NÍVEL DE CONHECIMENTO DE MULHERES PÓS-DIAGNÓSTICO DE CÂNCER DE MAMA SOBRE OS BENEFÍCIOS DA FISIOTERAPIA EM ONCOLOGIA: UM ESTUDO TRANSVERSAL

LEVEL OF KNOWLEDGE AMONG WOMEN AFTER A BREAST CANCER DIAGNOSIS REGARDING THE BENEFITS OF PHYSICAL THERAPY IN ONCOLOGY: A CROSS-SECTIONAL STUDY

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/780677078

RESUMO
Introdução: O câncer de mama é a neoplasia maligna mais incidente entre mulheres no mundo, representando um importante problema de saúde pública devido às elevadas taxas de morbidade e mortalidade. O tratamento pode ocasionar repercussões físicas e funcionais significativas, tornando a fisioterapia oncológica essencial na prevenção e reabilitação dessas complicações. Entretanto, muitas mulheres ainda apresentam conhecimento limitado sobre os benefícios da fisioterapia durante e após o tratamento. Objetivo: Identificar o nível de conhecimento de mulheres pós-diagnóstico de câncer de mama sobre os benefícios da fisioterapia em oncologia. Métodos: Estudo transversal, descritivo, com abordagem quantitativa, realizado com mulheres diagnosticadas com câncer de mama residentes em Teresina-PI. A coleta de dados ocorreu por meio de questionário online. Resultados: Participaram 88 mulheres, com predominância de participantes com 50 anos ou mais (65,8%). Observou-se associação significativa entre o conhecimento sobre os benefícios da fisioterapia e fatores como idade, orientação médica, encaminhamento para fisioterapia e realização de acompanhamento fisioterapêutico durante o tratamento. Mulheres mais jovens e orientadas por profissionais de saúde apresentaram maior conhecimento sobre a atuação fisioterapêutica. Conclusão: O conhecimento sobre os benefícios da fisioterapia em oncologia ainda é limitado entre parte das participantes, principalmente entre mulheres mais velhas. A orientação médica e o encaminhamento precoce mostraram-se importantes para ampliar o conhecimento e valorizar a fisioterapia no tratamento do câncer de mama.
Palavras-chave: Câncer de mama; Fisioterapia em Oncologia; Reabilitação; Conhecimento em Saúde; Qualidade de Vida.

ABSTRACT
Introduction: Breast cancer is the most prevalent malignant neoplasm among women worldwide and represents a major public health issue due to its high morbidity and mortality rates. Treatment may lead to significant physical and functional impairments, making oncologic physical therapy essential for the prevention and rehabilitation of these complications. However, many women still have limited knowledge regarding the benefits of physical therapy during and after breast cancer treatment. Objective: To identify the level of knowledge of women after a breast cancer diagnosis regarding the benefits of oncologic physical therapy. Methods: This was a cross-sectional, descriptive study with a quantitative approach, conducted with women diagnosed with breast cancer living in Teresina-PI, Brazil. Data collection was performed through an online questionnaire. Results: A total of 88 women participated in the study, with a predominance of participants aged 50 years or older (65.8%). A significant association was observed between knowledge about the benefits of physical therapy and factors such as age, medical guidance, referral to physical therapy, and undergoing physical therapy during treatment. Younger women and those who received guidance from healthcare professionals demonstrated greater knowledge regarding the role of physical therapy. Conclusion: Knowledge about the benefits of oncologic physical therapy is still limited among part of the participants, especially older women. Medical guidance and early referral were shown to be important factors in increasing knowledge and valuing physical therapy in breast cancer treatment.
Keywords: Breast cancer; Physical Therapy in Oncology; Rehabilitation; Health Literacy; Quality of Life.

1. INTRODUÇÃO

O câncer de mama é caracterizado pela proliferação desordenada de células do tecido mamário, geralmente originadas nos ductos ou lóbulos da mama, apresentando alta capacidade de invasão de tecidos adjacentes e disseminação para órgãos distantes por meio de processos metastáticos (Instituto Nacional de Câncer [INCA], 2023; American Cancer Society [ACS], 2022). Esta patologia configura-se como a neoplasia maligna mais incidente entre as mulheres em todo o mundo, excluindo-se os cânceres de pele não melanoma, representando um dos maiores desafios de saúde pública contemporâneos devido às elevadas taxas de morbidade e mortalidade a ela associadas. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS, 2025), apenas em 2022, a doença foi responsável por aproximadamente 670 mil óbitos globalmente, sendo o tipo de câncer mais frequente entre o público feminino em 157 dos 185 países avaliados.

O manejo terapêutico do câncer de mama exige uma abordagem multiprofissional e interdisciplinar, podendo incluir intervenções como cirurgia (mastectomias ou cirurgias conservadoras), quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e imunoterapias específicas. Se por um lado essas modalidades elevaram significativamente as taxas de sobrevida e o prognóstico clínico, por outro, elas impõem ao organismo repercussões físicas, funcionais, emocionais e sociais de grande monta. Entre as complicações mais prevalentes no período pós-diagnóstico e terapêutico, destacam-se o linfedema secundário, a dor crônica, a redução da amplitude de movimento (ADM) do complexo articular do ombro, a perda de força muscular ipsilateral, a fadiga oncológica e as alterações posturais compensatórias (Camargo et al., 2019; Ferreira; Silva, 2021). Tais sequelas não apenas limitam a execução de Atividades de Vida Diária (AVD), mas também impactam severamente a autoestima, a autoimagem e a qualidade de vida das mulheres (Mastrangelli et al., 2025).

Nesse contexto, a fisioterapia em oncologia desempenha um papel fundamental, atuando desde a prevenção de agravos até a reabilitação funcional complexa. A intervenção fisioterapêutica utiliza recursos como cinesioterapia respiratória e motora, exercícios de ganho de ADM, fortalecimento muscular progressivo, drenagem linfática manual e técnicas de terapia manual para o manejo de cicatrizes e aderências. Essas condutas visam a recuperação da funcionalidade e a promoção da independência, permitindo que a paciente retorne com segurança às suas atividades cotidianas e sociais (Kannan, 2022). Além dos benefícios biomecânicos, estudos recentes reforçam que a fisioterapia, quando iniciada precocemente, reduz os níveis de ansiedade e depressão ao devolver à paciente a percepção de controle sobre o próprio corpo (INCA, 2023).

Todavia, apesar do robusto corpo de evidências científicas que sustenta a eficácia da reabilitação física, observa-se na prática clínica uma lacuna persistente: muitas pacientes ainda possuem um conhecimento limitado ou fragmentado sobre os benefícios da fisioterapia. Essa carência de informação muitas vezes resulta em uma baixa adesão ao tratamento ou, o que é mais grave, em uma busca tardia por auxílio especializado, quando as sequelas físicas já se encontram em estágios crônicos ou irreversíveis (Ferreira et al., 2020). O nível de conhecimento da mulher sobre sua condição é influenciado por diversos determinantes, incluindo a faixa etária — com grupos mais idosos demonstrando maior desconhecimento — e, crucialmente, o grau de orientação fornecido pela equipe médica durante o percurso oncológico.

A educação em saúde, mediada por médicos e fisioterapeutas, é um instrumento vital para converter o conhecimento em adesão ao tratamento. Em contextos como o de Teresina, onde o modelo assistencial ainda foca excessivamente em intervenções medicamentosas e cirúrgicas, avaliar o nível de informação das pacientes é o passo inicial para mitigar falhas de comunicação e promover um cuidado oncológico integral e humanizado (Rêgo, 2013)

Dessa forma, investigar o nível de conhecimento de mulheres pós-diagnóstico de câncer de mama sobre os benefícios da fisioterapia em oncologia torna-se essencial para subsidiar estratégias educativas mais eficazes e protocolos de encaminhamento mais ágeis. Os resultados deste estudo pretendem não apenas evidenciar lacunas informacionais, mas também promover a valorização da atuação fisioterapêutica como um pilar indispensável e indissociável no cuidado multidisciplinar em oncologia, além de possibilitar a ampliação da autonomia das pacientes e promover um cuidado integral e humanizado (Kivistik, 2025).

Portanto, o presente estudo tem como objetivo identificar o nível de conhecimento de mulheres pós-diagnóstico de câncer de mama sobre os benefícios da fisioterapia em oncologia, contribuindo para a melhoria das práticas assistenciais locais, a ampliação do acesso à informação e o fortalecimento das estratégias de educação em saúde voltadas à autonomia e qualidade de vida das pacientes.

2. METODOLOGIA

2.1. Desenho do Estudo

A presente pesquisa se caracteriza como um estudo descritivo, observacional, de delineamento transversal, com abordagem quantitativa, realizado na cidade de Teresina-PI no período de fevereiro a março de 2026.

2.2. População e Amostra

O público-alvo do estudo foi composto por mulheres com idade igual ou superior a 18 anos, diagnosticadas com câncer de mama e residentes na cidade de Teresina-PI. Para a determinação do tamanho da amostra, foi utilizada como base a estimativa mais recente (para 2023) de incidência de câncer de mama no estado do Piauí, disponibilizada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), principal órgão nacional de referência em dados oncológicos. A partir dessa estimativa estadual, foi realizada uma projeção para o município de Teresina-PI, estimando-se aproximadamente 330 novos casos anuais em mulheres. Assim, para fins de cálculo, considerou-se este valor como representativo da população-alvo (N = 330).

Para o cálculo amostral, foi utilizada a fórmula para populações finitas, adotando os seguintes parâmetros estatísticos:

  • População Estimada (N) = 330 mulheres;

  • Nível de Confiança de 95% (Z = 1,96);

  • Margem de Erro (E) de 5% (0,05);

  • Proporção esperada (p) = 0,5 (50%), adotada na ausência de estimativas prévias específicas para a população estudada, de modo a maximizar o tamanho amostral e garantir representatividade.

Com base nesses parâmetros, aplicou-se a fórmula:

n = [ N × Z 2 × p × ( 1 p ) ] E 2 × ( N 1 ) + Z 2 × p × ( 1 p )

Onde:

  • n = tamanho da amostra

  • N = tamanho da população (330)

  • Z = valor Z para o nível de confiança de 95% (1,96)

  • p = prevalência estimada (0,5)

  • E = margem de erro (0,05)

Assim, obteve-se o seguinte resultado:

n = [ 330 × 1,96 2 × 0,5 × ( 1 0,5 ) ] 0,05 2 × ( 330 1 ) + 1,96 2 × 0,5 × ( 1 0,5 )
n = 330 × 3,8416 × 0,25 0,0025 × 329 + 3,8416 × 0,25
n = 330 × 0,9604 0,8225 + 0,9604
n = 316,932 1,7829
n = 177,7
n 178

Dessa forma, o tamanho amostral mínimo calculado foi de 178 mulheres. Considerando a possibilidade de perdas, recusas ou exclusões durante a coleta de dados, optou-se por acrescer 15% ao valor obtido, estabelecendo uma meta de recrutamento de aproximadamente 205 participantes necessárias para o estudo.

A seleção das participantes foi realizada inicialmente por amostragem por conveniência, com a divulgação do questionário (Apêndice A) em redes sociais e aplicação da técnica de amostragem do tipo “bola de neve”, na qual as participantes eram incentivadas a compartilhar o instrumento com outras mulheres que atendessem aos critérios de inclusão.

Adicionalmente, buscou-se autorização de instituições e clínicas oncológicas para realização da divulgação do questionário de forma presencial nesses locais, considerando que concentram o público-alvo da pesquisa. A proposta consistia na abordagem direta das pacientes nesses ambientes, com o objetivo de apresentar o estudo e convidá-las a responder ao questionário online. No entanto, houve limitação na obtenção dessas autorizações, sendo possível a realização dessa estratégia apenas na Fundação Maria Carvalho Santos, uma instituição sem fins lucrativos com sede em Teresina-PI. Ao todo, foram obtidas 124 respostas ao questionário. Após a aplicação dos critérios de exclusão, a amostra final foi composta por 88 participantes.

2.3. Critérios de Elegibilidade

Para o desenvolvimento da pesquisa foram incluídas mulheres que:

  • Possuíam idade superior ou igual a 18 anos, visto que, a partir da maioridade legal, as participantes possuem plena capacidade civil para consentir livremente sua participação em pesquisas, assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE);

  • Concordaram em participar da pesquisa, sendo previamente esclarecidas quanto a todos os objetivos do estudo.

Foram excluídas da pesquisa mulheres que:

  • Apresentaram outros tipos de câncer, o que prejudica a homogeneidade da amostra, causando vieses que possam comprometer a análise dos resultados.

  • Estavam em estado clínico que impedia sua participação no momento da abordagem, como por exemplo, em condição instável.

2.4. Instrumento de Coleta de Dados

A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário estruturado (Apêndice A), elaborado pelas pesquisadoras e disponibilizado na plataforma Google Forms, de forma online e anônima. O instrumento foi composto por questões objetivas divididas em três seções: dados sociodemográficos (idade e escolaridade), informações clínicas relacionadas ao câncer de mama (tempo desde o diagnóstico, tipo de tratamento realizado e acompanhamento em serviços de saúde), e questões específicas relacionadas ao nível de conhecimento das participantes acerca dos benefícios da fisioterapia em oncologia.

As perguntas abordaram aspectos como o papel da fisioterapia no manejo do linfedema, na melhora da função do membro superior, no controle da dor, na redução da fadiga e na promoção da qualidade de vida. O tempo médio estimado para preenchimento do questionário foi de aproximadamente 10 minutos.

2.5. Procedimento de Coleta

O questionário foi disponibilizado por meio de link eletrônico, sendo compartilhado através de aplicativos de mensagens e redes sociais, permitindo o acesso remoto pelas participantes. Além disso, quando necessário, foram disponibilizadas versões impressas do instrumento para mulheres que não possuíam acesso à internet, com o objetivo de ampliar a abrangência da coleta de dados.

Antes do início do preenchimento, todas as participantes tiveram acesso ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), sendo a participação condicionada à concordância voluntária. A coleta de dados ocorreu no período de fevereiro a março de 2026, com tempo médio estimado de 10 minutos para o preenchimento do questionário.

2.6. Análise Estatística

Para o desenvolvimento do estudo, foram utilizados dados coletados de 88 mulheres com diagnóstico de câncer de mama, residentes em Teresina-PI. A pesquisa teve como objetivo analisar o nível de conhecimento dessas mulheres em relação aos benefícios da fisioterapia em oncologia, bem como verificar possíveis associações entre esse conhecimento e outras variáveis investigadas.

As análises estatísticas foram realizadas no software R (versão 4.5.2), amplamente utilizado para análises estatísticas e manipulação de dados em pesquisas científicas (R Core Team, 2023). Inicialmente, foram conduzidas análises descritivas, por meio do cálculo de frequências absolutas e relativas (proporções), com o intuito de caracterizar a amostra e descrever a distribuição das respostas para as variáveis de interesse (Triola, 2017).

Posteriormente, foram realizadas análises inferenciais com o objetivo de verificar a existência de associação entre o nível de conhecimento sobre os benefícios da fisioterapia e as demais variáveis estudadas. Para isso, utilizou-se o Teste exato de Fisher, apropriado para análise de associação entre variáveis categóricas, especialmente em situações com tamanhos amostrais reduzidos ou com frequências esperadas baixas em algumas categorias (Agresti, 2007; Pagano; Gauvreau, 2004).

O teste exato de Fisher baseia-se na comparação entre as frequências observadas e aquelas esperadas sob a hipótese de independência entre as variáveis. Nesse contexto, a hipótese nula (H0) estabelece que não há associação entre as variáveis, enquanto a hipótese alternativa (H1) indica a existência de associação entre elas. O teste fornece um valor de p (p-valor), que representa a probabilidade de se observar uma distribuição igual ou mais extrema do que a encontrada, assumindo que a hipótese nula é verdadeira (Agresti, 2007). Adotou-se um nível de significância de 5% (α = 0,05), sendo que valores de p inferiores a esse limite indicam evidência estatística para rejeição da hipótese nula (Montgomery; Runger, 2014).

Além disso, foi construído um índice de percepção com base em nove perguntas do questionário relacionadas à percepção das participantes sobre os benefícios da fisioterapia em oncologia. Essas perguntas abordaram aspectos como prevenção e tratamento do linfedema, melhora da mobilidade e força, redução da dor, diminuição da fadiga, melhora do humor, impacto na autoestima e imagem corporal, retorno às atividades diárias, qualidade de vida e inclusão da fisioterapia como parte do tratamento padrão.

As respostas dessas variáveis foram recodificadas em uma escala ordinal (Discordo = 0; Não sei = 1; Concordo = 2) e, posteriormente, somadas para compor um escore total para cada participante. Esse procedimento é amplamente utilizado na construção de índices sintéticos em pesquisas quantitativas, permitindo a agregação de múltiplos indicadores em uma única medida (Hair et al., 2009).

Por fim, o índice de percepção construído foi analisado em relação ao nível de conhecimento das participantes, com o objetivo de verificar a existência de associação entre essas dimensões, utilizando-se novamente o teste exato de Fisher.

2.7. Aspectos Éticos

O presente estudo foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário Santo Agostinho (CEP/UNIFSA), sob o parecer (Anexo A) em conformidade com as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos, conforme as Resoluções nº 466/2012 e nº 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde, bem como a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018).

Todas as participantes foram previamente informadas sobre os objetivos, riscos e benefícios da pesquisa e somente participaram do estudo após a concordância voluntária mediante aceite do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), disponibilizado de forma online no início do questionário ou em versão impressa, quando aplicável.

Foi assegurado o sigilo e a confidencialidade das informações coletadas, sendo os dados utilizados exclusivamente para fins científicos. As participantes não foram identificadas nominalmente em nenhuma etapa da pesquisa, garantindo o anonimato. A participação foi totalmente voluntária, sendo assegurado o direito de recusa ou desistência a qualquer momento, sem qualquer prejuízo ou penalização.

Considerando a possibilidade de desconforto emocional ao responder questões relacionadas ao diagnóstico e tratamento do câncer de mama, foi garantido às participantes o acesso a suporte psicológico, mediante encaminhamento para atendimento no Serviço-Escola de Psicologia do Centro Integrado de Saúde Carolina Freitas Lira, localizado na Avenida Barão de Gurguéia, nº 2690, Teresina-PI, com atendimento mediante agendamento pelo telefone (86) 99861-0499.

Os dados coletados foram armazenados em ambiente digital seguro, com acesso restrito às pesquisadoras, e serão mantidos pelo período de cinco anos e posteriormente descartados de forma adequada.

2.8. Caracterização da Amostra

O tamanho amostral estimado para o estudo foi de 178 participantes, definido a partir de cálculo baseado em dados estimados de casos de câncer de mama no estado do Piauí, considerando a ausência de informações específicas para o município de Teresina. A partir dessa estimativa estadual, foi realizada uma projeção para o contexto municipal, permitindo determinar um quantitativo amostral aproximado adequado aos objetivos da pesquisa. No entanto, ao final da pesquisa apenas 88 participantes responderam integralmente ao questionário.

A amostra foi composta exclusivamente por mulheres diagnosticadas com câncer de mama, com o objetivo de garantir maior homogeneidade dos dados analisados. Esse tipo de neoplasia apresenta características clínicas, formas de tratamento e possíveis complicações específicas (como o linfedema e limitações na mobilidade do ombro) que influenciam diretamente a atuação fisioterapêutica. A inclusão de outros tipos de câncer poderia introduzir vieses, dificultando a interpretação dos resultados e comprometendo a consistência das análises.

Além disso, o estudo foi delimitado a mulheres residentes no município de Teresina, Piauí, com a finalidade de definir uma população-alvo bem estabelecida, assegurar coerência com o cálculo amostral e tornar a pesquisa mais viável do ponto de vista logístico. Esse recorte geográfico também contribui para reduzir interferências relacionadas a diferenças regionais no acesso aos serviços de saúde, permitindo que os resultados reflitam de forma mais fidedigna a realidade local e possam subsidiar a prática em saúde na região.

Em relação à faixa etária, observou-se predominância de mulheres com 50 anos ou mais. As faixas de 50 a 59 anos e 60 anos ou mais apresentaram a mesma frequência, com 29 participantes cada (32,95%). A faixa de 40 a 49 anos correspondeu a 22,73% (n=20), enquanto 10,23% (n=9) tinham entre 30 e 39 anos. Apenas 1,14% (n=1) das participantes possuía menos de 30 anos.

Quanto ao nível de escolaridade, verificou-se maior proporção de mulheres com ensino médio completo (28,41%; n=25), seguido por pós-graduação (22,73%; n=20) e ensino superior completo (21,59%; n=19). Também foram identificadas participantes com ensino superior incompleto (7,95%; n=7), ensino fundamental completo (7,95%; n=7) e incompleto (6,82%; n=6), além de ensino médio incompleto (3,41%; n=3). Apenas uma participante (1,14%) relatou nunca ter estudado.

No que se refere ao principal serviço de saúde utilizado para o tratamento do câncer de mama, a maior parte das participantes (43,18%; n=38) relatou utilizar serviços particulares ou convênios médicos. Além disso, 30,68% (n=27) utilizavam tanto o Sistema Único de Saúde (SUS) quanto serviços privados, enquanto 26,14% (n=23) dependiam exclusivamente do SUS.

Em relação à fase do tratamento ou acompanhamento, a maioria das mulheres (73,86%; n=65) encontrava-se em acompanhamento após o tratamento. Outras 14,77% (n=13) já haviam realizado cirurgia, 9,09% (n=8) estavam em quimioterapia no momento da coleta de dados e 2,27% (n=2) haviam recebido recentemente o diagnóstico.

Tabela 1 Características sociodemográficas e clínicas das participantes (n=88)

Características

n (%)

Faixa Etária

 

30-39 anos

9 (10,23%)

40-49 anos

20 (22,73%)

50-59 anos

29 (32,95%)

60 ou mais anos

29 (32,95%)

Menos de 30 anos

1 (1,14%)

  

Nível de Escolaridade

 

Ensino Fundamental Completo

7 (7,95%)

Ensino Fundamental Incompleto

6 (6,82%)

Ensino Médio Completo

25 (28,41%)

Ensino Médio Incompleto

3 (3,41%)

Ensino Superior Completo

19 (21,59%)

Ensino Superior Incompleto

7 (7,95%)

Nunca estudou

1 (1,14%)

Pós Graduação (Especialização, Mestrado, Doutorado)

20 (22,73%)

  

Tipo de Serviço de Saúde

 

Particular

38 (43,18%)

SUS

23 (26,14%)

Ambos

27 (30,68%)

  

Fase do tratamento

 

Acabei de receber o diagnóstico

2 (2,27%)

Estou em acompanhamento após tratamento

65 (73,86%)

Estou realizando quimioterapia

8 (9,09%)

Já realizei cirurgia

13 (14,77%)

Fonte: As Autoras (2026).

3. RESULTADOS

Observou-se na Tabela 2 que, entre as mulheres que afirmaram ter pouco conhecimento sobre os benefícios da fisioterapia, há maior concentração nas faixas etárias mais elevadas, especialmente entre 50 a 59 anos e 60 anos ou mais, ambas com 40% (n=8). De maneira semelhante, entre aquelas que declararam “não conhecer” os benefícios, nota-se que metade das respondentes, 50% (n=13) pertence à faixa de 60 anos ou mais, ao passo que as demais faixas etárias apresentam proporções menores e relativamente equilibradas, e não houve registro de indivíduos com menos de 30 anos nesse grupo. Por outro lado, entre as que afirmaram conhecer os benefícios (“sim”), verifica-se maior concentração nas faixas de idade intermediárias, com destaque para indivíduos de 40 a 49 anos (33,3%; n=14) e de 50 a 59 anos (38,1%; n=16), enquanto a participação de pessoas com 60 anos ou mais é menor (19%; n=8), e novamente não houve respondentes com menos de 30 anos.

Tabela 2 Frequência absoluta do Conhecimento x Idade.

Conhecimento

Idade

30-39

40-49

50-59

60 ou mais

Menos de 30

Conheço pouco

1

2

8

8

1

Não conheço

4

4

5

13

0

Sim

4

14

16

8

0

Fonte: As Autoras (2026).

Ao analisar a associação entre conhecimento sobre os benefícios da fisioterapia e a orientação médica (Tabela 3), observou-se que entre aquelas que relataram conhecer os benefícios, 73,8% (n=31) receberam orientação médica. Por outro lado, entre as participantes que não conheciam os benefícios, a maioria (84,6%; n=22) não recebeu orientação. Entre aquelas que conheciam pouco, 60% (n=12) relataram ter sido orientadas.

Tabela 3 – Frequência absoluta do Conhecimento x Orientação Médica.

Conhecimento

Não

Sim

Conheço pouco

8

12

Não conheço

22

4

Sim

11

31

Fonte: As Autoras (2026).

Em relação ao encaminhamento para fisioterapia, verificou-se que entre as participantes que conheciam os benefícios, a principal forma de encaminhamento ocorreu por parte dos médicos (61,9%; n=26). Já entre aquelas que não conheciam, predominou a ausência de encaminhamento (76,9%; n=20). Entre as que conheciam pouco, observou-se distribuição semelhante entre não encaminhamento (45%; n=9) e encaminhamento médico (40%; n=8).

Tabela 4 – Frequência absoluta do Conhecimento x Encaminhamento para Fisioterapia.

Conhecimento

Não encaminhada

Procurou por conta própria

Não orientada

Fisioterapeuta

Médico

Outro profissional

Conheço pouco

9

0

2

0

8

1

Não conheço

20

2

2

1

0

1

Sim

7

3

3

1

26

2

Fonte: As Autoras (2026).

Quanto à necessidade de reabilitação física durante o tratamento, a maioria das participantes que conheciam os benefícios relatou ter sentido essa necessidade (76,2%; n=32). Entre aquelas que conheciam pouco, 60% (n=12) também relataram necessidade, enquanto no grupo que não conhecia os benefícios houve distribuição igual entre sim e não (50% cada; n=13).

Tabela 5 – Frequência absoluta do Conhecimento x Necessidade de Reabilitação.

Conhecimento

Não

Sim

Conheço pouco

8

12

Não conheço

13

13

Sim

10

32

Fonte: As Autoras (2026).

Ao avaliar a relação entre conhecimento e tipo de serviço de saúde utilizado, observou-se distribuição relativamente equilibrada entre os grupos. No entanto, entre as participantes que não conheciam os benefícios, houve maior proporção de uso de serviço público pelo SUS (Serviço Único de Saúde) (50%; n=13).

Tabela 6 – Frequência absoluta do Conhecimento x Serviço de Saúde.

Conhecimento

Particular

SUS

Ambos

Conheço pouco

7

7

6

Não conheço

8

13

5

Sim

12

18

12

Fonte: As Autoras (2026).

Em relação à realização de fisioterapia durante o tratamento, verificou-se que a maioria das participantes que não conheciam (84,6%; n=22) ou conheciam pouco (75%; n=15) não realizou sessões. Em contrapartida, entre aquelas que conheciam os benefícios, 59,5% (n=25) realizaram fisioterapia.

Tabela 7 – Frequência absoluta do Conhecimento x Realização de Fisioterapia.

Conhecimento

Não

Sim

Conheço pouco

15

5

Não conheço

22

4

Sim

17

25

Fonte: As Autoras (2026).

3.1. Teste de Associação Entre Variáveis com o Nível de Conhecimento Quanto aos Benefícios da Fisioterapia

O teste exato de Fisher foi utilizado para verificar se havia associação entre o nível de conhecimento sobre os benefícios da fisioterapia e outras variáveis relacionadas ao cuidado em saúde e à experiência com a fisioterapia durante o tratamento do câncer de mama. Considerou-se evidência de associação estatisticamente significativa quando p < 0,05.

Ao testar a existência de associação entre a faixa etária das respondentes e o nível de conhecimento sobre benefícios, o resultado apresentou um valor de p = 0,035, dessa forma, conclui-se que há evidências estatisticamente significativas de associação entre a idade e o nível de conhecimento sobre os benefícios.

O teste também evidenciou associação estatisticamente significativa entre o conhecimento sobre os benefícios da fisioterapia e o fato de o médico ter informado sobre o acompanhamento fisioterapêutico (p < 0,001), bem como com o encaminhamento médico para fisioterapia (p < 0,001), a realização de sessões de fisioterapia durante o tratamento (p < 0,001) e o conhecimento de que a fisioterapia pode auxiliar durante e após o tratamento do câncer de mama (p < 0,001). Por outro lado, não foi observada associação estatisticamente significativa entre o conhecimento sobre os benefícios da fisioterapia e a necessidade percebida de reabilitação física (p = 0,075), nem com o principal serviço de saúde utilizado para tratamento (p = 0,836).

O teste exato de Fisher também evidenciou associação estatisticamente significativa entre as variáveis Conhecimento e Percepção sobre os benefícios da fisioterapia (p < 0,001), indicando que maior conhecimento sobre os benefícios da fisioterapia esteve relacionado ao reconhecimento de sua importância durante e após o tratamento.

Tabela 8 – Teste exato de Fisher com relação ao conhecimento sobre os benefícios da fisioterapia.

Variável

P-valor

Qual sua idade?

0.034*

Seu médico lhe falou sobre o acompanhamento fisioterapêutico?

<0,001*

Você foi encaminhada para a fisioterapia por algum profissional de saúde durante o tratamento?

<0,001*

Em algum momento do tratamento oncológico, você sentiu necessidade de algum tipo de reabilitação física?

0.075

Qual é o principal serviço de saúde que você utiliza/utilizou para o tratamento do câncer de mama?

0.836

Você já realizou sessões de fisioterapia durante o tratamento do câncer de mama?

<0,001*

Você sabia que a fisioterapia pode ajudar durante e após o tratamento do câncer de mama?

<0,001*

Percepção sobre os benefícios da fisioterapia

<0,001*

Legenda: *IC 95%; α = 0,05
Fonte: As Autoras (2026).

4. DISCUSSÃO

Os resultados deste estudo evidenciam aspectos relevantes acerca do nível de conhecimento de mulheres diagnosticadas com câncer de mama sobre os benefícios da fisioterapia em oncologia, demonstrando que esse conhecimento está associado principalmente à idade, à orientação médica, ao encaminhamento para fisioterapia e à experiência prévia com acompanhamento fisioterapêutico. Os achados reforçam a importância da educação em saúde e da atuação multiprofissional no cuidado integral à mulher com câncer de mama. Nesse sentido, a literatura destaca que a abordagem integral e multidisciplinar é indispensável para enfrentar a alta complexidade do câncer, permitindo uma visão holística que favorece não apenas o tratamento clínico, mas a promoção da saúde e o bem-estar biopsicossocial da paciente (Farias; Martins; Couto, 2024; Soeiro et al., 2024).

Observou-se predominância de mulheres com idade igual ou superior a 50 anos, resultado semelhante ao encontrado em estudos epidemiológicos nacionais, os quais demonstram maior incidência do câncer de mama em mulheres na pós-menopausa, especialmente após a quinta década de vida (INCA, 2023). Entretanto, verificou-se que mulheres mais jovens apresentaram maior nível de conhecimento sobre os benefícios da fisioterapia, enquanto participantes com 60 anos ou mais concentraram maiores proporções de desconhecimento ou conhecimento limitado. Essa associação estatisticamente significativa entre idade e conhecimento pode estar relacionada ao maior acesso à informação e aos recursos digitais pelas faixas etárias mais jovens, além de maior escolaridade e participação ativa nas decisões relacionadas ao tratamento.

Outro achado importante foi a forte associação entre o conhecimento sobre os benefícios da fisioterapia e a orientação médica acerca do acompanhamento fisioterapêutico. As participantes que receberam informações médicas apresentaram maior conhecimento sobre a atuação da fisioterapia durante e após o tratamento oncológico. Esse resultado reforça o papel do médico como importante agente disseminador de informações e evidencia a relevância da comunicação efetiva entre profissionais de saúde e pacientes. Essa realidade é corroborada pela necessidade de uma integração real entre os membros da equipe, onde o conhecimento especializado de cada profissional deve ser compartilhado para que a paciente receba orientações seguras e atualizadas (Farias; Martins; Couto, 2024). Estudos prévios apontam que a ausência de orientações claras sobre reabilitação física pode contribuir para atraso no início do acompanhamento fisioterapêutico e permanência de limitações funcionais evitáveis (Ferreira et al., 2020).

Da mesma forma, o encaminhamento para fisioterapia mostrou associação estatisticamente significativa com maior conhecimento sobre seus benefícios. Entre as mulheres que afirmaram conhecer a importância da fisioterapia, predominou o encaminhamento realizado por médicos, sugerindo que o acesso ao serviço especializado favorece maior compreensão sobre a atuação fisioterapêutica. Em contrapartida, a maioria das participantes que desconheciam os benefícios relatou não ter recebido encaminhamento durante o tratamento. Esses achados evidenciam possíveis fragilidades no fluxo assistencial e indicam que a integração entre os diferentes profissionais envolvidos no cuidado oncológico ainda pode ser fortalecida.

A realização de sessões de fisioterapia durante o tratamento também apresentou associação significativa com o nível de conhecimento. Mulheres que realizaram acompanhamento fisioterapêutico demonstraram maior percepção acerca da importância da fisioterapia, possivelmente devido à vivência prática dos benefícios proporcionados pela intervenção, como melhora funcional, redução da dor, ganho de mobilidade e prevenção de complicações. Lin e colaboradores, em revisão sistemática e meta-análise de 2023, demonstram que a fisioterapia em oncologia contribui significativamente para prevenção e tratamento do linfedema, recuperação da amplitude de movimento do ombro, melhora da capacidade funcional e qualidade de vida de mulheres submetidas ao tratamento do câncer de mama (Lin et al., 2023).

Embora a maioria das participantes tenha relatado necessidade de reabilitação física em algum momento do tratamento, não foi observada associação estatisticamente significativa entre essa variável e o nível de conhecimento sobre os benefícios fisioterapêuticos. Esse resultado sugere que perceber limitações físicas não necessariamente implica compreender o papel da fisioterapia na prevenção e tratamento dessas alterações. Tal achado evidencia a necessidade de maior investimento em ações educativas voltadas às pacientes oncológicas, especialmente durante as fases iniciais do tratamento.

Em relação ao tipo de serviço de saúde utilizado, não houve associação significativa com o conhecimento sobre fisioterapia, indicando que tanto usuárias do Sistema Único de Saúde quanto da rede privada podem apresentar lacunas informacionais semelhantes. Embora o conhecimento sobre a fisioterapia oncológica não tenha apresentado associação estatisticamente significativa com o tipo de serviço de saúde utilizado, observou-se tendência a maior frequência de desconhecimento entre mulheres atendidas exclusivamente pelo SUS, o que pode estar relacionado a diferenças no acesso à informação e à oferta de serviços especializados em reabilitação oncológica. Segundo Rêgo e Nery (2013), fatores estruturais e organizacionais dos serviços de saúde, associados às dificuldades de acesso e adesão ao tratamento, interferem diretamente na assistência integral às mulheres com câncer de mama.

Outro aspecto relevante foi a associação significativa entre conhecimento e percepção positiva acerca dos benefícios da fisioterapia. Mulheres que demonstraram maior conhecimento também apresentaram maior reconhecimento da importância da fisioterapia durante e após o tratamento do câncer de mama. Esse resultado reforça que o acesso à informação possui influência direta na valorização da reabilitação física e possivelmente na adesão ao tratamento fisioterapêutico.

Os resultados deste estudo também permitem refletir sobre a importância da inserção precoce do fisioterapeuta na linha de cuidado oncológico. A atuação fisioterapêutica não deve restringir-se apenas à fase pós-operatória ou à presença de sequelas já instaladas, mas integrar o cuidado desde o diagnóstico, atuando de forma preventiva, educativa e reabilitadora. Estratégias de educação em saúde, orientações multiprofissionais e protocolos institucionais de encaminhamento podem contribuir significativamente para ampliação do conhecimento das pacientes e redução das complicações funcionais associadas ao tratamento oncológico (Bergmann et al., 2025).

Entretanto, este estudo apresenta algumas limitações. O tamanho amostral obtido foi inferior ao inicialmente calculado, principalmente devido às dificuldades de acesso presencial às participantes em instituições oncológicas e à dependência do questionário online para coleta de dados. Além disso, a utilização de amostragem por conveniência pode limitar a generalização dos resultados para outras populações. Ainda assim, os achados apresentam relevância ao evidenciar lacunas importantes no conhecimento das mulheres acerca da fisioterapia em oncologia no contexto local de Teresina-PI.

Dessa forma, os resultados reforçam a necessidade de fortalecimento das ações de educação em saúde e da atuação multiprofissional no cuidado à mulher com câncer de mama, visando ampliar o acesso à informação, favorecer o encaminhamento precoce para fisioterapia e promover assistência integral, humanizada e baseada na funcionalidade e qualidade de vida das pacientes.

5. CONCLUSÃO

O estudo realizado possibilitou compreender que, apesar de a fisioterapia oncológica ser reconhecida como componente importante no processo de reabilitação de mulheres com câncer de mama, muitas pacientes ainda desconhecem seus benefícios. Fatores como idade, acesso à informação e orientação profissional influenciam diretamente esse conhecimento, evidenciando a necessidade de fortalecer estratégias educativas e assistenciais voltadas a esse público.

Nesse contexto, o estudo contribui para o estado da arte ao evidenciar, no cenário de Teresina-PI, aspectos que ainda limitam a consolidação da fisioterapia oncológica como parte integrante do cuidado multidisciplinar. Além disso, reforça a importância da atuação precoce do fisioterapeuta durante todas as fases do tratamento oncológico, não apenas na reabilitação de complicações já instaladas, mas também na prevenção de limitações funcionais e na promoção da qualidade de vida.

Os resultados apontam para a maior necessidade de ampliar as ações de Educação em Saúde voltadas às mulheres com câncer de mama. Torna-se fundamental que os serviços de oncologia, tanto da rede pública quanto privada, adotem medidas que favoreçam o encaminhamento precoce para a fisioterapia, além de disponibilizarem informações acessíveis e de fácil compreensão às pacientes

Por fim, espera-se que os achados desta pesquisa possam contribuir para o aprimoramento das práticas assistenciais, auxiliando gestores e profissionais de saúde na construção de estratégias mais eficazes de cuidado. A redução das barreiras informacionais e o fortalecimento do acesso à fisioterapia podem favorecer a recuperação funcional, a autonomia e a qualidade de vida das mulheres acometidas pelo câncer de mama.

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TRIOLA, Mario F. Introdução à estatística. 12. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2017.


ANEXO A – PARECER DO COMITÊ DE ÉTICA

APÊNDICE A – QUESTIONÁRIO NO GOOGLE FORMS


1 Graduanda em Fisioterapia pelo Centro Universitário Santo Agostinho – UNIFSA, Teresina-PI, Brasil. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

2 Graduanda em Fisioterapia pelo Centro Universitário Santo Agostinho – UNIFSA, Teresina-PI, Brasil. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

3 Doutora em Ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), mestre em Bioengenharia pela Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP) e especialista em Fisioterapia em Saúde da Mulher. Docente do Centro Universitário Santo Agostinho (UNIFSA), Teresina-PI, Brasil. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail