REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/77907239
RESUMO
Introdução: A violência obstétrica corresponde a práticas desrespeitosas ou não consentidas na assistência obstétrica, podendo comprometer a saúde mental da puérpera. Nesse contexto, a enfermagem possui papel importante na prevenção e enfrentamento desse fenômeno. Objetivo: Analisar, por meio de revisão integrativa da literatura, os impactos da violência obstétrica na saúde mental da puérpera, bem como compreender a atuação da enfermagem na prevenção, identificação e enfrentamento desse fenômeno. Metodologia: Trata-se de revisão integrativa da literatura, realizada nas bases SciELO, BVS, LILACS e PubMed. Utilizaram-se descritores DeCS/MeSH combinados por operadores booleanos. Foram incluídos artigos originais publicados entre 2019 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, 11 estudos compuseram a amostra final. Os dados foram organizados em categorias temáticas. Resultados: Evidenciou-se associação entre violência obstétrica e desfechos negativos na saúde mental, destacando-se depressão pós-parto, transtorno de estresse pós-traumático, sofrimento emocional e redução da autoestima. Práticas de desrespeito, negligência e comunicação inadequada intensificaram o sofrimento psíquico, enquanto acolhimento e apoio emocional atuaram como fatores protetores. A enfermagem apresentou papel relevante na humanização da assistência e promoção da autonomia da mulher. Conclusão: A violência obstétrica apresenta repercussões significativas na saúde mental da puérpera, evidenciando a necessidade de fortalecer a atuação da enfermagem e implementar práticas assistenciais éticas, humanizadas e centradas na mulher.
Palavras-chave: Violência obstétrica; Enfermagem; Saúde da mulher; Parto humanizado; Cuidados de enfermagem.
ABSTRACT
Introduction: Obstetric violence refers to disrespectful or non-consensual practices in obstetric care, which may compromise the mental health of postpartum women. In this context, nursing plays an important role in the prevention and management of this phenomenon. Objective: To analyze, through an integrative literature review, the impacts of obstetric violence on the mental health of postpartum women, as well as to understand the role of nursing in the prevention, identification, and management of this phenomenon. Methodology: This is an integrative literature review conducted in the SciELO, BVS, LILACS, and PubMed databases. DeCS/MeSH descriptors combined with Boolean operators were used. Original articles published between 2019 and 2025, in Portuguese, English, and Spanish, were included. After applying the eligibility criteria, 11 studies composed the final sample. The data were organized into thematic categories. Results: An association was identified between obstetric violence and negative mental health outcomes, including postpartum depression, post-traumatic stress disorder, emotional distress, and reduced self-esteem. Practices involving disrespect, negligence, and inadequate communication intensified psychological suffering, while welcoming care and emotional support acted as protective factors. Nursing played a relevant role in humanized care and in promoting women’s autonomy. Conclusion: Obstetric violence has significant repercussions on the mental health of postpartum women, highlighting the need to strengthen the role of nursing and implement ethical, humanized, and woman-centered care practices.
Keywords: Obstetric violence; Nursing; Women's health; Humanized childbirth; Nursing care.
1. INTRODUÇÃO
Este estudo tem como objeto de investigação os impactos da violência obstétrica na saúde mental da puérpera, com ênfase na atuação da enfermagem na prevenção, identificação e enfrentamento dessa problemática. A motivação para sua realização decorre da crescente visibilidade social e científica atribuída à violência obstétrica, bem como da necessidade de ampliar a compreensão acerca de suas repercussões emocionais e psicológicas no período pós-parto.
Além disso, considera-se relevante fortalecer práticas assistenciais fundamentadas na ética, na humanização do cuidado e na garantia dos direitos das mulheres.
A violência obstétrica tem sido reconhecida como importante problema de saúde pública e violação dos direitos humanos femininos, manifestando-se por meio de práticas desrespeitosas, abusivas ou realizadas sem consentimento durante o ciclo gravídico-puerperal. Essas práticas incluem intervenções desnecessárias, comunicação inadequada, negligência assistencial, desconsideração da autonomia da mulher e condutas que produzem sofrimento físico e emocional (Rosa et al., 2025).
Estudos recentes evidenciam que a violência obstétrica permanece presente em diferentes contextos assistenciais, atingindo expressiva parcela das mulheres durante o parto e nascimento. Estimativas indicam que até 59% das mulheres podem vivenciar algum tipo de desrespeito, abuso ou tratamento inadequado durante a assistência obstétrica (Hakimi et al., 2025).
Esse cenário demonstra a persistência de modelos de cuidado marcados por relações assimétricas de poder, nos quais a mulher frequentemente perde protagonismo diante da centralização das decisões profissionais e das intervenções técnicas realizadas sem diálogo ou consentimento informado (Esra et al., 2025).
Além de comprometer a qualidade da assistência obstétrica, a violência obstétrica produz repercussões que ultrapassam o momento do parto, afetando diretamente a saúde mental das mulheres no puerpério. Entre os principais desfechos associados, destacam-se depressão pós-parto, transtorno de estresse pós-traumático, sofrimento psíquico, redução da autoestima e prejuízos nas relações interpessoais e familiares (Hakimi et al., 2025).
Dessa forma, experiências negativas durante o parto podem ser vivenciadas como eventos traumáticos, capazes de produzir impactos duradouros no bem-estar emocional da puérpera.
No contexto nacional e internacional, observa-se avanço progressivo das discussões relacionadas ao enfrentamento da violência obstétrica e à promoção de práticas assistenciais mais respeitosas. Organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde, reforçam recomendações voltadas ao cuidado centrado na mulher, à valorização da autonomia feminina e à promoção de experiências positivas no parto.
No Brasil, políticas públicas como a Política Nacional de Humanização e a Rede Cegonha, além da Lei nº 11.108/2005, que garante o direito ao acompanhante, buscam reorientar o modelo assistencial obstétrico e fortalecer o cuidado ético e humanizado (Lima; Oliveira Júnior, 2025).
Entretanto, apesar dos avanços institucionais e normativos, ainda persistem desafios relacionados à formação dos profissionais de saúde, à cultura hospitalocêntrica e à naturalização de práticas autoritárias no ambiente obstétrico.
Nesse contexto, a enfermagem ocupa posição estratégica no cuidado à mulher, considerando sua atuação contínua durante o ciclo gravídico-puerperal, especialmente no acolhimento, na orientação, na comunicação terapêutica e no suporte emocional.
Apesar da relevância da temática, observa-se que ainda existem lacunas na produção científica relacionadas à sistematização dos impactos da violência obstétrica na saúde mental da puérpera e às intervenções da enfermagem no enfrentamento desse fenômeno.
Verifica-se predominância de estudos observacionais e qualitativos, além de limitações relacionadas à descrição de estratégias assistenciais sistematizadas e fundamentadas em evidências científicas. Essa lacuna dificulta o fortalecimento de práticas profissionais mais qualificadas e a implementação de intervenções efetivas voltadas à prevenção e redução dos danos associados à violência obstétrica.
Diante desse contexto, estabelece-se a seguinte questão norteadora: quais são os impactos da violência obstétrica na saúde mental da puérpera e qual o papel da enfermagem na prevenção, identificação e enfrentamento dessa problemática?
A realização deste estudo justifica-se pela relevância da violência obstétrica como problema de saúde pública, considerando suas repercussões significativas na saúde mental das mulheres e na qualidade da assistência prestada durante o ciclo gravídico-puerperal.
Além disso, compreender os impactos desse fenômeno torna-se fundamental para subsidiar práticas assistenciais mais éticas, acolhedoras e centradas na mulher.
Destaca-se, ainda, a importância de fortalecer a atuação da enfermagem nesse contexto, considerando sua proximidade com a mulher durante o cuidado obstétrico e sua capacidade de desenvolver ações preventivas, educativas e interventivas.
Ademais, a ampliação da produção científica sobre a temática pode contribuir para o fortalecimento de políticas públicas e estratégias institucionais voltadas à promoção do parto respeitoso e à prevenção de práticas violentas nos serviços de saúde.
Assim, o presente estudo tem como objetivo analisar, por meio de revisão integrativa da literatura, os impactos da violência obstétrica na saúde mental da puérpera, bem como compreender a atuação da enfermagem na prevenção, identificação e enfrentamento desse fenômeno.
2. METODOLOGIA
Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, método que possibilita a síntese e a análise crítica de evidências científicas provenientes de estudos primários, contribuindo para a prática baseada em evidências na área da saúde. Esse tipo de revisão permite integrar resultados de pesquisas com diferentes delineamentos metodológicos, favorecendo a compreensão ampliada de fenômenos complexos, como a violência obstétrica e seus impactos na saúde mental da puérpera (Hassunuma et al., 2024).
A condução da revisão seguiu etapas metodológicas sequenciais e inter-relacionadas, a saber: (1) formulação da questão norteadora; (2) definição das bases de dados e estratégias de busca; (3) aplicação dos critérios de inclusão e exclusão; (4) seleção e organização dos estudos; (5) análise crítica e síntese dos resultados; e (6) apresentação dos achados de forma categorizada.
Diante desse contexto, estabelece-se a seguinte questão norteadora: quais são os impactos da violência obstétrica na saúde mental da puérpera e qual o papel da enfermagem na prevenção, identificação e enfrentamento dessa problemática?
A busca dos estudos foi realizada de forma sistematizada nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e PubMed, no período de agosto de 2025, garantindo abrangência nacional e internacional da produção científica.
Para a estratégia de busca, foram utilizados descritores controlados dos vocabulários DeCS (Descritores em Ciências da Saúde) e MeSH (Medical Subject Headings), combinados por operadores booleanos AND e OR, a fim de ampliar a sensibilidade e especificidade da busca. A estratégia foi estruturada da seguinte forma:(“violência obstétrica” OR “obstetric violence”) AND (“saúde mental” OR “mental health”) AND (“enfermagem” OR “nursing”) AND (“parto humanizado” OR “humanized childbirth”).
2.1. Processo de Seleção dos Estudos
Foram identificadas 2.448 publicações relacionadas ao tema das intervenções de enfermagem no enfrentamento da violência obstétrica. Na primeira etapa do processo de seleção, procedeu-se à remoção de publicaçõesduplicadas, identificadas entre as diferentes bases de dados. Nessa fase, 812 estudos foram excluídos por duplicidade, permanecendo 1.636 publicações únicas para a etapa subsequente
Para a identificação das produções científicas relacionadas às intervenções de enfermagem no enfrentamento da violência obstétrica, foram utilizadas quatro combinações distintas de descritores.A Tabela 1 apresenta a distribuição dos estudos identificados em cada base de dados, de acordo com as combinações de descritores utilizadas na estratégia de busca.
Tabela 1. Distribuição dos estudos identificados segundo combinações de descritores e bases de dados.
Combinação de descritores | SciELO | BVS | LILACS | PubMed | Total |
Violência obstétrica AND Enfermagem | 42 | 279 | 135 | 312 | 768 |
Violência obstétrica AND Saúde mental | 38 | 175 | 47 | 428 | 688 |
Violência obstétrica AND Parto humanizado | 51 | 149 | 131 | 275 | 606 |
Violência obstétrica AND Cuidados de enfermagem | 29 | 90 | 48 | 219 | 386 |
Total geral | 160 | 693 | 361 | 1.234 | 2.448 |
Fonte: Elaboração Autores (2026).
Em seguida, realizou-se a leitura dos títulos e resumos, com o objetivo de verificar a pertinência dos estudos em relação à questão norteadora da pesquisa. Nessa etapa, 1.421 publicações foram excluídas, principalmente por não abordarem a violência obstétrica, não apresentarem relação com a atuação da enfermagem ou tratarem de contextos distintos do ciclo gravídico-puerperal. Dessa forma, 215 estudos foram considerados potencialmente elegíveis para a leitura na íntegra.
Na fase de leitura completa dos textos, os artigos foram analisados de maneira criteriosa, aplicando-se rigorosamente os critérios de inclusão e exclusão previamente definidos. Nessa etapa, 204 estudos foram excluídos por diferentes motivos, entre os quais se destacam: delineamento do tipo revisão de literatura, ausência de foco na enfermagem, indisponibilidade do texto completo, inadequação metodológica ou falta de relação direta com o enfrentamento da violência obstétrica.
Ao término desse processo, 11 estudos atenderam integralmente aos critérios de elegibilidade, compondo a amostra finalda presente revisão integrativa. Todo esse processo pode ser visualizado no fluxograma PRISMA abaixo.
Figura 1. Fluxograma PRISMA do processo de seleção dos estudo.
Concluído o processo de identificação, triagem e elegibilidade dos estudos, conforme apresentado no fluxograma PRISMA, procedeu-se à caracterização dos 11 artigos incluídos na amostra final desta revisão integrativa, como se observa na figura 1. Nessa etapa, os estudos foram analisados de forma sistemática, considerando aspectos como ano de publicação, objetivo, delineamento metodológico e principais resultados relacionados à violência obstétrica e às intervenções da enfermagem.
Foram adotados como critérios de inclusão: artigos científicos originais; publicados nos últimos cinco anos (2019–2025); disponíveis na íntegra; nos idiomas português, inglês ou espanhol; e que abordassem diretamente a violência obstétrica e seus impactos na saúde mental da puérpera, bem como a atuação da enfermagem nesse contexto.
Como critérios de exclusão, foram considerados: estudos duplicados; publicações fora do recorte temporal estabelecido; artigos sem acesso ao texto completo; produções que não respondiam à questão norteadora; e documentos como editoriais, cartas ao editor, resumos de eventos, dissertações e teses. A exclusão de estudos de revisão foi adotada com o objetivo de priorizar evidências primárias.
O processo de seleção dos estudos ocorreu em três etapas. Inicialmente, realizou-se a leitura dos títulos e resumos para identificação da pertinência dos estudos. Em seguida, os artigos potencialmente elegíveis foram submetidos à leitura na íntegra, sendo avaliados quanto à adequação aos critérios estabelecidos. Por fim, os estudos incluídos compuseram a amostra final da revisão.
Esse processo foi sistematizado por meio do fluxograma PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses), adaptado para revisão integrativa, garantindo transparência, rastreabilidade e reprodutibilidade metodológica.
A extração dos dados foi realizada por meio de instrumento estruturado, elaborado pelas autoras, contemplando as seguintes variáveis: autor(es), ano de publicação, país de origem, objetivo do estudo, delineamento metodológico, principais resultados e conclusões. Os dados foram organizados em quadro sinóptico, facilitando a análise comparativa entre os estudos.
A avaliação crítica dos estudos incluídos foi realizada considerando o delineamento metodológico, a consistência dos resultados e o nível de evidência científica. Para essa classificação, adotaram-se critérios baseados na hierarquia das evidências, permitindo identificar a robustez metodológica dos estudos analisados.
A análise dos dados foi conduzida por meio de abordagem qualitativa-interpretativa, com leitura aprofundada e sistemática dos estudos. Posteriormente, os achados foram submetidos à análise temática de conteúdo proposta por Bardin (2011), sendo organizados em categorias temáticas definidas a partir da recorrência e relevância dos resultados para o objetivo da pesquisa, contemplando aspectos relacionados aos impactos da violência obstétrica, às percepções da enfermagem e às intervenções no enfrentamento desse fenômeno.
Por se tratar de uma revisão integrativa da literatura, baseada em dados secundários de domínio público, não houve necessidade de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa, conforme estabelecido pelas Resoluções nº 466/2012 e nº 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde. Ressalta-se que foram respeitados os princípios éticos da pesquisa científica, garantindo a fidedignidade na análise dos dados e a adequada citação das fontes utilizadas.
3. RESULTADOS
Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, foram incluídos 11 estudos na amostra final desta revisão integrativa, conforme descrito na metodologia.
A caracterização dos estudos selecionados foi organizada em quadro sinóptico (Tabela 2), contendo informações sobre autores, ano de publicação, objetivos, delineamento metodológico e principais resultados, o que possibilitou a análise comparativa e a identificação de padrões entre as evidências científicas incluídas.
Tabela 2. Caracterização dos estudos incluídos na revisão integrativa de literatura.
Título/Autor/Ano | Objetivo | Metodologia | Resultados |
1- Relationship between perceived obstetric violence and the risk of postpartum depression: An observational study./ Vázquez et al. (2022). | Determinar a relação entre a percepção de violência obstétrica e o risco de depressão pós-parto (DPP). | Estudo observacional transversal, realizado na Espanha com 782 mulheres até 12 meses pós-parto. Utilizou questionário online e a Escala de Depressão Pós-Parto de Edimburgo (EPDS), com análise por regressão logística. | A violência obstétrica verbal e psicoafetiva associou-se ao maior risco de depressão pós-parto. O apoio durantegestação, parto e puerpério mostrou efeito protetor significativo. |
2- Association between mistreatment of women during childbirth and symptoms suggestive of postpartum depression./ Paizet al. (2022). | Verificar se existe associação entre ter sofrido maus-tratos durante o parto e apresentar sintomas sugestivos de depressão pós-parto. | Estudo transversal com 287 mulheres em duas maternidades do sul do Brasil. Dados coletados por entrevista presencial e EPDS; análise por regressão de Poisson. | Maus-tratos durante o parto associaram-se a maior prevalência de sintomas depressivos no pós-parto, especialmente entre mulheres com menor nível socioeconômico e histórico de sofrimento psíquico. |
3- Perception of obstetric violence and risk of post-traumatic stress disorder at 6 months postpartum: an observational study./ Esquinas et al. (2025). | Analisar a relação entre a percepção de tratamento inadequado durante o parto e o risco de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) aos 6 meses em uma amostra de mulheres avaliadas 3 meses após o parto. | Estudo observacional longitudinal com 341 mulheres na Espanha, acompanhadas até seis meses pós-parto, utilizando instrumentos validados e regressão logística. | Maior percepção de violência obstétrica elevou significativamente o risco de TEPT pós-parto, enquanto o apoio social atuou como fator de proteção. |
4- Obstetric violence in a group of Italian women: socio-demographic predictors and effects on mental health./ Scandurraet al. (2022). | Explorar os tipos e a incidência de violência obstétrica (VO) em um grupo de mulheres italianas, bem como os fatores sociodemográficos associados; e avaliar se a VO afeta a saúde mental das mulheres (por exemplo, sofrimento psicológico e estresse pós-traumático | Estudo transversal online com 282 mulheres italianas, analisando fatores sociodemográficos, experiências de parto e indicadores de saúde mental. | Alta prevalência de violência obstétrica, sobretudo abuso e violência. Essas formas apresentaram maior impacto negativo sobre a saúde mental do que cuidados não consentidos. |
5- The impact of obstetric violence on postpartum quality of life through psychological pathways./ Kohan, Tudela e Youseflu (2025). | Testar um modelo conceitual que considera o papel inter-relacionado da violência obstétrica, saúde mental, autoestima e TEPT na qualidade de vida pós-parto (QVPP) por meio de análise de caminhos. | Estudo transversal com 385 puérperas, utilizando análise de caminhos para avaliar relações entre violência obstétrica, saúde mental, autoestima e qualidade de vida. | A violência obstétrica apresentou efeitos diretos e indiretos negativos sobre a saúde mental, autoestima, TEPT e qualidade de vida no pós-parto. |
6- The Relationship Between Nursing Students’ Perception of Obstetric Violence, Pre‐Pregnancy Fear of Childbirth, and Moral Sensitivity: A Cross‐Sectional Study./ Erbil, Yamak e Yanik (2025). | Examinar a relação entre a sensibilidade moral, a percepção de violência obstétrica e o medo do parto antes da gravidez em estudantes de enfermagem. | Estudo transversal com 315 estudantes de enfermagem, utilizando escalas de percepção de violência obstétrica, sensibilidade moral e medo do parto. | A percepção da violência obstétrica foi preditora do medo do parto antes da gravidez; observou-se relação fraca e negativa entre sensibilidade moral e maus-tratos. |
7- Social representations of nursing students about obstetric violence: study with a structural approach./ Gomes et al. (2024). | Apreender a estrutura das representações sociais de estudantes de enfermagem sobre violência obstétrica. | Estudo qualitativo com 117 estudantes de enfermagem, utilizando evocações livres de palavras e análise prototípica das representações sociais. | A violência obstétrica foi representada como desrespeito, sofrimento e violação, centrada em práticas profissionais que causam sofrimento às mulheres. |
8- Assessing nursing students' perceptions of obstetric violence: A cross-sectionalstudy./ Küçük, Çalik e Çinar (2025). | Determinar se os estudantes de enfermagem percebem certas práticas clínicas durante o trabalho de parto e o parto como violência obstétrica e identificar os fatores que influenciam essas percepções. | Estudo transversal com 307 estudantes de enfermagem na Turquia, utilizando questionário estruturado e análises estatísticas multivariadas. | Os estudantes apresentaram nível moderado de percepção da violência obstétrica, influenciado pelo gênero e ano acadêmico. |
9- A enfermagem no parto humanizado e na redução da violência obstétrica./ Rosa et al. (2025). | Demonstrar a importância do serviço de enfermagem na humanização do parto e com isto a diminuição da violência obstétrica. | Pesquisa quanti-qualitativa com 15 gestantes, analisando assistência pré-natal e percepção sobre parto humanizado. | Evidenciou-se fragilidade na orientação sobre violência obstétrica, apesar do reconhecimento da importância da enfermagem na humanização do parto. |
10- A percepção da violência obstétrica pelos enfermeiros residentes da enfermagem obstétrica na região Norte./ Araújo et al. (2025). | Compreender a percepção dos residentes de Enfermagem Obstétrica sobre a violência obstétrica. | Estudo qualitativo exploratório com residentes de enfermagem obstétrica, por meio de entrevistas semiestruturadas. | Os residentes reconhecem a violência obstétrica, mas apontam falta de autonomia profissional como barreira para o enfrentamento das práticas violentas. |
11- A percepção da enfermagem obstetra acerca da violência obstétrica no cotidiano da assistência materna./ Araújo et al. (2024). | Compreender a percepção de enfermeiras obstétricas sobre a violência obstétrica no seu cotidiano no campo do parto e nascimento. | Estudo qualitativo com 25 enfermeiras obstétricas, utilizando entrevistas e análise de conteúdo. | A violência obstétrica foi associada a práticas desrespeitosas no cuidado; a formação profissional foi destacada como elemento central para mudança do modelo assistencial. |
Fonte: Elaboração Autores (2026).
A síntese dos estudos incluídos evidencia que a produção científica analisada apresenta predominância de delineamentos observacionais e qualitativos, voltados principalmente à compreensão das repercussões da violência obstétrica na saúde mental das mulheres e às percepções de estudantes e profissionais de enfermagem sobre o fenômeno. Os resultados convergem ao apontar que a violência obstétrica, em suas múltiplas manifestações, associa-se a desfechos psicológicos adversos no pós-parto, bem como a fragilidades na formação e na prática profissional da enfermagem.
4. DISCUSSÃO
A violência obstétrica configura-se como uma forma de violência institucional e de gênero, manifestada no contexto da assistência ao ciclo gravídico-puerperal, caracterizada por práticas que desconsideram a autonomia, a dignidade e a subjetividade da mulher. Embora historicamente naturalizada sob a justificativa da tecnificação do parto e da proteção materno-fetal, a literatura contemporânea evidencia que tais práticas produzem efeitos que ultrapassam o evento obstétrico, repercutindo de forma significativa na saúde mental da mulher no pós-parto (Rosa et al., 2025).
Com base nos resultados obtidos nesta revisão, a discussão foi organizada em três categorias temáticas: (1) impactos da violência obstétrica na saúde mental da mulher no pós-parto; (2) percepções, representações sociais e formação em enfermagem; e (3) atuação e intervenções da enfermagem no enfrentamento da violência obstétrica.
4.1. Impactos da Violência Obstétrica na Saúde Mental da Mulher no Pós-parto
Os resultados evidenciam que a experiência de violência obstétrica não se restringe ao momento do parto, estando associada a manifestações de sofrimento psíquico que comprometem o bem-estar emocional, a autoestima e a qualidade de vida no puerpério.
Os achados de Vázquez et al. (2022) indicam que a violência obstétrica, especialmente em suas dimensões verbal e psicoafetiva, está associada ao aumento do risco de depressão pós-parto. A elevada proporção de mulheres com risco para esse desfecho evidencia a magnitude do problema e aponta fragilidades nos modelos assistenciais que ainda subestimam o impacto das interações profissionais no contexto do parto.
Observa-se que o sofrimento psíquico não está relacionado exclusivamente a desfechos clínicos adversos, mas também a experiências subjetivas de desrespeito, silenciamento e desvalorização da mulher. Esse aspecto reforça que a forma como o cuidado é ofertado exerce influência direta sobre a saúde mental no pós-parto.
De maneira convergente, Paiz et al. (2022) demonstram que práticas como ausência de acompanhante, falta de privacidade e comunicação inadequada configuram maus-tratos associados ao aumento da prevalência de sintomas depressivos. A utilização de uma variável composta de maus-tratos permite compreender a violência obstétrica como um fenômeno cumulativo, resultante da soma de múltiplas experiências negativas.
Os achados de Esquinas et al. (2025) ampliam essa compreensão ao evidenciar associação entre a percepção de violência obstétrica e o risco de desenvolvimento de transtorno de estresse pós-traumático no pós-parto. Destaca-se que o tratamento inadequado por profissionais de saúde foi identificado como fator fortemente associado ao desfecho traumático, indicando que a dimensão relacional do cuidado possui impacto significativo na experiência materna.
Scandurra et al. (2022) acrescentam uma dimensão estrutural ao evidenciar maior exposição à violência obstétrica entre mulheres mais jovens, com menor escolaridade e menor acesso à informação, indicando que o fenômeno não ocorre de forma homogênea, mas está relacionado a desigualdades sociais. Adicionalmente, formas explícitas de abuso apresentaram maior impacto na saúde mental quando comparadas a cuidados não consentidos, sugerindo que a percepção de humilhação e desrespeito intensifica o sofrimento psíquico.
Complementarmente, Kohan, Tudela e Youseflu (2025) demonstram que a violência obstétrica exerce efeitos diretos e indiretos sobre a saúde mental, autoestima e qualidade de vida, evidenciando mecanismos inter-relacionados que sustentam a deterioração do bem-estar no pós-parto. Esses achados indicam que a violência obstétrica atua como fator que reconfigura a percepção da mulher sobre sua experiência materna.
Dessa forma, os resultados analisados indicam que a violência obstétrica deve ser compreendida não apenas como questão ética ou jurídica, mas como um problema de saúde pública com repercussões significativas na saúde mental das mulheres. Nesse contexto, a enfermagem assume papel relevante na identificação precoce do sofrimento psíquico e na promoção de práticas assistenciais baseadas no respeito, na escuta e na autonomia da mulher.
4.2. Percepções, Representações Sociais e Formação em Enfermagem
A análise dos estudos demonstra que a compreensão da violência obstétrica no campo da enfermagem está diretamente relacionada aos processos formativos e às experiências vivenciadas nos cenários de prática.
Os achados de Erbil, Yamak e Yanik (2025) indicam que a percepção da violência obstétrica entre estudantes de enfermagem se relaciona a dimensões emocionais e morais, como o medo do parto e a sensibilidade moral. Embora a correlação identificada seja de baixa magnitude, os resultados sugerem que a formação profissional pode influenciar a forma como futuros profissionais percebem e respondem ao fenômeno.
Adicionalmente, Gomes et al. (2024) evidenciam que estudantes de enfermagem associam a violência obstétrica a elementos como desrespeito, sofrimento e violação, demonstrando reconhecimento teórico do problema. Entretanto, observa-se que esse reconhecimento nem sempre se traduz em capacidade de identificação da violência na prática clínica, indicando uma dissociação entre conhecimento teórico e prática assistencial.
Os resultados de Küçük, Çalik e Çinar (2025) reforçam essa análise ao demonstrar que estudantes apresentam percepção moderada da violência obstétrica, com dificuldades em reconhecer determinadas práticas como violentas. Esse achado sugere a persistência de um modelo biomédico que legitima intervenções sem problematização crítica, especialmente quando associadas à ideia de necessidade técnica.
Observa-se, ainda, que fatores como gênero e tempo de formação influenciam essa percepção, sendo que maior exposição aos cenários de prática pode, em alguns casos, reduzir a capacidade crítica, possivelmente devido à adaptação às rotinas institucionais.
Dessa forma, os resultados indicam que a formação em enfermagem deve incorporar, de maneira sistemática, espaços de reflexão crítica sobre as práticas assistenciais, contemplando temas como consentimento, comunicação, relações de poder e direitos das mulheres. A ausência dessa abordagem tende a perpetuar modelos de cuidado que reproduzem práticas desrespeitosas.
4.3. Atuação e Intervenções da Enfermagem no Enfrentamento da Violência Obstétrica
Os resultados evidenciam que a atuação da enfermagem no enfrentamento da violência obstétrica é multifacetada e ocorre em diferentes níveis do cuidado.
Rosa et al. (2025) demonstram que a enfermagem desempenha papel importante na promoção do parto humanizado, contribuindo para a redução de práticas violentas. No entanto, observa-se que a ausência de orientações sistematizadas sobre violência obstétrica limita a efetividade dessa atuação, evidenciando que a humanização do cuidado requer ações intencionais e estruturadas.
Os achados de Araújo et al. (2025) indicam que, embora residentes em enfermagem reconheçam a violência obstétrica, fatores como falta de autonomia profissional e resistência institucional dificultam a implementação de mudanças na prática. Esses resultados evidenciam que o enfrentamento da violência obstétrica não depende exclusivamente do conhecimento individual, mas também das condições organizacionais do trabalho em saúde.
De forma convergente, Araújo et al. (2024) demonstram que práticas de desrespeito e negligência são frequentemente naturalizadas no cotidiano assistencial, indicando a necessidade de transformação dos modelos de cuidado. Nesse contexto, a formação profissional emerge como elemento central para a ressignificação das práticas assistenciais.
A análise integrada dos estudos permite identificar três níveis de atuação da enfermagem: preventivo, interventivo e pós-evento. No nível preventivo, destacam-se ações educativas no pré-natal, fortalecimento do vínculo e promoção da autonomia da mulher (Mesquita et al., 2024). No nível interventivo, a enfermagem atua na garantia de direitos, na comunicação e na mediação do cuidado (Rosa et al., 2025). No pós-evento, a atuação envolve acolhimento, reconhecimento do sofrimento e encaminhamento adequado (Araújo et al., 2025).
Entretanto, os resultados indicam que a efetividade dessas intervenções depende de fatores como formação crítica, apoio institucional e reorganização dos modelos assistenciais. Dessa forma, responsabilizar exclusivamente o profissional de enfermagem pelo enfrentamento da violência obstétrica desconsidera a complexidade estrutural do fenômeno.
5. CONCLUSÃO
O presente estudo teve como objetivo analisar os impactos da violência obstétrica na saúde mental da puérpera, bem como compreender a atuação da enfermagem na prevenção, identificação e enfrentamento dessa problemática. Os resultados evidenciaram que a violência obstétrica está associada a repercussões significativas na saúde mental das mulheres, influenciando negativamente a vivência do puerpério, a construção da maternidade e a relação com os serviços de saúde.
Entre os principais achados, destaca-se a associação entre experiências de desrespeito, coerção, negligência e comunicação inadequada com desfechos psíquicos adversos, como depressão pós-parto, sofrimento emocional e sintomas relacionados ao trauma. Esses resultados reforçam a compreensão da violência obstétrica como um relevante problema de saúde pública, que exige reconhecimento institucional e estratégias contínuas de enfrentamento.
No que se refere à enfermagem, evidenciou-se que a profissão ocupa posição estratégica nesse contexto, em virtude da proximidade com a mulher ao longo do ciclo gravídico-puerperal e da natureza ética, relacional e educativa do cuidado. Entretanto, observou-se que esse potencial nem sempre se concretiza plenamente, devido a limitações estruturais dos serviços de saúde, restrições na autonomia profissional e lacunas na formação acadêmica, que podem favorecer a reprodução de práticas naturalizadas no cotidiano assistencial.
Adicionalmente, identificou-se uma lacuna relevante na produção científica quanto à descrição e avaliação de intervenções sistematizadas de enfermagem voltadas ao enfrentamento da violência obstétrica. Embora haja consenso quanto à importância da enfermagem na humanização da assistência e na mitigação dos danos decorrentes de práticas violentas, ainda são escassos os estudos que mensuram, de forma estruturada, a efetividade dessas intervenções.
Como limitações deste estudo, destacam-se o número reduzido de estudos incluídos, a heterogeneidade metodológica das pesquisas analisadas e a predominância de delineamentos observacionais, o que pode limitar a generalização dos achados. Além disso, a escassez de estudos de intervenção restringe a compreensão mais aprofundada das estratégias mais eficazes para o enfrentamento da violência obstétrica.
Diante disso, recomenda-se o desenvolvimento de pesquisas futuras que avaliem intervenções específicas de enfermagem, com delineamentos metodológicos mais robustos, bem como o fortalecimento da formação profissional, com ênfase em aspectos éticos, comunicacionais e nos direitos das mulheres. Ressalta-se, ainda, a necessidade de implementação de políticas institucionais que promovam mudanças nos modelos assistenciais, favorecendo práticas centradas na mulher e baseadas em evidências.
Por fim, os achados deste estudo contribuem para ampliar a compreensão da violência obstétrica como um fenômeno complexo e multifatorial, reafirmando a enfermagem como agente relevante na construção de uma assistência obstétrica ética, humanizada e socialmente responsável.
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1 Graduanda do Curso de Enfermagem da Faculdade Centro Universitário Cesmac. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
2 Graduanda do Curso de Enfermagem da Faculdade Centro Universitário Cesmac. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
3 Prof. Me. do curso de Enfermagem da Faculdade Centro Universitário Cesmac. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail