priorizados artigos que abordam intervenções psicomotoras no contexto educacional, escolar ou terapêutico. Foram incluídos estudos publicados em periódicos científicos, trabalhos apresentados em eventos acadêmicos e revisões de literatura que discutem a aplicação da psicomotricidade no desenvolvimento infantil e na inclusão escolar de crianças com TEA. Além disso, foram considerados trabalhos que abordam a atuação interdisciplinar entre educação, psicologia e áreas da saúde no acompanhamento dessas crianças. Como critérios de exclusão, foram desconsiderados estudos que não apresentavam relação direta com a temática da psicomotricidade no contexto do autismo, bem como trabalhos que abordavam o Transtorno do Espectro Autista sem discutir aspectos relacionados ao desenvolvimento psicomotor ou às práticas psicomotoras no ambiente educacional.

Após a seleção das referências, foi realizada a leitura exploratória, seletiva e analítica dos textos, buscando identificar os principais conceitos, abordagens teóricas e resultados apresentados pelos autores. De acordo com Severino (2017), essa etapa é fundamental para organizar as informações coletadas e possibilitar uma análise crítica da literatura científica. Dessa forma, a metodologia adotada permitiu reunir diferentes contribuições científicas sobre a relação entre psicomotricidade, educação e psicologia no desenvolvimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista, oferecendo suporte teórico para a construção da fundamentação teórica e para a discussão dos resultados apresentados neste estudo.

3. FUNDMENTAÇÃO TEÓRICA

3.1. Transtorno do Espectro Autista e o Desenvolvimento Infantil

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é compreendido como uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por alterações persistentes na comunicação social, na interação interpessoal e pela presença de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Essas características manifestam-se geralmente nos primeiros anos de vida e influenciam significativamente o desenvolvimento global da criança, incluindo aspectos cognitivos, motores, emocionais e sociais. O impacto dessas alterações no desenvolvimento infantil exige a construção de estratégias pedagógicas e terapêuticas capazes de favorecer o processo de aprendizagem e a participação social dessas crianças em diferentes contextos, especialmente no ambiente escolar (Melo et al., 2021; Silva; Souza, 2020).

O desenvolvimento infantil constitui um processo complexo e dinâmico que envolve múltiplas dimensões inter-relacionadas, como o desenvolvimento motor, cognitivo, afetivo e social. No caso das crianças com TEA, essas dimensões podem apresentar ritmos e características diferenciadas, demandando intervenções específicas que considerem suas particularidades e potencialidades. Estudos indicam que muitas crianças com autismo apresentam dificuldades relacionadas à comunicação, à socialização e à compreensão de estímulos ambientais, fatores que podem interferir diretamente em seu processo de aprendizagem e desenvolvimento global (Silva; Silva; Zoppo, 2024).

Além das dificuldades relacionadas à comunicação e à interação social, crianças com TEA podem apresentar alterações significativas no desenvolvimento psicomotor. Essas alterações podem envolver dificuldades na coordenação motora, no equilíbrio, na percepção espacial e na organização corporal, aspectos que influenciam a forma como a criança interage com o ambiente e com outras pessoas. Dessa forma, compreender essas características torna-se essencial para o planejamento de intervenções educacionais e terapêuticas que favoreçam o desenvolvimento dessas crianças (Silva et al., 2023; Ribeiro et al., 2025).

Outro aspecto relevante refere-se ao impacto que o TEA pode exercer sobre o processo de socialização infantil. A interação social é uma dimensão fundamental para o desenvolvimento humano, pois por meio dela a criança constrói vínculos afetivos, desenvolve habilidades comunicativas e aprende a compartilhar experiências com outras pessoas. No entanto, crianças com TEA frequentemente apresentam dificuldades para estabelecer e manter interações sociais, o que pode gerar desafios significativos no contexto escolar e nas relações com seus pares (Albuquerque; Faber; Lima, 2024).

Nesse contexto, a literatura destaca a importância de intervenções precoces voltadas para o desenvolvimento global da criança com TEA. A identificação precoce das características do transtorno permite que estratégias educacionais e terapêuticas sejam implementadas de forma mais eficaz, favorecendo o desenvolvimento de habilidades motoras, cognitivas e sociais. Quanto mais cedo essas intervenções são realizadas, maiores são as possibilidades de promover avanços significativos no desenvolvimento infantil (Melo et al., 2021; Silva; Lima; Santos, 2025). A compreensão do desenvolvimento infantil no contexto do autismo também exige uma abordagem interdisciplinar que integre diferentes áreas do conhecimento, como educação, psicologia, fisioterapia e terapia ocupacional. Essa perspectiva interdisciplinar permite compreender a criança em sua totalidade, considerando não apenas suas limitações, mas também suas potencialidades e possibilidades de aprendizagem. Dessa forma, a atuação conjunta de diferentes profissionais pode contribuir para a construção de intervenções mais eficazes e humanizadas (Brito; Ferreira, 2025).

Outro elemento fundamental no processo de desenvolvimento da criança com TEA refere-se ao papel da família. O ambiente familiar representa o primeiro espaço de interação social da criança e exerce forte influência em seu desenvolvimento emocional e cognitivo. A participação ativa da família no processo de acompanhamento e estimulação da criança pode favorecer o desenvolvimento de habilidades sociais e fortalecer vínculos afetivos, contribuindo para o bem-estar e para o progresso no processo de aprendizagem (Bellodi et al., 2024).

No ambiente educacional, o reconhecimento das características do TEA é fundamental para a construção de práticas pedagógicas inclusivas. A escola desempenha papel essencial no processo de socialização e aprendizagem das crianças, sendo responsável por promover condições que favoreçam a participação de todos os estudantes, independentemente de suas particularidades. Nesse sentido, práticas pedagógicas adaptadas e estratégias educacionais inclusivas podem contribuir significativamente para o desenvolvimento das crianças com autismo (Santos et al., 2025; Pinheiro; Cordeiro; Castro, 2024). Além disso, diferentes estudos apontam que o desenvolvimento infantil de crianças com TEA pode ser favorecido por intervenções que integrem aspectos motores, cognitivos e emocionais. Estratégias que utilizam o movimento, a ludicidade e a interação social como ferramentas pedagógicas têm demonstrado resultados positivos no desenvolvimento dessas crianças, especialmente quando realizadas de forma sistemática e planejada (Ferreira; Bomfim, 2025; Silva; Venâncio, 2022).

Diante desse cenário, torna-se evidente que o desenvolvimento infantil de crianças com Transtorno do Espectro Autista exige abordagens educacionais e terapêuticas que considerem a complexidade desse transtorno. A compreensão das características do TEA, associada à implementação de práticas pedagógicas inclusivas e estratégias de intervenção adequadas, pode contribuir significativamente para promover o desenvolvimento integral dessas crianças, favorecendo sua participação ativa nos contextos social, educacional e familiar.

3.2. Psicomotricidade e Desenvolvimento Infantil

A psicomotricidade constitui um campo interdisciplinar que busca compreender a relação entre o corpo, o movimento e os processos cognitivos e emocionais no desenvolvimento humano. Essa abordagem considera o corpo como elemento fundamental na construção do conhecimento e na interação da criança com o ambiente. Dessa forma, o movimento não é entendido apenas como uma ação motora, mas como um meio de expressão, comunicação e aprendizagem, desempenhando papel essencial no desenvolvimento infantil (Andrade et al., 2023). Durante a infância, o desenvolvimento psicomotor ocorre de forma gradual e progressiva, envolvendo a aquisição de habilidades relacionadas ao controle corporal, à coordenação motora, ao equilíbrio, à orientação espacial e à percepção temporal. Essas habilidades permitem que a criança explore o ambiente, construa relações com outras pessoas e desenvolva sua autonomia. Assim, o movimento assume papel central no processo de construção do conhecimento e na organização das experiências vividas pela criança (Santos; Barbosa; Araoz, 2021).

A psicomotricidade também contribui para o desenvolvimento da identidade corporal da criança, pois por meio das experiências motoras ela constrói a percepção de seu próprio corpo e de suas possibilidades de ação no mundo. Esse processo envolve a formação do esquema corporal, que se refere à representação mental que a criança desenvolve sobre seu corpo e suas capacidades motoras. A consolidação desse esquema corporal é essencial para o desenvolvimento da coordenação motora e para a realização de diferentes atividades do cotidiano (Junior; Souza, 2021). Além do desenvolvimento motor, a psicomotricidade também está relacionada ao desenvolvimento emocional e social da criança. As experiências corporais e as interações realizadas durante atividades psicomotoras favorecem a expressão de emoções, o desenvolvimento da autoestima e a construção de vínculos sociais. Nesse sentido, o corpo torna-se um meio importante de comunicação e interação com o ambiente e com outras pessoas (Andrade et al., 2023; Santos; Barbosa; Araoz, 2021).

Outro aspecto relevante refere-se à importância das atividades lúdicas no desenvolvimento psicomotor. O brincar representa uma forma natural de aprendizagem na infância, permitindo que a criança explore o ambiente, experimente diferentes movimentos e desenvolva habilidades motoras e cognitivas. Por meio do jogo e da brincadeira, a criança constrói conhecimentos sobre o mundo e desenvolve competências importantes para sua vida social e escolar (Piaia; Azevedo, 2024). No contexto educacional, a psicomotricidade tem sido amplamente utilizada como estratégia pedagógica para favorecer o desenvolvimento integral da criança. Atividades psicomotoras realizadas no ambiente escolar podem contribuir para o desenvolvimento da coordenação motora, da concentração, da percepção espacial e da organização corporal, aspectos que influenciam diretamente o processo de aprendizagem (Laureano; Fiorini, 2021).

Além disso, práticas psicomotoras também podem favorecer o desenvolvimento da atenção, da memória e da capacidade de resolução de problemas. Ao realizar atividades que envolvem movimento, equilíbrio e organização espacial, a criança desenvolve habilidades cognitivas importantes que contribuem para o processo de construção do conhecimento e para o desenvolvimento das competências escolares (Silva; Silva; Zoppo, 2024). A psicomotricidade também desempenha papel relevante na promoção da inclusão educacional, especialmente no caso de crianças que apresentam dificuldades no desenvolvimento motor ou cognitivo. Por meio de atividades adaptadas e estratégias pedagógicas adequadas, é possível promover a participação ativa de todas as crianças nas atividades escolares, respeitando suas individualidades e potencialidades (Abreu, 2025). Nesse sentido, a atuação interdisciplinar entre profissionais da educação, psicologia e áreas da saúde torna-se fundamental para a implementação de práticas psicomotoras eficazes. A integração dessas áreas possibilita a construção de estratégias de intervenção que considerem o desenvolvimento global da criança, favorecendo o fortalecimento de suas habilidades motoras, cognitivas e socioemocionais (Brito; Ferreira, 2025).

