REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/792902921
RESUMO
A reanimação neonatal é uma das principais urgências em sala de parto e em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), e a qualidade da assistência prestada pode determinar a sobrevivência e o prognóstico do recém-nascido. Nesse contexto, a enfermagem exerce papel central, o que exige domínio técnico e atualização constante. Apesar da existência de protocolos e programas de capacitação, persistem lacunas na formação e na prática profissional. Este estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas sobre o papel da enfermagem nas urgências neonatais, com ênfase na reanimação do recém-nascido, identificando as competências necessárias e os desafios enfrentados para uma assistência segura e eficaz. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, conduzida segundo etapas propostas por Souza, Silva e Carvalho (2010), com seleção dos estudos.A coleta de dados ocorreu entre agosto e outubro de 2025, nas bases SciELO, LILACS, PubMed e Scopus, além de documentos institucionais, como o Programa de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria e as diretrizes da American Heart Association. Foram incluídos artigos em português e inglês, publicados entre 2020 e 2026, disponíveis na íntegra e voltados à atuação da enfermagem na reanimação neonatal. A busca identificou 6.376 estudos; após a aplicação dos critérios de elegibilidade e a leitura dos textos completos, 23 compuseram a revisão. Os resultados mostram que o enfermeiro participa de todas as etapas do atendimento, desde o preparo do ambiente, dos materiais e da equipe até a execução das intervenções, a comunicação e a organização da assistência. O desempenho seguro depende de competências técnicas e de habilidades não técnicas, como comunicação, liderança, divisão clara de funções e tomada de decisão em equipe. Entre os desafios, destacaram-se as lacunas de conhecimento e de habilidades práticas, a necessidade de capacitação contínua, a disponibilidade de recursos e equipamentos, a definição de papéis e a elevada carga emocional diante da instabilidade clínica e do óbito neonatal. O treinamento baseado em simulação, inclusive com realidade virtual e capacitações específicas por função, mostrou-se promissor para melhorar conhecimento, autoconfiança e desempenho. A rapidez na intervenção, sobretudo no início da ventilação durante o “Minuto de Ouro”, e o uso de ferramentas de qualidade, como checklists, briefings e debriefings, contribuem para a segurança da assistência. Identificaram-se como lacunas a predominância de estudos de curta duração e de contextos distintos do brasileiro, a escassez de pesquisas sobre desfechos clínicos neonatais e a pouca produção específica sobre a UTIN. Conclui-se que o fortalecimento da formação, da educação permanente e do trabalho em equipe é essencial para que o enfermeiro atue de forma rápida, segura e baseada em evidências, contribuindo para a redução da morbimortalidade neonatal.
Palavras-chave: Reanimação Neonatal; Cuidados de enfermagem; Urgências neonatais; Recém-nascido; Unidade de Terapia Intensiva Neonatal.
ABSTRACT
Neonatal resuscitation is one of the main emergencies in the delivery room and Neonatal Intensive Care Units (NICUs), and the quality of care provided can determine the newborn’s survival and prognosis. In this context, nursing plays a central role, requiring technical expertise and continuous professional development. Despite the existence of protocols and training programs, gaps in professional education and practice persist. This study aimed to analyze the scientific evidence on the role of nursing in neonatal emergencies, with an emphasis on newborn resuscitation, identifying the necessary competencies and the challenges faced in providing safe and effective care. This is an integrative literature review with a qualitative approach and descriptive design, conducted according to the stages proposed by Souza, Silva, and Carvalho (2010). Data collection took place between August and October 2025 in the SciELO, LILACS, PubMed, and Scopus databases, as well as through institutional documents, including the Neonatal Resuscitation Program of the Brazilian Society of Pediatrics and the American Heart Association guidelines. Articles published in Portuguese and English between 2020 and 2026, available in full text, and addressing nursing practice in neonatal resuscitation were included. The search identified 6,376 studies; after applying the eligibility criteria and reviewing the full texts, 23 studies were included in the review. The results show that nurses participate in all stages of care, from preparing the environment, equipment, materials, and team to performing interventions, communicating, and coordinating care. Safe performance depends on technical competencies and non-technical skills, such as communication, leadership, clear role allocation, and team decision-making. The main challenges identified included gaps in knowledge and practical skills, the need for continuous training, the availability of resources and equipment, role clarification, and the high emotional burden associated with clinical instability and neonatal death. Simulation-based training, including virtual reality and role-specific training programs, showed promise in improving knowledge, self-confidence, and performance. Rapid intervention, particularly the initiation of ventilation during the “Golden Minute,” and the use of quality improvement tools, such as checklists, briefings, and debriefings, contribute to safer care. The identified gaps included the predominance of short-term studies conducted in settings different from the Brazilian context, a lack of research on neonatal clinical outcomes, and limited research specifically addressing NICUs. It is concluded that strengthening professional education, continuing education, and teamwork is essential to enable nurses to act promptly, safely, and based on scientific evidence, thereby contributing to the reduction of neonatal morbidity and mortality.
Keywords: Neonatal Resuscitation; Nursing Care; Neonatal Emergencies; Newborn; Neonatal Intensive Care Unit.
1. INTRODUÇÃO
A assistência à saúde neonatal, especialmente dentro de uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), é considerada crucial na pediatria, tendo como enfoque recém-nascidos (RN) que necessitam de intervenções emergenciais. Emergências neonatais, como problemas respiratórios, infecções, malformações congênitas e outras complicações, exigem intervenções imediatas para garantir qualidade de vida e bem-estar ao RN (Moreno et al., 2024).
Entende-se por período neonatal, o intervalo compreendido entre o nascimento e o 28° dia de vida de um recém-nascido (RN), etapa caracterizada por adaptações fisiológicas a um ambiente extrauterino, o que torna essa fase ainda mais vulnerável e suscetível a complicações e agravos à saúde, facilitando o desenvolvimento de infecções respiratórias. Frente a esse quadro, a UTIN configura-se como um espaço primordial de atuação da equipe de enfermagem (Silva et al., 2024).
Reconhecida como uma das principais urgências em sala de parto e em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), a reanimação neonatal é uma prática fundamental para a redução de sequelas e de mortalidade em RN (Moreno et al., 2024; Aziz et al., 2020). De acordo com Silva et al. (2024), anualmente, cerca de 2,5 milhões de bebês morrem no mundo, sendo que mais de 30% desses óbitos estão atribuídos à asfixia perinatal. No Brasil, no ano de 2019, os autores destacaram que uma proporção significativa das mortes neonatais precoces está relacionada à hipóxia e à síndrome de aspiração meconial, ultrapassando a marca de 3 mil mortes. Além disso, o estudo ressaltou que parte dos recém-nascidos necessita de ventilação com pressão positiva ou de manobras de reanimação logo após o nascimento.
Diante desse cenário, fica evidente a importância da atuação neonatal e o porquê da implementação de protocolos internacionais, como os estabelecidos pela American Heart Association (AHA), além do Programa de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que buscam orientar a prática clínica de forma padronizada e baseada em evidências científicas (Lee. H et al., 2025; SBP, 2022).
Nessa conjuntura, a equipe de enfermagem exerce papel central na assistência, estando envolvida no preparo do ambiente e dos materiais, na execução de manobras iniciais e avançadas, na monitorização contínua e na integração com a equipe multiprofissional. A literatura evidencia que a atuação do enfermeiro demanda domínio técnico e constante atualização para assegurar intervenções rápidas e efetivas (Melo et al., 2021). Entretanto, estudos revelam lacunas na formação e no treinamento, principalmente em instituições públicas, onde a capacitação ainda se apresenta de forma heterogênea, o que pode comprometer a qualidade da assistência (Almeida et al., 2005).
Frente a essa situação, torna-se relevante investigar a atuação da enfermagem em situações de urgência neonatal, especialmente na reanimação do recém-nascido, visto que a qualidade da assistência prestada pode determinar a sobrevivência e o prognóstico desses pacientes. Entretanto, observa-se que, apesar da existência de protocolos e programas de capacitação diretamente focados, ainda há lacunas na capacitação técnica e na atuação prática dos profissionais de enfermagem, o que pode comprometer a execução correta das manobras de reanimação a um recém-nascido. Assim, surge o questionamento: a equipe de enfermagem está devidamente preparada para atuar de forma eficaz e segura diante das urgências neonatais, especialmente na reanimação do recém-nascido?
Diante dessa problemática, este estudo dedica-se ao objetivo geral, que é analisar as evidências científicas disponíveis sobre o papel da enfermagem nas urgências neonatais, com ênfase nas práticas de reanimação do recém-nascido, identificando os desafios e as competências necessárias para uma assistência segura e eficaz. Para tal, propõe-se como objetivos específicos, os seguintes:
Mapear a produção científica sobre urgências neonatais e reanimação do recém-nascido, evidenciando a atuação da enfermagem nesse processo;
Identificar, nas publicações científicas, as principais atribuições e competências da equipe de enfermagem durante o processo de reanimação do recém-nascido;
Analisar as evidências acerca do conhecimento técnico, da capacitação e dos desafios que a equipe de enfermagem enfrenta em situações de urgência neonatal;
Sintetizar as contribuições da equipe de enfermagem para o aprimoramento da qualidade da assistência ao recém-nascido, bem como as lacunas existentes na literatura sobre o tema.
Portanto, busca-se com este estudo compreender de que forma o enfermeiro contribui nesse processo e quais são os desafios enfrentados na garantia de uma assistência qualificada e baseada em evidências.
2. METODOLOGIA
Os esforços implicados nesta pesquisa voltaram-se para a execução de uma revisão integrativa da literatura, método que permite a reunião, análise e síntese de resultados de estudos prévios de maneira sistematizada, proporcionando um panorama amplo e crítico sobre determinada temática. De acordo com Souza, Silva e Carvalho (2010), a revisão integrativa possibilita a incorporação de evidências científicas na prática profissional, permitindo a identificação de lacunas do conhecimento e a formulação de recomendações aplicáveis ao cuidado em saúde.
Com base nisso, buscou-se esboçar uma visão geral sobre as urgências neonatais, com ênfase no papel da enfermagem na reanimação do recém-nascido, na tentativa de responder à pergunta norteadora: “Quais são as principais evidências científicas acerca da atuação da enfermagem na reanimação neonatal em situações de urgência? ”
No que diz respeito às técnicas e recursos de busca, diferentes procedimentos foram empregados para garantir amplitude e rigor na seleção do material analisado. Inicialmente, realizou-se uma investigação exploratória com o intuito de mapear a literatura existente e identificar as principais bases de dados e descritores relacionados ao tema. A pesquisa foi desenvolvida sob uma abordagem qualitativo-descritiva, pautada na sistematização de evidências, capazes de subsidiar práticas seguras e atualizadas na assistência de enfermagem.
Diversos textos foram lidos e analisados com o propósito de compreender o tema e compilar as principais publicações na área, incluindo artigos científicos, protocolos assistenciais e diretrizes nacionais e internacionais. A seleção dos estudos envolveu pesquisa em bases de dados eletrônicas e busca manual nas referências das publicações previamente identificadas. A coleta de dados foi conduzida entre agosto de 2025 e a outubro de 2026, abrangendo as bases SciELO, LILACS, PubMed e Scopus, além de documentos institucionais, como o Programa de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e as Diretrizes da American Heart Association (AHA).
Como critérios de inclusão, foram selecionados artigos publicados em português e inglês, disponíveis na íntegra, que abordassem a atuação da enfermagem nas urgências neonatais, com foco na reanimação do recém-nascido e nas competências profissionais envolvidas nesse processo. Foram incluídos estudos publicados entre 2020 e 2026, período definido com o objetivo de contemplar evidências recentes e alinhadas às atualizações dos protocolos de reanimação neonatal. Embora tenha sido estabelecido o recorte temporal de 2020 a 2026, alguns estudos publicados anteriormente a esse período foram considerados relevantes para a fundamentação teórica e metodológica do presente estudo, devido à sua importância para a compreensão da temática e à contribuição de seus achados para a discussão acerca da reanimação neonatal.
Foram excluídos artigos duplicados, editoriais, cartas ao leitor, monografias, trabalhos de conclusão de curso e publicações sem metodologia científica consistente, bem como estudos que não se relacionavam diretamente à temática proposta.
Para a estratégia de busca, foram utilizados descritores em português e inglês, combinados por operadores booleanos AND e OR, conforme apresentado no Quadro 1.
Quadro 1. Termos utilizados na busca em bancos de dados.
Grupo 1: Termo principal | Grupo 2: Termos associados |
“Reanimação Neonatal” / “Neonatal Resuscitation” | “Atuação do Enfermeiro” / “Nursing Role” |
“Urgências Neonatais” / “Neonatal Emergencies” | |
“Assistência de Enfermagem” / “Nursing Care” | |
“Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN)” / “Neonatal Intensive Care Unit (NICU)’’ |
Fonte: Elaborado pelos autores (2026).
A busca realizada nas bases de dados resultou na identificação de 6.376 estudos inicialmente. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão e a análise dos títulos e resumos, 370 estudos foram selecionados para uma avaliação mais aprofundada. Posteriormente, após a leitura dos textos completos e a aplicação dos critérios de elegibilidade, foram selecionados 23 artigos para compor a revisão integrativa.
3. RESULTADOS E DISCUSSÕES
TÍTULO | AUTOR | ANO DE PUBLICAÇÃO | OBJETIVOS | METODOLOGIA |
Ensino da reanimação neonatal em maternidades públicas das capitais brasileiras. | Almeida, M. F. B.; Guinsburg, R. | 2005 | Analisar o ensino da reanimação neonatal para médicos e enfermeiros em formação e para residentes em pediatria e neonatologia em maternidades públicas brasileiras. | Estudo epidemiológico observacional, transversal e multicêntrico, realizado em 36 maternidades públicas de 20 capitais brasileiras, entre 1º e 30 de junho de 2003. Os dados foram coletados por meio de questionários preenchidos pelos coordenadores locais e analisados descritivamente. |
Simulação de realidade virtual para treinamento de enfermagem em emergências neonatais de alto risco: um estudo de métodos mistos sobre competência e resultados da enfermagem. | Alruwaili et al. | 2025 | Avaliar a eficácia de um programa de treinamento baseado em simulação de realidade virtual na melhoria das competências clínicas, retenção do conhecimento, tomada de decisão e confiança dos enfermeiros, bem como analisar seus efeitos sobre os resultados neonatais durante situações de emergência. | Estudo de métodos mistos, realizado com 128 enfermeiros de UTIN, comparando treinamento por realidade virtual e treinamento tradicional, com avaliações de competências e entrevistas semiestruturadas. |
Ressuscitação neonatal: Diretrizes da American Heart Association de 2020 para Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência. | Aziz, K et al. | 2020 | Apresentar uma atualização sobre o atendimento clínico e as evidências científicas relacionadas à reanimação neonatal, destacando também as lacunas existentes no conhecimento atual. | Diretriz clínica fundamentada na avaliação de evidências científicas, incluindo revisões sistemáticas, revisões de escopo e atualizações de evidências, para subsidiar as recomendações da American Heart Association sobre reanimação neonatal. |
Eficácia da educação interprofissional baseada em simulação no desenvolvimento de habilidades de trabalho em equipe e comunicação na reanimação neonatal | Chae; Shon | 2024 | Desenvolver e avaliar um programa de educação interprofissional baseado em simulação, verificando seus efeitos sobre o trabalho em equipe, a comunicação, o desempenho clínico, o julgamento clínico e as atitudes interprofissionais durante a reanimação neonatal. | Estudo pré-experimental, com avaliação antes e após intervenção educativa baseada em simulação interprofissional, envolvendo 27 profissionais (18 enfermeiros e 9 médicos). |
Um novo curso de atualização com simulação específica para cada função melhora o desempenho das medidas corretivas de ventilação entre enfermeiros neonatais e de sala de parto | Elachi et al. | 2026 | Avaliar o desempenho de enfermeiros na reanimação neonatal e verificar o efeito de um treinamento de atualização baseado em simulação sobre as habilidades de ventilação. | Estudo observacional prospectivo, com simulação de reanimação neonatal realizada com 119 enfermeiros de unidades de terapia intensiva neonatal e de salas de parto. O desempenho foi avaliado antes e após um treinamento de atualização de 20 minutos, com simulação inicial, feedback e orientação prática, seguidos de nova simulação |
Reanimação neonatal: diretrizes de 2025 da American Heart Association e da American Academy of Pediatrics para ressuscitação cardiopulmonar e atendimento cardiovascular de emergência. | LEE, Henry C. et al | 2025 | Apresentar as diretrizes atualizadas para a reanimação neonatal, fundamentadas nas evidências científicas disponíveis, com recomendações para o atendimento ao recém-nascido durante a transição ao nascimento, incluindo as intervenções necessárias para a estabilização e a reanimação, a preparação da equipe e a manutenção das competências profissionais. | Diretriz clínica baseada em avaliação abrangente das evidências científicas, desenvolvida em colaboração com o International Liaison Committee on Resuscitation (ILCOR) e seus conselhos membros. O processo de elaboração utilizou três modalidades de avaliação das evidências: revisões sistemáticas, revisões de escopo e atualizações de evidências. |
Reanimação neonatal: um estudo pela técnica do incidente crítico explorando as experiências e ações de enfermeiros pediátricos. | Karlsson, L.; Gustafsson, U.; Thernström Blomqvist, Y.; Wallström, L.; Broström, A. | 2023 | Descrever as experiências e as ações de enfermeiros pediátricos durante situações de reanimação neonatal, explorando aspectos individuais e relacionados à equipe, como preparo, comunicação, divisão de funções, liderança, manejo do impacto psicológico, apoio aos pais e reforço de competências e recursos. | Estudo qualitativo, baseado em entrevistas semiestruturadas com 16 enfermeiros pediátricos de quatro unidades de terapia intensiva neonatal na Suécia. Os relatos foram analisados por meio da técnica do incidente crítico e de análise temática de conteúdo qualitativa. |
Efeito sustentado do treinamento em ressuscitação baseado em simulação sobre o conhecimento, a autoconfiança e a capacidade de desempenho de enfermeiros de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. | Lim, C. Y.; Song, M. R | 2024 | Avaliar o impacto e a duração dos efeitos do treinamento em reanimação neonatal baseado em simulação sobre o conhecimento, a autoconfiança e a capacidade de desempenho de enfermeiros de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. | Estudo quase-experimental realizado na Coreia do Sul com 35 enfermeiros de unidades de terapia intensiva neonatal de hospitais terciários. Foi realizada uma capacitação de 80 minutos baseada em simulação de reanimação neonatal, com avaliação do conhecimento, da autoconfiança e da capacidade de execução antes do treinamento e após uma, três e cinco semanas. Os dados foram analisados por teste t e análise de variância para medidas repetidas. |
Conhecimento da equipe multidisciplinar acerca dos cuidados pós-reanimação neonatal | Lima, J. C. S. M.; Santos, A. C.; Magalhães, F. J.; Pinto, M. M. M.; Oliveira, R. M. C.; Rolim, K. M. C.; Fernandes, H. I. V. M. | 2023 | Avaliar o conhecimento da equipe multidisciplinar acerca dos cuidados prestados ao recém-nascido após a reanimação neonatal. | Estudo transversal, descritivo, com abordagem predominantemente quantitativa, realizado em uma maternidade-escola de Fortaleza–CE, entre junho e julho de 2021. Participaram 110 profissionais da equipe multidisciplinar, incluindo enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos e fisioterapeutas. |
Novidades nas recomendações de reanimação cardiopulmonar pediátrica e linhas de desenvolvimento na Espanha. | López-Herce, J.; Manrique, I.; Calvo, C.; Rodríguez, A.; Carrillo, A.; Sebastián, V. et al. | 2022 | Analisar as recomendações internacionais e europeias de reanimação cardiopulmonar pediátrica de 2020, destacando as principais mudanças e propondo linhas de desenvolvimento para a reanimação cardiopulmonar pediátrica na Espanha. | Artigo de revisão baseado na análise crítica das recomendações do Conselho Europeu de Ressuscitação para reanimação cardiopulmonar pediátrica, com destaque para as atualizações de 2020 e as propostas para o desenvolvimento da reanimação na Espanha. |
Reanimação neonatal: atuação da equipe de enfermagem na unidade terapia intensiva. | Melo et al. | 2021 | Investigar como deve ser realizada a atuação da equipe de enfermagem durante a ressuscitação cardiopulmonar de recém-nascidos em parada cardiorrespiratória na Unidade de Terapia Intensiva. | Revisão integrativa da literatura, com buscas na Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde e na PubMed. Foram identificados 252 artigos, dos quais cinco foram selecionados após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão. |
Reanimação após o nascimento e no período subsequente na unidade de terapia intensiva neonatal: NRP ou PALS? | Mani et al. | 2025 | Analisar as diferenças entre os protocolos Neonatal Resuscitation Program (NRP) e Pediatric Advanced Life Support (PALS) na reanimação de recém-nascidos e lactentes em unidades de terapia intensiva neonatal, destacando as estratégias de ventilação, as particularidades fisiológicas e os desafios na transição entre os protocolos. | Artigo de perspectiva, baseado na análise de estudos clínicos, literatura científica e cenários clínicos, com comparação entre os protocolos de reanimação neonatal (NRP) e de suporte avançado de vida pediátrico (PALS) em unidades de terapia intensiva neonatal. |
Assistência à saúde neonatal de situação de emergência: um estudo de revisão. | Moreno, C. P et al. | 2024 | Analisar as práticas, desafios e avanços na assistência à saúde neonatal em situações de emergência. | Revisão de literatura com busca sistemática nas bases PubMed, SciELO e Cochrane Library. Foram selecionados artigos de revisão, disponíveis gratuitamente na íntegra, publicados entre 2019 e 2024, relacionados às intervenções emergenciais em neonatos. |
Práticas de reanimação neonatal e fatores associados entre enfermeiros em salas de parto na Tanzânia: um estudo transversal. | Mrutu, S.; Lugazia, E.; Omari, A.; Jongo, A.; Msanga, H. | 2025 | Avaliar as práticas de reanimação neonatal realizadas por enfermeiros em salas de parto e identificar os fatores associados à qualidade dessas práticas, considerando conhecimentos, treinamentos e experiência profissional. | Estudo quantitativo, analítico e transversal, realizado em um hospital na Tanzânia, entre setembro e dezembro de 2021. Foram observados 138 atendimentos de reanimação neonatal realizados por 49 enfermeiros. Os dados foram coletados por questionários e check list padronizados e analisados por testes estatísticos e regressão logística. |
Diretrizes para reanimação cardiopulmonar neonatal (atualização de 2025): resumo executivo. | Neonatal Resuscitation Working Group; Fetal-Neonatal Studies Committee; Sociedad Argentina de Pediatría | 2026 | Sintetizar as principais atualizações das diretrizes de reanimação neonatal de 2025, com ênfase na antecipação pré-natal, monitorização fisiológica, ventilação, oxigenoterapia, controle térmico, cuidados pós-reanimação e neuroproteção. | Documento de atualização/recomendação clínica, elaborado a partir das diretrizes de 2025 da AHA/AAP, ILCOR e ERC, com adaptação oficial pela Sociedad Argentina de Pediatría. O artigo apresenta uma síntese das recomendações e mudanças nas práticas de reanimação neonatal. |
Aplicação combinada de diversas ferramentas de avaliação da qualidade na reanimação neonatal. | Ortiz-Movilla, R. et al. | 2022 | Avaliar o impacto da utilização combinada de auditorias aleatórias de segurança, checklists, briefings e debriefings na reanimação neonatal, verificando sua influência na preparação do posto de estabilização, na execução do procedimento e nos resultados clínicos de recém-nascidos menores de 32 semanas de idade gestacional. | Estudo prospectivo e multicêntrico, com auditorias antes e após a implementação de checklists, briefings e debriefings na reanimação neonatal. |
Reanimação do recém-nascido maior ou igual a 34 semanas em sala de parto: diretrizes 2022 da Sociedade Brasileira de Pediatria | Almeida e Guinsburg | 2022 | Apresentar as diretrizes brasileiras para a assistência, a estabilização e a reanimação de recém-nascidos com idade gestacional igual ou superior a 34 semanas em sala de parto, orientando os procedimentos necessários ao atendimento neonatal. | Diretriz fundamentada nas recomendações do ILCOR (2019–2021), debatidas em reunião de consenso do PRN-SBP e da SBP, voltada à assistência e às condutas de reanimação de recém-nascidos com idade gestacional igual ou superior a 34 semanas. |
Reanimação do recém-nascido menor de 34 semanas em sala de parto: diretrizes 2022 da Sociedade Brasileira de Pediatria. | Guinsburg e Almeida | 2022 | Apresentar as diretrizes brasileiras para a estabilização e a reanimação de recém-nascidos prematuros com idade gestacional inferior a 34 semanas em sala de parto, orientando a assistência e o ensino dos profissionais de saúde envolvidos nesse atendimento. | Diretriz elaborada com base nas recomendações do ILCOR (2019–2021), discutidas em reunião de consenso do PRN-SBP e da SBP, com foco na estabilização e reanimação de recém-nascidos prematuros menores de 34 semanas. |
Formação, experiência e necessidade de cursos de reforço em reanimação cardiopulmonar neonatal: inquérito a pediatras. | Pescador Chamorro, M. I. et al. | 2022 | Analisar a formação em reanimação neonatal de médicos residentes em pediatria, identificar quantos necessitaram realizar estabilização de recém-nascidos na sala de parto após a formação e quantos participaram de cursos adicionais de reanimação neonatal. Como objetivo secundário, avaliar a percepção dos pediatras sobre a necessidade de cursos de atualização após a conclusão da formação médica. | Estudo observacional, descritivo e transversal, realizado por meio de survey com pediatras que receberam formação em Neonatologia. Foram aplicados questionários por e-mail para avaliar formação, experiência em reanimação neonatal e participação em cursos de atualização. |
Reanimação de bebês em salas de parto e seus desfechos: um estudo de revisão. | Silva, A. M. et al. | 2024 | Identificar, na literatura científica, a atuação do enfermeiro na parada cardiorrespiratória, incluindo os cuidados ao paciente, as responsabilidades da equipe e a sequência da reanimação cardiopulmonar. | Revisão integrativa da literatura, com buscas nas bases MEDLINE, LILACS e SciELO, incluindo publicações de 2018 a 2024, além de consultas à American Heart Association e ao Google Acadêmico. |
Eficácia do Programa de Reanimação Neonatal na Melhoria do Conhecimento e das Habilidades dos Enfermeiros que Trabalham em Unidades de Saúde Materno-Infantil | Sonia et al. | 2026 | Avaliar a eficácia de um programa de reanimação neonatal na melhoria do conhecimento e das habilidades dos profissionais de enfermagem que atuam em unidades de saúde materno-infantil. | Estudo quase experimental com 60 profissionais, divididos em grupo experimental e controle. O grupo experimental recebeu treinamento prático em reanimação neonatal. Foram aplicados questionário de conhecimento e checklist de habilidades antes e após a intervenção. Os dados foram analisados por frequência, porcentagem, qui-quadrado e teste t pareado. |
Revisão integrativa: o que é e como fazer? | Souza, M. T.; Silva | 2010 | Apresentar as fases de uma revisão integrativa e os aspectos relevantes a serem considerados ao utilizar esse recurso metodológico. | Pesquisa bibliográfica, fundamentada na experiência dos autores na realização de uma revisão integrativa, com apresentação das seis etapas desse método de revisão. |
Conhecimento e atitudes sobre reanimação neonatal entre estudantes de enfermagem: um estudo transversal. | Sweety, D. M. S.; Gauba, A.; Jeba, T. | 2024 | Avaliar o nível de conhecimento e as atitudes de estudantes de enfermagem em relação à reanimação neonatal, bem como investigar a relação entre conhecimento e atitudes e identificar fatores sociodemográficos, educacionais e clínicos associados a esses aspectos. | Estudo transversal, com abordagem quantitativa, realizado em uma faculdade de enfermagem na Índia, em junho de 2024. Participaram estudantes de enfermagem, selecionados por amostragem intencional, que responderam a questionários on-line autoaplicáveis para avaliar seus conhecimentos e atitudes em relação à reanimação neonatal. |
Fonte: Elaborado pelos autores (2026).
3.1. Atribuições de Enfermagem Durante o Processo de Reanimação do Recém-Nascido
As principais atribuições da equipe de enfermagem na reanimação neonatal envolvem diferentes etapas do atendimento, desde o preparo da equipe e dos materiais necessários até a execução das medidas de assistência ao recém-nascido. Karlsson et al. (2023) enfatizam a importância da preparação da equipe, destacando a necessidade de estabelecer condições adequadas para o preparo dos equipamentos e medicamentos, bem como para a orientação e organização dos profissionais antes do nascimento.
Devido à complexidade dessas situações, a equipe de enfermagem deve ser treinada e atualizada por meio da educação continuada, de modo que os profissionais compreendam a finalidade das manobras empregadas durante a reanimação. Nesse sentido, evidencia-se a importância da associação entre o conhecimento teórico e a prática profissional, evitando que a atuação seja fundamentada exclusivamente no conhecimento empírico (Silva et al., 2024).
Além do preparo e da capacitação, a atuação da enfermagem durante a reanimação neonatal envolve a participação nas diferentes etapas do atendimento e o cumprimento das funções estabelecidas para cada integrante da equipe. Chae e Shon (2024) utilizaram, em seu programa de simulação, uma equipe composta por um médico e duas enfermeiras, com atribuição de funções e treinamento direcionado à reanimação neonatal. Os autores destacaram a importância de que os procedimentos fossem realizados com base na comunicação entre os profissionais e na tomada de decisões conjunta, favorecendo uma atuação integrada durante o atendimento. Dessa forma, a participação da enfermagem na reanimação neonatal envolve não apenas a execução das intervenções, mas também a comunicação e a articulação com os demais membros da equipe durante o processo de cuidado.
3.2. Desafios da Equipe de Enfermagem em Urgência Neonatal
Os principais desafios enfrentados pela enfermagem na urgência neonatal estão relacionados à necessidade de atuação rápida, segura e estruturada diante de situações críticas e inesperadas. Entre esses desafios, destacam-se a insuficiência de conhecimentos e habilidades práticas em reanimação neonatal, a necessidade de capacitação e treinamento contínuos, além das dificuldades na execução adequada dos procedimentos (Karlsson et al. 2023).
Outro desafio relevante está relacionado ao trabalho em equipe, especialmente quanto à definição clara de funções, liderança e comunicação durante as situações de emergência. A ausência de uma liderança bem definida, as falhas na comunicação e a divisão inadequada de responsabilidades podem gerar insegurança, desorganização e atrasos na assistência ao recém-nascido. Também são apontadas dificuldades relacionadas à disponibilidade de recursos e equipamentos, à necessidade de atualização técnica dos profissionais e à familiaridade da equipe com o ambiente de atendimento. Além dos aspectos técnicos e organizacionais, a enfermagem enfrenta elevada carga emocional e psicológica durante as urgências neonatais. Situações de instabilidade clínica, insucesso da reanimação e óbito neonatal podem provocar estresse, tristeza, frustração e sensação de impotência (Karlsson et al. 2023; Mrutu et al. 2025).
Entre as estratégias capazes de contribuir para o enfrentamento desses desafios, destaca-se a simulação como ferramenta de capacitação, por possibilitar a prática de situações críticas em um ambiente controlado. Lim e Song (2024) demonstraram que a educação baseada em simulação para a reanimação neonatal promoveu melhorias no conhecimento e na capacidade de desempenho de enfermeiros de Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). Entretanto, a capacitação não precisa estar restrita aos modelos tradicionais de simulação. Alruwaili et al. (2025), ao avaliarem um treinamento baseado em realidade virtual com enfermeiros de unidades de terapia intensiva neonatal, observaram melhorias relacionadas às habilidades clínicas, à tomada de decisão e ao tempo de estabilização, além de relatos de aumento da competência e redução da ansiedade durante o processo de aprendizagem.
De forma semelhante, Elachi et al. (2026) demonstraram que um treinamento de atualização baseado em simulação e direcionado às funções desempenhadas pelos profissionais durante a reanimação neonatal foi capaz de melhorar o desempenho em etapas relacionadas à correção da ventilação. Assim, diferentes modalidades de simulação podem ser utilizadas para desenvolver, atualizar e avaliar competências específicas dos profissionais de enfermagem.
3.3. Contribuições do Enfermeiro para Assistência de Qualidade na Reanimação do Rn
A reanimação neonatal exige uma atuação rápida, organizada e fundamentada em conhecimento técnico-científico. Nesse contexto, o enfermeiro exerce papel fundamental na organização da assistência, gestão da equipe, segurança dos processos, execução das intervenções e integração com os demais profissionais envolvidos no atendimento. Melo et al. (2021) e Karlsson et al. (2023) destacam a importância da atuação do enfermeiro tanto na assistência direta quanto na organização e qualificação da equipe. Nesse sentido, a atualização técnica e a capacitação contínua dos profissionais são estratégias importantes para aprimorar a comunicação interprofissional e a qualidade da assistência em situações críticas Karlsson et al. (2023).
Os estudos também evidenciam que a utilização de treinamentos baseados em simulação pode contribuir para a melhoria do desempenho dos profissionais diante da reanimação neonatal, favorecendo o desenvolvimento de habilidades técnicas, a autoconfiança e a capacidade de resposta em situações críticas. De forma semelhante, Chae e Shon (2024) identificaram que a simulação interprofissional contribui para o aprimoramento da comunicação, do trabalho em equipe, do julgamento clínico e do desempenho dos profissionais diante de situações de emergência, como a reanimação do recém-nascido. Esses achados reforçam que a preparação da equipe não deve se limitar ao conhecimento teórico, sendo necessário desenvolver também habilidades práticas e de comunicação que permitam uma atuação coordenada durante o atendimento.
Mrutu et al. (2025) destacam, ainda, a importância da intervenção rápida durante a reanimação neonatal, especialmente no que se refere ao início oportuno da ventilação. Nesse contexto, o “Minuto de Ouro”, correspondente aos primeiros 60 segundos após o nascimento, constitui um período crítico para a avaliação e o início das intervenções necessárias no recém-nascido que não apresenta respiração adequada. Dessa forma, o cumprimento desse período reforça a necessidade de preparo técnico e capacidade de resposta dos profissionais envolvidos na assistência. Os autores também apontam uma associação entre o atraso no início da ventilação e o aumento do risco de desfechos adversos, evidenciando que a agilidade na tomada de decisão e na execução das intervenções constitui um aspecto essencial para a segurança do recém-nascido Mrutu et al., (2025).
4. CONCLUSÃO
A presente revisão integrativa dedicou-se à análise de evidências sobre a atuação da enfermagem na reanimação do recém-nascido, a fim de responder a pergunta norteadora. Nesse sentido, os estudos demonstram que o enfermeiro participa de todas as etapas do atendimento, isto é, sua participação está desde o preparo do ambiente, dos materiais e da equipe antes do nascimento até a execução das intervenções, a comunicação com os demais profissionais e a organização da assistência durante a reanimação.
Em relação às competências, os achados reforçam que o desempenho seguro depende de domínio técnico e de habilidades não técnicas, como comunicação, liderança, divisão clara de funções e tomada de decisão em equipe. Entre os desafios, destacaram-se as lacunas de conhecimento e de habilidades práticas, a necessidade de capacitação contínua, a disponibilidade de recursos e equipamentos, a definição de papéis e a elevada carga emocional vivenciada pelos profissionais diante da instabilidade clínica e do óbito neonatal.
A capacitação baseada em simulação, inclusive com realidade virtual e treinamentos específicos por função, mostrou-se uma estratégia promissora para melhorar o conhecimento, a autoconfiança e o desempenho dos enfermeiros. Dessa forma, deve ser incorporada de forma periódica à educação permanente, a fim de impactar positivamente o envolvimento dos profissionais em todas as etapas do atendimento, sobretudo às que lhes competem. A rapidez na intervenção, em especial no início da ventilação, e o uso de ferramentas de qualidade, como checklists, briefing e debriefing, são elementos que contribuem para a qualidade e a segurança da assistência.
Como principais lacunas observa-se a predominância de estudos de curta duração e de contextos distintos do brasileiro, a escassez de pesquisas que avaliem desfechos clínicos neonatais, a partir da atuação da enfermagem e a pouca produção específica sobre a UTIN em comparação com a sala de parto. Assim, a recomendação é que os novos estudos nacionais avaliem a retenção de competências ao longo do tempo e o efeito de programas de capacitação, como o da Sociedade Brasileira de Pediatria, sobre a prática do enfermeiro e os resultados neonatais.
Por fim, conclui-se que o fortalecimento da formação, da educação permanente e da organização do trabalho em equipe é essencial para que o enfermeiro atue de maneira rápida, segura e baseada em evidências nas urgências neonatais, contribuindo para a redução da morbimortalidade neonatal.
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1 Discente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário Afya – São João del Rei. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
2 Discente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário Afya – São João del Rei. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
3 Docente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário Afya – São João del Rei.
4 Docente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário Afya – São João del Rei.
5 Docente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário Afya – São João del Rei.
6 Docente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário Afya – São João del Rei.