EDUCAÇÃO 5.0 E PRÁTICA DOCENTE: CAMINHOS PARA O PROTAGONISMO ESTUDANTIL

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REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.18357687


Risiéli Eskelsen Fey1


RESUMO
O presente estudo discute a Educação 5.0 e suas implicações para a prática docente, com ênfase no protagonismo estudantil na Educação Básica. O objetivo é analisar de que forma os princípios da Educação 5.0 podem contribuir para a construção de práticas pedagógicas centradas no estudante, favorecendo o desenvolvimento da autonomia, do pensamento crítico, das competências socioemocionais e da aprendizagem significativa. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza bibliográfica, fundamentada na análise de livros, artigos científicos e documentos oficiais publicados nos últimos dez anos. Os resultados indicam que a Educação 5.0 propõe uma integração equilibrada entre tecnologia, humanização e inovação pedagógica, exigindo do professor uma atuação mediadora, reflexiva e estratégica. Conclui-se que práticas pedagógicas alinhadas à Educação 5.0 favorecem o protagonismo estudantil e contribuem para aprendizagens críticas, contextualizadas e colaborativas.
Palavras-chave: Educação 5.0. Prática Docente. Protagonismo Estudantil. Metodologias Ativas. Educação Básica.

ABSTRACT
This study discusses Education 5.0 and its implications for teaching practice, with an emphasis on student protagonism in Basic Education. The aim is to analyze how the principles of Education 5.0 can contribute to the development of student-centered pedagogical practices, fostering autonomy, critical thinking, socioemotional skills, and meaningful learning. The methodology is qualitative and bibliographic, based on the analysis of books, scientific articles, and official documents published over the last ten years. The results indicate that Education 5.0 promotes a balanced integration of technology, humanization, and pedagogical innovation, requiring teachers to adopt a mediating, reflective, and strategic role. It is concluded that pedagogical practices aligned with Education 5.0 enhance student protagonism and contribute to critical, contextualized, and collaborative learning.
Keywords: Education 5.0. Teaching Practice. Student Protagonism. Active Methodologies. Basic Education.

1. INTRODUÇÃO

O avanço das tecnologias digitais, aliado às transformações sociais e culturais, tem demandado um repensar das práticas pedagógicas e do papel do professor no contexto educacional contemporâneo. Nesse cenário, a Educação 5.0 surge como uma abordagem centrada no ser humano, integrando tecnologia, inovação e humanização, com o objetivo de promover aprendizagens significativas e desenvolver competências cognitivas, socio emocionais e éticas nos estudantes (MORIN, 2015; MORAN, 2015).

Historicamente, a educação passou por diferentes fases, desde modelos mais tradicionais e conteudistas, característicos da Educação 1.0 e 2.0, até propostas que incorporaram recursos digitais e metodologias participativas, como observado na Educação 3.0 e 4.0. A Educação 5.0 distingue-se por buscar uma integração equilibrada entre tecnologia e humanização, colocando o protagonismo do estudante no centro do processo educativo e valorizando a formação integral do indivíduo, para além do domínio técnico de conteúdos (MORAN, 2015).

O protagonismo estudantil compreende a capacidade do aluno de participar ativamente da construção do conhecimento, assumir responsabilidades sobre sua aprendizagem e tomar decisões no processo educativo. Nessa perspectiva, a prática docente deixa de ser predominantemente expositiva e passa a assumir uma função mediadora, promovendo experiências de aprendizagem que favorecem a autonomia, a reflexão crítica, a colaboração e a criatividade (FREIRE, 1997; ZABALA, 1998). A Base Nacional Comum Curricular (BRASIL, 2018) reforça essa concepção ao orientar que as escolas desenvolvam competências cognitivas, socioemocionais e digitais, preparando os estudantes para enfrentar os desafios contemporâneos de forma crítica, ética e responsável.

Diante desse contexto, o objetivo geral deste estudo é analisar a Educação 5.0 e suas contribuições para a prática docente e para o protagonismo estudantil na Educação Básica. Como objetivos específicos, busca-se: compreender os fundamentos da Educação 5.0 e sua relação com a sociedade contemporânea; discutir o papel do professor na implementação de práticas pedagógicas centradas no estudante; e analisar como metodologias ativas e inovadoras podem promover a aprendizagem significativa e o protagonismo estudantil.

Este estudo justifica-se pela necessidade de compreender como a Educação 5.0 pode contribuir para a transformação do ambiente escolar, ampliando a participação discente, fortalecendo a autonomia dos estudantes e integrando dimensões tecnológicas, cognitivas, emocionais e sociais, em consonância com as demandas educacionais contemporâneas.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

A Educação 5.0 se apresenta como uma proposta contemporânea que busca integrar tecnologia, humanização e inovação pedagógica, destacando-se como uma evolução da Educação 4.0, ao priorizar não apenas o uso de ferramentas digitais, mas também o desenvolvimento integral do estudante e o protagonismo em sua aprendizagem. Essa perspectiva é fundamentada na ideia de que o conhecimento deve ser construído de forma colaborativa, contextualizada e significativa, permitindo que os alunos participem ativamente do processo educativo, desenvolvam habilidades cognitivas, socioemocionais e éticas, e adquiram competências para enfrentar os desafios de uma sociedade complexa e em constante transformação (MORIN, 2015; MORAN, 2015). Nesse sentido, a Educação 5.0 propõe a formação de cidadãos críticos, autônomos e capazes de atuar de maneira consciente na sociedade, alinhando as dimensões tecnológica, social e humana.

Segundo Saviani (2012), a educação deve manter um compromisso social, promovendo a formação de indivíduos conscientes de seu papel na coletividade e preparados para participar ativamente da construção de uma sociedade democrática e ética. O autor enfatiza que, mesmo diante do avanço das tecnologias, o foco central do processo educativo permanece na formação integral do ser humano, e não apenas na transmissão de informações. Nesse contexto, a prática docente precisa ser repensada, assumindo um papel mediador que oriente os estudantes na construção de seu conhecimento e na aplicação prática das aprendizagens em situações concretas. Essa mediação pedagógica exige que o professor seja capaz de articular saberes teóricos e práticos, estimular a reflexão crítica e promover a autonomia intelectual dos alunos, criando experiências de aprendizagem que sejam, simultaneamente, desafiadoras e significativas.

A concepção de protagonismo estudantil, central na Educação 5.0, está diretamente relacionada à capacidade do aluno de assumir responsabilidade por sua aprendizagem, participar de decisões pedagógicas e interagir de forma colaborativa com seus pares. Freire (1997) enfatiza que a educação emancipatória pressupõe a participação ativa do estudante, tornando-o sujeito de seu processo educativo, capaz de questionar, interpretar e reconstruir conhecimentos a partir de suas experiências e contextos. Essa visão é complementada por Zabala (1998), que destaca que práticas pedagógicas centradas no aluno favorecem aprendizagens duradouras, pois possibilitam a articulação entre conhecimentos prévios e novos saberes, estimulando o desenvolvimento do pensamento crítico, da criatividade e da capacidade de resolver problemas complexos.

A integração de metodologias ativas na Educação 5.0 é apontada como estratégia fundamental para promover o protagonismo estudantil e favorecer aprendizagens significativas. Bacich e Moran (2020) afirmam que estratégias como aprendizagem baseada em projetos, resolução de problemas, estudos de caso e atividades colaborativas permitem que os alunos experimentem diferentes formas de raciocínio, testem hipóteses, negociem soluções e desenvolvam competências cognitivas e socioemocionais de maneira integrada. Essas metodologias também contribuem para a construção de ambientes de aprendizagem mais dinâmicos e interativos, nos quais a tecnologia é utilizada como ferramenta de apoio, não como objetivo final. Dessa forma, os estudantes aprendem a utilizar recursos digitais de maneira crítica e ética, aplicando-os na solução de problemas reais e contextualizados.

Autores como Tardif (2014) e Nóvoa (2017) reforçam que a formação docente é essencial para que a Educação 5.0 seja efetiva. O professor precisa desenvolver competências para planejar, implementar e avaliar práticas pedagógicas inovadoras, considerando tanto os objetivos curriculares quanto as necessidades individuais e coletivas dos alunos. A mediação docente envolve a capacidade de propor desafios adequados ao nível cognitivo da turma, estimular a reflexão e a colaboração, acompanhar o progresso de cada estudante e ajustar estratégias pedagógicas conforme necessário. Nesse sentido, a formação continuada dos professores em metodologias ativas, tecnologias digitais e práticas de aprendizagem centradas no aluno é indispensável para garantir a eficácia das ações educativas.

A Educação 5.0 também dialoga diretamente com as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BRASIL, 2018), que enfatiza a importância de desenvolver competências cognitivas, socioemocionais e digitais de forma integrada, promovendo a autonomia e o protagonismo dos estudantes. A BNCC destaca que os alunos devem ser incentivados a aplicar conhecimentos em situações concretas, desenvolver habilidades de pensamento crítico, tomar decisões fundamentadas e interagir de maneira ética e colaborativa com colegas e comunidade escolar. Essas orientações reforçam a necessidade de práticas pedagógicas que vão além da memorização de conteúdos, privilegiando a construção ativa do conhecimento.

Diversos estudos empíricos corroboram os benefícios da Educação 5.0 para a aprendizagem significativa e o protagonismo estudantil. Pesquisa de Johnson e Johnson (2009) evidencia que a aprendizagem colaborativa fortalece competências socioemocionais, como empatia, cooperação, resiliência e responsabilidade compartilhada. Da mesma forma, Bacich e Moran (2020) relatam que ambientes de aprendizagem que combinam tecnologia, metodologias ativas e mediação docente reflexiva promovem maior engajamento, autonomia e criatividade, contribuindo para a formação de estudantes críticos e preparados para enfrentar desafios complexos.

Por outro lado, autores como Demo (2014) e Saviani (2012) alertam para os desafios de implementação da Educação 5.0, que incluem a necessidade de infraestrutura tecnológica adequada, tempo de planejamento docente, formação continuada e adaptação curricular. Esses obstáculos não diminuem o valor da proposta, mas reforçam a importância de um planejamento pedagógico cuidadoso, capaz de articular teoria e prática de forma contextualizada e humanizada. A adoção de estratégias inovadoras requer reflexão constante sobre o papel do professor, a dinâmica de sala de aula e os objetivos de aprendizagem, garantindo que a tecnologia e as metodologias ativas sejam utilizadas de forma estratégica e significativa.

Dessa forma, a Educação 5.0 apresenta-se como um modelo educativo que não se limita ao uso de recursos tecnológicos, mas que promove a transformação da prática docente, estimulando o protagonismo estudantil, a autonomia intelectual, o desenvolvimento socioemocional e a aprendizagem crítica e colaborativa. O papel do professor é central nesse processo, assumindo a função de mediador, facilitador e orientador, capaz de integrar tecnologia, metodologias ativas e conhecimento pedagógico para promover experiências de aprendizagem significativas e duradouras. Assim, a fundamentação teórica evidencia que a Educação 5.0 constitui um caminho promissor para a construção de práticas pedagógicas inovadoras, centradas no estudante, e alinhadas às demandas contemporâneas de formação integral e cidadania crítica.

3. METODOLOGIA

A presente pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza bibliográfica, abordagem considerada adequada para a análise interpretativa de conceitos, teorias e produções acadêmicas relacionadas à Educação 5.0, à prática docente e ao protagonismo estudantil. A pesquisa qualitativa permite compreender os fenômenos educacionais a partir de suas dimensões subjetivas, sociais e pedagógicas, possibilitando uma reflexão aprofundada sobre os sentidos atribuídos às práticas educativas contemporâneas e aos processos de ensino e aprendizagem, especialmente no contexto das transformações educacionais mediadas por tecnologias e metodologias ativas.

O levantamento bibliográfico contemplou livros, artigos científicos, dissertações, teses e documentos oficiais, com ênfase em produções publicadas nos últimos dez anos, período marcado por intensos debates acerca da inovação pedagógica, da integração das tecnologias digitais e da centralidade do estudante no processo educativo. Foram priorizados estudos que abordassem diretamente a Educação 5.0, as metodologias ativas, o protagonismo estudantil e a mediação docente na Educação Básica, bem como documentos normativos, como a Base Nacional Comum Curricular, por sua relevância na orientação das práticas pedagógicas no contexto brasileiro.

A seleção das fontes ocorreu a partir de critérios de relevância científica, atualidade, consistência teórica e pertinência temática, sendo excluídas produções que não apresentassem fundamentação teórica sólida ou que não dialogassem com os objetivos propostos neste estudo. Esse processo buscou assegurar a qualidade e a confiabilidade do material analisado, bem como garantir que as discussões estivessem alinhadas às demandas contemporâneas da educação e à realidade da prática docente.

A análise dos dados foi realizada de forma interpretativa e reflexiva, a partir da organização do material selecionado em categorias temáticas, a saber: Educação 5.0, práticas pedagógicas inovadoras, protagonismo estudantil, metodologias ativas e mediação docente. Essa categorização possibilitou identificar convergências, contribuições e desafios apontados pelos diferentes autores, bem como estabelecer relações entre os pressupostos teóricos e as práticas educativas discutidas na literatura. A partir dessa análise, buscou-se compreender de que maneira a Educação 5.0 pode contribuir para a transformação da prática docente e para o fortalecimento do protagonismo estudantil, promovendo aprendizagens mais significativas, críticas e contextualizadas.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

A análise da literatura evidencia que a Educação 5.0 promove transformações significativas na prática docente e na forma como os estudantes se relacionam com o processo de aprendizagem. A centralidade do estudante, princípio fundamental dessa abordagem, fortalece o desenvolvimento da autonomia, da criatividade, do pensamento crítico e da capacidade de colaboração, elementos essenciais para a formação integral dos sujeitos na contemporaneidade (MORAN, 2015; FREIRE, 1997; BACICH; MORAN, 2020). Nesse contexto, o estudante deixa de ocupar uma posição passiva e passa a atuar como protagonista, participando ativamente da construção do conhecimento e da tomada de decisões relacionadas ao seu percurso formativo.

Os estudos analisados indicam que a adoção de metodologias ativas, aliadas ao uso intencional das tecnologias digitais, contribui para a promoção de aprendizagens mais significativas e contextualizadas. Estratégias como a aprendizagem baseada em projetos, a resolução de problemas, os estudos de caso e as atividades colaborativas favorecem a articulação entre teoria e prática, possibilitando que os estudantes compreendam os conteúdos de forma crítica e aplicada à realidade social (BACICH; MORAN, 2020). Johnson e Johnson (2009) destacam que a aprendizagem colaborativa, amplamente utilizada nas propostas da Educação 5.0, promove não apenas avanços cognitivos, mas também o desenvolvimento de competências socioemocionais, como empatia, cooperação, responsabilidade compartilhada e resiliência, aspectos fundamentais para a convivência em sociedade.

No que se refere à prática docente, a Educação 5.0 redefine o papel do professor, que passa a atuar como mediador, orientador e facilitador do processo de aprendizagem. A mediação docente qualificada envolve o planejamento de situações didáticas desafiadoras, o acompanhamento contínuo do progresso dos estudantes e a proposição de atividades que estimulem a reflexão, a autonomia e o protagonismo discente. Nóvoa (2017) e Tardif (2014) ressaltam que essa mudança exige do professor o desenvolvimento de novas competências pedagógicas, especialmente no que diz respeito à integração consciente das tecnologias digitais e das metodologias inovadoras, evitando o uso meramente instrumental dos recursos tecnológicos.

Os resultados também apontam que a efetivação da Educação 5.0 enfrenta desafios relevantes, como a necessidade de infraestrutura tecnológica adequada, tempo para planejamento pedagógico, formação continuada dos docentes e adaptação curricular às demandas educacionais contemporâneas (DEMO, 2014; SAVIANI, 2012). Tais desafios evidenciam que a implementação dessa abordagem requer políticas educacionais consistentes, investimento institucional e compromisso coletivo da comunidade escolar. No entanto, a literatura analisada demonstra que, quando esses fatores são considerados, a Educação 5.0 contribui significativamente para a construção de ambientes de aprendizagem mais dinâmicos, participativos e humanizados.

Dessa forma, os resultados e discussões evidenciam que a Educação 5.0 se configura como um caminho promissor para a transformação da prática docente e para o fortalecimento do protagonismo estudantil. Ao integrar tecnologia, metodologias ativas e mediação pedagógica reflexiva, essa abordagem favorece o desenvolvimento cognitivo, socioemocional e ético dos estudantes, preparando-os para atuar de maneira crítica, responsável e criativa em uma sociedade marcada por constantes mudanças.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Educação 5.0 configura-se como uma abordagem pedagógica inovadora e humanizadora, capaz de promover transformações significativas na prática docente e no processo de aprendizagem dos estudantes. Ao integrar tecnologia, metodologias ativas e mediação pedagógica reflexiva, essa perspectiva contribui para o fortalecimento do protagonismo estudantil e para o desenvolvimento de competências cognitivas, socioemocionais e éticas essenciais à formação integral dos sujeitos, conforme evidenciado pela análise da literatura realizada neste estudo.

Os resultados da pesquisa indicam que a centralidade do estudante no processo educativo favorece aprendizagens mais significativas, participativas e contextualizadas, permitindo que os alunos assumam papel ativo na construção do conhecimento. Nesse sentido, a prática docente deixa de se limitar à transmissão de conteúdos e passa a assumir uma função mediadora, orientando o desenvolvimento da autonomia, do pensamento crítico, da colaboração e da criatividade. A atuação consciente do professor, aliada ao planejamento pedagógico intencional, mostra-se fundamental para que as propostas da Educação 5.0 sejam efetivamente incorporadas ao cotidiano escolar.

Evidencia-se, ainda, que a formação continuada dos docentes constitui um elemento central para a consolidação dessa abordagem, uma vez que possibilita a articulação entre saberes pedagógicos, tecnológicos e éticos. A utilização estratégica das tecnologias digitais, quando alinhada aos objetivos educacionais e às necessidades dos estudantes, contribui para a criação de ambientes de aprendizagem mais dinâmicos, reflexivos e humanizados, evitando o uso meramente instrumental dos recursos tecnológicos.

Conclui-se que a Educação 5.0 não se restringe à adoção de ferramentas digitais, mas representa uma concepção educativa centrada no ser humano, que valoriza o protagonismo estudantil, a colaboração, a ética e a criatividade. Sua implementação consciente e planejada contribui para a formação de sujeitos críticos, autônomos e preparados para enfrentar os desafios de uma sociedade complexa e em constante transformação. Por fim, destaca-se a relevância de estudos futuros que investiguem a aplicação da Educação 5.0 em diferentes contextos educacionais, analisando seus impactos no desempenho acadêmico, no desenvolvimento de competências socioemocionais e no engajamento estudantil, ampliando assim as possibilidades de consolidação de práticas pedagógicas inovadoras e centradas no estudante.

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1 Mestranda em Tecnologias Emergentes em Educação pela Must University. E-mail: [email protected]