EMPREENDEDORISMO NA ENFERMAGEM EM ALAGOAS: O QUE A LITERATURA ABORDA SOBRE AS POTENCIALIDADES E DESAFIOS PROFISSIONAIS

ENTREPRENEURSHIP IN NURSING IN ALAGOAS: WHAT THE LITERATURE SAYS ABOUT PROFESSIONAL OPPORTUNITIES AND CHALLENGES

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/779033331

RESUMO
O presente estudo investiga o empreendedorismo na enfermagem no estado de Alagoas, com foco na identificação de suas potencialidades e desafios. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa, complementada por análise documental da plataforma Inova-e do Conselho Federal de Enfermagem. A busca foi realizada em março de 2026 nas bases SciELO, LILACS, PubMed e BDENF, totalizando 11 estudos na amostra final. Os dados foram analisados por meio da técnica de análise de conteúdo de Bardin. Os resultados evidenciaram que o empreendedorismo na enfermagem em Alagoas apresenta potencial de desenvolvimento, manifestado especialmente na modalidade empresarial, com atuação em áreas como dermatologia, saúde da mulher e estética. No entanto, sua consolidação é limitada por fragilidades na formação acadêmica, reduzido número de profissionais cadastrados na plataforma Inova-e e concentração geográfica na capital. Conclui-se que o fortalecimento do empreendedorismo requer investimentos na formação profissional, aprimoramento dos sistemas de registro e implementação de políticas institucionais de incentivo.
Palavras-chave: Empreendedorismo; Enfermagem; Autonomia profissional; Perfil profissional.

ABSTRACT
This study investigates entrepreneurship in nursing in the state of Alagoas, focusing on identifying its potentialities and challenges. This is an integrative literature review with a qualitative approach, complemented by documentary analysis of the Inova-e platform of the Federal Nursing Council. The search was conducted in March 2026 in the SciELO, LILACS, PubMed, and BDENF databases, totaling 11 studies in the final sample. Data were analyzed using Bardin's content analysis technique. The results showed that entrepreneurship in nursing in Alagoas has development potential, especially in the business modality, working in areas such as dermatology, women's health, and aesthetics. However, its consolidation is limited by weaknesses in academic training, a reduced number of professionals registered on the Inova-e platform, and geographic concentration in the capital. It is concluded that strengthening entrepreneurship requires investments in professional training, improvement of registration systems, and implementation of institutional incentive policies.
Keywords: Entrepreneurship; Nursing; Professional autonomy; Professional profile.

1. INTRODUÇÃO

O presente estudo investiga o empreendedorismo na enfermagem no estado de Alagoas, com foco na identificação de suas potencialidades e desafios. Sua realização é motivada pelas transformações recentes no mercado de trabalho em saúde, pelo aumento das demandas assistenciais e pela necessidade de inovação nos modelos de cuidado. Nesse contexto, a enfermagem destaca-se por sua atuação estratégica nos serviços de saúde, desempenhando funções essenciais no cuidado, na gestão e na promoção da saúde.

No campo da saúde, o empreendedorismo tem sido reconhecido como importante estratégia de inovação, geração de renda e transformação social, contribuindo para a criação de novos serviços, produtos e tecnologias voltados à melhoria da qualidade da assistência (Menegaz; Trindade; Santos, 2021). Na enfermagem, essa prática amplia o acesso aos serviços, fortalece a autonomia profissional e favorece a inserção do enfermeiro em novos espaços de atuação, para além dos modelos assistenciais tradicionais (Copelli; Erdmann; Santos, 2019; Menegaz; Trindade; Santos, 2021; Pinheiro; Bandeira; Machado, 2024).

Historicamente, a atuação do enfermeiro esteve centrada em instituições de saúde, com forte vínculo empregatício e limitada autonomia decisória. Contudo, as transformações no setor saúde, associadas à ampliação das demandas assistenciais e à necessidade de inovação, têm impulsionado o desenvolvimento de iniciativas empreendedoras, configurando novas possibilidades de atuação profissional (Menegaz; Trindade; Santos, 2021). Nesse contexto, o empreendedorismo na enfermagem envolve a identificação de oportunidades, a inovação nas práticas assistenciais e a implementação de soluções voltadas às necessidades da população, podendo se expressar em diferentes tipologias, como o empreendedorismo social, empresarial e o intraempreendedorismo (Copelli; Erdmann; Santos, 2019; Backes et al., 2022).

Apesar dessas potencialidades, a literatura evidencia fragilidades na formação acadêmica em enfermagem no que se refere ao desenvolvimento de competências empreendedoras. Observa-se predominância de currículos centrados na assistência e limitada abordagem de conteúdos relacionados à gestão, inovação e empreendedorismo, o que compromete a preparação dos profissionais para atuação autônoma (Colichi et al., 2020; Colichi et al., 2021; Colichi et al., 2023). Essa lacuna formativa constitui uma das principais barreiras para a consolidação de iniciativas empreendedoras na área. Além dos aspectos formativos, o desenvolvimento do empreendedorismo na enfermagem está diretamente relacionado ao respaldo legal e institucional da profissão. No Brasil, a atuação do enfermeiro como profissional autônomo encontra-se regulamentada pela Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986 (Brasil, 1986).

No contexto do estado de Alagoas, observa-se que o empreendedorismo na enfermagem, embora presente, ainda se encontra em fase inicial de consolidação. Dados da plataforma Inova-e do Conselho Federal de Enfermagem evidenciam número reduzido de profissionais cadastrados, com concentração geográfica na capital, Maceió, e atuação em áreas específicas, como dermatologia, saúde da mulher, estética e informática em saúde. Esse cenário indica a existência de potencial empreendedor ainda não plenamente explorado, influenciado por fatores estruturais, formativos e socioeconômicos. Diante desse cenário, evidencia-se uma lacuna na produção científica quanto à análise do empreendedorismo na enfermagem em contextos regionais, especialmente no estado de Alagoas.

Assim, a realização deste estudo justifica-se pela necessidade de aprofundar o conhecimento sobre o empreendedorismo na enfermagem em nível regional, considerando suas implicações para a prática profissional e para a inovação no cuidado. Dessa forma, estabelece-se a seguinte questão norteadora: quais são as potencialidades e os desafios do empreendedorismo na enfermagem no estado de Alagoas? O presente estudo tem como objetivo geral analisar as potencialidades e os desafios do empreendedorismo na enfermagem no estado de Alagoas.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA

O empreendedorismo na enfermagem caracteriza-se como um processo que envolve a identificação de oportunidades, a inovação em práticas assistenciais e a implementação de soluções voltadas às necessidades da população, contribuindo para a melhoria da qualidade do cuidado e para a ampliação da autonomia profissional. Trata-se de uma estratégia que vem ganhando destaque no cenário da saúde brasileira, especialmente diante das transformações no mercado de trabalho, da necessidade de inovação nos modelos assistenciais e do desejo dos profissionais por maior independência e protagonismo (Copelli; Erdmann; Santos, 2019; Menegaz; Trindade; Santos, 2021).

A literatura demonstra que o empreendedorismo na enfermagem pode se manifestar em três tipologias principais. A primeira é o empreendedorismo social, voltado para a transformação de realidades vulneráveis por meio de ações que promovem saúde e bem-estar em comunidades de baixa renda ou em situação de risco social. A segunda é o empreendedorismo empresarial, que envolve a abertura de negócios próprios, como consultórios, clínicas de enfermagem, serviços de home care, estética, dermatologia e saúde da mulher. A terceira é o intraempreendedorismo, que ocorre quando o profissional inova dentro da própria organização onde já trabalha, propondo novos processos, produtos ou metodologias que agregam valor ao serviço de saúde (Copelli; Erdmann; Santos, 2019; Backes et al., 2022).

Segundo Copelli, Erdmann e Santos (2019), o empreendedorismo social na enfermagem está relacionado a atividades de ensino, pesquisa e extensão, evidenciando seu potencial de impacto na promoção da saúde e na transformação social. Backes et al. (2022) corroboram esse entendimento ao afirmarem que o empreendedorismo pode ser compreendido como um fenômeno complexo, composto por múltiplas interações voltadas à promoção da vida saudável e à melhoria das condições de cuidado. Já o empreendedorismo empresarial tem se mostrado predominante, indicando uma orientação das iniciativas para o campo econômico e geração de renda, especialmente por meio da prestação de serviços especializados que ampliam o acesso da população a cuidados de enfermagem de qualidade (Copelli; Erdmann; Santos, 2019; Pinheiro; Bandeira; Machado, 2024).

Apesar dessas potencialidades, a literatura evidencia fragilidades importantes na formação acadêmica em enfermagem no que se refere ao desenvolvimento de competências empreendedoras. Colichi et al. (2020) apontam que a ausência do ensino de empreendedorismo na graduação é uma das principais barreiras percebidas pelos estudantes, configurando-se como um obstáculo significativo para a consolidação de iniciativas empreendedoras. Observa-se predominância de currículos centrados na prática assistencial institucional e limitada abordagem de conteúdos relacionados à gestão, inovação e empreendedorismo, o que compromete a preparação dos profissionais para atuação autônoma (Colichi et al., 2020; Colichi et al., 2021; Colichi et al., 2023).

Entretanto, estudos recentes apontam possibilidades de desenvolvimento dessas competências no próprio ambiente acadêmico. Backes et al. (2022) e Soder et al. (2022) destacam que a participação em atividades de ensino, pesquisa e extensão favorece o desenvolvimento de habilidades como autonomia, liderança, tomada de decisão e inovação. Colichi et al. (2023) evidenciam que metodologias ativas de ensino, como aprendizagem baseada em problemas, estudos de caso e simulações realísticas, contribuem para uma aprendizagem mais significativa e alinhada às demandas contemporârneas do mercado. Além disso, Soder et al. (2022) acrescentam que estudantes participantes de grupos de pesquisa e projetos de extensão apresentam melhores indicadores de tendência empreendedora quando comparados àqueles com envolvimento exclusivo em atividades curriculares tradicionais.

No que se refere ao respaldo legal e institucional, o desenvolvimento do empreendedorismo na enfermagem está diretamente relacionado à existência de um arcabouço normativo que confere segurança jurídica à atuação autônoma do enfermeiro. No Brasil, a atuação do enfermeiro como profissional autônomo encontra-se regulamentada pela Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986 (Brasil, 1986), que dispõe sobre o exercício da enfermagem e estabelece suas competências. Esse arcabouço normativo, associado às diretrizes do Conselho Federal de Enfermagem, viabiliza a implantação de consultórios, clínicas e outros serviços de saúde conduzidos por enfermeiros (Brasil, 1986; Cofen, 2024).

Complementarmente, o Conselho Federal de Enfermagem tem produzido normativas específicas que regulamentam o empreendedorismo na área. A Resolução Cofen nº 568/2018 (atualizada pela nº 606/2019) regulamenta o funcionamento de consultórios e clínicas de enfermagem, estabelecendo os requisitos para cadastro e funcionamento desses empreendimentos. A Resolução Cofen nº 721/2023 atualiza a norma técnica para registro de empresas no âmbito dos Conselhos Regionais de Enfermagem. Adicionalmente, a Resolução Cofen nº 696/2022 normatiza a atuação da enfermagem na saúde digital, incluindo a telenfermagem, ampliando as possibilidades de atuação empreendedora. A Resolução Cofen nº 554/2017 estabelece critérios para o uso de mídias sociais pelos profissionais, aspecto fundamental para a divulgação e marketing de negócios na área (Cofen, 2017; 2018; 2019; 2022; 2023).

Pinheiro, Bandeira e Machado (2024) afirmam que o empreendedorismo representa uma oportunidade para os enfermeiros alcançarem novos patamares de autonomia e reconhecimento profissional, rompendo com o modelo tradicional de atuação exclusivamente empregatícia. Menegaz, Trindade e Santos (2021) acrescentam que o empreendedorismo contribui para a ampliação do acesso aos serviços de saúde, o desenvolvimento de tecnologias assistenciais e a criação de novos modelos de cuidado, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas, especialmente ao ODS 3, que trata da garantia de uma vida saudável e promoção do bem-estar para todos.

Quanto ao perfil do enfermeiro empreendedor brasileiro, estudos nacionais indicam que o empreendedorismo na enfermagem apresenta crescimento recente, com características sociodemográficas bem definidas. Pontes et al. (2025) identificaram um perfil predominante de enfermeiros empreendedores: a maioria é composta por mulheres (87,6%), tem idade entre 31 e 40 anos (53,5%), possui em média 11 anos de formação e está no mercado empreendedor há menos de um ano. Esse dado é importante porque mostra que o empreendedorismo na enfermagem não é um movimento tão antigo quanto se poderia pensar, sendo a maioria dos negócios recente, o que pode indicar uma tendência de crescimento.

Silva et al. (2023) destacam que o perfil do empreendedor em enfermagem exige competências específicas como iniciativa, autonomia, capacidade de tomada de decisão, coragem para assumir riscos calculados, resiliência para enfrentar as dificuldades iniciais e criatividade para desenvolver soluções inovadoras. Além disso, os mesmos autores identificaram que os principais desafios relatados por enfermeiros empreendedores incluem o medo do novo, a falta de preparo durante a formação acadêmica, o preconceito social em relação à atuação autônoma do enfermeiro e as dificuldades burocráticas e financeiras para abertura e manutenção de negócios (Silva et al., 2023).

Bragagnolo et al. (2023), em scoping review sobre o tema, identificaram quatro eixos temáticos principais nas publicações científicas sobre empreendedorismo na enfermagem no Brasil: empreendedorismo na graduação, na pós-graduação, no ambiente hospitalar e de negócios. Os autores destacam, ainda, a carência de estudos sobre a temática e a necessidade de abordagem do empreendedorismo desde a graduação, com ênfase no desenvolvimento de competências gerenciais e empreendedoras ao longo de toda a formação profissional.

A literatura demonstra, portanto, que o empreendedorismo na enfermagem ultrapassa a dimensão econômica da geração de renda, exigindo uma abordagem integrada que considere a formação acadêmica, o respaldo legal, o desenvolvimento de competências específicas e o enfrentamento de barreiras socioculturais. Embora avanços como as resoluções do Cofen e a criação da plataforma Inova-e representem progressos importantes no incentivo ao empreendedorismo, ainda persistem lacunas significativas na organização da formação profissional e na estruturação de políticas de apoio à atuação autônoma do enfermeiro, especialmente em contextos regionais como o estado de Alagoas. Dessa forma, a revisão da literatura reforça a necessidade de aprofundamento das pesquisas sobre o empreendedorismo na enfermagem e o fortalecimento das estratégias institucionais que garantam maior autonomia, visibilidade e sustentabilidade para o enfermeiro empreendedor no cenário contemporâneo da saúde.

3. METODOLOGIA

Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter exploratório, complementada por análise documental de dados secundários provenientes da plataforma Inova-e do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Esse delineamento foi adotado por possibilitar a síntese do conhecimento científico disponível sobre o empreendedorismo na enfermagem, associada à análise de dados empíricos que contribuem para a contextualização do fenômeno no estado de Alagoas.

A condução da revisão integrativa seguiu as seis etapas metodológicas propostas por Souza, Silva e Carvalho (2010): (1) elaboração da questão norteadora; (2) busca na literatura; (3) coleta e extração dos dados; (4) análise crítica dos estudos incluídos; (5) síntese e discussão dos resultados; e (6) apresentação da revisão. A questão norteadora foi definida com base na estratégia PCC (População, Conceito e Contexto), considerando como população os enfermeiros, como conceito o empreendedorismo na enfermagem (potencialidades e desafios) e como contexto o estado de Alagoas.

A busca bibliográfica foi realizada no mês de março de 2026, nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Base de Dados de Enfermagem (BDENF) e PubMed. Para a construção da estratégia de busca, utilizaram-se descritores controlados dos vocabulários DeCS e MeSH, combinados por operadores booleanos AND e OR, incluindo os termos “empreendedorismo”, “enfermagem” e “autonomia profissional”, bem como seus correspondentes em inglês (“entrepreneurship”, “nursing” e “professional autonomy”).

Foram adotados como critérios de inclusão: artigos científicos originais, publicados no período de 2015 a 2025, disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês ou espanhol, e que abordassem o empreendedorismo na enfermagem. Como critérios de exclusão, consideraram-se estudos duplicados, artigos de revisão, editoriais, relatos de experiência, textos incompletos e publicações que não respondessem à questão norteadora.

O processo de seleção dos estudos foi conduzido em etapas sucessivas, compreendendo a identificação dos registros nas bases de dados, a remoção de duplicatas, a triagem por meio da leitura de títulos e resumos e a avaliação da elegibilidade mediante leitura na íntegra dos textos. Esse percurso metodológico foi sistematizado por meio do fluxograma PRISMA. Inicialmente, foram identificados 33 estudos nas bases de dados consultadas. Após a remoção de 9 registros duplicados, permaneceram 24 estudos para a etapa de triagem. A leitura de títulos e resumos resultou na exclusão de 6 estudos, restando 18 para análise na íntegra. Desses, 7 foram excluídos por não atenderem aos critérios de elegibilidade, totalizando 11 estudos incluídos na revisão integrativa.

A extração dos dados foi realizada por meio de instrumento estruturado, contendo as seguintes informações: autores, ano de publicação, país de origem, objetivo do estudo, delineamento metodológico e principais resultados. Os dados foram organizados em quadro sinóptico, permitindo a sistematização, comparação e identificação de convergências e divergências. A análise dos dados foi conduzida com base na técnica de análise de conteúdo proposta por Bardin (2011), estruturada em três fases: pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados.

A análise documental da plataforma Inova-e do Cofen foi realizada com abordagem descritiva e interpretativa, com o objetivo de identificar iniciativas de empreendedorismo na enfermagem no estado de Alagoas. Foram considerados os registros disponíveis referentes aos profissionais cadastrados, incluindo informações sobre município de atuação, área de especialidade e tempo de atuação. Por se tratar de um estudo baseado em dados secundários de acesso público, não houve necessidade de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa, conforme a Resolução nº 510, de 07 de abril de 2016, e, de forma complementar, a Resolução nº 466/2012, do Conselho Nacional de Saúde.

Figura 1. Fluxograma do processo de seleção dos estudos conforme modelo PRISMA

Fonte: Elaborado pela autora (2026), adaptado de Page et al. (2021).

Inicialmente, foram identificados 33 estudos nas bases de dados consultadas. Após a remoção de 9 registros duplicados, permaneceram 24 estudos para a etapa de triagem. A leitura de títulos e resumos resultou na exclusão de 6 estudos, restando 18 para análise na íntegra. Desses, 7 foram excluídos por não atenderem aos critérios de elegibilidade, totalizando 11 estudos incluídos na revisão integrativa.

4. RESULTADOS

Os resultados desta revisão integrativa foram sistematizados a partir da análise dos 11 estudos incluídos, conforme apresentado no Quadro 1, que sintetiza autores, objetivos e principais achados. A análise dos estudos permitiu identificar padrões, convergências e lacunas na literatura sobre o empreendedorismo na enfermagem, bem como sua articulação com o contexto empírico do estado de Alagoas, a partir dos dados da plataforma Inova-e do Conselho Federal de Enfermagem.

Quadro 1. Síntese dos estudos incluídos na revisão integrativa Maceió, AL, Brasil, 2026.

Autor e ano

Objetivo do estudo

Resultado do estudo

1

Copelli, Erdmann e Santos (2019)

Analisar o empreendedorismo na enfermagem

Identificou três tipologias: social, empresarial e intraempreendedorismo

2

Menegaz, Trindade e Santos (2021)

Relacionar empreendedorismo e ODS 3

Empreendedorismo contribui para ampliação do acesso e inovação no cuidado

3

Pontes et al. (2025)

Analisar perfil de enfermeiros empreendedores

Perfil: mulheres, 31-40 anos, 11 anos de formação, renda até 4 salários

4

Bragagnolo et al. (2023)

Mapear evidências sobre empreendedorismo

Quatro temas: graduação, pós-graduação, hospitalar e negócios

5

Backes et al. (2022)

Conhecer saberes sobre empreendedorismo social

Empreendedorismo social relacionado a atividades de ensino, pesquisa e extensão

6

Colichi et al. (2020)

Comparar perfil empreendedor Brasil-Chile

Baixa tendência empreendedora; falta de ensino é a principal barreira

7

Colichi et al. (2021)

Associar empreendedorismo e suporte familiar

Suporte familiar insuficiente; incentivo acadêmico é mais eficaz

8

Colichi et al. (2023)

Avaliar proposta de ensino de empreendedorismo

Metodologias ativas melhoram aprendizagem significativa

9

Soder et al. (2022)

Identificar tendência empreendedora em estudantes

Alunos em grupos de pesquisa têm melhores indicadores

10

Silva et al. (2023)

Conhecer experiências de enfermeiros empreendedores

Desafios: medo do novo, falta de preparo, preconceito social

11

Pinheiro, Bandeira e Machado (2024)

Discutir empreendedorismo como oportunidade

Empreendedorismo amplia autonomia e visibilidade profissional

Fonte: Elaborada pela autora (2026)

A leitura do Quadro 1 evidencia que os estudos incluídos abordam, predominantemente, aspectos relacionados ao perfil empreendedor, à formação acadêmica e às características da prática empreendedora na enfermagem. Observa-se, entre os estudos, a presença do empreendedorismo como forma de atuação profissional, associado à ampliação da autonomia e à diversificação das práticas assistenciais (Copelli et al., 2019; Menegaz et al., 2021; Pinheiro et al., 2024).

Para organização dos achados, os resultados foram sistematizados em três categorias temáticas: formação e desenvolvimento de competências empreendedoras; potencialidades do empreendedorismo na enfermagem; e desafios para a atuação empreendedora do enfermeiro, as quais serão aprofundadas na seção de discussão.

No que se refere à formação acadêmica, os estudos indicam a presença de conteúdos relacionados ao empreendedorismo de forma variável nos currículos de enfermagem. Colichi et al. (2020) identificaram ausência de conteúdos específicos em parte dos cursos analisados. Colichi et al. (2021) observaram associação entre incentivo acadêmico e intenção empreendedora.

Além disso, estudos apontam a participação em atividades de ensino, pesquisa e extensão como elementos presentes no desenvolvimento de competências relacionadas à autonomia, liderança e inovação (Backes et al., 2022; Soder et al., 2022). Colichi et al. (2023) descreveram a utilização de metodologias ativas como estratégia associada ao desenvolvimento de competências voltadas ao empreendedorismo.

Em relação às potencialidades do empreendedorismo na enfermagem, os estudos analisados descrevem a ampliação da autonomia profissional, a diversificação das áreas de atuação e a visibilidade do enfermeiro como elementos presentes na prática empreendedora (Pinheiro et al., 2024). Além disso, observa-se a associação do empreendedorismo com a inovação no cuidado e com a ampliação do acesso aos serviços de saúde (Menegaz et al., 2021).

Backes et al. (2022) identificaram o empreendedorismo social relacionado a atividades de ensino, pesquisa e extensão. Copelli, Erdmann e Santos (2019) classificaram o empreendedorismo na enfermagem em três tipologias: social, empresarial e intraempreendedorismo.

No contexto empírico do estado de Alagoas, a análise da plataforma Inova-e identificou seis profissionais cadastrados com atuação empreendedora na enfermagem. Os dados referentes a esses profissionais encontram-se sistematizados no Quadro 2.

Quadro 2. Perfil dos enfermeiros empreendedores cadastrados na plataforma Inova-e em Alagoas, 2026.

Município

Área de Especialidade

Tempo de atuação empreendedora

1

Maceió

Enfermagem Dermatológica (Feridas, Queimados, Podiatria)

21 anos

2

Maceió

Enfermagem em Informática em Saúde

15 anos

3

Matriz de Camaragibe

Enfermagem em Saúde da Mulher (Ginecologia, Obstetrícia)

1 ano

4

Arapiraca

Enfermagem em Saúde da Mulher (Ginecologia, Obstetrícia)

0 ano

5

Santana do Ipanema

Enfermagem Dermatológica (Feridas, Queimados, Podiatria)

2 anos

6

Piranhas

Enfermagem em Estética

1 ano

Fonte: Plataforma Inova-e/COFEN (2026). Elaborada pela autora, 2026.

Os registros evidenciam a presença de profissionais nos municípios de Maceió, Arapiraca, Santana do Ipanema, Piranhas e Matriz de Camaragibe. As áreas de atuação identificadas incluem Enfermagem Dermatológica, Saúde da Mulher, Informática em Saúde e Estética. Os dados referentes ao tempo de atuação apresentam variação entre os profissionais cadastrados, incluindo registros com tempo igual a zero e outros com atuação superior a 20 anos. A distribuição das áreas de atuação dos enfermeiros empreendedores encontra-se representada na Figura 2.

Figura 2. Distribuição dos enfermeiros empreendedores por área de atuação em Alagoas

Fonte: Plataforma Inova-e/COFEN (2024). Elaborada pela autora, 2026.

No que se refere ao perfil dos enfermeiros empreendedores descrito na literatura, os estudos analisados apontam predominância feminina, faixa etária entre 31 e 40 anos, média de 11 anos de formação e tempo de atuação empreendedora inferior a um ano (Pontes et al., 2025).

Em relação aos desafios para a atuação empreendedora do enfermeiro, os estudos descrevem a presença de fatores como ausência de formação específica, limitações relacionadas ao preparo para gestão de negócios e aspectos associados à percepção da atuação empreendedora (Silva et al., 2023; Colichi et al., 2020).

No contexto de Alagoas, observa-se número reduzido de profissionais cadastrados na plataforma Inova-e, bem como concentração geográfica na capital Maceió e atuação em áreas específicas, observa-se desenvolvimento ainda incipiente. Nesse cenário, observa-se potencial empreendedor ainda não plenamente explorado, influenciado por fatores estruturais, formativos e socioeconômicos. A plataforma apresenta características como cadastro voluntário e ausência de verificação sistemática das informações, além de registros com dados incompletos ou inconsistentes.

5. DISCUSSÃO

A análise dos achados, fundamentada na técnica de análise de conteúdo de Bardin (2011), permitiu a organização do fenômeno do empreendedorismo na enfermagem em três categorias temáticas: formação e desenvolvimento de competências empreendedoras, potencialidades do empreendedorismo na enfermagem e desafios para a atuação empreendedora. Essas categorias evidenciam a complexidade do fenômeno e sua relação com fatores formativos, estruturais e contextuais, sendo apresentadas e analisadas a seguir à luz da literatura e do contexto empírico do estado de Alagoas.

5.1. Formação e Desenvolvimento de Competências Empreendedoras

Os achados evidenciam consenso entre os estudos quanto à centralidade da formação acadêmica no desenvolvimento do empreendedorismo na enfermagem. Colichi et al. (2020) apontam a ausência ou insuficiência de conteúdos específicos sobre empreendedorismo nos currículos de graduação em enfermagem, particularmente no que se refere à oferta de disciplinas voltadas à gestão, inovação e desenvolvimento de negócios, configurando-se como uma das principais barreiras para a atuação empreendedora.

Esse achado é corroborado por Colichi et al. (2021), ao destacarem que o incentivo acadêmico apresenta maior influência sobre a intenção empreendedora do que fatores externos, como o suporte familiar. Essa convergência entre os autores indica que a formação profissional exerce papel determinante na construção do perfil empreendedor.

No entanto, observa-se uma tensão na literatura. Enquanto Colichi et al. (2020; 2021) enfatizam lacunas estruturais na formação, outros estudos apontam possibilidades de desenvolvimento dessas competências no próprio ambiente acadêmico. Backes et al. (2022) e Soder et al. (2022) destacam que a participação em atividades de ensino, pesquisa e extensão favorece o desenvolvimento de habilidades como autonomia, liderança e inovação.

Essa perspectiva é ampliada por Colichi et al. (2023), que evidenciam que metodologias ativas de ensino contribuem para uma aprendizagem mais significativa e alinhada às demandas contemporâneas do mercado. Dessa forma, observa-se uma relação de complementaridade entre os estudos, nos quais coexistem evidências de fragilidade formativa e estratégias capazes de potencializar o desenvolvimento de competências empreendedoras.

No contexto de Alagoas, os dados empíricos sugerem que essas fragilidades podem repercutir na prática profissional, considerando o reduzido número de enfermeiros cadastrados na plataforma Inova-e. Esse cenário reforça a necessidade de reorientação da formação em enfermagem, com a inclusão sistemática de conteúdos e experiências que favoreçam o desenvolvimento do empreendedorismo desde a graduação.

5.2. Potencialidades do Empreendedorismo na Enfermagem

Os resultados demonstram concordância entre os estudos quanto ao reconhecimento do empreendedorismo como estratégia de fortalecimento da atuação profissional e diversificação das formas de atuação do enfermeiro. Pinheiro et al. (2024) destacam que o empreendedorismo contribui para a visibilidade profissional e para a reorganização do trabalho em saúde.

De forma convergente, Menegaz et al. (2021) evidenciam a relação entre empreendedorismo, qualificação do cuidado e ampliação do acesso aos serviços de saúde, reforçando o papel do enfermeiro como agente ativo na transformação das práticas assistenciais.

Backes et al. (2022) ampliam essa análise ao incluir o empreendedorismo social como estratégia associada a ações de ensino, pesquisa e extensão, evidenciando seu potencial de impacto na promoção da saúde e na transformação social. De forma complementar, Bragagnolo et al. (2023) contribuem ao mapear evidências sobre o empreendedorismo na enfermagem, identificando sua ocorrência em diferentes contextos, como graduação, pós-graduação, ambiente hospitalar e negócios, o que reforça a amplitude do fenômeno e sua inserção em múltiplos cenários da prática profissional.

Entretanto, observa-se predominância do empreendedorismo empresarial, conforme descrito por Copelli, Erdmann e Santos (2019), o que indica uma orientação das iniciativas para o campo econômico e geração de renda. Esse padrão também é observado no contexto alagoano, onde os profissionais atuam em áreas como dermatologia, saúde da mulher, estética e informática em saúde.

Essa predominância evidencia uma tendência de consolidação do empreendedorismo como alternativa de inserção econômica. Ao mesmo tempo, sugere menor visibilidade de outras modalidades, como o empreendedorismo social e o intraempreendedorismo.

Além disso, a diversidade de áreas identificadas demonstra a existência de múltiplos nichos de atuação, reforçando a amplitude do empreendedorismo na enfermagem. Contudo, a baixa representatividade de profissionais cadastrados na plataforma Inova-e indica que essas potencialidades ainda não se encontram plenamente consolidadas no contexto regional.

5.3. Desafios para a Atuação Empreendedora do Enfermeiro

Apesar das potencialidades identificadas, os achados evidenciam desafios de natureza formativa, estrutural e sociocultural. Silva et al. (2023) destacam fatores como medo do novo, insegurança e preconceito social, indicando que as barreiras ao empreendedorismo não se restringem ao campo técnico.

Esses achados convergem com Colichi et al. (2020), ao evidenciarem que a ausência de formação específica contribui para a insegurança profissional, estabelecendo uma relação direta entre formação e dificuldades na atuação empreendedora.

No contexto de Alagoas, esses desafios assumem maior complexidade. O número reduzido de profissionais cadastrados na plataforma Inova-e pode refletir tanto baixa adesão ao empreendedorismo quanto limitações na visibilidade das iniciativas existentes.

Essa interpretação deve considerar as limitações da própria plataforma, como o caráter voluntário do cadastro e a ausência de verificação sistemática das informações. Tais fatores podem comprometer a representatividade dos dados disponíveis.

Outro aspecto relevante refere-se à concentração geográfica das iniciativas na capital Maceió, corroborando os achados de Machado (2017) sobre a distribuição desigual de profissionais de saúde. Essa concentração evidencia a influência de fatores estruturais, como acesso a recursos, mercado consumidor e suporte institucional.

Por outro lado, observa-se a existência de iniciativas institucionais no estado voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo. A realização de ações de capacitação e incentivo à formalização de negócios indica um cenário em processo de transformação.

A análise comparativa entre o perfil nacional e o contexto alagoano evidencia diferenças importantes. Enquanto os dados nacionais apontam predominância de empreendimentos recentes (Pontes et al., 2025), o cenário local apresenta maior heterogeneidade no tempo de atuação.

Observa-se a coexistência de profissionais iniciantes e outros com trajetória consolidada, indicando que o desenvolvimento do empreendedorismo ocorre de forma desigual e influenciado por condições locais específicas.

5.4. Síntese Analítica das Categorias

A análise integrada das categorias evidencia que o empreendedorismo na enfermagem resulta da interação entre formação acadêmica, condições de mercado e suporte institucional. Os achados indicam que, embora a capacidade empreendedora esteja presente, sua consolidação depende da superação de desafios relacionados à formação, à estrutura do sistema de saúde e ao reconhecimento social da atuação do enfermeiro como empreendedor.

Nesse sentido, observa-se que as potencialidades identificadas na literatura não se manifestam de forma homogênea no contexto regional. Elas são condicionadas por fatores estruturais e institucionais, o que evidencia a necessidade de estratégias que promovam a articulação entre formação, prática profissional e políticas de incentivo ao empreendedorismo.

6. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente estudo atingiu seu objetivo de analisar as potencialidades e os desafios do empreendedorismo na enfermagem no estado de Alagoas, respondendo à questão norteadora proposta. Os achados evidenciam que o empreendedorismo na enfermagem se configura como estratégia relevante para o fortalecimento da atuação profissional, diversificação das formas de atuação e inovação no cuidado em saúde. Contudo, sua consolidação no contexto alagoano ainda ocorre de forma incipiente, sendo influenciada por limitações de natureza formativa, estrutural e institucional.

As principais potencialidades identificadas são: ampliação das possibilidades de inserção profissional, fortalecimento da visibilidade da enfermagem e atuação em áreas especializadas (dermatologia, saúde da mulher, estética e informática em saúde). Em contrapartida, os desafios concentram-se nas fragilidades da formação acadêmica, na insuficiente preparação para gestão e empreendedorismo, na concentração geográfica das iniciativas na capital Maceió e nas limitações da plataforma Inova-e (cadastro voluntário e ausência de verificação sistemática dos dados).

A análise integrada dos dados indica que o desenvolvimento do empreendedorismo na enfermagem depende da articulação entre formação acadêmica, condições de mercado e suporte institucional. Como contribuição, este estudo amplia a compreensão do fenômeno em nível regional ao integrar evidências científicas com dados empíricos, reforçando a importância da inserção do empreendedorismo na formação profissional e do desenvolvimento de políticas institucionais que incentivem a atuação autônoma do enfermeiro.

Como limitação, destaca-se a escassez de estudos regionais sobre o tema e as fragilidades dos dados disponíveis na plataforma Inova-e, o que restringe a generalização dos achados. Recomenda-se a realização de estudos futuros com abordagens qualitativas e quantitativas, amostras ampliadas e maior aprofundamento na análise do perfil e das experiências dos enfermeiros empreendedores.

Conclui-se que o empreendedorismo na enfermagem representa uma alternativa estratégica para o fortalecimento da profissão, demandando investimentos em formação, políticas públicas e iniciativas institucionais que favoreçam sua consolidação e expansão no cenário da saúde, especialmente em contextos regionais como o estado de Alagoas.

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1 Discente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário CESMAC. E-mail:  [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail 

2 Orientador. Me. em enfermagem. Docente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário CESMAC. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail 

3 Coorientadora. Me. em enfermagem do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário CESMAC. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail