REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/778720252
RESUMO
Introdução: As doenças cardiovasculares são consideradas a principal causa de morte no mundo, com grande impacto na saúde pública. Destaca-se o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM). A idade é um elemento epidemiológico relevante e apesar de sua variabilidade, a cardiopatia isquêmica atinge, especialmente, faixas etárias mais avançadas. Contudo, a incidência de IAM em pacientes jovens, entre 20 e 39 anos, grupo conhecido por ser o de menor risco, vem se tornando recorrente na atualidade. Objetivo: Conhecer o perfil da mortalidade por infarto agudo do miocárdio em indivíduos jovens, na faixa dos 20 aos 39 anos, no Brasil, do ano de 2014 a 2024. Metodologia: Estudo documental, retrospectivo e com abordagem quantitativa, cuja fonte de dados foi o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), realizando análise estatística descritiva e inferencial por meio do Google Planilhas e Software Jamovi. Resultados: Houve predominância de casos na região Sudeste, no sexo masculino, na cor parda, com escolaridade de 8 a 11 anos e com faixa etária de 35 a 39 anos. Os resultados sugerem relação com vida urbana sedentária, determinantes sociais e reduzido acesso dos homens aos serviços de saúde. Notou-se tendência de queda na região Nordeste, estabilidade na região Norte e Sul e tendência de aumento de casos nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Conclusão: Identifica-se disparidade regional com predominância da Região Sudeste, apresentando heterogeneidade do comportamento da mortalidade no país. Limitou-se pelo uso de dados secundários e ausência de causalidade. Solidifica-se a necessidade de estratégias de rastreio e prevenção precoce.
Palavras-chave: Infarto do miocárdio; Registros de mortalidade; Mortalidade prematura.
ABSTRACT
Introduction: Cardiovascular diseases are considered the leading cause of death worldwide, with a major impact on public health. Among them, Acute Myocardial Infarction (AMI) stands out. Age is an important epidemiological factor, and despite its variability, ischemic heart disease mainly affects older age groups. However, the incidence of AMI in patients especially those aged 20 to 39 - a group traditionally considered at lower risk - has been increasing in recent years. Objective: To identify the mortality profile due to acute myocardial infarction in individuals aged 20 to 39 in Brazil from 2014 to 2024. Methodology: This is a retrospective study with a quantitative approach. Data were obtained from the Department of Informatics of the Brazilian Unified Health System (DATASUS), with statistical and inferential analysis performed using Google Sheets and Jamovi software. Results: There was a predominance of cases in the Southeast region, among males, individuals of mixed race (“pardo”), with 8 to 11 years of schooling, and aged between 35 and 39. The results were associated with sedentary urban lifestyles, social determinants, and reduced male access to healthcare services. A decreasing trend was observed in the Northeast region, stability in the North and South regions, and an increasing trend in the Southeast and Midwest regions. Conclusion: Regional disparities were identified, with predominance in the Southeast Region, demonstrating heterogeneous mortality patterns across the country. The study was limited by the use of secondary data and the lack of causal inference. These findings reinforce the need for early screening and prevention strategies.
Keywords: Myocardial Infarction; Mortality Registries; Mortality; Premature.
1. INTRODUÇÃO
As doenças cardiovasculares (DCV) são consideradas a principal causa de morte no mundo, com impactos na saúde pública e econômicos (Wang et al., 2024). No grupo, destaca-se o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), patologia isquêmica provocada pela oclusão de vasos coronarianos em decorrência, sobretudo, de placas ateroscleróticas. Essa oclusão resulta na diminuição do suprimento sanguíneo e nutritivo das células cardíacas que necrosam (Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC, 2021).
No Brasil, os casos de mortalidade são reais e crescentes, chegando a representar um terço das mortes do país (Cintra et al., 2025). Associada a um elevado nível de morbimortalidade, apresentou taxa de mortalidade em torno de 4,18 para os anos de 2018 a 2022 (Fonseca et al., 2023).
Além do alto número de óbitos, o IAM pode comprometer o bem-estar dos pacientes e trazer repercussões negativas, com comprometimento da sua qualidade de vida (Nammur et al., 2021). Estudo revela que as principais comorbidades que acometem pacientes infartados são a ansiedade, depressão, fragilidade, falha de retorno ao trabalho, risco aumentado de comprometimento cognitivo e de sangramentos (Jeon et al., 2024).
Diversas são as variáveis sociodemográficas e de estilo de vida relacionadas com o surgimento da fisiopatologia aterosclerótica do IAM. Dentre elas, destacam-se o sexo, classe socioeconômica, consumo de álcool, tabagismo e comorbidades como a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), Diabetes Mellitus (DM) e dislipidemia (Zimmermann, 2025). Outrossim, a disparidade de raça e etnia na epidemiologia ainda é um fator preponderante tanto em mulheres quanto em homens (Osho et al., 2023).
Ademais, a idade é um elemento epidemiológico relevante. Apesar de sua variabilidade, a cardiopatia isquêmica atinge, especialmente, faixas etárias mais avançadas. De janeiro de 2015 a junho de 2024, a idade predominante dos pacientes internados em consequência de quadros de IAM foi de 60 a 69 anos, representando 31% do total de internos (Fonseca et al., 2024).
Contudo, a incidência de IAM em pacientes jovens, sobretudo entre 20 e 39 anos, grupo previamente conhecido como de menor risco, vem se tornando recorrente na atualidade e configurando uma preocupação para a saúde pública (Lima et al., 2024). Esta condição pode estar relacionada ao fato de que as manifestações dessa doença sugerem o resultado de uma exacerbada exposição da população jovem a cenários repletos de fatores de risco para os desfechos cardiovasculares (Menezes et al., 2021).
O padrão de mortalidade por IAM vem se modificando, sinalizando a necessidade de mais conhecimentos acerca das novas tendências. A partir disso, os estudos no campo da Síndrome Coronariana Aguda (SCA) em jovens vêm ganhando lugar de importância para a ciência médica. Revisão contemplando a análise das pesquisas acerca do IAM juvenil dentro dos anos de 1980 a 2023, observou que existe uma tendência crescente de publicações anuais sobre o tema. (Fu et al., 2024).
Portanto, objetiva-se conhecer o perfil da mortalidade por infarto agudo do miocárdio em indivíduos jovens, na faixa dos 20 aos 39 anos, no Brasil. Especificamente, propõe-se conhecer a epidemiologia e as taxas de mortalidade por sexo, raça/cor, escolaridade e faixa etária determinada, de maneira a observar o comportamento dos óbitos ao longo do tempo e a relacionar as variáveis às evidências científicas.
Diante desta conjuntura, esta pesquisa justifica-se pela necessidade de identificar o cenário epidemiológico dos casos de IAM em pacientes jovens nos últimos anos e eventuais impactos à saúde pública. Ademais, a partir dessas tendências, maiores possibilidades de detecção precoce e construção de políticas públicas de prevenção podem ser efetivadas.
2. METODOLOGIA
Trata-se de um estudo documental, retrospectivo e com abordagem quantitativa, cuja fonte de dados foi o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). A coleta de dados secundários foi realizada analisando o período de 2014 a 2024, por meio de consulta online ao Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).
Foram incluídos todos os registros de óbitos ocorridos entre 2014 e 2024, que apresentavam diagnóstico principal de IA, com o código da Classificação Internacional de Doenças (CID) - I21, na faixa etária de 20 a 39 anos. Foram excluídos da análise os registros com dados incompletos ou inconsistentes ou com preenchimentos incorretos.
O estudo utilizou como instrumento de coleta de dados uma ficha de registro eletrônica, alimentada por meio da ferramenta TabNet do DATASUS. A coleta dos dados seguiu procedimento rigoroso: inicialmente acessando as bases do DATASUS, por meio da ferramenta TABNET, acessando a opção de estatísticas vitais e selecionando a mortalidade geral desde 1996 pelo CID 10. Os dados colhidos correspondem ao período de 2014 a 2024, depois de aplicados os filtros para selecionar apenas os registros de óbitos de indivíduos com idade entre 20 e 39 anos e cujo diagnóstico principal fosse IAM, conforme o código I21 da CID-10. Após a extração do DATASUS, os dados foram transferidos para o software Microsoft Excel, versão 25.0, para a organização e análise estatística (Figura 1).
Figura 1: Fluxograma de acesso aos dados coletados.
Adotou-se, para análise dos dados, a estatística descritiva. Foi incluído o cálculo de frequências absolutas (n) e relativas (%) para as variáveis categóricas: sexo, escolaridade, cor/raça e faixa etária determinada. Foi calculada a média anual e desvio padrão dos casos por região brasileira, bem como a taxa de mortalidade por região, no decorrer do período estudado. Todos esses dados foram organizados em gráficos e tabelas a partir do Google Planilhas. Ademais, foi possível, ainda, a estatística inferencial dos dados por meio da regressão linear simples, a partir do software Jamovi, para a avaliação de tendência, adotando-se nível de significância de 5% (p< 0,05). A partir de análise estatística detalhada, foi realizada a discussão do tema.
3. RESULTADOS E DISCUSSÕES
Em 11 anos (de 2014 a 2024), no Brasil, 27.311 adultos jovens, na faixa etária de 20 a 39 anos, morreram em decorrência do IAM (CID 10 - I21). Frequentemente, os eventos de IAM em pacientes jovens estão atrelados à alta exposição à fatores de risco, sobretudo, àqueles de ordem comportamental (Salari et al., 2023). O tabagismo, o uso da cannabis e inatividade física, por exemplo, são causas pertinentes do comprometimento vascular e cardíaco dessa população (Araújo et al., 2026).
A Tabela 1 apresenta os dados das 5 regiões do país (Norte, Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste). Percebe-se, inicialmente, a predominância de casos localizados na região Sudeste (n= 12461; média= 1132,8), seguido da região Nordeste (n= 8063; média= 733).
Tabela 1: Estatística descritiva do número de óbitos por IAM (I21) nos pacientes de 20-39 anos, por grande região, Brasil, 2014-2024.
Região | Mortes (n) | Média (n/11 anos) | DP (desvio padrão) |
Norte | 2185 | 198,6 | 16,63 |
Sul | 2620 | 238,2 | 17,94 |
Sudeste | 12461 | 1132,8 | 74,70 |
Centro-Oeste | 1982 | 180,2 | 20,44 |
Nordeste | 8063 | 733,0 | 47,50 |
Fonte: Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), DATASUS (2026).
De acordo com o censo demográfico do IBGE, a região Sudeste é a mais populosa região do país. Essa alta densidade demográfica pode influenciar nos dados obtidos, por ampliar o número total de ocorrências do IAM.
No Sudeste, as cidades possuem maior grau de urbanização, o que pode estar vinculado a maiores riscos cardiovasculares. Um estudo transversal realizado em 2016 e 2017, avaliando populações indígenas, mostrou que a vida em centros urbanos apresenta repercussões desfavoráveis na saúde cardiovascular, com maiores índices de obesidade e hipertensão, quando comparados às populações que vivem em comunidades tradicionais, com estilos de vida menos urbanizados (Armstrong et al., 2023).
Além disso, hábitos e costumes urbanos estão associados à níveis mais baixos de prática de exercício físico (Boakye et al., 2023). Essa rotina sedentária, que abrange inatividade, sobrepeso e obesidade, por sua vez, é considerada um fator de risco para o acometimento dos pacientes jovens por IAM (Araújo et al., 2026).
A partir das variáveis categóricas (sexo, raça/cor, escolaridade e faixa etária determinada) é possível identificar perfis epidemiológicos prevalentes. Em relação ao gênero, há predominância consistente do sexo masculino ao longo de toda a série histórica. Quando analisados os dados nacionais, de maneira geral e absoluta, no intervalo pesquisado, o sexo masculino representou 73,17% dos casos (n=19.988), ficando o sexo feminino com 26,80% (n=7.319), demonstrando participação inferior (Gráfico 1).
Gráfico 1: Frequência absoluta e relativa dos óbitos quanto ao sexo, no Brasil, 2014-2024.
A presença de distúrbios cardiovasculares em pacientes homens está, muitas vezes, associada ao estilo de vida sedentário e suas repercussões metabólicas. Um estudo com pacientes homens, menores de 50 anos, mostrou que os infartados possuíam maior abrangência de fatores de risco modificáveis, tais como a dislipidemia (Gao et al., 2021).
A prevalência de casos no gênero masculino destaca, ainda, a importância da intensificação de projetos acerca da saúde do homem. Isso se deve à reduzida adesão dos homens aos serviços de saúde. A falta de planejamento das equipes de saúde, pouca compreensão do processo saúde-doença dos homens, dificuldades de acessos geográficos, horários de funcionamento incompatíveis com jornadas laborais e outros fatores podem elucidar a baixa procura deste grupo (Oliveira et al., 2026).
Apesar de não se limitar, atualmente, aos pacientes mais idosos, o acometimento de pacientes por IAM revelou proporção direta com o aumento da idade, com clara concentração dos óbitos nas idades mais avançadas dentro do recorte analisado. O Gráfico 2 apresenta esta relação ao exibir uma linha de tendência crescente vinculada ao crescimento das faixas etárias.
Gráfico 2: Frequência absoluta e relativa dos óbitos quanto a faixa etária determinada com linha de tendência, no Brasil, 2014-2024.
O acúmulo progressivo dos impactos metabólicos negativos, oriundo da presença de fatores de risco ao longo da vida, condiz com o aumento de óbitos paralelo ao avançar da idade. Uma maior duração do DM, acarretando exposição cumulativa ao estresse endotelial causado pela doença, é proporcional ao aumento de casos de tromboembolismo venoso (TEV) (Deischinger et al., 2022), que pode se apresentar como um mecanismo desencadeante da oclusão das artérias coronárias e isquemia do miocárdio (Memtsas; Arachchillage; Gorog, 2021).
De outra perspectiva, fatores estressores de ambientes acadêmicos e profissionais são pertinentes nestes grupos etários. Isso afeta diretamente a qualidade de vida dos mesmos, comprometendo a estabilidade física e mental, podendo levar a distúrbios psiquiátricos (Coelho, 2024). Alterações psiquiátricas, como os transtornos de ansiedade, podem cursar com um tipo específico de cardiopatia: a síndrome de Takotsubo (Pozzi et al., 2022) elevando as mortalidades deste grupo etário por condições cardiopatológicas.
Quando analisada a frequência quanto à escolaridade, é identificada a superioridade dos casos em pacientes com 8 a 11 anos de anos de estudo (n= 9588; 35,10%). Foi possível perceber uma mudança importante no perfil da escolaridade ao longo dos anos. A maior concentração de óbitos desloca-se progressivamente para os grupos com maior nível de instrução. A faixa de 8 a 11 anos de estudo apresenta crescimento contínuo, passando de 26,1% em 2014 para 43,5% em 2024, tornando-se o grupo predominante. Em contrapartida, as categorias de menor escolaridade (nenhuma e 1 a 3 anos de estudo) apresentaram redução ao longo do período. A categoria “4 a 7 anos” também apresenta leve declínio percentual. Já os indivíduos com 12 anos ou mais de estudo mostram aumento gradual, embora ainda representem uma parcela menor (cerca de 6% a 11%).
Gráfico 3: Frequência absoluta e relativa dos óbitos quanto a escolaridade, no Brasil, 2014-2024.
O grau de escolaridade representa uma determinante social importante que possui associação com a posição socioeconômica de indivíduos, em linhas gerais. Esses determinantes podem influenciar na saúde cardiovascular da população e corroborar com o surgimento da doença cardíaca isquêmica, haja vista que, segundo estudo, a condição financeira é inversamente proporcional a prevalência de pessoas fisicamente inativas, tabagistas, hipertensas e com diabetes, sendo todos estes fatores de risco para o surgimento do IAM (Bertoletti, 2024).
Além disso, desigualdades por renda e escolaridade afetam veementemente o acesso aos serviços de educação em saúde, mesmo que disponibilizados nacionalmente, interferindo diretamente nos indicadores epidemiológicos e sendo pauta que consolida a necessidade de políticas públicas de acesso ampliado (Oliveira; Pereira, 2024).
Conjuntamente, o uso do tabaco na população jovem brasileira é mais prevalente nos pacientes que possuem escolaridade intermediária, com apenas o ensino fundamental completo, da mesma forma que detém maior ocorrência em pacientes homens (Brito et al, 2021). Esse cenário corresponde à relação entre a exposição aos fatores de risco apresentados com perfil epidemiológico identificado nos dados
No que tange a variável raça/cor, os indivíduos de cor parda representam a maioria. Com frequência absoluta de 13.645 casos no Brasil durante o período, o que representa 49,96%, os pacientes pardos superam os pacientes brancos (n= 9.962; 36,48%) e pretos (n=2980; 10,91%). A população preta apresenta participação menor, porém relevante, variando entre cerca de 9,8% e 12,4%, com discreta tendência de aumento ao longo dos anos. As categorias indígena e amarela possuem baixa representatividade, ambas com percentual <1% durante o intervalo (Gráfico 4).
Gráfico 4: Frequência absoluta e relativa dos óbitos quanto a raça/cor, no Brasil, 2014-2024.
Práticas segregacionistas ainda são comuns no cenário da saúde brasileira, o que prejudica a garantia de atendimento, tratamento e prevenção de doenças em pacientes pretos e pardos (Rodrigues; Pfaffenbach; Zanatta, 2021). Esta perspectiva de comprometimento da equidade pode corroborar para um maior número de casos neste grupo.
A etnia/raça negra e parda também correspondem à um menor nível de condição socioeconômica e isso reflete no acúmulo de doenças crônicas e multimorbidades (Hone et al., 2021).
Por outro ângulo, os pacientes pretos e pardos estão mais vulneráveis à alimentação inapropriada, com menor consumo de alimentos in natura e maior consumo de alimentos ultraprocessados (Crepaldi et al., 2022). A ingestão elevada de alimentos ultraprocessados, ricos em carboidratos, gorduras e sódio, foi vinculada à um maior risco de desenvolvimento das DCVs (Mendoza et al., 2024).
A partir das taxas de mortalidade encontradas (Tabela 3), calculou-se a regressão linear simples para cada região (Tabela 4). As taxas de mortalidade possibilitam comparar o quantitativo de óbitos entre regiões, levando em consideração o tamanho da população, a fim de impedir interpretações distorcidas decorrentes de disparidades demográficas. Dessa maneira, elucida-se que, apesar de manter a liderança quantitativa, quando avaliadas as taxas de mortalidade, nota-se que a diferença da região Sudeste para as demais é relativamente menor, o que corrobora com a influência da densidade demográfica supracitada.
A região Centro-Oeste, apesar de apresentar a menor frequência absoluta de óbitos, possui taxas de mortalidade maiores do que regiões como o Sul, que apresentam quantitativo absoluto maior. Sendo assim, compreende-se que as taxas refletem melhor os índices quando comparados aos números totais.
Tabela 2: Taxas de mortalidade por Infarto Agudo do Miocárdio (I21) por 100.000 habitantes, por região do Brasil, 2014-2024.
Ano | Norte | Nordeste | Sudeste | Sul | Centro Oeste |
2014 | 3,608 | 4,325 | 3,989 | 2,846 | 3,270 |
2015 | 3,154 | 4,307 | 4,149 | 2,622 | 3,074 |
2016 | 3,357 | 4,378 | 4,203 | 2,917 | 3,054 |
2017 | 3,177 | 3,949 | 3,734 | 2,597 | 3,208 |
2018 | 3,155 | 3,902 | 3,549 | 2,444 | 3,330 |
2019 | 3,216 | 4,101 | 3,903 | 2,345 | 2,599 |
2020 | 2,967 | 3,730 | 4,145 | 2,225 | 3,537 |
2021 | 3,953 | 3,588 | 4,525 | 2,311 | 3,903 |
2022 | 3,130 | 3,961 | 4,616 | 2,520 | 3,777 |
2023 | 3,062 | 4,051 | 4,372 | 2,626 | 3,802 |
2024 | 3,482 | 3,829 | 4,449 | 2,510 | 3,380 |
Fonte: Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), DATASUS (2026).
Tabela 3: Regressão linear simples da mortalidade por Infarto Agudo do Miocárdio (I21) por região, Brasil, 2014-2024.
Região | R² | β | p-valor |
Norte | 0,001 | -0,0029 | 0,923 |
Nordeste | 0,453 | -0,0514 | 0,023 |
Sudeste | 0,354 | 0,0601 | 0,053 |
Sul | 0,267 | -0,0331 | 0,104 |
Centro Oeste | 0,328 | 0,0657 | 0,070 |
Fonte: Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), DATASUS (2026).
Nota: Cálculos obtidos através do software Jamovi. Coeficiente β indica tendência ao longo do tempo. P-valor identifica significância do coeficiente β (p<0,05 aponta tendência estatisticamente significativa). R² denota o quanto o modelo consegue explicar a variação dos dados.
Diante da análise da tendência temporal por regressão linear simples, destaca-se uma tendência de aumento dos casos, no decorrer dos 11 anos, na região Sudeste e Centro Oeste, explicadas pelo coeficiente β > 0 (0,0601 e 0,0657, respectivamente). Contudo, ao apresentarem p-valor >0,05, não revelam significância estatística. Já no Nordeste, observou-se redução (β < 0) estatisticamente significativa (p < 0,05), sendo β = -0,0514 e p-valor = 0,023.
A análise da tendência temporal através de gráfico linha (Gráfico 5) permite identificar essas variações e estabilidades. De modo geral, a Região Sudeste mantém-se com os maiores valores durante todo o período analisado, oscilando em torno de uma frequência elevada. Observa-se um leve crescimento entre 2014 e 2016, seguido por uma tendência de queda gradual até 2018. A partir de então, verifica-se uma retomada do crescimento, seguida de discreta redução nos anos subsequentes. Esse comportamento indica variabilidade ao longo dos anos, também evidenciado pelo desvio padrão elevado (DP = 74,70) (Tabela 1).
A Região Nordeste apresenta tendência relativamente estável ao longo do tempo, com pequenas oscilações. Nota-se um crescimento gradual entre 2018 e 2019, seguido de leve redução e posterior retomada de crescimento de 2021 a 2023. Já no Sul, observa-se uma trajetória semelhante à do Nordeste, porém com valores ligeiramente inferiores na maior parte do período. Em 2023 ocorre uma discreta queda, com recuperação em 2024, sugerindo uma tendência de estabilidade com pequenas variações.
A Região Norte manifesta comportamento relativamente estável, com pequenas oscilações, destacando-se uma leve elevação em 2021 e uma tendência de discreto crescimento ao final do período, sem variações abruptas. Por fim, o Centro-Oeste experimentou aumento entre 2014 e 2018, seguido de uma queda mais acentuada até 2019. A partir de 2020, há uma retomada gradual.
Gráfico 5: Tendência temporal da mortalidade por infarto agudo do miocárdio (I21) por região do Brasil, 2014-2024.
Entre os anos de 2016 e 2018 foi possível constatar queda dos casos na região Sudeste, Nordeste, Sul e Norte. No ano de 2017, a portaria Nº 10, 3 de JANEIRO de 2017 integra a rede de atenção às urgências a partir do financiamento de unidades de pronto atendimento 24 horas no SUS (BRASIL, 2017). As unidades de pronto-socorro configuram-se como possibilidade de acesso rápido e estabilização de urgências como IAM, diminuindo o tempo porta-balão e promovendo melhores desfechos, podendo contribuir para a elucidação do decréscimo ocorrido (Pereira Neto; Polanczyk, 2021).
É possível, conjuntamente, constatar aumento do número de casos a partir do ano de 2020 em regiões como Sudeste, Norte e Centro Oeste. Este período em destaque corresponde, simultaneamente, ao início da pandemia do COVID-19 no Brasil.
A fisiopatologia da infecção causada pelo vírus SARS-Cov-2, marcada por processos inflamatórios intensos e ativação de fatores coagulantes, confere ao organismo um estado pró-trombótico. A consequente formação de trombos pode cursar com aumento dos eventos cardiovasculares (Semeraro; Colucci, 2021).
Concomitantemente, o processo imunológico contra o agente infeccioso (SARS-Cov-2) também atua influenciando a cascata de coagulação, aumentando o risco de TEV, resultando na imuno trombose e contribuindo para eventos obstrutivos, como é o caso do IAM (Loo; Cuspe; Newnham, 2021).
4. CONCLUSÃO
A partir da análise e discussão dos dados, é possível concluir que o perfil epidemiológico das mortes por IAM em pacientes jovens, no período, no Brasil, é variável. Nota-se disparidade regional, com predominância da região Sudeste, tanto quando avaliada pelo número total, como quando avaliada pela taxa de mortalidade. A região Centro Oeste, embora apresente o menor quantitativo absoluto, evidencia taxas superiores à região Sul.
A tendência temporal, por sua vez, não é uniforme e o comportamento da mortalidade é heterogêneo em todo o país, apresentando flutuações ao longo dos anos. Notou-se estabilidade nas regiões Norte e Sul, tendência à queda na região Nordeste e tendência de aumento nas regiões Sudeste e Centro Oeste, apesar de estatisticamente não significativas.
Ademais, constatou-se predominância do sexo masculino, de faixas etárias mais avançadas (35-39 anos), da raça parda e da escolaridade de 8 a 11 anos, que possui relação direta com os indicadores sociais nacionais e pode ser elucidada por menor acesso aos serviços e aumento de exposição às condições predisponentes.
O presente estudo possui limitações por estar sujeito à subnotificação de ocorrências, tendo em vista o uso de dados secundários para a análise. Além disso, por se tratar de uma pesquisa descritiva e quantitativa, não se faculta o estabelecimento de causalidade, apenas associações e tendências.
Assim sendo, solidifica-se a necessidade de estratégias de saúde pública para rastreio precoce e prevenção primária para o Infarto Agudo do Miocárdio voltadas para indivíduos jovens.
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1 Discente do Curso Superior de Medicina do Centro Universitário de Patos – UNIFIP, Campus Patos. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
2 Docente do Curso de Medicina do Centro Universitário de Patos – UNIFIP, Campus Patos. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail