A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA COMO FERRAMENTA METODOLÓGICA NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM NOS ANOS INICIAIS

THE IMPORTANCE OF MUSIC AS A METHODOLOGICAL TOOL IN THE TEACHING AND LEARNING PROCESS IN THE EARLY YEARS

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/776928613

RESUMO
A música é um elemento de grande importância para a formação da sociedade, principalmente por sua linguagem, arte, cultura, forma de expressão de sentimentos e comunicação. Deste modo, é responsável por estimular, além de contribuir com todas as formas de desenvolvimento para uma aprendizagem eficaz. O presente estudo é focado especialmente em conhecer como os professores dos anos iniciais compreendem o ensino de música em suas salas de aula, objetivando entender a música como uma ferramenta para a alfabetização e letramento. A metodologia adotada neste estudo envolveu uma análise aprofundada da literatura relevante à música como ferramenta de aprendizagem para alfabetização e letramento na educação inicial. Para a realização deste estudo, foi realizada uma pesquisa bibliográfica em caráter qualitativo em periódicos científicos. As fontes foram consultadas eletronicamente por meio de bases de dados disponíveis na internet, como a Biblioteca Eletrônica Científica Online (SCIELO), Google Acadêmico, Web of Science e Periódicos Capes. Ao reconhecer e utilizar a música como um recurso pedagógico, professores e instituições de ensino podem mudar a maneira como os alunos interagem com o conhecimento. A música transcende o entretenimento, servindo como uma aliada poderosa no desenvolvimento de habilidades essenciais para a vida. Portanto, promover a musicalização nas escolas é um passo relevante para assegurar que as crianças tenham acesso a uma educação de qualidade, repleta de experiências significativas que favorecem seu crescimento pessoal e acadêmico.
Palavras-chave: Música; Anos iniciais; Lúdico; Alfabetização e Letramento.

ABSTRACT
Music is a highly important element for the formation of society, primarily due to its language, art, culture, form of expression of feelings, and communication. Thus, it is responsible for stimulating and contributing to all forms of development for effective learning. This study focuses specifically on understanding how early childhood teachers perceive the teaching of music in their classrooms, aiming to understand how music can serve as a tool for literacy and reading proficiency. The methodology adopted in this study involved an in-depth analysis of relevant literature regarding music as a learning tool for literacy and reading proficiency in early education. For this study, a qualitative bibliographic research was conducted in scientific journals. The sources were consulted electronically through available databases on the internet, such as the Scientific Electronic Library Online (SCIELO), Google Scholar, Web of Science, and Capes Journals. By recognizing and utilizing music as a pedagogical resource, teachers and educational institutions can change the way students interact with knowledge. Music transcends entertainment, serving as a powerful ally in the development of essential life skills. Therefore, promoting musical education in schools is a significant step toward ensuring that children have access to quality education, filled with meaningful experiences that foster their personal and academic growth.
Keywords: Music; Early Years; Playful; Literacy and Reading Proficiency.

1. INTRODUÇÃO

A música como componente curricular surge em 1996, com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) nº 9.394, no artigo 26, parágrafo segundo. Contudo, o documento não traz especificação se a música deveria ser ministrada de forma integrada ou não com outras disciplinas, como a disciplina de Artes (Brasil, 1996). Também, no contexto dessa lei, a criança passou a ser retratada como sujeito histórico, de direitos, e produtor de cultura.

Demais especificações concernentes à inclusão da música como componente curricular sugerem que o trabalho com a musicalização deve ser oferecido de maneira que os alunos desenvolvam as capacidades musicais de ouvir, perceber e identificar sons, produzir, improvisar, inventar, criar, reproduzir e brincar com a música para interagirem com seus pares e educadores com o objetivo de, posteriormente, na sociedade, exercerem a cidadania de forma autônoma e em prol do bem comum (Brasil, 1998).

A música deve estar presente na Educação Básica, de forma sistematizada, desde o primeiro contato com a escolarização até o final de todo o seu processo. Isso porque, ao envolver o aluno em um contexto pedagógico em uma relação dialética entre a música e a aprendizagem, proporciona-se a possibilidade de construir uma ligação com as diversas áreas do conhecimento.

Nesse contexto, destacam-se alguns questionamentos: qual é o nível de preparo dos professores diante da implementação da música como componente curricular obrigatório? Como esse componente é trabalhado na formação continuada dos docentes em atuação? De que maneira os professores têm utilizado a música em suas aulas para a alfabetização e o letramento?

Considerando essa perspectiva e destacando a relação dialética entre os elementos biológicos, culturais, sociais e afetivos como fatores que permeiam o processo de alfabetização e letramento, torna-se imprescindível o estudo do potencial educativo da musicalização na educação inicial como elemento lúdico de aprendizado para a alfabetização e letramento, relacionando a música ao desenvolvimento. Diante do exposto, o objetivo da presente pesquisa está em verificar a importância da música como ferramenta metodológica lúdica na educação inicial para o processo de alfabetização e letramento.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Muito se deve analisar acerca da importância da música para a atuação do docente, principalmente quando se almeja trabalhar sua potencialidade no processo voltado ao ensino e à aprendizagem dos discentes. Nota-se que, tanto para o docente quanto para o discente, sua utilização encontra-se intimamente ligada às experiências voltadas às sensações, assim como a todos os estímulos que são apresentados e captados pelos sentidos. Por sua vez, a música, quando apresentada ao contexto escolar, é um ápice para o condicionamento de uma aprendizagem significativa. Nas concepções estipuladas por Brasil (1998, p. 45):

A música é a linguagem que se traduz em formas sonoras capazes de expressar e comunicar sensações, sentimentos e pensamentos, por meio da organização e relacionamento expressivo entre o som e o silêncio. A música está presente em todas as culturas, nas mais diversas situações: festas e comemorações, rituais religiosos, manifestações cívicas, políticas etc. Faz parte da educação desde há muito tempo, sendo que, já na Grécia Antiga, era considerada fundamental para a formação dos futuros cidadãos, ao lado da matemática e da filosofia. A integração entre os aspectos sensíveis, afetivos, estéticos e cognitivos, assim como a promoção de interação e comunicação social, conferem caráter significativo à linguagem musical. É uma das formas importantes de expressão humana, o que por si só justifica sua presença no contexto da educação, de um modo geral, e na educação infantil, particularmente.

Olhando por essa ótica, nota-se que, para uma formação adequada com a inserção da música, há de se ter no docente uma pessoa que possui familiaridade com esse método de ensino, assim como um interesse adequado para a sua utilização. Orientando-se pelas propostas do MEC, a inserção da música, em um contexto escolar, pode vir sendo inserida por uma gama de fatores e por modificações diversas. A música, deste modo, inserida pelo docente, requer que ele venha a ter tido uma inicialização por meio de algum fator que determine o seu gosto por este momento, principalmente ao utilizar deste recurso para um aprimoramento das habilidades dos discentes (Brasil, 1998).

Assim, os alunos passam a ter a possibilidade de aprender, por meio da música, com o auxílio do professor, principalmente por todas as possibilidades de uma formação adequada, por meio de seus conhecimentos da música, elevando uma aprendizagem dinâmica, interativa, lúdica e com grandes possibilidades de apresentar modificações em suas próprias criatividades.

Faz-se necessário, neste processo, no olhar do docente, ouvir as crianças, conhecer suas personalidades e gostos musicais, para que assim possa ser criada toda a sua metodologia, assim como os processos que levarão o docente a introduzir determinada música no espaço em que apresenta suas aulas, conseguindo, com isso, envolver seus alunos e apresentar novas informações que são pertinentes para uma aprendizagem significativa destes. Para Tennoroller e Cunha (2012, p. 34):

A música é uma ferramenta que colabora para a formação integral da criança. Com ela, a criança tem acesso ao mundo lúdico, no qual ela se expressa e cria, e ao mundo das letras, ensinando utilizando a música como um meio de valorizar uma peça musical, o teatro os concertos, conhecendo assim os vários gêneros musicais, construindo assim uma autonomia, criatividade e a produção de novos conhecimentos.

Deste modo, elevando todo o processo, não somente de formação do aluno, mas do próprio professor, que é o principal agente na mediação da música em sala de aula; este professor deve sempre estar atento ao que acontece em suas atividades, para que assim consiga abrir espaços para a formação de um eficaz ambiente, além de ser capaz também de gerar trocas de experiências e a capacidade de construir conhecimentos e valores. Neste viés, o professor que aprende e gosta de utilizar a música em sua sala de aula deve ser capaz de favorecer iniciativas para uma colaboração entre todos os envolvidos, principalmente na capacidade de prover ideias novas e possibilitar que os alunos possam executar as mesmas de acordo com suas próprias habilidades. Este professor deve ser capaz de entender todas as nuances da música e prover oportunidades para a própria ampliação de seus conhecimentos (Tennroller; Cunha, 2012).

É neste sentido que se olha para a música, quando utilizada pelo professor, como um momento de grande aprendizagem entre todos os envolvidos, principalmente na busca por promover a construção de capacidades, relacionamentos, comportamentos e uma formação por meio do próprio lúdico (Catão, 2010).

Dentre as estratégias possíveis no processo ensino-aprendizagem referidas anteriormente, a musicalização pode ser uma perfeita ferramenta de inserção e auxílio do educando ao seu meio de aprendizagem. A musicalização, enquanto possibilidade pedagógica, vem carregada de meios plurais para o enriquecimento e a qualidade das práticas que miram o desenvolvimento dos alunos. Musicalizar significa, dentre outras coisas, sensibilizar, promover a construção de trajetos cognitivos, estruturar o pensamento, agilizar coordenações, simbolizar, socializar, conhecer, significar e sensibilizar. Tais características, dentro do processo de desenvolvimento humano, são fundamentais para que haja solidez na complexa caminhada que representa educar para a autonomia humana.

A música é uma linguagem ancestral, marcada por emissão de sons que se alteram em intensidade, velocidade e timbre, intercalando com momentos de pausas, de silêncios: internaliza e cria significados que podem vir a ser extremamente benéficos àqueles que se submetem a ela (Carneiro, 2019). Como parte viva da manifestação artística e aguçadora natural da sensibilidade, a música é uma ferramenta atemporal e uma forma de comunicação potente, sendo uma linguagem que, além de entreter, é elemento constituinte da formação das pessoas ao redor do mundo, de modo a estabelecer elos do ser/estar com outros e consigo próprio (Silva, 2013).

A questão teleológica da música, por exemplo, transcende as questões de exatidão quanto à sua definição. Tomando emprestado o sentido kantiano de interpretação, ou melhor, expressando de número e fenômeno, a música é o número que se adapta e surte efeitos distintos àqueles que sensorialmente têm acesso a ela. Fazendo-se o fenômeno no momento do contato e de distintas maneiras, a música realiza a sua função de causar impactos mais ou menos intensos de acordo com cada ser, ou ainda, formar mais ou menos e de maneiras divergentes pessoas de histórias que são antagonicamente diferentes umas das outras (Kant, 1996).

A música, como um advento humano, constitui-se como uma manifestação pluralizada e com algumas definições que a impedem de restringir-se a conceitos simplistas. Ao mesmo tempo em que ela é uma consequência humana, a música também é a causadora, a origem de demais adventos e ainda é a coisa em si, com significados e legitimidades contidos nela mesma, de forma a dar sentido independentemente de outros adventos externos a ela.

[...] concebida como lógos (mousiké), a música permite a experiência imediata com a categoria tempo, doadora do sentido do ser. Por isso, a música é constituidora essencial do pensamento e, em decorrência disso, uma obra musical pode ser tomada como o pensamento em si, que se estabelece no movimento puro do sentido, próprio da abertura polissêmica do ser na verdade. Como pensamento, a música transcorre o campo da possibilidade de significação. Destarte, a música pode prescindir das referências simbólicas, das imagens determinadas e da palavra. Esses elementos, por sua vez, quando dispostos na aderência da música, são potencialmente acrescidos de significação (Silva, 2013, p. 5).

Em um contexto mais ecológico, a música se distingue do conceito de musicalidade. A música, por si só, é o resultado de diversos produtos culturais gerados pelo e para o fazer musical: canções, instrumentos, estilos de dança, etc.; enquanto a musicalidade humana é um sistema evoluído para o vínculo social. Para Savage et al. (2021), a musicalidade engloba:

[...] capacidades biológicas subjacentes que nos permitem perceber e produzir música. Distinguir isso claramente é crucial porque os sistemas musicais são diversos, produtos específicos da cultura do desenvolvimento cultural, enquanto a musicalidade compreende múltiplos mecanismos biológicos, compartilhados entre as culturas humanas, que permitem a produção musical, percepção e prazer (Savage et al., 2021, p. 3).

A divisão do que é música e musicalidade na concepção biológica é importante para se compreender a funcionalidade da musicalidade na evolução para nós, primatas, que vivemos em grupo, abrangendo múltiplas funções de fortalecimento e manutenção das conexões sociais que sustentam este vínculo pró-social (Savage et al., 2021). Sendo assim, o fortalecimento da conexão destes vínculos sociais representa também o fortalecimento de questões centrais da evolução, tais como os processos reprodutivos, psicológicos e biológicos.

A música exerce um papel essencial na construção social, na aquisição de hábitos e costumes, que reflete a história dos povos no decorrer do tempo e pode ser considerada o elo em diversas culturas (Oliveira et al., 2020). Ela se faz presente diariamente na vida dos seres humanos, dentre as manifestações sociais e culturais desde os tempos mais remotos. Faz parte de diferentes momentos vivenciados, em ocasiões felizes e tristes. Como linguagem, serve para que as pessoas possam se expressar e se comunicar, desenvolver habilidades e capacidades, reduzir o estresse, aguçar os sentidos da criatividade etc. Assim, a música é parte essencial da vida humana, afetando cada sujeito de forma distinta, idosos (Nawaz; Nisar; Voon, 2018).

Atualmente, a música pode ser acessada facilmente em qualquer dispositivo, sendo considerada uma fonte popular de prazer e um poderoso estimulador cerebral. Pesquisas indicam que, a partir da musicoterapia, pode-se melhorar a cognição, a atenção, o humor, a memória e a capacidade de aprendizado e retardar o declínio cognitivo em idosos (Nawaz; Nisar; Voon, 2018). Além disso, Nawaz, Nisar e Voon (2018) descrevem que, com o rápido desenvolvimento da neurociência cognitiva e das tecnologias de neuroimagem, muitas pesquisas têm se voltado para entender como a música afeta o cérebro. Esses novos estudos demonstram que sua utilização como terapia possibilita a redução dos níveis de ansiedade, reduz a resposta à depressão psicológica e por acidente vascular cerebral e permite o aprimoramento da memória em níveis moleculares.

Em crianças, a música contribui para o desenvolvimento integral e saudável, possibilitando uma formação plena do indivíduo, auxiliando na autoestima, autoconhecimento, expressão, equilíbrio, integração social e outros aspectos. Por esse motivo, é considerada uma prática de aprendizagem que auxilia no desenvolvimento cultural e psicomotor no âmbito educacional (Oliveira et al., 2020). É importante, porém, a compreensão atenciosa da representatividade acerca do processo de criação musical dos pequenos(as) alunos/alunas, uma vez que, segundo Galon (2021), podemos, mas não devemos partir de análises concernentes a modelos criativos musicais adultos.

Os benefícios musicais em relação ao desenvolvimento humano são múltiplos e, para compreender parcialmente seus resultados positivos no aluno, é importante discutir a importância de um processo educacional em que o educando seja o protagonista, de modo que a significância do objeto de estudo parta dele conforme sua apropriação se realiza na dinâmica de interações e construção de significados, o que desencadeará um modelo justo de educação, onde ambiente, educando e educador façam parte de um todo que modifique positivamente a realidade onde a criança se insere. Nesse contexto, a música ganha destaque no processo de produção de significados e de construção de criatividade, processos nos quais a educação musical pode ser a condutora de um espaço humanizador e consequentemente social que está inseparavelmente incutido na escolarização (Galon, 2021).

Não há dúvida de que os vários elementos e ambientes que fazem parte da música, ao longo dos anos, fizeram com que esta fosse inserida em documentos oficiais e em leis. educacionais no Brasil e no mundo, visando regulamentar a musicalização na prática pedagógica, como será mostrado no tópico seguinte.

Nota-se que a escola, no passar dos anos, passou a procurar novos meios de formação mais humanizada e moderna para seus alunos, principalmente na necessidade de um aperfeiçoamento iminente de todos os seus moldes educativos, para que haja uma maior atração de todas as suas funcionalidades para aqueles que se encontram em seus espaços de aprendizagem. É com isso que se formam as novas necessidades desses espaços, principalmente na busca por uma aprendizagem humanizada e significativa.

De acordo com Demo (2011), acaba se formando como método que os professores devem utilizar aqueles que formem as crianças por meio de uma aprendizagem significativa, que seja orientada para que eles possam vir a aprender a se expressar, de forma que exercitem todos os seus questionamentos da realidade em que estão inseridos, assim como a própria formulação de questões que possam vir a formar conceitos de sua própria vivência diária.

Nesse sentido, se forma em fundamental importância a formação de uma educação necessária para a utilização, em suas aulas, de qualidades e recursos que possam diferenciar e trazer uma maior atenção dos alunos, facilitando não somente a compreensão destes, mas também colocando neles a capacidade de uma discussão que eleve a compreensão e o senso crítico deles. Dentre as discussões que colocam a música como uma metodologia de fundamental importância para a formação do discente, compreende-se que ele, quando utiliza este recurso, vai muito além das temáticas envolvidas, mas passa a promover uma análise adequada da compreensão de todos os envolvidos, para que assim possa haver uma maior compreensão de todo o seu imaginário (Galon, 2021).

Deve-se então refletir sobre todas as práticas com música e determinar que ela é fundamental para o ambiente escolar, principalmente para crianças em fase de desenvolvimento; determinando a necessidade de um olhar mais moderno e aguçado para essa nova formação, que quebre as velhas “amarras” de uma formação arcaica e coloque a educação em moldes mais atualizados (Galon, 2021).

Diante de todas essas interpretações, observa-se na música uma ferramenta voltada para aulas lúdicas e interativas, que são de fundamental importância para os primeiros momentos das crianças em espaços que diferem daquele em que estão suas famílias, principalmente na busca por acalmar estas e enriquecer seu próprio conhecimento, que até então ainda é limitado. Neste sentido e observando a necessidade de incorporar a música como ferramenta, Hummens coloca que:

A música pode contribuir para a formação global do aluno, desenvolvendo a capacidade de se expressar por meio de uma linguagem não verbal e os sentimentos e emoções, a sensibilidade, o intelecto, o corpo e a personalidade. A música se presta para favorecer uma série de áreas da criança. Essas áreas incluem a 'sensibilidade', a 'motricidade', o 'raciocínio', além da 'transmissão e do resgate de uma série de elementos da cultura' (Hummens, 2010, p. 22).

Nesse sentido, é fundamental a utilização da música como um recurso aditivo e lúdico para a formação inicial de crianças, possibilitando que o professor em sala de aula possa aprimorar o desenvolvimento da criatividade das crianças para uma aprendizagem significativa.

Assim, propicia momentos dinâmicos e diversificados, responsáveis por modificar o pensamento dos alunos, assim como desenvolver uma maior participação destes nas aulas.

3. METODOLOGIA

A metodologia adotada neste estudo envolveu uma análise aprofundada da literatura relevante à música como ferramenta de aprendizagem para alfabetização e letramento na educação inicial. Conforme apontado por Minayo (2014), a pesquisa bibliográfica se fundamenta em documentos já disponíveis, como livros e artigos acadêmicos, constituindo uma abordagem essencial para compreender as complexidades relacionadas à proteção infantil.

Para a realização deste estudo, foi realizada uma pesquisa bibliográfica em caráter qualitativo em periódicos científicos. As fontes foram consultadas eletronicamente por meio de bases de dados disponíveis na internet, como a Biblioteca Eletrônica Científica Online (SCIELO), Google Acadêmico, Web of Science e Periódicos Capes. Utilizou-se o conector booleano AND em conjunto com os seguintes termos de busca: Música. Anos iniciais. Lúdico. Alfabetização e Letramento. Esses termos foram selecionados para proporcionar uma compreensão abrangente da temática em questão.

Os critérios de inclusão e exclusão foram rigorosos, visando assegurar a relevância e a qualidade das informações coletadas. Os critérios para inclusão foram: artigos que abordassem diretamente o tema específico, disponíveis gratuitamente e na íntegra, com um recorte temporal dos últimos vinte anos, nos idiomas português e inglês. Por outro lado, foram excluídas publicações que não se adequassem aos critérios estabelecidos, como aquelas que eram pagas ou incompletas, artigos em idiomas não especificados e estudos que apresentassem recortes temporais anteriores ao período determinado.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Para que haja um beneficiamento no desenvolvimento de crianças por meio da musicalização, deve o professor/professora lembrar de sua infância e, respectivamente, de suas significações, para que aquilo que esteja sendo trabalhado ganhe mais proximidade com a realidade e maior envolvimento emocional do professor, para que assim haja um aprendizado significativo.

Não se trata, porém, de transmitir o conteúdo musical do professor (de música ou polivalente) para o aluno/a aluna, de forma passiva e pouco dinâmica, burocrática e vertical, mas sim, como em um exercício de empatia, em que haja a investigação do universo musical da criança e seu simbolismo. Desta forma, tanto professor quanto instituição criarão as condições adequadas para o desenvolvimento das crianças, por meio da musicalização, respeitando seus aspectos e etapas de sua construção humana e, sobretudo, cognitiva (Nawaz; Nisar; Voon, 2018).

A concepção de inteligência como algo dinâmico e complexo, na construção de estruturas do conhecimento que vão se sobrepondo e edificando-se por meio de interações (Piaget, 1986), é imprescindível ser considerada no processo da musicalização aos pequenos alunos e alunas. Desta forma, a interpretação da musicalização como elemento que compõe um ambiente favorável ao desenvolvimento desta inteligência, que se constrói por meio de processos interativos, torna-se de grande importância para que a música tenha um papel de destaque no desenvolvimento infantil (Tennroller; Cunha, 2012).

A relação entre o desenvolvimento da criança e a música se torna efetiva pela materialidade da inteligência na criança. A musicalização pode ser uma ferramenta diretamente responsável pela potencialização no desenvolvimento das representações desenvolvidas pela criança. De fato, estudos apontam que, apesar da inerente influência psicológica e social, a música, em uma exposição mais longa, molda o cérebro, influenciando no aprimoramento da linguagem e no desenvolvimento do quociente de inteligência (QI), funções executivas, noções espaciais, habilidades matemáticas, desempenho acadêmico e até mesmo na empatia (Tennroller; Cunha, 2012).

É importante, no entanto, que seja compreendido o papel pedagógico da educação musical, visando as práticas docentes, compreendidas e reproduzidas pelos professores/professoras que fizeram parte de suas formações. O exercício de um processo escolar de qualidade tem, sem dúvidas, um profissional muito bem formado em seu cerne. Compreendendo que tal formação, discutida no tópico seguinte da presente pesquisa, não se restringe a um curso superior, apenas, mas sim a uma formação continuada e ininterrupta, que evidencie o aluno como protagonista do processo que humanize, acima de tudo (Santos, 2025).

A música é uma das formas mais universais de expressão e tem um papel essencial no desenvolvimento das crianças. Nos primeiros anos de escolaridade, a música não só diverte, mas também atua como uma ferramenta poderosa para facilitar o aprendizado. Por meio de canções e ritmos, os pequenos conseguem entender conceitos fundamentais, como números, letras e formas, de forma lúdica e envolvente. A musicalização ajuda a criar um ambiente de aprendizagem mais ativo, em que os alunos se sentem motivados e dispostos a participar das atividades. Nesse sentido, a música funciona como um mediador, possibilitando uma assimilação de conteúdos de maneira mais significativa e divertida (Oliveira, 2022).

Além de auxiliar na aprendizagem acadêmica, a música tem um papel vital no crescimento social e emocional das crianças. Ao se envolver em atividades musicais em grupo, os alunos desenvolvem habilidades como trabalho em equipe, respeito pelo espaço do outro e empatia. Essas capacidades sociais são essenciais para formar cidadãos conscientes e ativos. Portanto, a música não é apenas uma ferramenta pedagógica, mas também um meio para promover a integração social e a coexistência pacífica entre os alunos. Essa interação, mediada pela música, torna a experiência escolar mais rica e ajuda a criar um ambiente colaborativo e inclusivo (Pedraça, 2021).

A musicalização também impulsiona o desenvolvimento cognitivo, pois ativa diversas áreas do cérebro. Pesquisas indicam que a prática da música estimula regiões ligadas à memória, à linguagem e à coordenação motora. Durante a aprendizagem musical, as crianças são desafiadas a escutar, memorizar e reproduzir sons e ritmos, o que melhora sua capacidade de concentração e foco. Essa ativação cerebral é fundamental para o aprendizado em outras matérias, como matemática e línguas, em que habilidades como memorização e lógica são frequentemente necessárias. Portanto, a música não apenas complementa, mas também enriquece o processo educacional, contribuindo para um desenvolvimento mais abrangente (Pedraça, 2021).

Outro ponto importante é a adaptabilidade da música como recurso de ensino. Os professores podem ajustar canções e atividades musicais para diversos conteúdos e idades, tornando essa ferramenta bastante flexível. Por exemplo, ao ensinar ciências, o educador pode criar letras que tratam de temas como o ciclo da água ou a vida dos animais, facilitando a compreensão e a retenção do conteúdo. Além disso, a música pode ser utilizada para abordar temas de cidadania e diversidade, promovendo o respeito por diferentes culturas e tradições. Essa variedade de usos torna a música uma parceira indispensável no planejamento pedagógico, ajudando os educadores a atender diferentes necessidades e estilos de aprendizado (Santos, 2025).

A inserção da música no planejamento escolar pode ajudar a reduzir o abandono escolar. Ambientes que incorporam a música de forma integrada costumam ter uma atmosfera mais amigável e receptiva, na qual os estudantes se sentem mais confortáveis para se manifestar e participar. Essa ligação emocional com a escola pode fortalecer o envolvimento dos alunos, resultando em um desempenho melhor nos estudos e em uma diminuição das desistências. Além do mais, quando as crianças veem a escola como um local de prazer e aprendizado, elas tendem a adotar uma visão mais positiva sobre estudar, algo essencial para seu desenvolvimento global (Savage et al., 2021).

Não se pode negligenciar a importância da música na formação da identidade cultural das crianças. Ao serem expostos a diversos gêneros musicais e tradições, os alunos têm a chance de entender e valorizar sua própria cultura, assim como aprender a respeitar as culturas alheias. Essa diversidade cultural é enriquecedora e expande a perspectiva das crianças, contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes e respeitosos. Portanto, a música não apenas educa, mas também é fundamental para a criação de uma sociedade mais inclusiva e diversificada, em que as diferenças são celebradas (Savage et al., 2021).

A música é um recurso educacional que vai além do simples entretenimento, fazendo parte de forma significativa do processo de ensino e aprendizado nos primeiros anos de escolaridade. Sua capacidade de unir aspectos cognitivos, sociais e emocionais a torna essencial na formação de crianças completas e prontas para os desafios do amanhã. Ao reconhecer e valorizar a relevância da música na educação, professores e instituições podem proporcionar experiências de aprendizado mais ricas e significativas, favorecendo o crescimento integral das crianças e a formação de uma sociedade mais justa e equitativa (Oliveira, 2022).

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com a concretização do presente estudo, pode ser observado que a música se encontra presente nos anos iniciais, em que passa a ser evidenciada a partir da percepção de professores acerca da sua utilização, não somente para acalmar os alunos, mas para ensinar estes conteúdos e novas percepções de aprendizagem.

Foi visualizado que a música desempenha um papel de sua importância para a educação, principalmente por ser um elemento capaz de estimular novas formas de aprendizagem. Passou então a ser evidenciado, por meio da pesquisa bibliográfica aqui elucidada, que há necessidade cada vez maior de formações para os professores sobre a utilização da música em salas de aula.

Por meio de todo o levantamento aqui realizado, foi observada a importância desta pesquisa para a Educação Básica, principalmente na busca por compreender como os professores utilizam a música para uma aprendizagem significativa de seus alunos. Por meio deste elemento lúdico, a pesquisa visualizou que há um melhor desempenho do aluno ao utilizar-se desta abordagem, facilitando a construção de pensamentos e conhecimentos deles, além de favorecer a concentração e divertimento destes durante os momentos que estiverem na escola.

Por meio da presente pesquisa, pode ser observada a eminente preocupação com a temática, principalmente para os melhores meios que a música pode ser apresentada dentro da escola; favorecendo, com isso, uma aprendizagem significativa dos alunos ao longo dos anos. É neste viés que se observa a capacidade que estes elementos possuem em melhorar a capacidade de estudar, aprender e compreender situações que são apresentadas.

Acredita-se que a presente pesquisa tenha alcançado seus objetivos de compreender a percepção dos professores sobre a utilização da música em suas salas de aula, assim como uma reflexão aguçada sobre as práticas pedagógicas voltadas para o ensino musical que ainda precisam evoluir dentro das faculdades, por meio de formações e até disciplinas mais aprofundadas.

Neste ínterim, passa a ser compreendida a importância da música em suas salas de aula, assim como se forma o registro destas sob a ótica de sua aprendizagem e ensino. Assim, por meio deste estudo, há uma maior contribuição na prática de novos estudos para o ensino da educação musical como elemento de ensino-aprendizagem para a alfabetização e letramento, em que, por meio destes caminhos, possam abrir espaços para novas aprendizagens de professores e de seus alunos.

A música se revela uma ferramenta metodológica fundamental no processo de ensino e aprendizagem nos primeiros anos, contribuindo de forma significativa para o desenvolvimento completo das crianças. Sua habilidade de captar a atenção dos alunos, estimular a interação social e facilitar a compreensão de conteúdos torna o ambiente escolar mais vibrante e agradável. Por meio da música, os professores podem criar oportunidades de aprendizado que vai além das matérias acadêmicas, abordando também aspectos sociais, emocionais e culturais essenciais para a formação de cidadãos críticos e conscientes.

A inclusão da música no currículo escolar permite uma abordagem mais ampla e diversificada, atendendo às variadas necessidades e estilos de aprendizado dos estudantes. A musicalização não só promove habilidades cognitivas, como concentração e memória, mas também oferece um espaço seguro para que as crianças possam se expressar e desenvolver sua criatividade. Essa diversidade de vivências ajuda a criar um ambiente escolar mais acolhedor, em que todos se sentem respeitados e incentivados a participar ativamente do processo educativo.

Ao reconhecer e utilizar a música como um recurso pedagógico, professores e instituições de ensino podem mudar a maneira como os alunos interagem com o conhecimento. A música transcende o entretenimento, servindo como uma aliada poderosa no desenvolvimento de habilidades essenciais para a vida. Portanto, promover a musicalização nas escolas é um passo relevante para assegurar que as crianças tenham acesso a uma educação de qualidade, repleta de experiências significativas que favorecem seu crescimento pessoal e acadêmico.

É por meio da utilização destes recursos inovadores que serão abertas novas possibilidades de ensinar, uma vez que são responsáveis por despertar a curiosidade dos alunos, assim como contribuir para um aprendizado para as novas fases escolares. É por meio destas ideias que professores e professoras devem procurar meios de aprendizado, para que possam adquirir novos conhecimentos sobre as tecnologias digitais e como estas podem ser exploradas na busca por trazer interações entre todos. Por fim, sugere-se novas investigações sobre a temática, trazendo questões de reflexão sobre a interpretação musical como ferramenta de ensino e aprendizagem para outras camadas da educação.

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1 Pedagoga pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) Pós Graduada em Orientação Educacional pela Universidade Gran. Pedagoga vinculada a Secretaria Estadual de Educação do Estado do Tocantins (SEDUC-TO) e Professora dos anos iniciais do Ensino Fundamental da Secretaria de Educação do Município de Porto Nacional (SEMED - Porto Nacional) E-mail: [email protected]. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-6726-2732.