COQUELUCHE EM LACTENTES: GRAVIDADE CLÍNICA, DIAGNÓSTICO E VIGILÂNCIA EM SAÚDE — UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

WHOOPING COUGH IN INFANTS: CLINICAL SEVERITY, DIAGNOSIS AND HEALTH SURVEILLANCE — A SYSTEMATIC REVIEW

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/792411898

RESUMO
A coqueluche, infecção respiratória causada pela Bordetella pertussis, voltou a apresentar aumento de casos em diferentes regiões do mundo, com maior impacto sobre lactentes jovens. Este estudo teve como objetivo sintetizar as evidências de revisões publicadas entre 2016 e 2026 sobre a gravidade clínica, o diagnóstico, a vigilância em saúde e a prevenção da coqueluche em lactentes. Trata-se de uma revisão sistemática conduzida segundo a declaração PRISMA 2020, com busca na base PubMed/MEDLINE em outubro de 2026, combinando descritores MeSH e termos livres e aplicando filtros de período (2016–2026) e de tipo de publicação (revisão, revisão sistemática e metanálise). Foram identificados 227 registros; após a remoção de 4 duplicatas, 223 foram triados por título, 75 foram considerados elegíveis e 24 compuseram a síntese. Os estudos convergem ao apontar que os lactentes concentram as formas graves e os óbitos, com mortalidade agrupada de 19% entre os internados em terapia intensiva, associada à ação da toxina pertussis e à pertussis maligna. A reação em cadeia da polimerase é o método mais preciso de confirmação, mas as definições de caso ainda privilegiam a apresentação típica, pouco frequente no lactente. A ressurgência pós-pandemia, a escassez de dados laboratoriais em países de baixa e média renda e a resistência aos macrolídeos reforçam a necessidade de vigilância com confirmação laboratorial. A vacinação materna mostrou alta efetividade contra a coqueluche, as hospitalizações e os óbitos no lactente, embora possa atenuar a resposta à vacinação primária. Conclui-se que a redução da morbimortalidade depende de reconhecimento clínico precoce, acesso a diagnóstico molecular, definições de caso adequadas à idade e ampliação da cobertura vacinal de gestantes.
Palavras-chave: Coqueluche; Lactente; Gravidade do paciente; Diagnóstico; Vigilância em saúde pública; Revisão sistemática.

ABSTRACT
Pertussis, a respiratory infection caused by Bordetella pertussis, has shown a renewed increase in cases in several regions of the world, with the greatest impact on young infants. This study aimed to synthesise the evidence from reviews published between 2016 and 2026 on the clinical severity, diagnosis, health surveillance and prevention of pertussis in infants. This is a systematic review conducted according to the PRISMA 2020 statement, with a search of PubMed/MEDLINE in October 2026, combining MeSH descriptors and free-text terms and applying filters for period (2016–2026) and publication type (review, systematic review and meta-analysis). A total of 227 records were identified; after removing 4 duplicates, 223 were screened by title, 75 were considered eligible and 24 were included in the synthesis. The studies agree that infants account for most severe cases and deaths, with a pooled mortality of 19% among those admitted to intensive care, associated with the action of pertussis toxin and malignant pertussis. Polymerase chain reaction is the most accurate confirmation method, but case definitions still favour the typical presentation, which is uncommon in infants. The post-pandemic resurgence, the scarcity of laboratory data in low- and middle-income countries and macrolide resistance reinforce the need for laboratory-confirmed surveillance. Maternal vaccination showed high effectiveness against infant pertussis, hospitalisation and death, although it may blunt the response to primary vaccination. Reducing morbidity and mortality depends on early clinical recognition, access to molecular diagnosis, age-appropriate case definitions and wider vaccination coverage of pregnant women.
Keywords: Whooping cough; Infant; Patient acuity; Diagnosis; Public health surveillance; Systematic review.

1. INTRODUÇÃO

A coqueluche é uma doença respiratória imunoprevenível causada pela bactéria Bordetella pertussis, que acomete sobretudo crianças e tem nos lactentes o grupo de maior risco para as formas graves, que podem ser fatais e evoluir com complicações como hipertensão pulmonar, insuficiência cardíaca e encefalite (Guo et al., 2024). Apesar de décadas de vacinação infantil em larga escala, a doença ainda provoca mortes na infância, e os óbitos remanescentes passaram a se concentrar em idades cada vez mais precoces (Chow; Khandaker; McIntyre, 2016).

A ressurgência da coqueluche tornou-se evidente nos últimos anos. Após a pandemia de covid-19, a doença retornou de forma acentuada à Europa e a muitas outras regiões do mundo e, embora acometa todas as faixas etárias, tem nos lactentes com menos de seis meses de idade o grupo mais vulnerável (Locht, 2025). Por isso, essa população está no centro das preocupações de assistência e de vigilância.

A ressurgência não se explica apenas por falhas de cobertura, uma vez que países com elevada cobertura de vacinas acelulares também vivenciaram o retorno da coqueluche (Domenech de Cellès; Rohani, 2024). Esse cenário indica a participação de fatores como a duração limitada da imunidade conferida por essas vacinas, a melhoria dos métodos diagnósticos e mudanças nos sistemas de notificação.

Diante desse quadro, compreender como a doença se manifesta de forma grave no lactente, quais ferramentas permitem confirmá-la precocemente e como os sistemas de vigilância podem captá-la com precisão torna-se essencial para orientar políticas públicas, protocolos assistenciais e investimentos em saúde. Assim, o objetivo deste estudo foi sintetizar, por meio de uma revisão sistemática, as evidências de revisões, revisões sistemáticas e metanálises publicadas entre 2016 e 2026 sobre a gravidade clínica, o diagnóstico, a vigilância em saúde e a prevenção da coqueluche em lactentes.

2. METODOLOGIA

2.1. Tipo de Estudo

Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, conduzida e relatada segundo as recomendações da declaração PRISMA 2020 (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses). A pergunta norteadora buscou identificar o que as revisões publicadas entre 2016 e 2026 apontam sobre a gravidade clínica, o diagnóstico, a vigilância em saúde e a prevenção da coqueluche em lactentes. A estratégia foi construída segundo os componentes população (lactentes), condição (coqueluche) e desfechos de interesse (gravidade, diagnóstico, vigilância e proteção do lactente). O protocolo não foi registrado previamente em plataforma pública.

2.2. Fonte de Dados e Estratégia de Busca

A busca foi realizada na base PubMed/MEDLINE em 8 de outubro de 2026, e todos os registros recuperados foram exportados para triagem. Foram combinados descritores do Medical Subject Headings (MeSH) e termos livres em título e resumo ([tiab]), articulados pelos operadores booleanos OR (dentro de cada conceito) e AND (entre conceitos). A estratégia exigiu os conceitos de coqueluche e de lactente e, ao menos, um dos três eixos temáticos, conforme o Quadro 1.

Quadro 1. Estratégia de busca utilizada na base PubMed.

#1 ("Whooping Cough"[Mesh] OR "Bordetella pertussis"[Mesh] OR pertussis[tiab]
OR "whooping cough"[tiab] OR "Bordetella pertussis"[tiab])

#2 ("Infant"[Mesh] OR "Infant, Newborn"[Mesh] OR infant*[tiab] OR newborn*[tiab]
OR neonat*[tiab] OR "young infant*"[tiab])

#3 Gravidade: ("Severity of Illness Index"[Mesh] OR "Hospitalization"[Mesh]
OR "Intensive Care Units, Pediatric"[Mesh] OR "Critical Illness"[Mesh]
OR "Mortality"[Mesh] OR "Leukocytosis"[Mesh] OR "Hypertension, Pulmonary"[Mesh]
OR severe[tiab] OR severity[tiab] OR "intensive care"[tiab] OR PICU[tiab]
OR hospitali*[tiab] OR death*[tiab] OR mortality[tiab] OR fatal*[tiab]
OR hyperleukocytosis[tiab] OR "pulmonary hypertension"[tiab] OR apnea[tiab])

#4 Diagnóstico: ("Diagnosis"[Mesh] OR "Polymerase Chain Reaction"[Mesh]
OR "Serologic Tests"[Mesh] OR diagnos*[tiab] OR PCR[tiab] OR serolog*[tiab]
OR "case definition"[tiab])

#5 Vigilância: ("Population Surveillance"[Mesh] OR "Public Health Surveillance"[Mesh]
OR "Disease Notification"[Mesh] OR "Disease Outbreaks"[Mesh] OR surveillance[tiab]
OR notif*[tiab] OR outbreak*[tiab] OR epidemiolog*[tiab] OR incidence[tiab])

Combinação: #1 AND #2 AND (#3 OR #4 OR #5)
Filtros: 2016–2026; Review; Systematic Review; Meta-Analysis

Fonte: elaborado pelos autores (2026).

2.3. Critérios de Elegibilidade

Foram incluídos estudos do tipo revisão (narrativa, clínica, de escopo, histórica ou epidemiológica), revisão sistemática, metanálise ou consenso de especialistas, publicados entre 2016 e 2026, que tivessem a coqueluche em lactentes como objeto central em pelo menos um dos eixos: gravidade clínica; diagnóstico; vigilância e epidemiologia; ou prevenção, desde que avaliassem a vacinação contra a coqueluche, inclusive a materna, com foco na proteção do lactente.

Foram excluídos, em cinco categorias: (A) estudos sobre vacinação na gestação sem desfecho específico de coqueluche no lactente, como imunização materna em geral, aceitação, cobertura, segurança materna e implementação de programas; (B) estudos com população fora do escopo, como adultos, adolescentes, escolares e profissionais de saúde, ou com epidemiologia não centrada no lactente; (C) estudos sobre outras doenças ou temas fora dos eixos; (D) estudos de imunologia básica, composição ou desenvolvimento de vacinas; e (E) estudos sobre políticas, calendários e cobertura vacinal em geral, segurança vacinal e efeitos inespecíficos de vacinas.

2.4. Seleção dos Estudos e Extração dos Dados

A busca identificou 227 registros. Foram removidas 4 duplicatas, identificadas pelo número PMID, e os 223 registros restantes foram triados pela leitura dos títulos, por um revisor, segundo os critérios de elegibilidade. Na triagem, 148 registros foram excluídos e 75 foram considerados elegíveis. Em seguida, buscou-se o resumo de cada estudo elegível em bases de acesso aberto e nos sites das editoras. Vinte e quatro estudos tiveram o resumo recuperado e compuseram a síntese; 51 não puderam ser recuperados por restrição de acesso automatizado ou indisponibilidade da página no momento da coleta. O fluxo de seleção está na Tabela 1, os motivos de exclusão na Tabela 2 e a decisão sobre cada um dos 227 registros no Apêndice A.

