EDUCAÇÃO FÍSICA INCLUSIVA NA REGIÃO NORTE DO TOCANTINS: DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA A PRÁTICA PEDAGÓGICA

INCLUSIVE PHYSICAL EDUCATION IN THE NORTHERN REGION OF TOCANTINS: CHALLENGES AND POSSIBILITIES FOR PEDAGOGICAL PRACTICE

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/782617513

RESUMO
Como objetivo, almejamos compreender as percepções, desafios e possibilidades pedagógicas encontradas por professores de Educação Física perante o processo inclusivo em escolas públicas do estado do Tocantins. Neste sentido, este estudo se caracteriza como uma pesquisa qualitativa do tipo exploratória, que, através da aplicação de um questionário online encaminhado a quatro professores de Educação Física atuantes em escolas públicas na região norte do estado do Tocantins. A análise das informações foi realizada com a técnica da análise de conteúdo. Os resultados foram organizados em duas categorias temáticas sendo a “Falta da formação continuada, falta de materiais e infraestrutura e barreiras atitudinais” e “Participação do estudante com deficiência e o desenvolvimento da prática pedagógica”. Os professores participantes relatam que as escolas têm carência de recursos tecnológicos, materiais e falhas estruturais para a garantia da acessibilidade. Sendo a ausência da formação continuada a principal dificuldade enfrentada pelos professores, o que gera desafios para o processo de ensino e aprendizagem dos alunos. Conclui -se que os professores participantes recorrem aos princípios da adaptação motora de atividades para que possam promover a participação de estudantes com deficiência, além da utilização de metodologias ativas para a efetivação do processo inclusivo.
Palavras-chave: Atividade Motora Adaptada; Formação de professores; Educação Física Inclusiva; Prática pedagógica.

ABSTRACT
Our objective is to understand the perceptions, challenges, and pedagogical possibilities encountered by Physical Education teachers regarding the inclusive process in public schools in the Tocantins region. In this sense, this study is characterized as exploratory qualitative research, which, through the application of an online questionnaire sent to four Physical Education teachers working in public schools in the northern region of the state of Tocantins, was analyzed using content analysis techniques. The results were organized into two thematic categories: “Lack of continuing education, lack of materials and infrastructure, and attitudinal barriers” and “Participation of students with disabilities and the development of pedagogical practice.” The participating teachers report that schools lack technological and material resources and have structural flaws that hinder accessibility. The absence of continuing education is the main difficulty faced by teachers, which creates challenges for the teaching and learning process of students. It is concluded that the participating teachers resort to the principles of motor adaptation of activities so that they can promote the participation of students with disabilities, in addition to the use of active methodologies for the effective implementation of the inclusiveprocess.
Keywords: Adapted Motor Activity; Teacher training; Inclusive Physical Education; Pedagogical practice.

1. INTRODUÇÃO

A educação inclusiva é um processo que ainda encontra muitos desafios, como a formação continuada de professores e o impacto desta no desenvolvimento pedagógico da aula e na utilização de metodologias a fim de criar ambientes e eventos que motivem a participação de estudantes com deficiência ou não, a conviver com a diversidade como afirmam Morais, Rodrigues e Filgueiras (2019).

A educação física inclusiva envolve a realização de ações pedagógicas que consideram a atividade motora adaptada como princípio, além da interculturalidade, possibilitando assim momentos de aprendizagem coletiva e o reconhecimento e valorização do outro e de si mesmo.

Considerando o contexto de escolas públicas na região norte do estado do Tocantins, Coelho (2021) ressalta a importância do aprofundamento de reflexões para que a escola possa repensar a prática pedagógica, o projeto político pedagógico, o currículo, assim como o processo avaliativo, em prol do desenvolvimento de uma escola verdadeiramente inclusiva.

Questões problemáticas como a falta da formação continuada e as falhas na acessibilidade, não apenas na infraestrutura das instituições, mas na comunicação e no acesso ao conhecimento também são citadas pelos pesquisadores Pereira Da Conceição, Lopes De Souza e De Morais (2025), que reafirmam a importância de discutirmos acerca dos desafios e dificuldades encontradas por estudantes com deficiência tanto dentro quanto fora do espaço de ensino.

Neste sentido, apresentamos a questão norteadora desta pesquisa que buscou saber: Quais são os desafios e barreiras encontrados por professores e professoras de educação física atuantes em contexto inclusivo para a efetiva participação de estudantes com deficiência?

Ao refletirmos sobre a Educação Física Inclusiva em escolas públicas na região norte do estado Tocantins, faz - necessário considerar, analisar e estudar sobre os desafios e as barreiras que os professores e professoras encontram para que a inclusão se efetive. Assim, como objetivo, almejamos compreender as percepções, desafios e possibilidades pedagógicas encontradas por professores de Educação Física perante o processo inclusivo em escolas públicas da região norte do estado do Tocantins.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Conceitos de Inclusão e equidade contextualizados à realidade escolar

O conceito de inclusão é definido por Januário, Morais e Rodrigues (2022) como a valorização que todos(as) tenham acesso igual e oportunidades, e participação na sociedade, olhar acima das diferenças e lutar pela igualdade um tratamento justo para todas(os) independentemente da sua característica, sendo sua identidade de gênero, religião ou habilidades físicas e mental, e origens étnicas entre outros, que todos os indivíduos sejam conhecidos como pessoas iguais, seja na cultura, tecnologia, política ou trabalho entre outros fatores.

Segundo Mantoan (2003) a inclusão não pode ser vista apenas com a presença de alunos com deficiência, mas como um processo de transformação das práticas pedagógicas. Neste contexto, a política de inclusão pode influenciar e apoiar o pensamento e práticas inclusivas estabelecendo o direito igual de cada indivíduo a educação é delineando as formas de ensino, apoio e liderança que lançam as bases para uma educação de qualidade para todos (Unesco, 2015). Conforme Januário, Morais e Rodrigues (2022), inclusão é uma forma de abranger e acolher a todas as pessoas; olha para as suas diferenças como algo que possa ter um aprendizado, algo que possa ensinar.

Cabendo ressaltar que segundo Mantoan (2003), o conceito de inclusão não se limita a acolher o que é diverso, mas a como respeitar e valorizar as necessidades de cada um; entender que todos têm a possibilidade de participar das atividades, respeitar diferenças, entender que todos nós temos uma dificuldade, e que nem todas são específicas, como física e intelectual. Neste sentido, Inclusão é a remoção de barreiras para que todas as pessoas tenham oportunidade de participar e acessar recursos didáticos, lúdicos e tecnológicos; está presente na comunidade e na sociedade, participando coletivamente como afirmam Januário, Morais e Rodrigues (2022) A inclusão social visa garantir que todos tenham e possam participar na sociedade, onde sua presença em lugares públicos é algo de satisfação, onde possam socializar e viver bem na sociedade como afirma Mazzotta (2003).

Já na inclusão escolar, entendemos que nem todos os alunos são incluídos no sistema educacional sem segregação ou exclusão por parte do ambiente escolar e professores, isto porque a realidade nos mostra por meio da literatura que muitas vezes, há um sentimento de insegurança dos professores o que perpassa pelo olhar da diferença dos alunos, por saber ministrar uma aula adaptada onde todos são acolhidos com materiais adaptados para a participação de todos e pelo ambiente escolar interno e externo ser adaptado e acessível. De forma que possibilite a participação deste estudante com deficiência com qualidade em todas as aulas.

Neste sentido, a inclusão se define pelo momento em que há a participação não só dos estudantes com deficiência, mas que englobe todos, e que cada estudante possa aprender com o outro como afirmam os pesquisadores Januário, Morais e Rodrigues (2022) ao analisar o processo inclusivo de estudantes com deficiência nas aulas de Educação Física Escolar.

A inclusão não pode ser vista só no contexto de pessoas com deficiência, mas sim como uma ação contínua para todas as pessoas, com deficiência ou não, para que todos e todas se sintam valorizados e acolhidos, e que se sintam bem em determinada ocasião ou ambiente como afirmam El Tassa e Cruz (2016).

Educação Inclusiva e os desafios na formação de professores

Ao refletirmos sobre a Educação Inclusiva, faz - necessário considerar, analisar e estudar sobre os desafios e as barreiras que os professores e professoras atuantes na Educação Básica e na Educação Física encontram para que a inclusão se efetive.

A preparação do profissional influencia muito na formação e na aprendizagem do aluno com deficiência, se o professor não tiver o conhecimento específico sobre o aluno dificulta a sua aprendizagem na inclusão como afirmam Januário, Morais e Rodrigues (2022), faz – se necessário que, no decorrer da aula, o professor se coloque no lugar do estudante e se auto questione sobre a participação com qualidade e o processo de aprendizagem, isto porque, muitas vezes, o estudante com deficiência não tem oportunidade de participação no próprio processo de ensino e aprendizagem como afirmam Morais, Rodrigues e Filgueiras (2019).

Neste processo de diálogo acerca da Educação Inclusiva, faz – se necessário refletirmos sobre o conceito da Equidade e neste sentido entendemos conforme Seabra (2017 ) que a Equidade reconhece que as todas as pessoas são iguais em relação ao direito de acesso à uma vida livre, digna e feliz, assim como o direito ao reconhecimento e valorização das diferenças. A equidade nos oferece de maneira proporcional e condições adequadas para que todos(as) às pessoas serem ser iguais perante os direitos, sendo a igualdade é um conceito ético como explicitado na Lei n. 13.146, de 6 de julho de 2015 que é e a Lei Brasileira de Inclusão (Brasil, 2015)

A equidade busca garantir e reconhecer as diferenças individuais de cada pessoa oferece as necessidades para cada um ter o mesmo sucesso fazem com que cada pessoa se sinta bem no que está a fazer que tenho um processo satisfatório um tratamento de forma diferente para cada pessoa como afirma Seabra (2017).

Cabendo ressaltar que a escola não educa sozinha, ela se torna inclusiva por meio da interação constante entre professores, alunos, familiares, e a comunidade. De forma que, a escola não pode ser entendida apenas como um local de transmissão de saberes acadêmicos, mas como um espaço de formação de cidadão que respeitem e valorizem as diferenças.

A educação inclusiva, portanto, não se limita a presença de estudantes com deficiência nas escolas regulares, mas a criação de um ambiente no qual as diferenças sejam valorizadas e a aprendizagem ocorra de forma coletiva e enriquecedora para todos e todas as pessoas envolvidas. O capacitismo é a principal causa da exclusão das pessoas com deficiência do mercado e no acesso de conhecimento e a equidade reconhece que todos somos capazes, a equidade só acontece de verdade a partir das oportunidades como ressaltam Mittler (2003), Mello (2016) e Seabra (2017).

3. METODOLOGIA

Este estudo se caracteriza como uma pesquisa descritiva de natureza qualitativa do tipo exploratória, pois busca compreender o fenômeno pesquisado que é o contexto da Educação Física em uma perspectiva inclusiva em escolas públicas do norte do Tocantins como afirmam Marconi e Lakatos (2004).

A coleta de informações aconteceu entre os meses de Outubro e Novembro de 2025 e foi realizada através da aplicação de um questionário eletrônico elaborado no site Google Forms, o qual foi constituído por seis questões abertas que versavam sobre os desafios encontrados pelos professores para o desenvolvimento da prática pedagógica em contexto escolar inclusivo nas aulas de Educação Física, além das possibilidades pedagógicas e metodológicas para a ampliação da participação de estudantes com deficiência nas aulas e o questionário foi encaminhado aos professores por intermédio de um aplicativo de mensagens.

Foram participantes deste estudo, quatro professores de Educação Física do sexo masculino atuantes em escolas públicas da Secretaria Estadual de ensino, na região Norte do estado do Tocantins, especificamente, dois docentes atuam no município de Nazaré e dois docentes atuam no município de Tocantinópolis. Neste contexto, cabe acrescentar que a seleção dos professores participantes nesta pesquisa ocorreu por acessibilidade e todos os participantes tiveram acesso ao Termo de Consentimento Livre Esclarecido anteriormente ao momento da coleta de informações.

A análise das informações foi realizada com a técnica da análise de conteúdo preconizada por Bardin (2011), momento em que foram extraídos os trechos principais das respostas dos professores participantes em cada uma das questões e foi realizada a análise acerca dos significados deste discurso, sendo posteriormente organizados em categorias temáticas conforme a ocorrência no discurso dos participantes.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Os resultados deram origem a duas categorias temáticas sendo: 1) Falta da formação continuada, falta de materiais e infraestrutura e barreiras atitudinais; 2) Participação do estudante com deficiência e o desenvolvimento da prática pedagógica.

Na categoria temática 1, os professores participantes abordaram questões problema como a falta da formação continuada, a falta de materiais e a infraestrutura, além das barreiras atitudinais encontradas para o desenvolvimento da prática pedagógica em contexto escolar inclusivo.

Desta forma, observamos que dois professores participantes citam a falta de oferta de formação continuada como um percalço para efetivar o processo de ensino e aprendizagem em contexto inclusivo e que esta carência da falta de formação continuada dificulta o processo de planejamento das atividades pedagógicas e amplia a percepção de exclusão acerca das possibilidades de participação de estudantes com deficiência nas aula um dos professores participantes cita que a falta de materiais e de infraestrutura interfere negativamente na acessibilidade, sobretudo em relação ao acesso ao conhecimento.

A falta de formação continuada e a falta de materiais e de infraestrutura prejudicam o desenvolvimento de um ambiente escolar inclusivo. Cabendo ressaltar neste contexto, que é justamente no momento da formação continuada que os professores experienciam a práxis pedagógica no sentido da inovação do processo de ensino e a ampliação de práticas inclusivas como afirmam El Tassa e Cruz (2016).

Os quatro professores participantes citam que a falta da formação continuada influencia gera obstáculos no processo de ensino aprendizagem e o resultado é sempre o baixo desempenho escolar dos estudantes com deficiência que se sentem desmotivados para participar das atividades, porque percebem que têm muitas dificuldades na aprendizagem.

A infraestrutura física e tecnológica de escolas públicas também reflete no processo inclusivo, isto porque, o acesso às tecnologias depende de investimentos e políticas públicas para tal e contribuem no desenvolvimento da aprendizagem, sendo, a tecnologia um facilitador para o processo de ensino em contexto inclusivo.

A Inclusão é um processo que se constrói pela superação de barreiras, as quais não podem limitar a presença, participação e conquista dos estudantes com deficiência e a equidade é garantir que exista uma preocupação com justiça, pois processos justos de ensino e aprendizagem fazem com que a educação de todos os estudantes seja considerada como de igual importância.

Os quatro professores participantes citam ainda que esta questão sobre o acesso à infraestrutura e aos materiais tecnológicos não se limita apenas aos estudantes com deficiência, mas, à toda a comunidade escolar no sentido de valorizar e explorar o conhecimento. Contudo, para o estudante com deficiência, esta falha no acesso gera percalços no aprendizado e reduz as possibilidades pedagógicas para o ensino em contexto inclusivo.

A escola é o espaço principal das diferenças e que promove o contato do aluno e do professor de forma contínua com a diversidade, sendo essencial que sejam desenvolvidas condições adequadas de infraestrutura de materiais, que, somados ao processo de formação continuada dos professores gera a quebra de barreiras atitudinais, caso contrário, o processo de ensino se destaca de forma falha e resulta em ações excludentes como ressaltam Morais, Rodrigues e Filgueiras (2019).

Na categoria temática 2, os professores participantes abordaram questões como a participação do estudante com deficiência durante as aulas e o desenvolvimento da prática pedagógica, além do processo de planejamento das aulas e a utilização de metodologias ativas para a ampliação da aprendizagem e do processo inclusivo.

Neste sentido, observamos que dois professores participantes citaram que, através da adaptação motora das atividades foi possível a ampliação da participação de estudantes com deficiência durante as aulas de Educação Física e ressaltam ainda que esta participação facilita a inclusão e o acesso aos conhecimentos. Como possibilidades pedagógicas para esta ampliação na participação, os professores participantes do estudo citam que o uso de metodologias ativas e o trabalho pedagógico colaborativo ampliam a acessibilidade atitudinal da turma.

Em relação ao processo de planejamento das práticas pedagógicas, um professor participante citou o desafio em trabalhar com estudantes com diferentes tipos de deficiências em uma única turma, o que torna o trabalho pedagógico mais desafiador. Neste sentido, na visão deste professor participante, o desafio está em proporcionar o acesso ao conhecimento de forma equitativa. Contudo, os professores têm buscado, através da prática pedagógica, valorizar esta diversidade e o potencial de cada estudante, trabalhando para a evolução constante no processo de ensino e aprendizagem, conforme também ressaltam Morais, Rodrigues e Filgueiras (2019).

Os quatro professores participantes citaram a importância da utilização de metodologias ativas em suas aulas, a fim de proporcionar a plena participação dos estudantes com deficiência, pois, nesta prática pedagógica, o estudante com deficiência tem a sua potencialidade reconhecida ao se tornar o centro do processo de ensino e aprendizagem, contribuindo para a turma como um todo tenha acesso ao conhecimento. Neste sentido, é importante ressaltar que, para realizar o planejamento das aulas é necessário conhecer as características do estudante com deficiência, considerando a interação social, o desenvolvimento motor e intelectual, o contexto da escola e a acessibilidade.

Segundo Carvalho (2017), a escola normalmente identifica as necessidades individuais dos estudantes com deficiência, mas sem planejar estratégias para supri-las e isso é muito frustrante, pois, as instituições escolares carregam um grande peso nas costas, já que são vistas como local em que este problema será resolvido, sabe-se que a escola é de suma importância nesse contexto, contudo, apresenta limites, por isso certas ações fogem das suas condições.

Cabendo ressaltar que o sistema político busca desenvolver projetos e programas que possam ir ao encontro dos anseios da sociedade e daqueles que vivem excluídos por serem pessoas com deficiência. Urge pensar em políticas públicas que possam dar condições para que o atendimento escolar seja de fato satisfatório e proporcione uma educação de qualidade como também afirma Carvalho (2017).

A instituição escolar com acessibilidade e recursos para o trabalho pedagógico em contexto inclusivo garante o processo de acesso ao conhecimento e a vivências de conteúdos ao trabalhar metodologias de ensino pautadas em uma perspectiva inclusiva valorizando a diversidade de toda a comunidade escolar.

Observamos que os professores veem as diferenças individuais não como problema a serem resolvidos, mas como oportunidades para democratizar e enriquecer a aprendizagem conforme também ressaltam Januário, Morais e Rodrigues, 2022.

Neste sentido, a proposta da educação inclusiva nas aulas de Educação Física Escolar é permitir que todos os estudantes que se sentem excluídos da sociedade tenham seus direitos constitucionais garantidos, com acesso pleno ao conhecimento, por isso faz se necessário que as redes de ensino federais, estaduais e municipais reflitam sobre os métodos de ensino e aprendizagem para atender à essa clientela com qualidade como afirmam Silva e Carvalho (2017).

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Como objetivo almejamos compreender as percepções, desafios e possibilidades pedagógicas encontradas por professores de Educação Física perante o processo inclusivo em escolas públicas do estado do Tocantins. Neste sentido, para responder a questão norteadora desta pesquisa, a qual buscou saber quais são os desafios e barreiras encontrados por professores e professoras de educação física atuantes em contexto inclusivo para a efetiva participação de estudantes com deficiência, observamos que os professores participantes relatam que as escolas têm carência de recursos tecnológicos, materiais e falhas estruturais para a garantia da acessibilidade. Sendo a ausência da formação continuada a principal dificuldade enfrentada pelos professores, o que gera desafios para o processo de ensino e aprendizagem dos alunos.

Ressalta -se que a realidade escolar influencia no processo de ensino em uma perspectiva inclusiva, acrescentando - se ao fato que, se a estrutura física do ambiente escolar é acessível, esta permite que os professores desenvolvam práticas pedagógicas também acessíveis, pois um ambiente em que o estudante com deficiência tem autonomia reflete no seu desenvolvimento e da comunidade escolar como um todo.

A educação física inclusiva envolve à adequação específica aos movimentos dos estudantes com deficiência sempre considerando a cultura corporal de movimento, os quais podem estabelecer várias possibilidades de aprendizagem como expressiva e rítmica em si além, de possibilitar o conhecimento de si mesmo em relação aos outros sentimentos como alegria e superação e assim se sentir incluído como ressaltam Januário, Morais e Rodrigues (2022).

Neste contexto, observamos que o docente se sentirá mais confiante em ministrar a aula e ampliar a participação de toda a turma nas aulas, tornando-a verdadeiramente inclusiva, ao sentir confiante, participar de encontros de formação continuada sobre esta temática e planejar as estratégias de ensino considerando as necessidades específicas de aprendizagem, além da valorização das diferenças. Desta forma conclui -se que os professores participantes recorrem aos princípios da adaptação motora de atividades para que possam promover a participação de estudantes com deficiência, além da utilização de metodologias ativas para a efetivação do processo inclusivo, mas muitas vezes se sentem inseguros em promover uma experiência de ensino inclusiva.

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1 Licenciado em Educação Física pela Universidade Federal do Norte do Tocantins. Centro de Educação, Humanidades e Saúde. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

2 Docente do Curso de Licenciatura em Educação Física na Universidade Federal do Norte do Tocantins. Centro de Educação, Humanidades e Saúde. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

3 Docente do Curso de Licenciatura em Educação Física na Universidade Federal do Norte do Tocantins. Centro de Educação, Humanidades e Saúde. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail