A DIMENSÃO FORMATIVA DO NAF (NÚCLEO DE APOIO CONTÁBIL E FISCAL) NA FORMAÇÃO EMPREENDEDORA DE ESTUDANTES: APRENDIZAGENS CONSTRUÍDAS NA UNIVERSIDADE

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REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.18286131


Allysson Barbosa Fernandes1
Patrícia Ponsiano Ricardo2


RESUMO
O Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF), iniciativa da Receita Federal em parceria com instituições de ensino superior, configura-se como um espaço formativo que articula ensino, extensão e responsabilidade social, possibilitando aos estudantes vivências práticas que extrapolam o domínio técnico. Este estudo tem como objetivo analisar a dimensão formativa do NAF na formação empreendedora de estudantes universitários, considerando suas contribuições para o desenvolvimento de competências técnicas, sociais, cidadãs e empreendedoras. A presente pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, de natureza bibliográfica e documental, com análise de documentos institucionais da Receita Federal, publicações acadêmicas e materiais educativos que discutem educação empreendedora, cidadania fiscal e práticas extensionistas. Os resultados indicam que o NAF se consolida como um ambiente de aprendizagem experiencial, favorecendo a articulação entre teoria e prática, o desenvolvimento da autonomia, da responsabilidade social, da comunicação e da capacidade de resolução de problemas em contextos reais. Conclui-se que o NAF desempenha papel estratégico na formação integral dos estudantes, fortalecendo competências empreendedoras e cidadãs, além de reafirmar o compromisso social da universidade por meio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.
Palavras-chave: NAF. Extensão Universitária. Formação Empreendedora.

ABSTRACT
The Accounting and Tax Support Center (ATSC), an initiative of the Federal Revenue Service in partnership with higher education institutions, is a formative space that articulates teaching, outreach, and social responsibility, enabling students to gain practical experiences that go beyond technical expertise. This study aims to analyze the formative dimension of the ATSC in the entrepreneurial training of university students, considering its contributions to the development of technical, social, civic, and entrepreneurial skills. This research adopted a qualitative approach, of a bibliographic and documentary nature, with analysis of institutional documents from the Federal Revenue Service, academic publications, and educational materials that discuss entrepreneurial education, fiscal citizenship, and outreach practices. The results indicate that the ATSC is consolidated as an experiential learning environment, favoring the articulation between theory and practice, the development of autonomy, social responsibility, communication, and the ability to solve problems in real-world contexts. It is concluded that the ATSC plays a strategic role in the comprehensive education of students, strengthening entrepreneurial and civic skills, as well as reaffirming the university's social commitment through the inseparable link between teaching, research and outreach.
Keywords: ATSC. University Extension. Entrepreneurial Training.

1. INTRODUÇÃO

Começamos este estudo reconhecendo que o Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF), iniciativa consolidada pela Receita Federal, configura-se como uma estratégia pedagógica que ultrapassa a dimensão técnica para assumir um caráter formativo, social e cidadão dentro das universidades. Ao oferecer atendimento contábil e fiscal gratuito à população de baixa renda e aos pequenos empreendedores, o NAF cria um ambiente concreto de aprendizagem que mobiliza conhecimentos, competências e atitudes essenciais à formação empreendedora. Assim, compreendemos que analisar a dimensão formativa do NAF permite iluminar como práticas extensionistas contribuem para articular teoria e prática, favorecendo o desenvolvimento de habilidades profissionais, senso crítico e responsabilidade social.

A escolha deste tema se justifica pela crescente demanda por profissionais contábeis capazes de atuar de forma empreendedora, ética e socialmente engajada. Em um cenário no qual as exigências do mercado se transformam rapidamente, reforça-se a necessidade de compreendermos como experiências formativas estruturadas, como o NAF, influenciam a autonomia intelectual, a capacidade de tomada de decisão e o protagonismo dos estudantes na criação de soluções inovadoras. Além disso, percebemos que muitos estudos ainda se concentram nos aspectos técnicos do NAF, deixando em segundo plano sua potência enquanto dispositivo educativo e formador de sujeitos críticos.

Partimos da hipótese de que o NAF contribui significativamente para a formação empreendedora ao oferecer situações reais de aprendizagem que desafiam os estudantes a resolver problemas concretos, lidar com demandas sociais e propor alternativas viáveis aos cidadãos atendidos. Supomos também que essa vivência amplia o senso de responsabilidade e o entendimento sobre o papel social do profissional contábil, estimulando atitudes empreendedoras como iniciativa, criatividade, autonomia e capacidade de adaptação. Consideramos ainda que o envolvimento no NAF fortalece competências socioemocionais que dificilmente seriam desenvolvidas apenas em contextos teóricos.

Nossa problematização emerge da seguinte inquietação: de que maneira o NAF tem impactado a formação acadêmica e profissional dos estudantes, especialmente no que diz respeito ao desenvolvimento de competências empreendedoras? Interessa-nos compreender até que ponto essa experiência extensionista transforma a relação dos estudantes com o conhecimento, com a comunidade e com sua própria identidade profissional. Buscamos identificar como as práticas vivenciadas no NAF dialogam com as diretrizes curriculares, com a formação cidadã e com os desafios contemporâneos do universo contábil.

Assim, delineamos como objetivo geral analisar a dimensão formativa do Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal na formação empreendedora de estudantes universitários, investigando as aprendizagens construídas durante sua participação nas atividades do NAF. Para alcançar esse propósito, definimos como objetivos específicos: analisar como o NAF é concebido institucionalmente enquanto espaço formativo, identificar as aprendizagens técnicas, sociais, éticas e empreendedoras mobilizadas nas práticas extensionistas desenvolvidas no âmbito do NAF e discutir de que maneira as experiências formativas proporcionadas pelo NAF contribuem para o desenvolvimento de competências alinhadas às demandas do mercado profissional e da cidadania fiscal.

Ao nos debruçarmos sobre o caráter documental e bibliográfico deste estudo, encontramos respaldo na própria organização institucional do NAF, apresentada pela Receita Federal como um programa voltado à promoção da educação fiscal, ao fortalecimento da cidadania e à oferta de serviços contábeis gratuitos. Documentos oficiais, normativas e relatos de experiências indicam que o NAF opera como uma ponte entre o conhecimento acadêmico e o mundo do trabalho, permitindo que os estudantes experimentem a prática de forma ética e orientada para o bem comum. Essas fontes possibilitam compreender o sentido pedagógico do programa e suas contribuições para a formação integral dos participantes.

Consideramos que a relevância deste estudo reside no potencial de evidenciar o papel do NAF como um espaço privilegiado de construção de saberes que extrapolam o domínio técnico e alcançam dimensões humanas, sociais e empreendedoras. Ao compreender como os estudantes se desenvolvem dentro dessa iniciativa, podemos contribuir para o aprimoramento das práticas extensionistas, para o fortalecimento da articulação ensino–pesquisa–extensão e para a reflexão sobre metodologias formativas que valorizem o protagonismo estudantil. Além disso, ao reconhecer a aprendizagem empreendedora como um processo que envolve sensibilidade social, ética e compromisso público, reafirmamos a importância de formar profissionais capazes de atuar com excelência técnica e responsabilidade cidadã.

Por fim, reforçamos que investigar o NAF pela perspectiva da formação empreendedora é reconhecer que o ensino superior precisa dialogar com problemas reais e promover experiências transformadoras. Entendemos que esse estudo contribui para ampliar o debate sobre práticas educativas inovadoras e para valorizar iniciativas que aproximam a universidade da sociedade, fortalecendo sua missão social e o desenvolvimento de competências essenciais para o mundo contemporâneo.

2. METODOLOGIA

Desenvolvemos esta pesquisa com abordagem qualitativa, por entendermos que nosso objetivo central é compreender a dimensão formativa do Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF) na formação empreendedora dos estudantes a partir dos sentidos produzidos em documentos institucionais e estudos acadêmicos. A pesquisa qualitativa, conforme discutem Kripka, Scheller e Bonotto (2015), busca compreender o fenômeno em seu contexto, valorizando significados, processos e relações, e não apenas a mensuração de variáveis. Nesse sentido, a nossa preocupação esteve menos em quantificar dados e mais em interpretar discursos, concepções e práticas formativas que atravessam o NAF, articulando-os ao campo da educação empreendedora.

Optamos por desenvolver um estudo de natureza bibliográfica e documental. A pesquisa bibliográfica permitiu-nos construir o referencial teórico sobre formação empreendedora, práticas pedagógicas inovadoras, educação fiscal e papel do NAF na articulação entre universidade e sociedade. Nessa etapa, inspiramo-nos nas discussões de Grazziotin, Klaus e Pereira (2022), ao diferenciarem a pesquisa bibliográfica da análise documental histórica e enfatizarem que a pesquisa bibliográfica envolve um percurso sistemático de localização, seleção, leitura e interpretação de produções científicas já publicadas, com vistas a sustentar o olhar analítico do pesquisador. Assim, selecionamos artigos, capítulos de livros e textos acadêmicos diretamente relacionados ao tema, buscando compor um panorama teórico consistente sobre o NAF e a formação empreendedora.

No que diz respeito à pesquisa documental, tomamos como corpus principal o material disponibilizado pela Receita Federal do Brasil sobre o NAF, especialmente a página institucional “NAF – Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal”, que apresenta objetivos, diretrizes, fundamentos e orientações do programa (RECEITA FEDERAL, 2025). Com base em Kripka, Scheller e Bonotto (2015), entendemos a pesquisa documental como o exame rigoroso de documentos que não sofreram tratamento analítico prévio ou que podem ser revisitados com novas perguntas, exigindo do pesquisador capacidade de selecionar, tratar e interpretar informações à luz de um problema de pesquisa. Desse modo, analisamos o documento oficial do NAF como fonte primária, situando-o em seu contexto institucional e articulando suas proposições à literatura acadêmica sobre formação empreendedora e cidadania fiscal.

O processo de constituição do corpus ocorreu em etapas. Inicialmente, realizamos uma leitura flutuante dos documentos institucionais e das produções acadêmicas selecionadas, a fim de reconhecer temas recorrentes, categorias preliminares e aproximações com nosso problema de pesquisa, conforme sugerem as discussões metodológicas de análise documental e bibliográfica presentes em ambos os autores consultados. Em seguida, procedemos a uma leitura aprofundada, buscando identificar elementos que respondessem às nossas questões centrais: de que maneira o NAF é concebido institucionalmente? Quais competências, saberes e práticas formativas são mobilizados nas experiências relatadas? Como esses elementos dialogam com a formação empreendedora de estudantes? A partir dessas leituras, realizamos um movimento de categorização temática, organizando o material em eixos analíticos relacionados à aprendizagem experiencial, responsabilidade social, cidadania fiscal e formação empreendedora.

Por fim, a análise dos dados foi conduzida de forma interpretativa, articulando as categorias construídas ao referencial teórico previamente sistematizado. Inspirados na perspectiva de que a análise documental acrescenta a dimensão do tempo e do contexto à compreensão da realidade social, buscamos interpretar os documentos não como registros neutros, mas como produções atravessadas por intencionalidades, discursos e disputas, tal como enfatizam Kripka, Scheller e Bonotto (2015) e Grazziotin, Klaus e Pereira (2022). Assim, a metodologia qualitativa, bibliográfica e documental adotada permitiu-nos produzir uma leitura densa sobre o NAF enquanto espaço de aprendizagem experiencial, responsabilidade social e cidadania fiscal, evidenciando suas contribuições para a formação empreendedora de estudantes no ensino superior.

3. REFERENCIAL TEÓRICO

3.1. A Formação Empreendedora no Ensino Superior: Competências, Saberes e Práticas Pedagógicas

Ao refletirmos sobre a formação empreendedora no ensino superior, reconhecemos que ela emerge como uma resposta necessária às transformações sociais, tecnológicas e educacionais que interpelam a universidade contemporânea. A expansão do acesso à educação e a complexificação do mundo do trabalho exigem profissionais capazes de articular conhecimentos, habilidades e atitudes em contextos reais, nos quais prevalecem a incerteza, a criatividade e a necessidade de resolução de problemas complexos. Nesse cenário, a formação empreendedora ultrapassa a ideia de criação de negócios e passa a integrar dimensões formativas que desenvolvem autonomia, iniciativa, pensamento crítico e capacidade de inovação, aproximando a aprendizagem universitária da vida concreta dos estudantes.

Compreendemos que essa formação exige práticas pedagógicas inovadoras, capazes de superar a lógica transmissiva e promover a aprendizagem ativa, experiencial e situada. Junges e Behrens (2016) defendem que a docência universitária precisa incorporar fundamentos pedagógicos que permitam ao professor articular teoria e prática, ampliando sua consciência sobre sua ação e trajetória e favorecendo mudanças na prática docente, com base em saberes pedagógicos, disciplinares, curriculares e experienciais.

Esses saberes, quando mobilizados de forma reflexiva, criam condições para que o professor atue como mediador de processos de aprendizagem que envolvem protagonismo estudantil, tomada de decisão e construção autônoma do conhecimento, elementos essenciais à formação empreendedora. No mesmo sentido, observamos que Schaefer e Minello (2020) apontam que a educação empreendedora tem se consolidado como um campo em expansão, demandando metodologias ativas e abordagens que estimulem o estudante a aprender fazendo, experimentando e enfrentando desafios reais. Para os autores, a formação empreendedora exige a reinvenção dos papéis docentes e discentes, uma vez que o professor deixa de ocupar o lugar de transmissor de conteúdos e passa a atuar como orientador, provocador e facilitador de experiências formativas que desenvolvem competências transversais, como criatividade, resiliência, cooperação e visão de oportunidade.

Essa mudança implica reconhecer o estudante como sujeito ativo de sua aprendizagem, capaz de construir sentidos e soluções a partir de sua interação com o contexto. Além disso, é preciso compreender que a formação empreendedora se sustenta em uma perspectiva que integra saberes teóricos e práticos, articulando vivências acadêmicas, demandas sociais e experiências profissionais. Maheu (2007) destaca que as práticas pedagógicas estão profundamente vinculadas às concepções de educação, aos contextos institucionais e às experiências docentes, ressaltando que os saberes profissionais são mobilizados e reconstruídos no exercício cotidiano da docência e na reflexão crítica sobre a prática Saberes docentes. Assim, reconhecemos que promover a formação empreendedora significa também criar condições para que docentes desenvolvam sua “sabedoria pedagógica” e ampliem sua capacidade de inovar em sala de aula.

Nessa perspectiva, concordamos com Silva et al. (2024), ao afirmarem que o docente no ensino superior precisa incorporar competências empreendedoras em sua própria atuação, assumindo uma postura de reinvenção contínua, proatividade, disciplina e abertura ao novo. Os autores destacam que tais competências se manifestam tanto na organização das aulas e no uso de metodologias ativas quanto na articulação de redes, projetos e práticas extensionistas que aproximem os estudantes de contextos reais de trabalho e de problemas concretos da sociedade.

Esses elementos reforçam a compreensão de que a formação empreendedora dos estudantes depende diretamente da postura inovadora e investigativa dos docentes. Também reconhecemos que a formação empreendedora exige romper com a fragmentação do conhecimento e promover abordagens curriculares integradas. A literatura aponta que a formação empreendedora não deve ser ofertada apenas como disciplina isolada, mas de forma transversal, interdisciplinar e experiencial, permeando diferentes componentes curriculares e espaços de aprendizagem. Schaefer e Minello (2020) reforçam que o desenvolvimento da cultura empreendedora ocorre quando o estudante vivencia desafios reais em múltiplos contextos e quando as instituições promovem ambientes de experimentação, colaboração e construção coletiva, elementos indispensáveis à aprendizagem empreendedora.

Consideramos ainda que, para promover essa formação, é essencial que o ensino superior reconheça a importância da articulação entre teoria e prática, possibilitando que os estudantes compreendam a complexidade dos fenômenos sociais e econômicos e fortaleçam sua capacidade de atuar com autonomia e responsabilidade. Junges e Behrens (2016) apontam que a inovação pedagógica depende da capacidade do professor de repensar sua prática, refletir sobre suas escolhas metodológicas e construir ambientes que estimulem a participação ativa dos estudantes na construção do conhecimento.

Isso reforça a necessidade de uma formação docente contínua que integre saberes pedagógicos e competências empreendedoras. Ao mesmo tempo, reconhecemos que a formação empreendedora implica desenvolver competências socioemocionais, tais como resiliência, empatia, comunicação, trabalho em equipe e capacidade de lidar com incertezas. Silva et al. (2024) ressaltam que essas competências são tão importantes quanto os conhecimentos técnicos e que sua construção depende de metodologias que privilegiem a troca, o diálogo e a problematização, criando um ambiente educacional que valorize a autonomia e a criatividade dos estudantes. Essas competências são fundamentais para que os futuros profissionais consigam enfrentar os desafios de um mercado de trabalho dinâmico e em constante transformação.

Por fim, compreendemos que a formação empreendedora no ensino superior demanda um compromisso institucional que envolva docentes, estudantes, gestores e políticas educacionais. A universidade precisa promover ambientes de aprendizagem que estimulem a iniciativa, a experimentação e a inovação, articulando ensino, pesquisa e extensão de maneira coerente com as demandas da sociedade contemporânea. Nesse sentido, a formação empreendedora constitui um processo amplo, contínuo e coletivo, capaz de transformar não apenas trajetórias individuais, mas também contribuir para o desenvolvimento social, econômico e cultural.

3.2 O Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF) como Espaço de Aprendizagem Experiencial, Responsabilidade Social e Cidadania Fiscal

Iniciamos este debate compreendendo que o Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF) constitui-se como um dos mais significativos espaços de articulação entre ensino, extensão e formação cidadã no campo da Contabilidade no Brasil. Enquanto política pública educacional fomentada pela Receita Federal do Brasil, o NAF cria condições concretas para que estudantes transformem seu conhecimento acadêmico em prática socialmente orientada, contribuindo tanto para sua formação profissional quanto para o fortalecimento da cidadania fiscal no país. Essa perspectiva encontra fundamento nos trabalhos de Ferreira, Popik e Paes (2021), que ressaltam a dupla missão dos NAFs: formar discentes com responsabilidade social e oferecer suporte técnico gratuito à população hipossuficiente, ampliando o acesso às informações fiscais e contábeis.

Ao situarmos o NAF como espaço pedagógico, reafirmamos que sua proposta vai muito além do atendimento técnico. O núcleo integra uma pedagogia experiencial que rompe com o ensino meramente transmissivo e possibilita ao estudante compreender, de forma situada, como a contabilidade e a tributação impactam a vida cotidiana da população. Moreira (2022) argumenta que a educação fiscal é uma dimensão essencial da formação cidadã, pois permite que os sujeitos compreendam a função social dos tributos, a lógica da gestão pública e a importância do controle democrático. Esses pressupostos dialogam diretamente com a forma como o NAF organiza seus atendimentos, oficinas e ações comunitárias.

Nesse sentido, reiteramos que a inserção dos estudantes no NAF possibilita vivências que dificilmente seriam alcançadas apenas em sala de aula. Como apontam Ribeiro e Smith (2018), o núcleo opera como uma “ponte de ouro” que aproxima Receita Federal, instituições formadoras e contribuintes, criando um ecossistema de aprendizagem no qual o estudante atua como mediador entre o conhecimento técnico e as demandas sociais reais. Essa mediação desperta competências comunicacionais, éticas e interpretativas, fundamentais para o exercício da profissão contábil em contextos complexos e heterogêneos.

Ao analisarmos os relatos discentes, como o estudo de Costa et al. (2024), observamos que o NAF não apenas complementa a formação técnica, mas amplia a sensibilidade social do futuro profissional. Os estudantes relatam que atuar no NAF exige empatia, paciência, comunicação humanizada e compreensão das vulnerabilidades enfrentadas pelos usuários. Além disso, a experiência de resolução de problemas concretos, como declarações de imposto de renda, regularização de CPF e orientações para microempreendedores, fortalece a autonomia e a capacidade analítica dos discentes.

Entendemos também que o NAF se estrutura como espaço de extensão universitária com forte compromisso social, alinhado ao artigo 3º da Constituição Federal de 1988, que define como objetivos fundamentais da República promover o bem de todos, reduzir desigualdades e construir uma sociedade justa e solidária. A educação fiscal, articulada ao cotidiano do NAF, contribui diretamente para esses propósitos ao promover conhecimento acessível e democratizado sobre direitos e deveres tributários. Essa relação é reforçada pela própria Receita Federal, que em seu portal oficial destaca que o NAF tem como missão disseminar a cidadania fiscal e apoiar populações vulneráveis por meio de serviços contábeis gratuitos (RECEITA FEDERAL, 2025).

Essa aproximação entre universidade e sociedade resulta em mudanças significativas na formação empreendedora dos estudantes, pois, ao atenderem microempreendedores e trabalhadores informais, os discentes aprendem a orientar, diagnosticar demandas, interpretar legislações e sugerir práticas de gestão que contribuem para a sobrevivência e o fortalecimento dos pequenos negócios. Ferreira, Popik e Paes (2021) enfatizam que a atuação com microempreendedores configura importante espaço de formação crítica, pois desenvolve senso de responsabilidade social e compreensão aprofundada das desigualdades econômicas brasileiras.

A dimensão experiencial do NAF também se materializa nas situações inesperadas, que exigem dos estudantes tomada de decisão, investigação de normas tributárias e adaptação ao perfil do público atendido. Essa característica evidencia a potência formativa do núcleo ao proporcionar vivências que conduzem o discente a aprender a lidar com incertezas, tensões e dilemas éticos, aspectos frequentemente destacados nas discussões contemporâneas sobre o ensino contábil. Ribeiro e Smith (2018) afirmam que é justamente nessa intersecção entre teoria e prática que o NAF mostra seu caráter inovador.

No campo da cidadania fiscal, destacamos que o NAF opera como um espaço privilegiado de educação para o exercício democrático. A partir da orientação aos contribuintes, fomentamos a compreensão da função social dos tributos, o combate à desinformação e a promoção da participação social no controle das políticas públicas. Como discute Moreira (2022), o entendimento da relação entre arrecadação e serviços públicos é fundamental para o desenvolvimento de sujeitos críticos e corresponsáveis pelo bem coletivo.

Ao mesmo tempo, observamos que o NAF fortalece o compromisso ético dos estudantes ao colocá-los diante de situações que exigem sigilo, seriedade, precisão técnica e postura profissional. O contato direto com a comunidade, como demonstrado no relato de Costa et al. (2024), amplia a noção de responsabilidade, pois o estudante percebe que seu atendimento impacta diretamente a vida financeira e os direitos do usuário, especialmente aqueles pertencentes a grupos vulneráveis.

Outro aspecto importante é a construção de competências colaborativas. Como o NAF funciona em equipe, os estudantes aprendem a trabalhar coletivamente, buscar soluções conjuntas, dividir tarefas e construir decisões baseadas em diálogo e cooperação. Essa dimensão colaborativa contribui para a formação empreendedora ao desenvolver a habilidade de atuar em ambientes interdisciplinares e de resolver problemas de forma integrada, competências cada vez mais demandadas no mercado (RECEITA FEDERAL, 2025).

Também destacamos que os NAFs desempenham papel crucial na difusão da cultura tributária prevista nas diretrizes da educação fiscal. A articulação entre saber técnico e formação cidadã, como ressalta Moreira (2022), constitui o eixo central de uma pedagogia que enxerga o estudante como sujeito ativo na construção de uma sociedade mais justa. Essa perspectiva é reforçada pela Receita Federal ao apresentar o NAF como instrumento estratégico para ampliar transparência, confiança institucional e corresponsabilidade social.

Por fim, reafirmamos que o NAF se apresenta como espaço de formação integral: técnica, crítica, ética e cidadã. Ao aproximar universidade, Estado e sociedade, o núcleo materializa o princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, fortalecendo a formação empreendedora, o compromisso social e a inserção profissional qualificada. A experiência vivenciada pelos estudantes, conforme mostram os autores analisados, transforma-se em repertório essencial para sua atuação futura como profissionais sensíveis às desigualdades, comprometidos com a ética e capazes de contribuir para o desenvolvimento econômico e social do país.

4. ANÁLISES DOS RESULTADOS

Ao analisarmos o conjunto dos documentos institucionais da Receita Federal, relatórios produzidos pelas instituições de ensino e estudos acadêmicos referentes à atuação dos Núcleos de Apoio Contábil e Fiscal (NAFs), percebemos que esses núcleos se consolidam como espaços privilegiados de formação experiencial que articulam teoria, prática e compromisso social. As evidências encontradas reforçam que o NAF não opera apenas como extensão universitária, mas como prática pedagógica que mobiliza competências empreendedoras e cidadãs, dialogando diretamente com a formação integral dos estudantes. Essa compreensão emergiu da leitura integrada dos documentos oficiais e dos estudos analisados ao longo do referencial teórico.

Os relatórios consultados e os dados presentes nos estudos de Ferreira, Popik e Paes (2021) permitiram identificar que os NAFs desenvolvem ações que ultrapassam a transmissão de conhecimentos técnicos, promovendo vivências complexas nas quais o estudante precisa interpretar demandas sociais reais, lidar com diferentes perfis de usuários e aplicar conhecimentos contábeis de forma situada. Esses elementos evidenciam que o NAF constitui um ambiente favorável ao desenvolvimento de competências empreendedoras, tais como iniciativa, autonomia, capacidade de resolver problemas e comunicação efetiva, competências destacadas também por Schaefer e Minello (2020) ao discutirem os desafios da educação empreendedora no ensino superior.

Notamos, durante a análise, que a dimensão experiencial presente no NAF favorece aprendizagens que se constroem a partir da prática social, permitindo que o estudante compreenda o sentido e a função social do seu saber. Essa relação aparece fortemente no estudo de Costa et al. (2024), em que os estudantes relatam transformações significativas em sua postura profissional ao vivenciarem atendimentos reais e ao se confrontarem com situações que exigem responsabilidade ética e discernimento técnico. Tais elementos confirmam que a participação no NAF impulsiona a formação de um profissional reflexivo, sensível às demandas sociais e comprometido com o atendimento humanizado.

Ao examinarmos as diretrizes oficiais da Receita Federal e seu portal institucional, observamos que o NAF é orientado para fortalecer a cidadania fiscal, disseminar noções sobre a função social dos tributos e aproximar Estado e sociedade. Essa finalidade reforça a importância do NAF enquanto espaço formativo que ativa a consciência social dos estudantes, uma vez que eles se tornam mediadores entre conhecimentos técnicos e o direito da população à informação. Essa mediação, como assinala Moreira (2022), é central para a construção de sujeitos críticos e corresponsáveis pela vida pública, demonstrando que o NAF possui papel estratégico na educação para a cidadania.

Na análise dos dados, observamos ainda que os NAFs funcionam como ambientes que exigem do estudante competências relacionais e socioemocionais que não são plenamente desenvolvidas em espaços exclusivamente teóricos. Empatia, paciência, escuta qualificada e adaptação a diferentes contextos sociais tornam-se competências indispensáveis no atendimento aos contribuintes. Esses achados dialogam com Silva et al. (2024), que destacam a importância de docentes e estudantes adotarem posturas empreendedoras, abertas ao novo e orientadas para a inovação e a cooperação.

Também identificamos que o NAF contribui de maneira expressiva para a consolidação de saberes pedagógicos e profissionais, na medida em que o estudante realiza uma transposição entre o conhecimento acadêmico e o contexto real. Essa articulação teoria–prática encontra respaldo nas reflexões de Junges e Behrens (2016), que afirmam que o professor e, por extensão, o estudante, aprende ao refletir criticamente sobre suas experiências e ao reconstruir seus saberes diante das situações vivenciadas. No NAF, esse movimento torna-se evidente quando o estudante enfrenta situações que exigem interpretação normativa, pesquisa de legislação, tomada de decisão e explicação clara aos usuários.

A análise documental revela que o NAF favorece também a construção de competências colaborativas. Em todos os estudos examinados, a atuação em equipe aparece como elemento central da dinâmica do núcleo. Os estudantes aprendem a partilhar saberes, buscar soluções conjuntas e construir atendimentos que dependem da interação entre pares e supervisores. Ribeiro e Smith (2018) destacam que essa estrutura colaborativa é um dos pilares do NAF enquanto “ponte de ouro”, capaz de integrar diferentes sujeitos em um mesmo processo formativo.

Percebemos ainda, a partir do confronto entre documentos institucionais e estudos empíricos, que o NAF contribui para reduzir a distância entre universidade e sociedade ao oferecer serviços contábeis gratuitos para populações vulneráveis. Esse aspecto reforça o caráter público e social das instituições formadoras, permitindo que estudantes compreendam a relevância social da contabilidade enquanto instrumento de garantia de direitos e fortalecimento da justiça fiscal. Essa dimensão, destacada tanto por Moreira (2022) quanto por Ferreira, Popik e Paes (2021), evidencia o diálogo entre formação técnica, cidadania e responsabilidade social.

Outro resultado importante diz respeito à consolidação da identidade profissional. Ao atuar no NAF, o estudante passa a experimentar o cotidiano da prática contábil, desenvolvendo segurança, autonomia e clareza sobre suas futuras responsabilidades profissionais. Os estudos analisados indicam que essa vivência contribui para que o discente se reconheça como profissional em formação, compreendendo o impacto de sua atuação sobre a vida dos contribuintes e sobre o funcionamento das políticas públicas tributárias.

Ademais, verificamos que a articulação entre atividades práticas, orientação docente e formação cidadã fortalece o protagonismo estudantil, favorecendo processos de aprendizagem baseados na ação, na investigação e na resolução de problemas. Esses processos se alinham às pedagogias ativas e à educação empreendedora discutida por Schaefer e Minello (2020), reforçando que o NAF opera como ambiente que estimula a autonomia e a criatividade.

A análise integrada dos materiais também mostra que o NAF é um dispositivo potente para a formação empreendedora, não no sentido restrito de criação de negócios, mas no desenvolvimento de competências ampliadas, tais como visão estratégica, tomada de decisão, planejamento e compreensão sistêmica do contexto social. Essas competências se consolidam quando os estudantes enfrentam desafios reais e precisam articular conhecimentos para resolver demandas tributárias que afetam diretamente o cotidiano dos usuários.

Por fim, concluímos que os resultados obtidos demonstram que o NAF é um espaço formativo singular, capaz de integrar dimensões técnicas, éticas, cidadãs e empreendedoras, contribuindo de forma decisiva para a formação de profissionais comprometidos com a justiça fiscal, o desenvolvimento social e a atuação crítica no campo da contabilidade. A partir do conjunto de documentos analisados, torna-se evidente que o NAF materializa o princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, afirmando-se como um dos mais relevantes dispositivos pedagógicos das instituições de ensino superior.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao concluirmos este estudo, reafirmamos que o Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF) constitui-se como um espaço formativo singular, integrando dimensões técnicas, éticas, cidadãs e empreendedoras de maneira articulada. A análise documental e bibliográfica realizada ao longo deste trabalho evidenciou que o NAF ultrapassa a função de prestação de serviços e se estrutura como ambiente pedagógico que favorece a aprendizagem experiencial, a construção de competências empreendedoras e o fortalecimento da cidadania fiscal. Ao colocar os estudantes em contato direto com demandas reais da sociedade, o núcleo possibilita que eles mobilizem saberes teóricos, desenvolvam autonomia e ampliem sua compreensão sobre a função social da contabilidade.

Observamos que a articulação entre teoria e prática, característica central do NAF, promove deslocamentos importantes na formação dos estudantes, fortalecendo sua capacidade de interpretar contextos, lidar com incertezas, comunicar-se de forma clara e exercer pensamento crítico diante dos dilemas profissionais. A literatura consultada, associada aos documentos institucionais da Receita Federal, revelou que o NAF funciona como ponte entre universidade e sociedade, contribuindo para a democratização das informações fiscais e para o desenvolvimento de sujeitos comprometidos com a justiça social. Esse movimento reforça a relevância da extensão universitária como componente indispensável da formação no ensino superior.

Compreendemos também que a atuação no NAF favorece a construção da identidade profissional do estudante, permitindo que ele reconheça a complexidade da prática contábil e desenvolva, desde a formação inicial, uma postura ética e responsável. As experiências relatadas nos estudos analisados confirmam que o núcleo possibilita aprendizagens profundas e transformadoras, que dificilmente poderiam ser alcançadas apenas por meio de metodologias expositivas. Nesse sentido, o NAF constitui-se como dispositivo que amplia o horizonte formativo, promovendo uma educação orientada para a autonomia, para a ação e para a responsabilidade social.

Finalmente, afirmamos que os resultados deste estudo reforçam a necessidade de valorização e expansão dos NAFs no âmbito das instituições de ensino superior. Diante dos desafios contemporâneos que atravessam a formação profissional e a gestão pública, iniciativas como o NAF assumem papel estratégico para desenvolver competências empreendedoras, fortalecer a cidadania e contribuir para a formação de profissionais sensíveis às demandas da sociedade. Assim, concluímos que o NAF não apenas qualifica o ensino, mas reafirma o compromisso público da universidade, consolidando-se como espaço de formação integral e socialmente comprometida.

AGRADECIMENTOS

Agradecemos ao Centro Universitário Maciço de Baturité (UniMB), que, por meio do Grupo de Pesquisa em Empreendedorismo e Desenvolvimento Regional, possibilitou um espaço fértil de diálogo acadêmico, reflexão crítica e aprofundamento teórico sobre a temática investigada. As discussões promovidas no âmbito do grupo foram fundamentais para a problematização do objeto de estudo e para a construção de uma leitura sensível e contextualizada acerca da dimensão formativa do Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal.

Reconhecemos, ainda, o papel do UniMB no incentivo à produção científica e no fortalecimento da articulação entre ensino, pesquisa e extensão, reafirmando seu compromisso com a formação crítica, socialmente referenciada e alinhada ao desenvolvimento regional. O ambiente institucional e colaborativo proporcionado pela universidade foi decisivo para a realização desta investigação e para o amadurecimento das reflexões apresentadas nesta pesquisa.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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1 Mestre em Comunicação, Linguagens e Cultura pela Universidade da Amazônia (UNAMA).

2 Especialista em Docência do Ensino Superior pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci (UNIASSELVI).