REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/776232365
RESUMO
O presente artigo analisa a prática pedagógica da língua inglesa entre discentes da rede pública e privada e o processo da construção da aprendizagem atrelada as quatro habilidades requisitadas em língua inglesa, pois é visto a falsa analogia de que inglês só se aprende fora da escola, quando na verdade há possibilidades sim, de uma aprendizagem positiva dentro da instituição de ensino. Através da pesquisa bibliográfica e partindo na perspectiva descritiva, procurou-se analisar algumas formas didáticas usadas pelo docente em ministração em aulas de inglês tanto na rede privada quanto na pública. Um dos objetivos também dado à pesquisa em questão é mostrar a necessidade de se dominar um idioma estrangeiro nos dias atuais, e foi dado um enfoque maior a alunos de rede pública por estes não darem importância ao idioma ou simplesmente vê-lo como mais uma matéria do currículo em que se precisa estudar para obter a aprovação no final do ano letivo. Procurou-se mostrar que no processo de construção do conhecimento é necessário que alunos e professores juntos busquem a melhor maneira na construção do conhecimento e para isso deu-se destaque a teoria interacionista e mediadora nessa construção. Por fim, mostrar que é a partir do ensino da língua inglesa na rede regular que se dá os primeiros passos na aquisição do idioma e seguir caminho na construção da capacidade de comunicar-se em língua inglesa.
Palavras-chave: Aprendizagem. Didática. Metodologia de ensino. Segunda língua.
ABSTRACT
This article analyzes the pedagogical practice of the English language among students in both public and private schools, as well as the learning process associated with the four essential language skills. It challenges the false analogy that English can only be learned outside of school, demonstrating that positive learning within educational institutions is indeed possible.
Through bibliographic research and a descriptive perspective, this study sought to analyze various didactic methods used by teachers in English classes across both private and public sectors. A key objective of this research is to highlight the necessity of mastering a foreign language in today's world, with a particular focus on public school students, who often undervalue the language or view it merely as another curriculum requirement necessary for end-of-year approval.
The study highlights that in the process of knowledge construction, it is essential for both students and teachers to collaborate in finding the most effective learning approaches; to this end, interactionist and mediational theories are emphasized. Finally, the article demonstrates that English language teaching within the regular school system provides the initial steps toward language acquisition and the development of the ability to communicate in English.
Keywords: Learning. Didactics. Teaching methodology. Second language.
1. INTRODUÇÃO
O objetivo desse trabalho é a avaliação da prática pedagógica da língua Inglesa juntamente com o método adotado nas aulas com ênfase na Escola Pública e Privada e como esses alunos são levados à proficiência.
A língua é um processo de interação social, uma prática discursiva; daí a diferença entre o ser racional e irracional. É através dela que podemos nos comunicar com o mundo e interagir em diferentes contextos. Daí a necessidade de se dominar uma língua estrangeira, pois o leque é mais abrangente se comparado ao domínio apenas da língua materna.
Faz-se necessário mostrar ao aluno a importância da aprendizagem desse idioma e a necessidade de dominá-lo para fins pedagógicos, culturais e até mesmo como status social no mundo globalizado em que estamos inseridos.
Para que isso aconteça é preciso que haja no docente o conhecimento e o domínio do idioma, uma didática coerente com a turma em que leciona para que a transmissão do conhecimento seja satisfatória, mas para que isso aconteça é preciso que exista dentro do aluno a motivação intrínseca e o desejo de aprender; e que o docente esteja inserido dentro de uma postura interacionista e mediadora e não preso a um modelo tecnicista-tradicionalista, detentor de todo poder conhecimento, dentro da visão mediadora e interacionista o processo de ensino-aprendizagem tornar-se-á mais produtivo, prazeroso e motivante ao aluno e professor, pois juntos constroem o conhecimento necessário à vida.
2. A IMPORTÂNCIA DA LÍNGUA
A aprendizagem da língua estrangeira Moderna qualifica a compreensão das possibilidades de visão de mundo e de diferentes culturas, além de permitir o acesso à informação e à comunicação internacional, necessárias para o desenvolvimento pleno do aluno na sociedade atual. (Parâmetros Curriculares Nacionais, 2000)
É sabido que a língua Inglesa se destacou e vem se destacando a cada dia como uma língua internacional, sendo considerada uma língua indispensável na vida de qualquer ser humano, pois a aprendizagem da mesma possibilita a comunicação de povos diferentes e o conhecimento da cultura desses povos.
Além de grandes vantagens o conhecimento da língua possibilita grandes chances no mercado de trabalho e na vida acadêmica do futuro discente. Daí a necessidade de fazer o aluno enxergar a importância do idioma, principalmente os de Escola Pública, em que o ensino dessa língua é demasiadamente precário e refletir a necessidade de aprendê-lo.
Um dos pontos cruciais na aprendizagem da língua é a indagação da afirmação do “mal sei português quanto mais inglês”, porém pode ser considerada completamente errada, pois se visto de um ângulo diferente, a capacidade da aprendizagem está inerente a cada ser humano, basta ter a força de vontade, a motivação para que a aprendizagem seja concreta.
Outro ponto bastante discutido entre o alunado é a diferença um pouco drástica entre o Inglês Americano e o Britânico, uma vez que esse é mais formal e mais fácil de ser compreendido do que aquele. Mas como afirma o linguista brasileiro Marcos Bagno:
Se quisermos ler Shakespeare, aprenda o inglês britânico, porém se quisermos dominar uma língua de uso internacional, aceita em todos os cantos do mundo como veículo de intercâmbio cultural, comercial, diplomático, tecnológico, científico, etc., aprenda o inglês Americano. (IN: BAGNO, M. Preconceito linguístico o que é, como se faz, 1999, p.30).
Se formos mais além, é uma questão simples e fácil, pois se considerarmos os Estados Unidos em relação à Inglaterra perceberemos o quanto os Estados Unidos se desenvolveram como uma das grandes potências mundiais, em contrapartida o inglês falado lá ganhou mais destaque.
A questão pertinente em relação ao inglês mais correto, se o Americano ou Britânico não tem muita relevância, o importante e que o aluno oriundo principalmente da rede pública tenha em mente a necessidade de aprendê-lo e dominá-lo como segunda língua, já que é nesse meio que a aprendizagem do idioma se torna mais escassa, seja por questões culturais, sociais; seja por questões de metodologia do docente, já que para esse tipo de aluno, o “verb to be” se torna um assunto interminável. Não que não haja necessidade de aprendê-lo, mas é preciso levar um aluno a novas descobertas e não estacionar no famoso “verb to be. ”
O aprendizado da língua Estrangeira Moderna, inglês, se levado para o lado social, é a chave para garantir grandes oportunidades na vida em todos os sentidos, pois quem tem o domínio do idioma é visto com olhos diferentes, até por uma questão de “status” diante da sociedade, pois ainda é difícil de ser ver um aluno proveniente da rede pública com o domínio da língua, ainda que com todo o investimento do Governo Federal e Estadual com intercâmbios e cursos de inglês no exterior é uma atitude louvável, pois permite aos discentes o contato com o idioma e a cultura desses povos, entretanto se faz necessário o investimento nas escolas e nos docentes, para que estes possam oferecer uma aprendizagem satisfatória ao alunado.
Em suma, uma das grandes vantagens de ser dominar a língua Inglesa é que não se faz necessário o aprendizado de tantas outras, pois o inglês possibilita a comunicação em qualquer parte do mundo, daí o título de Língua Universal.
2.1. A Questão da Motivação
Por que determinados alunos não se interessam pelo conteúdo exposto em sala de aula? Essa é uma pergunta que cada educador deve fazer em sua rotina dentro da sala de aula.
Entender o aluno e tentar descobrir qual a razão por determinada falta de interesse é papel do professor e assim remediar a situação do aluno, em relação ao conteúdo e levá-lo a entender a importância de se estudar determinada disciplina.
Ao assumir o compromisso com a educação, o profissional da área deve ter consciência da real importância da tarefa que irá realizar. E não apenas sintetizar ao senso-comum do “Eu finjo que ensino e eles fingem que aprendem”.
Educar significa ir além do conteúdo didático-metodológico, é envolver-se com o processo de aprendizagem do aluno, é ter prazer e felicidade ao ver o aluno tomar gosto pela disciplina, e se sentir capaz de seguir adiante.
É certo que para um verdadeiro mestre, apenas transmitir conhecimentos é insuficiente, pois não pode ser um conformista, que ao término da aula acha que cumpriu suas funções e acabou, isto é, de fato antagônico a sua verdadeira função, pois ser professor é amar o que faz, o amor vai sempre além. Nesse caso ele deve ir além de transmitir conhecimento específico, ele deve conduzir o aluno a uma aprendizagem satisfatória, e também ajudar na educação do aluno. O professor deve ser antes de tudo, um educador, um amigo que ao perceber o problema do aluno, procura uma solução para ajudá-lo, sendo assim um pouco psicólogo, que ajude o discente nas reflexões e em suas habilidades. Quando o professor tem comprometimento consigo, com a sociedade, com os alunos e com o ambiente escolar, a educação é capaz de transformar a periclitante atualidade escolar.
“A educação visa transmitir ao indivíduo o patrimônio cultural para integrá-lo na sociedade e nos grupos em que vive. Ela tem por objetivo, portanto, ajustar os indivíduos à sociedade, ao mesmo tempo, que desenvolve suas possibilidades e a própria sociedade. ” Oliveira (1991; p.128).
Daí é provado que apenas repassar o conhecimento parece insuficiente para atingir um resultado esperado por parte do professor em relação aos alunos, não só na área de línguas, mas em todas as outras áreas também.
Compreender quais são os objetivos do aluno, bem como quais suas dificuldades nos conteúdos didáticos são fundamentais para delinear o método de ensino do profissional da área de educação. É necessário que os professores analisem o que desperta a curiosidade do aluno, também no que se refere ao ensino de línguas, mostrando a eles a importância e a utilidade de tal tarefa a ser realizada.
A motivação pode se manifestar no aluno sob duas formas: Motivação intrínseca ou extrínseca. Esta seria aquela que seria voltada para fora do aluno, ou seja, o mesmo estuda por estudar, apenas para ser aprovado no final do ano, não tem um desejo pelos estudos; enquanto a intrínseca, já está incorporada a ele, o mesmo sente vontade por novas descobertas, inovação e pesquisas que possam ser relacionadas com o que se está estudando.
Na maioria dos casos utiliza-se a motivação externa, que seria a extrínseca, com o uso de avaliação por nota, para manter o aluno interessado pelo conteúdo. Porém, despertar o interesse desse aluno, seria mais vantajoso a ter que oferecer nota para que o aluno se sinta interessado pelo conteúdo apresentado, é necessário motivá-lo.
Conforme Coll et al (2004) “o que se deve fazer para motivar o aluno é lançar mão de estratégias que possibilitem motivá-los intrinsicamente. ” Mais uma vez a questão da motivação intrínseca em questão.
Outro fator é que a autonomia do aluno possui impactos positivos no que concerne a motivação, pois se o professor de línguas o tempo todo corrige o aluno acaba por deixá-lo desestimulado, claro que é necessário à correção, mas de uma forma sutil e agradável, levando e mostrando o erro ao aluno, para que o próprio se torne sujeito da sua aprendizagem. Uma abordagem que esteja coerente com o ambiente escolar e a realidade social do educando acaba por garantir resultados mais satisfatórios na absorção do conhecimento.
É certo que a motivação é um dos fatores mais importantes no processo de ensino-aprendizagem, é ela umas das formas prioritárias para que o aluno consiga um bom desempenho escolar, e então, é nesse sentido que levamos o discente a ter prazer em aprender alguma coisa, principalmente ao que dá ênfase à pesquisa, que é a língua estrangeira, sobretudo a língua Inglesa.
Mas para que haja uma aprendizagem satisfatória é somente papel do docente? Com certeza, não é somente papel do professor para que essa meta seja alcançada, é também um querer um do aluno, a vontade deste em aprender, pois como afirma Tapia e Fita “Toda mobilização cognitiva que a aprendizagem requer precisa nascer de um interesse, de uma necessidade de saber, de um querer alcançar determinadas metas. ” (Tapia e Fita, 2000)
Nesse mesmo sentido, Nérici afirma que “Motivação é fator decisivo no processo de aprendizagem e não poderá haver, por parte do professor, direção de aprendizagem se o aluno não estiver motivado” (Nérici, p.183,1968)
De todos os pressupostos referentes à motivação, fica claro que ele é fundamental para direcionar o trabalho docente, mas será impossível para esse mesmo docente os resultados positivos se o referido aluno não quiser, não adianta o professor usar de didáticas diferenciadas, métodos mais aprofundados, se o discente não procura se voltar a matéria em questão, por isso, seria de grande valia se o alunado fizesse uso da motivação intrínseca no seu processo de construção do conhecimento, para que assim, os resultados alcançados sejam plausíveis.
Outra questão é que é necessário que docentes e discentes atuem de uma forma interacionista no aprendizado de língua estrangeira ou qualquer outra disciplina, pois as interações sociais em sala de aula possibilitam a aproximação entre aluno e professor e assim, torna o trabalho do mestre mais motivante, e a aprendizagem para o aluno mais prazerosa, pois permite que ambos descubram a melhor maneira de ser construir o caminho para a aprendizagem.
2.2. Metodologia de Ensino: Escola Pública e Escola Particular
A língua Inglesa é vista como uma disciplina que faz parte do currículo escolar, e mesmo assim, muitos alunos se perguntam qual a razão de estudá-la se não vão usar como língua no Brasil ou se não vão aos Estados Unidos, resumindo o idioma apenas aos Estados Unidos e esquecendo-se da primazia de língua universal que a língua inglesa carrega.
Os alunos estão interessados e preocupados unicamente com a aprovação no final do ano letivo, não dando importância à disciplina ou demonstrando total repúdio a mesma.
Voltando-se para a análise da questão da metodologia de ensino na Escola Pública, percebe-se que há um grande desestímulo relacionado ao discente em relação às aulas de língua estrangeira, pois essas aulas são quase sempre monótonas e com exposição pelo professor no quadro, não dando brechas para a interação professor-aluno, e assim, a aprendizagem do idioma torna-se chata e sem interesse para o alunado que sente desmotivado e nesse momento passa a enxergar barreiras para o idioma já que o professor não consegue tornar as aulas mais agradáveis e o conteúdo didático quase sempre é focado no “verb to be”,tornando-se um assunto infindável para o aluno, já que esse é visto em quase todos os anos letivos, dando a entender que não há nada de interessante a ser ensinado na língua, quando na verdade o aprendizado da língua inglesa não deve ser focado apenas ao verb to be, ou questões gramaticais.
Outra razão é a falta de interesse por parte dos docentes, devido a vários fatores que comprometem o ensino da língua, deixando-os também desestimulados e sem falta de interesse por uma metodologia diferenciada, preferindo a tradicional aula expositiva a métodos diferenciados em sua prática pedagógica. É sabido que em muitas escolas da rede pública a falta de material chega ao extremo, daí à falta de motivação e o desinteresse de capacitação dos docentes, pois se estes são submetidos a tais situações de trabalho, certamente não haverá interesse em capacitar-se. Muitos dos docentes de língua estrangeira com foco em língua inglesa, nem sequer domina o idioma, simplesmente porque possui a licenciatura em Letras português-inglês é posto para lecionar o idioma, e se formos mais adiante muitos desses docentes nem tiveram uma boa preparação advinda da universidade ou faculdade em que cursaram o curso de Letras, então, como o ensinamento da língua inglesa poderá fluir sem nem ao menos há professores capacitados para lecionar o idioma.
Em contrapartida, se for observada a rede particular de ensino, pode-se dizer que o universo é outro, alunos bem preparados e professores com alto nível para oferecer a esses discentes uma educação diferenciada. Muitos desses docentes com proficiência no idioma, cursos no exterior, pós-graduados e muitas vezes até doutores, daí o investimento em didáticas e procedimentos metodológicos diferenciados, proporcionando ao aluno diferentes caminhos para se chegar ao conhecimento. Vale salientar também que muitos desses alunos possuem uma vivência com o idioma o que torna a aprendizagem um pouco mais acessível a estes, enquanto os alunos da rede pública muitas vezes não sabem contar de um a dez em inglês.
Qual seria a razão de tanta disparidade no ensino de línguas, será que estamos vivendo em dois “Brasis?” Certamente não, o que falta é o empenho das autoridades competentes para tentar amenizar essa situação tão lastimável na rede de ensino público, não basta o investimento apenas em intercâmbios como acontece com o Governo do Estado de Pernambuco, em que os alunos oriundos da rede estadual, através de uma seleção são premiados a cursar um semestre no exterior como aprimoramento da língua escolhido e si de um modo geral, investir nos professores, capacitá-los para que só assim possam oferecer um ensino um pouco igualitário com a rede privada.
Acredita-se que se deve buscar meios para um melhor aproveitamento da difícil situação em que se encontra o ensino de línguas no cenário atual, principalmente quando a ênfase está direcionada à escola pública, pois é de grande importância evitar o fracasso na educação referente ao aprendizado de línguas na escola, para que se possa acabar de uma vez por toda com a falsa analogia de que língua estrangeira só aprende fora da escola, quando na verdade, a aprendizagem se inicia na escola, mas devido à escassez de oportunidades melhores a prática do idioma, que se opta por escola especializadas, ou seja, os famosos cursos de idioma, que devido a demanda pelo aprendizado do inglês, a cada ano torna-se procurado por muitos alunos para preencher a lacuna deixada pelas escolas de ensino regular.
O aluno ao aprender um idioma, seja ele qual for, deve ser focado a fluência das quatro habilidades desse idioma para um bom início de aprendizagem da língua que seria: ler, escrever, ouvir e falar no idioma escolhido; coisa que não acontece no ensino regular, principalmente na rede pública, em que a preferência é dada a aspectos gramaticais descontextualizados, sem muitas vezes nem ao menos o direito de saber a pronúncia da palavra, e se for mencionar o ensino de vocabulário, de fato seria uma lenda, pois se estes alunos muitas vezes não conseguem contar de um a dez, quanto mais a interpretação textual em língua inglesa. Mas, a aprendizagem do vocabulário está atrelada a exercícios de tradução e para tal a atividade com textos em língua inglesa é valiosíssima.
Um ponto bastante importante é que quando há professores competentes na rede pública que estejam engajados para mudar a realidade do idioma, muitos alunos não querem, ou torna o trabalho do docente difícil, pois é bem sabido que a questão da indisciplina não é focada apenas no setor público, também pode ser vista na rede privada, porém é na rede pública que se torna mais acentuada, talvez por questões sociais referentes à realidade de vida desse alunado. Entretanto, não será por causa desse fator negativo que a cada dia invade o setor educacional que professores compromissados em mudar a realidade vivida na área de idiomas, percam a motivação e o desejo por mudar as regras desse quebra-cabeça tão difícil na vivência desses alunos. Outra forma pelo desinteresse de aprendizagem do aluno da rede pública é a ideia focada em sua cabeça que a aprendizagem do idioma para si, é como se fosse algo difícil e impossível de ser alcançada, pois se uma escola que muitas vezes faltam livros e até piloto para se lecionar de uma forma tradicional professor-quadro-aluno é quase que impossível alcançar resultados positivos, por mais que o docente esteja empolgado e engajado acaba se desgastando e perdendo a motivação, pois não podemos deixar de lado que tudo é levado pela motivação.
Com todos esses problemas apontados na escola pública, é bom salientar quem nem todas são assim, podemos pegar espaço no que diz Harmer (1991) devem-se treinar os alunos a serem bons aprendizes, a decidirem sobre o que fazer e como melhor estudar utilizando seus próprios recursos, ou seja, mesmo que a escola não disponha de material suficiente, se o aluno está moldado à concepção intrínseca, certamente buscará meios para uma aprendizagem positiva.
Nessas condições o ensino de língua deve ser reforçado com um auto estudo para que o que foi ensinado seja automatizado pelo discente. É certo que o professor não pode ensinar tudo ao aluno, mas também é certo que este o direciona e o conduz ao caminho do seu próprio aprendizado, sendo capaz de ser um sujeito ativo na sociedade e não um ser alienado sem opinião própria.
É nessa linha teórica que Piaget (In: Nunes, A; Silveira. R, 2009) afirma que o aluno deve ser um sujeito ativo, sendo capaz de comparar, avaliar, excluir, ordenar, categorizar e formular hipóteses. Nesse contexto, é certo dizer que o aluno ativo não seria aquele que age como um sujeito assujeitado linguisticamente falando, o aluno é construtor de sua aprendizagem e para isso o papel do docente é não agir com uma postura radical, uma postura tradicionalista que só a ele é dado todo o poder do conhecimento, o sabe tudo, sem ao menos dar chance a ouvir argumentos adotados pelo aluno, pois é na troca de conhecimentos entre aluno e professor que se constrói o caminho da aprendizagem, as relações interacionistas é que fundamentam espaço para a criação de novas propostas metodológicas e direcionam o trabalho docente, pois o professor é um aprendiz permanente, um construtor de sentidos e também um avaliador, e, sobretudo um cooperador e organizador da aprendizagem de seus discentes.
É o professor certamente uma das figuras principais no cenário da educação é através dele que hoje se tem grandes cientistas, médicos, engenheiros e tantas outras profissões, mesmo sendo uma atividade de tão pouco prestígio dentro da sociedade atual é esse profissional que com certeza ajuda para o progresso da nação através da educação; educação essa tão precária na nação brasileira, e é claro que não haveria professores se também não houvesse a figura central dessa história que é sem dúvida o discente.
De uma forma mais ampla, o professor é sujeito da sua própria formação e deve buscar em si próprio meio eficaz e sentido para o que faz sem deixar de apontar com certeza novos sentidos para a prática pedagógica, que de fato é a questão da aprendizagem voltada ao aluno, ou seja, aquela adorável amiga chamada de metodologia de ensino adotada pelo mestre em sua prática de ensino.
2.3. A Aquisição de Segunda Língua com Ênfase na Língua Inglesa
A aquisição da língua materna é diferenciada e diferente de aquisição de língua estrangeira. A aquisição de segunda língua descreve a aquisição natural em país em que se fala a língua-alvo; já aquisição de língua estrangeira refere-se a casos em que a aprendizagem acontece em situações formais de aprendizagem dentro de uma sala de aula de língua estrangeira em países em que não é a língua-alvo. (In: Dias, Luzia Schalkoski; Gomes, Maria Lúcia de Castro, p.147).
A aprendizagem de uma língua estrangeira e concomitantemente sua aquisição deve ser encarada com o estudo reforçado e auto estudo do idioma, constantemente aos discentes como forma de alcançar a proficiência e assim criar um novo sistema de linguagem incorporado a si.
Com isso, uma das grandes preocupações de professores de língua estrangeira, principalmente à língua em questão aqui, é fazer o aluno compreender e pensar no idioma escolhido quando esses se comunicam em linguagem oral no idioma, pois o aluno tende a pensar na língua materna quando estes se comunicam em inglês, pois se formos considerar alguns aspectos gramaticais peculiares aos dois idiomas percebem-se algumas diferenças entre eles, é óbvio que como acontece em qualquer língua, com seu sistema fonético-fonológico, gramatical e morfossintático diferentes.
Voltando a comparação entre a língua portuguesa e a língua inglesa no que tange às peculiaridades em relação ao sistema gramatical, poder-se-ia comparar a posição do adjetivo em frases nos dois idiomas, em que o adjetivo em frases em língua inglesa é colocado anteposto ao sujeito e ao substantivo; enquanto que na língua materna mencionada aqui, a língua portuguesa, este é colocado posposto ao sujeito e ao substantivo, essa é apenas uma das muitas diferenças entre ambos.
Como exemplo, para enfatizar, tomemos como exemplo a seguinte frase: A menina é bonita, em que numa simples análise gramatical, teríamos a Menina como substantivo e o bonito como adjetivo da frase, em que é posto após o substantivo; essa mesma frase em inglês, teríamos “The beautiful girl, ” em que o “beautiful” é o adjetivo que está anteposto ao substantivo “girl”, daí a necessidade de fazer o aluno não pensar em português.
Poderia dizer então que o processo de aquisição de uma língua estrangeira, é complexo, diverso e repleto de fatores e variáveis relacionados a ele, já que isso acontece dentro de um processo não-natural, ou seja, a aprendizagem dar-se-á dentro de cursos de língua estrangeira. Logo, o aluno vai incorporando a aprendizagem da língua a si, adquirindo a fluência até chegar à proficiência e, assim incorporar a aquisição de modo natural e paulatinamente.
Por que será que as pessoas mais abastardas optam pela aprendizagem de uma língua estrangeira no país de origem dessa língua, ou quando se é estudada no Brasil muitos fazem intercâmbio? Essa pergunta seria respondida de uma forma simples, é para que a aquisição do idioma aconteça de modo natural, já que o aprendiz estará em frente à cultura desse povo e terá mais acesso em pôr em prática o conhecimento adquirido através da linguagem oral, já que no Brasil é mais difícil comunicar-se o tempo todo em inglês. Esta seria uma das formas de se aprender o idioma de um modo eficaz e sem tanto trabalho de se prender a regras gramaticais e a cursos de idioma, uma vez que o aluno será forçado a aprender e se comunicar de forma natural. Mesmo sem ser preciso decorar as regras para se aprender o idioma, pois muitos alunos acham que aprendendo a gramática da língua aprende-se o idioma, e isso é um fato negável, é necessário sim que discentes mesmos aprendendo o idioma no país em que o idioma é falado, que o mesmo tenha domínio ou um pouco de conhecimento das regras gramaticais da língua em questão, como já foi dito antes, por razões de discrepâncias nas regras gramaticais, fonético-fonológicas e morfossintáticas. Uma vez que, comparando a aprendizagem da língua materna por um indivíduo nascido no país de origem, o conhecimento gramatical não é tão necessário em relação às questões de oralidade, já que todo e qualquer indivíduo possui em seu cérebro sua própria gramática, o que chamaríamos de gramática interna. Já dentro dos moldes da linguagem mais rebuscada e culta é preciso de certa forma fazer uso do domínio gramatical.
Nessa perspectiva, o uso da gramática interna não acontece com indivíduo que está aprendendo uma língua estrangeira, daí a necessidade de certo domínio em relação a essas regras, até por uma questão de conhecimento do sistema gramatical da língua estudada.
Comparando essas questões, podemos afirmar que a aquisição da língua estrangeira não é totalmente uniforme, em alguns aspectos apresenta semelhanças com a língua materna em outros não. Essas semelhanças podem ser vistas no esquema da construção das frases, já que segue a mesma estrutura em português: sujeito, verbo, complemento.
Outra questão bastante importante é que se aluno é um conhecedor do seu idioma o processo de aprendizagem tornar-se-á mais fácil e prazeroso, já por questões de afinidade com o idioma, visto que as peculiaridades entre as línguas podem não ser muitas, mas existem, daí um passo positivo a quem já tem um conhecimento prévio do idioma estudado e mais ainda do conhecimento mesmo que superficial do seu idioma de origem.
A aquisição da língua materna acontece de modo natural, já que é a língua de origem do discente, e a partir daí é incorporada a cultura, os costumes dos povos, as habilidades sociais e cognitivas para o desenvolvimento da linguagem, coisa que não ocorre na mesma sequência quando se é comparada com a língua estrangeira, pois as habilidades sociais e cognitivas do aluno já estão formadas em seu cérebro. Com a aprendizagem de outra língua essa habilidade teria que ser quebrada, ou seja, certo tipo de lavagem cerebral para assim serem incorporadas as regras do idioma escolhido, visto que as muitas diferenças existem e devem ser apreendidas pelo aluno nas habilidades de uso da linguagem oral, para que o mesmo alcance a fluência e não hesite em falar em língua estrangeira ou fale comparando em português, como já foi provado aqui, seria uma questão infundável para o aluno a comunicação em inglês pensando em frases e sentenças como em português.
Outro ponto bastante discutido entre os alunos em relação à aprendizagem da língua inglesa e a fluência é o que diz respeito à idade, por que pessoas com menos idades têm vantagens sobre a pronúncia perfeita das palavras e dominar o idioma com mais exatidão do que adultos ou adolescentes? Isso acontece porque na criança a linguagem está em formação e está exposta a ambientes com nativos tende a aprender com mais fluência, logo o sotaque é idêntico ao do nativo; enquanto um adulto raramente dominará o idioma com a mesma exatidão. Porém, isso não quer dizer que uma pessoa adulta ou adolescente não sejam capazes de se comunicar em língua estrangeira, pelo contrário há muitos que se comunicam até com certa perfeição, “embora muitas vezes o sotaque, a escolha das palavras, a estrutura das sentenças produzidas geralmente denunciam a origem do falante”. (In: Dias, Luzia; Gomes, Maria, p.154)
Com isso pode-se afirmar que alunos crianças em fases iniciais tendem a conseguir a fluência com mais facilidade, e quando adulto quase não se há de perceber de fato sua origem no que diz respeito ao sotaque em relação à língua materna, por outro lado um adulto ou adolescente tende a aprender mais facilmente e ter sucesso em aspectos gramaticais e formais do idioma.
Com tudo isso, pode-se afirmar com toda convicção de que qualquer pessoa, sem se prender a idade são capazes do alto domínio em língua inglesa ou qualquer outra língua estrangeira, mesmo alunos provenientes de escolas públicas, como foi dito, que acham que são incapazes de dominar a língua inglesa. É certo que as crianças aprendem com mais qualidade, em contrapartida, adultos e adolescentes aprendem mais rapidamente.
2.4. E Sobre os Métodos, Qual é o Mais Eficaz Dentro da Concepção do Ensino da Língua Inglesa?
Para que o aluno alcance a proficiência e obtenha ao menos possível a assimilação da língua, o docente se valerá de alguns métodos e abordagens em sua prática de ensino de línguas, especificamente a língua inglesa para que essa meta seja alcançada de forma positiva.
Sabe-se que muitos métodos foram surgindo ao longo do caminho da aprendizagem de línguas, mas cabe a cada docente analisar a situação de sua sala de aula, de seus alunos e o contexto social a que estão inseridos e escolher o método que se adeque ao nível da turma e a prática docente, pois não adianta a qualificação em massa do docente se a parte principal é falha, a didática certa dentro do método coreto para conduzir o aluno a aprendizagem.
A abordagem escolhida pelo docente deve condizer com as técnicas usadas em sala de aula, aquela que melhor satisfaça o aluno no que diz respeito à aprendizagem. Se o método adotado foi o correto, haverá uma resposta positiva por partes dos discentes, pois os mesmos se mostrarão concentrados na sala de aula e motivados em aprender o idioma, entretanto, se for o contrário, os mesmos estarão desconcentrados, desmotivados sem mostrar muito interesse à aula e ao trabalho do professor em fazê-los aprender o idioma.
Como parte interessada, vale apenas mencionar alguns métodos importantes usados em práticas docentes, alguns até mesmos arcaicos, mas muito presentes em salas de aula de língua inglesa, principalmente em escolas públicas.
O método audiolíngual que mesmo sendo ultrapassado foi muito usado entre professores de língua inglesa, tinha como meta treinar a pronúncia e a estrutura da língua, tendo o professor o papel de guiar o aluno a fonte da linguagem, entretanto o aluno tinha papel limitado ao reagir com o professor, logo seria um método falho.
Outro método bastante conhecido e ensinado ainda em muitas escolas é o método gramatical que consistia em ensinar regras gramaticais e listas de vocabulário ao aluno com ênfase na tradução. Entretanto, a aprendizagem da língua vai além do que ensinar listas de vocabulário e regras gramaticais, porém esse método ainda é usado em algumas escolas, principalmente na rede Pública.
O método audiolingual também esteve muito presente em escolas de idiomas por dar ênfase também aos diálogos em língua inglesa. O método Behaviorista consiste na teoria de Skinner no que diz respeito ao estímulo-resposta, esse método foca os alunos em atividades de imitação e repetição para que os alunos alcancem a perfeição na pronúncia através de atividades conhecidas como “drills”, mesmo seguindo as concepções de Skinner não seria o mais adequado na aprendizagem de idiomas, pois é necessário que o aluno também seja exposto a comunicação oral real, com professores e alunos dentro da sala de aula, e não apenas ouvir meros diálogos já formados e repetidos.
Sabe-se que existem muitos outros métodos e abordagens, mas só alguns foram abordados aqui, mas qual seria o melhor método, o mais correto na aprendizagem do aluno? Certamente não há o mais correto e o mais certinho, o docente é que deve se valer do seu conhecimento e conhecendo a sua turma fazer uma auto avaliação do aluno e prever qual seria o melhor método para ser usado, mesmo que o escolhido não seja o correto, vale as tentativas até se chegar ao mais adequado a turma e com isso a aprendizagem do aluno se torne prazerosa e positiva e o sucesso no ensino da língua inglesa torne-se eficaz.
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O ensino da língua inglesa tem ganhado espaço privilegiado no mundo moderno. Se fosse feita uma viagem ao passado, percebemos que era a língua francesa a língua de grande notoriedade. Entretanto, com os avanços tecnológicos de uma das grandes potências mundiais, os Estados Unidos, que o inglês passou a ganhar notoriedade principalmente no mundo dos negócios, do cinema e tantas outras coisas.
O ensino da língua inglesa deve ser encarado como algo importante na vida do discente, e não deve ser encarado apenas como uma matéria a mais para ser estudada e como consequência obter a aprovação.
Nessa pesquisa foi visto coisas importantes em relação à prática pedagógica presentes em muitos docentes, além da ênfase dada à questão da motivação, da aquisição de língua estrangeira e a importância do idioma. Uma das formas importantes como foi mostrado ao trabalho docente é a questão do método adotado por ele, pois esta influência bastante na ministração das aulas e no aprendizado dos discentes.
Para que ocorra uma comunicação positiva em língua estrangeira é preciso fazer uso de várias práticas e uma delas com certeza é o método escolhido, pois com isso o processo tem condições essenciais de mantê-los motivados e em constante sintonia com a aprendizagem, sem estas condições é quase que impossível alcançar resultados positivos na prática docente tanto com professores de escolas públicas ou privadas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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1 Graduado em Letras Português e Inglês (Licenciatura) pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Pós-graduado em Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e Estrangeira e Gestão Escolar, supervisão e Orientação.
2 Graduada em Educação Física (Licenciatura) Pela Universidade de Pernambuco (UPE). Pós-graduada em Educação Física Adaptada pela mesma Universidade.
3 Graduada em Letras Português pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Pós-graduada em Linguística Aplicada a Práticas discursivas pela Unifafire.