Outro elemento importante no desenvolvimento psicomotor refere-se à relação entre movimento e aprendizagem. Estudos apontam que experiências corporais organizadas podem contribuir para o desenvolvimento da linguagem, da percepção espacial e da organização do pensamento. Dessa forma, o movimento torna-se um mediador importante no processo de construção do conhecimento (Silva et al., 2023). Além disso, a psicomotricidade também pode contribuir para o desenvolvimento da autonomia e da autoconfiança da criança. Ao experimentar diferentes movimentos e superar desafios motores, a criança desenvolve maior segurança em suas capacidades, o que influencia positivamente sua participação em atividades escolares e sociais (Pinheiro; Cordeiro; Castro, 2024).

Diante disso, a psicomotricidade apresenta-se como uma abordagem fundamental para o desenvolvimento infantil, pois integra dimensões motoras, cognitivas, emocionais e sociais no processo de aprendizagem. A valorização das experiências corporais e das atividades psicomotoras no contexto educacional contribui para o fortalecimento da autonomia, da interação social e da organização do pensamento da criança. Nesse sentido, diferentes estudos destacam que práticas psicomotoras planejadas favorecem o desenvolvimento integral da criança e ampliam suas possibilidades de participação nos contextos educacionais e sociais (Silva et al., 2023; Pinheiro; Cordeiro; Castro, 2024; Santos et al., 2025; Ferreira; Bomfim, 2025).Parte superior do formulárioParte inferior do formulário

3.3. Psicomotricidade e Crianças com Transtorno do Espectro Autista

A psicomotricidade tem sido amplamente reconhecida como uma abordagem importante para o desenvolvimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista, uma vez que integra aspectos motores, cognitivos e socioemocionais no processo de aprendizagem. Crianças com TEA frequentemente apresentam alterações no desenvolvimento motor, dificuldades na coordenação e na organização corporal, o que pode interferir em sua interação com o ambiente e com outras pessoas. Nesse sentido, a psicomotricidade surge como uma estratégia que favorece a estimulação dessas habilidades e contribui para o desenvolvimento global da criança (Silva; Silva; Zoppo, 2024; Silva et al., 2023).

As alterações psicomotoras observadas em crianças com TEA podem envolver dificuldades na coordenação motora fina e grossa, no equilíbrio, na lateralidade e na percepção espacial. Essas dificuldades podem afetar atividades cotidianas e escolares, como escrever, manipular objetos e participar de atividades físicas. A psicomotricidade busca trabalhar essas habilidades por meio de experiências corporais organizadas que permitem à criança explorar seu corpo e ampliar suas possibilidades de movimento e interação (Ribeiro et al., 2025; Coutinho et al., 2026).

Outro aspecto importante refere-se à relação entre movimento e comunicação no desenvolvimento da criança com autismo. Muitas crianças com TEA apresentam dificuldades na comunicação verbal e na expressão de emoções, o que pode dificultar suas interações sociais. As atividades psicomotoras possibilitam que a criança utilize o corpo como forma de expressão, favorecendo a comunicação não verbal e a construção de vínculos sociais no ambiente educacional e terapêutico (Silva; Lima; Santos, 2025; Pinheiro; Cordeiro; Castro, 2024). Nesse contexto, a psicomotricidade também contribui para o desenvolvimento da autonomia da criança com TEA. Ao participar de atividades que estimulam o equilíbrio, a coordenação e a organização corporal, a criança desenvolve maior controle sobre seus movimentos e amplia sua capacidade de realizar atividades de forma independente. Esse processo fortalece a autoconfiança e contribui para a participação ativa em diferentes contextos sociais e educacionais (Piaia; Azevedo, 2024; Ferreira; Bomfim, 2025).

A psicomotricidade também pode contribuir para a melhoria das habilidades sociais de crianças com TEA (Santos et al., 2025). Atividades psicomotoras realizadas em grupo favorecem a interação entre as crianças, estimulando o desenvolvimento da cooperação, da comunicação e da empatia. Essas experiências são importantes para a construção de vínculos sociais e para a participação da criança em atividades coletivas no ambiente escolar (Cardoso; Miranda, 2024). Além disso, intervenções psicomotoras podem auxiliar no desenvolvimento da percepção corporal e da consciência do próprio corpo, aspectos que muitas vezes apresentam alterações em crianças com autismo. A construção do esquema corporal é essencial para o desenvolvimento motor e para a organização das ações da criança no espaço. Por meio de atividades psicomotoras estruturadas, é possível favorecer esse processo de construção corporal e ampliar as possibilidades de interação da criança com o ambiente (Junior; Souza, 2021; Andrade et al., 2023).

Outro aspecto relevante refere-se ao papel da psicomotricidade na regulação emocional de crianças com TEA. As experiências corporais podem auxiliar na organização sensorial e na redução de comportamentos repetitivos ou estereotipados frequentemente observados em crianças autistas. Dessa forma, as atividades psicomotoras podem contribuir para a promoção do bem-estar emocional e para a melhoria da qualidade de vida dessas crianças (Silva et al., 2023; Silva; Venâncio, 2022). As práticas psicomotoras também têm sido utilizadas como estratégias complementares em diferentes contextos terapêuticos e educacionais. Intervenções que integram movimento, ludicidade e interação social têm demonstrado resultados positivos no desenvolvimento motor e social de crianças com TEA, reforçando a importância dessas práticas no processo de desenvolvimento infantil (Ferreira; Bomfim, 2025; Brito; Ferreira, 2025).

No ambiente escolar, a psicomotricidade pode contribuir para a inclusão educacional de crianças com autismo, promovendo experiências de aprendizagem mais significativas e participativas. Atividades que envolvem jogos motores, circuitos psicomotores e experiências corporais favorecem o engajamento da criança nas atividades pedagógicas e ampliam suas possibilidades de participação no contexto escolar (Abreu, 2025; Albuquerque; Faber; Lima, 2024). Além disso, a psicomotricidade pode ser integrada a diferentes áreas do currículo escolar, como educação física, artes e atividades lúdicas. Essa integração permite que as experiências corporais sejam utilizadas como ferramentas pedagógicas que favorecem o desenvolvimento da atenção, da concentração e da organização do pensamento da criança com TEA (Laureano; Fiorini, 2021; Pinheiro; Cordeiro; Castro, 2024).

Outro ponto relevante refere-se à importância do planejamento pedagógico das atividades psicomotoras para atender às necessidades específicas das crianças com autismo. A adaptação das atividades, o respeito ao ritmo de aprendizagem da criança e a utilização de estratégias lúdicas são fatores que contribuem para a eficácia das intervenções psicomotoras no contexto educacional (Silva; Lima; Santos, 2025; Santos et al., 2025). Diante dessas considerações, observa-se que a psicomotricidade representa uma abordagem relevante para o desenvolvimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista. Ao integrar movimento, cognição e emoção, as práticas psicomotoras favorecem o desenvolvimento motor, social e emocional dessas crianças, contribuindo para sua inclusão e participação ativa nos diferentes contextos educacionais e sociais (Silva et al., 2023; Ribeiro et al., 2025).

3.4. A Psicomotricidade no Contexto Educacional Inclusivo

A educação inclusiva tem se consolidado como um princípio fundamental para a garantia do direito à educação de todos os estudantes, independentemente de suas características ou condições de desenvolvimento. Nesse cenário, a escola assume o compromisso de promover práticas pedagógicas que respeitem as diferenças e favoreçam a participação de todos os alunos no processo de ensino e aprendizagem. Para crianças com Transtorno do Espectro Autista, a construção de ambientes educacionais inclusivos requer estratégias pedagógicas que considerem suas particularidades cognitivas, motoras e sociais, sendo a psicomotricidade uma abordagem relevante nesse contexto (Abreu, 2025; Silva; Lima; Santos, 2025).

A psicomotricidade no contexto educacional inclusivo tem como objetivo favorecer o desenvolvimento integral da criança por meio de experiências corporais que estimulem o movimento, a percepção e a interação social. Essas experiências contribuem para que o estudante desenvolva maior consciência corporal, coordenação motora e autonomia nas atividades escolares. Dessa forma, o movimento torna-se um recurso pedagógico que possibilita ampliar as oportunidades de aprendizagem e participação no ambiente escolar (Albuquerque; Faber; Lima, 2024; Pinheiro; Cordeiro; Castro, 2024). No contexto da educação inclusiva, a psicomotricidade também pode contribuir para o desenvolvimento de habilidades sociais e comunicativas. Muitas crianças com TEA apresentam dificuldades para interagir com colegas e professores, o que pode dificultar sua participação em atividades coletivas. As atividades psicomotoras, quando organizadas de forma lúdica e colaborativa, podem favorecer a construção de vínculos sociais e estimular a interação entre os estudantes (Santos et al., 2025; Cardoso; Miranda, 2024).

Outro aspecto importante refere-se ao papel da psicomotricidade no desenvolvimento da atenção e da concentração dos alunos no ambiente escolar. Experiências corporais que envolvem movimento, equilíbrio e coordenação podem contribuir para melhorar a organização do comportamento e a capacidade de foco da criança durante as atividades pedagógicas. Esse processo favorece o engajamento do estudante nas tarefas escolares e contribui para o desenvolvimento de habilidades cognitivas importantes para a aprendizagem (Laureano; Fiorini, 2021; Silva et al., 2023). Além disso, a psicomotricidade pode ser integrada ao currículo escolar por meio de diferentes estratégias pedagógicas, como jogos motores, circuitos psicomotores, atividades rítmicas e brincadeiras corporais. Essas práticas permitem que o movimento seja utilizado como ferramenta educativa, estimulando a criatividade, a expressão corporal e a participação ativa dos estudantes nas atividades propostas pela escola (Andrade et al., 2023; Piaia; Azevedo, 2024).

A atuação interdisciplinar também se destaca como elemento fundamental para o desenvolvimento de práticas psicomotoras inclusivas. A colaboração entre professores, psicólogos, profissionais da educação física e outros especialistas possibilita a construção de estratégias de intervenção mais eficazes, capazes de atender às necessidades específicas de cada estudante. Essa abordagem interdisciplinar contribui para fortalecer o processo de inclusão e ampliar as possibilidades de desenvolvimento das crianças com TEA (Brito; Ferreira, 2025; Silva; Silva; Zoppo, 2024).

Outro ponto relevante refere-se à importância da adaptação das atividades psicomotoras para atender às diferentes necessidades dos estudantes. No contexto da educação inclusiva, é fundamental que as práticas pedagógicas sejam planejadas de forma flexível, respeitando o ritmo de aprendizagem de cada criança e garantindo oportunidades de participação para todos os alunos. A adaptação de materiais, espaços e estratégias pedagógicas pode favorecer significativamente a inclusão de crianças com TEA nas atividades escolares (Abreu, 2025; Albuquerque; Faber; Lima, 2024). A psicomotricidade também contribui para a construção de ambientes escolares mais acolhedores e estimulantes. Ao valorizar o movimento e as experiências corporais como elementos do processo educativo, a escola cria oportunidades para que os estudantes explorem diferentes formas de expressão e interação. Esse ambiente favorece o desenvolvimento emocional e fortalece o sentimento de pertencimento das crianças no espaço escolar (Silva et al., 2023; Santos et al., 2025).

No caso específico de estudantes com TEA, as práticas psicomotoras podem auxiliar na organização sensorial e na regulação do comportamento. Muitas crianças autistas apresentam dificuldades relacionadas à integração sensorial, o que pode afetar sua capacidade de adaptação ao ambiente escolar. As atividades psicomotoras podem contribuir para a organização dessas experiências sensoriais, favorecendo maior equilíbrio emocional e melhor adaptação às rotinas escolares (Ribeiro et al., 2025; Coutinho et al., 2026). Outro aspecto importante refere-se ao papel das atividades psicomotoras na promoção da autonomia dos estudantes com TEA. Ao participar de experiências corporais que estimulam a exploração do ambiente e o desenvolvimento da coordenação motora, a criança amplia sua capacidade de realizar atividades de forma independente. Esse processo contribui para o fortalecimento da autoestima e para o desenvolvimento de habilidades importantes para a vida escolar e social (Piaia; Azevedo, 2024; Ferreira; Bomfim, 2025).

Além disso, a psicomotricidade no contexto educacional inclusivo favorece a construção de experiências pedagógicas mais significativas. Ao integrar o corpo, o movimento e a ludicidade ao processo educativo, os professores podem promover formas de aprendizagem que valorizam a participação ativa dos estudantes. Essa abordagem contribui para tornar o ambiente escolar mais dinâmico, inclusivo e sensível às diferentes formas de aprendizagem (Andrade et al., 2023; Silva et al., 2023). Diante dessas considerações, observa-se que a psicomotricidade representa uma ferramenta pedagógica importante para a promoção da educação inclusiva. Ao favorecer o desenvolvimento motor, social e emocional dos estudantes, as práticas psicomotoras contribuem para ampliar as possibilidades de aprendizagem e participação das crianças com Transtorno do Espectro Autista no ambiente escolar, fortalecendo os princípios da inclusão educacional e da valorização da diversidade no contexto educativo (Abreu, 2025; Silva; Lima; Santos, 2025).

3.5. Intervenções Psicomotoras e Contribuições para o Desenvolvimento Social e Emocional de Crianças com TEA

As intervenções psicomotoras têm sido amplamente reconhecidas como estratégias importantes para promover o desenvolvimento global de crianças com Transtorno do Espectro Autista, especialmente no que se refere às dimensões sociais e emocionais. Essas intervenções utilizam o movimento e as experiências corporais como instrumentos para favorecer a interação, a comunicação e a construção de vínculos sociais. Ao estimular o corpo em movimento, a psicomotricidade possibilita que a criança desenvolva formas de expressão e interação que contribuem para seu processo de socialização (Silva et al., 2023; Ferreira; Bomfim, 2025).

No caso das crianças com TEA, as dificuldades relacionadas à interação social e à expressão emocional podem representar desafios significativos para o desenvolvimento e para a participação em diferentes contextos sociais. Nesse cenário, as atividades psicomotoras podem favorecer experiências de interação mediadas pelo movimento, permitindo que a criança desenvolva gradualmente habilidades de comunicação e de relacionamento interpessoal. Essas experiências corporais contribuem para fortalecer a confiança e ampliar as possibilidades de interação com outras pessoas (Santos et al., 2025; Cardoso; Miranda, 2024).

Outro aspecto importante refere-se à contribuição das intervenções psicomotoras para o desenvolvimento da consciência corporal e da percepção do próprio corpo. Crianças com TEA podem apresentar dificuldades na organização corporal e na percepção de seus movimentos, o que pode afetar sua interação com o ambiente e com outras pessoas (Ribeiro et al., 2025). As atividades psicomotoras estruturadas possibilitam que a criança explore diferentes formas de movimento, favorecendo o desenvolvimento do esquema corporal e da coordenação motora (Coutinho et al., 2026). As intervenções psicomotoras também podem contribuir para a regulação emocional de crianças com TEA. Muitas crianças autistas apresentam dificuldades na gestão das emoções e podem manifestar comportamentos repetitivos ou estereotipados em situações de estresse ou frustração. As experiências corporais promovidas pela psicomotricidade podem favorecer a organização sensorial e emocional da criança, contribuindo para a redução desses comportamentos e para a promoção do equilíbrio emocional (Silva; Venâncio, 2022; Silva; Lima; Santos, 2025).

Outro benefício das intervenções psicomotoras refere-se ao desenvolvimento da autonomia da criança. Ao participar de atividades que envolvem movimento, exploração do espaço e interação com objetos e pessoas, a criança amplia suas habilidades motoras e sua capacidade de realizar atividades de forma independente. Esse processo contribui para o fortalecimento da autoconfiança e para a participação mais ativa em atividades sociais e escolares (Piaia; Azevedo, 2024; Pinheiro; Cordeiro; Castro, 2024). As atividades lúdicas também desempenham papel fundamental nas intervenções psicomotoras voltadas para crianças com TEA. O uso de jogos, brincadeiras e experiências corporais permite criar ambientes de aprendizagem mais atrativos e motivadores, favorecendo a participação da criança nas atividades propostas. Por meio do brincar, a criança desenvolve habilidades sociais, aprende a compartilhar experiências e constrói vínculos com outras pessoas (Andrade et al., 2023; Santos; Barbosa; Araoz, 2021).

Outro contexto de intervenção psicomotora que tem demonstrado resultados positivos no desenvolvimento de crianças com TEA é a equoterapia. Essa abordagem utiliza o movimento do cavalo como recurso terapêutico, estimulando aspectos motores, sensoriais e emocionais da criança. Estudos indicam que a equoterapia pode contribuir para o desenvolvimento da coordenação motora, do equilíbrio e da interação social, além de favorecer a autoestima e o bem-estar emocional da criança (Fouraux; Santos; Oliveira, 2021; Brito; Ferreira, 2025). As intervenções psicomotoras também podem ser realizadas no contexto escolar, integrando-se às atividades pedagógicas e às aulas de educação física. A inclusão dessas práticas no ambiente educacional possibilita que as crianças com TEA participem de atividades coletivas que estimulam o movimento e a interação social. Essas experiências contribuem para o fortalecimento das relações entre os estudantes e para a construção de ambientes escolares mais inclusivos (Abreu, 2025; Laureano; Fiorini, 2021).

Outro elemento relevante refere-se à importância do planejamento das intervenções psicomotoras de acordo com as necessidades específicas de cada criança (Albuquerque; Faber; Lima, 2024). A elaboração de atividades estruturadas, respeitando o ritmo de desenvolvimento e as particularidades de cada estudante, contribui para a eficácia das intervenções e para o alcance de resultados mais significativos no desenvolvimento social e emocional da criança com TEA (Silva; Silva; Zoppo, 2024). Além disso, a participação da família no processo de intervenção psicomotora pode potencializar os resultados obtidos nas atividades terapêuticas e educacionais. O envolvimento familiar favorece a continuidade das práticas de estimulação no cotidiano da criança e fortalece os vínculos afetivos, contribuindo para o desenvolvimento emocional e social da criança com autismo (Bellodi et al., 2024; Ferreira; Bomfim, 2025).

Outro aspecto importante refere-se ao impacto das intervenções psicomotoras na construção das habilidades sociais das crianças com TEA. Ao participar de atividades corporais em grupo, a criança tem a oportunidade de desenvolver comportamentos de cooperação, respeito às regras e interação com os colegas. Essas experiências contribuem para a construção de competências sociais importantes para a convivência em diferentes contextos sociais (Santos et al., 2025; Cardoso; Miranda, 2024). Diante dessas considerações, observa-se que as intervenções psicomotoras desempenham papel relevante no desenvolvimento social e emocional de crianças com Transtorno do Espectro Autista. Ao integrar movimento, ludicidade e interação social, essas práticas contribuem para promover experiências significativas de aprendizagem e desenvolvimento, favorecendo a inclusão e a participação ativa dessas crianças nos diferentes contextos educacionais e sociais (Silva et al., 2023; Ribeiro et al., 2025).

4. DISCUSSÃO

A literatura analisada evidencia um consenso significativo entre os autores quanto à relevância da psicomotricidade para o desenvolvimento global de crianças com Transtorno do Espectro Autista, especialmente no que se refere às dimensões motora, social e emocional. Diversos estudos destacam que as intervenções psicomotoras favorecem o desenvolvimento da coordenação motora, da organização corporal e da percepção espacial, aspectos que influenciam diretamente a interação da criança com o ambiente e com outras pessoas. Nesse sentido, autores como Silva, Silva e Zoppo (2024) e Ribeiro et al. (2025) apontam que atividades psicomotoras estruturadas contribuem significativamente para a melhoria das habilidades motoras e para o fortalecimento da autonomia da criança com TEA.

Outro ponto amplamente discutido na literatura refere-se ao papel da psicomotricidade na promoção da socialização. Estudos como os de Santos et al. (2025) e Cardoso e Miranda (2024) indicam que atividades psicomotoras realizadas em grupo favorecem a interação entre as crianças, estimulando o desenvolvimento de habilidades sociais, como cooperação, comunicação e participação em atividades coletivas. Esses autores destacam que o movimento e o brincar constituem meios importantes de mediação social, possibilitando que a criança com TEA participe de experiências de interação que favorecem a construção de vínculos sociais.

Além disso, diferentes pesquisas enfatizam as contribuições da psicomotricidade para o desenvolvimento emocional das crianças com autismo. Segundo Silva e Venâncio (2022) e Ferreira e Bomfim (2025), as experiências corporais proporcionadas pelas intervenções psicomotoras podem favorecer a regulação emocional e contribuir para a redução de comportamentos repetitivos ou estereotipados frequentemente observados em crianças com TEA. Esses estudos apontam que o movimento pode funcionar como um recurso importante para a organização sensorial e emocional da criança.

Outro aspecto destacado na literatura refere-se à importância das atividades lúdicas no desenvolvimento psicomotor de crianças com autismo. Andrade et al. (2023) e Santos, Barbosa e Araoz (2021) ressaltam que o brincar representa uma forma natural de aprendizagem na infância e constitui um importante recurso pedagógico para estimular o desenvolvimento motor, cognitivo e social. Nessa perspectiva, as atividades psicomotoras associadas ao jogo e à ludicidade podem favorecer a participação da criança e ampliar suas possibilidades de interação no ambiente educacional. No entanto, apesar dos benefícios apontados por diversos autores, alguns estudos também indicam desafios relacionados à implementação de práticas psicomotoras no contexto educacional. Abreu (2025) e Albuquerque, Faber e Lima (2024) destacam que a ausência de formação específica de professores e a falta de recursos pedagógicos adequados podem limitar a aplicação de intervenções psicomotoras nas escolas. Esses autores ressaltam que, embora a psicomotricidade seja reconhecida como uma ferramenta importante para a inclusão educacional, sua aplicação ainda enfrenta obstáculos no cotidiano escolar.

Outro ponto discutido na literatura refere-se à necessidade de uma abordagem interdisciplinar no acompanhamento de crianças com TEA. Brito e Ferreira (2025) e Bellodi et al. (2024) destacam que intervenções mais eficazes geralmente envolvem a atuação conjunta de profissionais de diferentes áreas, como educação, psicologia, fisioterapia e terapia ocupacional. Essa perspectiva interdisciplinar permite compreender a criança em sua totalidade e desenvolver estratégias de intervenção mais integradas e eficazes. Alguns estudos também apontam que os resultados das intervenções psicomotoras podem variar de acordo com fatores individuais e contextuais. Silva et al. (2023) e Coutinho et al. (2026) destacam que características como nível de comprometimento do autismo, idade da criança, contexto familiar e ambiente escolar podem influenciar significativamente os resultados das intervenções. Dessa forma, os autores ressaltam que as práticas psicomotoras devem ser planejadas de forma individualizada, respeitando as necessidades e potencialidades de cada criança.

Outro aspecto relevante refere-se à diversidade de contextos em que as intervenções psicomotoras podem ser realizadas. Fouraux, Santos e Oliveira (2021) destacam que práticas como a equoterapia podem contribuir significativamente para o desenvolvimento psicomotor e socioemocional de crianças com TEA. Esses autores apontam que o contato com o animal e o movimento do cavalo podem favorecer a integração sensorial, o equilíbrio e a interação social.

Apesar dos avanços apresentados na literatura, alguns autores indicam a existência de lacunas no campo de estudo da psicomotricidade aplicada ao autismo. Silva e Souza (2020) e Melo et al. (2021) destacam que ainda são necessárias mais pesquisas que investiguem de forma sistemática os efeitos das intervenções psicomotoras no desenvolvimento de crianças com TEA, especialmente no contexto educacional. Esses autores ressaltam a necessidade de estudos empíricos que possam avaliar com maior precisão os resultados dessas práticas. Além disso, Ferreira e Bomfim (2025) apontam que muitas pesquisas existentes ainda apresentam caráter predominantemente descritivo ou exploratório, o que evidencia a necessidade de estudos experimentais e longitudinais que possam avaliar os impactos das intervenções psicomotoras ao longo do tempo. A ampliação dessas investigações pode contribuir para fortalecer a base científica que sustenta a utilização da psicomotricidade no acompanhamento de crianças com autismo.

Outro ponto de debate presente na literatura refere-se à forma como a psicomotricidade é inserida no contexto educacional. Enquanto alguns autores defendem a integração das atividades psicomotoras ao currículo escolar, outros apontam que essas práticas ainda são frequentemente tratadas como atividades complementares ou terapêuticas. Laureano e Fiorini (2021) e PIAIA e Azevedo (2024) destacam que a ampliação da presença da psicomotricidade no cotidiano escolar pode contribuir para fortalecer as práticas pedagógicas inclusivas. Diante dessas discussões, observa-se que, embora exista consenso entre os autores sobre a importância da psicomotricidade para o desenvolvimento de crianças com TEA, ainda existem desafios relacionados à implementação dessas práticas no contexto educacional e à consolidação de evidências científicas mais robustas sobre seus efeitos. Nesse sentido, a ampliação das pesquisas e o fortalecimento da formação de profissionais da educação e da saúde podem contribuir para consolidar a psicomotricidade como uma estratégia relevante para a promoção da inclusão e do desenvolvimento integral de crianças com Transtorno do Espectro Autista.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A análise da literatura realizada neste estudo permitiu compreender a relevância da psicomotricidade como estratégia de intervenção no desenvolvimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista, especialmente no que se refere às dimensões motora, social e emocional. Os estudos revisados demonstram que as práticas psicomotoras podem contribuir significativamente para o fortalecimento da coordenação motora, da percepção corporal e da organização espacial, aspectos que influenciam diretamente a autonomia e a participação da criança em diferentes contextos de interação.

Além disso, a psicomotricidade se apresenta como uma abordagem capaz de favorecer o desenvolvimento das habilidades sociais e da comunicação, elementos frequentemente comprometidos em crianças com TEA. As atividades psicomotoras, sobretudo quando realizadas de forma lúdica e em contextos coletivos, possibilitam experiências de interação que contribuem para a construção de vínculos sociais e para o desenvolvimento da expressão emocional. Nesse sentido, o movimento e o brincar assumem papel fundamental na mediação das relações sociais e na promoção do desenvolvimento integral da criança.

Outro aspecto importante evidenciado na literatura refere-se à contribuição das intervenções psicomotoras para a regulação emocional e para a organização sensorial de crianças com autismo. As experiências corporais estruturadas podem favorecer o equilíbrio emocional e contribuir para a redução de comportamentos repetitivos ou estereotipados, promovendo maior adaptação da criança aos diferentes contextos sociais e educacionais.

No contexto educacional, a psicomotricidade também se destaca como uma ferramenta pedagógica relevante para a promoção da educação inclusiva. A integração de atividades psicomotoras no ambiente escolar pode ampliar as possibilidades de aprendizagem e participação dos estudantes com TEA, contribuindo para a construção de práticas pedagógicas mais sensíveis às diferenças e às necessidades individuais dos alunos. Dessa forma, o movimento passa a ser compreendido como um recurso educativo que favorece a construção do conhecimento e o desenvolvimento da criança. Entretanto, a literatura também evidencia desafios relacionados à implementação de práticas psicomotoras no cotidiano escolar, como a necessidade de formação específica de professores, a escassez de recursos pedagógicos adequados e a limitação de espaços apropriados para a realização dessas atividades. Esses fatores podem dificultar a aplicação sistemática de intervenções psicomotoras no contexto educacional, indicando a importância de investimentos na formação docente e na estrutura das instituições escolares.

Outro ponto importante identificado na análise dos estudos refere-se à necessidade de fortalecer a atuação interdisciplinar no acompanhamento de crianças com TEA. A articulação entre profissionais da educação, psicologia, educação física e áreas da saúde pode favorecer a construção de estratégias de intervenção mais abrangentes e eficazes, capazes de atender às diferentes dimensões do desenvolvimento infantil. Além disso, foram identificadas lacunas na literatura relacionadas à necessidade de ampliar pesquisas empíricas que investiguem de forma mais aprofundada os efeitos das intervenções psicomotoras no desenvolvimento de crianças com autismo. Estudos longitudinais e experimentais podem contribuir para fortalecer as evidências científicas sobre os benefícios dessas práticas e ampliar sua aplicação no contexto educacional.

Diante dessas considerações, conclui-se que a psicomotricidade representa uma abordagem relevante para o desenvolvimento integral de crianças com Transtorno do Espectro Autista, contribuindo para o fortalecimento das habilidades motoras, sociais e emocionais. A valorização das experiências corporais e das práticas psicomotoras no contexto educacional e terapêutico pode favorecer processos de inclusão mais efetivos e promover melhores condições para o desenvolvimento e a participação social dessas crianças.

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1 Doutorando em Educação Física. Universidade Federal Do Triângulo Mineiro. Avenida do Tutuna, 420 - Vila Celeste, Uberaba - MG, 38061-500. E-mail: [email protected]

2 Especialista em Neuropsicologia. Faculdade Integrada Tiradentes - FITS. Avenida Comendador Gustavo Paiva, 5017, no bairro de Cruz das Almas, Maceió/AL, CEP: 57037-532. ORCID: https://orcid.org/0009-0008-4951-2230. E-mail: [email protected]

3 Mestrado em Educação - UFMA. Universidade Federal Do Maranhão – UFMA. Avenida dos Portugueses, 1966. Bacanga - CEP 65080-805. São Luís - MA. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-0936-0278. E-mail: [email protected]

4 Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física. Instituto Federal do Piauí. Rua Guarani 2 N 815 Bairro Bela Vista. ORCID: https://orcid.org/0009-0007-5589-3589. E-mail: [email protected]

5 Mestre em Ensino na Saúde. Universidade Estadual do Ceará - (UECE). Avenida Dr. Silas Munguba, 1700, Itaperi, Fortaleza - CE. ORCID: https://orcid.org/0009-0009-9298-2286. E-mail: [email protected]

6 Graduada em Serviço Social. Universidade Tiradentes - Unit. Rua Cabrobó, 102 - Vila Eduardo, Petrolina PE. ORCID: https://orcid.org/0009-0000-7071-5544. E-mail: [email protected]

7 Doutora em Agronomia. Universidade Federal de Viçosa - UFV. Avenida PH Holfs, s/n, Campus Universitário, 36570-900, Viçosa-MG. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-1872-5902. E-mail: [email protected]

8 Doutor em Agronomia. Universidade Federal da Paraíba – UFPB. Rodovia PB 079, km 12, CEP: 58.397-000, Areia - PB. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-2080-0307. E-mail: [email protected]