REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/777689956
RESUMO
O curso de medicina é amplamente reconhecido por sua alta exigência acadêmica e emocional, tornando o período universitário particularmente desafiador para os estudantes. Nesse cenário, a saúde mental dos acadêmicos se torna uma preocupação crescente, especialmente em relação à ansiedade e ao bem- estar. Avaliar a prevalência e as características do transtorno de ansiedade entre os estudantes da Faculdade de Ciências Médicas – AFYA, no município de Guanambi – BA. Trata-se de um estudo descritivo, transversal e quantitativo, realizado por meio da aplicação de um questionário com dados sociodemográficos, o Inventário de Ansiedade de Beck (BAI) e a escala WHO-5 de bem-estar. A amostra foi composta por 126 estudantes de medicina. Dos participantes, 64,3% eram do sexo feminino e 35,7% do sexo masculino. A maioria (78,5%) tinha até 25 anos, e 33,3% estavam no 6º período. Em relação à ansiedade, 31,5% apresentaram níveis leves ou mínimos, 24,5% níveis moderados e 13,5% níveis graves. Quanto ao bem-estar, 54% relataram bom bem-estar e 46% relataram bem-estar reduzido. Observou-se maior prevalência de ansiedade entre estudantes do sexo feminino, com associação a variáveis como idade, moradia e período cursado. O estudo evidenciou uma incidência significativa de sintomas ansiosos entre os estudantes, sobretudo entre mulheres, com influência de fatores sociodemográficos. Recomenda-se a realização de pesquisas futuras com amostras maiores e instrumentos mais abrangentes, a fim de contribuir para a elaboração de estratégias institucionais voltadas à promoção da saúde mental no ambiente acadêmico.
Palavras-chave: Ansiedade; Medicina; Bem-estar.
ABSTRACT
Medical school is widely recognized for its high academic and emotional demands, making the university period particularly challenging for students. In this context, the mental health of students becomes a growing concern, especially regarding anxiety and well-being. This study aimed to evaluate the prevalence and characteristics of anxiety disorders among students at the Faculty of Medical Sciences – AFYA, in the municipality of Guanambi – BA. This is a descriptive, cross-sectional, and quantitative study, conducted through the application of a questionnaire with sociodemographic data, the Beck Anxiety Inventory (BAI), and the WHO-5 well-being scale. The sample consisted of 126 medical students. Of the participants, 64.3% were female and 35.7% were male. The majority (78.5%) were under 25 years old, and 33.3% were in their 6th semester. Regarding anxiety, 31.5% presented mild or minimal levels, 24.5% moderate levels, and 13.5% severe levels. Regarding well-being, 54% reported good well-being and 46% reported reduced well-being. A higher prevalence of anxiety was observed among female students, associated with variables such as age, housing, and year of study. The study revealed a significant incidence of anxiety symptoms among students, especially among women, influenced by sociodemographic factors. Future research with larger samples and more comprehensive instruments is recommended to contribute to the development of institutional strategies aimed at promoting mental health in the academic environment.
Keywords: Anxiety; Medicine; Well-being.
1. INTRODUÇÃO
O bem-estar é uma condição subjetiva que envolve o equilíbrio entre os aspectos físicos, mentais, emocionais e sociais da vida, permitindo ao indivíduo sentir-se satisfeito consigo mesmo e apto a lidar com os desafios cotidianos. Mais do que a simples ausência de doenças, esse estado é compreendido como a realização das potencialidades humanas em diversas dimensões, conforme aponta a Organização Mundial da Saúde (OMS), (Giacomoni, 2004).
No campo da saúde pública, a saúde mental ganha cada vez mais relevância, à medida que se reconhece a complexidade das interações entre fatores biológicos, psicológicos e sociais. Em meio às exigências da vida moderna, essas interações podem desencadear desequilíbrios emocionais que comprometem significativamente a qualidade de vida. Transtornos como ansiedade, depressão e distúrbios de humor têm se tornado comum, exigindo atenção não apenas para o tratamento, mas para a promoção ativa da saúde mental (DSM-5, 2013; Koutsoklenis et al., 2022).
Entre os jovens brasileiros, especialmente na transição para o ensino superior, é comum a vivência de crises emocionais que, em alguns casos, contribuem para o amadurecimento, mas em outros, resultam em desajustes importantes. Situações como depressão, isolamento, uso de substâncias, dificuldades acadêmicas e conflitos interpessoais são frequentemente observadas entre estudantes, particularmente na faixa dos 17 aos 19 anos, período que coincide com o início da vida universitária (Fernandez e Rodrigues, 1995; Cowan e Morewitz, 1995).
Essa realidade é ainda mais sensível entre estudantes de cursos da área da saúde, especialmente da medicina. A formação médica impõe uma carga intensa de responsabilidades, que vai além do conteúdo técnico: envolve a construção da identidade profissional, o desenvolvimento ético e o enfrentamento de mudanças drásticas no estilo de vida. Esse cenário torna os estudantes particularmente vulneráveis ao adoecimento psíquico, como indicam diversos estudos (Wolf, 1994; Neponuceno et al., 2019).
A prevalência de transtornos mentais comuns nesse grupo é alarmante. Problemas como ansiedade, depressão, uso de substâncias psicoativas e até ideação suicida são relatados com frequência, sendo a ansiedade um dos quadros mais recorrentes. Caracterizada por preocupações intensas e persistentes, a ansiedade interfere diretamente no desempenho acadêmico, nas relações interpessoais e na autoestima do estudante (Bandelow et al., 2015). Quando se apresenta de forma desproporcional, torna-se patológica, comprometendo o bem-estar emocional e funcional do indivíduo — prejuízos que, muitas vezes, se estendem pela carreira médica (CFM, 2007).
Diante do contexto desafiador vivenciado no ambiente acadêmico da Medicina, torna-se essencial compreender a relação entre o bem-estar e os transtornos de ansiedade entre os estudantes dessa área. A formação médica, reconhecida por sua elevada carga emocional, intelectual e social, impõe demandas que frequentemente ultrapassam os limites da saúde mental, impactando diretamente a qualidade de vida dos discentes ao longo dos anos de graduação.
Nesse cenário, este estudo teve como objetivo principal avaliar a prevalência e as características do transtorno de ansiedade entre os estudantes da Faculdade de Ciências Médicas – AFYA, no município de Guanambi – BA, correlacionando esses dados com aspectos do bem-estar individual. Ao contemplar alunos do 1º ao 12º período, a pesquisa buscou identificar, de forma abrangente, os principais fatores sociais e acadêmicos que contribuem para o surgimento e a intensificação de sintomas ansiosos, proporcionando uma visão mais clara dos desafios enfrentados em diferentes etapas da formação médica.
Embora a amostra analisada tenha sido limitada, os dados obtidos ofereceram subsídios relevantes para a compreensão do cenário da saúde mental nesse público específico. A investigação permitiu não apenas identificar a prevalência de sintomas ansiosos, mas também compreender como esses sintomas se relacionam com o bem-estar subjetivo dos estudantes, destacando fatores que podem estar diretamente associados ao sofrimento psíquico nesse contexto.
A relevância deste estudo, portanto, reside tanto em seu valor científico quanto em sua aplicabilidade prática, ao fornecer elementos que podem subsidiar a formulação de políticas institucionais eficazes de apoio psicológico, prevenção de transtornos mentais e promoção do bem-estar durante a graduação. Ademais, os resultados indicam a importância de futuras pesquisas com maior adesão e amostras mais amplas, reforçando o potencial do tema para investigações subsequentes e para o fortalecimento de estratégias voltadas à valorização da saúde mental no ambiente acadêmico.
2. METODOLOGIA
Este é um estudo transversal, descritivo e de abordagem quantitativa, cujo objetivo foi avaliar os níveis de transtorno de ansiedade e a qualidade de vida entre estudantes do curso de Medicina matriculados na Afya – Guanambi. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário FG (UNIFG), sob o CAAE 81732924.7.0000.8068 e Parecer nº 7.163.421.
Durante o período de coleta de dados, a instituição contava com aproximadamente 400 alunos com matrícula ativa. No entanto, apenas 126 estudantes concordaram em participar da pesquisa, sendo 81 do sexo feminino e 45 do sexo masculino. Os critérios de inclusão estabelecidos para esta pesquisa abrangeram estudantes de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 18 anos, regularmente matriculados e frequentando qualquer semestre da graduação em medicina, desde que apresentassem plena capacidade de compreensão e preenchimento de questionários autoavaliativos. A participação no estudo foi condicionada à adesão voluntária, formalizada mediante a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Foram excluídos os indivíduos que não assinaram o referido termo no início do processo, que não completaram integralmente o questionário ou que não se encontravam devidamente matriculados na instituição de ensino.
A coleta de dados foi realizada entre os meses de outubro de 2024 e fevereiro de 2025, por meio de um questionário online, disponibilizado via Google Forms, dividido em quatro seções. A primeira seção consistia no TCLE, cuja aceitação era obrigatória para o prosseguimento às demais etapas. A segunda seção abordava dados sociodemográficos, incluindo informações sobre etnia, sexo, idade, período acadêmico, estado civil, situação de trabalho e se o estudante residia sozinho ou com familiares.
Na terceira seção, foi aplicada a Escala de Ansiedade de Beck (BAI), um instrumento de autoaplicação composto por 21 questões que avaliam sintomas como medo, insegurança, nervosismo, tremores, sudorese, rubor facial, dormência, entre outros. Cada item da escala oferece quatro alternativas de resposta, com pontuações específicas: 0 (ausente), 1 (leve, não me incomoda muito), 2 (moderado, é desagradável mas consigo suportar) e 3 (grave, dificilmente suporto). A pontuação total permite classificar a ansiedade nos seguintes níveis: mínima (0–7 pontos), leve (08–15 pontos), moderada (16–25 pontos) e grave (26–63 pontos).
A quarta e última seção do questionário utilizou o Índice de Bem-Estar da Organização Mundial da Saúde – 5 (WHO-5), composto por cinco itens que avaliam, nas duas semanas anteriores, com que frequência o indivíduo se sentiu alegre e bem-disposto, calmo e tranquilo, ativo e cheio de energia, descansado ao despertar e interessado pelas atividades cotidianas. As respostas são registradas em uma escala de seis pontos: 5 (todo o tempo), 4 (na maior parte do tempo), 3 (mais da metade do tempo), 2 (menos da metade do tempo), 1 (algumas vezes) e 0 (nunca). A pontuação total pode variar entre 0 e 25 pontos, sendo que escores de 0 a 13 indicam um nível reduzido de bem-estar, enquanto pontuações entre 14 e 25 refletem um bom estado de bem-estar.
Após a coleta dos dados por meio dos questionários, as informações foram organizadas em um banco de dados utilizando o software Microsoft Excel 2024. A partir desses dados, elaborou-se a Tabela Consolidada, que apresenta a relação entre as variáveis sociodemográficas e os níveis de ansiedade e bem-estar, avaliados por meio do Inventário de Ansiedade de Beck (BAI).
Para a análise estatística, foi aplicado o teste do qui-quadrado de independência, com o objetivo de identificar possíveis associações entre variáveis categóricas, como sexo, etnia, idade e estado civil, e os níveis de ansiedade relatados pelos participantes. Esse teste, de natureza não paramétrica, avalia a existência de dependência ou independência entre duas variáveis categóricas, com base na comparação entre os valores observados (frequências reais) e os valores esperados sob a hipótese nula de independência.
Adotou-se como critério de significância estatística um p-valor igual ou inferior a 0,05. Dessa forma, foi possível verificar quais associações apresentaram relevância estatística, contribuindo para a compreensão das possíveis relações entre o perfil sociodemográfico dos participantes e seus níveis de ansiedade e bem-estar.
3. RESULTADOS E DISCUSSÕES
Participaram da pesquisa 126 estudantes de todos os períodos do curso de Medicina da Faculdade Ciências Médicas Guanambi. A etnia mais prevalente foi a Branca com 53,2%, seguida da Parda com 39,7%. A faixa etária média foi 23,4 anos, com a faixa etária mínima de 17-21 anos, e máxima de +37, sem especificação. Respondentes de até 25 anos foram a maioria, ocupando 78,5% do total de respostas. Ao todo, 64,3% eram do sexo feminino e 35,7% do sexo masculino. Em relação à moradia, 51,6% moram sozinhos e 48,4% moram com alguém.
Relacionado ao período do curso, naquele momento da pesquisa, a maior parte dos respondentes foram do 6ºperíodo, com 33,3% do total, seguidos do 2º(segundo) e 1º(primeiro), com 13,5% e 11,9%, respectivamente. A minoria dos estudantes (17,5%) trabalha durante o curso, sendo que 82,5% do total apenas estudam. Essa proporção também é prevalente relacionado ao estado civil, com a maioria (89,7%) sendo solteiros e apenas 10,3% casados.
Tabela 1. Caracterização dos aspectos sociais dos 126 estudantes do curso de Medicina da AFYA- Faculdade de Ciências Médicas no município de Guanambi- Bahia,2025.
Variáveis (n=126) | Classificação | n | % |
Gênero | Masculino | 45 | 35,7 |
Feminino | 81 | 64,3 | |
| |||
Faixa Etária | 17-21 | 52 | 41,3 |
22-25 | 47 | 37,3 | |
26-31 | 16 | 12,7 | |
32-36 | 7 | 5,6 | |
37+ | 4 | 3,2 | |
| |||
Etnia | Branco (a) | 67 | 53,2 |
Negro (a) | 8 | 6,3 | |
Amarelo (a) | 1 | 0,8 | |
Pardo | 50 | 39,7 | |
| |||
Estado Civil | Casado (a) | 13 | 10,3 |
Solteiro (a) | 113 | 89,7 | |
| |||
Trabalho? | Sim | 104 | 82,5 |
Não | 22 | 17,5 | |
| |||
Período na faculdade | 1 | 15 | 11,9 |
2 | 17 | 13,5 | |
3 | 9 | 7,1 | |
4 | 13 | 10,3 | |
5 | 4 | 3,2 | |
6 | 42 | 33,3 | |
7 | 2 | 2,4 | |
8 | 15 | 11,9 | |
9 | 2 | 1,6 | |
10 | 3 | 2,4 | |
12 | 3 | 2,4 | |
| |||
Mora sozinho? | SIM | 61 | 48,4 |
NÃO | 65 | 51 | |
Tabela 2. Análise da escala de ansiedade dos 126 estudantes do curso de Medicina da AFYA - Faculdade de Ciências Médicas no município de Guanambi-Bahia, 2025.
N= 126 | Inventario Escala Ansiedade de Beck (BAI) | |
| n | % |
Mínima | 39 | 31 |
Leve | 39 | 31 |
Moderada | 31 | 24,5 |
Grave | 17 | 13,5 |
Conforme a tabela 2, os resultados da Escala de Beck para os níveis de ansiedade demostraram que 31% tinham ansiedade mínima, 31% tinham ansiedade leve, 24,5% ansiedade moderada e 13,5% ansiedade grave.
Para todas as correlações foi adotada uma significância estatística menor ou igual a 0,05, ou seja, p < 0,05. Algumas variáveis qualitativas não foram inseridas nas correlações, pois apresentaram muitos grupos com frequência muito baixa.
A análise estatística indicou que, para a maioria das variáveis investigadas, não houve associação estatisticamente significativa com os níveis de ansiedade dos participantes (p > 0,05). Isso sugere que fatores como sexo, etnia, idade, estado civil, trabalho, período de estudo e moradia não demonstraram influência direta sobre o nível de ansiedade na amostra estudada.
Esse resultado pode refletir uma distribuição homogênea dos níveis de ansiedade entre diferentes grupos demográficos da amostra, sugerindo que fatores subjetivos, emocionais ou contextuais talvez tenham mais impacto do que fatores sociodemográficos isolados.
Na comparação entre os aspectos demográficos e os níveis de ansiedade, observou-se maior prevalência do sexo feminino em todos os níveis da escala (p = 0,8057). A etnia branca também apresentou predominância em números absolutos em quase todos os níveis da classificação de Beck, apesar de estar relativamente bem distribuída entre os quatro grupos. A exceção ocorreu no nível de “ansiedade mínima”, em que houve empate com a etnia parda (p = 0,6737). Indivíduos com menos de 25 anos mostraram maior predominância em todos os níveis de ansiedade (p = 0,2760). Estar nos ciclos básico ou clínico esteve associado a níveis mais elevados de ansiedade, especialmente nos graus moderado e grave, embora também tenha havido um número expressivo de casos de ansiedade mínima nesse grupo (p = 0,8724).
Na análise da variável “trabalho durante o curso”, a ansiedade foi mais prevalente em todos os níveis da escala entre os estudantes que não exerciam nenhuma atividade laboral (p = 0,7154). O tipo de moradia — morar sozinho ou com alguém — teve pouca influência sobre os níveis de ansiedade, apresentando totais semelhantes entre os grupos (p = 0,6860). Já o estado civil (solteiro ou casado) mostrou maior impacto sobre a distribuição dos níveis de ansiedade(p = 0,3154).
Tabela 3: Comparação da associação estatística dos aspectos sociais com os níveis de ansiedade dos 126 estudantes do curso de Medicina da AFYA- Faculdade de Ciências Médicas no município de Guanambi-Bahia, 2025.
Categoria | Variável | Mínima | Leve | Moderada | Grave | p-valor |
Idade | 17-21 22-25 26-31 32-36 37+ | 21 40,4 11 23,3 2 12,5 3 42,9 4 66,7 | 12 23,1 20 42,6 06 37,5 00 0,0 01 16,7 | 13 21,1 12 25,5 03 18,8 03 42,9 00 0,0 | 06 11,5 04 8,5 05 31,2 01 14,3 01 16,7 | 0.2760 |
Gênero | Feminino Masculino | 24 29,6 15 33,4 | 23 28,8 16 35,5 | 20 24,6 11 24,5 | 14 17,5 03 6,7 | 0.8057 |
Etnia | Amarelo Branco Pardo Preto | 00 0,0 18 26,9 18 36 3 37,5 | 0 0,0 22 32,8 15 30 2 25,0 | 0 0,0 18 26,9 12 24 1 12,5 | 1 100,0 9 13,4 5 10 2 25,0 | 0.6737 |
Período | 1° 2° 3° 4° 5° 6° 7° 8° 9° 10° 12° | 03 21,4 05 29,4 01 11,1 06 46,2 01 25,0 15 35,7 01 33,3 05 33,3 00 0,0 01 50,0 01 33,3 | 04 28,6 06 35,3 04 44,4 04 30,8 00 0,0 12 28,6 02 66,7 06 40,0 00 0,0 01 50,0 00 0,0 | 05 35,7 04 23,5 03 33,3 02 15,4 02 50,0 11 26,2 00 0,0 01 6,7 02 100 00 0,0 01 33,3 | 03 28,6 02 11,8 01 11,1 01 7,7 01 25,0 04 9,5 00 0,0 03 20,0 00 0,0 00 0,0 01 33,3 | 0.8724 |
Trabalha | Sim Não | 08 36,4 31 29,9 | 09 40,9 30 28,9 | 02 9,1 29 27,8 | 03 13,6 14 13,4 | 0.7154 |
Estado Civil | Solteiro (a) Casado (a) | 35 29,2 04 30,8 | 34 28,3 05 38,5 | 31 25,8 00 0,0 | 13 10,8 04 30,8 | 0.3174 |
Mora Sozinho | Sim Não | 22 33,8 17 27,8 | 15 23,2 24 39,4 | 18 27,6 13 21,3 | 10 15,4 07 11,5 | 0.6860 |
Conforme ilustrado na tabela 4, os resultados do questionário WHOQOL-5 indicaram que 54% dos estudantes apresentaram um nível de bem-estar classificado como “bom”, enquanto 46% foram classificados com “bem-estar fraco”.
Tabela 4: Análise da escala de bem-estar dos 126 estudantes do curso de Medicina da AFYA- Faculdade de Ciências Médicas no município de Guanambi-Bahia, 2025.
N= 126 | Índice de Bem-Estar WHOQ 5 (OMS) | |
| N | % |
Bom | 68 | 54 |
Fraco | 58 | 46 |
A única exceção significativa foi a variável períodono cruzamento com a variável bem-estar conforme demonstrado na tabela 5. Esse resultado pode indicar que, apesar de algumas categorias concentrarem mais respostas que outras, os níveis de bem-estar se distribuíram de forma relativamente homogênea entre os grupos, sugerindo que fatores subjetivos e contextuais possam ter maior influência do que características sociodemográficas isoladas.
Os maiores percentuais de desfecho BOM foram encontrados nos 2º, 4º e 6º e 8º períodos (acima de 40%). Já os 3º e 5º períodos apresentaram os menores índices, com destaque para o 5º, que teve 100% de desfechos FRACOS (p = 0,0387). Observou-se que participantes que trabalhavam apresentaram maior proporção de desfecho BOM em comparação aos que não trabalhavam (p= 0,3383). Quanto ao tipo de moradia, morar sozinho ou com alguém tiveram empate na classificação de fraco bem estar, mas a opção sozinha foi levemente mais relacionada ao bom estar(p = 0,9472).Ter entre 22-25 anos foi a mais associada a um melhor nível de bem-estar, enquanto indivíduos com menos de 22 anos foram os que mais se destacaram na categoria de bem-estar fraco0(p = 0,6458). Ser solteiro teve resultados quase que equivalentes entre um bem-estar bom e fraco (p= 0,8460).
Tabela 5: Comparação da associação estatística dos aspectos sociais com o estado de bem-estar dos 126 estudantesdo curso de Medicina da AFYA- Faculdade de Ciências Médicas no município deGuanambi-Bahia, 2025.
Categoria | Variável (N = 126) | Bom n % | Fraco n % | p-valor |
Idade | 17-21 22-25 26-31 32-36 37+ | 24 46,2 26 55,3 10 62,5 5 71,4 3 75,0 | 28 53,8 21 44,7 6 37,5 2 28,6 1 25,0 | 0,6458 |
Gênero | Feminino Masculino | 44 54,3 24 53,3 | 37 45,7 21 46,7 | 0,9943 |
Etnia | Amarelo Branco Pardo Preto | 0 0,0 35 52,2 28 56,0 5 62,5 | 1 100 32 47,8 22 44,0 3 37,5 | 0,8141 |
Período | 1° 2° 3° 4° 5° 6° 7° 8° 9° 10° 12° | 8 53,3 9 52,9 1 11,1 9 69,2 0 0,0 22 52,3 1 33,3 11 73,3 1 50,0 3 100 3 100 | 7 46,7 8 47,1 8 88,9 4 30,8 4 100 20 47,7 2 66,7 4 26,7 1 50,0 0 0,0 0 0,0 | 0,0387 |
Trabalha | Sim Não | 15 68,2 53 51,0 | 7 31,8 51 49,0 | 0,3383 |
Estado Civil | Solteiro (a) Casado (a) | 60 53,1 8 61,5 | 53 46,9 5 38,5 | 0,8460 |
Mora Sozinho | Sim Não | 36 55,4 32 52,5 | 29 44,6 29 47,5 | 0,9472 |
A análise dos resultados revela uma maior prevalência de discentes do sexo feminino (64,2%), o que está de acordo com o padrão observado por Alvarenga et al.,(2019) em um estudo com estudantes de medicina de uma universidade privada da Zona da Mata Mineira, bem como com os achados de Fiorotti et al., (2000), em pesquisa realizada com alunos dos primeiros anos da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).
Em relação à idade, o presente estudo corrobora os achados de outras pesquisas ao identificar o predomínio de alunos com até 25 anos. Esse perfil etário também foi observado por Estrela et al., (2018), em estudo realizado na Faculdade Integrada de Patos (FIP), onde 83,3% dos alunos tinham até 24 anos, e por Araújo et al., (2018), em pesquisa com estudantes da Universidade Federal de Alagoas, na qual o predomínio de jovens também foi evidente.
Quanto ao estado civil, observou-se uma predominância expressiva de indivíduos solteiros, o que corrobora os achados de estudos como o de Leão et al., (2018), realizado em um centro universitário do Ceará, onde 92% da amostra era composta por solteiros, além do estudo de Araújo et al., (2018), que também encontrou percentuais superiores a 90%.
No que refere à prática laboral remunerada, os resultados mostraram predominância de estudantes sem vínculo empregatício, com maior foco na graduação, o que corrobora os achados de Nogueira et al., (2021), onde 62% dos estudantes não trabalhavam. Esse fenômeno pode ser explicado pela elevada carga horária do curso, que exige dedicação integral e dificulta a conciliação com atividades laborais.
Quanto à situação de moradia, os dados da pesquisa indicaram um leve predomínio de estudantes que moram sozinhos. Esse resultado contrasta com os achados de Costa et al.,(2020), que verificaram que a maioria dos estudantes de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (64,5%) vivia com a família, e com o estudo de Oliveira et al., (2016), realizado com estudantes da Universidade Federal do Amapá, onde 82% dos participantes moravam com alguém. Além disso, o caráter intensivo do curso e as exigências acadêmicas limitam o tempo disponível para trabalho remunerado, tornando a dedicação exclusiva uma estratégia comum para o bom desempenho.
A aplicação da Escala de Beck mostrou que a maioria dos estudantes apresentava níveis mínimos a leves de ansiedade, enquanto cerca de 38% apresentavam ansiedade moderada a grave. Essa ferramenta, utilizada mundialmente, classifica a ansiedade em quatro níveis: mínima (sintomas leves ou ausentes, sem impacto na rotina), leve (desconforto que não compromete gravemente o funcionamento), moderada (sintomas intensos que prejudicam trabalho e relações) e grave (sintomas incapacitantes, exigindo intervenção imediata). Sua aplicação é fundamental para avaliar e monitorar a gravidade da ansiedade, orientar o tratamento e facilitar o acompanhamento da evolução dos sintomas (Muntingh et al., 2011).
Nosso estudo revelou que estudantes do sexo feminino apresentaram níveis significativamente mais elevados em todas as classificações de ansiedade. Esse achado está em consonância com os resultados de Leão et al., (2018), obtidos em um Centro Universitário no Ceará com público de perfil semelhante. Fatores como o ambiente competitivo, a prevalência de estereótipos de gênero e a busca por validação em um campo historicamente dominado por homens contribuem para o aumento do estresse e da insegurança entre as mulheres. Quando associados à intensa carga emocional do curso de medicina, esses elementos acabam por intensificar os níveis de ansiedade (Jansen et al., 2024).
Estudantes que não trabalham apresentaram maior prevalência em todos os níveis de ansiedade, o que está em conformidade com o estudo de Nogueira et al., (2020), no qual a mesma escala de Beck indicou maior incidência de ansiedade em todas as classificações entre estudantes que não exerciam nenhuma atividade laboral. A impossibilidade de trabalhar durante o curso de medicina, devido à alta carga horária e aos seis anos de dedicação intensa, pode elevar os níveis de ansiedade ao gerar dificuldades financeiras. A ausência de renda compromete o acesso a recursos básicos e aumenta o estresse. Além disso, a pressão para arcar com os custos dos estudos, como materiais e moradia, sem suporte financeiro, intensifica sentimento de insegurança. Essa vulnerabilidade econômica, aliada à exigência acadêmica, tende a potencializar os quadros de ansiedade (Santos et al., 2021).
Conforme achados demonstrado, a prevalência de ansiedade em estudantes de Medicina tem sido amplamente estudada, e os resultados apontam índices significativamente mais altos em comparação a estudantes de outros cursos. A pressão para absorver um grande volume de conhecimento, somada à necessidade de lidar com a morte e o sofrimento humano desde cedo, pode contribuir para o desenvolvimento de sintomas ansiosos. Além disso, a competitividade dentro do curso e as expectativas familiares e sociais aumentam ainda mais essa carga psicológica (Bampi et al., 2013).
Um estudo realizado no cenário de uma Instituição de Ensino Superior (IES) localizada no sertão paraibano, com amostra composta por 138 alunos do curso de Medicina da universidade demonstrou que 78,98% apresentaram níveis de estresse. Outra pesquisa realizada em um Centro Universitário particular no nordeste do Brasil com 476 estudantes revelou que a prevalência de ansiedade alcançou 36,1%. Além disso, estudantes menos satisfeitos com o curso apresentaram um risco quase quatro vezes maior de desenvolver os distúrbios (Estrela et al., 2018; Leão et al., 2018).
Estudos internacionais também corroboram com esses achados, demonstrando que a prevalência de ansiedade entre estudantes de Medicina é um fenômeno global. Pesquisa realizada nos Estados Unidos indicou que os estudantes de Medicina apresentam maior risco de desenvolver transtornos mentais quando comparados à população geral, com piora gradual nas novas gerações de estudantes. Além disso, a falta de acesso a serviços de apoio psicológico dentro das universidades é um fator que contribui para o agravamento da situação, reforçando a necessidade de políticas institucionais voltadas para a saúde mental dos alunos (Eley et al., 2023).
Tal como descrito, mais de 45% dos estudantes que responderam à pesquisa classificaram seu bem-estar como “fraco” durante o curso. Isso é corroborado emum estudo que analisou o impacto da ansiedade na qualidade de vida e bem-estar de estudantes de Medicina de uma universidade pública do Sul do país a qual demonstrou uma baixa qualidade de vida geral nos acadêmicos (Castro et al., 2024).
Adicionalmente, constatou-se que os estudantes se acostumam com intempéries do curso, ainda que, de alguma forma, sejam prejudicados por elas. Além do desempenho acadêmico, a vida pessoal desses estudantes também é afetada. Problemas como isolamento social, dificuldade em manter relacionamentos interpessoais e aumento do consumo de substâncias são frequentemente observados (Castro et al., 2024).
Diante do impacto significativo da ansiedade no bem-estar dos estudantes de Medicina, diversas estratégias de enfrentamento têm sido propostas para mitigar seus efeitos. Métodos como terapia cognitivo comportamental e técnicas de relaxamento têm se mostrado eficazes na redução dos sintomas ansiosos. Além disso, a prática regular de atividade física e o estabelecimento de uma rotina equilibrada são fundamentais para promover o bem-estar mental (Costa et al., 2020).
Além disso, fica evidente que as instituições de formação médica possuem um papel fundamental no cuidado e no suporte aos seus discentes, sendo essencial que reconheçam e atendam às diversas demandas e necessidades desses futuros profissionais da saúde. As altas prevalências de ansiedade e depressão entre estudantes da área da saúde, superiores às da população em geral, evidenciam a necessidade de um olhar mais atento para a formação desses futuros profissionais (Leão et al., 2018; Ferreira et al., 2023).
Cursos como Medicina apresentam índices preocupantes, o que exige uma reestruturação no modelo educacional, desde o processo seletivo até a oferta de condições acadêmicas mais humanizadas. Para garantir um ambiente mais saudável, é fundamental que as universidades criem núcleos de apoio psicológico exclusivos para os alunos, que funcionem durante todo o período letivo, oferecendo suporte por meio de atendimentos e palestras sobre saúde mental (Leão et al., 2018; Ferreira et al., 2023).
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo demonstrou que a maioria dos estudantes de medicina apresentou níveis de ansiedade classificados como leves ou mínimos, sendo que apenas 38% manifestaram quadros moderados a graves. Observou-se ainda uma maior prevalência de sintomas ansiosos entre o sexo feminino e entre estudantes com idade inferior a 25 anos, além de associações relevantes com fatores como a moradia e o período cursado.
Apesar dessas observações, os resultados obtidos não podem ser generalizados para todo o corpo discente da Faculdade Afya Guanambi, principalmente devido à baixa adesão à pesquisa e à concentração de participantes no período dos próprios pesquisadores. Assim, para validar os achados e ampliar a compreensão sobre o tema, recomenda-se a realização de novos estudos com amostras mais amplas e a inclusão de outras variáveis que possam influenciar a saúde mental dos estudantes.
Ainda assim, os dados levantados fornecem subsídios importantes para que o Núcleo de Apoio Psicopedagógico (NED) possa revisar e aprimorar estratégias de suporte emocional e acadêmico. O objetivo é promover um ambiente universitário mais acolhedor, que favoreça o bem-estar e a saúde mental dos alunos, mesmo diante das pressões inerentes ao curso de medicina. Ressalta-se também que os índices relacionados ao bem-estar foram significativos, com 54% dos participantes relatando níveis satisfatórios e 46% indicando níveis baixos — o que reforça a necessidade de investigações mais aprofundadas, por meio de instrumentos mais detalhados sobre qualidade de vida no contexto acadêmico.
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1 Discente do Curso Superior de Bacharel em Medicina pela Afya-Faculdade de Ciências Médicas de Guanambi. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
2 Discente do Curso Superior de Bacharel em Medicina pela Afya-Faculdade de Ciências Médicas de Guanambi. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
3 Discente do Curso Superior de Bacharel em Medicina pela Afya-Faculdade de Ciências Médicas de Guanambi. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
4 Mestre em Genética e Biologia Molecular (Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC) Programa de Pós Graduação em Genética e Biologia Molecular. Docente do Curso Superior de Bacharel em Medicina pela Afya-Faculdade de Ciências Médicas de Guanambi. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
5 Doutora em Ciências (Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG) Programa de Pós Graduação em Biologia Celular. Docente do Curso Superior de Ciências Biológicas pela Universidade do Estado da Bahia-UNEB, DCH-Campus VI Caetité-BA. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail