REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/784477232
RESUMO
O envelhecimento populacional constitui uma das mais significativas transições demográficas da atualidade. Diante desse cenário, a saúde bucal da população idosa emerge como componente indissociável do bem-estar geral, impactando diretamente a funcionalidade e a qualidade de vida. Para compreender essa associação, o presente estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas contemporâneas acerca dos impactos do avanço da idade na cavidade oral, destacando as principais repercussões clínicas e funcionais descritas na literatura. Trata-se de uma revisão integrativa, de caráter descritivo, conduzida nas bases de dados PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Adotaram-se publicações entre 2022 e 2026, nos idiomas português e inglês, utilizando os descritores padronizados "envelhecimento", "pessoa idosa" e "saúde bucal". Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, 12 estudos foram selecionados para análise de dados. Os dados analisados revelam que o aumento da longevidade eleva a prevalência de doenças crônicas, cujo avanço sistêmico, aliado ao uso contínuo de múltiplos medicamentos, favorece o surgimento de agravos como xerostomia, perda dentária, doença periodontal, cárie radicular e infecções. Constatou-se ainda que essas condições comprometem funções básicas como mastigação, deglutição e fala, além de comprometer a nutrição, a autoestima e a socialização do idoso. Diante de tais repercussões, conclui-se que essa mudança demográfica eleva as demandas na odontologia geriátrica, o que reforça a urgência de políticas públicas integradas, ações preventivas e do trabalho em equipe multiprofissional para assegurar um envelhecimento saudável.
Palavras-chave: Envelhecimento populacional; Saúde bucal; Odontologia geriátrica.
ABSTRACT
Population aging constitutes one of the most significant demographic transitions today. Given this scenario, the oral health of the older population emerges as an inseparable component of general well-being, directly impacting functionality and quality of life. To understand this association, this study aimed to analyze contemporary scientific evidence regarding the impacts of advancing age on the oral cavity, highlighting the main clinical and functional repercussions described in the literature. This is an integrative review, descriptive in nature, conducted in PubMed, SciELO, and Virtual Health Library (VHL) databases. Publications between 2022 and 2026, in Portuguese and English, were selected using the standardized descriptors "aging", "aged", and "oral health". After applying eligibility criteria, 12 studies were selected for data analysis. The analyzed data reveal that increased longevity raises the prevalence of chronic diseases, whose systemic progression, combined with the continuous use of multiple medications, favors the onset of conditions such as xerostomia, tooth loss, periodontal disease, root caries, and infections. It was also found that these conditions compromise basic functions such as chewing, swallowing, and speech, besides compromising nutrition, self-esteem, and socialization of older adults. Given such repercussions, it is concluded that this demographic change raises demands in geriatric dentistry, which reinforces the urgency of integrated public policies, preventive actions, and multidisciplinary teamwork to ensure healthy aging.
Keywords: Demographic aging; Oral health; Geriatric dentistry.
1. INTRODUÇÃO
O envelhecimento populacional constitui uma das mais significativas transformações demográficas da contemporaneidade. Impulsionado pelo aumento da expectativa de vida e pela redução das taxas de fecundidade, esse processo modifica a estrutura etária e impõe importantes desafios aos sistemas de saúde, exigindo a reorganização dos modelos assistenciais, especialmente no que se refere à atenção à saúde bucal da pessoa idosa (Rocha, A. F. et al. 2025). Essa necessidade decorre do reconhecimento de que a saúde oral é parte indissociável da saúde geral, influenciando diretamente o bem-estar biopsicossocial, a funcionalidade e a qualidade de vida na velhice. Apesar dessa estreita relação, sua relevância ainda é frequentemente subestimada no planejamento das ações públicas e nos serviços estruturados de saúde (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2022).
No Brasil, as projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, até 2070, aproximadamente 37,8% da população será composta por pessoas com 60 anos ou mais, correspondendo a cerca de 75 milhões de indivíduos. Além disso, dados do Censo Demográfico evidenciam que, recentemente, pela primeira vez na história do país, a proporção de pessoas idosas superou a de jovens, refletindo uma expressiva e rápida transição estrutural. Esse cenário emergencial reforça a necessidade de adaptação célere das redes de atenção às demandas biológicas decorrentes do envelhecimento populacional (IBGE, 2024).
Paralelamente, o avançar da idade está intrinsecamente associado ao aumento da prevalência de alterações crônicas e morbidades bucais, como perdas elementares, doença periodontal, cárie radicular, xerostomia e lesões da mucosa oral. Tais condições comprometem funções essenciais como mastigação, deglutição e fala, além de repercutirem negativamente no estado nutricional, na autoestima e na interação social do idoso. Nesse contexto, torna-se indispensável a formulação de estratégias de promoção e cuidado integral pautadas em evidências, desenvolvidas por equipes multiprofissionais e voltadas às vulnerabilidades específicas dessa população (LIPSKY et al., 2024).
À vista disso, o presente estudo tem como objetivo realizar uma revisão integrativa da literatura para analisar os impactos do envelhecimento populacional na saúde bucal da pessoa idosa, destacando as principais repercussões clínicas e funcionais descritas pela comunidade científica contemporânea.
2. METODOLOGIA
Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de caráter descritivo, cujo objetivo foi analisar os impactos do envelhecimento populacional na saúde oral da população idosa. O levantamento bibliográfico foi conduzido de forma independente nas bases de dados PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), delimitando-se a produções científicas publicadas entre os anos de 2022 e 2026.
A busca envolveu o cruzamento dos descritores padronizados: "envelhecimento", "pessoa idosa" e "saúde bucal". Foram adotados como critérios de inclusão: estudos com texto completo disponível na íntegra, redigidos exclusivamente em português ou inglês, relacionados às alterações clínicas e funcionais associadas ao processo de senescência. Em contrapartida, excluíram-se publicações duplicadas, revisões prévias e artigos sem relação direta com a temática proposta.
Os estudos selecionados (n=12) foram extraídos e analisados de forma descritiva a partir de um roteiro estruturado contendo autoria, ano de publicação, objetivos e principais achados. Esse mapeamento permitiu a síntese qualitativa das evidências científicas relacionadas às repercussões do avanço da idade na cavidade oral.
3. RESULTADOS
Os 12 estudos selecionados, publicados entre 2022 e 2026, foram organizados de maneira a permitir uma análise comparativa das evidências científicas atuais. A síntese dessa amostragem contemplou dados referentes à autoria, ao ano de publicação, aos objetivos e aos principais achados de cada pesquisa, os quais abordaram diferentes aspectos da saúde oral na terceira idade. Entre os temas mais prevalentes, destacaram-se o impacto da perda dentária, as doenças periodontais, as alterações funcionais, a necessidade de reabilitação protética e a relação direta dessas condições com a qualidade de vida.
Tabela 1. Matriz de síntese dos estudos incluídos na revisão integrativa (2022–2026).
| AUTOR/ ANO | TÍTULO DO ESTUDO | OBJETIVOS | RESULTADOS |
1 | Bitencourt, A. C. et al. (2025) | Transição ao envelhecimento vivenciada por pessoas idosas com ótima capacidade para o autocuidado em um município de Minas Gerais. | Analisar a experiência do envelhecimento e os aspectos relacionados ao autocuidado em pessoas idosas. | Evidenciou que o envelhecimento envolve mudanças físicas, sociais e funcionais, sendo o autocuidado um fator importante para manutenção da autonomia e qualidade de vida. |
2 | Fernandes-Costa, A. N. et al. (2025) | Avaliação longitudinal da condição periodontal em pessoas idosas institucionalizadas e não institucionalizadas. | Avaliar a evolução da condição periodontal em idosos institucionalizados e não institucionaliza-dos. | Demonstrou alterações periodontais associadas ao envelhecimento, destacando a necessidade de acompanhamento odontológico contínuo para prevenção da progressão das doenças periodontais. |
3 | Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2025) | Projeções da população: Brasil e unidades da federação: estimativas e projeções: revisão 2024. | Apresentar estimativas e projeções do crescimento populacional brasileiro. | Evidenciou o aumento progressivo da população idosa no Brasil, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas ao envelhecimento saudável, incluindo atenção à saúde bucal. |
4 | Lipsky, M. S. et al. (2024) | Oral health and older adults: a narrative review. | Revisar os principais aspectos relacionados à saúde bucal de adultos idosos. | Destacou que perda dentária, cárie radicular, doença periodontal, xerostomia e dificuldade de acesso aos cuidados odontológicos são problemas frequentes na população idosa. |
5 | Lourinho, L. A.; Barroso, M. A. C. (2023) | Saúde bucal e higiene oral em pessoas idosas. | Abordar aspectos relacionados à higiene oral e cuidados odontológicos na população idosa. | Reforçou a importância da higiene bucal adequada e do acompanhamento odontológico para prevenir doenças bucais e preservar a funcionalidade. |
6 | Mussatto, F. et al. (2025) | Análise do fluxo salivar e agravos bucais de idosos da atenção domiciliar. | Avaliar fluxo salivar e alterações bucais em idosos acompanhados em atenção domiciliar. | Identificou alterações salivares e presença de agravos bucais, indicando a necessidade de assistência odontológica direcionada a idosos com limitações funcionais. |
7 | Oliveira, R. A. P. et al. (2025) | Saúde bucal e qualidade de vida: uma revisão integrativa. | Analisar a relação entre saúde bucal e qualidade de vida. | Demonstrou que condições bucais inadequadas influenciam negativamente aspectos funcionais, emocionais e sociais dos indivíduos. |
8 | Rocha, A. F. et al. (2025) | Envelhecimento populacional e seus impactos no Sistema Único de Saúde. | Analisar os impactos do envelhecimento populacional acelerado sobre a estrutura e os modelos de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). | Evidenciou que o SUS enfrenta sobrecarga financeira e estrutural devido à alta demanda por cuidados crônicos na terceira idade, tornando urgente o fortalecimento da Atenção Primária. |
9 | Rocha, A. V. et al. (2025) | Autopercepção de saúde bucal em pessoas idosas atendidas em um centro especializado em geriatria: prevalência e fatores associados. | Avaliar a percepção dos idosos sobre sua própria saúde bucal e fatores associados. | Demonstrou associação entre condições clínicas, necessidade de tratamento odontológico e percepção negativa da saúde bucal. |
10 | Silva, D. C. et al. (2025) | Perda dentária, qualidade de vida e autoestima. | Analisar o impacto da perda dentária na qualidade de vida e na autoestima de indivíduos adultos e idosos. | Evidenciou que a ausência de elementos dentários compromete funções mastigatórias e estéticas, afetando negativamente o bem-estar psicológico e as interações sociais. |
11 | Vogt, L. et al. (2023) | Qualidade de vida relacionada à saúde bucal e medidas de resultados relatados pelo paciente após 10 anos de tratamento periodontal de suporte. | Avaliar a qualidade de vida relacionada à saúde bucal após tratamento periodontal prolongado. | Mostrou que o acompanhamento periodontal contínuo contribui para manutenção da saúde bucal e qualidade de vida. |
12 | World Health Organization (2022) | Global oral health status report: towards universal health coverage for oral health by 2030. | Apresentar o panorama mundial da saúde bucal e desafios para cobertura universal. | Destacou que doenças bucais são altamente prevalentes e que idosos apresentam maior risco de perda dentária, doenças periodontais e necessidade de cuidados odontológicos continuados. |
De modo geral, o levantamento demonstrou que o avançar da idade está associado a modificações severas na cavidade oral, gerando repercussões funcionais, nutricionais e sociais na rotina do idoso. Diante desse panorama, as evidências científicas reforçam a relevância estratégica da assistência odontológica preventiva e reabilitadora, apontando-a como fator determinante para a manutenção do bem-estar e da autonomia dessa população.
4. DISCUSSÃO
O aumento da expectativa de vida representa uma importante conquista da sociedade contemporânea, sendo resultado dos avanços científicos, tecnológicos, das melhorias nas condições sanitárias e da ampliação do acesso aos serviços de saúde (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2022). Entretanto, a transição demográfica decorrente desse processo também impõe novos desafios aos sistemas assistenciais, uma vez que o envelhecimento está associado a mudanças fisiológicas e ao aumento da prevalência de doenças crônicas (BITENCOURT et al., 2025). Dessa forma, embora viver mais seja um indicador positivo de desenvolvimento social, torna-se fundamental garantir que esse envelhecimento ocorra com autonomia, funcionalidade e qualidade de vida (IBGE, 2024).
No âmbito da saúde bucal, a redução do fluxo salivar surge como uma das manifestações mais prevalentes nessa população, comprometendo os mecanismos naturais de proteção da cavidade oral, uma vez que esse fluido desempenha funções essenciais na lubrificação dos tecidos, na manutenção do pH e no equilíbrio da microbiota (MELO et al., 2024). Assim, a presença persistente de xerostomia contribui para o desequilíbrio do ambiente oral e atua como fator agravante para o surgimento de cáries radiculares e doenças periodontais severas, culminando frequentemente na perda parcial ou total dos elementos dentários (VOGT et al., 2023). Esse cenário de vulnerabilidade clínica evidencia a necessidade de intervenções odontológicas complexas e individualizadas, considerando as particularidades sistêmicas dessa população (MUSSATTO et al., 2025).
Paralelamente às alterações relacionadas ao fluxo salivar, outras condições apresentam elevada prevalência entre idosos, como a própria doença periodontal crônica e as perdas elementares (FERNANDES-COSTA et al., 2025). Esses agravos comprometem funções essenciais, incluindo a mastigação, a deglutição e a fala, repercutindo negativamente no estado nutricional, na interação social e na percepção de bem-estar. Nesse sentido, as limitações decorrentes dessas condições interferem diretamente no cotidiano da pessoa idosa, uma vez que dificuldades funcionais e comprometimentos estéticos afetam a autoestima, a autoconfiança e a saúde emocional, favorecendo sentimentos de insegurança (SILVA et al., 2025). Dessa forma, a saúde bucal deixa de representar apenas uma condição isolada e passa a ser compreendida como um componente indissociável da saúde geral, com influência direta sobre a dignidade humana na terceira idade.
Diante desse panorama, a literatura reforça que a assistência odontológica a esse grupo deve transcender o modelo exclusivamente curativo, priorizando ações preventivas, educação em saúde e acompanhamento contínuo (ROCHA et al., 2025). Estratégias voltadas ao estímulo do autocuidado, à orientação sobre higiene oral e à manutenção de consultas periódicas são fundamentais para mitigar agravos e preservar a funcionalidade bucal (OLIVEIRA et al., 2025). Nesse sentido, tecnologias educativas direcionadas a essa população atuam como ferramentas complementares na promoção da saúde, favorecendo maior autonomia e protagonismo no cuidado. Considerando o crescimento demográfico progressivo e a complexidade das condições associadas à senescência, a incorporação da saúde oral às estratégias de atenção integral torna-se indispensável para assegurar o bem-estar e o envelhecimento natural (LOURINHO; BARROSO, 2023; OLIVEIRA et al., 2025).
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O envelhecimento populacional representa uma importante conquista da sociedade contemporânea, porém também evidencia novos desafios relacionados à manutenção da saúde e da qualidade de vida da pessoa idosa. A literatura demonstra que essa população apresenta maior vulnerabilidade às alterações bucais, como perda dentária, doença periodontal, cárie radicular, xerostomia e lesões dos tecidos orais, condições que comprometem funções estomatognáticas essenciais e repercutem negativamente na nutrição, na autoestima, na interação social e no equilíbrio biopsicossocial do indivíduo.
Logo, destaca-se a relevância de uma atenção odontológica contínua e integrada, capaz de contemplar as necessidades específicas dessa faixa etária, considerando suas condições sistêmicas, o uso frequente de medicamentos e as limitações funcionais associadas ao envelhecimento. Assim, estratégias de promoção da saúde, educação em saúde e prevenção de agravos, incluindo o uso de tecnologias educativas como materiais instrucionais direcionados, apresentam papel fundamental no estímulo ao autocuidado e na manutenção da autonomia do idoso. Dessa forma, a assistência odontológica voltada à pessoa idosa deve ser compreendida como um componente essencial do cuidado integral, contribuindo para um envelhecimento ativo e para a preservação do bem-estar.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BITENCOURT, A. C. et al. Transição ao envelhecimento vivenciada por pessoas idosas com ótima capacidade para o autocuidado em um município de Minas Gerais. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, v. 28, e240206, 2025.
FERNANDES-COSTA, A. N. et al. Avaliação longitudinal da condição periodontal em pessoas idosas institucionalizadas e não institucionalizadas. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, v. 28, e250142, 2025.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Projeções da população: Brasil e unidades da federação: estimativas e projeções: revisão 2024. Rio de Janeiro: IBGE, 2024. Disponível em: ibge.gov.br. Acesso em: 7 jul. 2026.
LIPSKY, M. S. et al. Oral health and older adults: a narrative review. Dentistry Journal, v. 12, n. 2, p. 30, 2024.
LOURINHO, L. A.; BARROSO, M. A. C. Saúde bucal e higiene oral de pessoas idosas. Fortaleza: INESP, 2023. Disponível em: https://www.al.ce.gov.br/publicacoes-inesp/todas-as-publicacoes-das-edicoes-inesp/saude-bucal-e-higiene-oral-em-pessoas-idosas-lidia-andrade-lourinho-e-maria-amelia-capelo-barroso-edicoes-inesp-alece. Acesso em: 8 jul. 2026.
MUSSATTO, F. et al. Análise do fluxo salivar e agravos bucais de idosos da atenção domiciliar. RGO - Revista Gaúcha de Odontologia, v. 73, e20250008, 2025.
OLIVEIRA, R. A. P. et al. Saúde bucal e qualidade de vida: uma revisão integrativa. Revista Novos Desafios, v. 5, n. 1, p. 82-93, 2025.
ROCHA, A. F.; COSTA, T. S. W.; APRATTO JÚNIOR, P. C. Envelhecimento populacional e seus impactos no Sistema Único de Saúde (SUS). Revista Delos, v. 18, n. 74, p. 163, 2025.
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