INTERNAÇÕES HOSPITALARES DE ADOLESCENTES NO BRASIL: REVISÃO INTEGRATIVA DAS CAUSAS E TENDÊNCIAS (2010–2025)

HOSPITALIZATIONS OF ADOLESCENTS IN BRAZIL: AN INTEGRATIVE REVIEW OF CAUSES AND TRENDS (2010–2025)

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/780894903

RESUMO
Analisar as principais causas de internações hospitalares de adolescentes no Brasil no período de 2010 a 2025. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), incluindo artigos científicos indexados publicados entre 2010 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol. Os estudos analisados evidenciaram que as internações de adolescentes estão majoritariamente associadas a transtornos mentais e comportamentais, especialmente relacionados ao uso de álcool e outras substâncias psicoativas, condições sensíveis à atenção primária, causas externas (acidentes e violências), condições crônicas complexas e eventos relacionados à gravidez, parto e puerpério. Os achados indicam que parcela expressiva dessas hospitalizações é potencialmente evitável, refletindo fragilidades na atenção primária à saúde, na rede de atenção psicossocial e na implementação de políticas públicas integradas voltadas à saúde do adolescente. Conclui-se que o fortalecimento das ações preventivas, do cuidado integral e da articulação entre os níveis de atenção é fundamental para a redução das internações hospitalares nesse grupo etário.
Palavras-chave: Adolescente; Hospitalização; Saúde Pública; Causas de Internação; Brasil.

ABSTRACT
To analyze the main causes of hospital hospitalizations among adolescents in Brazil between 2010 and 2025. This study consists of an integrative literature review conducted using the PubMed and Virtual Health Library (VHL) databases. Indexed scientific articles published between 2010 and 2025 in Portuguese, English, and Spanish were included. The analyzed studies showed that adolescent hospitalizations are predominantly associated with mental and behavioral disorders, particularly those related to alcohol and other psychoactive substance use, primary care-sensitive conditions, external causes (accidents and violence), complex chronic conditions, and events related to pregnancy, childbirth, and the postpartum period. The findings indicate that a substantial proportion of these hospitalizations is potentially preventable, reflecting weaknesses in primary health care, psychosocial care networks, and the implementation of integrated public policies aimed at adolescent health. Strengthening preventive actions, comprehensive care, and coordination across different levels of health care is essential to reduce hospital hospitalizations among adolescents.
Keywords: Adolescent; Hospitalization; Public Health; Patient Admission; Brazil.

1. INTRODUÇÃO

Etimologicamente, adolescência vem de adolescere, palavra latina que expressa crescer, desenvolver-se, tornar-se maior, atingir a maioridade. (Abrantes et al, 1998). Os limites da adolescência, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1975 estendem-se dos 10 aos 19 anos, abrangendo a pré-adolescência, o período etário entre 10 a 14 anos e a adolescência propriamente dita, dos 15 aos 19 anos.

A adolescência é uma fase marcada por intensas transformações físicas, emocionais e sociais, configurando-se como um período de vulnerabilidade, mas também de oportunidades para a promoção da saúde. Apesar de geralmente ser considerado um grupo saudável, adolescentes enfrentam riscos significativos que podem resultar em morbidade e mortalidade precoce, muitas vezes por causas evitáveis (OMS, 1975).

Em nível global, as internações hospitalares de adolescentes têm sido atribuídas a uma combinação de fatores, entre os quais se destacam as causas externas (como acidentes, homicídios e suicídios), os transtornos mentais e comportamentais, o uso de substâncias psicoativas, a gravidez precoce e as doenças crônicas (Peixoto et al., 2021; Silva et al., 2020; Pires; Lima, 2022). Esses fatores refletem não apenas vulnerabilidades individuais, mas também deficiências estruturais nos sistemas de saúde, sobretudo em contextos marcados por desigualdade social.

No contexto brasileiro, essas tendências manifestam-se com algumas especificidades. As causas externas continuam a se as principais responsáveis pelas internações entre adolescentes do sexo masculino, enquanto a gravidez, o parto e o puerpério lideram entre as adolescentes do sexo feminino (Peixoto et al., 2021). Além disso, observa-se um aumento histórico nas internações por transtornos mentais, com destaque para os transtornos do humor, embora as internações por uso de substâncias psicoativas apresentem uma tendência recente de queda (Freitas et al., 2024). As hospitalizações por condições sensíveis à atenção primária, como infecções do trato urinário e asma, também persistem, evidenciando fragilidades na atenção básica à saúde (Freitas et al., 2018; Guimarães et al., 2020).

A pandemia de COVID-19 agravou ainda mais os desafios enfrentados pelos adolescentes e pelos sistemas de saúde, impactando diretamente o acesso a serviços, a continuidade do cuidado e os perfis de internação hospitalar (Agência Minas, 2023).

Nesse contexto, as internações hospitalares de adolescentes representam um importante marcador de saúde pública, pois refletem desfechos evitáveis, falhas na atenção primária e limitações nas redes de cuidado especializado (Dornellas, 2011).

Além disso, condições como transtornos afetivos, psicóticos, uso de substâncias, gravidez na adolescência, agravos externos e doenças crônicas continuam a figurar entre as principais causas de internação (Silva et al., 2020; Freitas et al., 2024), com importantes implicações para a formulação de políticas públicas, alocação de recursos, qualificação de profissionais e mobilização comunitária.

Diante do exposto, este estudo visa realizar uma revisão integrativa da literatura científica sobre as principais causas de internações hospitalares de adolescentes no Brasil, no período 2010 a 2025.

2. METODOLOGIA

O presente estudo foi conduzido por meio de uma revisão integrativa da literatura. Este método de pesquisa é caracterizado por técnicas rigorosamente sistematizadas que visam sintetizar o conhecimento científico disponível sobre um tema específico, de maneira abrangente e organizada (Souza, Silva & Carvalho, 2010). A metodologia da revisão integrativa abrange seis etapas estruturais sequenciais (Souza, Silva & Carvalho, 2010): elaboração da pergunta norteadora, busca na literatura, coleta de dados, análise crítica dos estudos selecionados, interpretação e síntese dos resultados e apresentação final da revisão.

Para orientar o desenvolvimento desta revisão, foi empregada a estratégia PICO (Paciente, Intervenção, Comparação e Outcome – Desfecho). Conforme a pergunta norteadora, os componentes desta estratégia foram definidos da seguinte forma: P (População): Adolescentes no Brasil internados, I (Interesse/Exposição): Causas de internações hospitalares, C (Comparação): Não se aplica (estudo descritivo) e O (Desfecho): Identificação das principais causas de internação.

A partir dessa estruturação, a pergunta norteadora que guiou a busca e a seleção dos estudos foi: Quais são as principais causas de internações hospitalares de adolescentes no Brasil, no período de 2010 a 2025?

A busca bibliográfica foi realizada nas bases de dados PubMed (National Library of Medicine) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), por serem referências internacionais e regionais em saúde e concentrarem grande parte da produção científica brasileira e latino-americana. Utilizaram-se os descritores controlados dos vocabulários Medical Subject Headings (MeSH) e Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): Adolescent, Hospitalization e Brazil, combinados com o operador booleano AND. As estratégias de busca foram adaptadas às especificidades de cada base.

Foram incluídos artigos originais publicados no período de 2010 a 2025, disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês ou espanhol, que abordassem internações hospitalares de adolescentes (10 a 19 anos) no contexto brasileiro. Excluíram-se revisões narrativas, editoriais, cartas ao editor, estudos duplicados, relatórios legais, boletins governamentais sem indexação, teses ou artigos não indexados em bases oficiais e artigos que não apresentassem resultados específicos para a população adolescente.

A seleção dos estudos ocorreu em duas etapas: inicialmente, procedeu-se à leitura dos títulos e resumos; em seguida, realizou-se a leitura na íntegra dos artigos potencialmente elegíveis. O processo de seleção seguiu as recomendações do PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses), garantindo transparência e reprodutibilidade. (PRISMA 2009) (Moher et al., 2015).

Para a extração dos dados, foi utilizado um instrumento padronizado contendo as seguintes variáveis: base de dados, ano de publicação, título do estudo, delineamento metodológico e principais achados relacionados às causas de internações hospitalares. Os dados foram analisados de forma descritiva e interpretativa, sendo posteriormente organizados em quadro síntese.

Assim, a revisão integrativa foi construída baseada na questão norteadora, busca na literatura com estabelecimento de critérios de inclusão e exclusão, avaliação dos estudos selecionados, definição das informações extraídas dos estudos, síntese dos dados e discussão dos resultados.

O fluxograma a seguir apresenta os artigos selecionados e a sequência adotada até a definição daqueles considerados pertinentes para a análise (Figura 1).

Figura 1: Fluxograma PRISMA 2009 adaptado com os artigos selecionados nos estudos.

Fonte: Autores, adaptado ao modelo adaptado do PRISMA (2009)

3. RESULTADOS

A seleção dos estudos seguiu as recomendações do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA). Inicialmente, foram identificados 2.499 artigos nas bases PubMed (n = 1.664) e Biblioteca Virtual em Saúde – BVS (n = 835). Após a remoção de 93 artigos duplicados, permaneceram 2.406 estudos para a etapa de triagem.

Na leitura dos títulos e resumos, 2.321 artigos foram excluídos por não atenderem aos critérios de elegibilidade, resultando em 85 estudos selecionados para leitura na íntegra. Após essa etapa, 79 artigos foram excluídos por não abordarem especificamente as causas de internações hospitalares de adolescentes no Brasil ou por não apresentarem dados compatíveis com o objetivo do estudo. Assim, 06 artigos atenderam a todos os critérios de inclusão e compuseram a amostra final desta revisão integrativa.

A presente revisão integrativa incluiu estudos científicos publicados entre 2010 e 2025, indexados nas bases PubMed e BVS/LILACS, que analisaram as causas de internações hospitalares em adolescentes no Brasil. Os estudos selecionados apresentaram delineamentos predominantemente observacionais, incluindo estudos ecológicos, séries temporais, análises retrospectivas, descritivo e coortes observacionais. Os estudos evidenciaram que as internações de adolescentes se concentram em quatro grandes grupos de causas: gravidez, parto e puerpério, transtornos mentais e comportamentais, causas externas e condições sensíveis à atenção primária (CSAP). Abaixo se encontra a seleção dos artigos encontrados. Cada linha contém: Ano, Autores, Título, Estudo Metodológico e Principais Resultados, com referências às bases de dados.

Quadro 1: estudos analisados quanto internações hospitalares de adolescentes no Brasil.

Ano de publicação

Autores

Título

Base de indexação

Tipo de estudo

Causas / Resultados principais

2018

Freitas, J. S.; Chaves, M. M. N.; Raksa, V. P.; Larocca, L. M.

Internações de adolescentes por condições sensíveis à atenção primária em uma regional de saúde

BVS / LILACS

Estudo ecológico retrospectivo (SIH/SUS)

Das 87.321 internações, 11,29% foram por condições sensíveis à atenção primária; principais causas: infecção do trato urinário, gastroenterites, epilepsias e asma; maior frequência entre adolescentes de 15–19 anos e no sexo feminino.

2020

Guimarães, N. M.; Oliveira, E. R.; Bohland, A. K.

Hospital admissions of adolescents in Sergipe, from 2002 to 2012

PubMed / PMC

Estudo descritivo com dados do SIH/SUS

149.850 internações; 58,4% relacionadas à gravidez, parto e puerpério; causas externas e condições sensíveis à atenção primária também relevantes; tendência geral de redução das taxas.

2023

Oliveira, P. V.; Brocchi, B. S.; Enes, C. C.; Nucci, L. B.

Hospitalizations of children and adolescents with complex chronic conditions in Brazil: a temporal analysis from 2009 to 2020

PubMed

Estudo transversal com análise temporal (SIH/SUS)

1.337.120 internações por condições crônicas complexas; neoplasias como principal causa diagnóstica, com tendência crescente ao longo do período.

2023

Rêgo, A. S. et al.

Internação hospitalar por transtornos mentais e comportamentais em adolescentes no Brasil, 2008–2017

BVS / LILACS

Estudo ecológico de séries temporais (SIH/SUS)

152.465 internações por transtornos mentais e comportamentais; importantes variações regionais, evidenciando desigualdades na rede de atenção psicossocial.

2024

Galvão, M. T. L. et al.

Hospitalizations for mental and behavioral disorders due to alcohol and other psychoactive substance use among adolescents in Brazil, 2017–2022

PubMed

Série temporal com dados do SIH/SUS (regressão Prais–Winsten)

29.991 internações por transtornos mentais e comportamentais associados ao uso de álcool e outras substâncias; tendência geral de queda, com diferenças por sexo, faixa etária e região.

2024

Helito, A. C. et al.

The profile of adolescents assisted by the emergency department of a Brazilian private tertiary hospital

PubMed

Coorte retrospectiva observacional em pronto-socorro

Em 37.450 atendimentos, taxa de internação de 5,5%; causas predominantes: traumas e abdome agudo, reforçando o peso das causas externas e condições agudas na adolescência.

4. DISCUSSÃO

O presente estudo teve como objetivo identificar as principais causas de internações hospitalares de adolescentes no Brasil, no período de 2010 a 2025.

Os achados desta revisão integrativa evidenciam que, embora a adolescência seja frequentemente considerada uma fase de baixo risco para hospitalizações, o padrão de internações nesse grupo etário no Brasil é marcado por causas específicas e, em grande parte, potencialmente evitáveis.

A predominância das internações por gravidez, parto e puerpério, observada por Guimarães, Oliveira e Bohland (2020), reforça a persistência da gravidez na adolescência como um importante problema de saúde pública. Esse achado está diretamente relacionado a fragilidades nas políticas de saúde sexual e reprodutiva, no acesso ao planejamento familiar e na educação sexual, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade social. Embora tenha sido observada tendência de redução das taxas ao longo do tempo, o volume absoluto de internações permanece elevado, indicando a necessidade de ações intersetoriais mais efetivas.

As condições sensíveis à atenção primária (CSAP), identificadas por Freitas et al. (2018), representam outro grupo expressivo de internações evitáveis. A ocorrência de hospitalizações por infecções urinárias, gastroenterites, asma e epilepsia sugere falhas na continuidade do cuidado, no manejo adequado de condições crônicas e no acesso oportuno aos serviços de atenção básica. Esses achados corroboram a literatura que utiliza as CSAP como indicador indireto da qualidade da atenção primária, evidenciando a necessidade de fortalecimento da Estratégia Saúde da Família e de ações específicas voltadas à saúde do adolescente.

As internações por transtornos mentais e comportamentais, analisadas por Rêgo et al. (2023) e Galvão et al. (2024), revelam um cenário preocupante. Embora Galvão et al. tenham identificado tendência de queda nas internações relacionadas ao uso de álcool e outras substâncias, os números absolutos permanecem elevados e apresentam desigualdades regionais e de gênero. Esses achados refletem limitações da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), especialmente no que se refere à oferta de cuidados continuados, prevenção do uso de substâncias psicoativas e acompanhamento em saúde mental na adolescência.

O crescimento das internações por condições crônicas complexas, especialmente neoplasias, observado por Oliveira et al. (2023), aponta para uma transição epidemiológica no perfil de adoecimento de crianças e adolescentes. Esse cenário impõe desafios adicionais ao sistema de saúde, como a necessidade de cuidados especializados, maior tempo de internação e articulação entre níveis assistenciais, além de impacto significativo para as famílias.

As causas externas, evidenciadas principalmente no estudo de Helito et al. (2024), destacam-se como importante motivo de internação em serviços de emergência, com predomínio de traumas. Esse padrão é consistente com a literatura nacional e internacional, que aponta acidentes e violências como causas relevantes de morbimortalidade na adolescência, especialmente entre adolescentes do sexo masculino. Tais achados reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção de acidentes, promoção da cultura de paz e redução da violência.

4.1. Limitações do Estudo

Este estudo apresenta algumas limitações que devem ser consideradas na interpretação dos resultados. Primeiramente, por tratar-se de uma revisão integrativa baseada em estudos que utilizaram predominantemente dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), os achados estão sujeitos a possíveis vieses relacionados à subnotificação, erros de preenchimento das autorizações de internação hospitalar e limitações inerentes à qualidade dos registros administrativos.

Outra limitação refere-se à heterogeneidade metodológica dos estudos incluídos, que utilizaram diferentes delineamentos, períodos de análise e recortes geográficos, o que impossibilitou comparações diretas mais aprofundadas e a realização de análises quantitativas combinadas. Além disso, a inclusão de estudos realizados em contextos específicos, como hospitais privados de alta complexidade, pode limitar a generalização dos resultados para toda a população adolescente brasileira. Ressalta-se ainda que a maioria dos estudos analisasse causas de internação de forma agregada, sem estratificações detalhadas por determinantes sociais, raça/cor ou condições socioeconômicas, o que restringe a compreensão das desigualdades em saúde que afetam adolescentes.

Apesar dessas limitações, os achados fornecem uma visão abrangente e consistente sobre o perfil das internações de adolescentes no Brasil, contribuindo para o planejamento de ações em saúde e para o aprimoramento das políticas públicas voltadas a esse grupo populacional.

5. CONCLUSÃO

Conclui-se a partir dos resultados desta revisão integrativa que as internações hospitalares de adolescentes no Brasil, no período analisado, estão fortemente associadas a causas específicas e, em grande parte, potencialmente evitáveis. Destacam-se como principais motivos de hospitalização a gravidez, parto e puerpério, os transtornos mentais e comportamentais, especialmente aqueles relacionados ao uso de álcool e outras substâncias psicoativas, as causas externas, como traumas, e as condições sensíveis à atenção primária.

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1 Discente do Programa de Pós-Graduação em Ensino em Saúde da Universidade Federal dos Vale do Jequitinhonha e Mucuri UFVJM Campus Diamantina. ORCID: https://orcid.org/0009-0007-6945-9695. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

2 Acadêmica do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário do Norte de Minas FUNORTE campus Montes Claros. ORCID: https://orcid.org/0009-0009-4014-933X. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

3 Discente do Programa de Pós-Graduação em Ensino em Saúde da Universidade Federal dos Vale do Jequitinhonha e Mucuri UFVJM Campus Diamantina. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-4663-2041. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

4 Discente do Programa de Pós-Graduação em Ensino em Saúde da Universidade Federal dos Vale do Jequitinhonha e Mucuri UFVJM Campus Diamantina. ORCID: https://orcid.org/0009-0007-1335-2346. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

5 Discente do Programa de Pós-Graduação em Ensino em Saúde da Universidade Federal dos Vale do Jequitinhonha e Mucuri UFVJM Campus Diamantina. ORCID: https://orcid.org/0009-0007-5715-2389. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

6 Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de Minas Gerais UFMG. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5292-2053. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail