A IMPORTANCIA DA MUSICA NA INTERVENÇÃO PSICOPEDAGOGICA
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REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.18323742
Rosa Maria Bispo da Costa Amadeu1
Nadja Pinho dos Santos2
RESUMO
O objetivo do presente estudo é analisar a importância da música e as possibilidades de ajuda cognitiva na intervenção psicopedagogica, para auxiliar alunos com dificuldades de aprendizagem, que é o objeto de estudo da Psicopedagogia. Inicialmente é feita uma abordagem sobre a Psicopedagogia Institucional, com foco nas dificuldades de aprendizagem relacionadas à cognição, entre eles concentração e memorização. Utilizando como recurso a música, sua importância, sua função terapêutica no corpo e nas emoções, sua relação com a cognição e a intervenção psicopedagógica na qual ela é utilizada.
Palavras-chave: Aprendizagem, concentração, memorização e música
ABSTRACT
The aim of this study is to analyze the importance of music and the possibilities of pedagogical intervention in cognitive aid to assist students with learning difficulties, who is the object of study of Psychology. We begin with an approach on the Institutional Educational Psychology with a focus on learning difficulties related to cognition, including memory and concentration. Using music as a resource, its importance, its therapeutic function in the body and emotions, their relationship with cognition and pedagogical intervention in which it is used.
Keywords: Learning, concentration, memory and music
INTRODUÇÃO
Psicopedagogia Institucional:
Definição e Atuação
A Psicopedagogia estuda o processo de aprendizagem e suas dificuldades, tendo, portanto, um caráter preventivo e terapêutico. Preventivamente deve atuar não só no âmbito escolar, mas alcançar a família e a comunidade, esclarecendo sobre as diferentes etapas do desenvolvimento, para que possam compreender e entender suas características evitando assim cobranças de atitudes ou pensamentos que não são próprios da idade. Terapeuticamente a psicopedagogia deve identificar, analisar, planejar, intervir através das etapas de diagnóstico e tratamento.
Assim sendo “a psicopedagogia é o processo pelo qual se proporcionam condições que facilitam o desenvolvimento do individuo, do grupo, da instituição e da comunidade; bem como prevenção e solução de dificuldades existentes de modo a atingir objetivos educacionais e pedagógicos.”(Masini, 1894, jornal do CRP).
As intervenções psicopedagógicas têm um caráter multidisciplinar devido à complexidade e diversidade dos problemas de aprendizagem, buscando conhecimento em diversas outras áreas de conhecimento, principalmente, na psicologia e na pedagogia. Sua proposta é integrar, de modo coerente, conhecimentos e princípios de distintas ciências humanas, visando adquirir uma ampla compreensão sobre os variados processos inerentes ao aprender.
Apesar de ser ampla a abrangência de atuação da Psicopedagogia, o enfoque deste trabalho será voltado para a importância da música na intervenção Psicopedagógica.
Visto que, para Bréscia (2003, p. 81) “[...] o aprendizado de música, além de favorecer o desenvolvimento afetivo da criança, amplia a atividade cerebral, melhora o desempenho escolar dos alunos e contribui para integrar socialmente o indivíduo”. Sendo assim, a música pode proporcionar a realização de um trabalho direcionado e caracterizado para aplicação específica, permitindo ao psicopedagogo, encontrar na música o meio adequado para o tratamento das dificuldades de aprendizagem.
DESENVOLVIMENTO
As Dificuldades de Aprendizagem
Segundo Visca, as dificuldades de aprendizagem podem derivar de causas emocionais, do nível de pensamento, de diferenças funcionais ou de alterações no desenvolvimento das funções.
Dessa forma, faz-se necessário que, primeiramente, identifiquemos e contextualizemos que tipo de dificuldades de aprendizagem o individuo possui e porque ele não consegue ser alcançado pela metodologia aplicada, verificando em que circunstâncias ele se difere de seus colegas, para isso é preciso primeiramente conhecer e saber identificar tais dificuldades de aprendizagem existentes, que são:
Dislexia: é a dificuldade que aparece na leitura, impedindo o aluno de ser fluente, pois faz trocas ou omissões de letras, inverte sílabas, apresenta leitura lenta, dá pulos de linhas ao ler um texto, etc. Estudiosos afirmam que sua causa vem de fatores genéticos, mas nada foi comprovado pela medicina.
Disgrafia: normalmente vem associada à dislexia, porque se o aluno faz trocas e inversões de letras, consequentemente encontra dificuldade na escrita. Além disso, está associada a letras mal traçadas e ilegíveis, letras muito próximas e desorganização ao produzir um texto.
Discalculia: é a dificuldade para cálculos e números, de um modo geral os portadores não identificam os sinais das quatro operações e não sabem usá-los, não entendem enunciados de problemas, não conseguem quantificar ou fazer comparações, não entendem sequências lógicas. Esse problema é um dos mais sérios, porém ainda pouco conhecido.
Dislalia: é a dificuldade na emissão da fala, apresenta pronúncia inadequada das palavras, com trocas de fonemas e sons errados, tornando-as confusas. Manifesta-se mais em pessoas com problemas no palato, flacidez na língua ou lábio leporino.
Disortografia: é a dificuldade na linguagem escrita e também pode aparecer como consequência da dislexia. Suas principais características são: troca de grafemas, desmotivação para escrever, aglutinação ou separação indevida das palavras, falta de percepção e compreensão dos sinais de pontuação e acentuação.
TDAH: O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é um problema de ordem neurológica, que traz consigo sinais evidentes de inquietude, desatenção, falta de concentração e impulsividade. Hoje em dia é muito comum vermos crianças e adolescentes sendo rotulados como DDA (Distúrbio de Déficit de Atenção), porque apresentam alguma agitação, nervosismo e inquietação, fatores que podem advir de causas emocionais.
Acreditamos, que através da música podemos mediar tais dificuldades encontradas nos educandos em seu processo de aprendizagem, e estimulá-los de forma bastante prazerosa na construção de seu conhecimento.
É importante ressaltar que o diagnóstico de uma dificuldade de aprendizagem deve ser feito por profissionais capacitados como: médicos, psicólogos e psicopedagogos para que sejam feitas as intervenções necessária para a melhora no processo de aprendizagem do educando.
A música pode auxiliar de forma bastante positiva nessas intervenções; Pois, segundo Gainza (1988), ela ajudar no desenvolvimento cognitivo, auxiliando na memorização, na concentração, facilitando a percepção auditiva, a atenção, estimulando a memória imediata, o raciocínio abstrato, a imaginação e a criatividade, e estes benefícios não são restritos apenas ao momento do estudo de um instrumento musical, mas refletem-se nos vários setores da vida, sendo também válidos para todas as idades.
Assim, ajudando de forma significativa no processo de intervenção a que ela for aplicada, proporcionando respostas positivas no desenvolvimento cognitivo do individuo e auxiliando direta ou indiretamente nas dificuldades de aprendizagem.
Visto que, segundo Fonseca (2007), a aprendizagem compreende um processo funcional dinâmico que integra quatro componentes cognitivos essenciais:
Input (auditivo, memória, integração, processamento simultâneo e sequencial, compreensão, auto visual, tatil-cinestésico, etc.);
Cognição (atenção, -regulação, etc.);
Output (falar, discutir, desenhar, observar, ler, escrever, contar, resolver problemas, etc.);
Retroalimentação (repetir, organizar, controlar, regular, realizar, etc.).
Assim, trabalhando esses componentes cognitivos essenciais que integram a aprendizagem fica mais fácil fazer as intervenções necessárias para ajudar nas dificuldades de aprendizagem que podem surgir no decorrer do processo de ensino/ aprendizagem.
Neste sentido, deve-se considerar as dificuldades de aprendizagem como um transtorno constante que afeta a maneira como o indivíduo retém e expressa informações que entram ou que saem, pois elas ficar desordenadas na medida em que viajam entre os sentidos e o cérebro e a intervenção psicopedagógica é de fundamental importância neste processo. Pois o Psicopedagogo por sua capacitação é o profissional que esta mais próximo do educando e poderá intervir e promover o desenvolvimento cognitivo.
Visto que o educando precisa atuar plenamente em seu processo de aprendizagem, explorando sua criatividade, descobrindo suas potencialidades, derrubando as barreiras para que assim ele possa interagir plenamente em seu processo de construção do conhecimento.
Relação da Música com a Cognição e a Intervenção Psicopedagógica
A música é uma forma de arte que se constitui basicamente em combinar sons, ritmo, melodia e harmonia.
Som: são as vibrações audíveis e regulares de corpos elásticos, que se repetem com a mesma velocidade, como as do pêndulo do relógio. As vibrações irregulares são denominadas ruído.
Ritmo: é o efeito que se origina da duração de diferentes sons, longos ou curtos.
Melodia: é a sucessão rítmica e bem ordenada dos sons.
Harmonia: é a combinação simultânea, melódica e harmoniosa dos sons.
De acordo com Wilhems apud Gainza (1988, p. 36): Cada um dos aspectos ou elementos da música corresponde a um aspecto humano específico, ao qual mobiliza com exclusividade ou mais intensamente: o ritmo musical induz ao movimento corporal, a melodia estimula a afetividade; a ordem ou a estrutura musical (na harmonia ou na forma musical) contribui ativamente para a afirmação ou para a restauração da ordem mental no homem.
Esses elementos juntos podem contribuir proporcionando a realização de um trabalho direcionado e caracterizado para aplicação específica, permitindo assim ao psicopedagogo, encontrar na música o meio adequado para o tratamento das dificuldades de aprendizagem. Pois a cognição é mais do que simplesmente a aquisição de conhecimento é consequentemente, a nossa melhor adaptação ao meio e também um mecanismo de conversão do que é captado para o nosso modo de ser interno. Segundo Gainza (1988, p. 95): Educar-se na música é crescer plenamente e com alegria. Desenvolver sem dar alegria não é suficiente. Dar alegria sem desenvolver tampouco é educar. Embora o aspecto do desenvolvimento propriamente dito encontre- se associado principalmente ao conhecimento das técnicas pedagógicas, o segundo aspecto, chame-se prazer, alegria, plenitude, participação ou motivação, relaciona-se mais de perto com aquilo a que chamamos intuição.
Chiarelli e Barreto (2005) citam que quanto maiores forem os estímulos recebidos pelos estudantes, em fase de aprendizagem, melhor será o seu desenvolvimento cognitivo.
Visto que, a aprendizagem é o processo pelo qual o indivíduo adquire informações, habilidades, atitudes e valores a partir de seu contato com a realidade, com o meio ambiente e com pessoas. O aprendizado ocorre na interação social, no âmbito da zona proximal. E segundo Vygotsky, para compreender adequadamente o desenvolvimento de um indivíduo, deve-se considerar também os níveis de desenvolvimento real e potencial. Assim, é possível haver uma união entre esta linguagem, a música e a Psicopedagogia, objetivando uma melhora no desempenho cognitivo do individuo que necessita de intervenção psicopedagógica.
A Música e Sua Importância no Processo de Aprendizagem
O processo de ensino/aprendizagem é um ato dinâmico, pois a base da aprendizagem está nas múltiplas linguagens do nosso corpo na qual a musica é peça fundamental na formação integral do educando. Sendo que ela é um poderoso recurso, que pode ser utilizado em todo processo de aprendizagem. Pois, representa uma importante fonte de estímulos, equilíbrio e emoções para o individuo. Assim, no processo de aprendizagem a música pode induzir ações, comportamentos motores e gestuais.
Segundo Gardner (1995, p. 21): “Uma inteligência implica na capacidade de resolver problemas ou elaborar produtos que são importantes num determinado ambiente ou comunidade cultural”. Em sua teoria das inteligências múltiplas, existem várias habilidades às quais ele chama de inteligências, que cada pessoa tem em diferentes graus e combinações e fazem parte da herança genética humana. Conforme o estímulo recebido e a cultura na qual está inserido, o indivíduo desenvolve mais uma ou outra(s) determinada inteligência.
Gardner, também admite que a inteligência musical está relacionada à capacidade de organizar sons de maneira criativa e à discriminação dos elementos constituintes da Música.
A teoria afirma que pessoas dotadas dessa inteligência não precisam de aprendizado formal para colocá-la em prática. Isso é real, pois não está sendo questionado o resultado da aplicação da inteligência, mas sim a potencialidade para se trabalhar com a música na intervenção psicopedagógica. Sendo assim, a música pode contribuir de forma significativa no processo de intervenção, minimizando alguns problemas de aprendizagem, tanto dos alunos que tem Dificuldades de Aprendizagem, como também, daqueles que, são considerados “normais”. Visto que as atividades com musicas propiciam um maior desenvolvimento psicomotor nas crianças. Esse desenvolvimento acontece pelo fato de que , ao exercer a atividade musical, as crianças aprenderem a ter controle dos músculos e de sua desenvoltura. Sabe-se que, para a execução de uma música, necessita-se de um conhecimento sobre ritmo, uma sequência coordenada de movimentos, conhecimento este que proporciona um equilíbrio no sistema nervoso, favorecendo uma descarga emocional no músico, sua reação motora e o alívio de tensões, proporcionando estímulos psicológicos, importantes, como a inteligência e a memória, além de ajudá-los a desenvolver melhor as habilidades linguísticas
Funções Terapêuticas da Música no Corpo e nas Emoções
A música possui várias funções terapêuticas benéficas para a saúde física e mental das pessoas, pois é notório que ela pode estimular o corpo humano, influenciando no batimento cardíaco, no sistema imunológico, no sistema endócrino, nos órgãos dos sentidos, na resposta motora, comportamental e emocional.
Schullian e schoem definem que a música contorna completamente os centros que envolvem a razão e a consciência, não depende do cérebro mestre para adentrar pelo corpo( ou seja, a música não depende das funções superiores do cérebro para entrar no organismo), ainda pode excitar por meio do tálamo – o posto de intercomunicação de todas as emoções, sensações e sentimentos...
Assim sendo a música é um instrumento muito importante e deve ser usada para a prevenção e intervenções psicopedagogicas no tratamento das dificuldades de aprendizagem. Visto que, Gainza (1988) afirma que as atividades musicais na escola podem ter objetivos profiláticos, nos seguintes aspectos:
Físico: oferecendo atividades capazes de promover o alívio de tensões devidas à instabilidade emocional e fadiga;
Psíquico: promovendo processos de expressão, comunicação e descarga emocional através do estímulo musical e sonoro;
Mental: proporcionando situações que possam contribuir para estimular e desenvolver o sentido da ordem, harmonia, organização e compreensão.
Assim sendo, seus efeitos benéficos são notórios no desenvolvimento do tratamento psicopedagógico. Podemos afirmar que, entre os benefícios que a música traz para as emoções, se tem nas funções cognitivas e no comportamento a melhora do humor, do sono, da motivação e da autoconfiança do individuo envolvido no processo. Pois, ela mexe tanto com o nosso intimo, fazendo despertar vários sentimentos, reflexões, lembranças e tem a capacidade de agir em nosso inconsciente através do emocional, nos transportando a revivermos experiências passadas em nossa vida, fazendo-nos chorar, sorrir, refletir, odiar, amar, enfim recordar. Pois a mesma tem o poder de resgatar o sujeito na sua complexidade e subjetividade, levando-o a dialogar melhor com os conhecimentos construídos no próprio ato de viver, nas diferentes situações e nas experienciais com o seu mundo interior e com a realidade que o cerca, deixando-o mais preparado para lidar com o conhecimento formal apresentado pelas instituições de ensino, bem como suas emoções.
A Música e as Possibilidades de Ajuda Cognitiva na Intervenção Psicopedagógica
Na educação, a música pode ser utilizada como ferramenta de ensino/ aprendizagem, pois, além de equilibrar as emoções, ativa a memória e pode contribuir de forma significativa nas intervenções psicopedagógicas, possibilitando assim, bons resultados emocionais, de personalidade, ou de temperamento que ajudam no desenvolvimento cognitivo do individuo, no tratamento das dificuldade de aprendizagem.
Segundo Barcellos (1992, p. 20). A criança com dificuldade em aprender precisa se reconhecer como pessoa ativa, que tem potencial produtivo.
O papel da música neste processo será a formação de uma atividade cognitiva ativa e significativa para o sujeito, independente do nível que possa alcançar através das manifestações sonoras, corporais ou verbais , a fim de estimular a criatividade, a ação e sua inventividade. Pois a música, enquanto presente na aprendizagem, propicia um maior estímulo de processos psicológicos importantes no escolar, como a inteligência e a memória, além de ajudá-lo a desenvolver melhor habilidades linguísticas e lógico- matemáticas e a desenvolver a sensibilidade, a percepção, a observação, a criatividade e a auto-estima, possibilitando assim a construção de seus conhecimentos, fazendo com que a aprendizagem aconteça de uma forma muito mais prazerosa.
Visto que a mesma pode ser considerada um elemento fundamental na formação do indivíduo, que além de distrair e proporcionar sensações prazerosas ela pode ser utilizada para transmitir conhecimentos de natureza diversas e também para realizar ações preventivas de Intervenções Psicopedagógicas, afim de minimizar os problemas causados pelas dificuldades de aprendizagem, para que os educandos tenham um melhor desenvolvimento cognitivo.
Através das atividades com músicas o educador pode perceber quais os benefícios e as possibilidades de ajuda na cognição para as crianças, principalmente quanto à capacidade de memória auditiva, observação, discriminação e reconhecimento dos sons, podendo assim vir a trabalhar melhor com as dificuldades.
Bréscia (2003) ressalta que os jogos musicais podem ser de três tipos, correspondentes às fases do desenvolvimento infantil:
Sensório-Motor (até os dois anos): São atividades que relacionam o som e o gesto. A criança pode fazer gestos para produzir sons e expressar-se corporalmente para representar o que ouve ou canta. Favorecem o desenvolvimento da motricidade.
Simbólico (a partir dos dois anos): Aqui se busca representar o significado da música, o sentimento, a expressão. O som tem função de ilustração, de sonoplastia. Contribuem para o desenvolvimento da linguagem.
Analítico ou de Regras (a partir dos quatro anos): São jogos que envolvem a estrutura da música, onde são necessárias a socialização e organização. Ela precisa escutar a si mesma e aos outros, esperando sua vez de cantar ou tocar. Ajudam no desenvolvimento do sentido de organização e disciplina.
Vale ressaltar, que o tempo de duração das atividades com jogos musicais deve estar de acordo com a faixa etária da criança e é muito importante que ela sinta-se livre neste momento e possa se soltar, expressando toda sua criatividade.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Sendo assim, a música pode contribuir de forma significativa na intervenção psicopedagógica, minimizando alguns problemas de aprendizagem, tanto dos alunos que tem Dificuldades de Aprendizagem, como também, daqueles que são considerados “normais” para aprender. Pois a música pode auxilia na aquisição do auto conhecimento e da auto estima do educando, assim ajudando-o em seu processo de aprendizagem e minimizando as dificuldades que surgirem no decorre deste processo, possibilitando a união entre a linguagem da arte e a Psicopedagogia e objetivando uma melhora no desempenho cognitivo em alunos que necessitam de intervenção psicopedagógica.
Pois a música pode promover na sala de aula, a integração das crianças, dando-lhes oportunidades de expressar sensações, sentimentos e pensamentos, ampliando assim seus conhecimentos e fazendo com que a aprendizagem aconteça de uma forma muito mais prazerosa.
É importante ressaltar que as ações preventivas devem ser feitas em todo processo de ensino/aprendizagem e que sejam feitas e aprimoradas com os professores as estratégias de ensino, pois é muito importante que o educando encontre varias possibilidades e formas de aprender.
Portanto, a música deve ser considerada uma importante ferramenta na intervenção psicopedagógica, podendo ser utilizado no auxílio a indivíduos com dificuldades de aprendizagem, especialmente as relacionadas à cognição, como as de concentração e memorização.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
VISCA ,Jorge- o diagnostico operatório na pratica psicopedagogica: ed. pulso.
GAINZA, V. Hemsy de. Estudos de Psicopedagogia Musical. São Paulo: Summus, 1988.
GARDNER, Howard. Inteligências Múltiplas: a teoria na prática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
BRÉSCIA, Vera Lúcia Pessagno. Educação Musical: bases psicológicas e ação preventiva. São Paulo: Átomo, 2003.
FONSECA, Vitor da. Dificuldades de aprendizagem: na busca de alguns axiomas. Revista Psicopedagogia, São Paulo, v.24, n.74, 2007
BARCELLOS, L. R. M. Musicoterapia e cultura. Cadernos de Musicoterapia. Vol. 1. Rio de Janeiro: Enelivros, 1992.
VIGOTSKY, L. S. A formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984.
Chiarelli, L.K.M.; Barreto, S. de J. (2005). A importância da musicalização na educação infantil e no ensino fundamental. Revista Recrearte, n.3.
Dorothy M. Schullian e Max Schoen, Music and Medicine ( new York: Henry Shuman, INC., 1948), pp.270 e 271.)
Artigo apresentado a Faculdade da Cidade do Salvador como requisito para conclusão do curso de Pós Graduação Lato Sensu em Psicopedagogia Institucional.
1 Pós-graduanda do curso de Especialização de psicopedagogia da Faculdade da Cidade do Salvador. Graduada do Curso de Licenciatura Plena em Letras com Inglês da Faculdade de Tecnologia e Ciências FTC – Campus Paralela, Salvador, Bahia. E-mail: [email protected]
2 Professora Orientadora. Especialista em Psicopedagia e Psicoterapia. Graduada em Musicoterapia – Professor da Pós-graduação – FTC/BA. E-mail: [email protected]