EMPREENDEDORISMO E POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO DO PIAUÍ: PANORAMA, CARACTERIZAÇÃO DE ORGANIZAÇÕES E POLÍTICAS DE FOMENTO

ENTREPRENEURSHIP AND PUBLIC POLICIES FOR THE SOCIOECONOMIC DEVELOPMENT OF PIAUÍ: OVERVIEW, CHARACTERIZATION OF ORGANIZATIONS, AND PROMOTION POLICIES

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/775693820

RESUMO
A pesquisa teve como objetivo descrever as principais políticas públicas para o desenvolvimento socioeconômico de organizações privadas no Piauí, classificando-as conforme o tipo, porte e segmento das empresas beneficiadas. Trata-se de uma pesquisa básica, de caráter descritivo-exploratório, que utilizou as estratégias de pesquisa bibliográfica e documental. Os materiais foram coletados em bases científicas (SciELO, Spell e Periódicos CAPES) e em sites de órgãos públicos do estado do Piauí, sendo analisados por meio de análise documental e de conteúdo. Os resultados evidenciam um conjunto estruturado de políticas públicas, com destaque para a atuação da Investe Piauí na atração de grandes investimentos, a consolidação do Programa Startup Piauí no fomento à inovação, e os avanços em infraestrutura logística e desburocratização. Conclui-se que o estado tem adotado um modelo de desenvolvimento orientado pelo planejamento estratégico de longo prazo, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), embora persistam desafios no acesso ao crédito e no fomento direcionado às micro e pequenas empresas.
Palavras-chave: Desenvolvimento Socioeconômico. Empreendedorismo. Organizações Privadas. Piauí. Políticas Públicas.

ABSTRACT
The research aimed to describe the main public policies for the socioeconomic development of private organizations in Piauí, classifying them according to the type, size, and segment of the beneficiary companies. This is basic, descriptive-exploratory research that employed bibliographic and documental research strategies. Materials were collected from scientific databases (SciELO, Spell and CAPES Periodicals) and from the websites of public agencies in the state of Piauí, being analyzed using document analysis and content analysis. The results show a structured set of public policies, highlighting the role of Investe Piauí in attracting large investments, the consolidation of the Startup Piauí Program in fostering innovation, and advances in logistics infrastructure and deregulation. It is concluded that the state has adopted a development model guided by long-term strategic planning, aligned with the Sustainable Development Goals (SDGs), although challenges persist regarding access to credit and targeted support for micro and small enterprises.
Keywords: Socioeconomic Development. Entrepreneurship. Private Organizations. Piauí. Public Policies.

1. INTRODUÇÃO

As organizações, de modo geral, são compostas por atores heterogêneos, cada um com seus próprios objetivos, mas que, em conjunto, direcionam a instituição ao propósito maior de atender às necessidades da sociedade como um todo, ou de parte dela. No entanto, muitas empresas não conseguem alcançar o sucesso e a continuidade de suas atividades ao longo do tempo (Grothe-Hammer; Rachlitz, 2025; March; Simon, 1967; Oliveira, 2023; Pérez-Barea, 2025; Porter, 2004; Ribeiro-Filho; Lemos; Ribeiro; Moura; Fonseca; Monteiro, 2020).

Neste cenário, a ausência de conhecimento sobre políticas públicas de fomento ao desenvolvimento revela-se como uma das causas de problemas enfrentados pelas organizações (Castro; Silva; Ribeiro, 2023; Chaves; Júnior; Ribeiro, 2023), pois existem diversas políticas públicas direcionadas às organizações, sendo algumas específicas como as voltadas para inovação, fomento de contratações de determinado tipo de profissional, acesso a linhas de crédito mais facilitado, subsídios, entre outras (Carvalho; Coelho, 2023; Ribeiro; Sousa, 2024; Silva; Silva, 2024; Souza Júnior, 2024), as quais podem ser utilizadas para subsidiar o planejamento organizacional e liderar a rotina de uma empresa de forma mais estratégica alicerçando-se em políticas públicas direcionadas ao segmento empresarial de atuação.

O crescimento devagar em certas economias é decorrente do baixo nível de capacidade tecnológica e gerencial das empresas como um todo. Refletindo condições históricas das organizações situadas em economias emergentes e seu processo de industrialização moroso, associando-se a isso a questão do difícil acesso a oportunidades de aprendizagem que permitam um acúmulo de capacidades técnicas, gerenciais e tecnológicas, além das falhas recorrentes de políticas públicas por vezes mal concebidas (Figueiredo, 2023), daí a relevância da investigação ora proposta.

Portanto, considerando que muitas empresas não alcançam o sucesso e perpetuação de suas atividades ao longo do tempo, a presente pesquisa é de cunho básico, a qual se buscou identificar e descrever as políticas públicas para o desenvolvimento socioeconômico de organizações privadas no Piauí. A mesma foi realizada por meio da estratégia de pesquisa bibliográfica e pesquisa documental em buscadores científicos e bases públicas do Governo do Estado do Piauí e adotou como objetivo central: descrever as principais políticas públicas existentes, classificando-as de acordo com o tipo, porte e segmento das empresas beneficiadas.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1. Organizações e Sociedade

A sociedade moderna é composta por organizações, das quais as pessoas dependem para ter suas necessidades atendidas, sejam elas relacionadas à alimentação, moradia, lazer, educação, saúde e as mais diversas necessidades humanas e sociais. Com isso em mente, revela-se com nível elevado a importância contemporânea da existência das organizações de uma forma geral. Nesta situação, os governos têm sido agentes catalisadores do desenvolvimento das sociedades no momento em que concebem ações e políticas públicas para as empresas poderem gerar emprego de qualidade e produção de mercadorias e serviços necessários às pessoas (Ribeiro; Leite, 2021; Ribeiro; Silva, 2024; Silva; Lima; Gomes, 2025).

Existem relações de poder das mais diversas na vida pública e privada, as quais podem limitar a ação dos grupos e organizações à ideia de influência percebida, a qual pode condensar as contradições sociais agindo junto ao tecido social. Tal cenário pode moldar de forma direta ou indireta as relações ou mesmo ser por elas moldado, daí a necessidade de termos diversos atores, mesmo que conflitantes, envolvidos na construção de políticas públicas para o desenvolvimento socioeconômico das empresas. Desta forma, as organizações moldam e são moldadas pela sociedade na qual estão inseridas e são afetadas diretamente pelos atores envolvidos direta ou indiretamente (Marques, 2023; Ribeiro; Marques, 2025).

As empresas alcançam a sustentabilidade quando contemplam questões de interesse da sociedade em seu entorno, sejam elas preocupações ambientais, econômicas e/ou sociais. A adoção de uma visão holística adaptada às necessidades de cada ambiente permite o desenvolvimento de estratégias exequíveis e de sucesso na ótica dos empregados, clientes, comunidades locais, investidores e atores diversos (Hellvig; Nobre, 2024; Nobre; Ribeiro, 2013; Nobre; Ribeiro; Walker, 2019; Vilardo; Trigo; Trigo; Cordeiro; Maciel; Corrêa; Pereira; Maruyama, 2025).

2.2. Desenvolvimento Socioeconômico

Navarro-Munoz (2023) aponta que a Organização das Nações Unidas (ONU) estimula a concepção de organizações alicerçadas em premissas como a consciência ambiental e social de forma a promover o emprego, o desenvolvimento econômico local, a sustentabilidade, a dignidade do trabalho, entre outras questões. Com isso, as organizações desenvolvem modelos de negócios viáveis, os quais competem de forma justa com base em princípios cooperativos e sustentáveis gerando colaboração de grupos na democratização de suas rendas e contribuições (Redin; Liszbinski; Fogaça, 2025).

Santos, Santos e Maia (2023) desenvolveram um estudo onde analisaram os efeitos das inovações ambientais sobre a produtividade das empresas de determinado segmento industrial e concluíram que o desenvolvimento de políticas e estratégias mais sustentáveis conduziram as organizações rumo a um aumento de produtividade, além de que as regulações ambientais impostas pelo poder público afetam positivamente a produtividade das firmas. Baseando-se nisso é possível inferir que o desenvolvimento socioeconômico local pode e deve ser conduzido pelo poder público tendo em vista o tecido empresarial heterogêneo existente (De Medeiros Silva e Araújo; De Medeiros Filho; Trigueiro Fernandes, 2025; Ribeiro; Segatto; Coelho, 2013).

2.3. Políticas Públicas para Desenvolvimento Socioeconômico no Piauí

O Brasil tem concebido políticas públicas de inovação objetivando subsidiar o desenvolvimento socioeconômico, mas ainda de forma insuficiente, fazendo com que o desenvolvimento socioeconômico do Brasil venha sendo limitado por diversos fatores, dentre eles, a baixa capacidade tanto para gerir quanto para gerar inovações que sejam significativas em nível de empresas, indústrias e até mesmo na economia em geral (Figueiredo, 2023; Ribeiro; Marques, 2025).

Há um interesse geral para compreender quais fatores estão por trás do desempenho econômico e das condições de vida. Com o passar do tempo o foco de análise migrou do nível macroeconômico para o nível subnacional, na busca resolver problemas socioeconômicos a partir de uma perspectiva mais particularizada (Izquierdo-Rodriguez; Carangui-Velecela, 2022; Klipel Silva; Soliani; Satrapa; Lobão, 2025).

Nesta perspectiva é que os governos locais e regionais se apresentam como atores fundamentais para a criação de políticas públicas capazes de alicerçar um subsistema local e/ou regional para criação de organizações capazes de contribuir para o desenvolvimento socioeconômico da sociedade, pois a existência de empresas bem-sucedidas e diversificadas em um determinado território pode se traduzir em expansão socioeconômica e até mesmo de melhoria na qualidade de vida geral da população (Izquierdo-Rodriguez; Carangui-Velecela, 2022; Zeni; Ogoshi; Maia; Borges, 2024).

O desenvolvimento de políticas públicas para subsidiar organizações em suas ações contribui para que o próprio Estado e suas cidades se desenvolvam e, em consequência, suas populações alcancem melhor qualidade de vida. Os encadeamentos produtivos, a diversificação das atividades econômicas, a qualidade dos produtos e serviços ofertados aos habitantes acabam por gerar uma simbiose harmônica que permite a geração e troca de informação, educação, pesquisa e desenvolvimento, empregos de melhor remuneração e, consequente desenvolvimento socioeconômico e até sustentável das empresas instaladas localmente (Cavalcante; Marquetti, 2026; Da Silva Júnior; De Azevedo, 2025; Nobre; Ribeiro, 2013; Staback; Lima, 2023).

3. METODOLOGIA

A presente pesquisa caracteriza-se como básica, de natureza descritivo-exploratória e utilizou as estratégias de pesquisa bibliográfica e documental. Foram buscados materiais publicados de 2021 a 2025 nas plataformas SciELO, Spell e Periódicos CAPES. Além disso, foi feita pesquisa documental em sites de órgãos públicos do Piauí que possuam gestão ou execução de políticas públicas voltadas às organizações privadas atuantes no Estado. A análise documental e análise de conteúdo foram as técnicas de análise de dados aplicadas.

Foram coletados materiais publicados entre 2021 e 2025 nas plataformas SciELO, Spell e Periódicos CAPES, utilizando-se descritores como 'Políticas Públicas', 'Desenvolvimento Socioeconômico', 'Empresa Privada', 'Empresas Piauienses', bem como combinações entre eles. Além disso, foi feita pesquisa documental em sites de órgãos públicos do Piauí que possuíam gestão ou execução de políticas públicas voltadas às organizações privadas atuantes no Estado. Não foram realizadas entrevistas com empregados, gestores ou servidores e todas as análises e inferências foram baseadas nos materiais coletados (Quadro 1).

Quadro 1 – Protocolo de Pesquisa Bibliográfica e Pesquisa Documental

Fonte

O que procurar

Foco de análise

Scielo, Spell e Periódico Capes

a) Publicações dos anos de 2021 a 2025 (artigos, teses, dissertações e/ou livros) que tratem de Políticas Públicas para o Desenvolvimento Socioeconômico de Organizações Privadas do Piauí

Políticas Públicas para o Desenvolvimento Socioeconômico de Empresas Privadas do Piauí:

1. Foco e escopo da política pública

2. Divulgação da política pública

3. Crédito disponível devido à política pública

4. Formas de acesso à política pública

5. Seguimento empresarial que tem direito à política pública

6. Perspectiva de alcance da política pública (ou público alcançado)

Sites de órgãos públicos do Piauí

b) Leis e Normativos que estejam em vigor sobre Políticas Públicas para o Desenvolvimento Socioeconômico de Organizações Privadas do Piauí

Fonte: Autoria própria (2025)

A análise documental e análise de conteúdo constituíram as técnicas de análise de dados aplicadas, para isso, os dados foram organizados, tabulados e categorizados de maneira que se pudesse realizar inferências sobre as políticas públicas para o desenvolvimento socioeconômico de empresas privadas do Piauí de forma a caracterizar as empresas e políticas acessíveis às mesmas.

Os preceitos éticos e legais foram respeitados, enquadrando a pesquisa nas exigências legais de creditação de direitos autorais referentes às fontes utilizadas na construção e desenvolvimento da pesquisa, bem como seus produtos finais (relatório, publicações, etc). Os arquivos, publicações, materiais, análises e registros com os dados coletados durante a pesquisa, bem como os relatórios consequentes, seguem arquivados e com acesso restrito aos pesquisadores.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Neste tópico são apresentados os achados de pesquisa, bem como as principais inferências de forma a aprofundar as análises e contribuir com o desenvolvimento da ciência.

As políticas públicas exercem papel estruturante ao criar condições para que organizações privadas alcancem maior competitividade e sustentabilidade. No contexto piauiense, esse alinhamento entre Estado e iniciativa privada materializa-se em um conjunto articulado de programas e ações, cujos resultados são analisados a seguir.

O Governo do Piauí busca integrar suas políticas públicas de forma alinhada ao planejamento estratégico, direcionando suas ações por meio do Plano Plurianual (PPA), articulado ao Plano Piauí 2030. Este Plano representa um comprometimento do Governo do Estado do Piauí com a Agenda 2030 no qual assinou um memorando de entendimento com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD com finalidade de contribuir com o atingimento das metas pactuadas dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A Secretaria de Estado do Planejamento do Piauí – SEPLAN/PI, coordenou a elaboração do planejamento realizando escutas junto aos órgãos de governo, organizações representativas setor empresarial e organizações da sociedade civil dos 12 Territórios de Desenvolvimento do Piauí (TDs). Composto por quatro eixos estratégicos para o desenvolvimento do Estado do Piauí até o ano de 2030, sendo: Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Trabalho, Emprego e Renda e, Infraestrutura e Redução das Desigualdades (Piauí, 2024). O quadro 1 apresenta um resumo do enfoque a ser adotado.

Quadro 1 – Os quatro eixos estratégicos para o desenvolvimento do Piauí

Eixo 1

Meio Ambiente e Mudanças Climáticas equivale à barreira posta na regulamentação de uso e ocupação do solo e está relacionado diretamente aos ODS 2, ODS 6, ODS 11, ODS 12, ODS 13, ODS 14 e ODS 15.

Eixo 2

Trabalho, Emprego e Renda são promovidos por estratégias e ações focadas no fortalecimento das cadeias produtivas e em um conjunto de iniciativas para impulsionar o desenvolvimento econômico do estado e está relacionado diretamente aos ODS 2, ODS 8, ODS 9 e ODS 17.

Eixo 3

Infraestrutura corresponde à barreira de acesso à água e a qualidade da energia elétrica oferecida à população, impactando tanto para uso doméstico quanto as atividades produtivas e está relacionado diretamente aos ODS 6, ODS 8, ODS 9, ODS 10 e ODS 11.

Eixo 4

Redução das Desigualdades é aplicado às ações que promovam mais oportunidades e acesso a cidadania à população piauiense e está diretamente relacionado aos ODS 1, ODS 2, ODS 3, ODS 4, ODS 5, ODS 10 e ODS 12.

Fonte: Autoria própria a partir de Piauí (2024) e dados da pesquisa (2026)

Com destaque no Eixo 2 - Trabalho, Emprego e Renda um dos objetivos estratégicos é a busca do fortalecimento das cadeias produtivas, fabricação de bens com maior valor agregado, crescimento da produção e da produtividade, expansão do mercado de forma ambientalmente sustentável com relação direta aos ODS 2, 8 e 9 que assumem o programa de Adensamento produtivo e tecnológico com projetos para Desenvolvimento da cadeia produtiva do turismo, Desenvolvimento do setor de comércio e serviços, Desenvolvimento dos agronegócios, Conexão da agricultura familiar com a agroindústria e o mercado, Aumento dos canais de comercialização e estruturação de complexos de distribuição e logística.

Um segundo objetivo desse eixo é o fomento do desenvolvimento de atividades de inovação e a utilização das tecnologias digitais no setor produtivo associados aos ODS 8 e 9, conectam ao programa de Fomento à inovação e ao acesso digital relacionados aos projetos para Extensão produtiva inovadora, Apoio às startups, empreendedorismo inovador, Apoio à certificação de produtos e processos, Qualificação profissional, Ampliação e democratização do acesso digital para pequenos produtores e empreendedores e, Capacitação social para uso das tecnologias digitais (Piauí, 2024).

O Eixo 3 – Infraestrutura tem como objetivo a melhoria da qualidade e ampliação da oferta de energia elétrica, ampliação e preservação da capacidade de logística do estado que estão relacionados aos ODS 8 e 9, com o programa de Desenvolvimento energético nas áreas rurais do Estado do Piauí, com o projeto Fomento à inovação na eletrificação rural descentralizada e com o programa de Modais e logística, o qual têm como projetos importantes: Recuperação de estradas do estado, o Piauí Se Move, Piauí por Trilhos e a Expansão da Malha Ferroviária do Estado (Piauí, 2024).

O Estado, enquanto agente formulador e indutor do desenvolvimento socioeconômico, exerce um importante papel na formulação e implementação de políticas públicas alinhando suas ações às diretrizes estabelecidas no Plano de Governo e às estratégias de crescimento e desenvolvimento socioeconômico, visando potencializar as vocações econômicas e territoriais.

Neste contexto, foi criada a Investe Piauí, que é uma empresa de economia mista criada pela Lei Estadual nº 7.495/2021 com o propósito de integrar políticas públicas de fomento ao desenvolvimento econômico regional. Fazem parte das suas competências a implementação de grandes centros logísticos como Parques Empresariais Regionais em territórios estratégicos do Estado; promover uma rede de serviços de soft landing e mentoring às empresas em processo de instalação no Piauí com oferta de serviços em questões contábeis, jurídicas, tributárias e políticas de incentivos; promover pesquisa e inovação, estimulando à cooperação e potencialização de empresas de base tecnológica (Piauí, 2021).

A Investe Piauí está com atuação relevante em eventos de alto nível, visitas técnicas, escritórios e missões empresariais nacionais e internacionais. De 2023 a 2025, o Piauí participou de 15 missões em 21 países, que resultaram em mais de R$ 49 bilhões em negócios, com acordos nos setores estratégicos do estado como: energias renováveis, tecnologia, mineração e logística (Governo do Piauí, 2025a).

As principais áreas prioritárias de atuação do Estado com apoio da Investe Piauí são: Agronegócio, Energia Limpa, Turismo, Inovação Tecnológica, Logística e Mineração. A Investe Piauí articula investimentos para o estado na captação de investimentos para tais áreas (Governo do Piauí, 2024a).

No quesito econômico, o agronegócio tem sido um aliado do Piauí no desenvolvimento do estado com geração de emprego e renda e fortalecimento do setor. Enquanto produtores de soja e milho, os municípios de Baixa Grande do Ribeiro e Uruçuí estão entre os 50 maiores produtores de grãos do país. Com o crescimento, o setor se tornou um dos principais impulsionadores de desenvolvimento estadual, deixando o estado em situação relevante no cenário nacional e internacional como potência agrícola (Governo do Piauí, 2024b).

A política de incentivos fiscais do Piauí, em 2024, beneficiou 22 indústrias e agroindústrias com o objetivo de fomentar investimentos e ampliar a atuação no estado. De acordo com a Secretaria da Fazenda (Sefaz), esses incentivos devem resultar em aproximadamente R$ 3,4 bilhões em investimentos e na geração de cerca de 1.400 empregos diretos ao longo de quatro anos. As concessões de incentivos são fundamentadas na Lei nº 6.146/2011 que possui finalidade em fomentar a instalação e expansão de indústrias no Piauí, as mesmas podem ser requeridas por meio de processos administrativos abertos pelos empresários interessados (Governo do Piauí, 2025b).

Dentre os beneficiados, destaca-se a empresa Panorama, responsável pelo maior investimento individual, totalizando R$ 1.378.000,00 em parques de energia solar e a Piauhy Indústria de Alimentos, ambas em Ribeiro Gonçalves, resultando 2.655 de empregos gerados diretamente e indiretamente (Piauí Negócios, 2025a).

Os principais investimentos privados na agroindústria no Piauí até 2027, somam cerca de R$ 4,6 bilhões para o desenvolvimento do setor com projetos que contribuam para o impulsionamento da economia local, promovendo a geração de empregos e fortalecimento da atividade produtiva no estado com destaque de oito projetos agroindustriais e com a geração de 5.570 empregos. O quadro 2 apresenta um resumo dos projetos e total do investimento (Piauí Negócios, 2025b).

Quadro 2 – Principais investimentos no setor agroindustrial do Piauí até 2027

Projeto

Impacto

Cidade

Investimento

Frigorífico Piauhy

Previsão de criar entre 450 e 500 empregos diretos até maio de 2026.

Ribeiro Goncalves

R$ 150 Milhões

Usina de etanol de milho Grupo Brasbio/ Progresso

Previsão de início das operações em maio de 2026, fortalecendo a economia local e gerando empregos.

Uruçuí

R$ 1,18 Bilhão

Frigorífico de aves do Grupo Nutriza

Construção de uma unidade com investimento significativo e expectativa de gerar 4.500 empregos diretos até 2027.

Uruçuí

R$ 2,1 Bilhões

Projeto Laticínio Vale do Gurguéia

Iniciativa voltada para o setor de laticínios, atualmente em fase de captação de financiamento e planejamento para a instalação.

Cristino Castro

R$ 234 Milhões

Projeto de Irrigação do Grupo AZN

Expansão para irrigar 7 mil hectares, com foco na diversificação da produção agrícola.

Baixa Grande do Ribeiro

R$ 210 Milhões

Algodoeira do Grupo Franciosi

Construção da unidade para impulsionar a produção de algodão.

Baixa Grande do Ribeiro

R$ 60 Milhões

Algodoeira Grupo Agro Fritzen

Investimento na construção da unidade, com previsão de gerar 70 empregos diretos até julho de 2025.

Bom Jesus

R$ 52,5 Milhões

Expansão da Irrigação do Grupo Franciosi

Ampliação do projeto para aumentar a produtividade e gerar mais empregos na região.

Baixa Grande do Ribeiro

R$ 240 Milhões

Fonte: Autoria própria a partir de dados da pesquisa (2026)

O Frigorífico Piauhy, na cidade de Ribeiro Gonçalves, vem sendo construído para realização no abate de bovinos que representa um marco importante por ser o primeiro frigorífico de bovinos no estado. O empreendimento permite que a carne produzida no estado seja processada, industrializada e comercializada com margem de valor agregado e, com isso, corrobora na redução da dependência de outros estados e fortalece a competitividade do setor local, além de gerar novos empregos qualificados.

Tal investimento contribui com o desenvolvimento socioeconômico, levando infraestrutura, tecnologia e oportunidades de novos negócios e investimentos na região. Atuando em transformação econômica e social por promover geração de empregos, desenvolvimento regional e a valorização do produto local para fortalecimento da cadeia produtiva do Piauí (Piauí Negócios, 2025b).

Destaca-se também a implantação de duas novas usinas na cidade de Uruçuí: uma indústria do Grupo Nutriza, está com expansão da sua operação em construção de um frigorífico de aves e a outra será uma usina de etanol de milho, do Grupo Brasbio em parceria com o Grupo Progresso, investimento que foi articulado pela Investe Piauí, conectando empresa, Governo do Estado e território para viabilização desse projeto.

Com estimativa de mais de 1.300 empregos diretos durante a fase de construção, mostrando como esse empreendimento vai gerar energia, emprego e desenvolvimento econômico no Piauí evidenciando uma relevância estratégica no polo de expansão industrial e energética da região (Piauí Negócios, 2025b; Investe Piauí, 2026).

Nos investimentos destacados está o Grupo Agro Fritzen, no qual foi realizado um investimento de R$ 70 milhões para construção de uma algodoeira inaugurada em 25 de julho de 2025, em Gilbués, no sul do estado do Piauí. O empreendimento marca um avanço econômico e com geração de empregos na região. A empresa é uma impulsionadora na cadeia produtiva do algodão marcando o fortalecimento do agronegócio piauiense.

Com uma infraestrutura moderna e com tecnologia de ponta que permite o beneficiamento diretamente no estado, reduzindo custos com fretes, perdas por atraso, eliminando a necessidade de terceiros e aumentando a qualidade do produto final ampliação de acessos à mercados exigentes que gera maior competividade do algodão piauiense.

O grupo já atua no estado há mais de duas décadas e possui forte presença no Matopiba (região composta por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) com atividades agrícolas diversificadas, incluindo soja, milho, arroz, sorgo e agora o algodão. Com a implantação da nova algodoeira foram gerados cerca de 100 empregos diretos, há também a geração de empregos indiretos. A empresa já possui mais de 600 colaboradores diretos no estado, mostrando o impacto socioeconômico regional e além disso, avanço da agroindustrialização e a qualificação da mão de obra local (Governo do Piauí, 2025c).

A Ferrovia Transnordestina, que irá interligar importantes territórios do Piauí aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE), um marco significativo para redução de tempo com transporte de mercadorias e facilitando o escoamento de grãos e minérios produzidos do estado e ampliando a capacidade de exportação da região, fortalecendo cadeias produtivas (GP1, 2025).

Com o objetivo de agregar valor à produção e fortalecer a economia local, o estado tem investido em programas de incentivo à indústria e ao empreendedorismo como o Programa Made in Piauí (https://madeinpiaui.com.br/), que é um programa focado na divulgação, comercialização e enaltecimento dos produtos locais. Com destaque o lançamento oficial da plataforma digital Made in Piauí que foi desenvolvida pela Investe Piauí, permitindo conectar artesãos piauienses a compradores do mercado nacional e internacional. Além disso, o programa criou o selo “Made In Piauí” para certificar a autenticidade e a qualidade dos produtos, aumentando a percepção e o fortalecimento da identidade regional e estimulando a valorização da produção local que geram oportunidades concretas de negócios (Governo do Piauí, 2025d; Made In Piauí, 2025).

Destaca-se a consolidação do Programa Startup Piauí, como principal referência da aceleração de empresas inovadoras, que impulsiona a inovação e tecnologia de forma territorial e inclusiva, com ênfase em setores estratégicos da nova economia, como inteligência artificial, TI, agronegócio, educação, economia criativa e sustentabilidade. O programa manteve um portfólio de 581 startups ativas e no ano de 2025 atendeu 321 iniciativas, as quais, registraram faturamento superior a R$ 112 milhões em faturamento anual e com geração de 1.739 empregos. Sua atuação concentra-se nos setores de educação (83 startups), saúde (75) e tecnologia da informação (55) (Governo do Piauí, 2026a). A seguir, os quadros 3, 4 e 5 apresentam as principais políticas públicas e programas encontradas para o desenvolvimento socioeconômico no Estado Piauí por tipo, principais ações, porte e segmento empresarial.

O quadro 3 (a seguir) sistematiza os principais programas e políticas de abrangência multissetorial voltados ao desenvolvimento econômico do Piauí, organizando-os conforme o tipo de ação, as principais iniciativas, o porte das empresas atendidas e os segmentos beneficiados. A diversidade de instrumentos – que inclui desde ações estruturantes até programas de inovação e crédito – evidencia a abordagem integrada adotada pelo estado para fomentar o tecido empresarial local.

Quadro 3 – Programas e Políticas para o Desenvolvimento Socioeconômico do Piauí

Programa / política

Tipo

Principais ações

Porte atendido

Segmento

Onde encontrar

Pró Piauí (ex: Pró Piauí 100 / Pró Piauí Municípios)

Estruturante

Obras, inclusão produtiva, apoio a municípios, geração de emprego

Todos (indireto)

Multissetorial

Portal do Governo do Piauí

Investe Piauí

Desenvolvimento econômico

Atração de empresas, parques empresariais, apoio à exportação

Médio e grande

Indústria, energia, agronegócio, tecnologia

Site oficial Investe Piauí

Parques Empresariais e ZPE Parnaíba

Infraestrutura produtiva

Implantação de áreas industriais, incentivo à produção

Médio e grande

Indústria, exportação

Governo do Piauí / Investe Piauí

Agência de Fomento e Desenvolvimento do Estado do Piauí (Badespi)

Crédito e fomento

Microcrédito, financiamento empresarial e rural

Micro, pequeno, médio

Comércio, serviços, agro, turismo

https://badespi.com.br

Junta Comercial do Estado do Piauí (Jucepi) (Empresa Fácil)

Regulação

Abertura rápida de empresas, digitalização

Todos

Todos

https://www.jucepi.pi.gov.br

Piauí Oportunidades

Emprego e renda

Intermediação de mão de obra, qualificação

Micro e trabalhadores

Serviços, comércio

Governo do Piauí

Programa Startup Piauí

Inovação

Apoio a startups, aceleração de negócios

Pequeno e inovador

Tecnologia

Governo / inovação PI

Piauí Aqui Tem Turismo

Turismo

Promoção de destinos, eventos, capacitação

Micro e pequeno

Turismo, cultura, serviços

Secretaria de Turismo PI

Fonte: Autoria própria a partir de dados da pesquisa (2026)

O quadro 3 sistematiza os principais programas e políticas de abrangência multissetorial, evidenciando a diversidade de instrumentos voltados ao desenvolvimento econômico do Piauí. Nele, observam-se ações estruturantes como o Pró Piauí, focadas em obras e inclusão produtiva, e a atuação da Investe Piauí na atração de empresas de médio e grande porte. Complementarmente, a Agência de Fomento Badespi oferece linhas de crédito para micro, pequenas e médias empresas, enquanto o Programa Startup Piauí consolida o apoio à inovação tecnológica. A abrangência setorial inclui indústria, comércio, serviços, agropecuária e turismo, demonstrando uma abordagem integrada que busca atender às diferentes vocações econômicas do estado.

O quadro 4 apresentado a seguir concentra-se nas políticas direcionadas à agricultura familiar e à produção rural, segmentos fundamentais para a economia piauiense. As iniciativas contemplam desde o crédito rural e a assistência técnica até o apoio à comercialização e à inclusão produtiva, revelando o esforço do estado em fortalecer a pequena produção como estratégia de geração de emprego, renda e fixação do homem no campo.

Quadro 4 – Programas e Políticas para a Agricultura familiar e produção rural

Programa / política

Tipo

Principais ações

Porte atendido

Segmento

Onde encontrar

Políticas da SAF (Secretaria da Agricultura Familiar)

Desenvolvimento rural

Distribuição de sementes, assistência técnica

Pequeno produtor

Agricultura familiar

https://www.saf.pi.gov.br

Crédito rural via Agência de Fomento e Desenvolvimento do Estado do Piauí (Badespi)

Crédito

Financiamento para produção rural

Pequeno

Agro

https://badespi.com.br

Feiras da Agricultura Familiar

Comercialização

Apoio à venda direta de produtos

Pequeno

Alimentação, produção local

Governo do Piauí

Programas de incentivo produtivo rural

Inclusão produtiva

Apoio à produção e geração de renda

Pequeno

Agro

SAF / Governo

Fonte: Autoria própria a partir de dados da pesquisa (2026)

Já o quadro 4 concentra-se nas políticas direcionadas à agricultura familiar e à produção rural, segmento fundamental para a economia piauiense. As iniciativas listadas contemplam desde a distribuição de sementes e assistência técnica, executadas pela Secretaria da Agricultura Familiar (SAF), até linhas de crédito rural disponibilizadas pela Badespi. A comercialização é apoiada por meio de feiras da agricultura familiar, enquanto programas de incentivo produtivo rural promovem a inclusão produtiva e a geração de renda. Esse conjunto de políticas evidencia o esforço do estado em fortalecer a pequena produção, reconhecendo seu papel estratégico para a segurança alimentar e a fixação do homem no campo.

O quadro 5 (a seguir) revela as políticas de infraestrutura que dão suporte ao desenvolvimento econômico estadual. Ao contemplar parques empresariais, zona de processamento de exportação, porto e hidrovia, essas iniciativas visam reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade das empresas e ampliar a participação do Piauí nos mercados nacional e internacional, atuando como base estruturante para os demais programas de fomento.

Quadro 5 - Programas e Políticas para a Infraestrutura ligada ao desenvolvimento

Programa / política

Tipo

Principais ações

Porte atendido

Segmento

Onde encontrar

Parques Empresariais

Infraestrutura econômica

Implantação de áreas industriais

Médio e grande

Indústria

Investe Piauí

ZPE Parnaíba

Exportação

Área de livre comércio para exportação

Grande

Indústria/exportação

Governo do Piauí

Porto Piauí (Luís Correia)

Logística

Escoamento da produção

Grande

Comércio exterior

Governo do Piauí

Hidrovia do Parnaíba

Logística

Transporte e integração regional

Médio e grande

Agro/logística

Governo do Piauí

Fonte: Autoria própria a partir de dados da pesquisa (2026)

E o quadro 5 apresenta as políticas de infraestrutura que dão suporte ao desenvolvimento econômico estadual. Destacam-se a implantação de parques empresariais e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Parnaíba, que oferecem áreas estruturadas para atração de indústrias e estímulo à exportação. Complementarmente, a infraestrutura logística é contemplada pelo Porto Piauí, em Luís Correia, e pela Hidrovia do Parnaíba, os quais são fundamentais para o escoamento da produção e a integração regional. Tais investimentos visam reduzir os custos de transporte, aumentar a competitividade das empresas locais e ampliar a participação do estado no comércio nacional e internacional.

Paralelamente, o Programa Piauí Parques Empresariais é uma estratégia de desenvolvimento estadual com a implantação e expansão de parques empresariais que são áreas planejadas e estruturadas com infraestrutura adequada para instalação de indústrias e empreendimentos, condições logísticas e modelo de governança que favorecem a competitividade das empresas e favorecendo a “simbiose industrial” que é o reaproveitamento de resíduos entre empresas passa a representar práticas de sustentabilidade e integração produtiva, em que subprodutos de uma assumem novo significado ao serem utilizados como matéria-prima por outra (Governo do Piauí, 2025e).

Essa iniciativa é distribuída entre os Territórios de Desenvolvimento do Estado e os municípios contemplados são: Parnaíba, com parque em operação, dentro da Zona de Processamento de Exportação (ZPE); Luís Correia, destacando empresas de apoio logístico e portuário; Piripiri com área total de 19,9 ha, dos quais 8 ha já loteados, 10 pontos comerciais de 15 lotes disponibilizados, com obras em andamento; Floriano em fase de implantação da primeira fase abrangendo 20,16 ha urbanizados e 31 lotes planejados para atividades para atração de empresas na região; Ribeiro Gonçalves, o espaço será construído próximo ao Frigorífico Piauhy, ampliando a cadeia agroindustrial da região.

Os parques são implantados em territórios no qual são aproveitados os recursos e suas potencialidades para o desenvolvimento produtivo sustentável. O programa alinha suas políticas estaduais aos compromissos firmados com os ODS, destacando-se: ODS 5 (Igualdade de Gênero); ODS 6 (Água Limpa e Saneamento); ODS 7 (Energia Acessível e Limpa); ODS 8 (Emprego Digno e Crescimento Econômico); ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura); ODS 11 (Cidades Sustentáveis); ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis), por oferecer nos Parques abastecimento de água, energia elétrica, internet, ruas pavimentadas, coleta de resíduos, drenagem urbana, geração em empregos, capacitação de mão de obra (Governo do Piauí, 2025e).

O Governo do Estado, com parceria entre Investe Piauí e Junta Comercial do Piauí (Jucepi) lançou uma nova versão do Piauí Digital que passa a ser GOV.PI Empresas (https://www.piauidigital.pi.gov.br/home/) é uma ferramenta voltada para o setor produtivo empresarial que disponibiliza informações, dados e serviços para registro e licenciamento de empresas no estado do Piauí com integração de sete órgãos estaduais com objetivo de facilitar o processo de abertura, alteração e baixa de empresas no estado ofertando serviços digitais para pessoas e empresas tudo integrado em um único sistema para reduzir tempo e burocracia (Piauí Digital, 2026).

O Piauí no ano de 2025 bateu recorde em abertura de mais de 36 mil novos empreendimentos marcando a desburocratização, eficiência e registro positivo na formalização de novos negócios, superando o total registrado no ano anterior, que houve a abertura de 30.840 empresas. Um novo recorde superado foi a redução do tempo médio de registro de empresas de 45 minutos para 16 minutos, dados divulgados pela Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim).

Esses resultados refletem na geração de emprego e renda, beneficia o empreendedor, estimula a formalização do negócio e destaca o estado como referência em apoio aos empreendedores com modernidade, eficiência, agilidade e integração, reforçando o compromisso do estado no desenvolvimento de políticas públicas que geram impactos no empreendedorismo, desburocratização e transformação tecnológica (Governo do Piauí, 2025f).

O Estado do Piauí atua de maneira direta no financiamento e no fortalecimento das atividades empresarias por meio de implantação de políticas públicas para o desenvolvimento econômico. Dentre essas iniciativas, destaca-se a Agência de Fomento e Desenvolvimento do Estado do Piauí (BADESPI), é uma instituição financeira atuando no mercado piauiense desde 2010, sendo responsável por ofertas de linhas de crédito e incentivos financeiros com objetivo de contribuir para empreendimentos dentro do estado, estimula a realização de investimentos, criação e ampliação de emprego e renda.

Suas principais linhas de crédito atualmente consta o Microcrédito Produtivo Orientado, Micro e Pequena Empresa, Fomento Mulher, Fomento a Inclusão, Pequeno Produtor Rural, Fundo Geral de Turismo (Fungetur), Finep (Inovação) e BNDES Crédito Pequenas e Médias Empresas, que juntos atendem aos diversos setores produtivos do estado. Em 2025, através da BADESPI foi conquistado o 3º lugar no Prêmio Nacional de Inclusão Socioeconômica, promovido pelo Governo Federal, o Piauí ganhou reconhecimento na categoria “Instituições Financeiras” por sua atuação no Programa “Acredita no Primeiro Passo” (Governo do Piauí, 2025g; Governo do Piauí, 2026a).

Outro instrumento relevante é o Programa Piauí Sustentável e Inclusivo, um projeto lançado para atuação em sete territórios de desenvolvimento, lançado nas cidades de São Raimundo Nonato, Floriano, Paulistana, Picos, Oeiras, Valença e Amarante onde possuem atividades em atuação. Sendo uma ação conjunta com a Secretaria da Agricultura Familiar (SAF), Secretaria do Planejamento (Seplan), Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e o Instituto de Terras do Piauí (Interpi), a iniciativa visa a inclusão produtiva com adoção de tecnologias agrícolas e integração, acesso à água, focando em jovens, mulheres e comunidades tradicionais.

Esse projeto fortalece uma das cadeias produtivas do estado como cajucultura, apicultura e ovinocaprinocultura na qual incentiva a comercialização de produtos da agricultura familiar, apoiando os pequenos produtores com capacitação técnica para redução de custos de energia e produção e com a adoção de tecnologias sustentáveis. Sendo essencial para a região semiárida do estado (Governo do Piauí, 2024c).

Foi instituído em 2020, o PRO Piauí sendo uma iniciativa de maior investimento público para desenvolvimento social e econômico do estado. Direcionando recursos para áreas estruturantes, gerou empregos e melhoria das condições de vida da população.

Com sucesso nos resultados, em 2023, foi lançado pelo Governo do Piauí, o PRO Piauí 10, um aporte de R$10 bilhões em investimentos de recursos públicos para fortalecimento da economia, inclusão social e desenvolvimento equilibrado com estruturação de em três eixos principais: Infraestrutura, Transformação Social e Desenvolvimento Econômico, que incluí investimentos em inovação tecnológica, regularização fundiária, investimentos em obras estratégicas e outros serviços em diferentes áreas de atuação até o final de 2026.

Com o lançamento do PRO Piauí 10, foi também introduzido o PRO Piauí 100, um programa para atrair R$100 bilhões em investimentos privados até 2026 nos setores de agroindústria, mineração, frigoríficos, energias renováveis e produção de etanol de milho. Ao final do ano de 2025, a meta estabelecida para o quadriênio 2023-2026 dessa política pública foi superada com um montante de R$ 132,2 bilhões em investimentos atraídos.

Uma forte base na área de transição energética (renováveis e hidrogênio verde), sendo a maior investimento, seguindo da mineração e do agronegócio. Com esses empreendimentos sendo captados e concluídos, a estimativa é de 74 mil novos postos de trabalho de forma direta, que melhora a renda da sociedade piauiense e a economia local. A efetividade do PRO Piauí 100 levará oportunidades para todo o estado (Governo do Piauí, 2025h; Governo do Piauí, 2026a).

O Piauí entre 2023 e 2025 atraiu 120 empreendimentos com projeção de R$ 44,7 bilhões em investimentos, assumindo posição ativa no mercado. Com isso, a geração de emprego e renda, fortalecimento da economia e com impulso econômico e produtivo no estado. Essa prospecção de negócios tem ligação direta com às missões internacionais realizadas nesse mesmo período pela equipe do governo estadual.

Entre os projetos estratégicos, destaca-se o Projeto Piauí Níquel, na cidade de Capitão Gervásio Oliveira, que apresenta grande produção sustentável de níquel e cobalto um dos empreendimentos mais avançados do país. Com investimento de R$ 7 bilhões com expectativa de geração de 411 empregos diretos e indiretos e com consolidação do Piauí como estado referência em mineração sustentável. Destacando também projetos de energia renovável nos municípios como Ribeira do Piauí, Brasileira, Dom Inocêncio, São Gonçalo do Gurguéia e Cristino Castro, com novos complexos de energia solar (Governo do Piauí, 2026b).

O estado do Piauí será sede da maior usina de hidrogênio verde do mundo, com um investimento de R$ 27 bilhões, com capacidade de produção de 400 mil toneladas de H₂V. Dentro da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) Piauí, em Parnaíba, a obra é executada pela multinacional espanhola Solatio Energia Livre e na primeira etapa da obra com intuito de gerar mais de 2 mil empregos diretos.

A abundância de água no subsolo e energia limpa produzida localmente favorece o estado para ser escolhido para realização dessa obra. O estado promove essas iniciativas em energias renováveis e também pela crescente demanda mundial na redução dos combustíveis fósseis pelo uso de combustíveis limpos. A previsão da usina em operação para o segundo semestre do ano de 2029. Esses setores reforçam a diversificação da economia e posicionamento do estado como referência em sustentabilidade energética (Governo do Piauí, 2025i).

Paralelamente ao crescimento econômico, há investimentos na população e na inclusão no mercado de trabalho como o Programa Oportunidade Jovem que é uma política pública voltada para inclusão produtiva para jovens entre 18 a 29 anos com interesse em ingressar no mercado de trabalho.

Promovendo inclusão da juventude piauiense no mercado profissional, gerando emprego, renda, redução da vulnerabilidade social, fortalece a autonomia e a qualificação profissional dos jovens (Governo do Piauí, 2025j).

A literatura aponta que organizações frequentemente enfrentam dificuldades para escalar inovações e alcançar continuidade quando dependem de parcerias com atores heterogêneos, uma vez que compartilhar o comando e manter a coesão entre diferentes parceiros constitui desafio recorrente (Hill; Tedards; Wild, 2026). No contexto piauiense, essa reflexão ganha relevância na medida em que o sucesso das políticas públicas analisadas depende justamente da articulação coordenada entre governo, iniciativa privada e demais atores sociais. A atuação do Estado, ao assumir papel de indutor e integrador, revela-se fator crítico para superar tais dificuldades e assegurar que os investimentos e programas se traduzam efetivamente em desenvolvimento socioeconômico sustentado.

O acesso às informações atualizadas e de qualidade permite que as organizações tomem decisões mais assertivas. Na medida em que os governos atuam no desenvolvimento de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento socioeconômico de organizações privadas, acabam por beneficiar cidades, estados e países com tais políticas, as quais geram emprego, desenvolvimento local e produção de produtos e serviços para atender a sociedade como um todo.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A pesquisa realizada sobre políticas públicas para o fomento do empreendedorismo para desenvolvimento das organizações no estado do Piauí, cumpriu o objetivo geral de descrever os avanços das principais políticas públicas e seus impactos para o desenvolvimento socioeconômico das organizações privadas no estado. A análise evidencia um modelo consolidado e orientado pelo planejamento estratégico e integração entre o setor público e a iniciativa privada e um alinhamento com entre o Plano Plurianual (PPA) e o Plano Piauí 2030 com ações alinhadas os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), reforçando o compromisso do Estado com crescimento econômico, social e ambiental.

Entre os principais resultados, destaca-se a Investe Piauí que atua diretamente na articulação de grandes projetos para atração de investimentos para desenvolvimento de setores estratégicos como agronegócio, agroindústria, mineração e energias renováveis. O crescimento das cadeias produtivas com a instalação de parques empresariais, frigoríficos, usina de etanol, e unidades algodoeiras sinaliza a transição de uma economia primária exportadora para uma industrializada, sendo capaz de gerar renda e possuir a capacidade de gerar oportunidades de empregos e desenvolvimento local na região.

Os investimentos realizados em infraestrutura logística fortalecem a competitividade do estado, reduzindo custos de escoamento das produções e amplia a capacidade em participação ativa no mercado nacional e internacional. O estado vem fortalecendo a inovação e o empreendedorismo com ampliação de linhas de créditos, apoio a startups, desburocratização de sistemas para serviços mais ágeis que evidencia que as políticas desenvolvidas estão cumprindo seu papel para o desenvolvimento econômico e social.

No entanto, apesar dos grandes avanços analisados, ainda existem falta de fomento direcionado à micro e pequenas empresas, que possuem uma contribuição significativa para geração de emprego e renda no estado. Muitos pequenos empresários enfrentam dificuldades para acesso a crédito, por terem altas taxas de juros, falta de garantias e burocracia para acesso. Com isso, políticas públicas poderiam ser implementas para ampliação de linhas de crédito com redução de custos, podendo ter juros subsidiados ou negativos e tais incentivos poderiam ser condicionados à geração de empregos, formalizando com carteira assinada para fortalecer a economia do estado.

Para futuras pesquisas, há oportunidades para análise dos territórios que irão receber a implantação desses projetos nos territórios contemplados, buscando conferir e analisar e mensurar os impactos e sobre a criação de empregos e renda, o fortalecimento econômico local e desenvolvimento regional.

Em síntese, o Estado do Piauí apresenta um modelo de desenvolvimento pautado em planejamento de longo prazo com integração das políticas públicas eficazes e com exemplo de governança estratégica. Com isso, o crescimento e fortalecimento econômico efetivo tende a refletir-se na melhoria das condições de vida dos piauienses.

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1 Mestre em Administração (UFPR). Professor do Centro Universitário Santo Agostinho (UNIFSA). Administrador (UFPI). Orientador do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/UNIFSA) vinculado ao curso de Administração no projeto “Políticas Públicas para o Desenvolvimento Socioeconômico das Organizações no Piauí”. E-mail: [email protected]/ Linktree: https://linktr.ee/rhubens7/ ORCID: https://orcid.org/0000-0002-8970-6864

2 Bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/UNIFSA) vinculada ao curso de Administração no projeto “Políticas Públicas para o Desenvolvimento Socioeconômico das Organizações no Piauí”. Graduanda em Administração do Centro Universitário Santo Agostinho – UNIFSA. E-mail: [email protected]