Tabela 1. Fluxo de identificação e seleção dos estudos (PRISMA 2020)

Etapa

n

Identificação: registros recuperados no PubMed/MEDLINE

227

Identificação: duplicatas removidas

4

Triagem: registros triados por título

223

Triagem: registros excluídos

148

Elegibilidade: estudos buscados para recuperação do resumo

75

Elegibilidade: estudos não recuperados

51

Inclusão: estudos incluídos na síntese

24

Fonte: elaborado pelos autores (2026).

Tabela 2. Motivos de exclusão na triagem por título

Motivo de exclusão

n

A – Vacinação na gestação sem desfecho específico de coqueluche no lactente

49

E – Políticas, calendários, cobertura, segurança e efeitos inespecíficos de vacinas

29

D – Imunologia, composição e desenvolvimento de vacinas

28

C – Outras doenças ou temas fora dos eixos

27

B – População fora do escopo ou epidemiologia não centrada no lactente

15

Total

148

Fonte: elaborado pelos autores (2026).

De cada estudo incluído foram extraídos autoria, ano, tipo de estudo, periódico e eixo temático. Os achados foram analisados por síntese narrativa e organizados em quatro categorias: gravidade clínica; diagnóstico; vigilância e epidemiologia; e prevenção no lactente. A fundamentação teórica utilizou citações indiretas, com paráfrase das ideias dos autores a partir dos resumos dos estudos, no sistema autor-data da ABNT NBR 10520:2023.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os 24 estudos incluídos foram publicados entre 2016 e 2026, com concentração a partir de 2024 (14 estudos), período que coincide com a ressurgência da coqueluche após a pandemia de covid-19. Predominaram as revisões narrativas e clínicas (10), seguidas das revisões sistemáticas sem metanálise (5), das metanálises (4), dos consensos de especialistas (2), da revisão de escopo (1), da revisão histórica (1) e da revisão epidemiológica de vigilância (1). O Quadro 2 apresenta a caracterização dos estudos.

Quadro 2. Caracterização dos estudos incluídos

Autoria (ano)

Tipo de estudo

Periódico

Eixo temático

Chow; Khandaker; McIntyre (2016)

Revisão histórica

Clinical Infectious Diseases

Mortalidade e vigilância

Gkentzi et al. (2017)

Revisão sistemática

Arch Dis Child Fetal Neonatal Ed

Prevenção

Agrawal et al. (2019)

Revisão sistemática

Infectious Diseases and Therapy

Gravidade e carga neonatal

Machado; Passos (2019)

Revisão sistemática

Revista Paulista de Pediatria

Gravidade clínica

Scanlon; Skerry; Carbonetti (2019)

Revisão narrativa

Toxins

Gravidade clínica

Muloiwa et al. (2020)

Revisão sistemática e metanálise

BMC Medicine

Vigilância e epidemiologia

Vygen-Bonnet et al. (2020)

Revisão sistemática

BMC Infectious Diseases

Prevenção

Abu-Raya et al. (2021)

Metanálise de dados individuais

Frontiers in Immunology

Prevenção

Kline; Smith; Zavala (2021)

Revisão clínica

American Family Physician

Diagnóstico

Marshall et al. (2022)

Revisão epidemiológica de vigilância

Communicable Diseases Intelligence

Vigilância e epidemiologia

Briga et al. (2024)

Metanálise e modelagem

Nature Communications

Prevenção

Domenech de Cellès; Rohani (2024)

Revisão narrativa

Nature Reviews Microbiology

Epidemiologia

Guo et al. (2024)

Revisão de escopo

Annals of Medicine

Gravidade clínica

Mi et al. (2024)

Consenso de especialistas

World Journal of Pediatrics

Diagnóstico

Principi; Bianchini; Esposito (2024)

Revisão narrativa

Vaccines

Prevenção

Cousin et al. (2025)

Metanálise e validação de escore

Critical Care

Gravidade clínica

Kang et al. (2025)

Revisão narrativa

Infection & Chemotherapy

Diagnóstico e manejo

Leontari et al. (2025)

Revisão narrativa

Vaccines

Gravidade e diagnóstico

Locht (2025)

Revisão narrativa

EMBO Molecular Medicine

Epidemiologia

Saad et al. (2025)

Revisão sistemática

BMC Public Health

Carga e prevenção

Sheng et al. (2025)

Revisão narrativa

Frontiers in Immunology

Vigilância e epidemiologia

Ulloa-Gutierrez et al. (2025)

Consenso de especialistas

Open Forum Infectious Diseases

Vigilância

Vargas-Zambrano; Abrudan; Macina (2026)

Revisão narrativa

Infectious Diseases and Therapy

Epidemiologia

Zumstein; Heininger (2026)

Revisão narrativa

BMC Infectious Diseases

Diagnóstico e vigilância

Fonte: elaborado pelos autores (2026).

3.1. Gravidade Clínica

Os estudos são unânimes em situar o lactente como o grupo de maior risco para desfechos graves. Embora a coqueluche ocorra geralmente na infância, as infecções graves são mais frequentes nos lactentes (Guo et al., 2024). Essa concentração de gravidade decorre da imaturidade imunológica, da ausência ou incompletude do esquema vacinal e da pequena reserva respiratória característica dos primeiros meses de vida.

No contexto brasileiro, os quadros graves ocorrem em neonatos e lactentes e se manifestam por complicações virais e bacterianas secundárias e pela pertussis maligna (Machado; Passos, 2019). Essa forma da doença, marcada por hiperleucocitose, hipertensão pulmonar e insuficiência cardiorrespiratória refratária, constitui a principal via para o óbito e demanda reconhecimento precoce e acesso oportuno à terapia intensiva pediátrica.

Do ponto de vista fisiopatológico, a toxina pertussis ocupa papel central, pois sua atividade tem sido associada às formas graves e letais da doença em lactentes jovens (Scanlon; Skerry; Carbonetti, 2019). Esse vínculo sustenta a busca por marcadores laboratoriais de gravidade, como a contagem de leucócitos, e por terapias adjuvantes dirigidas aos efeitos da toxina, que permanecem em investigação.

A magnitude desse risco foi quantificada em metanálise com lactentes internados em terapia intensiva, que estimou mortalidade agrupada de 19%, com intervalo de confiança de 95% entre 12% e 26% e heterogeneidade elevada entre os estudos, com I² de 96% (Cousin et al., 2025). A heterogeneidade indica diferenças importantes entre serviços e populações, mas o valor central confirma a letalidade expressiva da forma crítica da doença.

A gravidade concentra-se nos primeiros dias e semanas de vida, já que a coqueluche pode evoluir com complicações graves e fatais, como pneumonia, encefalopatia e convulsões, sobretudo em recém-nascidos (Leontari et al., 2025). Apesar disso, o peso da doença no período neonatal tende a ser subestimado, e a coqueluche permanece como causa pouco reconhecida de morbidade e mortalidade neonatal nos países do Sul e do Sudeste Asiático (Agrawal et al., 2019).

Para a prática assistencial, esses achados indicam que todo lactente pequeno com suspeita de coqueluche deve ser considerado de risco, com vigilância estreita de sinais de alerta como apneia, cianose, dificuldade de alimentação e leucocitose progressiva, e com critérios claros para transferência a unidades de maior complexidade.

3.2. Diagnóstico

O diagnóstico da coqueluche no lactente é desafiador, porque o quadro clássico de tosse paroxística com guincho inspiratório frequentemente está ausente nos primeiros meses de vida. Nesse cenário, a confirmação laboratorial ganha relevância, e a reação em cadeia da polimerase é o teste mais preciso para confirmar a doença (Kline; Smith; Zavala, 2021).

A padronização de critérios também é necessária para orientar a decisão clínica e a notificação. Com esse propósito, o consenso chinês de especialistas estabeleceu critérios diagnósticos para a coqueluche na população pediátrica e reuniu, em um mesmo instrumento, orientações de diagnóstico e de tratamento (Mi et al., 2024).

As definições de caso utilizadas na prática e na vigilância nem sempre contemplam essa realidade, pois a maioria delas se concentra na apresentação típica da doença e desconsidera as formas menos características (Zumstein; Heininger, 2026). Como o lactente pequeno tende a apresentar apneia, cianose e dificuldade alimentar, e não a tosse clássica, definições que não consideram a idade reduzem a sensibilidade do diagnóstico e da notificação.

O diagnóstico laboratorial também passou a ter implicações terapêuticas, diante do aumento acentuado, no período pós-pandemia, da prevalência de cepas de Bordetella pertussis resistentes aos macrolídeos (Kang et al., 2025). Isso torna relevante associar à confirmação molecular a vigilância da resistência antimicrobiana, sobretudo em lactentes, para os quais as alternativas terapêuticas são limitadas.

A articulação entre critérios clínicos sensíveis, adaptados à apresentação atípica do lactente, e a confirmação por reação em cadeia da polimerase representa o caminho mais consistente para reduzir o atraso diagnóstico. Em territórios com menor infraestrutura laboratorial, como parte da região amazônica, a ampliação do acesso a testes moleculares e a logística de transporte de amostras aparecem como necessidades prioritárias.

3.3. Vigilância em Saúde e Epidemiologia

A dinâmica epidemiológica da coqueluche vem se modificando, e o pico de incidência deslocou-se dos lactentes para adolescentes e adultos (Sheng et al., 2025). Esse deslocamento não reduz a importância do lactente; ao contrário, amplia o reservatório de transmissão em adolescentes e adultos, frequentemente oligossintomáticos, que se tornam fonte de infecção para bebês ainda não protegidos.

A qualidade dos dados de vigilância constitui um limite recorrente, uma vez que faltam séries de longo prazo que contabilizem de forma completa as mortes ainda ocorridas pela coqueluche na infância (Chow; Khandaker; McIntyre, 2016). A subnotificação e a ausência de confirmação laboratorial dificultam dimensionar a real carga da doença e avaliar o impacto das intervenções.

Essa lacuna é mais acentuada nos países de baixa e média renda, onde a escassez de dados epidemiológicos impede conhecer as tendências da doença (Muloiwa et al., 2020). Na América Latina, a capacidade laboratorial e os insumos limitados dificultam a produção de dados epidemiológicos robustos (Ulloa-Gutierrez et al., 2025). No Mediterrâneo Oriental, por sua vez, a carga da coqueluche entre os lactentes é substancial (Saad et al., 2025).

Entre os determinantes da ressurgência recente estão a epidemiologia cíclica da coqueluche, as baixas taxas de cobertura vacinal e a perda progressiva da imunidade conferida pelas vacinas (Vargas-Zambrano; Abrudan; Macina, 2026). Esses fatores atuam em conjunto e exigem respostas que combinem recuperação de coberturas e monitoramento contínuo.

Por outro lado, quando os dados de vigilância são robustos, eles permitem medir o impacto das intervenções sobre o lactente. Na Austrália, entre 2013 e 2018, observaram-se reduções expressivas da incidência entre lactentes jovens demais para ter recebido qualquer dose da vacina (Marshall et al., 2022). O dado ilustra o valor de séries históricas consistentes, estratificadas por idade, para avaliar estratégias como a vacinação de gestantes.

Em conjunto com a ressurgência observada mesmo em países de alta cobertura vacinal e após a pandemia, discutida na introdução, esses achados reforçam a necessidade de sistemas de vigilância sensíveis, com definição de caso adequada ao lactente, confirmação laboratorial sistemática, investigação de contatos e integração entre vigilância epidemiológica, rede laboratorial e serviços de atenção primária e hospitalar.

3.4. Prevenção no Lactente

Como o lactente só completa o esquema primário por volta dos seis meses, a principal estratégia de proteção nos primeiros meses é a vacinação da gestante, que visa proteger os recém-nascidos justamente no período em que estão mais vulneráveis à coqueluche (Gkentzi et al., 2017). A proteção ocorre por meio da transferência de anticorpos maternos ao feto durante a gestação.

Esse benefício foi quantificado em revisão sistemática que encontrou alta efetividade da vacinação na gestação para a prevenção da coqueluche, das hospitalizações e dos óbitos no lactente (Vygen-Bonnet et al., 2020). Trata-se de efeito diretamente relacionado aos desfechos de gravidade discutidos na seção 3.1.

Há, contudo, nuances a considerar. Filhos de mulheres vacinadas com dTpa na gestação apresentaram níveis menores de IgG contra coqueluche, difteria e alguns sorotipos pneumocócicos (Abu-Raya et al., 2021). Esse fenômeno de interferência sobre a resposta vacinal do próprio lactente ainda tem significado clínico incerto e requer acompanhamento.

Além disso, a vacinação materna pode reduzir a efetividade da vacinação primária em idades posteriores (Briga et al., 2024). Isso sugere que o ganho de proteção nos primeiros meses pode ser parcialmente compensado por maior suscetibilidade posterior, o que reforça a importância de manter o calendário infantil completo e no tempo certo.

Ainda assim, o saldo das evidências permanece favorável à estratégia, pois a ampliação da vacinação materna poderia reduzir de forma significativa a incidência de coqueluche em lactentes (Principi; Bianchini; Esposito, 2024).

Diante disso, o conjunto das evidências favorece a manutenção e a ampliação da cobertura de dTpa em gestantes, associada ao cumprimento do calendário infantil no tempo oportuno e à vacinação de pessoas que convivem com recém-nascidos.

3.5. Limitações

Este estudo apresenta limitações. A busca restringiu-se a uma única base de dados; a triagem foi feita por um único revisor, pela leitura de títulos; o protocolo não foi registrado previamente; e não houve avaliação formal da qualidade metodológica dos estudos incluídos. Além disso, 51 dos 75 estudos elegíveis não puderam ser recuperados, o que pode introduzir viés de seleção, e a síntese baseou-se nos resumos dos estudos, o que limita a profundidade da análise de cada um. Recomenda-se, em etapas futuras, registrar o protocolo no PROSPERO, ampliar a busca para LILACS/BVS, SciELO e Embase, realizar a seleção por pares com leitura de texto completo e aplicar instrumentos de avaliação da qualidade, como o AMSTAR 2.

4. CONCLUSÃO

A literatura revisada demonstra que a coqueluche permanece como ameaça relevante aos lactentes, sobretudo aos menores de seis meses, que concentram as formas graves, as complicações e os óbitos. A mortalidade agrupada de 19% entre os lactentes em terapia intensiva, a ação da toxina pertussis e a evolução para pertussis maligna explicam a elevada letalidade nesse grupo, o que exige reconhecimento clínico precoce e acesso oportuno à terapia intensiva.

No campo diagnóstico, a reação em cadeia da polimerase consolida-se como o método de confirmação mais preciso, mas as definições de caso ainda privilegiam a apresentação típica, o que torna indispensáveis critérios adequados à idade e o monitoramento da resistência aos macrolídeos. No campo da vigilância, a ressurgência pós-pandemia e a escassez de dados laboratoriais, sobretudo em países de baixa e média renda e na América Latina, evidenciam a necessidade de fortalecer a notificação, a capacidade laboratorial e a investigação de contatos.

Por fim, a vacinação materna com dTpa mostra-se uma estratégia segura e de alta efetividade contra a coqueluche, as hospitalizações e os óbitos no lactente. A possível atenuação da resposta à vacinação primária não anula esse benefício, mas reforça a necessidade de manter o calendário infantil completo e no tempo oportuno. Investimentos em diagnóstico molecular, em vigilância integrada e na ampliação da cobertura vacinal de gestantes são, portanto, prioritários para reduzir a morbimortalidade por coqueluche em lactentes.

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APÊNDICE A – DECISÃO SOBRE OS 227 REGISTROS IDENTIFICADOS

Legenda dos motivos de exclusão: A – vacinação na gestação sem desfecho específico de coqueluche no lactente; B – população fora do escopo ou epidemiologia não centrada no lactente; C – outras doenças ou temas fora dos eixos; D – imunologia, composição e desenvolvimento de vacinas; E – políticas, calendários, cobertura, segurança e efeitos inespecíficos de vacinas. A numeração segue a ordem de exportação do PubMed.

Nº

PMID

Primeiro autor (ano)

Decisão

1

28398678

Chu HY (2017)

Excluído – motivo A

2

38907021

Domenech de Cellès M (2024)

Incluído

3

33015678

Kong KL (2020)

Excluído – motivo A

4

30913173

Munoz FM (2019)

Excluído – motivo A

5

33722410

Righolt CH (2021)

Excluído – motivo E

6

39537933

Mi YM (2024)

Incluído

7

33773923

Arora M (2021)

Excluído – motivo A

8

38728617

Guo S (2024)

Incluído

9

39994481

Locht C (2025)

Incluído

10

39357571

Liu Y (2024)

Elegível – não recuperado

11

34114547

Röbl-Mathieu M (2021)

Excluído – motivo A

12

31268739

Bechini A (2019)

Excluído – motivo E

13

33412085

Mungall BA (2021)

Elegível – não recuperado

14

34690367

Röbl-Mathieu M (2021)

Excluído – motivo A

15

40709171

Sheng Y (2025)

Incluído

16

40491090

Wang S (2025)

Elegível – não recuperado

17

34383446

Kline JM (2021)

Incluído

18

37283471

Nassar AH (2023)

Excluído – motivo A

19

30115332

Nguyen VTN (2018)

Elegível – não recuperado

20

28045580

Chen Z (2017)

Excluído – motivo D

21

29856680

Esposito S (2018)

Elegível – não recuperado

22

39651726

Strøm C (2024)

Excluído – motivo E

23

33386312

Abu-Raya B (2021)

Excluído – motivo A

24

31780181

Guiso N (2020)

Excluído – motivo D

25

35324684

Ernst K (2022)

Excluído – motivo D

26

39432732

Cho HK (2025)

Excluído – motivo A

27

29914744

Di Mattia G (2019)

Elegível – não recuperado

28

33207948

Clark-Wright J (2020)

Excluído – motivo E

29

29474132

Kachikis A (2018)

Excluído – motivo A

30

31833342

Comité Nacional de Infecto… (2019)

Excluído – motivo E

31

29199493

Lumbreras Areta M (2019)

Elegível – não recuperado

32

28359620

Leuridan E (2017)

Elegível – não recuperado

33

31422032

Marangu D (2019)

Excluído – motivo C

34

36400443

Blanchard-Rohner G (2022)

Excluído – motivo D

35

29747736

Fortner KB (2018)

Excluído – motivo A

36

30503084

PERISCOPE Consortium (2019)

Elegível – não recuperado

37

29482390

Martinón-Torres F (2018)

Excluído – motivo E

38

27838665

Chow MY (2016)

Incluído

39

32753151

Jacobson RM (2020)

Excluído – motivo E

40

34129416

Patel KM (2021)

Excluído – motivo A

41

37307651

Schmitt P (2023)

Excluído – motivo D

42

28433704

Abu Raya B (2017)

Elegível – não recuperado

43

27836435

Di Pasquale A (2016)

Excluído – motivo E

44

29999632

Drugs and Lactation Databa… (2026)

Excluído – motivo C

45

29622326

McFarlin A (2018)

Elegível – não recuperado

46

31252532

Scanlon K (2019)

Incluído

47

29670610

Whittaker E (2018)

Excluído – motivo D

48

28289058

Eberhardt CS (2017)

Excluído – motivo D

49

28168170

Lee HJ (2017)

Excluído – motivo B

50

31317794

Gentile A (2019)

Elegível – não recuperado

51

33931250

Saitoh A (2021)

Excluído – motivo E

52

34305922

Abu-Raya B (2021)

Incluído

53

30037416

Sheikh S (2018)

Excluído – motivo E

54

26364006

Oliwa JN (2017)

Excluído – motivo C

55

27704540

Krishnaswamy S (2016)

Excluído – motivo A

56

30882004

Argondizo-Correia C (2019)

Elegível – não recuperado

57

36047634

Yılmaz Çolak Ç (2023)

Excluído – motivo D

58

31902413

Hunter P (2020)

Excluído – motivo B

59

32752564

Khoury A (2020)

Excluído – motivo B

60

32296443

Albrecht M (2020)

Excluído – motivo D

61

28468899

Gkentzi D (2017)

Incluído

62

33807962

Locht C (2021)

Excluído – motivo D

63

31912233

Maertens K (2020)

Excluído – motivo A

64

31726399

Wales DP (2020)

Excluído – motivo A

65

30143272

Patterson J (2018)

Excluído – motivo E

66

30795563

Benn CS (2019)

Excluído – motivo C

67

30630694

Randi BA (2019)

Excluído – motivo B

68

31116241

Machado MB (2019)

Incluído

69

30797062

Messina NL (2019)

Excluído – motivo D

70

31369823

Thisyakorn U (2019)

Elegível – não recuperado

71

29602703

Muloiwa R (2018)

Elegível – não recuperado

72

28749121

Zibners L (2017)

Elegível – não recuperado

73

30337176

Forsyth KD (2018)

Elegível – não recuperado

74

35696990

Alghounaim M (2022)

Excluído – motivo D

75

34927318

Rai E (2022)

Excluído – motivo C

76

33981298

Qiu X (2021)

Excluído – motivo A

77

36423047

Lagousi T (2022)

Excluído – motivo A

78

32670282

Abu-Raya B (2020)

Excluído – motivo A

79

36381685

Kumar A (2022)

Excluído – motivo C

80

30024822

Madhi SA (2018)

Elegível – não recuperado

81

29120017

Blanchard-Rohner G (2017)

Elegível – não recuperado

82

40387798

Hanna S (2025)

Elegível – não recuperado

83

28341014

Locht C (2016)

Excluído – motivo D

84

30676250

Krishnaswamy S (2019)

Excluído – motivo A

85

29661584

Bisset KA (2018)

Excluído – motivo A

86

32237928

Kandeil W (2020)

Elegível – não recuperado

87

32054444

Vygen-Bonnet S (2020)

Incluído

88

27856947

Aaby P (2016)

Excluído – motivo E

89

34028088

Chiappini E (2021)

Excluído – motivo E

90

33815424

Olusanya OA (2021)

Excluído – motivo E

91

35093001

Marshall KS (2022)

Incluído

92

38116721

Dauby N (2024)

Excluído – motivo A

93

31645152

Brillo E (2021)

Elegível – não recuperado

94

31697185

Obando-Pacheco P (2019)

Excluído – motivo D

95

28214181

Loubet P (2017)

Excluído – motivo B

96

31879133

Jacobson RM (2020)

Excluído – motivo E

97

30091147

Beirne PV (2018)

Excluído – motivo C

98

30802469

Russell CD (2019)

Excluído – motivo C

99

34517746

Kamath GD (2022)

Excluído – motivo A

100

33300701

Rochat M (2020)

Elegível – não recuperado

101

38899806

Rick AM (2024)

Excluído – motivo A

102

26169070

Dal-Ré R (2017)

Excluído – motivo A

103

28178054

McMillan M (2017)

Excluído – motivo A

104

28618109

Sisson H (2017)

Excluído – motivo E

105

31616947

Nasser R (2020)

Excluído – motivo A

106

28289064

Burdin N (2017)

Excluído – motivo D

107

40842393

Christie CDC (2025)

Elegível – não recuperado

108

28900351

Gaeta M (2017)

Excluído – motivo C

109

27737834

Higgins JP (2016)

Excluído – motivo E

110

33917862

Behrens F (2021)

Excluído – motivo D

111

28737189

Villena R (2017)

Elegível – não recuperado

112

34847820

Omar M (2021)

Excluído – motivo E

113

37926426

Abu-Raya B (2023)

Excluído – motivo D

114

37658001

Tessier E (2023)

Elegível – não recuperado

115

35483610

Hattabi H (2022)

Elegível – não recuperado

116

41176483

Galiza EP (2025)

Excluído – motivo A

117

41038623

Naureckas Li C (2025)

Elegível – não recuperado

118

35473991

González-López JJ (2022)

Elegível – não recuperado

119

35488837

Luna CM (2022)

Excluído – motivo C

120

34270376

MacDonald SE (2022)

Excluído – motivo E

121

34693993

Perez Chacon G (2021)

Excluído – motivo E

122

39182148

Alhumaid S (2024)

Excluído – motivo C

123

30921421

Mohammed H (2019)

Excluído – motivo A

124

36444417

Kurasawa K (2023)

Excluído – motivo A

125

32324790

Peer V (2020)

Excluído – motivo B

126

36358225

Ivaska L (2022)

Excluído – motivo C

127

29552009

Falconer O (2018)

Excluído – motivo D

128

28832480

Committee Opinion No (2017)

Excluído – motivo A

129

40480247

Guiso N (2025)

Excluído – motivo E

130

36942347

Zhang M (2023)

Elegível – não recuperado

131

30887849

Kandeil W (2019)

Excluído – motivo B

132

29703037

Tian SF (2018)

Elegível – não recuperado

133

40037719

Purcell R (2025)

Elegível – não recuperado

134

41013437

Sadeghimoghadam P (2025)

Elegível – não recuperado

135

29336924

Omeñaca F (2018)

Excluído – motivo D

136

36522518

Chitkara AJ (2023)

Elegível – não recuperado

137

28832489

Committee Opinion No (2017)

Excluído – motivo A

138

38729263

Stoffel NU (2024)

Excluído – motivo C

139

33218317

Thommes E (2020)

Excluído – motivo B

140

37936265

Boisnard F (2023)

Excluído – motivo D

141

30814030

Walker EJ (2019)

Excluído – motivo E

142

29166874

Furuta M (2017)

Elegível – não recuperado

143

40583700

Subspecialty Group of Neon… (2025)

Excluído – motivo C

144

38297003

Briga M (2024)

Incluído

145

32772755

Kandeil W (2020)

Elegível – não recuperado

146

39930478

Cousin VL (2025)

Incluído

147

27838664

Sobanjo-Ter Meulen A (2016)

Elegível – não recuperado

148

32854714

Muloiwa R (2020)

Incluído

149

34435338

Macina D (2021)

Excluído – motivo B

150

32670282

Abu-Raya B (2020)

Excluído – duplicata

151

34844567

Baïssas T (2021)

Excluído – motivo A

152

36684933

Malange VNE (2023)

Excluído – motivo C

153

41333898

Zhang X (2025)

Excluído – motivo A

154

30945963

Adetokunboh OO (2019)

Excluído – motivo C

155

39708836

Makan-Murphy N (2025)

Excluído – motivo A

156

42317980

Meng L (2026)

Elegível – não recuperado

157

33928533

Macina D (2021)

Excluído – motivo B

158

33881713

Macina D (2021)

Excluído – motivo B

159

31744514

Chiappini E (2019)

Excluído – motivo D

160

35335107

Liu B (2022)

Excluído – motivo D

161

41160062

Yilmaz Çolak Ç (2025)

Elegível – não recuperado

162

29223483

Boef AGC (2018)

Excluído – motivo D

163

33905101

Macina D (2021)

Excluído – motivo B

164

31054089

Agrawal A (2019)

Incluído

165

34452002

Saso A (2021)

Excluído – motivo D

166

36560400

Abu-Raya B (2022)

Elegível – não recuperado

167

41367219

Ehteshaminia Y (2025)

Excluído – motivo D

168

41979592

Rosińska M (2025)

Excluído – motivo C

169

30501615

Shi J (2018)

Elegível – não recuperado

170

39340060

Principi N (2024)

Incluído

171

40183651

Kang HM (2025)

Incluído

172

39098758

Blanchard E (2024)

Excluído – motivo B

173

36732165

Patricia Wodi A (2023)

Excluído – motivo E

174

40679862

Zibners L (2025)

Elegível – não recuperado

175

38087222

McCarron SA (2023)

Excluído – motivo A

176

40042539

Finn A (2025)

Excluído – motivo A

177

38251722

Olson-Chen C (2024)

Excluído – motivo A

178

40958710

Murphy S (2025)

Elegível – não recuperado

179

38729263

Stoffel NU (2024)

Excluído – duplicata

180

37653123

Clark LR (2023)

Excluído – motivo A

181

42098630

Zumstein J (2026)

Incluído

182

37092178

Giles ML (2023)

Excluído – motivo A

183

40365078

Ulloa-Gutierrez R (2025)

Incluído

184

37815753

Pehlivan T (2023)

Excluído – motivo E

185

34224687

Nguyen HS (2022)

Excluído – motivo D

186

33642162

Andersen AR (2022)

Excluído – motivo A

187

41867017

Yang Y (2026)

Elegível – não recuperado

188

31529181

Poethko-Müller C (2019)

Excluído – motivo C

189

35983656

Huoi C (2022)

Excluído – motivo D

190

41218857

Zhang JS (2025)

Excluído – motivo B

191

39906191

Nguyen PNT (2024)

Elegível – não recuperado

192

41324875

Vargas-Zambrano JC (2026)

Incluído

193

37843489

Avila Agüero ML (2023)

Excluído – motivo E

194

37899087

de Bruin O (2023)

Excluído – motivo A

195

39844105

Saad RK (2025)

Incluído

196

39869378

Sun X (2025)

Elegível – não recuperado

197

35214608

Hausdorff WP (2022)

Excluído – motivo C

198

36764726

De Brabandere L (2023)

Excluído – motivo A

199

41373355

Ługowski F (2025)

Excluído – motivo A

200

38907172

Shafi J (2024)

Excluído – motivo A

201

40695509

Hu YH (2025)

Elegível – não recuperado

202

39951075

Saso A (2025)

Elegível – não recuperado

203

41922871

Tanriover MD (2026)

Elegível – não recuperado

204

39965842

Liu Y (2025)

Excluído – motivo A

205

40266155

Leontari K (2025)

Incluído

206

42496978

Labe P (2026)

Elegível – não recuperado

207

38147375

Hansen RK (2023)

Excluído – motivo E

208

41529534

de Moraes JC (2026)

Excluído – motivo E

209

39843027

Álvarez García FJ (2025)

Excluído – motivo E

210

29120017

Blanchard-Rohner G (2017)

Excluído – duplicata

211

38271938

Luna CM (2024)

Excluído – motivo B

212

32054444

Vygen-Bonnet S (2020)

Excluído – duplicata

213

42331536

Pertussis Working Committee (2026)

Elegível – não recuperado

214

37753771

Pan M (2023)

Excluído – motivo E

215

41371603

Kenmoe S (2026)

Excluído – motivo C

216

40573888

Sanni A (2025)

Excluído – motivo A

217

42485609

Shamarina D (2026)

Excluído – motivo A

218

42797595

Fal A (2026)

Excluído – motivo D

219

41871223

Obladen M (2026)

Excluído – motivo C

220

42796724

Joan J (2026)

Excluído – motivo C

221

41543100

Zhang D (2026)

Excluído – motivo C

222

42570441

Safić Stanić H (2026)

Excluído – motivo C

223

41915774

Kistin CJ ()

Excluído – motivo C

224

42555152

Nazareth AK (2026)

Excluído – motivo A

225

29716545

Czumbel I (2018)

Excluído – motivo C

226

41401413

Miranda Quintero J (2025)

Excluído – motivo A

227

39487609

Backman K (2025)

Excluído – motivo C

Fonte: elaborado pelos autores (2026), a partir da exportação do PubMed.


1 Mestre em Saúde e Biodiversidade (Professor de Enfermagem e Medicina pela UERR). Universidade Estadual de Roraima – UERR. Boa Vista, Roraima, Brasil. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0009-0001-8787-2260

2 Graduanda em Medicina. Universidade Estadual de Roraima – UERR. Boa Vista, Roraima, Brasil. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0009-0004-7653-5607

3 Graduanda em Medicina. Universidade Estadual de Roraima – UERR. Boa Vista, Roraima, Brasil. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0009-0004-9495-3116

4 Graduanda em Medicina. Universidade Estadual de Roraima – UERR. Boa Vista, Roraima, Brasil. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0009-0009-7973-2477

5 Graduanda em Medicina. Universidade Estadual de Roraima – UERR. Boa Vista, Roraima, Brasil. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0009-0009-4020-1257