REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/778906900
RESUMO
A Educação de Jovens e Adultos na era digital constitui uma temática relevante diante das transformações sociais, tecnológicas e educacionais que atravessam a contemporaneidade. Essa modalidade atende sujeitos que, por diferentes motivos, tiveram suas trajetórias escolares interrompidas e retornam à escola em busca de aprendizagem, autonomia, valorização pessoal e melhores oportunidades de participação social. Nesse contexto, as tecnologias digitais podem contribuir para tornar as práticas pedagógicas mais significativas, desde que sejam utilizadas de forma crítica, inclusiva e conectada à realidade dos estudantes. O objetivo geral deste estudo foi analisar como as práticas pedagógicas mediadas pelas tecnologias digitais podem contribuir para o letramento, a aprendizagem e a permanência escolar dos estudantes da Educação de Jovens e Adultos. A justificativa da pesquisa está relacionada à necessidade de compreender os desafios enfrentados pelos estudantes da EJA diante do acesso às tecnologias, das dificuldades de letramento e dos fatores que interferem em sua permanência escolar. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa, desenvolvida a partir da análise de livros, artigos científicos, dissertações, teses e publicações acadêmicas relacionadas à EJA, às tecnologias digitais, ao letramento e à permanência escolar. Foram utilizadas plataformas como Google Acadêmico, SciELO, Portal de Periódicos da CAPES e repositórios institucionais. Conclui-se que as tecnologias digitais podem favorecer o letramento e a permanência escolar quando integradas a práticas pedagógicas acolhedoras, contextualizadas e comprometidas com a realidade dos estudantes. Assim, a EJA na era digital precisa ser compreendida como espaço de inclusão, emancipação e reconstrução de trajetórias.
Palavras-chave: Educação de Jovens; Adultos; Tecnologias digitais; Permanência escolar.
ABSTRACT
Youth and Adult Education in the digital age is a relevant theme in view of the social, technological, and educational transformations that shape contemporary society. This educational modality serves individuals who, for different reasons, had their school trajectories interrupted and return to school in search of learning, autonomy, personal appreciation, and better opportunities for social participation. In this context, digital technologies can contribute to making pedagogical practices more meaningful, as long as they are used in a critical, inclusive way and connected to the students’ realities. The general objective of this study was to analyze how pedagogical practices mediated by digital technologies can contribute to literacy, learning, and school permanence among Youth and Adult Education students. The justification for the research is related to the need to understand the challenges faced by EJA students regarding access to technologies, literacy difficulties, and the factors that interfere with their school permanence. This is a bibliographic research study, with a qualitative approach, developed through the analysis of books, scientific articles, dissertations, theses, and academic publications related to EJA, digital technologies, literacy, and school permanence. Platforms such as Google Scholar, SciELO, the CAPES Journal Portal, and institutional repositories were used. It is concluded that digital technologies can favor literacy and school permanence when integrated into welcoming, contextualized pedagogical practices committed to the students’ realities. Thus, EJA in the digital age must be understood as a space for inclusion, emancipation, and reconstruction of trajectories.
Keywords: Youth and Adult; Education; Digital Technologies; School permanence.
1. INTRODUÇÃO
A Educação de Jovens e Adultos representa uma modalidade de ensino essencial para a garantia do direito à educação de sujeitos que, por diferentes razões, tiveram suas trajetórias escolares interrompidas ou dificultadas ao longo da vida. De acordo com Furukawa Pimentel et al. (2013), a EJA dialoga diretamente com os princípios da educação popular, pois reconhece as experiências, os saberes e as histórias sociais dos estudantes como parte fundamental do processo educativo. Nesse sentido, compreender a EJA na contemporaneidade exige olhar para jovens, adultos e idosos não apenas como alunos que retornam à escola, mas como sujeitos que carregam vivências de trabalho, família, exclusão, resistência e desejo de reconstrução pessoal e social.
Na era digital, essa discussão torna-se ainda mais relevante, pois as tecnologias passaram a fazer parte das relações sociais, do mundo do trabalho, da comunicação e do acesso à informação. De acordo com Valle et al. (2025), a cultura digital provoca novas reflexões sobre a prática docente, uma vez que a escola precisa considerar os modos contemporâneos de ensinar, aprender e interagir com o conhecimento. No contexto da EJA, muitos estudantes utilizam celulares, aplicativos e redes sociais em seu cotidiano, mas ainda enfrentam dificuldades para transformar essas ferramentas em instrumentos de aprendizagem, letramento, autonomia e participação social.
O objetivo geral deste estudo é analisar como as práticas pedagógicas mediadas pelas tecnologias digitais podem contribuir para o letramento, a aprendizagem e a permanência escolar dos estudantes da Educação de Jovens e Adultos na contemporaneidade. Como objetivos específicos, busca-se identificar os principais desafios enfrentados pelos estudantes da EJA no acesso, uso e apropriação das tecnologias digitais no contexto escolar; compreender de que forma as práticas pedagógicas digitais podem favorecer o desenvolvimento do letramento e ampliar a participação dos estudantes nas atividades escolares; e discutir estratégias pedagógicas que contribuam para a permanência escolar, considerando suas trajetórias de vida, experiências de trabalho, necessidades formativas e realidade social.
A justificativa deste estudo está relacionada à necessidade de refletir sobre uma EJA mais próxima da realidade dos estudantes e mais comprometida com sua permanência na escola. De acordo com Linhares et al. (2025), os fatores que motivam os estudantes da EJA a continuarem sua trajetória escolar envolvem valorização pessoal, expectativas profissionais, reconhecimento social e esperança de transformação de vida. Assim, investigar práticas pedagógicas digitais, letramento e permanência escolar torna-se importante porque permite compreender de que maneira a escola pode ser mais acolhedora, significativa e inclusiva para esses sujeitos.
Além disso, o tema possui relevância social e educacional, pois muitos estudantes da EJA enfrentam barreiras relacionadas ao acesso às tecnologias, à insegurança diante da leitura e da escrita, ao cansaço provocado pela jornada de trabalho e às experiências anteriores de exclusão escolar. De acordo com Costa (2013), a história da EJA no Brasil está ligada a processos de afirmação e negação do direito à educação, especialmente quando relacionada ao mundo do trabalho. Por isso, discutir a EJA na era digital significa também discutir cidadania, inclusão, justiça social e o direito de jovens e adultos aprenderem em condições mais dignas e contextualizadas.
A metodologia adotada neste estudo foi a pesquisa bibliográfica, com abordagem qualitativa, realizada a partir da análise de livros, artigos científicos, dissertações, teses e publicações acadêmicas relacionadas à Educação de Jovens e Adultos, tecnologias digitais, práticas pedagógicas, letramento e permanência escolar. De acordo com Gil (2019), a pesquisa bibliográfica permite ao pesquisador conhecer e analisar contribuições já produzidas sobre determinado tema, oferecendo base teórica para a compreensão do problema investigado. Foram utilizados descritores como EJA, Educação de Jovens e Adultos, tecnologias digitais na educação, letramento na EJA, práticas pedagógicas digitais, permanência escolar e evasão escolar na EJA, em plataformas como Google Acadêmico, SciELO, Portal de Periódicos da CAPES e repositórios institucionais.
Diante desse contexto, a pesquisa parte do seguinte problema: de que maneira as práticas pedagógicas mediadas pelas tecnologias digitais podem contribuir para o desenvolvimento do letramento e para a permanência escolar dos estudantes da Educação de Jovens e Adultos na contemporaneidade?
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA
2.1. Educação de Jovens e Adultos: Trajetórias, Desafios e Direito à Aprendizagem
A Educação de Jovens e Adultos precisa ser compreendida como uma modalidade marcada por histórias de vida, interrupções escolares, trabalho precoce, responsabilidades familiares e pela busca de novas possibilidades. De acordo com Furukawa Pimentel et al. (2013), a EJA se aproxima da educação popular quando reconhece os sujeitos em sua realidade social, cultural e histórica, valorizando seus saberes e suas experiências. Por isso, falar dessa modalidade é também falar de pessoas que retornam à escola carregando memórias, expectativas e, muitas vezes, marcas de exclusão. A escola, nesse contexto, não pode ser apenas um espaço de transmissão de conteúdos, mas precisa se tornar um lugar de acolhimento, escuta e reconstrução de trajetórias.
Muitos estudantes da EJA retornam à escola movidos pelo desejo de melhorar sua vida, conquistar autonomia, ampliar oportunidades profissionais ou realizar um sonho que foi interrompido no passado. De acordo com Linhares et al. (2025), os fatores motivacionais que impulsionam os estudantes da EJA a continuarem sua trajetória escolar estão relacionados à valorização pessoal, ao reconhecimento social e à esperança de transformação da realidade. Esse retorno, portanto, não acontece de maneira simples, pois exige esforço, persistência e enfrentamento de dificuldades cotidianas. Muitos alunos estudam após longas jornadas de trabalho, cuidam da família e ainda precisam lidar com inseguranças relacionadas ao tempo em que estiveram afastados da escola.
A trajetória dos estudantes da EJA revela também as desigualdades históricas que atravessam o acesso à educação no Brasil. De acordo com Costa (2013), a Educação de Jovens e Adultos está relacionada a uma trajetória de afirmação e negação do direito à educação, especialmente quando observada em sua ligação com o mundo do trabalho. Muitos jovens e adultos foram afastados da escola porque precisaram trabalhar cedo, ajudar na renda familiar ou enfrentar situações sociais que impediram a continuidade dos estudos. Dessa forma, a EJA representa não apenas uma oportunidade educacional, mas também uma resposta social a direitos que foram negados ao longo da vida.
Pensar uma educação de qualidade para jovens e adultos exige reconhecer que esses estudantes não chegam à escola vazios de conhecimento. De acordo com Conzatti et al. (2015), os desafios da EJA estão ligados à necessidade de construir práticas pedagógicas que respeitem as trajetórias, os tempos e as condições concretas dos estudantes. Cada aluno traz vivências do trabalho, da família, da comunidade, da cultura e da própria luta pela sobrevivência. Quando a escola ignora esses saberes, corre o risco de repetir práticas excludentes. Quando os valoriza, cria possibilidades reais de aprendizagem, pertencimento e permanência.
A permanência escolar na EJA depende de muitos fatores, entre eles o acolhimento, a relação com os professores, a relevância dos conteúdos e o sentido que a escola assume na vida dos estudantes. De acordo com Linhares et al. (2025), a motivação para continuar estudando está diretamente relacionada à percepção de que a escola pode contribuir para mudanças concretas na vida pessoal, social e profissional dos alunos. Por isso, é fundamental que as práticas pedagógicas sejam contextualizadas e dialoguem com as experiências reais dos estudantes. Uma aula que considera a vida do aluno tem mais chances de fortalecer sua participação e reduzir o risco de abandono.
Assim, o direito à aprendizagem na EJA precisa ser entendido de forma ampla, incluindo acesso, permanência, participação, respeito e desenvolvimento humano. De acordo com Furukawa Pimentel et al. (2013), a educação voltada aos jovens e adultos deve assumir um compromisso com a emancipação dos sujeitos e com a valorização de suas histórias. Isso significa compreender que cada estudante que retorna à escola carrega uma trajetória singular e merece encontrar um ambiente que reconheça sua dignidade. A EJA, portanto, é um espaço de reparação, reconstrução e esperança, pois possibilita que sujeitos historicamente excluídos retomem o direito de aprender, sonhar e participar de forma mais plena da sociedade.
2.2. Letramento na EJA e a Formação de Sujeitos Críticos
O letramento na Educação de Jovens e Adultos precisa ser entendido para além da simples capacidade de decodificar palavras ou escrever frases corretamente. De acordo com Lima et al. (2024), a alfabetização e o letramento na EJA são essenciais porque ampliam a participação social dos estudantes e fortalecem sua autonomia diante das exigências da vida cotidiana. Para jovens e adultos, ler e escrever significa também compreender documentos, interpretar notícias, acessar serviços, comunicar-se melhor, participar do mundo do trabalho e defender seus direitos. Assim, o letramento assume um papel profundamente humano e social, pois permite que os sujeitos se sintam mais seguros para agir no mundo.
Na EJA, o letramento deve estar conectado às experiências concretas dos estudantes, pois muitos deles já utilizam a leitura e a escrita em diferentes situações da vida, mesmo sem reconhecer essas práticas como saberes escolares. De acordo com Silva (2023), o trabalho com o gênero notícia pode favorecer o letramento crítico, pois aproxima os estudantes de temas sociais relevantes e estimula a interpretação reflexiva da realidade. Quando o professor utiliza textos que dialogam com o cotidiano dos alunos, a aprendizagem deixa de ser distante e passa a fazer sentido. A leitura, nesse caso, torna-se uma ferramenta para compreender acontecimentos, questionar informações e construir posicionamentos.
O desenvolvimento do letramento crítico também contribui para que os estudantes da EJA se reconheçam como sujeitos capazes de pensar, argumentar e participar das discussões sociais. De acordo com Lima (2024), as práticas de letramento literário favorecem a formação de sujeitos crítico-reflexivos quando permitem relacionar a leitura às vivências, memórias e sentimentos dos estudantes. A literatura, nesse sentido, pode abrir caminhos para que jovens e adultos encontrem nas narrativas outras formas de compreender a si mesmos e ao mundo. Ao ler histórias, poemas, crônicas ou relatos, o estudante pode perceber que sua própria trajetória também tem valor e pode ser narrada.
A leitura na EJA não deve ser trabalhada de maneira mecânica, repetitiva ou desvinculada da realidade dos alunos. De acordo com Alves et al. (2025), a leitura e o letramento são fundamentais para ampliar a compreensão dos sujeitos sobre práticas sociais, coletivas e econômicas presentes em seu cotidiano. Isso significa que o letramento precisa dialogar com situações reais, como o preenchimento de formulários, a leitura de mensagens digitais, a interpretação de direitos trabalhistas, o uso de aplicativos e a compreensão de informações públicas. Dessa forma, a escola contribui para que o estudante amplie sua autonomia e participe com mais segurança da sociedade.
Outro ponto importante é que o letramento fortalece a autoestima dos estudantes da EJA, principalmente daqueles que tiveram experiências escolares difíceis no passado. De acordo com Lima et al. (2024), o processo de alfabetização e letramento de jovens e adultos precisa respeitar suas trajetórias, seus ritmos e suas necessidades formativas. Muitos alunos chegam à sala de aula com medo de errar, vergonha de ler em voz alta ou insegurança diante da escrita. Por isso, o professor precisa construir um ambiente de confiança, onde o erro seja compreendido como parte da aprendizagem e onde cada avanço seja valorizado.
Dessa maneira, o letramento na EJA assume uma dimensão crítica, social e emancipadora, pois ajuda o estudante a compreender melhor sua realidade e a participar dela com mais autonomia. De acordo com Silva (2023), o letramento crítico permite que o aluno leia não apenas o texto escrito, mas também os discursos, os acontecimentos e as relações sociais que atravessam sua vida. Essa perspectiva amplia o sentido da escola, pois transforma a leitura e a escrita em instrumentos de cidadania. Portanto, formar sujeitos letrados na EJA é contribuir para que jovens e adultos tenham mais condições de expressar suas ideias, reivindicar direitos, interpretar informações e permanecer na escola com mais confiança.
2.3. Práticas Pedagógicas Digitais e Permanência Escolar na Contemporaneidade
As tecnologias digitais fazem parte da vida contemporânea e influenciam as formas de comunicação, trabalho, estudo, lazer e participação social. De acordo com Valle et al. (2025), a cultura digital exige novas reflexões sobre a prática docente, pois a escola precisa considerar as transformações que atravessam os modos de ensinar e aprender. Na Educação de Jovens e Adultos, essa discussão se torna ainda mais importante, porque muitos estudantes utilizam celulares e aplicativos no cotidiano, mas nem sempre dominam ferramentas digitais voltadas ao estudo, à produção de conhecimento e ao acesso crítico às informações. Assim, a escola precisa atuar também como espaço de inclusão digital.
As práticas pedagógicas digitais na EJA não devem ser reduzidas ao simples uso de equipamentos, plataformas ou aplicativos. De acordo com Moura et al. (2025), as metodologias ativas articuladas às tecnologias digitais podem transformar as práticas pedagógicas ao favorecer maior participação, autonomia e envolvimento dos estudantes. Para que isso aconteça, é necessário que a tecnologia seja utilizada com intencionalidade, sentido e ligação com a realidade dos alunos. Uma atividade digital pode ser significativa quando ajuda o estudante a resolver problemas do cotidiano, pesquisar informações úteis, produzir textos, comunicar ideias e ampliar sua participação social.
A permanência escolar na EJA está diretamente relacionada ao modo como o estudante se sente acolhido, respeitado e motivado dentro da escola. De acordo com Dias et al. (2025), os desafios da docência contemporânea exigem formação continuada e práticas pedagógicas capazes de responder às demandas da cibercultura. Quando as aulas são distantes da realidade dos alunos, repetitivas ou pouco participativas, há maior risco de desmotivação e abandono. Por outro lado, quando os recursos digitais são utilizados para tornar a aprendizagem mais dinâmica, colaborativa e próxima da vida cotidiana, os estudantes tendem a se envolver mais com o processo educativo.
É importante reconhecer que nem todos os estudantes da EJA possuem o mesmo acesso ou domínio das tecnologias digitais. De acordo com Valle et al. (2025), a cultura digital precisa ser pensada de forma crítica, considerando as desigualdades que ainda limitam o acesso, o uso e a apropriação das ferramentas tecnológicas. Alguns alunos têm celular, mas não sabem utilizar aplicativos educacionais; outros acessam a internet com dificuldade ou dependem de pacotes limitados de dados. Por isso, a escola precisa desenvolver práticas inclusivas, começando por orientações simples, acompanhamento próximo e valorização de cada pequena conquista no uso das tecnologias.
O professor tem papel essencial na construção de práticas digitais mais humanizadas e significativas para a EJA. De acordo com Dias et al. (2025), a formação continuada é indispensável para que os docentes consigam utilizar as tecnologias com segurança, criticidade e intencionalidade pedagógica. Não basta inserir recursos digitais na sala de aula sem planejamento. É preciso compreender quais ferramentas fazem sentido para os objetivos de aprendizagem, quais dificuldades os estudantes apresentam e como essas tecnologias podem ampliar o letramento, a participação e a permanência escolar. Nesse processo, o professor atua como mediador e não apenas como transmissor de conteúdos.
Portanto, as práticas pedagógicas digitais podem contribuir para a permanência escolar quando são planejadas com sensibilidade, acessibilidade e compromisso social. De acordo com Moura et al. (2025), o uso de tecnologias digitais associado a metodologias ativas pode favorecer aprendizagens mais participativas e conectadas às necessidades dos estudantes. Na EJA, isso significa transformar a tecnologia em ponte, e não em barreira. Quando bem utilizada, ela pode fortalecer o letramento digital, aproximar a escola do cotidiano dos alunos, ampliar a autoestima e mostrar que aprender também é possível na vida adulta. Assim, a era digital pode se tornar uma oportunidade de inclusão, permanência e transformação para os estudantes da Educação de Jovens e Adultos.
3. METODOLOGIA
A presente pesquisa foi desenvolvida por meio de uma pesquisa bibliográfica, com abordagem qualitativa, voltada à análise de estudos, artigos, livros, trabalhos acadêmicos e produções científicas relacionadas à Educação de Jovens e Adultos na era digital. De acordo com Gil (2019), a pesquisa bibliográfica é relevante porque permite ao pesquisador conhecer, analisar e interpretar contribuições já produzidas sobre determinado tema, possibilitando uma compreensão mais ampla do problema investigado. Assim, essa metodologia foi escolhida por permitir o aprofundamento teórico sobre as práticas pedagógicas, o letramento e a permanência escolar dos estudantes da EJA na contemporaneidade.
A pesquisa bibliográfica foi considerada adequada porque o tema exige diálogo com diferentes autores que discutem a EJA, a inclusão digital, o letramento crítico e os desafios da permanência escolar. Esse tipo de estudo possibilita reunir conhecimentos já construídos, comparar diferentes perspectivas e identificar caminhos teóricos capazes de sustentar a reflexão proposta. Dessa forma, o trabalho não partiu de uma coleta de dados em campo, mas da análise de materiais científicos que contribuem para compreender como as tecnologias digitais podem ser utilizadas de maneira significativa nas práticas pedagógicas da Educação de Jovens e Adultos.
Para a busca dos materiais, foram utilizados descritores relacionados diretamente ao tema da pesquisa, tais como: Educação de Jovens e Adultos, EJA, era digital, tecnologias digitais na educação, práticas pedagógicas digitais, letramento na EJA, letramento crítico, permanência escolar, evasão escolar na EJA e formação de jovens e adultos. Esses descritores foram combinados entre si com o objetivo de ampliar os resultados e localizar estudos que apresentassem relação direta com o problema de pesquisa. A seleção dos textos considerou, principalmente, produções que discutissem a realidade da EJA no contexto contemporâneo e os desafios enfrentados pelos estudantes diante das exigências sociais e digitais atuais.
As plataformas de busca utilizadas para levantamento dos materiais foram o Google Acadêmico, a SciELO, o Portal de Periódicos da CAPES, repositórios institucionais de universidades brasileiras e revistas científicas da área da Educação. Essas bases foram escolhidas por reunirem produções acadêmicas confiáveis, como artigos científicos, dissertações, teses, livros e capítulos de livros. Durante a busca, deu-se preferência a estudos publicados nos últimos anos, especialmente aqueles que abordavam a relação entre EJA, letramento, tecnologias digitais e permanência escolar, sem desconsiderar obras clássicas importantes para a fundamentação do tema.
Como critérios de inclusão, foram selecionados materiais publicados em língua portuguesa, disponíveis em meio digital, com relação direta com o tema investigado e que apresentassem discussões sobre Educação de Jovens e Adultos, práticas pedagógicas, letramento, tecnologias digitais ou permanência escolar. Também foram incluídos estudos que tratavam da formação crítica dos estudantes da EJA e das possibilidades de uso das tecnologias como recurso de aprendizagem. Foram priorizadas produções acadêmicas com fundamentação teórica consistente, publicadas em revistas, anais, livros, repositórios universitários e bases científicas reconhecidas.
Como critérios de exclusão, foram descartados materiais que não apresentavam relação direta com o tema, textos sem identificação de autoria, publicações sem fundamentação científica, documentos repetidos nas plataformas de busca e estudos que abordavam tecnologias digitais sem conexão com a educação ou com a EJA. Também foram excluídos textos muito superficiais, opinativos ou que não contribuíam para responder ao problema de pesquisa. Esse processo permitiu organizar um conjunto de referências mais coerente com os objetivos do estudo, garantindo maior qualidade à análise teórica desenvolvida.
Após a seleção dos materiais, foi realizada uma leitura exploratória, seguida de leitura seletiva e interpretativa dos textos. A leitura exploratória permitiu identificar quais materiais estavam mais próximos do tema. Em seguida, a leitura seletiva possibilitou separar os estudos mais relevantes para a construção do referencial teórico. Por fim, a leitura interpretativa contribuiu para relacionar as ideias dos autores aos objetivos da pesquisa, buscando compreender como as práticas pedagógicas mediadas pelas tecnologias digitais podem favorecer o letramento e a permanência escolar dos estudantes da EJA.
Portanto, a metodologia bibliográfica possibilitou construir uma base teórica consistente para a investigação, permitindo compreender o tema a partir de diferentes contribuições acadêmicas. Ao reunir autores que discutem a EJA, o letramento, as tecnologias digitais e a permanência escolar, a pesquisa buscou construir uma análise crítica, humanizada e contextualizada. Dessa maneira, o percurso metodológico adotado contribuiu para responder ao problema de pesquisa e para fortalecer a compreensão sobre os desafios e possibilidades da Educação de Jovens e Adultos na era digital.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
Os resultados da pesquisa bibliográfica indicam que a Educação de Jovens e Adultos, quando pensada na era digital, precisa ser compreendida para além da simples inserção de tecnologias na sala de aula. De acordo com Furukawa Pimentel et al. (2013), a EJA possui forte aproximação com a educação popular, pois valoriza as trajetórias, os saberes e as experiências sociais dos sujeitos. A partir dessa compreensão, observou-se que os estudantes da EJA não chegam à escola apenas em busca de certificação, mas também de reconhecimento, autonomia e novas possibilidades de participação social. Assim, a discussão aponta que as práticas pedagógicas precisam dialogar com a vida concreta desses alunos, considerando suas histórias de trabalho, família, exclusão escolar e desejo de recomeço.
Um dos principais resultados encontrados refere-se à importância da permanência escolar como desafio central da EJA. De acordo com Linhares et al. (2025), os fatores motivacionais que levam os estudantes da EJA a continuarem sua trajetória escolar envolvem expectativas profissionais, valorização pessoal, autoestima e esperança de transformação social. Isso demonstra que a permanência não depende somente da oferta de vagas, mas de um conjunto de condições pedagógicas, afetivas e sociais que façam o estudante sentir que vale a pena continuar. Quando a escola acolhe, escuta e respeita a realidade dos jovens e adultos, ela fortalece o vínculo do aluno com o processo educativo e reduz as chances de evasão.
A pesquisa também revelou que o mundo do trabalho aparece como elemento muito presente na trajetória dos estudantes da EJA. De acordo com Costa (2013), a história da Educação de Jovens e Adultos no Brasil está marcada por processos de afirmação e negação do direito à educação, especialmente em sua relação com as exigências do trabalho. Muitos estudantes interromperam os estudos porque precisaram trabalhar cedo, ajudar financeiramente a família ou assumir responsabilidades que dificultaram a continuidade escolar. Nesse sentido, a escola precisa compreender que a experiência laboral desses sujeitos não deve ser vista como obstáculo, mas como ponto de partida para práticas pedagógicas mais contextualizadas e significativas.
Outro resultado importante está relacionado ao letramento na EJA. De acordo com Lima et al. (2024), a alfabetização e o letramento de jovens e adultos são essenciais para ampliar a autonomia, a participação social e a capacidade de compreender as exigências da vida cotidiana. A discussão mostrou que o letramento não pode ser limitado ao domínio da leitura e da escrita em sentido técnico, pois envolve a interpretação crítica de textos, documentos, notícias, mensagens digitais, informações públicas e situações sociais. Assim, o estudante da EJA precisa ser incentivado a ler o mundo, compreender sua realidade e utilizar a linguagem como instrumento de cidadania.
Nesse mesmo caminho, o letramento crítico se apresentou como uma dimensão essencial para a formação dos estudantes. De acordo com Silva (2023), o trabalho com o gênero notícia na EJA favorece a leitura crítica da realidade, pois aproxima os alunos de temas sociais atuais e estimula a análise dos discursos presentes na sociedade. Esse resultado evidencia que as práticas pedagógicas precisam utilizar textos que façam sentido para os estudantes, como notícias, relatos, letras de músicas, textos digitais, documentos de trabalho e situações comunicativas do cotidiano. Quando o conteúdo escolar se aproxima da vida real, o estudante participa mais, compreende melhor e se reconhece como sujeito capaz de produzir conhecimento.
A literatura também apontou que as tecnologias digitais podem contribuir para o fortalecimento do letramento e da permanência escolar, desde que sejam utilizadas com intencionalidade pedagógica. De acordo com Valle et al. (2025), a cultura digital exige novas reflexões sobre a prática docente, pois os modos de ensinar e aprender foram profundamente atravessados pelas tecnologias. Na EJA, isso significa que o uso do celular, de aplicativos, vídeos, plataformas, pesquisas online e produções digitais pode ampliar o interesse dos estudantes, desde que essas ferramentas estejam conectadas aos objetivos de aprendizagem. A tecnologia, portanto, não deve ser vista como solução automática, mas como recurso que precisa ser mediado de forma crítica e inclusiva.
Entretanto, os resultados também demonstram que a inclusão digital ainda é um grande desafio para a EJA. De acordo com Dias et al. (2025), a docência contemporânea exige formação continuada para que os professores consigam atuar diante das demandas da cibercultura com mais segurança, criticidade e planejamento. Muitos estudantes possuem celular, mas apresentam dificuldades para usar ferramentas educacionais, acessar plataformas, produzir textos digitais ou avaliar a confiabilidade das informações encontradas na internet. Por isso, a escola precisa assumir o papel de orientar, acompanhar e acolher essas dificuldades, evitando que a tecnologia se transforme em mais uma forma de exclusão.
As metodologias ativas também apareceram como possibilidade importante para tornar as práticas pedagógicas mais participativas. De acordo com Moura et al. (2025), a articulação entre metodologias ativas e tecnologias digitais pode favorecer autonomia, envolvimento e protagonismo dos estudantes. Na EJA, esse resultado é especialmente relevante, pois jovens e adultos aprendem melhor quando conseguem relacionar os conteúdos escolares com problemas reais de sua vida. Atividades como projetos, rodas de conversa, pesquisas orientadas, produção de textos digitais, análise de notícias e resolução de situações do cotidiano podem tornar a aprendizagem mais significativa e fortalecer o desejo de permanência.
Tabela 1: Síntese dos principais resultados da pesquisa bibliográfica sobre EJA, letramento, tecnologias digitais e permanência escolar
Eixo analisado | Resultado encontrado na pesquisa | Discussão |
Trajetórias dos estudantes da EJA | Os estudantes possuem histórias marcadas por interrupções escolares, trabalho e responsabilidades familiares. | A EJA precisa reconhecer essas vivências como parte do processo educativo, conforme discutem Furukawa Pimentel et al. (2013). |
Permanência escolar | A permanência depende de motivação, acolhimento, sentido da aprendizagem e valorização pessoal. | Linhares et al. (2025) mostram que os estudantes continuam quando percebem que a escola pode transformar sua vida. |
Letramento | O letramento precisa ultrapassar a leitura e escrita mecânica. | Lima et al. (2024) destacam que o letramento amplia autonomia e participação social. |
Letramento crítico | Textos próximos da realidade favorecem reflexão e participação. | Silva (2023) aponta que o gênero notícia pode estimular a leitura crítica da realidade. |
Tecnologias digitais | As tecnologias podem ampliar o interesse e a aprendizagem quando usadas com planejamento. | Valle et al. (2025) reforçam que a cultura digital exige novas práticas docentes. |
Formação docente | O professor precisa de formação continuada para usar tecnologias de forma crítica. | Dias et al. (2025) relacionam docência contemporânea à necessidade de práticas pedagógicas na cibercultura. |
Fonte: Autores, 2026.
Diante desses achados, compreende-se que a Educação de Jovens e Adultos na era digital precisa unir acolhimento, letramento, tecnologia e permanência escolar em uma mesma proposta pedagógica. De acordo com Conzatti et al. (2015), uma educação de qualidade na EJA exige práticas que respeitem as trajetórias dos estudantes e respondam às suas necessidades reais. Assim, os resultados permitem afirmar que a tecnologia só contribui de fato quando está a serviço de uma educação mais humana, crítica e inclusiva. Portanto, a permanência escolar na EJA depende de práticas pedagógicas que façam sentido, valorizem os saberes dos estudantes, fortaleçam sua autonomia e possibilitem que eles se reconheçam como sujeitos capazes de aprender e transformar suas próprias histórias.
5. CONCLUSÃO
A presente pesquisa permitiu compreender que a Educação de Jovens e Adultos, na era digital, precisa ser pensada a partir de um olhar sensível, crítico e comprometido com as histórias de vida dos sujeitos que retornam à escola. Ao longo do estudo, observou-se que os estudantes da EJA não chegam ao espaço escolar apenas para concluir uma etapa da escolarização, mas também para reconstruir caminhos, ampliar possibilidades, fortalecer sua autoestima e conquistar maior participação social. Nesse sentido, a escola assume um papel muito importante, pois pode se tornar um espaço de acolhimento, aprendizagem e permanência, desde que suas práticas pedagógicas estejam conectadas com a realidade desses estudantes.
O problema de pesquisa, que buscou compreender de que maneira as práticas pedagógicas mediadas pelas tecnologias digitais podem contribuir para o desenvolvimento do letramento e para a permanência escolar dos estudantes da EJA, foi respondido ao longo da investigação bibliográfica. Os resultados mostraram que as tecnologias digitais podem contribuir significativamente para a aprendizagem quando são utilizadas com planejamento, intencionalidade pedagógica e compromisso com a inclusão. Não basta inserir recursos tecnológicos nas aulas de forma superficial. É necessário que esses recursos estejam ligados às experiências dos estudantes, às suas necessidades reais e aos objetivos de formação crítica, social e humana.
O objetivo geral da pesquisa, que consistiu em analisar como as práticas pedagógicas mediadas pelas tecnologias digitais podem contribuir para o letramento, a aprendizagem e a permanência escolar dos estudantes da Educação de Jovens e Adultos, foi alcançado. A partir dos estudos analisados, foi possível perceber que o uso das tecnologias pode tornar as aulas mais participativas, aproximar os conteúdos escolares do cotidiano dos alunos e ampliar as possibilidades de leitura, escrita, comunicação e acesso à informação. Entretanto, também ficou evidente que a tecnologia, sozinha, não resolve os desafios da EJA. Ela precisa estar integrada a práticas pedagógicas acolhedoras, contextualizadas e capazes de respeitar os diferentes ritmos de aprendizagem.
A pesquisa também evidenciou que o letramento na EJA deve ser compreendido de forma ampla. Ele não se limita ao domínio da leitura e da escrita, mas envolve a capacidade de interpretar informações, compreender textos sociais, analisar notícias, utilizar recursos digitais, posicionar-se criticamente e participar da sociedade com mais autonomia. Nesse sentido, o letramento crítico e o letramento digital aparecem como dimensões importantes para a formação dos estudantes jovens e adultos, especialmente em uma sociedade cada vez mais marcada pela circulação de informações em ambientes digitais. A escola, portanto, precisa contribuir para que esses sujeitos não apenas acessem tecnologias, mas saibam utilizá-las de maneira consciente, crítica e significativa.
Outro aspecto importante identificado foi a permanência escolar. Os estudos analisados demonstraram que muitos estudantes da EJA enfrentam dificuldades para continuar seus estudos, como cansaço após a jornada de trabalho, responsabilidades familiares, insegurança em relação à aprendizagem, falta de acesso às tecnologias e experiências anteriores de exclusão escolar. Por isso, a permanência não pode ser compreendida apenas como presença física na escola. Ela envolve pertencimento, motivação, acolhimento, vínculo com os professores e sentido atribuído à aprendizagem. Quando o estudante percebe que aquilo que aprende dialoga com sua vida, suas necessidades e seus sonhos, aumentam as possibilidades de continuidade no percurso escolar.
Conclui-se, portanto, que a Educação de Jovens e Adultos na era digital precisa ser construída com responsabilidade social, sensibilidade pedagógica e compromisso democrático. As tecnologias digitais podem ser importantes aliadas no processo educativo, desde que sejam utilizadas como instrumentos de inclusão, participação e emancipação. Para isso, é fundamental investir na formação continuada dos professores, na melhoria das condições de acesso dos estudantes aos recursos digitais e na elaboração de práticas pedagógicas que fortaleçam o letramento e a permanência escolar.
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1 Doutoranda em Ciências da Educação Instituição: Universidad Autónoma de Asunción (UAA). E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
2 Doutoranda em educação pela Christian College of Educaler. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
3 Mestrado em Educação Pela Universidade Interamericana. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
4 Mestra em Educação pela Universidad Autônoma del Sur. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail