O ERRO E O FEEDBACK COMO ELEMENTOS DE AVALIAÇÃO E DE PERSPECTIVAS DE APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (EAD): CONTRIBUTOS E ATOS PEDAGÓGICOS

ERROR AND FEEDBACK AS ELEMENTS OF ASSESSMENT AND LEARNING PERSPECTIVES IN DISTANCE EDUCATION (DE): CONTRIBUITIONS AND PEDAGOGICAL ACTS

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/791482961

RESUMO
Este artigo tem por objetivo fazer uma breve reflexão sobre o erro e o feedback como elementos na avaliação do aluno, e de integrantes necessários no viés de perspectivas para aprendizagem na Educação a Distância (EAD). Os objetivos específicos, resultam em refletir na complexidade do ato de avaliar o aluno na Educação a Distância (EAD). Apresentar alguns conceitos e pressupostos dessa modalidade de ensino, uma vez que continua sendo muito procurada por estudantes de diversas localizações geográficas do Brasil. Destarte, elucidar a relevância do papel do ato avaliativo pedagógico nesse tipo de ensino ao aplicar o erro e o feedback como perspectivas de aprendizagem, e ainda, ponderar como se aplica as modalidades da avaliação, tais como: formativa, diagnóstica e somativa, essenciais para avaliar o aluno, e para o PPP (Projeto Político Pedagógico) no processo de aprendizagem. Os resultados desse estudo de cunho qualitativo, mostram que na Educação a Distância (EAD), o erro e o feedback têm importante papel de corroborar no ato de avaliar o aluno para o avanço do aprendizado. Além disso, há possibilidade de introduzir a problemática do erro na atividade escolar sob uma perspectiva diferente de aprendizagem. Igualmente, o feedback na avaliação é um elemento que orienta o aluno sobre seus pontos fortes e o que precisa de ajuste. Sendo assim, fica perceptível que o erro e o feedback são elementos vitais para avaliar o grau de conhecimento do aluno e corroborar no processo de aprendizagem nas atividades de Educação a Distância (EAD). 
Palavras-chave: Erro e Feedback; Elementos de Avaliação; Ensino e Aprendizagem; Educação a Distância.

ABSTRACT
This article aims to briefly reflect error and feedback as elements of student assessment and as necessary components within the learning perspectives of Distance Education (DE). The specific objectives are to reflect on the complexity of assessing students in Distance Education (DE) and to present concepts and premises of this teaching modality, which remains highly sought after by students across various geographic locations in Brazil. Furthermore, the article seeks to elucidate the relevance of pedagogical assessment in this context by framing error and feedback as learning perspectives, and to consider the application of assessment modalities, such as formative, diagnostic and summative, which are essential for student assessment and for the Political-Pedagogical Project (PPP) within the learning process. Results from this qualitative study indicate that, in Distance Education (DE), error and feedback play a significant role in supporting student assessment and advancing learning. Moreover, it is possible to approach the issue of error in academic activities from a different learning perspective. Likewise, assessment feedback guides students regarding their strengths and areas requiring adjustment. Thus, it is evident that error and feedback are vital elements for gauging a student's level of knowledge and supporting the learning process in Distance Education activities (DE).
Keywords: Error and Feedback; Assessment Elements; Teaching and Learning; Distance Education.

1. INTRODUÇÃO

Discutir o papel da avaliação escolar sempre foi um tema desafiador para os educadores pela dificuldade em vislumbrar o real prognóstico do grau de conhecimento e aprendizado do aluno. A avaliação até o começo dos anos oitenta tinha como objetivo medir os resultados do ensino com responsabilidade de garantir a qualidade da aprendizagem produzida pelos alunos. Nessa teia, este artigo procura (re)pensar que o erro quando acompanhado de um feedback apropriado, apresenta um ponto crucial para a aprendizagem significativa, dando margem para a avaliação do aluno, pois possibilita a reorganização dos saberes e a consolidação de conhecimentos na evolução da aprendizagem. Nisso, entra o papel do professor ao considerar que a sua ação pedagógica permite transformar falhas em momentos de construção do conhecimento na modalidade de ensino a distância.

Esta pesquisa tem por eixo norteador a seguinte indagação: como fazer uso do erro e do feedback enquanto elementos de avaliação e de perspectivas de aprendizagem na Educação a Distância (EAD) na atualidade? O erro e o feedback são peças-chave e essenciais para transformar a avaliação em um momento de aprendizado ativo na modalidade de ensino a distância. Por tanto, ao desvelar a importância do papel que o erro e o feedback exercem na aprendizagem, tentamos responder à questão levantada, com pressupostos que possam fortalecer o ato de avaliar e auxiliar na construção de saberes pedagógicos educacionais com o suporte das tecnologias digitais para alavancar a aprendizagem.

Na Educação a Distância (EAD), a avaliação deve possuir uma modalidade formativa e contínua. Nesse aspecto, ao avaliar o aluno, o erro deixa de ser um fracasso e passa a ser o ponto de partida para o raciocínio, enquanto o feedback atua como um guia que promove a reflexão, a autonomia e o aprimoramento constante do estudante. Ou seja, em vez de punir, o erro revela exatamente onde ocorreu a falha na compreensão dos conceitos. Ele indica ao educador o caminho percorrido pelo aluno, permitindo intervenções pedagógicas no processo de aprendizagem. Diante disso, o feedback como elemento de reflexão para avaliar e aprender, indica que bons retornos não se limitam a apontar o que está errado ou dar respostas prontas. Ao contrário, o erro e o feedback estimulam o aluno a pensar criticamente e a buscar a solução por conta própria.

Nesse sentido, o erro e o feedback aparecem como elementos ou recursos pedagógicas fundamentais para transformar o processo de ensino em uma jornada de evolução contínua, deixando de lado a visão tradicional de punição e memorização. Quando integrados à avaliação formativa na Educação a Distância (EAD), eles ajudam a construir um ambiente de segurança psicológica, onde o estudante se desenvolve de forma ativa. Destarte, o erro funciona como um indicativo claro das estruturas de conhecimento do aluno, permitindo a identificação exata de onde houve a ruptura lógica ou a incompreensão do conceito. O feedback entra como um componente essencial que orienta o estudante a confrontar sua resposta incorreta com o conteúdo correto. Em vez de punir ou simplesmente apontar a falha do aluno, esses elementos, possuem características de retorno reflexivo para uma aprendizagem significativa e atual.

2. METODOLOGIA

Para a confecção teórica e estrutural do corpus desse artigo que se insere de natureza bibliográfica, e classifica-se na modalidade qualitativa, nos apropriamos de alguns autores inerentes ao tema em questão, tais como: Piaget (1996); Vygotsky (1991); Castorina (1988), Souza e Kramer (1991); Belloni (2003); Barros (2019); Santos (2019); Black e William (1998); Anderson (2002); Dolin et al. (2018); Paiva (2003) e etc. O método utilizado para esse estudo, segue a linha de pensamentos dos autores mencionados, no propósito de aclarar que, segundo eles, o erro não é uma falha ou um “pecado” a ser punido, ele deixa de ser um fracasso punível e passa a ser uma ferramenta pedagógica essencial. Alguns desses autores, destacam que é possível introduzir a problemática do erro na atividade escolar sob uma perspectiva diferente para aprendizagem.

Nessa concepção, a pesquisa na modalidade qualitativa pode trazer uma compreensão profunda sobre o comportamento, opiniões, sentimentos, motivações e valores das pessoas dentro do seu contexto real, dessa forma, corroborando com o pesquisador para encontrar respostas ou soluções para o problema em voga.

Para Minayo (2004):

A pesquisa qualitativa responde a questões muito particulares. Ela se preocupa, nas ciências sociais, com um nível de realidade que não pode ser quantificado. Ou seja, ela trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis. (Minayo, 2004, p.21).

A pesquisa qualitativa permite que os dados sejam analisados em sua totalidade, sem a interferência do pesquisador, além de muito utilizado pelas ciências sociais. A observação crítica acerca dos fatos possibilita que os resultados e discussões não se prendam apenas em dados quantitativos, e sim, na relação dos fatores relacionados ao assunto.

De acordo com Turato (2005, p.509), o método de pesquisa qualitativa pode ser entendido como aquele que quer compreender como o assunto de análise acontece ou se manifesta; e nunca aquele que almeja o resultado, isto é, os produtos matematicamente trabalhados.

Em vez de buscar "quantas" pessoas vivenciam determinado problema (o que seria o foco da pesquisa quantitativa), o método qualitativo busca entender "como" elas vivenciam, "de que forma" o fenômeno se manifesta e "quais os sentidos" atribuídos a essa experiência. Os dados coletados são textuais, baseados em entrevistas, observações e relatos, exigindo uma análise reflexiva e interpretativa do pesquisador, distanciando-se de fórmulas ou produtos matematicamente trabalhados.

Por esse prisma, utilizamos nesse trabalho uma análise de conteúdo, seguindo a técnica desenvolvida por Bardin (2016), que tem mostrado uma ferramenta metodológica robusta e amplamente aceita em pesquisas qualitativas na educação. Essa análise de conteúdo, de acordo com essa autora, desafia o pesquisador a percorrer dois caminhos convergentes, quais sejam, “[...] compreender o sentido da comunicação (como se fosse o receptor normal), mas também e, principalmente, desviar o olhar para uma outra significação, uma outra mensagem” (Bardin, 2016, p. 47). Ela ressalta que, o rigor metodológico “[...] não é medido pela nomeação do tipo de pesquisa, mas pela descrição clara e pormenorizada do caminho seguido pelo pesquisador para alcançar os objetivos e pela justificativa das opções feitas neste caminho” (Bardin, 2016, p. 96).

Sendo assim, este artigo se debruça sobre os aportes teóricos citados, referentes ao tema em tela, para tentar encontrar soluções ou possíveis respostas para o problema levantado, e refletir no método de uso dos elementos erro e feedback como elementos importantes de avaliação e de perspectiva para a aprendizagem do aluno na modalidade de Educação a distância (EAD). Para que seja aplicada a técnica de uso desses elementos, tão essencial para avaliar ou observar o rendimento escolar do aluno, será necessário lançar mão e apropriar-se das tecnologias digitais emergentes, visto que, estas tecnologias já fazem parte do currículo e do cotidiano escolar na era digital.

3. DESENVOLVIMENTO

3.1. Avaliação na Educação a Distância (EAD): Conceitos e Pressupostos

A avaliação na Educação a Distância (EAD) deve ser formativa, processual e contínua, exigindo o uso de tecnologias digitais e promovendo a autonomia do estudante. Ela se afasta do modelo puramente classificatório, integrando-se ao planejamento pedagógico medido em ambientes virtuais. Mas antes, deve-se entender o que se trada de Educação a Distância (EAD).

A definição de Educação a Distância (EAD) é ampla e abrangente. Ela engloba diversos termos usados ao longo do tempo, como ensino a distância, estudo por correspondência e aprendizagem flexível. Segundo Keegan (1996), o termo funciona como um conceito genérico para várias estratégias de ensino.

Para Belloni (2003), existem várias definições para a Educação a Distância (EAD), mas conclui que as definições por ela apresentadas “definem a Educação a Distância (EAD) pelo que ela não é, ou seja, a partir da perspectiva do ensino convencional da sala de aula” (Belloni, 2003, p. 27). Essa observação de Maria Luiza Belloni sintetiza uma crítica central à forma como a Educação a Distância (EAD) foi historicamente teorizada. Ao definir a Educação a Distância (EAD) apenas como "o oposto" do ensino presencial, a literatura pedagógica muitas vezes limitou o potencial dessa modalidade.

Uma análise do ponto de vista de Belloni (2003), revela pontos fundamentais sobre a identidade da Educação a Distância (EAD), por exemplo: um paradoxo de negação como, foco na ausência, ou seja, as definições tradicionais costumam focar no que falta a Educação a Distância (EAD) (ausência de contato físico, falta de sala de aula, distância geográfica). Também, a dependência do modelo tradicional, onde essa abordagem trata o ensino presencial como o "padrão ouro" universal, tornando a Educação a Distância (EAD) uma mera alternativa ou cópia adaptada. E ainda, invisibilidade das potencialidades que ao olhar apenas para a distância física, ignora-se a proximidade afetiva e cognitiva que as tecnologias digitais podem proporcionar.

A Educação a Distância (EAD), segundo essa autora, deve ser compreendida por suas características intrínsecas e não por suas diferenças em relação ao modelo fabril da escola tradicional. Uma definição autônoma e positiva da Educação a Distância (EAD) na concepção dela é: considera inovação pedagógica nos processos centrados na autonomia do estudante, mediação tecnológica no uso da tecnologia não como mero canal, mas como parte da linguagem e da cultura contemporânea, flexibilidade para abertura de tempos e espaços que reconfiguram a relação com o saber. Em suma, a autora provoca o campo educacional a enxergar a Educação a Distância (EAD) como uma modalidade com lógica, linguagem e potencialidades próprias, e não como um ensino presencial empobrecido ou desprovido de espaço físico.

Na ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância) documenta uma expansão expressiva da modalidade no Brasil, onde a proporção de alunos em cursos à distância ultrapassou a marca de 50% das matrículas totais do ensino superior de graduação. Diante desse cenário, observa-se a importância de aplicar uma avaliação justa e digna, usando ferramentas ajustadas, também nessa modalidade de ensino na era digital.

Para avaliar na Educação a Distância (EAD), espera-se que esse ato seja um processo contínuo, dinâmico e multidimensional de acompanhamento do aprendizado do estudante, realizado por meio de ferramentas digitais e interações mediadas pela tecnologia. Diferente do modelo tradicional focado apenas em uma prova final, a Educação a Distância (EAD) prioriza uma abordagem processual e formativa.

3.2. Como Avaliar na Educação a Distância (Ead): Atos Pedagógicos

A avaliação na Educação a Distância (EAD) deve ser processual, muito à miúde. No modo presencial, tendo conhecimento físico do aluno, dispõe-se de mais critérios que levam a ter mais ou menos credibilidade em relação a ele. Na Educação a Distância (EAD), não. E isso exige que o processo de avaliação seja mais detalhado e de maneira qualitativa. Isto, quer dizer, que avaliação qualitativa na Educação a Distância (EAD) foca no processo de aprendizagem, e não apenas na nota final. Ela busca compreender como o estudante constrói o conhecimento através de suas interações, dedicação e evolução ao longo do curso.

Nesse aspecto, avaliar na Educação a Distância (EAD), vai exigir atos pedagógicos contínuos e formativos, indo além de simples provas somativas. Envolve diagnosticar o progresso, garantir a interação no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) e usar instrumentos diversificados para uma avaliação digna e justa. Embora, o erro e o feedback não sejam citados como instrumentos avaliativos para o ensino de Educação a Distância (EAD), fazer uso deles para uma reflexão no aprendizado faz parte do processo pedagógico.

Segundo Haydt (2002), quanto à modalidade de avaliação, há três tipos de atos avaliativos pedagógicos nesse aspecto que compõem o processo de aprendizagem. Primeiro ato, aplicar a avaliação formativa que acompanha o percurso diário do aluno para reorientar a rota de ensino. O segundo ato, é necessário fazer uma avaliação diagnóstica para identificar os conhecimentos prévios e lacunas no início de cada módulo ou trilha de aprendizagem. Terceiro ato, aplicar a avaliação somativa que mapeia o progresso dando um feedback do aprendizado por meio de exames ou entregas de peso curricular. Todavia, Scriven (1978) foi o primeiro a fazer distinção e conceito destas três modalidades de avaliação, que contribuem para aprendizagem e, devem ser aplicadas também no ensino a distância.

Para que os atos avaliativos pedagógicos sejam elucidados no ensino de modalidade a distância, é necessário fazer uso das tecnologias digitais, onde se mostram nossas concepções e práticas de avaliação online, no propósito de realizar ações pedagógicas para alcançar parâmetros que possam atender as necessidades dos alunos e corroborar com as práticas avaliativas na Educação a Distância (EAD). A seguir, pode-se comtemplar os atos avaliativos pedagógicos realizados com apoio das tecnologias digitais em rede, principalmente de um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) no ensino, especificamente, a distância.

Figura 1. Atos Avaliativos Pedagógicos para o Ensino e Aprendizagem

Fonte: (Pimentel; Carvalho, 2020).

De acordo com o quadro acima, percebe-se que o ato pedagógico da avaliação, também na Educação Distância (EAD) exige planejamento cuidadoso e intencional. Como não há o encontro físico no mesmo tempo e espaço, o professor deve usar ferramentas digitais variadas, propor feedback constante e garantir a clareza dos critérios para acompanhar de perto a aprendizagem do aluno, utilizando além do feedback, especificamente o erro para entender onde o aluno precisa melhorar para crescer em conhecimentos e, ter autonomia para refletir na construção de sua formação e de cidadania. Diante desses pressupostos, é importante pensar na complexidade da avaliação e do modo como está sendo aplicada.

Para Barros (2019),

O ato de avaliar é extremamente complexo, cuja práticas e responsabilidades não são de competências únicas do professor, mas sim de todos os participantes que integram o processo educacional (alunos, pais e administradores). Essa centralização no professor apenas consolida o modelo econômico mundial e suas relações de poder, plenamente exercida em nossas escolas. (Barros, 2019, p.117).

Por isso, é necessário pensar a concepção de avaliação e rever sobretudo as concepções de conhecimento de ensino, seja presencial ou a distância, de educação e de escola. Impõe rever o ato avaliativo em um novo projeto pedagógico apoiado em princípios e valores comprometidos com a formação do cidadão.

As ações dos professores, no que diz respeito a avaliação na modalidade a distância, devem ser desenvolvidas cooperativamente com os alunos, que através do diálogo e da interação respeitosa, para que os alunos se sintam estimulados a trabalhar de forma produtiva quando percebe que há uma finalidade na proposta do professor. E, ainda, quando esses alunos percebem que seus resultados estão sendo valorizados ou reestudados juntamente com o professor e que seu desempenho é comparado com ele próprio e que seus progressos e dificuldades são vistos a partir de seu próprio padrão de desempenho, necessidades e possibilidades.

O ato avaliativo pedagógico apresenta-se como ferramenta didática indispensável no ensino a distância. Todavia, o ato de avaliar na Educação a Distância (EAD), vai requerer o um cuidado especial por se tratar de uma modalidade de ensino em que a interação entre professor e aluno possui suas necessidades específicas que pode exigir uma atenção redobrada nessa relação, principalmente, no ato de planejar e avaliar, como bem relata (Magalhães Junior, 2015, p. 19), nesse contexto para a avaliação a distância.

3.3. O Erro e o Feedback na Educação a Distância (EAD): Contributos para Avaliar e Aprender

Segundo o dicionário prático Michaellis (1999) da língua portuguesa, o termo erro é um substantivo masculino definido fundamentalmente como o ato ou efeito de errar, representando qualquer engano, equívoco ou falta de acerto em relação a uma verdade ou padrão estabelecido. Essa palavra, tem origem no latim error, errōris, que inicialmente significava "vaguear, andar sem destino ou perder-se do caminho". Com o tempo, o termo ganhou o sentido figurado que usamos hoje: o de afastar-se da rota da verdade ou de uma norma preestabelecida. E, o Feedback? O que significa e qual é a sua origem?

O feedback de acordo com o dicionário prático Michaellis (1999), é um substantivo masculino que significa o retorno de uma informação ou de um processo, ou seja, a obtenção de uma resposta. O termo também é sinônimo de realimentação em contextos técnicos e eletrônicos. Sua etimologia. feed (alimentar) com back (de volta). O termo significa "alimentar de volta" ou "retroalimentação", servindo como uma resposta ou um retorno sobre uma ação, um comportamento ou um trabalho feito.

Mas para a Educação a Distância (EAD), como perceber os elementos erro e o feedback como perspectiva de aprendizagem?

No sentido de perspectivas de aprendizagem na Educação a Distância (EAD), o erro mostra onde há uma falha no conhecimento. O feedback orienta o caminho correto para ajustar a rota e melhorar o desempenho. Por isso, esses elementos mesmo não sendo instrumentos avaliativos, podem ser usados para observar ou avaliar a evolução do conhecimento do aluno e seu percurso de aprendizagem, neste caso, na Educação a Distância (EAD). Ou seja, o erro deixa de ser uma falha punível e passa a ser um dado diagnóstico valioso. O feedback atua como a ferramenta principal de mediação pedagógica, transformando esse erro em reflexão crítica, ajustando rotas cognitivas e promovendo a autonomia do estudante em ambientes virtuais.

Para Piaget (1996), o erro não é uma falha ou um “pecado” a ser punido. Ele é um passo necessário e valioso na construção do conhecimento. Errar mostra o modo como a mente da pessoa funciona naquele momento. Quando alguém percebe que errou, a mente entra em desequilíbrio. Isso força a pessoa a pensar de novo, ajustar ideias e aprender de verdade. O erro, na perspectiva construtivista apontada por Castorina (1988), não é um simples desvio ou falta, mas uma etapa construtiva no processo de aprendizagem da criança. No âmbito pedagógico, ele desafia a postura e a intervenção do professor. No plano psicológico, revela os mecanismos ativos do pensamento infantil na busca por entender a realidade.

Ainda, de acordo com Castorina et al. (1988), ressaltam que os erros cometidos pelas crianças durante a aquisição de conhecimento podem trazer uma grande problemática. Primeiramente, no âmbito pedagógico, porque implicam um tipo de atitude que o docente assume diante do erro, a forma como o corrigem; segundo uma questão psicológica, na medida em que é pertinente perguntar se os erros são fatos aleatórios da aprendizagem ou se têm suas razões no mecanismo de aquisição do conhecimento.

Com base no pensamento de Castorina (1988) e de Souza e Kramer (1991), o erro no ambiente escolar deixa de ser um fracasso punível e passa a ser uma ferramenta pedagógica essencial. Esses autores, destacam que é possível introduzir a problemática do erro na atividade escolar sob uma perspectiva diferente: “o erro é fecundo e positivo porque tem um lugar no mecanismo produtivo de conhecimento. (...) Ele representa um papel construtivo na aquisição de conhecimento” (p. 33). Nesse aspecto, Souza e Kramer (1991), confirmam que o erro nos permite compreender o modo de pensar do indivíduo.

Vygotsky (1991), é um dos principais autores que discute sobre o erro no processo de aprendizagem, apresenta a ideia da Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), na qual o erro é visto como uma oportunidade de aprendizado, pois aprender seria justamente ir além do nível atual de desenvolvimento, experimentando o novo para construir novos conceitos. Ele retrata a ZPD como sendo a distância entre o nível de desenvolvimento atual da criança, determinado pela capacidade de realizar uma tarefa de forma independente, e o seu nível de desenvolvimento potencial, em outras palavras, o desenvolvimento que é alcançado com a assistência de um adulto ou de um par mais experiente. Desse modo, ele ressalta que a ZDP é o espaço onde ocorre o aprendizado real, visto que representa as habilidades que uma criança está próxima de dominar, mas ainda não pode realizar sozinha. Destarte, com o auxílio da interação de um professor, colega ou pessoa mais experiente, a criança é capaz de desenvolver-se para dentro da ZDP, alcançando um nível mais avançado de desenvolvimento. Algo que não poderia ser realizado sem o processo de tentativa e erro. Sendo assim, esse processo pode ajudar na avaliação do aluno no ensino a distância.

De acordo com Buriasco (2000), a função verdadeira da avaliação é a construção da aprendizagem, “até porque o mais importante não é o resultado, pronto e acabado, mas as considerações que acompanham o trabalho da escola nas diferentes fases” (Buriasco, 2000, p. 166). Esse autor ressalta sobre a real função da avaliação, nesse conceito, é possível pensar que o erro e o feedback podem contribuir para o processo avaliativo do aluno proporcionando estratégias na construção do conhecimento.

Nesse parâmetro, o feedback também vai orientar o estudante ao transformar o erro em uma oportunidade de crescimento. Em vez de punir ou apontar falhas de forma isolada, essa prática reconstrói o percurso pedagógico, ajudando o aluno a compreender suas dificuldades e a descobrir novos caminhos para a evolução do saber e para uma aprendizagem significativa.

Na concepção de Santos (2019), o feedback no aspecto somativo é uma resposta retroativa do professor que resume a qualidade de uma atividade realizada, incluindo notas ou conceitos atribuídos após uma avaliação. Ele tem caráter informativo sobre o resultado, funcionando como um balanço do desempenho do aluno. Ele atua como um roteiro prático que orienta o estudante sobre como ajustar seu percurso e evoluir na aprendizagem. Nesse sentido, O feedback somativo foca em notas e justifica resultados passados, ao poder guiar o estudante de forma contínua. O feedback vai apontar caminhos para melhorar o aprendizado. A citação destaca a diferença central entre certificar o desempenho e orientar o desenvolvimento do aluno.

Para os autores Pinto e Santos (2018), o feedback é um processo dialógico e não somente o envio de uma mensagem, ou seja, o que é decisivo na forma como o aluno adapta e incorpora o feedback. Isto é: para que o ensino seja adaptado às necessidades dos estudantes, é necessário que se desenvolva uma prática pedagógica flexível, garantindo equidade e inclusão real em sala de aula.

É importante que haja:

uma cultura de sala de aula de questionamento e pensamento profundo, na qual os alunos aprendam com discussões compartilhadas com professores e colegas. O que emerge muito claramente aqui é a indivisibilidade das instruções e práticas de avaliação formativa (Black; William, 1998, p. 146).

Segundo Dolin et al. (2018), limitar o feedback a notas ou conceitos apenas classifica o desempenho, falhando em orientar o aluno sobre como melhorar. Essa abordagem contradiz o propósito da avaliação formativa, que deve promover o aprendizado e o crescimento contínuo por meio de orientações claras e foco no futuro.

Nesse contexto, Black et al. (1998) ressaltam dizendo que os alunos quanto ao feedback:

recebem apenas conceitos ou notas, eles não se beneficiam do feedback. O pior cenário é aquele em que alguns alunos que obtêm notas baixas em determinado momento, já obtiveram notas baixas em um momento anterior e esperam obter notas baixas da próxima avaliação. Esse ciclo de repetidas falhas se torna parte de uma crença compartilhada entre esses alunos e os colegas de classe deles (Black; William, 1998, p. 144).

O feedback sobre testes, atividades em sala de aula, online e trabalhos de casa, em uma perspectiva formativa, deve fornecer orientações a cada aluno sobre como melhorar, oferecendo uma oportunidade para trabalhar na superação de suas dificuldades e no desenvolvimento de sua aprendizagem.

Diante disso, é possível perceber que na Educação a Distância (EAD), o feedback pode funcionar como o principal elo de comunicação entre professor/tutor e aluno. Ele substitui o contato visual da sala de aula presencial, orienta a trajetória do estudante em tempo real, reduz o sentimento de isolamento e transforma a avaliação em um processo contínuo de aprendizado e motivação.

Outro ponto importante para que o feedback possa ser um elemento formativo é a interação online e contínua, isto deve ocorrer entre aluno/aluno e professor/aluno. Essa interação, promove a aprendizagem colaborativa e ativa. Um processo que se baseia na Zona de Desenvolvimento Proximal de Vygotsky (1999), onde o estudante alcança novos níveis de aprendizado com a ajuda de colegas e professores em ambientes virtuais.

Segundo Terry Anderson (2002), a interação social é a base para formar comunidades de aprendizagem eficazes. Ela ajuda o estudante a construir conhecimento coletivo e a dominar competências de relacionamento. Isso, mostra que o feedback nessa interação possui um potencial para ser a base da comunicação nos cursos online auxiliando no processo avaliativo. Ele guia o aluno, mostra erros e acertos, e ajuda a manter a motivação durante os estudos na Educação a Distância (EAD).

Nesse sentido, Paiva (2003) enfatiza que feedback no contexto de ensino-aprendizagem online, atua como: "reação à presença ou ausência de alguma ação com o objetivo de avaliar ou pedir avaliação sobre o desempenho no processo de ensino-aprendizagem e de refletir sobre a interação de forma a estimulá-la, controlá-la ou avaliá-la" (p.2). A citação de Paiva (2003), redefine o conceito de feedback no contexto da interação online e da aprendizagem a distância. Para a autora, o feedback não se restringe a uma reação mecânica ou corretiva a um comportamento realizado, mas abrange também a ausência de envolvimento. Nesse seguimento, ela diz que considera o feedback como uma mensagem de pedido de avaliação sobre o desempenho. Sendo assim, uma mensagem de um aluno que pede a avaliação sobre sua performance no curso é considerada feedback. Mensagens que buscam estimular, controlar e avaliar a interação também são consideradas feedback, já que a autora afirma que o feedback também tem o objetivo de refletir sobre a interação.

3.4. O Papel do Erro e do Feedback para Avaliar na Educação a Distância (EAD)

O papel do erro e do feedback na Educação a Distância (EAD) funciona como uma estratégia essencial de avaliação formativa para orientar o estudante no ambiente virtual. Esses componentes proporcionam oportunidades de aprendizagem deixando de ser uma punição e se tornando um indicativo de que o aluno precisa de apoio em um conceito específico. Eles apresentam diagnóstico rápido, ajudando ao professor a entender quais conteúdos não ficaram claros nas atividades na Educação a Distância (EAD) para melhorar a aprendizagem.

Segundo Hoffmann (2007), o erro e o feedback são as ferramentas centrais da avaliação mediadora. Quando transpostos para a Educação a Distância (EAD), esses conceitos ganham ainda mais relevância, pois quebram o isolamento do aluno e transformam o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) em um espaço de diálogo constante.

Nessa teia conceitual, o feedback possui o papel de fio condutor, e de mediação na aprendizagem a distância. Uma vez que, o erro ao apontar o problema, o feedback (ou a devolutiva pedagógica) é o que vai projetar a solução. Para Hoffmann (2007), um feedback eficiente não pode ser um mero "Certo" ou "Errado", nem frases genéricas como "Muito bem!".

Hoffmann (2007), apresenta a dinâmica avaliativa na Educação a Distância (EAD). O quadro abaixo resume como Hoffmann (2007) propõe a transição do modelo tradicional para o modelo mediador na prática virtual.

Quadro 1. A Dinâmica Avaliativa na Educação a Distância (EAD)

Aspecto

Avaliação Tradicional na EAD.

Avaliação Mediadora (Hoffmann) na EAD.

Foco

O resultado (nota da prova).

O processo contínuo de evolução do aluno.

O Erro

Penalizado com perda de pontos.

Ponto de partida para novas explicações.

O Feedback

Automatizado, burocrático e tardio.

Dialogado, reflexivo e constante.

Ferramentas

Questionários de múltipla escolha rígidos.

Fóruns, portfólios digitais e produções autorais.

Fonte: Adaptação do autor desse artigo em Hoffmann (2007).

A proposta de Avaliação Mediadora, desenvolvida por Hoffmann (2007), redefine o papel do erro e do feedback no processo educativo. Quando transposta para a Educação a Distância (EAD), essa abordagem ganha contornos ainda mais estratégicos, transformando as telas e os ambientes virtuais em espaços de diálogo e emancipação para uma aprendizagem significativa.

Segundo Black e Wiliam (1998), o feedback é o elemento central da avaliação para a aprendizagem, servindo para orientar o estudante a fechar a lacuna entre o que ele já sabe e o objetivo educacional esperado. Para eles, o feedback deve indicar claramente os pontos fortes e os aspectos que o aluno precisa corrigir ou desenvolver, em vez de apenas julgar o trabalho com notas ou conceitos.

Diante disso, é relevante salientar o papel que o feedback exerce para avaliar e aprender na educação a distância. Nessa função, ele apresenta dois fatores essenciais nesse ato, como a construção e orientação, ou seja, um bom feedback não aponta apenas o que está errado, mas explica o caminho correto a seguir.

Outra finalidade do feedback para corroborar com o ato de avaliar o aluno e no processo de aprendizagem, é a agilidade de resposta imediata, visto que, a Educação a Distância (EAD) tem barreiras físicas, e respostas rápidas evitam que o aluno se sinta perdido ou desmotivado.

Diante do exposto, nota-se que tais elementos em questão: erro e feedback, se destacam além de importante papel para a avaliação na Educação a Distância (EAD), como subsídios e perspectivas de aprendizagem na era digital. Assim como: um diálogo ativo nessa perspectiva, a avaliação deixa de ser apenas uma nota final e se torna uma conversa contínua entre aluno e tutor/professor. O erro e o feedback propõem também, a autonomia, em que o estudante aprende a revisar o próprio trabalho e a corrigir suas rotas de estudo.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Em se tratando de resultados desse estudo de cunho qualitativo, percebe-se, que na Educação a Distância (EAD), o erro e o feedback têm importante papel de corroborar quando se trata de avaliar o aluno para o avanço do aprendizado. Nesse sentido, fica evidente, como pontuam os autores, Piaget (1996), Vygotsky (1991), Castorina (1988), Souza e Kramer (1991), que o erro não é uma falha ou um “pecado” a ser punido, ele deixa de ser um fracasso punível e passa a ser um elemento ou uma ferramenta pedagógica essencial para a educação. Esses autores, destacam que é possível introduzir a problemática do erro na atividade escolar sob uma perspectiva diferente de aprendizagem.

Identifica-se nesse aspecto, algumas concepções dos autores: Santos (2019); Black e William (1998); Anderson (2002); Dolin et al. (2018); Paiva (2003); dentre outros, que o feedback na avaliação da aprendizagem é um elemento que orienta o aluno sobre seus pontos fortes e o que precisa de ajuste. Eles destacam que o feedback, atua como um integrante do processo de aprendizagem que pode transformar a nota final em um guia prático de melhoria, ajudando o estudante a entender seus erros e a construir autonomia no processo educativo, igualmente, na Educação a Distância (EAD).

Além disso, observa-se que, o feedback como elemento formativo, torna-se o elo na interação online e contínua, isto deve ocorrer entre aluno/aluno e professor/aluno. Essa interação, promove a aprendizagem colaborativa e ativa na educação a distância. Um processo que se baseia na Zona de Desenvolvimento Proximal de Vygotsky (1999), onde o estudante alcança novos níveis de aprendizado com a ajuda de colegas e professores em ambientes virtuais.

Enfim, constata-se que o erro e o feedback são elementos vitais para avaliar o patamar de conhecimento e corroborar no processo de aprendizagem para o crescimento intelectual do aluno, também em atividades escolares na Educação a Distância (EAD). O erro e o feedback ajudam a entender o que falhou, orientam a direção correta e evitam que os mesmos problemas se repitam no futuro. Desse modo, esses elementos podem auxiliar na avaliação do aluno, e contribuir para aperfeiçoar os atos pedagógicos de professores, além, de oferecer perspectivas necessárias para o aluno fazer uma autoavaliação de suas atividades escolares e, colaboram para o processo de ensino e aprendizagem ativo.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este artigo procura refletir no uso dos elementos, o erro e o feedback na avaliação e de perspectivas de aprendizagem na Educação a Distância (EAD). Nessa consideração, esses componentes citados podem convergir para a necessidade de superar a visão tradicional e punitiva da avaliação, para uma prática avaliativa pedagógica formativa e continua no âmbito escolar.

. Na Educação a Distância (EAD), onde a falta de presença física impõe desafios de isolamento, os elementos erro e feedback tornam-se a mola propulsora de engajamento, para a permanência e autonomia do estudante no processo de aprendizagem. Portanto, se mostra o erro como evidência pedagógica e não como fracasso, e o feedback como elo para a mediação, e de perspectiva na avaliação para a aprendizagem a distância.

Ao ressignificar o erro do sentido literal, ele deixa de ser um indicador de exclusão ou mera perda de pontos para ser compreendido como uma janela para o raciocínio do aluno. Ele revela o estágio atual de desenvolvimento conceitual do estudante. Outro ponto visível de característica do erro, é que pode funcionar como ferramenta diagnóstica ao revelar a lógica do raciocínio e as lacunas no conhecimento do aluno, permitindo intervenções pedagógicas mais precisas. Essas funções do erro vão corroborar na avaliação para o processo de aprendizagem dos alunos.

Igualmente, o feedback assume a posição de funcionar como elo na mediação e regulação para a aprendizagem, proporcionando a superação da nota quantitativa, ele se posiciona na Educação a Distância (EAD), ao mostrar que não pode se limitar a "certo" ou “errado" ou a uma nota fria. Ele exerce o papel descritivo e orientador, mostrando ao estudante onde ele está e como alcançar o próximo nível.

Da mesma maneira, o erro funciona como um elemento ou ferramenta essencial para o aprendizado, ao avaliar e perceber aquilo que falhou. Desse modo, vai motivar ao aluno no amadurecimento intelectual proporcionando-o refletir nessa tal falha para que não se repita. O feedback se destaca como fator de humanização no processo de aprendizagem, pois, quando se oferece um feedback claro, compreensivo e com linguagem dialógica, isso, é o que vai aproximar o professor/tutor do aluno, quebrando a barreira da distância física.

Por fim, espera-se que o presente trabalho possa promover maiores esclarecimentos acerca do uso dos elementos erro e feedback como ferramentas para avaliar o aluno, e de perspectivas de aprendizagem na Educação a Distância (EAD), bem como possa servir de base para estudos posteriores que busquem compreender e refletir na importância e no papel crucial desses elementos para uma aprendizagem significativa.

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1 Professor Universitário, doutor em Educação pelo ITS - Theology & Sciences Institute of Flórida, USA. Doutorando em Ciências da Educação pela CBS - Christian Business School, França (2026). Graduado em Letras, Pedagogia, Especialista e Mestre em Educação Pelo UNISAL, Brasil. Professor pesquisador do LOED, UNICAMP, Brasil. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-8322-316X.