CONTRIBUIÇÃO DA ENFERMAGEM DURANTE O PRÉ-NATAL PARA REDUÇÃO DE INTERCORRÊNCIAS GESTACIONAIS

NURSING CONTRIBUTION DURING PRENATAL CARE TO REDUCE GESTATIONAL COMPLICATIONS

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/791125245

RESUMO
A assistência pré-natal é uma estratégia essencial para a promoção da saúde materno-infantil e redução da morbimortalidade materna e neonatal. Nesse contexto, a consulta de enfermagem na Atenção Primária à Saúde (APS) é fundamental para o acompanhamento da gestante, permitindo a identificação precoce de riscos e a realização de intervenções oportunas, apesar dos desafios ainda existentes na qualidade da assistência. Este estudo teve como objetivo analisar a importância da consulta de enfermagem no pré-natal na APS, destacando sua contribuição para a qualificação do cuidado e detecção precoce de riscos gestacionais. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva, baseada em revisão bibliográfica, utilizando a estratégia PICo. As buscas foram realizadas nas bases BVS, LILACS, SciELO e PubMed, com os descritores “Enfermagem”, “Cuidado pré-natal” e “Gravidez”, incluindo artigos publicados entre 2020 e 2025. A amostra final foi composta por 25 estudos. Os resultados indicam que a consulta de enfermagem é central na qualificação do pré-natal, fortalecendo o vínculo profissional-gestante, promovendo educação em saúde e ampliando a autonomia feminina. Além disso, contribui para a humanização da assistência, continuidade do cuidado e melhoria dos indicadores de saúde materno-infantil. 
Palavras-chave: Cuidado pré natal; Enfermagem; Gravidez.

ABSTRACT
Prenatal care is an essential strategy for promoting maternal and child health and for reducing maternal and neonatal morbidity and mortality. In this context, nursing consultations within Primary Health Care (PHC) represent a fundamental component of care, enabling comprehensive monitoring of pregnant women, early identification of risks, and timely interventions, although challenges related to the quality of care still persist. This study aimed to analyze the importance of nursing consultations in prenatal care within PHC, highlighting their contribution to improving care quality and early detection of gestational risks. This is a qualitative, descriptive study based on a literature review, guided by the PICo strategy. Searches were conducted in the BVS, LILACS, SciELO, and PubMed databases using the descriptors “Nursing,” “Prenatal Care,” and “Pregnancy,” covering publications from 2020 to 2025. The final sample consisted of 25 studies. The results show that nursing consultations play a central role in improving prenatal care by strengthening the professional–pregnant woman relationship, promoting health education, and enhancing women’s autonomy. In addition, they contribute to the humanization of care, continuity of assistance, and improvement of maternal and child health indicators.
Keywords: Prenatal care; Nursing; Pregnancy.

1. INTRODUÇÃO

A assistência pré-natal é reconhecida como uma das principais estratégias para a promoção da saúde materno-infantil, exercendo papel fundamental na redução da morbimortalidade materna e neonatal. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o pré-natal consiste em um conjunto de ações voltadas ao acompanhamento integral da gestante, englobando medidas de promoção da saúde, identificação precoce de fatores de risco e prevenção de agravos ao longo do período gestacional (OMS, 2016).

No contexto da Atenção Primária à Saúde (APS), a consulta de enfermagem no pré-natal, realizada predominantemente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), configura-se como um componente essencial da atenção à saúde da mulher. Esse acompanhamento possibilita a identificação precoce de alterações e agravos que podem surgir durante a gestação, como condições hipertensivas, distúrbios metabólicos, anemias e infecções, permitindo intervenções oportunas ao longo do cuidado (Freitas, 2023).

A realização da consulta de enfermagem é respaldada pela Lei nº 7.498/1986, que regulamenta o exercício profissional da Enfermagem no Brasil, e pelo Decreto nº 94.406/1987, que a regulamenta, estabelecendo a consulta de enfermagem como atividade privativa do enfermeiro, incluindo a prescrição de cuidados e a tomada de decisões no âmbito da assistência. Nesse cenário, o enfermeiro assume papel estratégico na coordenação do cuidado, no desenvolvimento de ações educativas, no acompanhamento clínico contínuo da gestante e no fortalecimento do vínculo com os serviços de saúde, contribuindo para a integralidade e a resolutividade da assistência pré-natal.

Entretanto, apesar dos avanços observados nas políticas públicas voltadas à saúde materno-infantil, os indicadores epidemiológicos ainda evidenciam desafios importantes no estado do Rio de Janeiro. Dados da plataforma Primeira Infância em Dados indicam que parcela significativa dos óbitos infantis está associada a causas evitáveis, relacionadas principalmente à qualidade da assistência prestada durante a gestação, o parto e o cuidado ao recém-nascido. Estima-se que cerca de 68,5% das mortes infantis no estado poderiam ser evitadas por meio de ações efetivas de atenção à saúde, incluindo acompanhamento pré-natal adequado, assistência qualificada ao parto e cuidados neonatais oportunos. Esses dados reforçam a importância do fortalecimento das redes de atenção materno-infantil e da ampliação do acesso a serviços de saúde de qualidade, especialmente durante o período gestacional e perinatal, como estratégia fundamental para a redução de riscos e de óbitos evitáveis na primeira infância (Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, 2023; ALERJ, 2023).

Embora evidências recentes indiquem avanços na ampliação da cobertura do pré-natal no Brasil, com aumento do número de consultas e da realização de exames recomendados, ainda persistem fragilidades relacionadas ao início tardio do acompanhamento, à organização da rede de atenção e à qualidade da assistência ofertada. Tais desafios reforçam a necessidade de fortalecer as ações desenvolvidas na APS, especialmente aquelas conduzidas pela enfermagem, visando à qualificação do cuidado e à redução de agravos maternos e neonatais evitáveis (Rocha et al., 2025). O Caderno de Atenção Básica nº 32 – Atenção ao Pré-Natal de Baixo Risco orienta que “a assistência pré-natal adequado, com a detecção e intervenção precoce das situações de risco, assim como um sistema ágil de referência hospitalar, têm grande potencial na redução das principais causas de morte materna e neonatal” (Brasil, 2013).

A presente pesquisa justifica-se pela relevância da assistência pré-natal como estratégia fundamental para a promoção da saúde materno-infantil e para a redução de agravos evitáveis durante a gestação. Nesse contexto, destaca-se o papel da consulta de enfermagem na Atenção Primária à Saúde, especialmente nas Unidades Básicas de Saúde, como um instrumento essencial para o acompanhamento integral da gestante, permitindo a identificação precoce de fatores de risco e a implementação de intervenções oportunas. Considerando que a atuação do enfermeiro está diretamente relacionada à qualidade da assistência prestada, torna-se imprescindível aprofundar a compreensão sobre sua contribuição no cuidado pré-natal.

Dessa forma, estabelece-se como questão norteadora do estudo: quais são as contribuições da consulta de enfermagem no acompanhamento pré-natal, no contexto da Atenção Primária à Saúde, para a qualidade da assistência à gestante e para a identificação precoce de riscos gestacionais?

O presente estudo pode contribuir para a compreensão da efetividade da atuação do profissional de enfermagem no acompanhamento pré-natal realizado na Atenção Primária à Saúde. Os achados podem auxiliar na organização das ações assistenciais na Atenção Primária, bem como apoiar a tomada de decisão de gestores e profissionais, visando à redução de agravos evitáveis e à melhoria dos indicadores de saúde materna e neonatal.

O presente trabalho tem como objetivos destacar a importância da consulta de enfermagem no acompanhamento pré-natal realizado nas Unidades Básicas de Saúde, considerando seu papel na qualificação do cuidado ofertado às gestantes; identificar a contribuição da consulta de enfermagem na detecção precoce de fatores de risco durante a gestação e descrever o papel do enfermeiro na promoção da saúde gestacional e no cuidado pré-natal.

2. METODOLOGIA

De acordo com Prodanov e Freitas (2013), a pesquisa bibliográfica consiste na análise de materiais já publicados, como artigos científicos, livros e documentos eletrônicos, permitindo ao pesquisador compreender, interpretar e discutir diferentes abordagens sobre o tema investigado, sendo fundamental para a construção do conhecimento científico, especialmente em estudos de caráter qualitativo e descritivo.

Complementando essa perspectiva, Minayo (2014) destaca que a abordagem qualitativa possibilita a compreensão aprofundada dos fenômenos a partir de seus significados, contextos e relações, sendo amplamente utilizada na área da saúde.

Nesse sentido o presente estudo caracteriza-se como uma pesquisa de abordagem qualitativa, de natureza descritiva, realizada por meio de uma revisão bibliográfica da literatura científica.

Para a delimitação da questão norteadora, utilizou-se a estratégia PICo, na qual a população (P) corresponde às gestantes atendidas na Atenção Primária à Saúde, o fenômeno de interesse (I) refere-se à consulta de enfermagem no acompanhamento pré-natal e o contexto (Co) está relacionado à (s) Atenção primária à Saúde (APS) / Unidades Básicas de Saúde (UBS). A aplicação dessa estratégia permitiu maior clareza na definição do problema de pesquisa e contribuiu para a organização das etapas metodológicas do estudo.

A busca pelos estudos foi realizada nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e PubMed, por serem amplamente utilizadas na área das ciências da saúde e reunirem produções científicas relevantes.

Para a realização das buscas, foram utilizados descritores padronizados do Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), sendo selecionados os seguintes termos: “Enfermagem” e “Cuidado pré-natal” e “Gravidez”, combinados entre si por meio do operador booleano “AND”, com o objetivo de identificar estudos relacionados à atuação do enfermeiro no acompanhamento pré-natal.

Foram estabelecidos como critérios de inclusão artigos científicos disponíveis na íntegra, que abordassem a consulta de enfermagem no acompanhamento pré-natal, especialmente no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS), e publicados no período de 2020 a 2026 Como critérios de exclusão, foram desconsiderados artigos duplicados nas bases de dados, estudos que não apresentassem relação direta com a temática proposta e publicações indisponíveis na íntegra.

Durante a etapa de identificação, foram encontrados um total de 1.542 artigos, distribuídos nas seguintes bases de dados: 198 no PubMed, 1029 na LILACS, 33 na SciELO e 282 na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS).

Na fase de seleção, após a remoção de duplicatas e a leitura dos títulos e resumos, foram rastreados 80 artigos para avaliação mais detalhada. Em seguida, foram avaliados 60 artigos em texto completo quanto à elegibilidade, sendo excluídos 35 estudos por estarem fora do escopo do trabalho. Assim, a amostra final da revisão bibliográfica foi composta por 25 artigos, que atenderam aos critérios de inclusão estabelecidos.

A seguir está representado o Diagrama (1) em prisma das etapas realizadas.

Figura 1. Diagrama em prisma da metodologia empregada

Fonte: Página MJ, et al. BMJ 2021;372:n71. doi: 10.1136/bmj.n71

Esse processo permitiu consolidar uma base de evidências sólida, que embasou as discussões e conclusões deste estudo, destacando a relevância da utilização de documentos científicos atualizados para a qualificação da prática de enfermagem no acompanhamento pré-natal. Além disso, o rigor metodológico adotado contribuiu para uma análise crítica e fundamentada sobre a atuação do enfermeiro na Atenção Primária à Saúde (APS), evidenciando a importância do cuidado integral e da assistência baseada em evidências na promoção da saúde materno-infantil.

3. RESULTADOS

A partir da aplicação dos critérios de elegibilidade previamente estabelecidos, foram selecionados 25 estudos para compor a amostra final desta revisão. Os artigos incluídos foram organizados e analisados quanto à: revista de publicação, título, autoria, ano, principais achados e bases de dados de origem, possibilitando uma visão ampla e sistematizada das evidências científicas relacionadas à temática proposta.

No Quadro 1 é possível observar uma síntese dos estudos selecionados, destacando os principais achados da literatura pesquisada. O quadro apresenta a caracterização dos estudos incluídos na revisão integrativa, considerando periódico de publicação, título, autoria, ano de publicação, principais achados e bases de dados de indexação. Os resultados evidenciam a atuação da enfermagem na assistência pré-natal, destacando aspectos relacionados à qualidade do cuidado, humanização da assistência, educação em saúde, acompanhamento de gestantes de baixo e alto risco, fortalecimento do vínculo profissional-gestante, identificação precoce de fatores de risco, autonomia da mulher e desafios enfrentados pelos profissionais na APS.

Quadro 1. Caracterização dos estudos selecionados e principais achados sobre a atuação da enfermagem na assistência pré-natal.

N°

Revista

Título de pesquisa

Autor

Ano

Achados

Bases de dados

01

Revista de Enfermagem Referência

Consulta de pré-natal na atenção primária à saúde: fragilidades e potencialidades da intervenção de enfermeiros brasileiros.

Sehnem et al.

2020

  • A atuação do enfermeiro no pré-natal é essencial, porém fragilidades estruturais e o desconhecimento das gestantes ainda podem comprometer a qualidade e a efetividade da assistência.

Scielo

02

Revista da Escola de Enfermagem da USP

Relação entre risco gestacional e tipo de parto em gestação de alto risco.

Antunes; Rossi e Pelloso

2020

  • Reforça a importância do pré-natal de alto risco com acompanhamento qualificado, especialmente para identificação precoce de fatores de risco.

  • Destaca o papel da enfermagem obstétrica e materno-infantil no monitoramento contínuo, educação em saúde e planejamento do cuidado.

Scielo

03

Acta. Paulista Enfermagem

Perfil de diagnósticos de enfermagem CIPE® para pré-natal, por trimestre gestacional.

Costa et al.

2021

  • Os diagnósticos de enfermagem no pré-natal concentram-se em hábitos saudáveis e mudanças fisiológicas da gestação, sendo necessária a ampliação para aspectos psicossociais e psicospirituais das gestantes.

SciELO / LILACS

04

Revista Gaúcha de Enfermagem

Fortalecendo os enfermeiros no cuidado pré-natal por meio da reflexão-ação.

Benedet

2021

  • A consulta de enfermagem no pré-natal é considerada um diferencial por favorecer vínculo, escuta qualificada e educação em saúde, porém ainda enfrenta obstáculos como falta de clareza do papel profissional, sobrecarga de trabalho e predominância do modelo biomédico, que limita a autonomia da enfermagem.

Scielo

05

Tese

A competência da enfermeira para o cuidado pré-natal na atenção primária à saúde: pesquisa-ação.

Forlin

2021

  • O estudo teve como objetivo promover o desenvolvimento da competência de enfermeiras no cuidado pré-natal na Atenção Primária. Os resultados mostraram que, inicialmente, a prática era mais mecanicista, mas após o processo de reflexão-ação houve maior organização do trabalho e melhora na condução das consultas.

BVS

06

Revista Baiana de Enfermagem

Percepções de mulheres sobre a assistência de enfermagem durante o parto normal.

Bonfim et al.

2021

  • Os resultados mostraram duas principais percepções: satisfação com a assistência de enfermagem, especialmente pelo uso de métodos não farmacológicos para alívio da dor e pelo apoio oferecido, e experiências negativas marcadas por relações verticalizadas e sensação de abandono.

BVS / LILACS

07

Escola Anna Nery

Gestão do cuidado de Enfermagem para a qualidade da assistência pré-natal na Atenção Primária à Saúde.

Amorim et al.

2022

  • A gestão do cuidado de enfermagem na Atenção Primária à Saúde qualifica o pré-natal por meio de práticas baseadas em evidências, promovendo cuidado humanizado, autonomia da gestante e fortalecimento do vínculo, apesar de desafios como sobrecarga de trabalho e falhas na comunicação.

Scielo

08

Escola Anna Nery

Adolescentes grávidas que experienciaram o nascimento prematuro: percepções acerca do cuidado pré-natal.

Marques et al.

2022

  • Adolescentes que vivenciaram parto prematuro associam o pré-natal a relações fragilizadas com os profissionais de saúde, com limitada autonomia e apoio social.

Scielo

09

Revista Escola de Enfermagem da USP

Cuidado em rede: relação entre a adequação pré-natal e os

atendimentos obstétricos hospitalares em um estudo transversal.

Ferreira et al.

2022

  • O pré-natal inadequado esteve associado à procura inadequada por urgência obstétrica (p = 0,043), aumentando em 2,2 vezes a chance de busca inoportuna por atendimento hospitalar (OR = 2,2) e contribuindo para a sobrecarga desses serviços.

Scielo

10

Escola Anna Nery – Revista de Enfermagem

Solicitude em visita domiciliar de enfermeiras no cuidado pré-natal de alto risco: relato de experiência.

Souza et al.

2022

  • A visita domiciliar do enfermeiro no pré-natal de alto risco promove acolhimento individualizado e contribui para a reorganização e qualificação da assistência.

Scielo

11

Cogitare Enfermagem

A consulta de enfermagem no pré-natal sob a ótica da teoria do cuidado de Kristen Swanson.

Paes et al.

2022

  • A Teoria de Kristen Swanson fundamenta a prática de enfermagem no pré-natal, destacando o vínculo, a escuta qualificada e a abordagem culturalmente sensível como essenciais para um cuidado humanizado e integral, sendo a qualidade da assistência mais dependente da relação enfermeiro-gestante do que da técnica isolada.

SCIELO

12

Tese

O cuidado de enfermagem no pré-natal com competência a partir do olhar de gestantes.

Pasala

2022

  • O pré-natal é destacado como essencial para a identificação precoce de riscos e prevenção de complicações materno-fetais, reduzindo morbimortalidade.

BVS

13

Escola Anna Nery – Revista de Enfermagem

Experiência de gestantes na consulta de Enfermagem com a construção do plano de parto.

Trigueiro et al.

2022

  • A atuação do enfermeiro contribui diretamente para a prevenção de agravos relacionados à desinformação, à ansiedade excessiva e à falta de participação ativa da mulher no processo de parto, qualificando a assistência pré-natal e tornando o cuidado mais seguro e centrado na mulher.

BVS / Scielo

14

Texto & Contexto - Enfermagem

Curso de qualificação pré-natal: construções e reconstruções interprofissionais.

Pereira et al.

2023

  • Evidenciou-se que ainda existem fragilidades na articulação da rede de cuidado, mas com potencial de melhoria após capacitação.

Scielo

15

Av. enfermagem

Compreensão dos valores da humanização do parto e do nascimento.

Rodrigues et al.

2024

  • Identificação de carências na prática assistencial obstétrica, indicando fragilidades no modelo de cuidado.

BVS / LILACS

16

Enfermagem em foco

O trabalho do enfermeiro no pré-natal de alto risco.

Silva et al.

2024

  • O enfermeiro atua de forma fundamental no pré-natal de alto risco, com ações assistenciais e educativas, porém ainda existem lacunas na prática, especialmente quanto à necessidade de protocolos mais claros que orientem e respaldem sua atuação.

BVS

17

Revista de Enfermagem da UFPI

Atuação do enfermeiro: práticas, potencialidades e fragilidades no pré-natal de alto risco.

Pereira et al.

2024

  • A enfermagem no pré-natal de alto risco atua com foco em suporte emocional, acolhimento humanizado e educação em saúde, contribuindo para a redução da morbimortalidade materno-fetal.

BVS

18

Nursing

Hipertensão arterial na gestação.

Ferreira et al.

2025

  • O estudo destaca a hipertensão gestacional, especialmente a pré-eclâmpsia, como importante causa de mortalidade materna e perinatal, reforçando a necessidade de atenção rigorosa no pré-natal. Nesse contexto, a enfermagem atua com busca ativa, captação precoce e acompanhamento contínuo das gestantes, sendo essencial na prevenção de agravos, monitoramento e orientação na Atenção Primária.

BVS

19

Nursing

Desempenho dos indicadores de assistência à gestante do Previne Brasil na ótica do enfermeiro.

Vila et al.

2025

  • O estudo identificou, na perspectiva dos enfermeiros, estratégias, facilidades e dificuldades na assistência à gestante na Atenção Primária, destacando como principal estratégia a busca ativa e a captação precoce para garantir o início oportuno do pré-natal.

BVS

20

Investigación y Educación en Enfermería

Intervenção de Enfermagem “EducaTHE” para melhorar o conhecimento e os comportamentos de autocuidado em distúrbios hipertensivos em gestantes: um estudo piloto randomizado controlado.

Ulloa Sabogal e Arias Rojas

2025

  • Acompanhamento e cuidado contínuo no pré-natal: o estudo mostra que o enfermeiro atua como facilitador do vínculo, apoio emocional e orientação prática, contribuindo para decisões mais seguras durante a gestação.

BVS

21

Nursing

Violência obstétrica no contexto do parto e nascimento.

Ferreira et al.

2025

  • A violência obstétrica ainda é frequente e subnotificada, e o enfermeiro desempenha papel essencial na humanização do parto, contribuindo para a garantia de uma assistência segura, respeitosa e digna à mulher.

BVS

22

Viana do Castelo

Experiência das mulheres com o modelo de cuidados liderado pelo Enfermeiro Especialista em Saúde Materna e Obstétrica na vigilância da gravidez de baixo risco.

Monteiro; Gonçalves

2025

  • O modelo liderado pela enfermagem obstétrica contribui para uma assistência pré-natal de melhor qualidade, aumentando satisfação, vínculo e envolvimento das gestantes, além de reforçar a importância do cuidado humanizado e contínuo.

BVS

23

Journal of Mother and Child

Melhorando o acesso ao pré-natal de gestantes de alto risco em Houston, Texas: o papel da gestão do cuidado conduzida por enfermeiros.

Mason; Abayomi e Fransaw

2025

  • O modelo de cuidado liderado por enfermagem em nível comunitário melhora o acesso precoce ao pré-natal, facilitando o acompanhamento e potencialmente reduzindo riscos gestacionais.

BVS / Scielo

24

Revista de enfermagem do Centro-Oeste Mineiro (RECOM)

Indicadores do pré-natal: tendências, desafios e perspectivas.

Pereira et al.

2025

  • Os achados reforçam a necessidade de reestruturar o processo de trabalho do enfermeiro na equipe de Saúde da Família, com atuação integrada e colaborativa, visando qualificar a linha de cuidado materno-infantil e a assistência pré-natal na Atenção Primária à Saúde.

BVS

25

Rene

Uso do plano de parto em gestantes de alto risco obstétrico: percepções de enfermeiras.

Prata et al.

2026

  • A atuação da enfermagem obstétrica e o ensino em serviço são fundamentais para incentivar o uso do plano de parto e promover a autonomia das gestantes.

BVS

Fonte: Dados da pesquisa, 2026.

4. DISCUSSÕES

A literatura analisada evidencia uma convergência importante em torno do papel central da enfermagem na qualificação do pré-natal, especialmente na Atenção Primária à Saúde. Estudos como os de Amorim et al. (2022) e Monteiro e Gonçalves (2025) reforçam que modelos de gestão do cuidado liderados por enfermeiros fortalecem o vínculo, ampliam o protagonismo materno e promovem uma assistência mais humanizada, contínua e centrada na mulher e na família. Essa perspectiva é complementada por Paes et al. (2022), ao destacarem que a qualidade do pré-natal está diretamente relacionada à relação enfermeiro-gestante, sendo o vínculo, a escuta qualificada e a sensibilidade cultural elementos estruturantes do cuidado.

Nesse sentido, Souza et al. (2022) reforçam que a visita domiciliar realizada por enfermeiros no pré-natal de alto risco, fundamentada na solicitude, constitui uma estratégia essencial de cuidado, pois promove acolhimento às necessidades individuais da gestante e contribui para a reorganização e o aprimoramento da assistência durante a gestação.

Por outro lado, diversos autores apontam fragilidades persistentes na prática profissional. Marques et al. (2022) evidenciam que experiências negativas no pré-natal estão associadas a relações fragilizadas com profissionais, com baixa promoção de autonomia e apoio social, o que também se relaciona com a percepção dicotômica observada por Bonfim et al. (2021), em que coexistem satisfação com o cuidado técnico e sentimentos de abandono diante de práticas verticalizadas. Ferreira et al. (2022) complementam essa discussão ao demonstrarem que a inadequação do pré-natal repercute diretamente na utilização inadequada dos serviços de urgência, ampliando a sobrecarga do sistema de saúde.

No que se refere à prática profissional da enfermagem, Sehnem et al. (2020), Pereira et al. (2024) e Silva et al. (2024) destacam que, embora a atuação da enfermagem seja essencial e bem estruturada em termos de cuidado clínico, educativo e emocional, ainda existem lacunas relacionadas à infraestrutura, ao suporte institucional e à ausência de protocolos bem definidos em alguns contextos. Esses achados dialogam com Vila et al. (2025) e Ferreira et al. (2025), que reforçam a importância da busca ativa, captação precoce e monitoramento contínuo como estratégias fundamentais para prevenção de agravos, especialmente em condições com hipertensão gestacional.

Em relação à autonomia da mulher e à humanização do cuidado, estudos como os de Prata et al. (2026), Trigueiro et al. (2022) e Ulloa Sabogal e Arias Rojas (2025) demonstram que intervenções de enfermagem, como educação em saúde, plano de parto e acompanhamento contínuo, favorecem o empoderamento feminino, reduzem inseguranças e promovem maior participação da gestante nas decisões do processo gestacional e de parto. Essa perspectiva também se articula com Ferreira et al. (2025), que destacam o papel decisivo da enfermagem na prevenção da violência obstétrica e na garantia de um parto mais respeitoso e seguro.

Além disso, estudos como os de Pereira et al. (2023) e Pereira et al. (2025) reforçam que a qualificação do pré-natal depende diretamente da articulação interprofissional e da reorganização do processo de trabalho, evidenciando que a formação continuada e a integração em rede são essenciais para fortalecer a linha de cuidado materno-infantil. Forlin (2021) e Benedet (2021) também apontam que processos reflexivos e estratégias de educação permanente contribuem para o desenvolvimento da competência profissional, permitindo maior apropriação do papel da enfermagem e superação de práticas mecanicistas.

A análise integrada dos estudos evidencia que os riscos gestacionais permanecem fortemente associados à inadequação e à fragilidade do acompanhamento pré-natal, especialmente quando há falhas na continuidade do cuidado e na identificação precoce de agravos. Ferreira et al. (2022) demonstram que gestantes com pré-natal inadequado apresentam maior probabilidade de procura inoportuna por serviços de urgência obstétrica, o que revela desorganização da linha de cuidado e aumento da vulnerabilidade materna e fetal. De forma complementar, Antunes, Rossi e Pelloso (2020) reforçam que, em gestações de alto risco, o acompanhamento qualificado é determinante para a detecção precoce de fatores de risco e para a prevenção de desfechos adversos, evidenciando a importância de um pré-natal estruturado e contínuo como estratégia central de redução de morbimortalidade.

Além disso, condições clínicas como hipertensão gestacional emergem como um dos principais agravos associados à evolução desfavorável da gestação, exigindo vigilância rigorosa e intervenções oportunas. Ferreira et al. (2025) destacam que a pré-eclâmpsia e outras síndromes hipertensivas representam importantes causas de mortalidade materna e perinatal, sendo o acompanhamento contínuo na Atenção Primária essencial para evitar complicações graves. Nesse contexto, estudos como os de Mason, Abayomi e Fransaw (2025) e Ulloa Sabogal e Arias Roja (2025) reforçam que modelos de cuidado liderados por enfermeiros contribuem para o acesso precoce ao pré-natal, monitoramento sistemático e fortalecimento do autocuidado, reduzindo a exposição a riscos gestacionais. Assim, evidencia-se que a atuação qualificada da enfermagem é decisiva na mitigação de riscos e na promoção de uma gestação mais segura e monitorada.

Outro ponto relevante refere-se à persistência de fatores estruturais e organizacionais que ampliam a exposição aos riscos gestacionais, mesmo diante de evidências sobre a importância do pré-natal qualificado. Amorim et al. (2022) e Sehnem et al. (2020) destacam que a sobrecarga de trabalho, a insuficiência de recursos humanos e as falhas na comunicação entre os níveis de atenção comprometem a continuidade do cuidado, favorecendo lacunas na identificação de agravos. De forma complementar, Rodrigues et al. (2024) reforçam que ainda existem carências importantes na prática assistencial obstétrica, evidenciando fragilidades no modelo de cuidado e a necessidade de avanços na humanização e na organização dos serviços de saúde. Essa realidade contribui para atrasos diagnósticos e intervenções tardias, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade, como apontado por Silva et al. (2024), ao evidenciar a necessidade de protocolos mais claros no acompanhamento de gestantes de alto risco. Assim, a fragilidade na organização dos serviços de saúde não apenas impacta a qualidade da assistência, mas também potencializa desfechos negativos evitáveis.

Adicionalmente, aspectos relacionados à dimensão social e educacional do cuidado também influenciam diretamente os riscos gestacionais. Marques et al. (2022) e Costa et al. (2021) indicam que o desconhecimento das gestantes sobre o processo gestacional, aliado à abordagem ainda limitada aos aspectos biológicos, dificulta a adesão ao pré-natal e o reconhecimento precoce de sinais de alerta. Nesse sentido, a atuação da enfermagem por meio da educação em saúde, escuta qualificada e abordagem integral torna-se essencial para reduzir vulnerabilidades e promover o autocuidado. Conforme apontam Trigueiro et al. (2022) e Paes et al. (2022), quando a gestante é inserida de forma ativa no seu processo de cuidado, há maior segurança, melhor adesão às orientações e, consequentemente, menor exposição a riscos, reforçando o papel estratégico da enfermagem na prevenção de complicações materno-fetais.

A análise dos estudos também evidencia que a consulta de enfermagem transcende a execução de procedimentos técnicos, configurando-se como um espaço privilegiado para o desenvolvimento de ações educativas e para a promoção do autocuidado. Costa et al. (2021) destacam que os diagnósticos de enfermagem mais frequentemente identificados no pré-natal concentram-se em hábitos de vida e nas modificações fisiológicas inerentes à gestação, porém ressaltam a necessidade de ampliar a abordagem para as dimensões psicossociais. Esses achados corroboram os resultados de Paes et al. (2022), que, fundamentados na Teoria do Cuidado de Kristen Swanson, evidenciam que a escuta qualificada, a sensibilidade cultural e o fortalecimento do vínculo representam elementos essenciais para a integralidade da assistência. Dessa forma, observa-se que a qualidade do cuidado pré-natal está intimamente relacionada à capacidade do enfermeiro de reconhecer a mulher em sua singularidade e de promover uma assistência centrada nas suas necessidades biopsicossociais.

Outro aspecto relevante identificado na literatura refere-se à importância da educação permanente como instrumento para o fortalecimento das competências profissionais da enfermagem. Forlin (2021) demonstrou que processos de reflexão-ação favorecem a reorganização do trabalho e aprimoram a condução das consultas de pré-natal, superando práticas excessivamente mecanicistas. Resultados semelhantes foram encontrados por Benedet (2021), ao evidenciar que estratégias de reflexão crítica contribuem para maior autonomia profissional e fortalecimento da identidade do enfermeiro no cuidado pré-natal. Ademais, Pereira et al. (2023) apontam que a capacitação interprofissional possibilita avanços na articulação da rede de atenção, embora ainda persistam fragilidades na integração entre os serviços. Assim, a educação continuada emerge como uma estratégia indispensável para a qualificação da assistência e para o fortalecimento das práticas baseadas em evidências.

No contexto do pré-natal de alto risco, a literatura demonstra que a atuação do enfermeiro desempenha papel decisivo na redução de desfechos desfavoráveis. Antunes, Rossi e Pelloso (2020) ressaltam que o acompanhamento especializado possibilita a identificação precoce dos fatores de risco e favorece a adoção de medidas preventivas oportunas. Em consonância com esses achados, Pereira et al. (2024) e Silva et al. (2024) destacam que a enfermagem exerce funções assistenciais, educativas e de suporte emocional, contribuindo para a redução da morbimortalidade materno-fetal. Contudo, os autores também ressaltam a necessidade de protocolos assistenciais mais claros e de maior respaldo institucional para garantir maior segurança e efetividade às ações desenvolvidas. Dessa maneira, torna-se evidente que o fortalecimento da atuação do enfermeiro no pré-natal de alto risco constitui uma medida estratégica para a melhoria dos indicadores de saúde materna e neonatal.

Além dos aspectos clínicos, a literatura aponta que a humanização da assistência permanece como um desafio para os serviços de saúde. Rodrigues et al. (2024) identificaram fragilidades no modelo assistencial obstétrico, evidenciando a persistência de práticas pouco centradas na mulher. Corroborando esses achados, Ferreira et al. (2025), ao abordarem a violência obstétrica, destacam que muitas situações ainda são subnotificadas, o que dificulta a implementação de medidas efetivas para sua prevenção. Em contrapartida, Monteiro e Gonçalves (2025) demonstraram que modelos de cuidado liderados por enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica favorecem maior satisfação das gestantes, fortalecimento do vínculo e participação ativa da mulher no processo gestacional. Esses resultados reforçam a necessidade de consolidação de práticas humanizadas e de um cuidado baseado no respeito, na autonomia e nos direitos reprodutivos das mulheres.

Os estudos mais recentes apontam para a necessidade de reorganização dos processos de trabalho na Atenção Primária à Saúde, visando maior integração entre os diferentes níveis de atenção e fortalecimento da linha de cuidado materno-infantil. Pereira et al. (2025) ressaltam que a atuação colaborativa das equipes e a reorganização do processo de trabalho do enfermeiro são fundamentais para qualificar a assistência pré-natal.

Da mesma forma, Vila et al. (2025) destacam a busca ativa e a captação precoce como estratégias essenciais para assegurar o início oportuno do acompanhamento gestacional. Complementarmente, Mason, Abayomi e Fransaw (2025) evidenciam que modelos de gestão do cuidado liderados pela enfermagem favorecem o acesso precoce ao pré-natal e ampliam as possibilidades de monitoramento contínuo das gestantes. Assim, a literatura demonstra que a consolidação de uma assistência pré-natal resolutiva depende não apenas das competências individuais dos profissionais, mas também da organização dos serviços e do fortalecimento das redes de atenção à saúde.

Por fim, Antunes, Rossi e Pelloso (2020) e Pasala (2022) reforçam a relevância do pré-natal qualificado para a identificação precoce de riscos e redução da morbimortalidade materno-fetal, destacando a enfermagem como agente fundamental nesse monitoramento contínuo. Dessa forma, a literatura demonstra que há consenso quanto à importância da enfermagem na qualificação do pré-natal, porém persistem desafios estruturais, organizacionais e culturais que limitam a plena autonomia profissional e a efetivação de um cuidado integral, humanizado e centrado na mulher.

5. CONCLUSÃO

Conclui-se que a consulta de enfermagem no pré-natal, no contexto da Atenção Primária à Saúde, constitui um elemento estratégico para a qualificação da assistência à gestante, ao integrar dimensões clínicas, educativas e relacionais do cuidado. A literatura evidencia que, por meio da escuta qualificada, do vínculo terapêutico, da educação em saúde e do acompanhamento contínuo, a enfermagem promove maior adesão ao pré-natal, fortalece a autonomia da mulher e contribui para um cuidado mais humanizado, integral e centrado nas necessidades individuais. Além disso, a utilização de protocolos, registros sistematizados e práticas baseadas em evidências potencializa a segurança na tomada de decisão e amplia a resolutividade da atenção, consolidando a enfermagem como protagonista na organização e condução do cuidado pré-natal.

No que se refere à identificação precoce de riscos gestacionais, a consulta de enfermagem demonstra impacto direto na detecção oportuna de agravos e na prevenção de complicações materno-fetais, especialmente quando associada à captação precoce, monitoramento contínuo e abordagem integral da gestante.

Entretanto, os achados também indicam que tais contribuições ainda são limitadas por desafios estruturais, organizacionais e socioculturais, como sobrecarga de trabalho, fragilidades na rede de atenção e persistência do modelo biomédico. Assim, para que a consulta de enfermagem alcance seu pleno potencial, torna-se fundamental o investimento em qualificação profissional, fortalecimento da educação permanente, reorganização dos processos de trabalho e valorização da atuação da enfermagem, garantindo condições efetivas para a oferta de um pré-natal seguro, resolutivo e capaz de reduzir riscos gestacionais.

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1 Discente do Curso Superior de Bacharel de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA Campus Volta Redonda. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0009-0004-2975-0718.

2 Discente do Curso Superior de Bacharel de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA Campus Volta Redonda. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0009-0002-6947-9243.

3 Discente do Curso Superior de Bacharel de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA Campus Volta Redonda. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0009-0009-1264-1888.

4 Docente do Curso Superior de Bacharel de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA Campus Volta Redonda. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-2786-965X.

5 Docente do Curso Superior de Bacharel de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA Campus Volta Redonda. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-2915-9205.

6 Docente do Curso Superior de Bacharel de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA Campus Volta Redonda. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0009-0000-3961-5799.

7 Docente do Curso Superior de Bacharel de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ Campus Rio de Janeiro. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-9710-0272.

8 Docente do Curso Superior de Bacharel de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA Campus Volta Redonda. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-3221-2799.