ANÁLISE DOS INDICADORES FINANCEIROS E DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS: ESTUDO DE CASO DA MAGAZINE LUIZA S.A. NOS PERÍODOS DE 2024-2025

ANALYSIS OF FINANCIAL INDICATORS AND FINANCIAL STATEMENTS: A CASE STUDY OF MAGAZINE LUIZA S.A. FOR THE 2024–2025 PERIOD

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/791866197

RESUMO
Este estudo analisa o desempenho econômico-financeiro da Magazine Luiza S.A. no biênio 2024-2025. A metodologia caracteriza-se como uma pesquisa exploratória e aplicada, com abordagem quantitativa e qualitativa desenvolvida via estudo de caso e análise documental dos demonstrativos contábeis de domínio público (Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício e Demonstração do Fluxo de Caixa). A análise vertical e horizontal revela um modelo operacional de alta necessidade de capital de giro, com expressivo comprometimento patrimonial por capitais de terceiros (55,4% do Ativo Total em 2025). Os indicadores de liquidez indicam margens de folga reduzidas no curto prazo (Liquidez Corrente de 1,15 e Liquidez Seca de 0,74), exigindo rápido giro de estoques. A DRE e a DFC evidenciam resiliência nas receitas brutas e geração de caixa operacional positiva, embora os resultados estejam pressionados pela elevação de custos e despesas financeiras decorrentes do endividamento, reduzindo a Margem Líquida para 0,52% (DRE). O ROE mantem-se em (1,81%), suportado pelo efeito da alavancagem financeira sobre o capital próprio. Conclui-se que a empresa apresenta viabilidade operacional e ausência de insolvência imediata, contudo enfrenta desafios estruturais em sua liquidez e no custo do passivo que demandam otimização na gestão de estoques e desalavancagem.
Palavras-chave: Balanço patrimonial; Demonstração do resultado do exercício; Liquidez; Endividamento.

ABSTRACT
This study analyzes the economic and financial performance of Magazine Luiza S.A. during the 2024–2025 two-year period. The methodology is characterized as exploratory and applied research with a quantitative and qualitative approach, conducted through a case study and documentary analysis of publicly available financial statements (Balance Sheet, Income Statement, and Statement of Cash Flows). Vertical and horizontal analysis reveals an operating model with high working capital requirements, along with significant reliance on third-party capital (55.4% of Total Assets in 2025). Liquidity ratios indicate tight short-term financial flexibility (Current Ratio of 1.15 and Quick Ratio of 0.74), requiring fast inventory turnover. The Income Statement and Cash Flow Statement demonstrate resilience in gross revenues and positive operational cash flow generation, although earnings remain pressured by rising costs and debt-driven financial expenses, reducing the Net Margin to 0.52%. ROE remains at 1.81%, supported by the effect of financial leverage on equity. It is concluded that the company shows operational viability and an absence of immediate insolvency; however, it faces structural challenges in liquidity and debt cost that demand inventory management optimization and deleveraging.
Keywords: Balance sheet; Income statement; Liquidity; Indebtedness.

1. INTRODUÇÃO

A técnica de análise das demonstrações contábeis consolidou-se como um instrumento indispensável de gestão, sendo historicamente reconhecida como uma prática tão antiga quanto a própria contabilidade. Desde os primeiros registros de trocas e posses, a necessidade de interpretar os números para a tomada de decisão sempre caminhou lado a lado com o ato de registrar.

Kuhn (2012) afirma que a análise das demonstrações contábeis e de seus indicadores financeiros desempenha um papel crucial no controle dos recursos organizacionais. É por meio dessa avaliação que os gestores fundamentam decisões estratégicas de captação e destinação de capital. Para a obtenção de resultados sólidos, faz-se necessário, primeiramente, identificar e interpretar os aspectos econômico-financeiros mais relevantes do negócio.

Segundo Assaf Neto (2010, p. 35), a análise financeira “é desenvolvida com base nas demonstrações contábeis de uma empresa, onde podem ser extraídas informações a respeito de sua posição econômica e financeira”.

Oliveira (2016) afirma que o estudo de Finanças compreende o registro e análise da vida econômica das empresas, metas traçadas para alcançar em determinado prazo e gerência das fontes de renda e dos investimentos destinados a gerar recursos que a sustentem. Segundo o autor, a administração financeira caracteriza-se como um instrumento para a avaliação de investimentos e concessão de crédito a clientes. Adicionalmente, ela atua na identificação das fontes de captação de recursos mais vantajosas para subsidiar as atividades operacionais, com foco contínuo no desenvolvimento e na perenidade da organização.

A avaliação do desempenho econômico-financeiro de uma entidade exige a aplicação de indicadores capazes de traduzir os demonstrativos contábeis em um diagnóstico claro e fidedigno sobre a real situação da companhia. Nesse contexto, Lucente e Bressan (2015) afirmam que a análise de índices econômico-financeiros extrai os dados contábeis e os utiliza para identificar a evolução econômico-financeira da organização. Essa identificação serve como base operacional para uma esfera muito mais ampla da gestão corporativa.

Hoji (2012) ainda defende que a análise de balanços pode ser considerada uma arte interpretativa. Embora os dados contábeis sejam exatos, a elaboração do diagnóstico financeiro requer do analista um elevado grau de experiência, sensibilidade mercadológica e conhecimento interdisciplinar. Consequentemente, essa maleabilidade analítica permite que diferentes profissionais cheguem a pareceres distintos sobre a mesma realidade organizacional, transformando números frios em tomadas de decisão. Diante desse contexto, este estudo orienta-se pela seguinte questão norteadora: De que maneira a análise integrada das demonstrações contábeis (BP, DRE e DFC) e dos indicadores financeiros reflete a real situação econômico-financeira da Magazine Luiza S.A. no período analisado? O objetivo geral deste trabalho consiste em analisar o desempenho econômico-financeiro do referido grupo, tendo como base os anos de 2024 a 2025.

Para atingir o objetivo geral, têm-se os seguintes objetivos específicos:

I) Caracterizar indicadores econômico-financeiros; II) Analisar as demonstrações financeiras da Magazine Luiza S.A; III) Interpretar os indicadores calculados, confrontando os resultados obtidos entre os períodos analisados e emitindo diagnóstico sobre a saúde econômico-financeira da Magazine Luiza S.A.

Desse modo, a relevância desta pesquisa fundamenta-se na demanda dos stakeholders (partes interessadas) por dados claros a respeito do desempenho organizacional. Uma vez realizados os cálculos métricos, torna-se possível traçar um diagnóstico preciso sobre o panorama econômico-financeiro em que a empresa se encontra.

O presente estudo utiliza-se de ferramentas de análise das demonstrações, para compreender a situação econômica e financeira de uma empresa de capital aberto da B3.

O estudo está estruturado em cinco seções. Primeiramente será apresentada a introdução, em seguida, a fundamentação teórica, na terceira seção serão apresentados os procedimentos metodológicos, na quarta será exposta a apresentação e análise dos resultados e finalmente na quinta seção serão evidenciadas as considerações finais.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1. Análise das Demonstrações Contábeis

De acordo com Hoji (2012), análises de balanços e análise de demonstrações contábeis ou financeiras têm o mesmo significado.

Com isso, é possível apoiar-se em Lemes Junior, Rigo e Cherobim (2010), que afirmam que a análise das demonstrações contábeis atua como um instrumento fundamental para compreender a realidade financeira de uma organização. Esse diagnóstico é viabilizado pelo uso de indicadores, cujos resultados geram informações estratégicas voltadas, primordialmente, para acionistas, credores e futuros investidores.

A afirmação anterior é corroborada por Hoji (2012, p. 273). Segundo o autor, “os principais usuários de balanços são: administradores da empresa, acionistas e investidores, instituições financeiras. Fornecedores, clientes, concorrentes e órgãos governamentais”.

Para que os diversos usuários das informações financeiras possam avaliar com precisão a saúde patrimonial de uma organização, torna-se indispensável a consolidação periódica dos relatórios contábeis.

De acordo com Iudícibus (2010), ao final de cada exercício social de 12 meses, cabe à diretoria elaborar as demonstrações financeiras a partir dos dados da escrituração contábil, conforme estipulado pela Lei da Sociedade por Ações. Dentre esses demonstrativos, destacam-se: Balanço patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício, Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados, Demonstração do Fluxo de Caixa e Demonstração do valor adicionado.

Em consonância com Iudícibus (2010), Matarazzo (2010, p. 25) destaca a abrangência desse conjunto de relatórios ao afirmar que as demonstrações financeiras compreendem o “Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício, Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados, que poderá ser substituída pela Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, Demonstração dos Fluxos de Caixa”.

Com base nisso, nota-se que, embora o conjunto de Leis e da literatura preveja uma relação mais ampla de demonstrativos, a presente pesquisa delimita sua análise no Balanço Patrimonial (BP), na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e na Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC), visto que esses três relatórios concentram os dados primários necessários para responder aos objetivos do trabalho.

2.2. Balanço Patrimonial (Bp)

De acordo com Assaf Neto (2015), o Balanço Patrimonial evidencia a condição financeira e patrimonial da empresa em um momento específico. Apesar do caráter estático dessa demonstração e das constantes oscilações em suas contas até o fechamento do período, sua análise é de suma importância para avaliar a realidade econômica da empresa.

A estrutura do Balanço Patrimonial apoia-se no princípio das partidas dobradas, no qual os bens e direitos correspondem rigorosamente às obrigações e ao capital próprio da entidade. Conforme Assaf Neto (2010, p. 47), “o balanço compõe-se de três partes essenciais: ativo, passivo e patrimônio líquido”

Desse modo, a sua identidade contábil básica é representada pela seguinte fórmula:

Ativo (Aplicações) = Passivo (Capital de Terceiros) + Patrimônio Líquido (Capital Próprio).

Ao desmembrar sua estrutura, têm-se os seguintes pilares:

Ativo: Representa os bens e direitos controlados pela empresa - o que ela possui e o que tem a receber - que geram benefícios econômicos futuros.

Passivo: Conjunto de obrigações exigíveis - dívidas com terceiros, financiamentos, fornecedores, impostos a pagar - que exigirão recursos da empresa no futuro.

Patrimônio Líquido: É a riqueza líquida da empresa, ou seja, a diferença entre o Ativo e o Passivo. Representa o capital investido pelos sócios ou acionistas, somado aos lucros acumulados que foram reinvestidos no negócio.

2.3. Demonstração do Resultado do Exercício (Dre)

A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) é o relatório contábil estruturado de forma dedutiva que evidencia a formação do resultado econômico de uma empresa ao longo de um exercício social. Por meio da apresentação ordenada das receitas brutas, deduções fiscais, custos de vendas, despesas operacionais e tributos, a DRE possibilita aos gestores, investidores e credores compreender a origem dos ganhos e a composição dos gastos corporativos. Trata-se de um instrumento analítico fundamental para identificar a viabilidade do negócio e fundamentar tomadas de decisão estratégicas.

Conforme Zepechouka, Batista e Oliveira (2025), a Demonstração do Resultado do Exercício apresenta uma disposição sistemática em que as receitas líquidas são confrontadas com os custos e as despesas operacionais para a apuração do resultado operacional. Posteriormente, somam-se as variações de caráter financeiro e de investimentos e deduzem-se os tributos sobre o lucro, atingindo-se o resultado líquido do exercício. Esse formato ordenado confere clareza ao cálculo do desempenho econômico e ratifica o cumprimento do princípio da competência.

Nesta mesma perspectiva, Bergmann, Mendes e Nunes (2025) sustentam que a análise da DRE evidencia a capacidade da gestão em transformar receitas em resultado líquido e controlar seus gastos. Ao associar a DRE ao Balanço Patrimonial e aos demais indicadores econômicos, obtém-se uma fotografia completa da empresa, essencial para antecipar riscos, explorar vantagens competitivas e direcionar o negócio para a inovação e a alta performance.

2.4. Demonstração do Fluxo de Caixa (Dfc)

Conforme Zepechouka, Batista e Oliveira (2025), ao contrário da DRE, que obedece ao regime de competência, a Demonstração do Fluxo de Caixa adota o regime de caixa. Dessa forma, a demonstração oferece uma visão autêntica e direta acerca da saúde financeira e da liquidez do empreendimento.

Nessa mesma perspectiva, Santos et al. (2022) afirmam que a DFC evidencia a real habilidade da empresa em gerar liquidez, cumprir obrigações e expandir suas operações. Torna-se, portanto, uma ferramenta indispensável para analisar a solvência e os riscos financeiros, visto que fornece informações fundamentais que não são obtidas apenas pela leitura do resultado econômico contábil.

Diante de todo o contexto, é notório que o BP, a DRE e a DFC tendem a se complementar mutuamente ao alinhar, em uma única estrutura interpretativa, a situação patrimonial, o resultado econômico e a movimentação financeira da organização. A convergência desses demonstrativos estabelece o tripé indispensável para a avaliação do desempenho e da sustentabilidade da organização.

A seguir, no quadro 1, apresenta-se alguns estudos publicados anteriormente acerca de análise financeira e demonstrações contábeis.

Quadro 1. Estudos anteriores

Ano

Título

Autor

2025

Resultado Financeiro X Resultado Econômico, comparação entre relatórios contábeis de instituições financeiras da Bolsa Brasileira de 2022 A 2024

Andriele Knop Zepechouka, Leonardo Monteiro Batista, Celso José de Oliveira

2025

Diagnóstico Econômico-Financeiro da Magazine Luiza SA no Biênio 2023-2024

Brenda Hellen Bergmann, Georgina Jansen Mendes, Matheus de Araújo Sousa Nunes

2022

Manual de contabilidade societária: aplicável a todas as sociedades: de acordo com as normas internacionais e do CPC

Ariovaldo dos Santos, Sérgio de Iudícibus, Eliseu Martins, Ernesto Rubens Gelbcke

2016

Administração Financeira: uma análise conceitual

Ricardo da Cunha Oliveira

2015

Estrutura e análise de balanços: um enfoque econômico-financeiro: comércio e serviços, indústrias, bancos comerciais e múltiplos

Alexandre Assaf Neto

2010

Análise financeira de balanços: abordagem gerencial

Dante Carmine Matarazzo

2010

Análise de Balanços

Sérgio de Iudícibus

Fonte: Elaborado pelos autores.

3. METODOLOGIA

O presente estudo caracteriza-se como uma pesquisa exploratória aplicada, conforme Gil (2022), conduzida sob uma abordagem quantitativa e qualitativa, através de pesquisa documental. Para embasar a fundamentação teórica realizou-se a busca por artigos científicos na base de dados do Google Acadêmico entre os dias 01 e 11 de agosto de 2026. Adotou-se como critério de seleção a pertinência temática à análise de demonstrações contábeis e indicadores financeiros, com recorte temporal de publicações entre 2005 e 2025. Complementarmente, realizou-se pesquisa manual nas referências de outros trabalhos para a identificação de fontes adicionais.

Devido a restrições institucionais que inviabilizaram o acesso aos dados contábeis de uma Instituição de Ensino Superior particular, previamente selecionada para o estudo, definiu-se a Magazine Luiza S.A. como unidade de análise, por ser uma empresa de capital aberto listada na B3 com informações de domínio público. A coleta documental abrangeu o Balanço Patrimonial (BP), a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), disponibilizados no portal de Relações com Investidores da Magalu, disponível no site: https://ri.magazineluiza.com.br.

A avaliação estrutural e evolutiva deu-se pela Análise Vertical (AV), onde AV = (Valor do Item / Valor Base) * 100, e pela Análise Horizontal (AH), onde AH= ((Valor 2025 - Valor 2024) / Valor 2024) * 100. Na DRE, acompanharam-se a Receita Líquida, o Resultado Bruto e o Resultado Líquido, desdobrados nas margens: Margem Bruta = (Resultado Bruto / Receita Líquida) * 100; Margem Operacional = (Resultado Operacional / Receita Líquida) * 100; e Margem Líquida = (Resultado Líquido / Receita Líquida) * 100. Na DFC, examinaram-se as variações dos fluxos operacional (FCO), de investimento (FCI) e de financiamento (FCF).

A saúde financeira e a estrutura de capital foram medidas pelos seguintes índices:

Liquidez Corrente: LC = Ativo Circulante / Passivo Circulante;

Liquidez Seca: LS = (Ativo Circulante - Estoques) / Passivo Circulante;

Liquidez Geral: LG = (Ativo Circulante + RLP) / (Passivo Circulante + PNC);

Endividamento Geral: EG = ((Passivo Circulante + PNC) / Total do Ativo) * 100;

Composição do Endividamento: CE = (Passivo Circulante / (Passivo Circulante + PNC)) * 100;

Retorno sobre o Ativo: ROA = (Resultado Líquido / Total do Ativo) * 100; e

Retorno sobre o Patrimônio Líquido: ROE = (Resultado Líquido / Patrimônio Líquido) * 100.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Esta seção dedica-se à apresentação e à discussão dos resultados alcançados, etapa fundamental para responder à questão-problema que norteia o estudo. A investigação estrutura-se em uma abordagem progressiva e encadeada em quatro fases analíticas: inicia-se com a Análise Vertical e Horizontal do Balanço Patrimonial, mapeando a composição estrutural e a evolução das contas patrimoniais. Em seguida, a Análise da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), avaliando o desempenho econômico e as margens operacionais. A terceira etapa é a Análise da Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC), confrontando o resultado econômico com a efetiva liquidez de caixa. Por fim, calculam-se e interpretam-se os Indicadores Financeiros, viabilizando a consolidação de um diagnóstico integrado sobre a saúde econômico-financeira da organização pesquisada.

4.1. Análise Vertical e Horizontal do Balanço Patrimonial (Bp)

Figura 1. Balanço Patrimonial Consolidado (Ativo) em 2024 e 2025 (Em R$ mil)

Fonte: Magazine Luiza S.A 2026.

Figura 2. Balanços patrimoniais (Passivo e Patrimônio líquido)

Fonte: Magazine Luiza S.A 2026.

Tabela 1. Análise Vertical e Horizontal do Balanço Patrimonial dos anos de 2024 e 2025.

ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL DO BALANÇO PATRIMONIAL DOS ANOS DE 2024 E 2025 DA MAGAZINE LUIZA S.A.

 

2025 (análise vertical)

2024 (análise vertical)

Variação Horizontal entre os anos de 2024 e 2025

ATIVO

Caixa e equivalente de caixa

4,15%

4,89%

17,83

Contas a receber

14,71%

15,63%

6,25

Estoques

18,94%

20,39%

7,65

Outros ativos circulantes

1,25%

0,87%

- 0,30

Total Ativo Circulante

52,33%

52,39%

0,11

Ativo não circulante

19,26%

19,39%

0,67

Total ativo não circulante

47,66%

47,60%

-0,12

PASSIVO

Fornecedores

21,48%

19,25%

-10,38

Empréstimos e financiamentos e outros passivos financeiros

2,63%

3,75%

42,58

Outros passivos circulantes

4,58%

2,01%

-56,11

Total passivo circulante

45,32%

44,78%

-1,09

Empréstimos e financiamentos e outros passivos financeiros

10,40%

8,52%

-18,07

Outros passivos não circulantes

0,21%

0,21%

0

Total passivo não circulante

24,92%

24,87%

-0,20

Total do Passivo

70,25%

69,66%

-0,83

Total patrimônio Líquido

29,74%

30,33%

1,98

Fonte: Elaborado pelos autores.

Com base nos dados extraídos do BP da Magazine Luiza S.A. e fundamentando-se nas abordagens teóricas de Assaf Neto (2015) e Matarazzo (2010), identificam-se aspectos estruturais e conjunturais relevantes sobre a situação econômico-financeira da companhia no biênio 2024-2025. A seguir, apresentam-se as análises segmentadas por blocos de interpretação, em conformidade com as metodologias desses autores:

Análise da Estrutura de Ativos (Aplicações de Recursos)

Segundo Assaf Neto (2015), a Análise Vertical (AV) reflete as decisões de alocação estratégica de capital da administração, enquanto a Análise Horizontal (AH) mede a velocidade desse crescimento ou retração. Sob essa ótica analítica, a estabilidade na representatividade do Ativo Circulante — mantido em 52,39% em 2024 e 52,33% em 2025 - evidencia a manutenção de um modelo de negócios com elevada Necessidade de Capital de Giro (NCG), no qual a alocação de recursos permanece fortemente concentrada na operação comercial de curto prazo.

No que se refere ao Ativo Circulante, constata-se a ocorrência de um aperto operacional de liquidez impulsionado pela concentração de recursos nas rubricas de Estoques (18,94%) e Contas a Receber (14,71%), que se mantiveram como as contas de maior representatividade patrimonial em 2025. Pela Análise Horizontal (AH), verifica-se o crescimento real dessas operações, com variações de +7,65% nos estoques e +6,25% nos recebíveis. Em contrapartida, a conta de Caixa e Equivalentes de Caixa perdeu ligeiramente participação na estrutura (passando de 4,89% para 4,15% na AV), embora tenha registrado uma expansão nominal de +17,83% na AH. Sob a perspectiva de Matarazzo (2010), esse avanço no saldo de disponibilidade sinaliza que a organização gerou ou captou recursos financeiros em ritmo superior ao crescimento do ativo total.

Análise da Estrutura de Fontes (Financiamento por Terceiros vs. Próprio).

Segundo Matarazzo (2010), a análise do Passivo e do Patrimônio Líquido (PL) permite mensurar o grau de endividamento, a dependência de capitais de terceiros e o consequente risco financeiro da entidade. No caso da Magazine Luiza S.A., observa-se um elevado nível de endividamento geral, visto que o Total do Passivo Exigível (Circulante somado ao Não Circulante) comprometeu cerca de 70% das origens de recursos da empresa (69,66% em 2024 e 70,25% em 2025).

Sob a perspectiva de Assaf Neto (2015), essa configuração evidencia uma expressiva dependência de capital externo, reservando ao Patrimônio Líquido uma participação modesta de 29,74% em 2025. Adicionalmente, verifica-se uma forte pressão no perfil da dívida, uma vez que o Passivo Circulante (45,32% em 2025) superou consideravelmente o Passivo Não Circulante (24,92%). Conforme adverte Matarazzo (2010), essa concentração de obrigações no curto prazo eleva o risco de liquidez, tornando indispensável a manutenção de uma geração de caixa operacional robusta e contínua para o cumprimento dos compromissos imediatos.

Análise da Relação com Fornecedores e Bancos

A dinâmica da Análise Horizontal (AH) do passivo evidencia as mudanças implementadas pela Magazine Luiza S.A. em sua estratégia de negociação operacional e captação de recursos (funding). Nota-se um processo de substituição nas fontes de financiamento de curto prazo: enquanto a rubrica de Fornecedores alcançou 21,48% da estrutura na Análise Vertical (AV) de 2025, sua variação horizontal revelou uma retração nominal de -10,38%. Em contrapartida, a conta de Empréstimos e Financiamentos de Curto Prazo registrou um expressivo avanço de +42,58% na AH. Essa troca de obrigações operacionais sem juros por dívidas bancárias onerosas aponta para um aumento no custo do passivo circulante e uma maior dependência de crédito financeiro direto.

Sob a perspectiva teórica de Assaf Neto (2015) e Matarazzo (2010), esse movimento conjunto sugere uma provável redução dos prazos de pagamento ou a perda de capacidade de financiamento direto junto aos fornecedores, compelindo a empresa a recorrer a linhas de crédito bancárias de curto prazo para financiar seu capital de giro.

Com relação a Análise do Equilíbrio Financeiro Capital Circulante Líquido (CCL) a premissa fundamental do equilíbrio financeiro defendida por Matarazzo (2010) estabelece que os recursos de curto prazo alocados no Ativo Circulante devem ser suficientes para cobrir com folga as obrigações registradas no Passivo Circulante.

Acerca da Margem de Segurança Estreita (Folga Financeira), temos:

Em 2024: Ativo Circulante (52,39%) > Passivo Circulante (44,78%) - CCL Positivo de ~7,61% do ativo total.

Em 2025: Ativo Circulante (52,33%) > Passivo Circulante (45,32%) - CCL Positivo de ~7,01% do ativo total.

Em relação à evolução temporal, constata-se uma retração na folga financeira da companhia de um exercício para o outro. Embora o CCL tenha se mantido positivo - indicando a ausência de insolvência técnica imediata - a redução dessa margem acende um alerta estrutural. Sob a perspectiva de Assaf Neto (2015), a diminuição da liquidez líquida operacional eleva a exposição da entidade ao risco financeiro. Na visão de Assaf Neto (2015) e Matarazzo (2010), a análise do CCL busca mensurar se a conversão total dos ativos de curto prazo em disponibilidades seria suficiente para liquidar as obrigações de vencimento iminente, preservando uma margem de segurança para a continuidade das operações.

4.2. Análise da Demonstração do Resultado do Exercício (Dre)

Figura 3. Demonstração do Resultado do Exercício

Fonte: Magazine Luiza S.A 2026.

As tabelas abaixo demonstram a receita líquida, o resultado bruto e o resultado líquido, assim como as margens bruta, operacional e líquida.

Tabela 2. Comparativo Financeiro Magazine Luiza S.A. (2024 vs 2025)

Indicador

2024 (R$ mil)

2025 (R$ mil)

Interpretação

Receita líquida

38.038.068

38.703.387

Manutenção e ligeiro avanço do faturamento que refletem a preservação da escala operacional e do volume de atividades do negócio; Estabilidade da receita necessária para suportar a estrutura de custos fixos da entidade.

Resultado bruto

11.627.256

11.554.551

Consistência no lucro bruto indicando a manutenção da margem de rentabilidade direta sobre as vendas; Capacidade comercial de reter valor no core business para a cobertura das despesas operacionais.

Resultado operacional (EBIT)

1.562.432

1.918.683

Crescimento expressivo do EBIT demonstrando o aumento do "poder de ganho"; Avanço indicando ganho de eficiência operacional, refletindo maior rigor no controle das despesas administrativas e de vendas.

Fonte: Elaborado pelos autores.

Tabela 3. Margens Magazine Luiza S.A. (2024 vs 2025)

Indicador

2024 (R$ mil)

2025 (R$ mil)

Margem (%) 2024

Margem (%) 2025

Interpretação

Receita líquida

38.038.068

38.703.387

-

-

Base de cálculo para todas as margens.

Resultado bruto

11.627.256

11.554.551

30,6%

29,9%

Estabilidade na margem bruta em torno de 30%, evidenciando a manutenção da eficiência no controle dos Custos.

Resultado operacional (EBIT)

1.562.432

1.918.683

4,1%

5,0%

Margem pressionada por despesas operacionais (vendas e administrativas) e contingências tributárias. Fatos financeiros não afetam esta rubrica.

Lucro líquido

448.717

204.603

1,17%

0,52%

Margem reduzida (0,5%) devido ao impacto das despesas financeiras onerosas e tributos, evidenciando desafios na conversão do resultado operacional em resultado final.

Fonte: Elaborado pelos autores.

Fórmulas:

Margem Bruta = Resultado Bruto ÷ Receita Líquida

Margem Operacional (EBIT) = EBIT ÷ Receita Líquida

Margem Líquida = Lucro Líquido ÷ Receita Líquida

A análise dos dados apresentados na Tabela 3 revela que, embora tenha ocorrido uma leve retração na Receita Líquida entre 2024 e 2025, a companhia manteve sua Margem Bruta praticamente inalterada (30,6% para 29,9%). Esse comportamento corrobora o entendimento de Bergmann, Mendes e Nunes (2025), ao demonstrar a capacidade de sustentação do poder de barganha comercial da empresa. Contudo, ao avançar para a Margem Operacional (EBIT), nota-se um aumento de 4,1% para 5,0%, impulsionado pela redução de provisões e custos operacionais, conforme ressaltado por (Zepechouka; Batista; Oliveira, 2025). Por fim, a Margem Líquida de apenas 0,52% em 2025 reflete a forte pressão exercida pelas despesas financeiras sobre o resultado final, evidenciando a necessidade de otimização na gestão de passivos onerosos.

4.3. Análise da Demonstração do Fluxo de Caixa (Dfc)

Figura 4. Demonstração do Fluxo de Caixa

Fonte: Magazine Luiza S.A 2026.

Quadro 2. Quadro comparativo DFC x DRE

Fluxo de Caixa

Comportamento (2024–2025)

Impacto na DRE

Interpretação

Operacional

Positivo, sustentado pelo giro de estoques e liquidação de recebíveis.

A receita gera caixa, mas margens comprimidas limitam o lucro operacional.

A conversão de vendas em liquidez efetiva corrobora as teses de Santos et al. (2025), demonstrando resiliência operacional embora a elevação dos custos comprima o lucro final.

Investimento

Saldo negativo, decorrente de aportes na modernização do imobilizado, tecnologia e sistemas.

As saídas não afetam as despesas imediatas da DRE (são capitalizadas no Ativo), impactando o resultado futuro apenas via depreciação e amortização.

A estratégia de imobilização e expansão tecnológica reflete o diferimento de retornos; segundo Zepechouka, Batista e Oliveira (2025), esses investimentos não geram impacto imediato no resultado econômico do exercício.

Financiamento

Saldo positivo, impulsionado pela captação de empréstimos e financiamentos, sobretudo de curto prazo.

Aumento acentuado das despesas financeiras, promovendo expressiva erosão da margem líquida final.

A dependência de capital de terceiros garante liquidez imediata, mas amplia o risco financeiro. Conforme advertem Santos et al. (2025) e Zepechouka, Batista e Oliveira (2025), o custo oneroso das captações compromete a sustentabilidade do resultado econômico.

Fonte: Elaborado pelos autores

4.4. Indicadores Financeiros

Indicadores de Liquidez, endividamento e rentabilidade

I) Liquidez Corrente (AC / PC)

2024: 19.550.824 / 16.710.550 = 1,17

2025: 19.839.054 / 17.182.792 = 1,15

Houve leve queda, indicando menor folga para cobrir dívidas de curto prazo.

II) Liquidez Seca (AC-Estoques) /PC

2024: (19.550.824 − 7.611.132) / 16.710.550 = 0,71

2025: (19.839.054 − 7.181.339) / 17.182.792 = 0,74

Melhora marginal, pois os estoques cresceram em menor proporção do que o ativo circulante como um todo, reduzindo levemente sua participação relativa e ampliando a folga do índice.

III) Liquidez Geral (AC+ARLP) /(PC+PELP)

2024: (19.550.824 + 7.236.788) / (16.710.550 + 3.179.992) = 1,19

2025: (19.839.054 + 7.302.062) / (17.182.792 + 3.946.177) = 1,16

Pequena redução, sinalizando maior pressão financeira.

IV) Endividamento Geral (Passivo Exigível /Ativo Total)

2024: (16.710.550 + 3.179.992) / 37.311.858 = 53,4%

2025: (17.182.792 + 3.946.177) / 37.911.158 = 55,4%

Aumento da dependência de capital de terceiros.

V) Composição do Endividamento (PC / Passivo Total)

2024: 16.710.550 / 19.890.542 = 84,0%

2025: 17.182.792 / 21.128.969 = 81,3%

Dívida ainda concentrada no curto prazo, mas com leve melhora.

Dados fornecidos

Lucro Líquido

2024 → R$ 448.717 mil

2025 → R$ 204.603 mil

Patrimônio Líquido (PL)

2024 → R$ 11.319.262 mil

2025 → R$ 11.278.030 mil

Ativo Total

2024 → R$ 37.311.858 mil

2025 → R$ 37.911.158 mil

Receita Líquida

2024 → R$ 38.038.060 mil

2025 → R$ 38.703.387 mil

Cálculos:

ROE (Return on Equity)

ROE= Lucro Líquido / Patrimônio Líquido

2024: 448.717 / 11.319.262 = 3,96%

2025: 204.603/ 11.278.030 = 1,81%

Houve queda expressiva, sinalizando redução da capacidade de remunerar o capital próprio.

ROA (Return on Assets)

ROA=Lucro Líquido / Ativo Total

2024: 448.717 / 37.311.858 = 1,20%

2025: 204.603 / 37.911.158 = 0,53%

Também caiu, mostrando menor eficiência dos ativos em gerar lucro.

Margem Líquida

Margem Líquida = Lucro Líquido / Receita Líquida

2024: 448.717 / 38.038.060 = 1,17%

2025: 204.603 / 38.703.387 = 0,52%

Margem líquida reduziu, indicando maior pressão sobre custos e despesas.

Quadro 3. Comparativo entre os períodos

Indicador

2024

2025

Tendência

ROE

3,96%

1,81%

↓ queda

ROA

1,20%

0,53%

↓ queda

Margem Líquida

1,17%

0,52%

↓ queda

Fonte: Elaborado pelos autores

A análise dos indicadores da Magazine Luiza S.A. (2024–2025) evidencia um contexto de ajuste operacional, caracterizado pela redução da folga financeira e aumento do risco estrutural.

Liquidez e Giro: O recuo na Liquidez Corrente de 1,17 para 1,15 e na Liquidez Seca de 0,71 para 0,74, confirmam a dependência da realização dos estoques para quitar obrigações iminentes. De acordo com Assaf Neto (2015) e Matarazzo (2010), essa configuração é típica do grande varejo, exigindo alto giro operacional para evitar descasamentos de caixa.

Endividamento e Exigível: O avanço do Endividamento Geral de 53,4% para 55,4% e a alta concentração no curto prazo (81,3% na Composição do Endividamento) elevam a pressão sobre o caixa (Matarazzo, 2010). Conforme salientam Zepechouka, Batista e Oliveira (2025), a expansão do passivo bruto no contexto dos juros altos atua como o principal fator de erosão das margens líquidas no setor.

Rentabilidade e Alavancagem: A retração no ROE (de 3,96% para 1,81%), no ROA (de 1,20% para 0,53%) e na Margem Líquida (de 1,17% para 0,52%) reflete o peso das despesas financeiras e operacionais. Todavia, a efeito da alavancagem financeira ainda se faz presente: o ROE (1,81%) supera o ROA (0,53%), evidenciando que o capital de terceiros amplifica o retorno sobre o capital próprio. Isso é corroborado por (Bergmann; Mendes; Nunes, 2025). Conforme Assaf Neto (2015), o uso de capital de terceiros maximiza o retorno do acionista, mas amplia o risco financeiro global da organização.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este estudo diagnosticou a saúde econômico-financeira da Magazine Luiza S.A. no biênio 2024-2025 por meio da análise integrada do BP, da DRE e do DFC e de seus indicadores, cumprindo os objetivos propostos.

A Análise Vertical (AV) e Horizontal (AH) do Balanço Patrimonial ratificou a rigidez estrutural da organização. Pelo lado das aplicações, a AV confirmou a dependência de capital de giro ao demonstrar o Ativo Circulante no patamar de 52,3%. Já a AH explicitou o aperto operacional sofrido no biênio, com expansão real de +7,65% nos estoques e +6,25% nas contas a receber, enquanto o caixa perdeu espaço relativo. Pelo lado das fontes, a AV evidenciou que os recursos de terceiros financiaram 70,25% do ativo em 2025. Esse endividamento foi acompanhado por uma mudança qualitativa indicada na AH: retração de -10,38% em fornecedores, simultânea ao salto de +42,58% nos empréstimos de curto prazo, comprovando a substituição de crédito operacional por dívidas bancárias onerosas.

No aspecto econômico, a Margem Bruta manteve-se estável em torno de 31,5% (segundo a DRE da controladora), mas o avanço das despesas operacionais e financeiras comprimiu a Margem Líquida consolidada para 0,52% em 2025. Em contrapartida, a DFC confirmou a eficiência operacional da companhia, apresentando fluxo de caixa operacional positivo e capacidade de financiar investimentos em tecnologia e infraestrutura.

Os indicadores ratificaram esse cenário: o recuo da Liquidez Corrente (1,17 para 1,15) e a Liquidez Seca de 0,74 demonstram que o equilíbrio financeiro imediato depende do giro de estoques e recebíveis. A divergência entre a queda na rentabilidade dos ativos (ROA de 0,53%) e a manutenção de um ROE de 1,81% evidenciam a presença do efeito da alavancagem financeira, que eleva o retorno do acionista, mas amplia o risco global.

Conclui-se, portanto que a Magazine Luiza demonstra resiliência operacional sem risco imediato de insolvência, mas sua sustentabilidade depende da redução de custos financeiros e renegociação de dívidas. Devido à limitação do biênio, recomenda-se que pesquisas futuras ampliem a análise para cinco anos e realizem benchmarking com concorrentes diretos (Casas Bahia, Americanas e Mercado Livre).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASSAF NETO, Alexandre. Estrutura e análise de balanços: um enfoque econômico-financeiro: comércio e serviços, indústrias, bancos comerciais e múltiplos. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2015.

ASSAF NETO, Alexandre. Estrutura e Análise de Balanços. 9º ed. São Paulo, Editora Atlas S/A, 2010.

BERGMANN, Brenda Hellen; MENDES, Georgina Jansen; NUNES, Matheus de Araújo Sousa. Diagnóstico Econômico-Financeiro da Magazine Luiza SA no Biênio 2023-2024. Revista Ceuma Perspectivas, v. 41, n. 1, p. 8-20, 2025.

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2022.

HOJI, Masakazu. Administração Financeira e Orçamentária. 10º ed. São Paulo, Editora Atlas S/A, 2012.

IUDÍCIBUS, Sérgio de. Análise de Balanços. 10. ed. Atualizada. São Paulo: Atlas, 2010.

KUHN, Ivo Ney. Gestão Financeira. Ijuí: Ed. Unijuí, 2012. –126 p. Disponível em: https://bibliodigital.unijui.edu.br:8443/server/api/core/bitstreams/72c24980-3bbb-40c4-8b16-563468b7f250/content. Acesso em: 15 jul. 2026.

LEMES JUNIOR, Antônio Barbosa; RIGO, Cláudio Miessa; CHEROBIM, Ana Paula Mussi Szabo. Administração Financeira: Princípios, Fundamentos e Práticas Brasileiras. 3 ed. Rio de Janeiro: Ed. Elsevier, 2010.

LUCENTE, Adriano dos Reis; BRESSAN, Paulo Eduardo Ribeiro. Análise de Índices Financeiros: Estudo de Caso do Sport Club Corinthians Paulista no Período de 2008 a 2013. PODIUM Sport, Leisure and Tourism Review, São Paulo, v. 4, n. 3, p. 185-196, 2015. DOI: 10.5585/podium.v4i3.114.

MAGAZINE LUIZA S.A E CONTROLADAS. Demonstrações financeiras individuais e consolidadas 31 de dezembro de 2025 e 2024. Disponível em: https://ri.magazineluiza.com.br/Download/ITRDFP?=TxidOAMhWp3Vd42Ed8uiyQ==&linguagem=pt. Acesso em: 24 ago. 2026.

MATARAZZO, Dante C. Análise financeira de balanços: abordagem gerencial. 7 ed. São Paulo: Atlas, 2010. 372 p.

OLIVEIRA, Ricardo da Cunha. Administração Financeira: uma análise conceitual. Estação Científica, Juiz de Fora, n. 15, p. 1-13, jan./jun. 2016.

SANTOS, Ariovaldo dos et al. Manual de contabilidade societária: aplicável a todas as sociedades: de acordo com as normas internacionais e do CPC. Barueri, SP: Atlas, 2022.

ZEPECHOUKA, Andriele Knop; BATISTA, Leonardo Monteiro; OLIVEIRA, Celso José de. Resultado financeiro x resultado econômico, comparação entre relatórios contábeis de instituições financeiras da Bolsa Brasileira de 2022 a 2024. Caderno PAIC, v. 26, 2025.


1 Graduado em Administração pela Faculdade do Tapajós (FAT) – Pós-graduando em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria (UEA) – E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5286-0166

2 Graduado em Administração pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) – Pós-graduando em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria (UEA) – E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0009-0003-6709-2114

3 Mestre em Contabilidade e Controladoria (UFAM) - E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0009-0003-9275-2671