REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/791782677
RESUMO
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresenta características comportamentais, cognitivas e sensoriais que podem interferir na alimentação infantil, favorecendo dificuldades como recusa alimentar e restrição do repertório alimentar. Este estudo teve como objetivo analisar a influência da rigidez cognitiva sobre a seletividade alimentar de crianças com TEA. Foi realizada uma Revisão Integrativa da Literatura, de natureza descritiva e abordagem qualitativa, mediante buscas nas bases Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scientific Electronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e MEDLINE/PubMed. A rigidez e a resistência às mudanças podem contribuir para a permanência desses comportamentos, especialmente quando associadas às particularidades sensoriais. Os achados reforçaram a importância de estratégias individualizadas, acompanhamento multiprofissional e participação familiar para favorecer a ampliação progressiva do repertório alimentar e promover uma alimentação adequada e diversificada.
Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista; Seletividade alimentar; Rigidez cognitiva; Comportamento alimentar; Alimentação infantil.
ABSTRACT
Autism Spectrum Disorder (ASD) presents behavioral, cognitive, and sensory characteristics that may interfere with children's eating behaviors, contributing to difficulties such as food refusal and a restricted food repertoire. This study aimed to analyze the influence of cognitive rigidity on food selectivity in children with ASD. An Integrative Literature Review was conducted using a descriptive and qualitative approach, with searches performed in the Virtual Health Library (BVS), Scientific Electronic Library Online (SciELO), Latin American and Caribbean Health Sciences Literature (LILACS), and MEDLINE/PubMed databases. Cognitive rigidity and resistance to change may contribute to the persistence of these behaviors, particularly when associated with sensory characteristics. The findings reinforced the importance of individualized strategies, multidisciplinary follow-up, and family involvement to promote the gradual expansion of the food repertoire and encourage an adequate and diversified diet.
Keywords: Autism Spectrum Disorder; Food Selectivity; Cognitive Rigidity; Eating Behavior; Child Nutrition.
1. INTRODUÇÃO
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por diferenças na comunicação e interação social, associadas à presença de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades (Blanco; Eichler, 2020).
Essas características podem se manifestar de diferentes formas e intensidades, tornando cada indivíduo único, durante a infância, tais particularidades podem interferir em diferentes aspectos da rotina, incluindo a alimentação (Marchionni et al., 2025).
Entre as manifestações frequentemente observadas em crianças com TEA, destacam-se dificuldades relacionadas à flexibilidade comportamental e cognitiva, a rigidez cognitiva pode ser compreendida como uma tendência à manutenção de padrões de pensamento e comportamento, dificultando a adaptação diante de mudanças ou situações novas (Alves; Cunha, 2020).
A alimentação constitui uma dessas atividades, uma vez que envolve experiências sensoriais, comportamentais e sociais, para algumas crianças com TEA, modificações na rotina alimentar, na apresentação dos alimentos ou na introdução de novas preparações podem provocar resistência (Campello et al., 2021).
A seletividade alimentar é uma alteração frequentemente discutida nesse contexto e pode envolver recusa de determinados alimentos, repertório alimentar reduzido e preferência por preparações com características semelhantes (Dias et al., 2024). Em algumas situações, a criança aceita apenas alimentos específicos quanto à textura, temperatura, sabor, aparência ou forma de apresentação, esse padrão pode dificultar a ampliação gradual da variedade alimentar (Ferreira, 2025).
Além das características próprias dos alimentos, aspectos relacionados ao ambiente e à rotina também podem influenciar a aceitação alimentar, mudanças no local das refeições, nos utensílios utilizados ou na maneira como os alimentos são preparados podem representar situações de desconforto para algumas crianças (Santos et al., 2022). Quando associadas à dificuldade de adaptação, essas mudanças podem intensificar comportamentos de recusa ou resistência durante as refeições.
A relação entre rigidez cognitiva e seletividade alimentar merece atenção porque a restrição do repertório alimentar pode ultrapassar uma simples preferência individual, quando a criança mantém por períodos prolongados um consumo limitado de alimentos, pode ocorrer menor diversidade na ingestão de nutrientes (Ferreira, 2025). Consequentemente, a qualidade global da alimentação pode ser comprometida, especialmente quando grupos alimentares importantes são excluídos de forma persistente (Dias et al., 2024).
Outro aspecto relevante corresponde às características sensoriais envolvidas na alimentação. Crianças com TEA podem apresentar respostas diferenciadas a estímulos relacionados ao cheiro, sabor, textura, temperatura e aparência dos alimentos (Blanco; Eichler, 2020). Essas particularidades podem interagir com a rigidez comportamental, tornando a introdução de alimentos desconhecidos mais difícil e favorecendo a permanência de escolhas alimentares previamente estabelecidas (Marchionni et al., 2025).
Nesse cenário, compreender os fatores associados à seletividade alimentar é importante para evitar abordagens generalizadas, a alimentação da criança com TEA deve ser analisada considerando suas características individuais, seu repertório alimentar, suas respostas sensoriais e sua relação com a rotina (Campello et al., 2021).
Uma avaliação adequada pode contribuir para identificar dificuldades específicas e direcionar estratégias que favoreçam uma alimentação mais variada e nutricionalmente adequada (Ferreira, 2025).
A atuação multiprofissional apresenta relevância nesse processo, especialmente quando a seletividade interfere significativamente na alimentação e na qualidade de vida da criança, o nutricionista pode contribuir para a avaliação do consumo alimentar, identificação de possíveis inadequações nutricionais e elaboração de estratégias individualizadas (Santos et al., 2022).
Diante da importância da alimentação para o crescimento e desenvolvimento infantil e da complexidade dos comportamentos alimentares observados no TEA, torna-se pertinente investigar como a rigidez cognitiva pode estar relacionada à manutenção de padrões alimentares restritos (Alves; Cunha, 2020).
Assim, o presente estudo terá como objetivo geral analisar a influência da rigidez cognitiva na seletividade alimentar de crianças com Transtorno do Espectro Autista, considerando suas repercussões sobre a variedade alimentar e o comportamento durante as refeições.
2. METODOLOGIA
O presente estudo foi realizado por meio de uma Revisão Integrativa da Literatura (RIL), de natureza descritiva e abordagem qualitativa, com o propósito de reunir e analisar produções científicas relacionadas à influência da rigidez cognitiva sobre a seletividade alimentar de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A busca dos estudos foi realizada nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scientific Electronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE/PubMed), considerando sua relevância para a obtenção de publicações nas áreas de saúde, nutrição, comportamento e neurodesenvolvimento. Foram utilizados descritores e palavras-chave relacionados ao Transtorno do Espectro Autista; rigidez cognitiva e seletividade alimentar; combinados por meio dos operadores booleanos “AND” e “OR”; Foram contemplados termos em português e seus correspondentes em inglês; buscando ampliar a identificação de estudos pertinentes à temática.
A questão norteadora que conduziu a investigação foi: “De que maneira a rigidez cognitiva influencia a seletividade alimentar de crianças com Transtorno do Espectro Autista?”. A partir dessa pergunta, a estratégia de busca foi direcionada para estudos que apresentaram informações sobre a relação entre características de inflexibilidade cognitiva ou comportamental e dificuldades relacionadas à alimentação. Também foram considerados aspectos como recusa alimentar, restrição do repertório alimentar, preferência por determinadas características dos alimentos e dificuldades diante da introdução de novas preparações.
Foram estabelecidos como critérios de inclusão artigos científicos publicados entre 2020 e 2025, disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês ou espanhol, que apresentaram relação direta com a temática investigada. Foram selecionadas publicações que envolveram crianças com TEA e abordaram aspectos relacionados à seletividade alimentar, rigidez cognitiva, inflexibilidade comportamental, características sensoriais ou padrões restritos de alimentação. Foram considerados estudos originais, observacionais, estudos clínicos e revisões de literatura que apresentaram informações relevantes para responder à questão norteadora. Ao término do processo de seleção, foram utilizados 10 artigos científicos considerados mais pertinentes aos objetivos estabelecidos.
Foram excluídos estudos encontrados em duplicidade nas diferentes bases de dados, publicações cujos títulos não apresentaram relação com o tema proposto e trabalhos que não contemplaram crianças com Transtorno do Espectro Autista. Também foram retirados da amostra artigos que não apresentaram associação com a seletividade alimentar ou com características relacionadas à rigidez cognitiva e comportamental, além daqueles sem acesso ao texto completo. Foram igualmente excluídos trabalhos acadêmicos como teses, dissertações, monografias, cartas ao editor, editoriais, resumos de congressos e publicações que estavam fora do período ou dos idiomas previamente definidos.
Os resultados obtidos a partir dos 10 artigos foram discutidos de forma integrada, estabelecendo relações entre as evidências encontradas e o objetivo proposto para o estudo. A síntese permitiu analisar de que maneira a rigidez cognitiva contribuiu para a manutenção de comportamentos alimentares restritivos e quais aspectos estiveram associados à dificuldade de diversificação da alimentação. Dessa forma, foram reunidos conhecimentos científicos que contribuíram para uma compreensão mais ampla da relação entre características cognitivas e comportamento alimentar no TEA, destacando a importância de estratégias individualizadas e da atuação multiprofissional na promoção de uma alimentação adequada e diversificada.
3. RESULTADOS E DISCUSÃO
Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão estabelecidos, foram selecionados 10 estudos que apresentaram maior relação com a temática investigada. Os artigos abordaram diferentes aspectos da seletividade alimentar em crianças com Transtorno do Espectro Autista, incluindo recusa alimentar, restrição do repertório, características sensoriais, resistência à introdução de novos alimentos e aspectos cognitivos e comportamentais relacionados à alimentação. Para facilitar a organização e a compreensão dos achados, os estudos foram caracterizados quanto aos autores, objetivos, métodos e principais resultados, conforme apresentado na Tabela 1.
Autores | Objetivos | Métodos | Resultados |
Campello et al., (2021) | Analisar a seletividade alimentar em crianças diagnosticadas com autismo e síndrome de Asperger, identificando fatores relacionados às dificuldades alimentares. | Revisão integrativa da literatura. | A seletividade alimentar mostrou-se frequente em crianças com TEA, envolvendo recusa de alimentos, repertório alimentar reduzido e preferência por características específicas, como textura, sabor, cheiro e aparência. |
Moraes et al., (2021) | Investigar a presença de seletividade alimentar em crianças e adolescentes com TEA e os principais fatores relacionados a esse comportamento. | Estudo sobre seletividade alimentar em crianças e adolescentes com TEA. | Foram identificadas dificuldades relacionadas à variedade alimentar, recusa de determinados alimentos e influência de características sensoriais na aceitação das refeições, contribuindo para um repertório alimentar mais restrito. |
Ruthes et al. (2021) | Analisar as práticas alimentares e a reorganização da dinâmica familiar de crianças com TEA. | Estudo descritivo sobre práticas alimentares e dinâmica familiar. | As dificuldades alimentares das crianças com TEA repercutiram na rotina familiar, exigindo adaptações nas refeições e estratégias dos responsáveis para lidar com recusas, preferências e restrições alimentares. |
Santos et al., (2022) | Analisar os desafios relacionados à seletividade e às restrições alimentares apresentados por crianças com TEA. | Revisão da literatura. | A seletividade alimentar esteve associada a repertório alimentar limitado, recusa de novos alimentos, preferências específicas e dificuldades sensoriais, podendo comprometer a variedade e a qualidade da alimentação. |
Oliveira e Souza (2022) | Analisar os efeitos de uma intervenção baseada em integração sensorial em um caso de TEA com seletividade alimentar. | Estudo de caso com intervenção baseada em integração sensorial. | A abordagem das alterações sensoriais apresentou contribuição para a aceitação alimentar, indicando a importância de considerar respostas relacionadas à textura, cheiro, sabor e outras características dos alimentos no manejo da seletividade. |
Lobo et al., (2023) | Analisar, por meio da literatura, os fatores relacionados à seletividade alimentar em crianças com TEA. | Revisão da literatura. | Os estudos apontaram elevada ocorrência de comportamentos alimentares seletivos, incluindo resistência à experimentação, preferência por determinados alimentos e influência de características sensoriais e comportamentais sobre a alimentação. |
Dias et al., (2024) | Investigar as características da seletividade alimentar em uma criança com autismo e suas repercussões sobre a alimentação. | Estudo de caso. | Foram observadas limitações na variedade alimentar e dificuldades na aceitação de determinados alimentos, evidenciando a necessidade de acompanhamento individualizado para ampliação progressiva do repertório alimentar. |
Ferreira (2025) | Analisar a prevalência e os principais fatores associados à seletividade alimentar em crianças com TEA. | Revisão integrativa da literatura. | A seletividade alimentar apresentou relação com diferentes características do TEA, incluindo alterações sensoriais, comportamentos repetitivos, resistência às mudanças e preferência por alimentos específicos. |
Marchionni et al., (2025) | Analisar a relação entre autismo e seletividade alimentar, destacando os principais desafios envolvidos na alimentação de indivíduos com TEA. | Revisão integrativa da literatura. | A seletividade alimentar mostrou-se um problema multifatorial, relacionado a aspectos sensoriais e comportamentais, com presença de recusa alimentar, resistência a novos alimentos e limitação da variedade consumida. |
Blanco e Eichler (2020) | Investigar a relação entre desenvolvimento cognitivo e construção de regras alimentares relacionadas ao empratamento e à alimentação saudável. | Estudo de caso. | Os resultados indicaram relação entre aspectos do desenvolvimento cognitivo e a construção de regras e concepções relacionadas à alimentação, demonstrando a participação de processos cognitivos na organização das escolhas e práticas alimentares. |
Fonte: Os próprios autores (2026)
De acordo com Campello et al., (2021), a seletividade alimentar constitui uma dificuldade relevante entre crianças com Transtorno do Espectro Autista, manifestando-se por meio da recusa de determinados alimentos e da redução da variedade alimentar. Além disso, características relacionadas à textura, sabor, cheiro e aparência podem interferir na aceitação dos alimentos e contribuir para a manutenção de um repertório alimentar restrito (Bianco e Eichler, 2020).
Os estudos de Moraes et al., (2021) demonstraram que crianças e adolescentes com TEA podem apresentar dificuldades relacionadas à variedade e à aceitação alimentar, principalmente diante de determinadas características sensoriais dos alimentos. Nesse contexto, a preferência por alimentos específicos e a resistência diante de opções diferentes podem dificultar a diversificação da alimentação e favorecer a manutenção de padrões alimentares seletivos (Campello et al., 2021).
Entretanto, Ruthes et al., (2021) destacaram que as dificuldades alimentares apresentadas pelas crianças com TEA também repercutem na organização das práticas alimentares familiares, uma vez que recusas e preferências podem exigir adaptações durante as refeições e mudanças na rotina dos responsáveis.
De acordo com Santos et al., (2022), a seletividade e as restrições alimentares representam desafios importantes na alimentação de crianças com TEA, especialmente quando ocorre limitação do repertório e dificuldade de aceitação de novos alimentos. Portanto, a persistência desses comportamentos pode dificultar a oferta de uma alimentação diversificada e reforçar preferências por preparações ou características específicas dos alimentos (Bianco e Eichler, 2020).
Os estudos de Oliveira e Souza (2022) ressaltaram a participação dos aspectos sensoriais na seletividade alimentar apresentada por crianças com TEA, demonstrando a importância de considerar a maneira como diferentes estímulos relacionados aos alimentos são percebidos pela criança. Nesse sentido, intervenções que considerem textura, cheiro, sabor e outras propriedades sensoriais podem auxiliar na compreensão das recusas e das dificuldades de aceitação alimentar (Moraes et al., 2021).
De acordo com Lobo et al. (2023), a seletividade alimentar em crianças com TEA envolve diferentes fatores e pode ser caracterizada pela resistência à experimentação, preferência por determinados alimentos e manutenção de um repertório alimentar limitado, além disso, características sensoriais e comportamentais podem participar da formação desses padrões e contribuir para dificuldades diante da diversificação das refeições.
Entretanto, Dias et al. (2024) evidenciaram, a partir da análise de um caso de seletividade alimentar em criança com autismo, que as dificuldades de aceitação podem apresentar características particulares e demandar avaliação individualizada, dessa forma.
Os estudos de Ferreira (2025) apontaram que a seletividade alimentar em crianças com TEA pode estar relacionada a diferentes fatores, incluindo características sensoriais, comportamentos repetitivos, resistência às mudanças e preferência por alimentos específicos. Portanto, a dificuldade diante de modificações na alimentação pode contribuir para a permanência de padrões restritivos e para uma menor disposição em experimentar alimentos diferentes daqueles já incorporados à rotina da criança (Lobo et al., 2023).
De acordo com Marchionni et al., (2025), a seletividade alimentar no TEA apresenta caráter multifatorial e envolve aspectos sensoriais e comportamentais que podem interferir diretamente na aceitação e na variedade dos alimentos consumidos. Nesse contexto, a recusa de novos alimentos e a resistência às mudanças alimentares representam desafios para a diversificação do repertório e indicam a necessidade de estratégias individualizadas no acompanhamento dessas crianças (Lobo et al., 2025)
Portanto, Blanco e Eichler (2020) destacaram a participação dos processos cognitivos na construção de regras, concepções e práticas relacionadas à alimentação, permitindo compreender que o comportamento alimentar não depende exclusivamente das características dos alimentos, mas também da forma como regras e conhecimentos são organizados cognitivamente. Nesse sentido, a dimensão cognitiva oferece uma perspectiva importante para a compreensão da resistência a mudanças e da manutenção de determinados padrões alimentares, embora a relação específica com crianças com TEA deva ser interpretada com cautela, considerando a população investigada no estudo (Marchionni et al., 2025).
4. CONCLUSÃO
A realização deste estudo permitiu compreender que a seletividade alimentar em crianças com Transtorno do Espectro Autista envolve diferentes aspectos cognitivos, comportamentais e sensoriais. A resistência às mudanças, a preferência por alimentos específicos e a dificuldade diante da introdução de novos alimentos podem contribuir para a manutenção de um repertório alimentar restrito e pouco diversificado.
Os resultados analisados demonstraram que características relacionadas à rigidez e à inflexibilidade podem interferir na aceitação alimentar, principalmente quando associadas às particularidades sensoriais presentes no TEA. Dessa forma, a seletividade alimentar deve ser compreendida de maneira ampla e individualizada, considerando as características de cada criança e os fatores envolvidos em sua relação com os alimentos.
Diante dos achados, destaca-se a importância do acompanhamento multiprofissional e da utilização de estratégias individualizadas que favoreçam a introdução gradual de novos alimentos e a ampliação do repertório alimentar. A participação da família nesse processo também se mostra relevante para promover práticas alimentares mais adequadas e contribuir para uma alimentação diversificada e compatível com as necessidades da criança com TEA.
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1 Acadêmico de Nutrição - Universidade Nilton Lins Manaus, Amazonas, Brasil
2 Acadêmica de Nutrição - Universidade Nilton Lins Manaus, Amazonas, Brasil
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4 Docente do curso de Nutrição Manaus, Amazonas, Brasil
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