REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/779911617
RESUMO
O uso do cigarro eletrônico entre adolescentes e adultos jovens vem aumentando na última década, tornando-se um grave problema de saúde pública. Pouco se sabe a respeito da percepção dos jovens sobre o uso dos dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs). Esta pesquisa teve como objetivo analisar a percepção do uso de cigarro eletrônico entre estudantes de um Centro Universitário em São Luís – MA, por meio de uma amostra não probabilística por conveniência. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, caráter analítico, corte transversal, desenvolvida a partir da análise de dados primários realizada com 200 estudantes, utilizando um questionário contenho 44 questões objetivas. Os dados foram tabulados em planilha do Microsoft Excel 2016. Os resultados mostraram que a maioria tinha entre 18 e 24 anos, com pouca diferença entres os sexos, 62% apenas estudavam e 60% estavam matriculados em cursos da área da saúde. Entre os duzentos estudantes, 47,7% informaram que possuíam conhecimento intermediário sobre o cigarro eletrônico e 42% informaram ter baixo nível de conhecimento, tendo como suas principais fontes de informação internet, amigos e redes sociais, a maioria atribuíram como principais motivações para experimentação a influência de amigos e a curiosidade. Uma grande lacuna de conhecimento foi observada, especialmente sobre sua composição, regulamentação e possíveis danos à saúde, além de atribuírem igual ou menor prejuízo quando comparado ao cigarro convencional. Conclui-se então que, muitos estudantes têm uma falsa percepção de segurança quanto ao uso de DEFs e que existe uma necessidade real em incluir a discussão sobre o tema no ambiente acadêmico.
Palavras-chave: Fisioterapia; Cigarro Eletrônico; Saúde Pública; Conhecimento.
ABSTRACT
The use of electronic cigarettes among adolescents and young adults has been increasing in the last decade, becoming a serious public health problem. Little is known about young people's perception of the use of electronic smoking devices (ESDs). This research aimed to analyze the perception of electronic cigarette use among students at a University Center in São Luís – MA, through a non-probabilistic convenience sample. This is a quantitative, analytical, cross-sectional study, developed from the analysis of primary data collected from 200 students using a questionnaire containing 44 objective questions. The data were tabulated in a Microsoft Excel 2016 spreadsheet. The results showed that the majority were between 18 and 24 years old, with little difference between genders, 62% were only studying, and 60% were enrolled in health-related courses. Among the two hundred students, 47.7% reported having intermediate knowledge about electronic cigarettes and 42% reported having a low level of knowledge, with their main sources of information being the internet, friends, and social networks. Most attributed their main motivations for experimentation to peer influence and curiosity. A significant knowledge gap was observed, especially regarding their composition, regulation, and potential health risks, with students attributing equal or lesser harm to them compared to conventional cigarettes. It is concluded, therefore, that many students have a false perception of safety regarding the use of electronic cigarettes and that there is a real need to include the discussion of this topic in the academic environment.
Keywords: Physiotherapy; Electronic cigarette; Public health; Knowledge.
1. INTRODUÇÃO
“O primeiro cigarro eletrônico foi desenvolvido em 1963 e patenteado por Herbert A. Gilbert na Pensilvânia, Estados Unidos, com o objetivo de promover um método seguro e menos perigoso para fumar”, de acordo com Associação Médica Brasileira (2020, p.8).
Posteriormente, no ano 2000, o cigarro eletrônico entrou no mercado mundial como alternativa para substituir o cigarro convencional. Com o avanço tecnológico o cigarro eletrônico, popularmente conhecido como vape, ganhou várias formas e modelos diferentes (Bertoni; Szklo, 2021).
A primeira geração dos dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) era composta por produtos descartáveis e não recarregáveis, com o formato parecido com o cigarro convencional. Atualmente, os DEFs estão na sua terceira geração (Martins et al., 2016), não apresentam combustão e nem produção de alcatrão (Bertoni et al., 2021).
Figura 1 – Gerações de Dispositivos eletrônicos para fumar
Em alguns modelos o atomizador e o cartucho podem ser carregados ou preenchidos novamente, não sendo obrigatório fazer o descarte (Torres, 2021). As versões atuais possuem aparência de objetos comuns como canetas ou pen drives, projetadas para usuários que desejam usar o dispositivo de forma mais discreta, tanto para uso em locais proibidos, como para facilitar o transporte sem chamar atenção (Knorst et al., 2022).
Segundo Knorst et al., (2014) os cigarros eletrônicos possuem três componentes principais: uma bateria, um atomizador e um cartucho que contém nicotina e outras substâncias. Para criar o aerossol com propilenoglicol ou glicerol, o dispositivo primeiro aquece o líquido, depois a inalação é diluída em água liberando nicotina e vapor para o usuário e para o ambiente. A temperatura da vaporização pode chegar até 350°C por inalação (Associação Médica Brasileira, 2020).
O cigarro eletrônico chama atenção dos adolescentes e adultos jovens devido facilidade de acesso, transporte, entrada em locais proibidos e por não apresentar combustão e odor característico. Além disso, os fabricantes oferecem uma variedade de sabores e concentrações de nicotina, aumentando a chance dos usuários do produto se tornarem dependentes (Scholz; Abe, 2019).
Segundo Almeida et al. (2024, p. 6) “o cigarro eletrônico causa dependência química e danos à saúde dos usuários”. O seu uso está relacionado a doenças cardiovasculares, pulmonares, bucais, gastrointestinais e dependência de nicotina (Rodrigues Júnior et al., 2025).
Em 2020, autoridades de saúde dos Estados Unidos relataram um aumento nas hospitalizações associadas ao uso de produtos de vaporização, o que levou à identificação de um surto que posteriormente foi denominado EVALI, sigla em inglês para Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Produtos de Vaporização ou Cigarro Eletrônico (Pereira et al., 2024).
A exposição do pulmão a esse vapor está relacionada ao desenvolvimento dessa condição. E os possíveis mecanismo presentes na EVALI é o acetato de vitamina E diluído em alguns cigarros eletrônicos, que quando inalado pode causar estresse oxidativo, inflamação nos tecidos e morte celular (Moreira et al., 2024).
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde o ano de 2009 proibiu o uso, a comercialização e a divulgação de cigarro eletrônico devido à falta de evidências científicas sobre a segurança de seu uso (Bertoni; Szklo, 2021).
No entanto, o acesso ao cigarro eletrônico tornou-se fácil para os usuários, especialmente entre adolescente e adultos jovem, devido à dificuldade de inibir a comercialização (Rotta et al.,2024). Sabe-se que lojas físicas e online comercializam o cigarro eletrônico ilegalmente no Brasil (INCA, 2025).
Estima-se que 0,64% da população brasileira acima de 15 anos utilizam cigarro eletrônico, o que representa aproximadamente 1 milhão de usuários no país. Observa-se uma variação regional, sendo as regiões Sul e Centro-Oeste com maior prevalência no consumo, com 1,61% e 1,25% respectivamente (INCA, 2025).
De acordo com Silva e Pachú (2021), estudantes do sexo masculino demonstram um maior consumo de DEFs. A influência de familiares e amigos também desempenha um papel relevante, pois acabam incentivando os adolescentes a experimentarem, especialmente durante a fase de descobertas e de formação de identidade.
No ano de 2017 a Anvisa recebeu apoio da Associação Médica Brasileira (AMB) e das sociedades médicas para a manutenção dessa proibição, destacando o potencial nocivo desses produtos e sua capacidade de atrair principalmente o público adolescente e adultos jovem para o hábito de fumar (Santos et al., 2022).
O tabagismo é considerado uma doença crônica devido as graves consequências que causam aos consumidores, como dependência de nicotina, alterações sistêmicas e até mesmo problemas psicológicos (INCA, 2024). E está relacionado as principais causas de morte no mundo, causando diversas doenças (Benedito; Bendito, 2025).
2. METODOLOGIA
O presente estudo caracteriza- se como uma pesquisa quantitativa de caráter analítica, de corte transversal, desenvolvida a partir da análise de dados primários. O objetivo foi avaliar a percepção de estudantes de um centro universitário em São Luís - MA sobre o uso de cigarro eletrônico, por meio de uma amostra não probabilística por conveniência.
A coleta de dados foi realizada durante o mês de março de 2026, por meio de um questionário com questões objetivas. Foram incluídos indivíduos com idade superior de 18 anos, ambos os gêneros, que estavam devidamente matriculados no Centro Universitário Santa Terezinha - CEST e que aceitarem participar voluntariamente da pesquisa através da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (Apêndice A). Não houve critério de exclusão.
O instrumento utilizado para a coleta de dados foi um questionário formado por 44 questões objetivas (Apêndice B). As informações foram organizadas na planilha do Microsoft Excel 2016 e planilhas eletrônicas para tabulação de dados, possibilitando a construção de gráficos e tabelas.
A análise foi conduzida de forma descritiva, buscando analisar a percepção sobre o uso de cigarro eletrônico entre os estudantes. Inicialmente caracterizar a amostra, classificar o nível de conhecimento referido, identificar as fontes de informação, identificar a percepção de risco à saúde associado ao uso do cigarro eletrônico, avaliar a percepção de prejuízo a saúde do cigarro eletrônico quando comparado ao cigarro convencional.
Esta pesquisa foi conduzida de acordo com os preceitos éticos da Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde. O projeto foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa 65.045-180 da Centro Universitário Santa Terezinha – CEST, sob o parecer nº 8.245.794 e CAAE nº 95354525.8.0000.0454, conforme apresentado no Anexo A.
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Foram analisados 200 (duzentos) questionários, que compuseram os resultados desta pesquisa. Observa-se, conforme tabela 1, na caracterização sociodemográfica da população em estudo uma pequena diferença com relação ao gênero dos estudantes, sendo 56% (n=112) da amostra do sexo feminino e 44% (n=88) do sexo masculino. Sobre a orientação sexual 75% (n=149) se consideram heterossexuais, 11% (n=21) homossexuais, 13% (n=26) bissexuais e 2% (n=4) preferiram não responder.
No que se refere à cor/raça, 55% (n=109) se consideram pardos, 25% (n=50) brancos e 21% (n=41) pretos. Quanto à naturalidade 57,50% (n=115) são da capital.
A maioria dos estudantes, 84% (n=168) são adultos jovens na faixa etária entre 18 e 24 anos completos. Em relação à ocupação 62% (n=124) dos participantes informaram apenas estudar, enquanto 38% (n=76) afirmam estudar e trabalhar.
Tabela 1 – Caracterização sociodemográfica dos estudantes
Variável | n | % |
Sexo | ||
Feminino | 112 | 56% |
Masculino | 88 | 44% |
Orientação sexual | ||
Heterossexual | 149 | 74,5% |
Homossexual | 21 | 10,5% |
Bissexual | 26 | 13% |
Prefere não responder | 4 | 2% |
Cor/Raça | ||
Branca | 50 | 25% |
Preta | 41 | 20,5% |
Parda | 109 | 54,5% |
Naturalidade | ||
Capital | 115 | 57,5% |
Interior | 85 | 42,5% |
Ocupação | ||
Estuda | 124 | 62% |
Estuda e trabalha | 76 | 38% |
Fonte: Dados da pesquisa (2026)
Quanto a distribuição dos cursos de graduação, o curso de fisioterapia teve a maior proporção de participantes 30% (n=60), seguido de enfermagem 17,5% (n=35), sistema de informação 17% (n=34) e 13% (n=26) do curso de direito. Os cursos que apresentaram menor participação foram administração e nutrição ambos com 7% (n=14 cada), pedagogia 6% (n=12), estética e cosmética 2,5% (n=5), conforme o gráfico 1.
Nota-se uma predominância de estudantes da área da saúde, representando 60% (n=120) da amostra.
Gráfico 1 – Distribuição dos estudantes por curso de graduação
Com relação a classificação do nível de conhecimento sobre cigarro eletrônico referida pelos estudantes, de acordo com a tabela 2, apenas 9% (n=18) dos estudantes consideraram ter conhecimento avançado. A maioria 47,5% (n=95) respondeu que possuem um nível de conhecimento intermediário sobre o tema, seguido de 42% (n=84) de baixo conhecimento, 1,5% (n=3) afirmam que não tem nenhum conhecimento a respeito de cigarro eletrônico.
Tabela 2 – Nível de conhecimento referido
Variável | n | % |
Nível de conhecimento | ||
Intermediário | 95 | 47,5% |
Baixo | 84 | 42% |
Avançado | 18 | 9% |
Nenhum conhecimento | 3 | 1,5 |
Fonte: Dados da pesquisa (2026)
As principais fontes de informação sobre o cigarro eletrônico relatadas foram internet (29,5%), amigos (28%), redes sociais (24%) e televisão (7,5%). Apenas 9% obtiveram a informação na faculdade e 2% relatam que não obtiveram informação.
De acordo com Takahashi et al. (2024) as vendas online têm a maior porcentagem de venda de cigarro eletrônico chegando a 50%. As propagandas são feitas para atrair os adolescentes e adultos jovens informando que o cigarro eletrônico é menos prejudicial à saúde tanto para usuários como para fumantes passivos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para o marketing direcionado a jovens e a rápida disseminação global. Estima-se que existam cerca de 129 milhões de usuários de cigarros eletrônicos no mundo em 2025. Pelo menos 15 milhões de adolescentes (13-15 anos) utilizam os dispositivos. Em muitos países, a taxa de uso entre jovens já supera a de adultos (WHO, 2023).
Tabela 3 – Fontes de informação
Variável | n | % |
Fontes de informação | ||
Internet | 59 | 29,5% |
Amigos | 56 | 28% |
Redes sociais | 48 | 24% |
Faculdade | 18 | 9% |
Televisão | 16 | 7,5% |
Não obteve informação | 3 | 2% |
Fonte: Dados da pesquisa (2026)
Com relação ao cigarro eletrônico 66,5% participantes relatam que desconhecem seus componentes e 78% não sabem que líquidos são utilizados no cigarro eletrônico. Em contrapartida, 69,5% afirmam que há presença de substâncias tóxicas na sua composição.
Além disso, 53% responderam que não sabem a diferença entre o cigarro eletrônico e o cigarro convencional (tabela 4).
Esses resultados demonstram um baixo conhecimento da maioria da amostra em relação a composição e a diferença do cigarro convencional. Visto que aerossol composto no cigarro eletrônico não contém somente água, contém diversas substâncias químicas, como propilenoglicol, glicerol, metais pesados, partículas ultrafinas e compostos orgânicos voláteis, que podem ser tóxicos ou carcinogênicos (Almeida et al., 2024). Os cigarros eletrônicos geram fumaça, mas não produzem odor, o que pode levar à falsa percepção de que é um método de fumo mais seguro em comparação ao cigarro comum (Torres, 2021).
Tabela 4 – Conhecimento sobre o cigarro eletrônico
Variável | n | % |
Componentes do Cigarro Eletrônico | ||
Sim | 67 | 33,5% |
Não | 133 | 66,5% |
Líquido usado no Cigarro Eletrônico | ||
Sim | 44 | 22% |
Não | 156 | 78% |
Substância tóxica no Cigarro Eletrônico | ||
Sim | 139 | 69,5% |
Não | 61 | 30,5% |
Diferença entre Cigarro Convencional e Cigarro Eletrônico | ||
Sim | 94 | 47% |
Não | 106 | 53% |
Fonte: Dados da pesquisa (2026)
Sobre a aceitação e iniciação, 73,5% (n=147) dos participantes afirmam que o cigarro eletrônico é mais aceito que o cigarro convencional e 66% (n=132) acreditam que sua iniciação é mais fácil.
Conforme observado na tabela 5, alguns estudantes afirmam que a influência de amigos e a curiosidade são os principais fatores que motivam o uso, 41% (n=82) e 28,5% (n=57) respectivamente. Outros estudantes afirmam que a principal motivação é a percepção de menor danos à saúde (14%), maior aceitação social (12,5%) e publicidade ou marketing (4%).
Braz e Cury (2024) relatam que as mídias socais, consumo por influência, design moderno dos dispositivos e os diversos sabores disponíveis acabam ampliando a popularização e consumo do cigarro eletrônico entres adolescentes e adultos jovens. Esse comportamento pode estar associado a necessidade de pertencimento a uma sociedade moderna, fator comum durante o processo de formação da identidade social.
Tabela 5 – Motivação do uso de cigarro eletrônico
Variável | n | % |
Motivação do uso | ||
Influência de amigos | 82 | 41% |
Curiosidade | 57 | 28,5 |
Aceitação social | 25 | 12,5% |
Percepção de menor dano | 28 | 14% |
Publicidade/marketing | 8 | 4% |
Fonte: Dados da pesquisa (2026)
A respeito da percepção de prejuízo à saúde descritos na tabela 6, 53% (n=106) dos participantes consideram que o cigarro eletrônico é mais prejudicial à saúde que o cigarro convencional, enquanto 22% (n=44) afirmam que são igualmente prejudiciais e 9% (n=18) consideram o cigarro eletrônico menos prejudicial.
Especialistas da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) alertam que a ideia de "redução de danos" é muitas vezes uma estratégia de marketing sem suporte científico sólido. Enquanto o cigarro tradicional é o principal responsável por doenças crônicas a longo prazo, o eletrônico introduz riscos agudos inéditos e uma dependência química muito mais agressiva.
Tabela 6 – Percepção dos riscos entre o cigarro eletrônico e cigarro convencional
Variável | n | % |
Relação entre o Cigarro eletrônico e Cigarro Convencional | ||
Mais prejudicial | 106 | 53% |
Menos prejudicial | 18 | 9% |
Igualmente prejudicial | 44 | 22% |
Fonte: Dados da pesquisa (2026)
Um pouco mais da metade 57,5% (n=115) afirmam que o cigarro eletrônico pode causar dependência química e 65,5% (n=131) acreditam que os usuários têm dificuldade em conseguir parar de usar, demonstrando que alguns estudantes não atribuem a dificuldade de parar com dependência química, conforme tabela 7.
A dependência química acontece devido a grande quantidade de nicotina presente na composição do tabaco (Benedito; Bendito, 2025). A elevada quantidade de nicotina presente no cigarro eletrônico pode causar problemas no desenvolvimento cerebral durante a juventude. Os jovens podem apresentar problemas nas funções executivas e desenvolvimento de transtorno de ansiedade e depressão (Martins et al., 2016).
Tabela 7 – Percepção da dependência química causada pelo cigarro eletrônico
Variável | n | % |
Dependência química cigarro eletrônico | ||
Cauda dependência | 115 | 57,5% |
Dificuldade para parar | 131 | 65,5% |
Fonte: Dados da pesquisa (2026)
De acordo com a tabela 8, observa-se que a grande maioria 84,5% sabem que o cigarro eletrônico pode fazer mal para o pulmão. A literatura aponta que o uso de cigarro eletrônico pode causar comprometimentos respiratórios graves e manifestações clínicas parecidas com pneumonia viral (Medeiros et al.;2021). Provoca a perda dos cílios da mucosa por apoptose, aumentando a probabilidade de pneumotórax, pneumonia, dispneia e falência respiratória hipoxêmica (Barufaldi et al., 2020).
A lesão pulmonar associada ao uso de cigarros eletrônicos, conhecida como EVALI (sigla para E-cigarett or Vaping Associatrd Lung Injuries), pode causar fibrose pulmonar devido aos líquidos presentes no dispositivo. Os sintomas mais relatados são tosse, dispneia e dor torácica (Correa et al. 2023). Dependendo da gravidade do paciente, em alguns casos o paciente precisa de intubação e ventilação mecânica (Takahashi et al., 2024).
Com relação ao risco de causar câncer 72,5% afirmam que existe esse risco. Segundo Menezes et al. (2021), os fumantes também podem desenvolver graves danos à saúde a longo prazo, devido ao fato de os dispositivos conterem substâncias genetóxicas, carcinogênicas e citotóxicas.
Em 69% e 48,5% da amostra foi observada a associação do uso de cigarro eletrônico ao desenvolvimento de ansiedade e depressão, respectivamente. Martins et al. (2016) afirmam que o uso prologado da nicotina na adolescência pode afetar no desenvolvimento cerebral, provocando alterações no humor, transtorno metais como ansiedade e depressão. Além de problemas de concentração em atividades acadêmicas, necessidade de utilizar o dispositivo imediatamente após acordar e episódios de despertar durante a madrugada (Associação Médica Brasileira et al., 2020).
A respeito dos possíveis outros danos que o cigarro eletrônico pode causar, 63,5% afirmam que pode ocorrer danos ao sistema cardiovascular. Sabe-se que usuário do cigarro eletrônico pode apresentar variações na frequência cardíaca e na pressão arterial devido a nicotina presente nos líquidos, por ser um vasoconstritor (Santos et al.,2022). O uso excessivo do cigarro eletrônico pode fazer o usuário desenvolver problemas cardiovasculares, tendo como exemplo o endurecimento das artérias, por disfunção endotelial e aterosclerose (Rodrigues Junior et al., 2025).
O cigarro eletrônico pode causar diversas doenças ao longo do seu uso, sendo doenças cardiovasculares e problemas respiratórios mais comuns (Marchini et al., 2025).
Em menor proporção, 54% dos universitários que participaram da pesquisa fazem relação do uso de cigarro eletrônico com danos causados na boca. De acordo com Oliveria Junior et al., (2023) os componentes do cigarro eletrônico, após a decomposição térmica, tendem afetar principalmente a boca, causando irritação na mucosa oral devido o processo inflamatório que desequilibra a osteoblastos e osteoclastos, resultando em movimentação dentária anormal, esses efeitos podem desencadear doenças crônicas como câncer oral e doenças periodontais.
Alves da Silva et al. (2024) acrescentam que a gengivite é outro problema associado, manifestando-se por inflamações na gengiva. Essa condição está relacionada à ação vasoconstritora do dispositivo, que compromete a regeneração celular e favorece o sangramento gengival. Segundo Oliveira Junior et al. (2023), a nicotina e os aldeídos que causam a vasoconstrição gengival, provocando dor constante na cavidade oral, favorecendo o surgimento de condições como a Síndrome da Boca Ardente (SBA).
Com relação a outros impactos que o cigarro eletrônico, 46% dizem que não sabem ou não que há danos gastrointestinais. O uso do cigarro eletrônico pode afetar a microbiota intestinal, podendo levar à disbiose que está associada a várias condições gastrointestinais, incluindo doenças inflamatórias e distúrbios metabólicos (Sharma et al., 2021). Pode também ocorrer o desenvolvimento do refluxo gastroesofágico (RGE) que é causado ao relaxamento do esfíncter esofágico inferior, efeito da nicotina. Isso facilita o refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, o que pode resultar em esofagite erosiva e aumentar o risco de adenocarcinoma de esôfago. (Moreira et al.,2024).
Estudos recentes indicam que alguns compostos da vaporização podem sofrer metabolização hepática e no trato digestório, o que ela a resultar na formação de substâncias cancerígenos (Moreira et al.,2024).
Tabela 8 – Percepção de risco à saúde associado ao cigarro eletrônico
Variável | n | % |
Dano pulmonar | 169 | 84,5% |
Câncer | 145 | 72,5% |
Danos ao coração e vasos sanguíneos | 127 | 63,5% |
Danos na boca | 108 | 54% |
Danos gastrointestinais | 108 | 54% |
Depressão | 97 | 48,5% |
Ansiedade | 138 | 69% |
Lesões na pele | 78 | 39% |
Fonte: Dados da pesquisa (2026).
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Após análise dos dados, embora a maioria dos estudantes serem da área da saúde e referirem um nível de conhecimento intermediário sobre o tema, nota-se a necessidade de otimizar as informações baseadas em evidências científicas no meio acadêmico, visto que o conhecimento sobre a composição, os possíveis danos à saúde e a regulamentação no Brasil mostrou-se insuficiente.
As fontes de informações a respeito do cigarro eletrônico relatadas podem ter contribuído com a desinformação: amigos e redes sociais. São fontes rasas que podem ter gerado informações errôneas ou incompletas.
Os estudantes atribuem como principais fatores que levam os indivíduos a utilizarem cigarro eletrônico a influência de amigos, a curiosidade e a aceitação social, comportamento frequente entre os jovens.
No que se refere aos danos que o cigarro eletrônico pode causar à saúde, observa-se que a maior parte dos estudantes conhece os danos que o cigarro eletrônico pode causar no sistema respiratório, mas ainda há lacuna de conhecimento com relação as alterações em outros sistemas.
Existe uma parcela que considera o cigarro eletrônico menos prejudicial que o cigarro convencional, reafirmando a presença da falsa ideia de menor danos à saúde que o cigarro convencional propagada nas fontes de informações não confiáveis.
Por tanto, almeja-se que os resultados desta pesquisa contribuam para o desenvolvimento de ações educativas em saúde, estratégias de prevenção e promoção da saúde no ambiente acadêmico, além de fornecer base para futuras investigações e para a atuação de profissionais de saúde em relação aos impactos do uso do cigarro eletrônico na saúde da população jovem adulta.
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MOREIRA, F. V. et al. Cigarro eletrônico: uma revisão acerca dos principais danos à saúde da população. Brazilian Journal of Health Review, v. 7, n. 5, p. 73575, 2024. DOI: 10.34119/bjhrv7n5-443. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/73575.
PEREIRA, M. S. et al. Consumo do cigarro eletrônico e as repercussões sistêmicas identificadas em seus usuários. Revista Contemporânea, v. 4, n. 9, e5858, 2024. DOI: 10.56083/RCV4N9-157. Disponível em: https://ojs.revistacontemporanea.com/ojs/index.php/home/article/view/5858. Acesso em: 20 nov. 2024.
RODRIGUES JÚNIOR, Adauri Silveira et al. Malefícios do cigarro eletrônico: uma revisão bibliográfica comparativa e seus impactos na saúde. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação (REASE), São Paulo, v. 11, n. 7, jul. 2025.
SCHOLZ, J. R.; ABE, T. O. Cigarro eletrônico e doenças cardiovasculares. Revista Brasileira de Cancerologia, v. 65, n. 3, e03542, 2019. DOI: 10.32635/2176-9745.RBC.2019v65n3.542. Disponível em: https://doi.org/10.32635/2176-9745.RBC.2019v65n3.542. Acesso em: 6 nov. 2024.
SHARMA, A. et al. E-cigarettes compromise the gut barrier and trigger inflammation. iScience, v. 24, n. 2, 2021.
TAKAHASHI, Lívia Akemi Ramos et al. A evolução do tabagismo: do convencional ao eletrônico. Caderno Pedagógico, Curitiba, v. 21, n. 5, p. 1-18, 2024.
TORRES, N. R. O impacto do cigarro eletrônico na saúde bucal. Revista Biociências, v. 27, n. 2, p. 8-18, 2021.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO report on the global tobacco epidemic, 2023: protect people from tobacco smoke. Geneva: World Health Organization, 2023. Disponível em: https://www.who.int. Acesso em: 11 maio 2026.
APÊNDICE A - TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO – TCLE
Este é um convite para você participar da pesquisa: Percepção sobre o uso de cigarro eletrônico entre estudante de um Centro Universitário em São Luís - MA, que tem como pesquisador(a) responsável Prof. Esp. Natália Pereira Santos.
Esta pesquisa pretende conhecer o nível de conhecimento dos estudantes sobre o cigarro eletrônico, e seus riscos associados.
O objetivo deste estudo é compreender a percepção sobre o uso de cigarro eletrônico entre estudantes de um Centro Universitário em São Luís - MA, analisando o conhecimento dos estudantes sobre riscos de dependência e doenças crônicas a longo prazo. Além disso, uma pesquisa visa investigar os impactos do uso de cigarros eletrônicos no desempenho acadêmico, bem como nas condições de saúde mental e física dos estudantes. Os resultados poderão identificar a necessidade de intervenções e políticas públicas de promoção do conhecimento sobre o uso de cigarro eletrônico
Caso decida aceitar o convite, você será submetido a preencher um questionário com perguntas objetivas sobre aspectos socioeconômicos, nível de conhecimento, fatores de risco, que podem ser respondidos em aproximadamente em 15 minutos. O pesquisador (a), ira auxiliar em caso de dúvidas em qualquer momento da pesquisa.
Por se tratar de um questionário que possui diversas informações pessoais e/ou confidencias, voltada a percepção de cigarro eletrônico, caso aceite participar, garantimos que a participação será segura e anônima. Os questionários serão preenchidos de forma presencial, com perguntas claras e objetivas.
Durante a realização da pesquisa poderão ocorrer eventuais desconfortos e possíveis risco de constrangimento por parte dos entrevistados ao compartilharem informações pessoais e/ou confidencias. Diante disso buscaremos apresentará o mínimo de risco possível aos seus participantes, garantimos que sua identificação será mantida em sigilo e confidenciais e serão divulgadas apenas em eventos ou publicações científicas não havendo identificação dos voluntários.
Os questionários serão aplicados presencialmente permitindo que você participe de forma prática e interativa, com a presença do pesquisador para qualquer esclarecimento necessário.
Quanto aos benefícios acredita-se que o estudo contribuirá para formulação e/ou atualizações de pesquisas futuras e estudos voltados para área da saúde através das informações aqui levantadas, podendo servir de orientações para estudantes, usuários de cigarros eletrônicos, professores, profissionais fisioterapeutas. As questões levantadas nessa pesquisa irão beneficiar profissionais de saúde e gestores no conhecimento sobre a percepção dos estudantes sobre o cigarro eletrônico, para reforçar políticas públicas que tenham o objetivo de promover a saúde desses indivíduos.
A participação nesta pesquisa não implicará em custos financeiros ao participante. Caso haja qualquer despesa decorrente da participação no estudo, como gastos com transporte, alimentação ou outros custos diretamente relacionados à pesquisa, será garantido o ressarcimento financeiro no valor de até R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais). O ressarcimento será realizado pelos pesquisadores responsáveis, mediante solicitação do participante, assegurando que não haja qualquer prejuízo financeiro em decorrência de sua participação na pesquisa, conforme estabelece a Resolução do Conselho Nacional de Saúde nº 466/2012.
Em caso de algum problema que você possa ter relacionado com a pesquisa, você terá direito à assistência gratuita que será prestada pelo pesquisador através de acolhimento e direcionamento para o local mais apropriado para resolução do problema relatado.
Durante todo o período da pesquisa você poderá tirar suas dúvidas ligando para Thayná Vitória Duarte Pinheiro, Av. Casemiro Júnior, 12 Anil, 65045-180, no município de São Luís, Maranhão, E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
Você tem o direito de se recusar a participar ou retirar seu consentimento, em qualquer fase da pesquisa, sem nenhum prejuízo para você.
Os dados que você irá nos fornecer serão confidenciais e serão divulgados apenas em congressos ou publicações científicas, sempre de forma anônima, não havendo divulgação de nenhum dado que possa lhe identificar.
Caso você tenha algum gasto pela sua participação nessa pesquisa, eles serão assumidos pelo pesquisador e reembolsado para você.
Se você sofrer qualquer dano decorrente desta pesquisa, sendo ele imediato ou tardio, previsto ou não, você terá o direito de buscar indenização nas instancias legais. (Item IV - 4.c da Resolução Nº466 de 12/12/2012).
Qualquer dúvida sobre a ética dessa pesquisa você deverá ligar para o Comitê de Ética em Pesquisa.
Os Comitês de Ética em Pesquisa são colegiados interdisciplinares e independentes, de relevância pública, de caráter consultivo, deliberativo e educativo, criados para garantir a proteção dos participantes da pesquisa em sua integridade e dignidade e para contribuir no desenvolvimento da pesquisa dentro de padrões éticos.
Este documento foi impresso em duas vias e deverá ser rubricado em todas as páginas e assinadas, na última página por você ou por seu representante legal. Uma via ficará com você e a outra com o pesquisador responsável.
Consentimento Livre e Esclarecido
Após ter sido esclarecido sobre os objetivos, importância e o modo como os dados serão coletados nessa pesquisa, além de conhecer os riscos, desconfortos e benefícios que ela trará para mim e ter ficado ciente de todos os meus direitos, concordo em participar desta pesquisa, e autorizo a divulgação das informações por mim fornecidas em congressos e/ou publicações científicas desde que nenhum dado possa me identificar.
São Luís – MA ____/____/____
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Assinatura do participante da pesquisa
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Assinatura do pesquisador responsável
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Assinatura Acadêmica de Fisioterapia
Pesquisador (a) responsável:
Natália Pereira dos Santos. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
APÊNDICE B – QUESTIONÁRIO DE PERCEPÇÃO SOBRE CIGARRO ELETRÔNICO
PERCEPÇÃO SOBRE O USO DE CIGARRO ELETRÔNICO ENTRE ESTUDANTES DE UM CENTRO UNIVERSITARIO EM SÃO LUÍS – MA
Idade:______
Sexo: ( ) feminino ( ) masculino
Qual a sua orientação sexual?
( ) Heterossexual ( ) Homossexual
( ) Bissexual ( ) Pansexual
( ) Prefiro não responder
Cor/Raça:
( ) Branca ( ) Preta ( ) Parda ( ) Indígena ( ) Amarela
Naturalidade: ( ) Capital ( ) Interior
Ocupação: ( ) Estudante ( ) Estuda e trabalha
Qual curso você faz atualmente?
( ) Administração ( ) Ciências Contábeis ( ) Direito
( ) Fisioterapia ( ) Gastronomia ( ) Gestaõ de Rh
( ) Logística ( ) Nutrição ( ) Pedagogia
( ) Estética e cosmética ( ) Enfermagem
( ) Sistema de informação ( ) Terapia ocupacional
Qual período/ semestre você cursa atualmente?
( ) 1° ( ) 2° ( ) 3° ( ) 4° ( ) 5° ( ) 6° ( ) 7° ( ) 8° ( ) 9° ( ) 10 °
Você possui alguma doença crônica ?
( ) Não possui nenhuma doença crônica
( ) Não sei se possuo alguma doença crônica
( ) Diabetes
( ) Hipertensão arterial
( ) DPOC
( ) Asma
( ) Alergia respiratória
( ) Doença cardíaca
( ) Doença vascular
( ) Doença renal
( ) Outra
Faz uso atualmente de cigarro convencional?
( ) Sim ( ) Não
Fez uso de cigarro convencional em algum momento da vida?
( ) Sim ( ) Não
Faz ou fez uso de drogas ilícitas?
( ) Sim ( ) Não
Faz uso de bebidas alcoólicas?
( ) Sim ( ) Não
Você sabe o que é cigarro eletrônico?
( ) Sim ( ) Não
Onde você obteve informação sobre cigarro eletrônico?
( ) Ainda não obtive nenhuma informação ( ) Redes sociais
( ) Internet ( ) Literatura científica
( ) Faculdade ( ) Amigos
( ) Rádio ( ) TV
( ) Outro
Como você classifica o seu nível de conhecimento sobre o cigarro eletrônico?
( ) Nenhum conhecimento ( ) Baixo ( ) Intermediário ( ) Avançado
Faz uso atualmente de cigarro eletrônico?
( ) Sim ( ) Não
Fez uso do cigarro eletrônico em algum momento da vida?
( ) Sim ( ) Não
Com que frequência você utiliza o cigarro eletrônico?
( ) Todos os dias ( ) Esporadicamente
( ) finais de semana ( ) Não utilizo
Se respondeu sim à questão anterior, com quantos anos iniciou o uso do cigarro eletrônico?
( ) Antes dos 18 anos ( ) Entre 18 e 20 anos
( ) Entre 21 e 25 anos ( ) Entre 25 e 30 anos
( ) Depois dos 30 anos ( ) Depois dos 40 anos
Se respondeu à questão anterior, por quanto tempo fez ou faz uso do cigarro eletrônico?
( ) Menos de 1 mês ( ) 1-3 meses
( ) 4-6 meses ( ) 6-12 meses
( ) 1-3 anos ( ) 4-6 anos
( ) 6-9 anos ( ) 10 anos ou mais
Você sabe quais são os principais componentes de um cigarro eletrônico?
( ) Sim ( ) Não
Você sabe qual é o principal líquido usado em cigarro eletrônico?
( ) Sim ( ) Não
Você sabe a diferença entre o cigarro eletrônico e o cigarro convencional?
( ) Sim ( ) Não
Você acha que o cigarro eletrônico é mais aceito socialmente que o cigarro convencional?
( ) Sim ( ) Não
Você acha o acesso e a introdução ao cigarro eletrônico mais fácil que o cigarro convencional?
( ) Sim ( ) Não
O que leva uma pessoa a fumar cigarro eletrônico?
( ) Influência de amigos ( ) Influência de família
( ) Publicidade ou marketing ( ) Curiosidade
( ) Aceitação social
( )Percepção de menor impacto na saúde em comparação ao cigarro convencional
( ) outros
Há riscos potenciais associados ao uso de cigarro eletrônico?
( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei
O cigarro eletrônico comparado ao cigarro convencional é?
( ) Mais prejudicial ( ) Menos prejudicial
( ) Igualmente prejudicial ( ) Não é prejudicial
( ) Não sei
O cigarro eletrônico pode causar mais dependência química que o cigarro convencional?
( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei
Quem usa cigarro eletrônico pode ter dificuldade em parar de fumar?
( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei
Tem nicotina no cigarro eletrônico?
( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei
O vapor produzido pelo cigarro eletrônico pode conter substâncias tóxicas?
( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei
O aerossol do cigarro eletrônico pode trazer danos à saúde do fumante passivo?
( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei
O cigarro eletrônico aumenta risco da pessoa ter câncer?
( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei
O cigarro eletrônico pode causar danos no pulmão?
( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei
O cigarro eletrônico pode causar danos na boca?
( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei
O cigarro eletrônico pode danos gastrogênico?
( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei
O cigarro eletrônico pode causar danos no coração e vasos sanguíneos?
( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei
O cigarro eletrônico pode causar ansiedade?
( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei
O cigarro eletrônico pode causar depressão?
( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei
O cigarro eletrônico pode causar lesões de pele?
( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei
No Brasil já é permitida a venda de cigarro eletrônico?
( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei
O cigarro eletrônico é regulamentado pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei
ANEXO A – PARECER CONSUBSTANCIADO DO CEP
ANEXO B – CARTA DE ANUÊNCIA DA INSTITUIÇÃO
Artigo apresentado ao Curso de Fisioterapia do Centro Universitário Santa Terezinha - CEST, para obtenção do grau de Bacharel em Fisioterapia.
1 Discente do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário Santa Terezinha – CEST
2 Orientadora e Docente do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário Santa Terezinha – CEST