O IMPACTO ECONÓMICO PARA A PROVÍNCIA DE CABINDA COM A IMPLEMENTAÇÃO DA CONTABILIDADE SOCIAL NAS EMPRESAS PETROLÍFERAS. CASO CABGOC

THE ECONOMIC IMPACT FOR THE PROVINCE OF CABINDA WITH THE IMPLEMENTATION OF SOCIAL ACCOUNTING IN OIL COMPANIES. CABGOC CASE

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/790971056

RESUMO
Este trabalho objectiva a diagnosticar o impacto económico que a CABGOC, trará para a Província com a implementação da contabilidade social. Percebe-se que a contabilidade social não veio prejudicar a economia do património da entidade, mais sim, fortalecer e agregar valor a seus bens e serviços, servindo de forma responsável às organizações e à população como um todo. Contabilidade Social busca-se a verdade (impactos) sobre a circulação da riqueza entre a entidade e a sociedade – causa e efeito. Segundo Silva et alli5i “medir esses impactos é uma tarefa que apresenta inúmeros problemas metodológicos difíceis de ultrapassar. Por isso, existe grande interesse em que o desenvolvimento da informação social não se processe de uma forma anárquica, em que cada empresa informe do que lhe convém, utilizando critérios e medidas particulares variáveis e discutíveis”
Palavras-chave: Impacto económico; Implementação da Contabilidade social; Chevron.

ABSTRACT
This study aims to assess the economic impact that CABGOC will bring to the province through the implementation of social accounting. It is evident that social accounting does not harm the entity's financial assets; rather, it strengthens and adds value to its goods and services, serving both organizations and the population as a whole in a responsible manner. Social accounting seeks the truth (impacts) regarding the flow of wealth between the entity and society—examining cause and effect. According to Silva et al., "measuring these impacts is a task that presents numerous methodological challenges that are difficult to overcome. Therefore, there is significant interest in ensuring that the development of social information does not proceed in a haphazard manner—where each company reports only what suits it, using its own variable and debatable criteria and metrics."
Keywords: Economic impact; Implementation of social accounting; Chevron.

INTRODUÇÃO

Hoje mais que em qualquer etapa da vida económica de uma empresa, elas veem-se obrigadas a cercar-se de todos os instrumentos necessários para reduzir os riscos e melhorar a sua eficácia e sucesso, bem como melhorar as suas decisões uma vez que os mercados se apresentam muito competitivo de modo que as decisões devem ter base em dados científicos. Como obvio a contabilidade social, passou a ser um instrumento mais valioso.

A empresa socialmente responsável é aquela que possui a capacidade de ouvir os interesses dos diferentes públicos: accionistas, funcionários, fornecedores, consumidores, comunidade, governo e meio-ambiente e conseguir incorporá-los no planeamento de suas actividades, buscando atender às demandas de todos (Ethos 2003).

Cada tipo de informação que compõem esta contabilidade tem registrado outras ramificações da mesma, entre as quais se destacam a Contabilidade Ambiental, a Contabilidade dos Recursos Humanos e a Informação de Caráter Ético. E, como é evidente a contabilidade social para além de ser um instrumento de informações financeiras é também um dos instrumentos de gestão. Dai a escolha do tema tendo em conta a sua importância e actividade no contexto empresarial e económico. Motivo que lhe leva a investigar sobre: O IMPACTO ECONÓMICO PARA A PROVÍNCIA DE CABINDA COM A IMPLEMENTAÇÃO DA CONTABILIDADE SOCIAL NAS EMPRESAS PETROLÍFERAS ´´ CASO EMPRESA PLUSPETROL ANGOLA´´.

MATERIAL DE METODOLOGIA

Sabe-se que a contabilidade social, dentro de uma empresa, possui vários objectivos, dentre estes é prestar informações, pertinente para tomar decisões inteligentes com relação à gestão social, medindo o impacto da entidade na sociedade. 
Este volume de informações agrupa aspectos do tipo social, ético, ambiental ou ecológico, e ainda tem recebido diversas denominações, não obstante, constitui uma divisão da Contabilidade que não pode ser ignorada pelos profissionais desta área científica, em virtude das suas potencialidades para melhorar significativamente os modelos existentes de avaliação da eficácia das empresas.

Genericamente, a Contabilidade Social visa criar um sistema capaz de inventariar, classificar, registrar, demonstrar, avaliar e explicar os dados sobre a actividade social e ambiental da entidade, de modo que no final de cada exercício ou a qualquer momento se possa preparar informes como o Balanço Social e a Demonstração do Valor Adicionado. Com base o exposto, nota-se que a contabilidade social ser um instrumento que ajuda a melhorar a qualidade das decisões nas empresas, ainda assim tem-se verificado que muitas empresas não se faz sentir a presença desta contabilidade e em casos que a mesma é usada a fazem de forma não tirar dela o seu melhor.

É suposto que a contabilidade social, esta sendo uma prática recente nas empresas em Angola, e não existe nenhum país que não tenha a sua contabilidade social, através da qual se pode ter uma visão relativamente do estado económico do país e do seu ritmo de crescimento, para tal, urge a necessidade na implementação do balanço social, nas empresas, para permitir demonstrar de forma transparente, informações sobre o desenvolvimento económico, financeiro, social e o seu relacionamento com a sociedade.

OBJECTIVO GERAL

A contabilidade social quando divulgada deverá seguir princípios bem definidos, regras, objectivos e procedimentos para medir, divulgar e interpretar as informações socias bem como ecológicas, provendo assim a racionalização, a transparência e a eficácia das decisões e actos gerenciais como um todo. Para tal fixa-se como objectivo geral o seguinte;

  • Diagnosticar o impacto económico que a empresa pluspetrol trará para a Província com a implementação da contabilidade social.

OBJECTIVOS ESPECÍFICOS

  • Caracterizar as informações da contabilidade social para fins decisórios.

  • Identificar possíveis contribuições da contabilidade social diante da empresa.

  • Descrever a importância da contabilidade social.

  • Demostrar o balanço social e o seu relacionamento com a sociedade

JUSTIFICATIVO.

Segundo António Lopes de Sá, afirma que na década de setenta conceituava-se Contabilidade Social como um processo de selecção de variáveis, medidas e procedimentos para avaliar a actividade social da empresa com o objectivo de produzir informação relevante e divulgá-la aos públicos interessados, quer internos e externos”. E acrescenta, “ que recentemente a contabilidade social definia-se como sendo um processo de divulgação, a grupos particulares e à sociedade em geral, dos impactos sociais e ambientais resultantes da actividade económica das organizações, que vão para além da informação económica e financeira que era fornecida aos detentores do seu capital”.

Mas, esse conceito de Contabilidade Social permanece ainda muito vago ou pouco aplicável. Não é surpreendente, portanto, que poucas organizações tenham arriscado a publicar um Balanço Social que contenha em seu espírito uma dupla intenção: 1) de prestar conta das acções benéficas e maléficas originadas pela entidade no meio em que actua; e, 2) asegunda, de prever e controlar as acções que poderão ter consequência sobre a sociedade e o meio ambiente.

De acordo com Silva et alli7, dizia de que ao momento, a Contabilidade Social apresenta ainda muitas limitações que se explicam pelo seu estado relativamente embrionário (convém notar que a Contabilidade Financeira vem evoluindo e sofrendo aperfeiçoamento desde há 5.000 anos, enquanto que as preocupações com os problemas sociais só aparecem na década de sessenta).

Não obstante, constitui uma divisão da Contabilidade que não pode ser ignorada pelos profissionais desta área científica, em virtude das suas potencialidades para melhorar significativamente os modelos existentes de avaliação da eficácia das empresas.

O tema em estudo é de caracter fundamental, porque temos conhecimentos de que muitas empresas carecem da contabilidade social na gestão eficiente e eficaz das suas actividades que de certa maneira tem dificultado a compreensão da logica interna e a utilização das informações por parte daqueles que lhe necessitam. O balanço social é uma forma de demonstração para a sociedade, a questão social, estratégica e de suma importância para a continuidade da empresa, o sucesso ou insucesso dependerá dentre muitos factores do balanço social, que é um demonstrativo com dados transparentes, mensuráveis com indicadores claros de desempenho económico – financeiro e investimento tecnológico que são de suma importância para a empresa bem como ao governo.

Com esta pesquisa, levado a cabo permitirá mostrar aos gestores e os stekoholders a importância desta ferramenta que permitira na divulgação e nas demonstrações com maior transparência a qualidade da informação necessária duma determinada empresa. A contabilidade social é um sistema de agregados estatísticos que registra e quantifica a actividade económica de forma global e apresentar os fluxos relacionados com à produção, consumo e comercio externo de forma coerente. A contabilidade social, contribuirá no progresso do conhecimento económico na disponibilidade de dados ao lado do desenvolvimento de técnicas e de várias teorias. É uma ciência social que estuda a riqueza patrimonial da empresa, sob aspectos quantitativos e qualitativos, tendo entre seus objectivos a geração de informações e explicação de fenómenos patrimoniais, possibilitando o controlo, planeamento e a tomada de decisão no enfoque do passado, presente e futuro, que servira aos demais usuários, possam por meio de seus actos buscarem a prosperidade da entidade e da sociedade.

Partindo desta ideia de que a contabilidade social constitui um instrumento valioso no desempenho das empresas, onde incentivou-nos na pesquisa deste tema, que muito contribuirá a nível da empresa, conhecimentos científicos para o sucesso da organização.

LIMITE E DELIMITAÇÃO DO TEMA.

A investigação esta direccionada na empresa Pluspetrol Angola, concretamente na área de contabilidade social. Para o estudo deste tema vai considerar-se os dados do ano 2013.

TIPO DE PESQUISA

  • Exploratório

MÉTODOS DE PESQUISA.

HIPOTÉTICO – DEDUTIVO: A partir do qual vai permitir a verificação da hipótese colocada, começando do geral para o particular, isto é, em termos dos conceitos.

MÉTODO ESTATÍSTICO: Este vai permitir fazer a recolha de dados, classifica-los em termos de números de trabalhadores existente e o género, vai permitir saber as quantidades dos produtos que a fábrica produz, matérias subsidiárias e de matérias-primas.

MÉTODO DOCUMENTAL: Vai permitir as fontes primárias que se constituem de dados que não foram codificados, organizados e elaborados para os estudos científicos; tais como: documentos e arquivos.

MÉTODO BIBLIOGRÁFICO: Procura explicar um problema a partir de referências teóricas e revisão de literatura de obras e documentos que relacionam com o tema pesquisado.

TÉCNICAS UTILIZADAS

ENTREVISTA ESTRUTURADA: Permite utilizar um roteiro de perguntas fechadas e abertas, que vai dirigir aos responsáveis e funcionários da empresa.

QUESTIONÁRIO: Aplica-se um questionário com questões abertas e fechadas, dirigido aos responsáveis, trabalhadores e clientes.

OBSERVAÇÃO DIRECTA: O que permite conhecer a realidade e a percepção directa o que se passa na verdade na empresa em estudo.

ESTRUTURA DO TRABALHO

O presente trabalho está estruturado de uma Introdução e três Capítulos, que se seguem O Primeiro Capitulo, refere sobre a Fundamentação Teórica, neste são abordados os aspectos genéricos da contabilidade social, relativamente a origem e a sua evolução histórica. Segundo Capitulo, refere ao contributo da contabilidade no seio da empresa, uma abordagem sobre as questões fundamentais da contabilidade social. Terceiro Capitulo; refere sobre apresentação e análise dos dados contabilísticos relativamente ao exercício económico do ano 2013, da cabgocem Cabinda. Em seguida ter-se-á conclusão, recomendação, referências bibliográficas, apêndices e anexos.

CAPÍTULO 1 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Breve Histórica da Ciência Contábil e Suas Especializações.

A história da contabilidade é tão antiga quanto a própria história da civilização. Estas ligadas as primeiras manifestações humanas da necessidade social de protecção a posse e de perpetuação e interpretação dos factos ocorridos com o objecto material de que o homem sempre dispôs para alcançar os fins propostos. Deixando a caça, o homem voltou-se a organização da agricultura e do pastoreio. A organização económica acerca do direito do uso do solo acarretou em superactividade, rompendo a vida comunitária, surgindo divisões e o senso de propriedade. Assim cada pessoa criava sua riqueza individual e ao morrer o legado deixado por esta pessoa não era dissolvido, mas passado como herança aos filhos ou parentes. A herança recebida dos pais, denominou-se património, o termo passou a ser utilizado para quaisquer valores, mesmo que estes não tivessem sido herdados.

A origem da contabilidade, esta ligada a necessidade de registros do comércio, que era actividade de troca e venda dos comerciantes que queriam o acompanhamento das variações de seus bens quando cada transacção era efectuada. As trocas de bens e serviços eram seguidas de simples registros ou relatórios sobre o facto. Por outro a medida que o homem começava a possuir maior quantidade de valores, preocupava-lhe saber quanto poderiam render e qual a forma mais simples de aumentar as suas posses, tais informações não eram de fácil memorização quando já em maior volume, requerendo registros. Foi o pensamento do futuro que levou o homem aos primeiros registros a fim de que pudesse conhecer as suas reais possibilidades de uso, de consumo e de produção.

A palavra contabilidade tem origem etimológica de conta, esta por sua vez de cômputo originário do latim, que significa cálculo ou contagem.

LOPES DE SÁ, Antônio. Teoria da Contabilidade. São Paulo: Atlas, 1998, pp. 266-267. 2 LOPES DE SÁ, Antônio. Op. cit, 1998, p. 257.7. A premissa anterior relata que a Contabilidade, consubstanciada na Teoria da Economicidade, deve procurar traduzir a participação da riqueza individualizada tanto ao nível interno, quanto ao nível externo, pois a interdependência é indissociável.

Assim, a economicidade analisada sob o prisma interno – essencial -, abrange os assuntos relativos à vitalidade e à sobrevivência, demonstrando a participação da riqueza no sistema endógeno da organização.

Se examinada, todavia, em face dos factores ambientais, a economicidade passa a preocupar-se com a circulação da riqueza, em seus fluxos e refluxos para o ambiente externo, ou seja, o que ela influência e o que recebe de influências do mundo exterior.

Porém, segundo Lopes de Sá3, “contabilmente, o que se buscará, sempre, será conhecer a eficácia da riqueza patrimonial, ainda que espelhada no ambiente que a cerca, ainda que reflectida para objectivos diversos”. Ou seja, a Contabilidade neste enfoque específico procura demonstrar a mutação da riqueza individualizada com base nos fluxos e refluxosoriundos dos vários continentes (ambientes internos e externos), entretanto, não estuda a origem exógena dos fenómenos. Exemplificando têm-se: 1) a Contabilidade estuda os reflexos de um blecaute no património organizacional, sem todavia, estudar a origem de tal fato – sendo este, objecto de estudo de outra área do conhecimento; 2) a Contabilidade apresenta a riqueza gerada pelaentidade e sua forma de aplicação, entretanto, cabe aos mais diversos usuários estudarem a relevância e aplicação de tal informe.

As especializações da Contabilidade

A Contabilidade, assim como as outras ciências, pode ser estuda sob enfoques particulares, o que neste trabalho denomina-se de especializações.

Conceitualmente, poder-se-ia entender o especialista como uma pessoa que sabe quase tudo sobre quase nada, se orgulha pela sua unilateralidade de visão e que perdeu, muitas vezes, o poder da inteireza. Entretanto, o sentido que se quer denotar é justamente o inverso.

Para facilitar o estudo contábil, ramifica-se este conjunto em partes menores, a fim de compreender melhor sua organização, mas sem jamais esquecer a visão global. Cumpre, transcender o enfoque da especialização, pensando holísticamente e agindo localmente.

No afã de manter a Contabilidade actualizada e atenta aos interesses dos seus usuários, volta-se a atenção para uma “nova” especialidade, a Contabilidade Social, que pode ser vista como uma parte da ciência contábil que procura estudar as influências das variações patrimoniais não apenas nas entidades, mas também na sociedade e no meio-ambiente.

A efectivação e êxito dessa especialidade requer que a organização adopte como forma de gerir, uma gestão eminentemente participativa, envolvente e comprometida com todas as camadas que formam o sistema social e organizacional, tendo como instrumento de controlo e prevenção a Auditoria Social e demonstrando as mutações quantitativas e qualitativas por meio do Balanço Social, que tem a função de complementar as demonstrações já, tradicionalmente, extraídas dos registros contábeis.

A CONTABILIDADE SOCIAL

De acordo com o exposto, é possível compreender a entidade como uma relação entre pessoas, produção e plenitude. Ou seja, contemporaneamente são organismos empreendedores, nos quais o ser humano é capaz de desenvolver sua vocação. E, é nesta entidade, por meio da mutação da riqueza individualizada, que ocorre a interligação com o ambiente externo, influenciando o directamente e, também, recebendo influências provenientes do mundo exterior.

Como assegura Lopes de Sá4 “há uma responsabilidade social inequívoca entre a empresa e a sociedade.” Na realidade, em termos da Contabilidade Social busca-se a verdade (impactos) sobre a circulação da riqueza entre a entidade e a sociedade – causa e efeito. Segundo Silva et alli5i “medir esses impactos é uma tarefa que apresenta inúmeros problemas metodológicos difíceis de ultrapassar. Por isso, existe grande interesse em que o desenvolvimento da informação social não se processe de uma forma anárquica, em que cada empresa informe do que lhe convém, utilizando critérios e medidas particulares variáveis e discutíveis”.

Neste contexto, surge a Contabilidade com sua cultura e tecnologia oferecendo, conjuntamente, aos profissionais da área, um instrumental capaz de gerar, demonstrar e analisar a responsabilidade social e ecológica das entidades.

Por isso, além da proposta de uma reflexão sobre a responsabilidade social do Contador, exercida pela Contabilidade, deve-se mostrar o alcance actual dessa ciência,

De acordo com Silva etalli7,...de momento, a Contabilidade Social apresenta ainda muitas limitações que se explicam pelo seu estado relativamente embrionário (convém notar que a Contabilidade Financeira vem evoluindo e sofrendo aperfeiçoamento desde há 5.000 anos, enquanto que as preocupações com os problemas sociais só aparecem na década de sessenta). Não obstante, constitui uma divisão da Contabilidade que não pode ser ignorada pelos profissionais desta área científica, em virtude das suas potencialidades para melhorar significativamente os modelos existentes de avaliação da eficácia das empresas. Genericamente, a Contabilidade Social visa criar um sistema capaz de inventariar ,classificar, registrar, demonstrar, avaliar e explicar os dados sobre a actividade social e ambiental da entidade, de modo que no final de cada exercício ou a qualquer momento se possa preparar informes como o Balanço Social e a Demonstração do Valor Adicionado.

O BALANÇO SOCIAL

Como visualizado na figura 2, o Balanço Social é uma demonstração que pode ser classificada como o produto mais significativo da Contabilidade Social, porém ainda não encontrou sua maturidade metodológica, como é possível comprovar-se em algumas pesquisas históricas na sequência descritas.

Seguindo os resultados das pesquisas realizadas por Tinoco8, sabe-se que no início dos anos 60, por causa da guerra do Vietnam, o governo Nixon (EUA) e as entidades que o apoiavam foram severamente criticadas, como acentua o citado autor: “Clamava-se pelo fim da guerra e por outro lado exigia-se que as empresas adotassem nova postura, moral e ética perante os cidadãos”. Neste momento, exigem-se informações relativas às relações sociais da entidade, dentro e fora dela. Assim, surgem as primeiras informações sociais, que são publicadas junto com o balanço patrimonial.

Na mesma linha de raciocínio, Carvalho9 pontua que “este novo instrumento parece ter sua origem nos EUA, no final dos anos 60, precisamente como resposta empresarial a um movimento progressivamente contestatório e imerso na escala de valores peculiar da vida norte-americana, que chega a pôr em causa o valor das organizações relativamente ao seu contributo para o meio em que se insere”.

Porém, para A. Lopes de Sá10, o Balanço Social “representa a expressão de uma prestação de contas da empresa à sociedade em face de sua responsabilidade para com a mesma”, e parece ter sido, inicialmente, desenvolvido na década de 50, embora “na Alemanha, em 1939, a empresa AEG já publicasse tal peça”. Na França, por sua vez, alguns pesquisadores na década de 70, propuseram-se a reunir e comentar dados estatísticos correntes, uma vez que perceberam que com estetrabalho a abordagem dos problemas sócio económicos da nação, como por exemplo, arelação do emprego, a mobilidade social e a utilização do lucro se traduziam com mais propriedade. Assim, a Contabilidade evoluiu sob a influência de pressões externas cada vez mais intensas, o que significava uma pressão social a exigir uma revolução nos procedimentos contábeis até então aplicados.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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SILVA, João Pina da, RODRIGUES, Ana Maria e JORGE, Susana. Novos Desenvolvimentos da Contabilidade: A Contabilidade Social. Revista: Revisores &Empresas. Lisboa – Portugal: a.1, n. 1, abril/jun. 1998, pp. 31- 47.SILVA, F. V. Gonçalves, contabilidade das sociedades, 10. Edição actualizada e ampliada, Lisboa 2005.

TEPA, Capela Dombaxi, Contabilidade Analítica pormenorizada 2, 2 edição Angola.

TEPA, Capela Dombaxi, Contabilidade Analítica pormenorizada 3, 3. Edição Angola.

TINOCO, João Eduardo P. “Meio Ambiente e a Contabilidade”. Revista Brasileira de Contabilidade. Brasília: a.24, n.89, pp. 25-31, nov/94.


1 Mestre pela universidade 11 de Novembro em Cabinda-Angola.