REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/779132777
RESUMO
O envelhecimento populacional representa um desafio global para os sistemas de saúde, demandando abordagens de cuidado integral que transcendam a dimensão biológica e abranjam aspectos psicológicos, sociais e espirituais. Nesse cenário, a musicoterapia emerge como uma prática integrativa e complementar promissora na enfermagem geriátrica. Este estudo teve como objetivo analisar os benefícios da musicoterapia na melhoria da qualidade de vida, bem-estar emocional e cognitivo de pessoas idosas sob cuidados de enfermagem geriátrica, promovendo um envelhecimento ativo e humanizado. Realizou-se uma revisão sistemática da literatura, com busca em bases de dados como SciELO, PubMed, LILACS, Portal CAPES, Google Acadêmico e MEDLINE, utilizando descritores controlados em português e inglês, abrangendo o período de 1998 a 2024. Foram incluídos artigos originais que abordavam pessoas ≥60 anos, publicados em periódicos indexados. A análise dos achados revelou uma convergência robusta de evidências indicando que a musicoterapia promove melhorias significativas nas funções cognitivas, como memória episódica e executiva, redução de sintomas depressivos e ansiedade, fortalecimento da interação social e resgate da autoestima. Neurocientificamente, a música ativa regiões cerebrais relacionadas à emoção, memória e linguagem, fomentando a neuroplasticidade. Identificou-se que técnicas passivas (audição musical) e ativas (canto, movimento) são eficazes, com a personalização da intervenção sendo determinante. Conclui-se que a integração da musicoterapia na prática da enfermagem geriátrica potencializa o acolhimento e a humanização do cuidado, consolidando-se como uma ferramenta terapêutica valiosa para o bem-estar multidimensional da pessoa idosa. Contudo, lacunas metodológicas em estudos futuros devem focar na padronização de protocolos e na comparação direta entre modalidades.
Palavras-chave: Musicoterapia; Enfermagem Geriátrica; Pessoa Idosa; Qualidade de vida; Estimulação cognitiva.
ABSTRACT
Population aging represents a global challenge for healthcare systems, requiring comprehensive care approaches that transcend the biological dimension and encompass psychological, social, and spiritual aspects. In this context, music therapy emerges as a promising integrative and complementary practice in geriatric nursing. This study aimed to analyze the benefits of music therapy in improving the quality of life, as well as the emotional and cognitive well-being of older adults under geriatric nursing care, promoting active and humanized aging. A systematic literature review was conducted using databases such as SciELO, PubMed, LILACS, the CAPES Portal, Google Scholar, and MEDLINE, employing controlled descriptors in Portuguese and English, covering the period from 1998 to 2024. Original studies involving individuals aged ≥60 years, published in indexed journals, were included. The analysis of findings revealed a strong convergence of evidence indicating that music therapy promotes significant improvements in cognitive functions, such as episodic and executive memory, reduces depressive symptoms and anxiety, strengthens social interaction, and enhances self-esteem. From a neuroscientific perspective, music activates brain regions related to emotion, memory, and language, promoting neuroplasticity. Both passive techniques (music listening) and active techniques (singing, movement) were found to be effective, with intervention personalization being determinant. It is concluded that integrating music therapy into geriatric nursing practice enhances welcoming and humanized care, establishing itself as a valuable therapeutic tool for the multidimensional well-being of older adults. However, methodological gaps in future studies should focus on protocol standardization and direct comparisons between modalities.
Keywords: Music therapy; Geriatric Nursing; Elderly; Quality of life; Cognitive stimulation.
1. INTRODUÇÃO
O fenômeno do envelhecimento populacional é uma realidade global que impõe desafios crescentes aos sistemas de saúde. No Brasil, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2023. Azevedo et al., 2024) revelam um aumento de 57,4% no número de pessoas com 65 anos ou mais entre 2010 e 2022, correspondendo a 10,9% da população total. Esse panorama exige a implementação de abordagens de cuidado que promovam um envelhecimento ativo e saudável, conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS, 2005), que preconiza uma visão ampliada do cuidado à pessoa idosa, para além das necessidades biológicas, incluindo aspectos psicológicos, sociais e espirituais (Ferreira et al., 2015; Oliveira et al., 2020).
Nesse contexto, a musicoterapia emerge como uma estratégia terapêutica inovadora e humanizada, reconhecida como prática integrativa e complementar em saúde. Esta modalidade terapêutica é capaz de proporcionar benefícios abrangentes nas dimensões física, cognitiva e emocional do indivíduo (Bruscia, 1998; Hanser, 2010; Mendonça et al., 2023; Azevedo, 2024). A musicoterapia é definida como um processo sistemático de intervenção no qual um terapeuta qualificado utiliza a música e os elementos sonoros como veículos de comunicação e transformação, visando promover o bem-estar e a qualidade de vida (Benenzon, 2001; Priestley, 1994). A inerente natureza simbólica e afetiva da música confere-lhe a capacidade de evocar lembranças, facilitar a expressão emocional e estimular áreas cerebrais cruciais para a memória e a linguagem (Koelsch, 2009).
A literatura científica tem consistentemente demonstrado os efeitos positivos da musicoterapia em populações idosas, particularmente na melhora do humor, na redução da ansiedade e da depressão, bem como no fortalecimento das funções cognitivas (Aldridge, 2000; Guetin et al., 2009; Chan et al., 2011; Särkämö et al., 2014). Adicionalmente, esta prática contribui para o resgate da identidade sonora e da autoestima, elementos fundamentais para a manutenção do senso de pertencimento e dignidade na velhice (Benenzon, 2001). Conforme Nordoff e Robbins (2007), a música pode ser interpretada como uma linguagem universal, capacitando a pessoa idosa a se comunicar de maneira autêntica e significativa, mesmo diante de limitações cognitivas ou de fala.
Na área da enfermagem geriátrica, a incorporação da musicoterapia representa uma abordagem complementar de cuidado, que fortalece o vínculo terapêutico entre o profissional e o paciente, potencializando o acolhimento e a escuta ativa. Estudos recentes indicam que intervenções musicoterapêuticas podem atenuar sintomas de isolamento social e contribuir significativamente para o bem-estar emocional e espiritual da pessoa idosa institucionalizada (Aldridge, 2000; Souza et al., 2020; Guedes et al., 2022). Dessa forma, a integração da musicoterapia no plano de cuidados de enfermagem amplia a perspectiva assistencial, conferindo-lhe maior sensibilidade, empatia e um foco holístico no ser.
2. OBJETIVO GERAL
Diante do exposto, o objetivo desta pesquisa foi evidenciar os benefícios da musicoterapia na enfermagem geriátrica, investigando seus efeitos na promoção do envelhecimento saudável, na regulação emocional, na otimização comportamental, na estimulação cognitiva e na melhoria da qualidade de vida das pessoas idosas.
3. METODOLOGIA
Esta pesquisa constitui uma revisão sistemática da literatura sobre a aplicação da musicoterapia na enfermagem geriátrica, visando sintetizar evidências científicas e identificar lacunas no conhecimento. A busca foi conduzida nas bases SciELO, MEDLINE (via PubMed) e LILACS, acessadas também por intermédio do Portal de Periódicos CAPES, além da realização de busca complementar no Google Acadêmico, utilizando descritores controlados (MeSH e DeCS) em português e inglês: "musicoterapia", "music therapy", "enfermagem geriátrica", "geriatric nursing", "idosos", "elderly", "bem-estar", "well-being", "estimulação cognitiva" e "cognitive stimulation", combinados pelos operadores booleanos AND, OR e NOT, no período de 1998 a 2024.
Os critérios de inclusão abrangeram artigos completos em português, inglês e espanhol, envolvendo populações ≥60 anos, com foco em enfermagem, especialmente enfermeiros, em intervenções musicoterapêuticas, publicados em periódicos indexados e revisados por pares. Foram excluídos estudos com populações de pessoas não idosas, artigos duplicados, resumos de congressos, publicações sem relevância direta ao tema e estudos com rigor metodológico inadequado.
O processo de seleção seguiu quatro etapas: identificação inicial, triagem por títulos e resumos, análise de elegibilidade mediante leitura completa e inclusão final dos estudos selecionados. A extração de dados foi padronizada, coletando informações sobre ano de publicação, desenho do estudo, população, intervenções, resultados e conclusões. Os achados foram organizados em categorias temáticas emergentes por meio de análise de conteúdo, permitindo identificar padrões e divergências entre os estudos. Por utilizar exclusivamente dados de domínio público, a pesquisa dispensa aprovação ética conforme a Resolução nº 466/2012 do CNS, apresentando limitações relacionadas à literatura disponível e à variabilidade metodológica dos estudos primários.
4. REFERENCIAL TEÓRICO
4.1. Conceitos e Princípios da Musicoterapia
Conforme definido por Bruscia (1998), a musicoterapia é um "processo sistemático de intervenção onde o terapeuta ajuda o cliente a promover a saúde, usando experiências musicais e as relações que se desenvolvem através delas como forças dinâmicas de mudança". Esta definição implica um espaço relacional onde a música transcende sua função estética, tornando-se um veículo de comunicação terapêutica que permite ao paciente interagir de maneira significativa com suas emoções e experiências.
A musicoterapia é uma prática clínica e científica que utiliza a música e seus elementos — som, ritmo, melodia e harmonia — de forma planejada e intencional para promover saúde e bem-estar físico, emocional, cognitivo e social. De acordo com a Federação Mundial de Musicoterapia (World Federation of Music Therapy, WFMT, 2020), trata-se de:
um processo sistemático em que um profissional qualificado utiliza experiências musicais dentro de uma relação terapêutica para facilitar a comunicação, a aprendizagem, a mobilização, a expressão e outros objetivos terapêuticos relevantes, visando atender necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas.
Em complemento, Bruscia (1998) define a musicoterapia como “um processo sistemático de intervenção em que o terapeuta ajuda o cliente a promover a saúde, utilizando experiências musicais e as relações que se desenvolvem através delas como forças dinâmicas de mudança”. Essa concepção mantém-se atual e fundamenta pesquisas contemporâneas, sendo frequentemente referenciada em estudos recentes (Zhi et al., 2024).
Mais recentemente, Cao e Zhang (2023) descrevem a musicoterapia como “um método clínico personalizado, conduzido por profissionais certificados, que utiliza as propriedades únicas da música, ritmo, frequência e harmonia, para reduzir o estresse, melhorar a função cognitiva e favorecer o equilíbrio emocional”. Essa definição reforça o caráter baseado em evidências e a necessidade de formação específica para o exercício profissional.
De forma integrada, Feng e Wang (2025) destacam que “a musicoterapia é uma prática psicossocial que atua na resiliência emocional e no bem-estar, utilizando intervenções musicais estruturadas que fortalecem as conexões intrapessoais e interpessoais”. Tal compreensão reflete o avanço das abordagens terapêuticas contemporâneas, que reconhecem a música como ferramenta de expressão, autoconhecimento e reconstrução de vínculos humanos.
Portanto, a musicoterapia é compreendida atualmente como uma intervenção terapêutica planejada, relacional e baseada em evidências, que utiliza a música como meio de transformação e cuidado integral, sendo amplamente aplicada em contextos clínicos, educacionais e de saúde coletiva, incluindo a enfermagem geriátrica.
4.2. O Efeito da Musicoterapia na Geriatria Através da Análise de Evidências Científicas
A musicoterapia tem se mostrado uma intervenção eficaz na promoção da saúde física, emocional e cognitiva de pessoas idosas, especialmente no contexto da geriatria e da enfermagem. Estudos científicos recentes apontam que o uso terapêutico da música contribui significativamente para o bem-estar, o controle de sintomas emocionais e a estimulação de funções cognitivas essenciais ao envelhecimento saudável.
De acordo com Ito et al. (2022), a prática regular da musicoterapia em pessoas idosas com comprometimento cognitivo leve e demência apresentou resultados positivos na memória episódica, fluência verbal e funções executivas, além de reduzir a agitação e os sintomas depressivos. Esses efeitos ocorrem porque a música estimula múltiplas áreas cerebrais relacionadas à emoção, à linguagem e à atenção, promovendo a neuroplasticidade, fundamental para a manutenção das capacidades cognitivas ao longo do envelhecimento (Koelsch, 2009).
Outro estudo, conduzido por Feng e Wang (2025), demonstrou que a musicoterapia atua diretamente na resiliência emocional e no bem-estar psicológico, fortalecendo o equilíbrio mental e a autopercepção positiva em pessoas idosas. Esses autores ressaltam que o uso da música como ferramenta terapêutica pode reduzir a ansiedade, aumentar a motivação e favorecer o engajamento social, aspectos indispensáveis para a qualidade de vida nessa faixa etária.
Além dos benefícios cognitivos e emocionais, há evidências de impacto positivo na saúde física e funcional. Pesquisas recentes mostram que intervenções musicais adaptadas ajudam na coordenação motora, na marcha e na mobilidade, o que contribui para a prevenção de quedas e para a reabilitação motora em pessoas idosas com limitações físicas (Särkämö et al., 2014; Thaut, 2005).
No campo social, Guedes et al. (2022) e Souza et al. (2020) observaram que sessões de musicoterapia em instituições de longa permanência para pessoas idosas (ILPIs) reduziram o isolamento e fortaleceram os vínculos afetivos, promovendo maior integração e senso de pertencimento. A música, ao resgatar memórias autobiográficas e experiências significativas, atua como um mediador emocional e social, reforçando a identidade e a autoestima dos participantes.
Portanto, a análise das evidências científicas demonstra que a musicoterapia é uma prática integrativa de grande relevância na geriatria, pois atua simultaneamente nos aspectos cognitivos, emocionais, físicos e sociais da pessoa idosa. Sua aplicação sistemática pela equipe de enfermagem pode contribuir para um cuidado mais humanizado, holístico e centrado na pessoa, promovendo não apenas o alívio de sintomas, mas também a reconstrução do sentido de vida e a dignidade no envelhecer.
4.3. A Eficácia de Técnicas Musicoterapêuticas Específicas Aplicadas em Pessoas Idosas
A eficácia das técnicas musicoterapêuticas em pessoas idosas tem sido amplamente comprovada por estudos científicos, especialmente nas áreas cognitiva, emocional, motora e social. A aplicação dessas técnicas específicas possibilita não apenas o tratamento de sintomas psicológicos e comportamentais, mas também a promoção do envelhecimento ativo e saudável, contribuindo para a qualidade de vida e o bem-estar integral da pessoa idosa.
Entre as principais técnicas utilizadas na geriatria destacam-se a audição musical dirigida, a improvisação instrumental e vocal, o canto coral terapêutico, a reminiscência musical e o movimento corporal com música. Cada uma delas possui objetivos específicos e comprovada eficácia em diferentes dimensões do cuidado.
A audição musical dirigida consiste em selecionar músicas com base nas preferências pessoais da pessoa idosa, favorecendo emoções positivas e memórias afetivas. Bonny e Savary (1990) destacam que a escuta musical consciente pode atuar como um processo terapêutico capaz de promover relaxamento, integração emocional e acesso a memórias e conteúdos afetivos, ampliando o estado de consciência do indivíduo. De acordo com Janata (2012), esse tipo de técnica favorece o resgate de memórias autobiográficas e reduz a agitação e a irritabilidade em pessoas com demência. Além disso, Lai et al. (2012) observaram melhora significativa na qualidade do sono dessa população após sessões regulares de escuta musical relaxante, demonstrando que a música exerce influência direta sobre o sistema nervoso autônomo e os níveis de cortisol.
A reminiscência musical, por sua vez, utiliza canções marcantes da história de vida dos participantes, estimulando a recordação e o compartilhamento de experiências. Essa técnica tem sido amplamente aplicada em instituições de longa permanência, com resultados expressivos na melhora do humor, do senso de identidade e da interação social. Segundo Guedes et al. (2022), a evocação de memórias musicais fortalece o sentimento de pertencimento e reduz o isolamento social, aspectos essenciais para o bem-estar emocional na terceira idade.
Já a improvisação vocal e instrumental é uma técnica ativa, que estimula a expressão emocional espontânea por meio da criação sonora. Pesquisas de Nordoff e Robbins (2007) e revisões mais recentes (Zhi et al., 2024) demonstram que a improvisação musical promove a autopercepção, a criatividade e o relaxamento, além de facilitar a comunicação não verbal especialmente entre pessoas idosas com dificuldades cognitivas ou de fala.
Outra técnica amplamente estudada é o canto coral terapêutico, aplicado tanto em grupos comunitários quanto em instituições geriátricas. De acordo com Särkämö et al. (2014), o canto coletivo melhora a coordenação respiratória e motora, fortalece vínculos sociais e estimula áreas cerebrais ligadas à linguagem e à emoção. Além disso, cantar em grupo gera sentimentos de pertencimento e autoestima, contribuindo para o equilíbrio emocional e a integração social dos participantes.
Por fim, o movimento corporal com música, que combina ritmo e expressão corporal, apresenta eficácia na reabilitação motora e na prevenção de quedas. Thaut (2005) destaca que a estimulação rítmica auditiva sincroniza o movimento e melhora o equilíbrio e a marcha de pessoas idosas com limitações físicas, mostrando-se uma ferramenta complementar valiosa para a enfermagem geriátrica e para equipes multidisciplinares de saúde.
Portanto, a literatura científica demonstra que as técnicas musicoterapêuticas específicas quando aplicadas de forma planejada e supervisionada produzem efeitos terapêuticos mensuráveis em populações idosas. Elas contribuem para a manutenção das funções cognitivas, para o controle emocional e para o fortalecimento das relações sociais, constituindo uma prática humanizada, acessível e cientificamente validada para a promoção da saúde e da qualidade de vida na velhice.
4.4. Os Benefícios da Música na Estimulação Cognitiva e Preservação da Memória
A música exerce papel fundamental na estimulação cognitiva e na preservação da memória durante o processo de envelhecimento, sendo amplamente reconhecida pela literatura científica como uma ferramenta terapêutica eficaz para a promoção da saúde mental em populações idosas. A estimulação musical atua em diferentes áreas do cérebro, incluindo as regiões responsáveis pela atenção, linguagem, emoção e memória, favorecendo a neuroplasticidade, isto é, a capacidade do cérebro de reorganizar-se e formar novas conexões neurais mesmo em idades avançadas (Koelsch, 2009).
Nesse sentido, evidências experimentais demonstram que o treinamento musical estruturado também pode potencializar essas funções cognitivas. Bugos et al. (2007) verificaram que o aprendizado individualizado de piano em pessoas idosas promoveu melhorias significativas na memória de trabalho e nas funções executivas, reforçando o papel da prática musical ativa na estimulação da neuroplasticidade.
De acordo com Särkämö et al. (2014), a prática regular de atividades musicais como cantar, tocar instrumentos ou ouvir música de forma direcionada está associada à melhora das funções cognitivas globais, da memória episódica e da atenção sustentada em pessoas idosas com e sem demência. Esses autores observaram que os participantes de sessões de canto coral apresentaram melhora significativa na fluência verbal, na lembrança de informações autobiográficas e na capacidade de concentração, quando comparados a grupos controle, achados semelhantes são observados por Moussard et al. (2012), que destacam melhorias na fluência verbal em pessoas idosas submetidas ao treinamento musical.
Além disso, estudos recentes reforçam que a audição de músicas familiares e emocionalmente significativas ativa regiões cerebrais preservadas mesmo em estágios iniciais de Alzheimer e demência senil, ajudando a restaurar lembranças pessoais e a promover bem-estar emocional. Em um ensaio clínico, Ito et al. (2022) identificaram que intervenções baseadas em música personalizada melhoraram a memória de trabalho e reduziram a desorientação espacial em pessoas idosas institucionalizadas, confirmando o impacto positivo da música na manutenção das capacidades cognitivas.
Segundo Janata (2012), a música tem o poder de evocar memórias autobiográficas de forma imediata, funcionando como um “gatilho emocional” que facilita a recordação de eventos significativos. Esse processo de reminiscência musical é essencial para o fortalecimento da identidade e da continuidade do “eu” durante o envelhecimento, o que contribui para a autoestima e o senso de pertencimento nessa população.
A musicoterapia utiliza esse potencial cognitivo e afetivo da música de forma sistemática e planejada, promovendo a estimulação das funções mentais por meio de técnicas como reminiscência musical, canto terapêutico e improvisação sonora. Essas práticas não apenas mantêm a mente ativa, mas também incentivam a interação social e a expressão emocional, fatores que colaboram para o retardo do declínio cognitivo e a preservação da autonomia funcional.
Assim, os benefícios da música na estimulação cognitiva e na preservação da memória vão além do prazer estético: tratam-se de efeitos terapêuticos mensuráveis que contribuem para o envelhecimento saudável e para a qualidade de vida. A integração de intervenções musicais na prática de enfermagem geriátrica pode, portanto, representar uma estratégia acessível, humanizada e baseada em evidências para fortalecer a saúde mental e emocional dessa população sob cuidados contínuos.
4.5. A Musicoterapia Como Recurso de Promoção do Envelhecimento Ativo e Saudável
A musicoterapia tem se destacado como um recurso terapêutico eficaz na promoção do envelhecimento ativo e saudável, ao estimular dimensões físicas, cognitivas, emocionais e sociais do ser humano. Segundo a OMS (2005), o envelhecimento ativo é definido como o processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas envelhecem. Nesse contexto, a musicoterapia representa uma ferramenta essencial, pois oferece uma abordagem integrativa e humanizada, capaz de fortalecer as capacidades remanescentes das pessoas idosas e promover a autonomia e o bem-estar (Oliveira et al., 2020).
De acordo com Feng e Wang (2025), as intervenções musicais estruturadas aumentam a resiliência emocional e a sensação de propósito, reduzindo sintomas de estresse e solidão, fatores que frequentemente comprometem o envelhecimento saudável. A música, ao despertar emoções positivas e favorecer a expressão afetiva, estimula a liberação de neurotransmissores como dopamina e serotonina, associados à motivação, prazer e equilíbrio emocional (Koelsch, 2009). Dessa forma, a musicoterapia contribui não apenas para o controle de sintomas psicológicos, mas também para a melhoria da saúde mental e da qualidade de vida.
No âmbito cognitivo, estudos demonstram que a prática musical regular está associada à preservação da memória, da atenção e da capacidade de raciocínio, retardando o declínio cognitivo natural do envelhecimento. Ito et al. (2022), em uma meta-análise, concluíram que pessoas idosas submetidas a sessões de musicoterapia apresentaram melhorias significativas em funções executivas e memória episódica, além de maior engajamento social. Esses resultados evidenciam o papel da música como estímulo neurológico e emocional que promove o funcionamento global do cérebro e fortalece a identidade pessoal, mesmo em casos de comprometimento cognitivo leve.
Além dos benefícios individuais, a musicoterapia favorece a integração social e o senso de pertencimento, fatores determinantes para o envelhecimento ativo. Souza et al. (2020) e Guedes et al. (2022) observaram que grupos de canto e oficinas de musicalização em instituições de longa permanência reduzem o isolamento, fortalecem laços afetivos e ampliam a convivência nessa população. O compartilhamento musical cria um ambiente de trocas simbólicas e emocionais, promovendo a cooperação e o sentimento de utilidade, elementos centrais para uma vida ativa e participativa.
No contexto da enfermagem geriátrica, a incorporação da musicoterapia às práticas de cuidado amplia a abordagem tradicional, tornando o cuidado mais humanizado e centrado no indivíduo. A música pode ser utilizada em momentos de acolhimento, relaxamento, estimulação cognitiva ou socialização, favorecendo o equilíbrio biopsicossocial desse grupo etário. Santos et al. (2024) reforçam que práticas musicais integradas ao cuidado de enfermagem promovem o protagonismo dessas pessoas, fortalecem a autoestima e estimulam o autocuidado, contribuindo para um envelhecimento mais digno e saudável.
Assim, a musicoterapia se configura como um instrumento de promoção do envelhecimento ativo, pois atua na manutenção das capacidades físicas e mentais, na valorização da história de vida e na ampliação da interação social. Ao unir ciência e arte, essa prática reafirma o papel da música como mediadora de saúde, bem-estar e significado de vida na terceira idade, alinhando-se aos princípios da atenção integral e humanizada preconizados pela enfermagem contemporânea.
5. RESULTADOS E DISCUSSÃO
A análise sistemática da literatura sobre a musicoterapia na população geriátrica revela uma robusta convergência de achados científicos, embora também evidencie algumas tensões e lacunas metodológicas. A discussão a seguir integra as contribuições dos estudos, buscando construir um panorama compreensivo sobre a eficácia e os desafios dessa prática no contexto da enfermagem geriátrica.
O fundamento teórico da musicoterapia, conforme estabelecido por Bruscia (1998), define-a como um "processo sistemático de intervenção" que transcende a mera função de entretenimento. Essa conceituação seminal encontra validação empírica robusta nos achados de Ito et al. (2022), que documentaram melhorias significativas na memória episódica e nas funções executivas em pessoas idosas com comprometimento cognitivo, achados que dialogam com a literatura clássica sobre musicoterapia em demência (Aldridge, 2000), que já apontava efeitos positivos na comunicção e redução de agitação em contexto clínico. Seus resultados quantitativos exemplificam como as "experiências musicais e as relações que se desenvolvem através delas" funcionam como "forças dinâmicas de mudança", fornecendo a evidência científica necessária para sustentar as afirmações teóricas de Bruscia na prática clínica contemporânea.
A conexão neurobiológica que fundamenta esses benefícios é delineada por Koelsch (2009), que demonstra que a estimulação musical ativa múltiplas regiões cerebrais simultaneamente. Esse processo promove a neuroplasticidade, um mecanismo fundamental para a manutenção cognitiva ao longo do envelhecimento. Essa perspectiva neurobiológica corrobora diretamente os achados de Särkämö et al. (2014), os quais observaram uma preservação superior das funções cognitivas globais em pessoas idosas engajadas regularmente em atividades musicais. Dessa forma, as explicações de Koelsch (2009) sobre a neuroplasticidade oferecem um mecanismo plausível para os benefícios cognitivos observados por Särkämö et al. (2014), enquanto os resultados longitudinais desses últimos validam as predições teóricas de Koelsch sobre a capacidade adaptativa do cérebro em envelhecimento.
Ademais, a especificidade das técnicas musicoterapêuticas merece atenção. Lai et al. (2012) focaram na audição musical dirigida, demonstrando uma melhora de 40% na qualidade do sono, atribuída à redução dos níveis de cortisol. Por outro lado, Thaut (2005) concentrou-se no movimento corporal com música, evidenciando melhorias significativas no equilíbrio e na marcha. É plausível inferir que as técnicas passivas, como a audição musical, podem ser mais adequadas para pessoas idosas em condição de fragilidade, por oferecerem benefícios mensuráveis sem demandar esforço físico significativo. Em contraste, as técnicas ativas, que envolvem movimento e participação, podem proporcionar benefícios mais amplos, incluindo a reabilitação motora e a prevenção de quedas. Guedes et al. (2022) oferecem uma terceira perspectiva, ao enfatizarem que a reminiscência musical, que combina elementos passivos e ativos, resultou em uma redução de 85% no isolamento social. Esse achado sugere que a personalização da intervenção musicoterapêutica, mais do que a modalidade específica, pode ser um fator determinante para o sucesso terapêutico.
Uma tensão metodológica relevante emerge ao comparar os estudos de Janata (2012) e os de Feng e Wang (2025). Janata abordou a música como um "gatilho emocional" para a evocação de memórias autobiográficas, ressaltando o papel da música na recordação de vivências passadas. Em contrapartida, Feng e Wang (2025) expandem essa perspectiva para incluir a resiliência emocional e o bem-estar psicológico em um sentido mais amplo. Enquanto Janata buscou maior precisão científica ao focar em um mecanismo específico de memória, Feng e Wang defendem uma abordagem holística que captura a complexidade multidimensional dos benefícios emocionais da musicoterapia. Essa distinção sugere uma possível evolução no campo, na qual estudos iniciais centrados em mecanismos específicos são gradualmente complementados por abordagens mais integradas e abrangentes.
A implementação clínica da musicoterapia também é um ponto de convergência significativo na literatura. Santos et al. (2024), Jesus et al. (2023) e Ramos et al. (2023) convergem na necessidade imperativa de capacitação específica dos enfermeiros para a aplicação eficaz da musicoterapia. No entanto, suas ênfases se diferenciam sutilmente: Santos et al. (2024) salientam a transição do entretenimento para uma estratégia integral de cuidado; Jesus et al. (2023) enfatizam a promoção da autonomia e do empoderamento das pessoas idosas; e Ramos et al. (2023) destacam a humanização do cuidado por meio da música. Essas perspectivas, embora distintas, são complementares, oferecendo um framework conceitual para a capacitação, um foco no empoderamento do paciente e uma dimensão humanística essencial para o cuidado.
Por outro lado, uma divergência sutil, porém importante, manifesta-se na questão dos protocolos de intervenção. Alguns estudos sugerem que sessões individuais de 30 a 45 minutos são mais eficazes para a estimulação cognitiva personalizada, ao passo que outros advogam por sessões grupais de 60 a 90 minutos para maximizar os benefícios sociais. Souza et al. (2020) e Araújo e Rocha (2016) documentaram um aumento de 60% na socialização por meio de intervenções grupais, mas não realizaram uma comparação direta com abordagens individuais. Essa lacuna metodológica aponta para a necessidade de futuros estudos que comparem diretamente as diferentes modalidades de intervenção, controlando variáveis como a severidade do comprometimento cognitivo e as preferências individuais dessa população.
A evolução nas métricas de avaliação ao longo do tempo também merece destaque. Estudos mais antigos, como o de Thaut (2005), tendiam a focar primariamente em medidas funcionais específicas, enquanto pesquisas mais recentes, como as de Ito et al. (2022), incorporam avaliações neuropsicológicas mais sofisticadas. Essa evolução metodológica fortalece o campo da musicoterapia, fornecendo maior precisão científica e compreensão mecanística dos seus efeitos. Contudo, cria desafios para comparações diretas entre estudos de diferentes épocas, ressaltando a importância de abordagens padronizadas para avaliação de resultados.
Em síntese, o estado atual do conhecimento sobre a musicoterapia geriátrica é marcado por uma convergência teórica robusta, que evidencia a eficácia da música como ferramenta terapêutica. No entanto, observa-se uma heterogeneidade metodológica significativa na sua aplicação e avaliação. As lacunas identificadas incluem a necessidade de desenvolvimento e validação de protocolos padronizados, a realização de comparações diretas entre diferentes técnicas e modalidades de intervenção, e a condução de estudos de custo-efetividade que possam subsidiar políticas de saúde. As direções futuras promissoras englobam o desenvolvimento de intervenções personalizadas baseadas em perfis neuropsicológicos individuais, a integração de tecnologias digitais para ampliar o acesso e a realização de estudos multicêntricos para o estabelecimento de diretrizes clínicas baseadas em evidências mais robustas. A musicoterapia geriátrica, portanto, está em processo de transição de uma prática baseada em intuição para uma disciplina científica mais estruturada, necessitando de maior padronização metodológica para maximizar seu potencial terapêutico e sua plena inserção no cuidado de enfermagem.
6. CONCLUSÃO
A revisão sistemática realizada evidencia o valor intrínseco e os múltiplos benefícios da musicoterapia na enfermagem geriátrica, consolidando-a como uma estratégia terapêutica eficaz e humanizada, conforme também já descrito na literatura clássica da musicoterapia aplicada à demência (Aldridge, 2000). Os achados demonstram que a musicoterapia contribui significativamente para a melhoria da qualidade de vida das pessoas idosas, impactando positivamente seu bem-estar emocional e cognitivo.
Do ponto de vista cognitivo, a musicoterapia revela-se crucial para a estimulação da memória episódica, das funções executivas e da neuroplasticidade cerebral, especialmente em pessoas idosas com comprometimento cognitivo (Ito et al., 2022; Koelsch, 2009; Särkämö et al., 2014). Em relação ao bem-estar emocional, a prática demonstra ser um recurso valioso na redução da ansiedade, da depressão e do isolamento social, promovendo o resgate da autoestima e da identidade (Guetin et al., 2009; Guedes et al., 2022; Feng e Wang, 2025). Adicionalmente, a música atua como uma linguagem universal que facilita a comunicação e a expressão, mesmo em contextos de limitações verbais ou cognitivas (Nordoff e Robbins, 2007).
A integração da musicoterapia na enfermagem geriátrica não apenas complementa o tratamento clínico, mas também fortalece o vínculo entre profissionais e pacientes, potencializando o acolhimento, a escuta ativa e a empatia. Essa abordagem ressalta a importância de um cuidado integral, que valoriza a história de vida dessa população e promove um envelhecimento ativo e participativo.
Embora a literatura já ofereça um corpo consistente de evidências sobre os benefícios da musicoterapia, identificam-se lacunas metodológicas que requerem atenção em pesquisas futuras. A necessidade de padronização de protocolos de intervenção, a comparação direta entre diferentes modalidades (individual versus grupal) e a realização de estudos de custo-efetividade são passos essenciais para consolidar a musicoterapia como uma prática baseada em evidências mais robustas e para subsidiar políticas de saúde.
Conclui-se que a musicoterapia é uma ferramenta terapêutica valiosa que amplia o olhar da enfermagem para além do tratamento sintomático, reforçando a importância da arte e da sensibilidade no cuidado com a pessoa idosa. Ao reconhecer e implementar a musicoterapia de forma sistemática e qualificada, é possível promover um envelhecimento com maior sentido existencial, dignidade e plenitude, alinhando-se aos princípios de um cuidado humanizado e centrado no sujeito.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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1 Discente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário Unidesc. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
2 Discente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário Unidesc. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
3 Docente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário Unidesc. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
4 Docente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário Uniceplac. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
5 Docente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário IESB E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
6 Mestranda Escola Superior de Ciências da Saúde E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
7 Docente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário Uniceplac. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
8 Docente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário Uniceplac. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
9 Docente do Curso Superior de Enfermagem da Faculdade Apogeu E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
10 Docente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário Uniceplac. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
11 Docente do Curso Pós Doc de Gerontologia da UCB – DF E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
12 Docente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário Unidesc. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail