ALINHAMENTO RADIOGRÁFICO E CLÍNICO NO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL EM LESÕES ENDOPERIODONTAIS: UMA REVISÃO DE LITERATURA

RADIOGRAPHIC AND CLINICAL ALIGNMENT IN THE DIFFERENTIAL DIAGNOSIS OF ENDO-PERIODONTAL LESIONS: A LITERATURE REVIEW

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/790785593

RESUMO
O diagnóstico preciso de lesões endoperiodontais no campo odontológico requer uma análise criteriosa e integra conhecimentos clínicos, anatômicos e radiográficos. A interação complexa entre periodonto e polpa, através de canais e túbulos dentinários, torna essencial uma avaliação detalhada. Exames de sensibilidade, percussão e observação da unidade dentária são relevantes. A classificação da lesão deve considerar o histórico, prognóstico e possíveis danos radiculares, como fraturas e perfurações, ao influenciar o plano de tratamento. A radiografia, embora útil, pode ser ambígua nesse contexto, o que exige diferenciação com base na análise clínica minuciosa do periodonto e da sensibilidade pulpar.
Palavras-chave: lesões endoperiodontais; radiografia endodôntica; relação clínico-radiográfica; odontologia.

ABSTRACT
The accurate diagnosis of endo-periodontal lesions in dentistry requires careful analysis and integrates clinical, anatomical, and radiographic knowledge. The complex interaction between the periodontium and the pulp—mediated by canals and dentinal tubules—makes a detailed assessment essential. Sensitivity tests, percussion, and clinical observation of the tooth are relevant. Lesion classification must consider patient history, prognosis, and potential root damage (such as fractures and perforations) when determining the treatment plan. Although useful, radiographic imaging can be ambiguous in this context, necessitating differentiation based on a thorough clinical analysis of the periodontium and pulp sensitivity.
Keywords: endo-periodontal lesions; endodontic radiography; clinical-radiographic relationship; dentistry.

INTRODUÇÃO

Ao visar a construção de um diagnóstico que aborde um aspecto clínico unido ao radiográfico, o olhar diferencial para lesões endoperiodontais deve ser construído através de uma análise minuciosa e precisa, cujo profissional unirá os princípios básicos e aprofundados de endodontia e periodontia, a partir de uma relação direta em aspecto anatômico, fisiológico e histológico, com radiografia como exame complementar.

As lesões endoperiodontais representam uma condição de relevante complexidade no âmbito odontológico, por envolverem tecidos que apresentam uma relação anatômica e fisiológica estreita.

A polpa dentária e o periodonto, embora possuam funções distintas na manutenção da unidade dentária, estabelecem vias de comunicação que possibilitam a disseminação de agentes patológicos entre essas estruturas. Nesse sentido, a compreensão acerca da inter-relação pulpar e periodontal se configura como um princípio fundamental para o entendimento da origem, evolução e manifestação clínica dessas lesões, especialmente diante da possibilidade de comprometimento simultâneo dos tecidos envolvidos (de Moura et al., 2022; Hermanson et al., 2023).

Sob essa perspectiva, a comunicação entre o sistema de canais radiculares e o periodonto ocorre, principalmente, por meio do forame apical, canais acessórios e laterais, além de outras vias que podem favorecer a passagem de microrganismos e subprodutos inflamatórios.

Diante disso, alterações de origem endodôntica podem repercutir sobre os tecidos periodontais, assim como condições periodontais podem influenciar a integridade do complexo pulpar, a depender da extensão e das características do processo patológico.

Tal conjuntura evidencia a necessidade de uma compreensão anatômica aprofundada, haja vista que a identificação das possíveis vias de comunicação contribui para a interpretação dos sinais clínicos e para a construção de uma hipótese diagnóstica fundamentada (de Moura et al., 2022; dos Santos Lopes et al 2021).

Além disso, diferenciar lesões de origem endodôntica, periodontal ou combinada é fundamental para orientar a conduta do cirurgião-dentista. Manifestações como dor, mobilidade dentária, alterações à sondagem periodontal e comprometimento dos tecidos periapicais podem ocorrer em diferentes condições patológicas.

Por isso, a análise isolada de um único sinal ou sintoma pode não ser suficiente para determinar a origem da lesão, sendo necessária a associação entre anamnese, exame clínico e exames complementares.

Dessa forma, o diagnóstico diferencial deve basear-se em uma investigação sistemática, capaz de reduzir equívocos e orientar adequadamente o planejamento terapêutico (da Costa de Souza et al., 2016; Sudária Nogueira et al., 2022).

Em consonância ao exposto, o exame radiográfico se apresenta como um recurso complementar de valia para a investigação das alterações que acometem as estruturas dentárias e periodontais.

Por meio de sua utilização, torna-se possível observar modificações relacionadas à região periapical, ao suporte ósseo e às estruturas adjacentes, contribuindo para o aprofundamento da análise clínica.

Entretanto, a interpretação dos achados radiográficos deve considerar as limitações inerentes ao método, bem como a possibilidade de manifestações semelhantes entre diferentes condições patológicas.

Desse modo, a correlação entre os aspectos observados clinicamente e as imagens radiográficas assume papel indispensável para o estabelecimento de uma abordagem diagnóstica mais precisa (Sudária Nogueira et al., 2022; dos Santos Lopes et al., 2021).

Outrossim, a elaboração do plano de tratamento em casos de lesões endoperiodontais deve considerar a origem e a extensão do comprometimento tecidual, bem como as condições clínicas apresentadas pelo elemento dentário.

A análise da resposta pulpar, da condição periodontal, da presença de alterações radiculares e do grau de destruição dos tecidos de suporte constitui um conjunto de informações relevante para a determinação da conduta terapêutica.

Nessa perspectiva, a identificação adequada do fator etiológico e a avaliação do prognóstico permitem direcionar as intervenções de acordo com as necessidades individuais do paciente, considerando a possibilidade de atuação integrada entre a endodontia e a periodontia.

Portanto, o diagnóstico diferencial se estabelece como uma etapa diretamente relacionada à previsibilidade do tratamento e à preservação da unidade dentária (de Moura et al., 2022; Hermanson et al., 2023).

Diante do supracitado, o conhecimento acerca das lesões endoperiodontais e de suas manifestações clínicas e radiográficas se mostra fundamental para o aprimoramento da prática odontológica.

A complexidade que envolve a identificação da origem dessas alterações reforça a necessidade de uma abordagem pautada na integração entre diferentes áreas do conhecimento, com destaque para a endodontia, a periodontia e a radiologia odontológica.

Nesse sentido, a investigação da literatura sobre o diagnóstico diferencial dessas lesões possibilita ampliar a compreensão dos critérios utilizados na avaliação clínica e na tomada de decisão, contribuindo para uma assistência profissional fundamentada, individualizada e direcionada à obtenção de resultados funcionais e biológicos satisfatórios (dos Santos Lopes et al., 2021; Sudária Nogueira et al., 2022).

Nessa conjuntura, tal alinhamento de conhecimentos surge como ferramenta indispensável, haja vista a complexidade na sua diferenciação e posterior elaboração de plano de tratamento.

OBJETIVOS

Abordar a relevância do diagnóstico diferencial frente a casos de lesões endo periodontais;

Compreender a importância do alinhamento clínico e radiográfico para o diagnóstico diferencial em casos de envolvimento periodontais em endodontia;

METODOLOGIA

O presente trabalho consiste em uma revisão integrativa de literatura, realizada por meio de um levantamento bibliográfico feito nas bases de dados Google Acadêmico, PubMed e EBSCO, tendo como palavras-chave: lesão endoperiodontal; pulpite irreversível e radiografia endodôntica; Para critério de inclusão se utilizou: publicações dos últimos sete anos; artigos em inglês e português; artigos com resumos e textos disponíveis para análise; Acerca dos filtros; se elegeu: publicações entre 2016-2023; disponíveis de modo gratuito e na íntegra online; Após a aplicação dos mesmos; foi realizada a análise do material; de acordo com a abordagem que se adequa com a proposta temática da presente revisão; em que foram utilizados: uma revisão de literatura; dois relatos de caso e um artigo; A priori; para a seleção; referências duplicadas foram excluídas e; posteriormente; foi realizada uma leitura minuciosa para a confecção da pesquisa em questão; com a construção de resumos e análises críticas; ao objetivar a construção desta revisão.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Haja vista a importância do levantamento de hipóteses diagnósticas frente à observação clínica do cirurgião-dentista, a construção de uma análise criteriosa e precisa, com finalidade de prevenir episódios marcados pela ambiguidade se configura como algo inerente à conduta diária, o que corrobora para a necessidade da objetividade e inter-relação de áreas no âmbito odontológico.

Em consonância ao exposto, ao abordar as lesões endoperiodontais, o profissional deve estar amparado pelo conhecimento clínico, anatômico, radiográfico e diferencial, para assim chegar ao diagnóstico e consequente plano de tratamento.

Por conseguinte, para essa construção gradual, uma abordagem inicial que adentre às características do periodonto e polpa é indispensável, seja por sua íntima relação através de forame apical e foraminas, canais acessórios, principais, laterais e cavo-inter radicular, e tecidos periodontais de suporte, além de túbulos dentinários desprovidos de cemento radicular, ou pelos confusos sinais e sintomas que o contato entre eles pode gerar e dificultar o diagnóstico.

Outrossim, com ênfase no exposto, cabe salientar que as lesões endo periodontais necessitam de um aprofundamento em seu aspecto clínico e radiográfico, pela especificidade que as caracterizam.

Diante disso, uma observação que se volta para a análise conjunta de estado periodontal - através da sondagem, com foco para a existência de bolsas periodontais profundas em região de ápice, região apical - ao observar a presença de reabsorção, possível lesão de furca, gengiva inserida e livre - com olhar para a coloração e aspecto clínico, bem como a polpa dentária - com a confecção de testes de sensibilidade e percussão, além da visão externa da unidade dentária - alteração de cor da coroa e/ou mobilidade, e presença de exsudato purulento, relatos de dor e episódios de sinusite pelo paciente.

Mediante isso, a classificação de uma lesão endoperiodontal deve partir do histórico e prognóstico do elemento dentário, visto que a mesma trata-se de uma junção de doença periodontal e pulpar, cuja inflamação e/ou degradação dos respectivos tecidos envolvidos é presente.

Com isso, a sequência e escolha do plano de tratamento adequado precisa avaliar também a presença de dano radicular - fraturas e perfurações, traumas ou iatrogenia, além da existência de periodontite e respectivo grau de extensão da lesão periodontal, por influenciarem diretamente o prognóstico e diagnóstico.

Ao partir desse princípio, o aspecto clínico e radiográfico se atrela com a abordagem diferencial, visto que a observação da radiografia pode levar à ambiguidade, por trazer aspectos semelhantes ao de lesão com origem apenas endodôntica, a exemplo de pulpite irreversível sintomática, cujo exame clínico deve sanar as possíveis dúvidas através de avaliação minuciosa do periodonto e sensibilidade pulpar.

Nesse sentido, a análise da literatura evidencia que o diagnóstico das lesões endoperiodontais não deve ser estabelecido exclusivamente a partir da presença de alterações radiográficas, visto que estas podem representar diferentes processos patológicos.

A compreensão acerca da origem da lesão exige uma investigação que considere o histórico clínico do paciente, a evolução dos sinais e sintomas e as condições preexistentes do elemento dentário.

Dessa forma, o levantamento de informações relacionadas à ocorrência de traumas, procedimentos odontológicos anteriores, tratamentos endodônticos e manifestações de dor contribui para a construção de uma hipótese diagnóstica mais direcionada, ao possibilitar a associação entre os achados clínicos e a possível etiologia do comprometimento tecidual.

Nessa conjuntura, a avaliação da condição pulpar se apresenta como uma etapa de significativa relevância para a diferenciação das lesões que envolvem o complexo endodôntico e periodontal.

A utilização de testes de sensibilidade pulpar, associados aos exames de percussão e à análise dos sinais clínicos apresentados pelo paciente, possibilita reunir informações acerca da resposta do tecido pulpar diante de determinado estímulo.

Entretanto, a interpretação desses testes deve ocorrer de maneira conjunta, considerando que uma resposta alterada ou ausente não deve ser analisada de forma isolada para a determinação da origem da lesão.

Por conseguinte, a associação entre os resultados obtidos e os demais achados clínicos favorece uma compreensão mais ampla da condição apresentada pelo elemento dentário.

Outrossim, a análise das alterações ósseas e periapicais por meio dos exames de imagem permite ampliar a compreensão acerca da extensão do processo patológico.

A observação de rarefações ósseas, alterações na região apical e comprometimento das estruturas de suporte pode contribuir para a identificação da área acometida, embora não seja suficiente, de maneira isolada, para definir a origem da doença.

Nesse sentido, a interpretação radiográfica deve considerar a distribuição e as características das alterações observadas, associando-as aos resultados do exame clínico.

Tal conduta se mostra relevante diante da possibilidade de sobreposição de sinais radiográficos entre lesões de origem endodôntica e periodontal, o que reforça a necessidade de uma abordagem diferencial criteriosa.

Em consonância ao exposto, a presença de alterações na região de furca também merece atenção durante a avaliação do elemento dentário, especialmente em situações nas quais há comprometimento periodontal associado.

A extensão da lesão nessa região pode apresentar relação com a condição dos tecidos de suporte e com a progressão do processo patológico, sendo necessária uma análise que considere a anatomia radicular e a condição periodontal do paciente.

Diante disso, a investigação da área de furca, juntamente com a sondagem e os exames radiográficos, contribui para a identificação das estruturas envolvidas e para o estabelecimento de uma avaliação mais abrangente. Entretanto, a interpretação dos achados deve ser realizada com cautela, considerando as características individuais de cada caso clínico.

Mediante isso, a diferenciação entre lesões de origem primariamente endodôntica e aquelas relacionadas ao comprometimento periodontal apresenta implicações diretas sobre a escolha da abordagem terapêutica.

Nos casos em que a infecção pulpar constitui o fator desencadeante da alteração, o tratamento endodôntico pode assumir papel central no controle do processo patológico, enquanto as condições de origem periodontal exigem uma avaliação específica dos tecidos de suporte e dos fatores associados à doença.

Em situações de envolvimento combinado, a necessidade de uma conduta integrada se torna ainda mais evidente, uma vez que a presença de alterações em ambos os compartimentos pode exigir intervenções direcionadas às diferentes estruturas comprometidas.

Assim, a definição da origem e da extensão da lesão representa um dos fundamentos para o planejamento do tratamento.

Nesse contexto, a avaliação do prognóstico deve considerar a condição estrutural e funcional do elemento dentário, bem como a possibilidade de recuperação dos tecidos envolvidos após a intervenção terapêutica.

A presença de fraturas radiculares, perfurações, perda óssea acentuada e comprometimento periodontal extenso pode interferir na previsibilidade do tratamento, exigindo uma análise individualizada da viabilidade de manutenção da unidade dentária.

Por essa razão, a elaboração do plano terapêutico não deve se restringir à identificação da doença, mas também contemplar os fatores que podem influenciar a resposta ao tratamento. Tal perspectiva reforça a importância de uma avaliação criteriosa, capaz de relacionar o diagnóstico às condições clínicas e ao prognóstico do paciente.

Além disso, a relação entre a endodontia e a periodontia demonstra a necessidade de uma abordagem interdisciplinar diante de casos que apresentam envolvimento simultâneo dos tecidos pulpares e periodontais

A complexidade dessas lesões pode exigir o conhecimento de diferentes métodos de avaliação e estratégias terapêuticas, considerando que a intervenção direcionada a apenas uma das estruturas pode não contemplar integralmente os fatores responsáveis pela manutenção do processo patológico.

Nessa perspectiva, a integração entre as áreas odontológicas contribui para a construção de uma conduta que considere as particularidades anatômicas, biológicas e clínicas do elemento dentário. Dessa forma, o conhecimento compartilhado entre as especialidades se configura como um aspecto relevante para o planejamento e acompanhamento dos casos.

Por conseguinte, a análise dos relatos de caso e das revisões de literatura relacionadas às lesões endoperiodontais permite destacar a importância da individualização do diagnóstico e do tratamento.

Embora determinados sinais e sintomas sejam frequentemente observados nessas condições, a apresentação clínica pode variar de acordo com a origem, a extensão e o tempo de evolução da lesão.

Diante disso, a utilização de uma sequência investigativa que contemple anamnese, exame clínico, testes pulpares, sondagem periodontal e exames radiográficos possibilita uma análise mais organizada das informações obtidas.

Essa sistematização favorece a identificação das hipóteses diagnósticas e auxilia na escolha de condutas compatíveis com as necessidades apresentadas pelo paciente.

Diante do exposto, os conhecimentos reunidos acerca das lesões endoperiodontais ressaltam que o diagnóstico diferencial constitui uma etapa fundamental para a condução adequada dos casos clínicos.

A relação entre as estruturas pulpares e periodontais, associada à semelhança de determinadas manifestações clínicas e radiográficas, exige do cirurgião-dentista uma postura investigativa e fundamentada em conhecimentos anatômicos, fisiológicos e patológicos.

Nesse sentido, a associação dos diferentes recursos diagnósticos e a análise criteriosa do histórico do elemento dentário contribuem para a definição de um plano de tratamento mais direcionado.

Portanto, a integração entre os achados clínicos e radiográficos permanece como um dos principais fundamentos para a compreensão das lesões endoperiodontais e para o desenvolvimento de uma prática odontológica baseada na precisão e na individualização da assistência.

CONCLUSÃO

Diante do supracitado, é mister que o alinhamento entre o clínico e o radiográfico, bem como a construção de um conhecimento amplo e de caráter diferencial por parte dos profissionais se torna indispensável para a realização do diagnóstico preciso de lesões endoperiodontais, de modo que a correlação de áreas odontológicas e aspectos anatômicos se consolidam como fundamentais para uma prática clínica de qualidade, ao visar a objetividade e precisão clínica.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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SUDÁRIA NOGUEIRA, GABRIELA et al. A IMPORTÂNCIA DO CRITERIOSO EXAME CLÍNICO E RADIOGRÁFICO NO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DAS LESÕES ENDOPERIODONTAIS E LESÕES ENDODÔNTICAS: RELATO DE CASO. Brazilian Journal of Surgery & Clinical Research, v. 41, n. 1, 2022. Acesso em 20/10/2023.


1 Cirurgiã-dentista da ESF, Monte Alegre de Sergipe. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail