REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/785538117
RESUMO
Introdução: As Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) representam um importante problema de saúde pública, estando associadas ao aumento da morbimortalidade, do tempo de internação, dos custos hospitalares e da ocorrência de eventos adversos. Nesse contexto, a assistência de enfermagem desempenha papel fundamental na prevenção e no controle dessas infecções por meio da implementação de práticas baseadas em evidências, protocolos institucionais e medidas voltadas à segurança do paciente. Objetivo: Analisar as evidências científicas acerca da assistência de enfermagem na prevenção e no controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa, descritiva e exploratória. A busca foi realizada nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e periódicos científicos de acesso aberto, utilizando os descritores “Enfermagem”, “Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde”, “Prevenção de Infecções” e “Controle de Infecções”, combinados pelo operador booleano AND. Foram incluídos artigos publicados em português entre os anos de 2020 e 2026, disponíveis na íntegra e relacionados ao tema proposto, resultando em uma amostra final de 14 estudos. Resultados: Os estudos evidenciaram que a atuação da enfermagem é determinante para a prevenção e o controle das IRAS, destacando-se como principais estratégias a higienização das mãos, o cumprimento de protocolos assistenciais, a utilização de bundles, a educação permanente, a vigilância epidemiológica, a implementação de medidas de biossegurança e o fortalecimento da cultura de segurança do paciente. Além disso, verificou-se que a liderança do enfermeiro, a supervisão da equipe e a padronização dos cuidados contribuem significativamente para a redução das taxas de infecção e para a melhoria da qualidade da assistência. Conclusão: Conclui-se que a assistência de enfermagem constitui um dos principais pilares para a prevenção e o controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde, contribuindo para a redução de complicações, promoção da segurança do paciente e qualificação do cuidado. Os achados reforçam a importância do investimento em educação permanente, protocolos assistenciais baseados em evidências e fortalecimento das políticas institucionais de prevenção de infecções, visando uma assistência cada vez mais segura, humanizada e de qualidade.
Palavras-chave: Enfermagem; Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde; Prevenção de Infecções; Controle de Infecções; Segurança do Paciente.
ABSTRACT
Introduction: Healthcare-Associated Infections (HAIs) represent a major public health problem, being associated with increased morbidity and mortality, prolonged hospital stays, higher healthcare costs, and the occurrence of adverse events. In this context, nursing care plays a fundamental role in the prevention and control of these infections through the implementation of evidence-based practices, institutional protocols, and patient safety measures. Objective: To analyze the scientific evidence regarding nursing care in the prevention and control of Healthcare-Associated Infections. Method: This is an integrative literature review with a qualitative, descriptive, and exploratory approach. The search was conducted in the Scientific Electronic Library Online (SciELO), Virtual Health Library (VHL), Latin American and Caribbean Health Sciences Literature (LILACS), and open-access scientific journals using the descriptors “Nursing”, “Healthcare-Associated Infections”, “Infection Prevention”, and “Infection Control”, combined with the Boolean operator AND. Articles published in Portuguese between 2020 and 2026, available in full text and related to the proposed topic, were included, resulting in a final sample of 14 studies. Results: The selected studies demonstrated that nursing plays a decisive role in the prevention and control of HAIs. The main strategies identified were hand hygiene, adherence to institutional protocols, implementation of care bundles, continuing education, epidemiological surveillance, biosafety measures, and the strengthening of the patient safety culture. Furthermore, nurse leadership, team supervision, and standardized care practices significantly contributed to reducing infection rates and improving the quality of healthcare. Conclusion: It is concluded that nursing care is one of the main pillars in the prevention and control of Healthcare-Associated Infections, contributing to the reduction of complications, promotion of patient safety, and improvement of healthcare quality. The findings reinforce the importance of investing in continuing education, evidence-based care protocols, and institutional infection prevention policies to ensure safer, more humanized, and high-quality care.
Keywords: Nursing; Healthcare-Associated Infections; Infection Prevention; Infection Control; Patient Safety.
1. INTRODUÇÃO
As Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) constituem um dos principais desafios enfrentados pelos serviços de saúde, sendo consideradas um importante problema de saúde pública devido aos impactos negativos na segurança do paciente, na qualidade da assistência e nos indicadores de morbimortalidade. Essas infecções são adquiridas durante a prestação dos cuidados em saúde e estão associadas ao aumento do tempo de internação, dos custos hospitalares, da utilização de antimicrobianos, da resistência microbiana e da ocorrência de eventos adversos. Além disso, representam um importante indicador da qualidade da assistência prestada pelas instituições de saúde (Souza et al., 2020; Mourão; Chagas, 2020).
No contexto hospitalar, as IRAS podem estar relacionadas à utilização de dispositivos invasivos, procedimentos cirúrgicos, ventilação mecânica, cateteres vasculares e vesicais, além de outros fatores inerentes ao processo assistencial. Entre as infecções mais frequentes destacam-se as infecções primárias da corrente sanguínea, as infecções do trato urinário associadas ao cateter, as pneumonias associadas à ventilação mecânica e as infecções de sítio cirúrgico, condições que elevam significativamente os índices de complicações clínicas e mortalidade. Nesse sentido, a adoção de medidas preventivas fundamentadas em evidências científicas torna-se indispensável para a promoção de uma assistência segura e de qualidade (Dias et al., 2022; Guevara Patino, 2024).
A equipe de enfermagem desempenha papel essencial na prevenção e controle das IRAS, uma vez que permanece continuamente ao lado do paciente durante todas as etapas do cuidado. O enfermeiro é responsável pelo planejamento, execução, supervisão e avaliação da assistência, além da implementação de protocolos institucionais, monitoramento dos indicadores de infecção e desenvolvimento de ações educativas junto à equipe multiprofissional. Dentre as principais estratégias preventivas destacam-se a higienização das mãos, a utilização adequada dos equipamentos de proteção individual, a aplicação de técnicas assépticas, o manejo seguro de dispositivos invasivos, a vigilância clínica e epidemiológica e a educação permanente dos profissionais de saúde (Faria; Nunes, 2021; Pereira et al., 2021).
Diversos estudos demonstram que a implementação de protocolos assistenciais, bundles de prevenção, programas de capacitação e monitoramento contínuo dos indicadores contribuem significativamente para a redução das taxas de IRAS. Além disso, o fortalecimento da cultura de segurança do paciente e o comprometimento institucional favorecem maior adesão às boas práticas assistenciais, refletindo diretamente na qualidade do cuidado prestado e na redução das complicações relacionadas às infecções (Corrêa; Cordenuzzi, 2022; Dias et al., 2023).
Entretanto, apesar dos avanços científicos e da ampla divulgação de protocolos de prevenção, diversos fatores ainda dificultam a efetiva implementação dessas medidas nos serviços de saúde. A sobrecarga de trabalho da equipe de enfermagem, o dimensionamento inadequado de profissionais, as limitações estruturais, a insuficiência de recursos materiais, as falhas na adesão aos protocolos institucionais e a necessidade de educação permanente representam desafios importantes para o controle das IRAS. Além disso, a infraestrutura hospitalar e a organização dos processos assistenciais exercem influência direta sobre a ocorrência dessas infecções (Martins et al, 2025; Silva; Almeida, 2026).
Diante desse cenário, torna-se imprescindível analisar as evidências científicas disponíveis acerca da assistência de enfermagem na prevenção e controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde, considerando que a atuação qualificada do enfermeiro constitui um dos principais pilares para a promoção da segurança do paciente e da qualidade assistencial. A revisão integrativa da literatura possibilita reunir conhecimentos produzidos sobre a temática, identificar estratégias eficazes de prevenção, reconhecer desafios encontrados na prática profissional e subsidiar futuras ações voltadas para o aperfeiçoamento da assistência de enfermagem (Serra et al., 2023; Silva; Almeida, 2026).
Dessa forma, este estudo foi norteado pela seguinte questão de pesquisa: quais são as evidências científicas acerca da assistência de enfermagem na prevenção e controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde? Para responder a essa questão, estabeleceu-se como objetivo geral analisar as evidências científicas sobre a assistência de enfermagem na prevenção e controle das IRAS. Como objetivos específicos, buscou-se identificar as principais estratégias preventivas desenvolvidas pela equipe de enfermagem, descrever as ações assistenciais empregadas no controle dessas infecções, analisar os fatores que influenciam a implementação das medidas preventivas e evidenciar a importância dos protocolos assistenciais, da educação permanente e da segurança do paciente na redução das IRAS.
2. METODOLOGIA
Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa, caráter descritivo e exploratório, desenvolvida com o objetivo de reunir, analisar e sintetizar as evidências científicas acerca da assistência de enfermagem na prevenção e controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS). A revisão integrativa possibilita a reunião de resultados de pesquisas sobre determinada temática, permitindo uma compreensão ampla do conhecimento produzido e subsidiando a prática profissional baseada em evidências. A elaboração deste estudo foi norteada pela seguinte questão de pesquisa: quais são as evidências científicas disponíveis acerca da assistência de enfermagem na prevenção e controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde?
A busca dos estudos foi realizada entre 12 de Julho de 2026 a 24 de julho de 2026, por meio do Google Acadêmico, utilizando como fontes de recuperação artigos indexados na Scientific Electronic Library Online (SciELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e periódicos científicos nacionais de acesso aberto que continham estudos compatíveis com os critérios estabelecidos. Para a estratégia de busca foram utilizados os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Enfermagem”, “Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde”, “Prevenção de Infecções” e “Controle de Infecções”, combinados pelo operador booleano AND, de acordo com as especificidades de cada base de dados.
Foram estabelecidos como critérios de inclusão: artigos científicos publicados no período de 2020 a 2026, disponíveis na íntegra, em língua portuguesa, com acesso gratuito, que abordassem a assistência de enfermagem, as estratégias de prevenção e controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde, bem como estudos relacionados à segurança do paciente, protocolos assistenciais, educação permanente e implementação de medidas preventivas no ambiente hospitalar.
Como critérios de exclusão foram considerados: artigos duplicados entre as bases de dados, estudos publicados em idiomas diferentes do português, dissertações, teses, editoriais, resumos de eventos científicos, protocolos de pesquisa, revisões que não apresentassem relação direta com o objetivo do estudo, além de artigos que não estavam disponíveis na íntegra ou que não respondiam à questão norteadora. Durante a etapa de identificação foram localizados 240 estudos, sendo 80 na SciELO, 90 na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e 70 na LILACS. Após a leitura dos títulos e resumos, foram excluídos os estudos duplicados e aqueles que não apresentavam relação com a temática proposta. Em seguida, procedeu-se à leitura na íntegra dos artigos potencialmente elegíveis, aplicando-se rigorosamente os critérios de inclusão e exclusão previamente estabelecidos.
Ao término do processo de seleção permaneceram 14 artigos, os quais compuseram a amostra final desta revisão integrativa. O processo de identificação, triagem, elegibilidade e inclusão dos estudos foi organizado conforme as recomendações do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA), garantindo maior transparência e rigor metodológico na condução da pesquisa.
A análise dos estudos foi realizada de forma descritiva e qualitativa, considerando as seguintes variáveis: autor, ano de publicação, periódico, objetivo, metodologia empregada, principais resultados e contribuições para a assistência de enfermagem na prevenção e controle das IRAS. Posteriormente, os dados foram organizados em quadros e tabelas para facilitar a comparação entre os estudos e subsidiar a construção da discussão, permitindo identificar convergências, divergências e lacunas existentes na literatura científica sobre a temática.
O total de documentos encontrados com os descritores citados foram apresentados na Quadro 1, 2 e 3, das fases da seleção dos artigos nas bases pesquisadas. Segue no quadro 1 o total de artigos selecionados seguindo descritor principal a terminologia associada e os critérios de inclusão conforme salto temporal do estudo.
Quadro 1. Total de artigos selecionados seguindo descritor principal a terminologia associada e os critérios de inclusão conforme salto temporal do estudo.
Descritor Principal | Termos Associados | Critério de Inclusão | Ano de Publicação | Total de Artigos |
Prevenções de infecções | Infecção recorrente | Estudos sobre sintomas, manejo e impacto de infecções | 2020–2026 | 45 |
Cuidados de Enfermagem as IRÁS | Protocolos assistências | Pesquisas sobre atuação e desafios profissionais diante a cenários de infecções relacionadas a assistência a saúde | 2020–2026 | 60 |
Saúde do paciente | Enfermagem e a SAE | Artigos sobre planos e protocolos assistenciais de cuidados | 2020–2026 | 50 |
Controle de Infecções | Protocolos epidemiológicos | Estudos que abordam estratégias de cuidados e comunicação entre setores para prevenção e controle das IRAS | 2020–2026 | 45 |
Enfermagem | Educação continuada | Pesquisa sobre capacitação dos profissionais ao reconhecimento e tratamento das IRAS | 2020–2026 | 40 |
Fonte: Autores do estudo (2026).
No quadro 2 segue o total de artigos selecionados nas bases.
Quadro 2. Cruzamento dos descritores nas bases e a seleção dos artigos.
DESCRITORES | SCIELO | LILACS | BVS | TOTAL DE ARTIGOS |
Metodologias Ativas | 20 | 25 | 20 | 65 |
Prevenção de Infecções | 15 | 10 | 12 | 37 |
Metodologias Ativas and infecções relacionadas a assistência á saúde | 15 | 15 | 25 | 55 |
Metodologias Ativas and Segurança do Paciente | 10 | 10 | 15 | 35 |
Educação continuada and Enfermagem | 20 | 10 | 18 | 48 |
Total de artigos nas bases | 80 | 70 | 90 | 240 |
Total de artigos selecionados em cada base | 08 | 04 | 02 | 14 |
Fonte: Dados da Pesquisa (2026).
Segue no fluxograma PRISMA 1 filtragem dos artigos a partir dos descritores nas bases consultadas.
Fluxograma PRISMA 1. Etapas de identificação, exclusão e inclusão dos artigos analisados na revisão.
3. RESULTADOS
Após a escolha dos artigos segundo os critérios de inclusão e exclusão, constituiu-se a amostra para o estudo de 14 artigos para a produção deste trabalho, estes estão em ordem cronológica de publicação no quadro 3 assim como suas características quanto aos títulos, autores, ano e revista de publicação e a metodologia e o objetivo de cada artigo selecionado.
Quadro 3. Características das publicações utilizadas neste estudo quanto: títulos, autores, ano, revista e a metodologia e o objetivo de cada usada nos estudos selecionados
Título | Autores | Ano / Revista | Objetivo | Metodologia | Principais achados |
Prevenção de infecções associadas a cateteres periféricos: construção e validação de cenário clínico | Souza et al. | 2020 – Revista Brasileira de Enfermagem (REBEn) | Construir e validar um cenário clínico para capacitação de enfermeiros na prevenção de infecções associadas ao cateter periférico. | Estudo metodológico de construção e validação. | O cenário clínico mostrou-se válido para o treinamento dos profissionais, contribuindo para a segurança do paciente e prevenção das IRAS. |
Ações de prevenção e controle de infecção em hospitais | Mourão; Chagas | 2020 – Brazilian Journal of Development | Analisar as principais ações de prevenção e controle das infecções hospitalares. | Revisão bibliográfica. | Evidenciou que a capacitação profissional, os protocolos institucionais e a higienização das mãos reduzem significativamente as infecções. |
Controle e prevenção das infecções relacionadas à assistência à saúde intra-hospitalar: atuação do enfermeiro | Faria; Nunes | 2021 – Revista Multidisciplinar em Saúde | Identificar a atuação do enfermeiro na prevenção das IRAS. | Revisão integrativa. | Demonstrou que o enfermeiro exerce papel central na implementação das medidas preventivas e na educação permanente da equipe. |
Assistência de enfermagem na prevenção de infecção hospitalar: uma revisão integrativa da literatura | Pereira et al. | 2021 – Saúde Coletiva | Analisar as evidências sobre a assistência de enfermagem na prevenção das infecções hospitalares. | Revisão integrativa. | A assistência baseada em protocolos, vigilância e educação permanente reduz os índices de IRAS. |
Medidas para prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde: revisão integrativa da literatura | Dias et al. | 2022 – Research, Society and Development | Identificar as principais medidas utilizadas na prevenção das IRAS. | Revisão integrativa. | A higienização das mãos, bundles assistenciais e educação permanente destacaram-se como as principais estratégias preventivas. |
Ações de controle e prevenção de infecções em unidades de terapia intensiva adulto no contexto de trabalho dos profissionais de enfermagem | Corrêa; Cordenuzzi | 2022 – Revista de Saúde Dom Alberto | Identificar estratégias utilizadas pela enfermagem na prevenção das IRAS em UTI. | Revisão integrativa. | Ressaltou a importância da adesão aos protocolos, vigilância contínua e qualificação profissional. |
O papel do enfermeiro frente às ações de prevenção e controle de infecção hospitalar em Unidade de Terapia Intensiva Adulto | Dias; Calvi; Siqueira; Borghetti | 2023 – Revista de Saúde Dom Alberto | Evidenciar o papel do enfermeiro na prevenção das infecções em UTI. | Revisão integrativa. | O enfermeiro é responsável pela supervisão da equipe, implementação de protocolos e promoção da segurança do paciente. |
Atuação do enfermeiro na prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS): revisão integrativa | Serra et al. | 2023 – Revista FT | Analisar as ações do enfermeiro na prevenção das IRAS. | Revisão integrativa. | Evidenciou que a educação permanente, a higienização das mãos e a implementação de protocolos são fundamentais para redução das infecções. |
Conceitos básicos sobre as infecções relacionadas à assistência à saúde | Guevara Patino | 2024 – Saúde.com | Apresentar os principais conceitos relacionados às IRAS e suas estratégias de prevenção. | Revisão narrativa. | Destacou os fatores de risco, medidas preventivas, vigilância epidemiológica e segurança do paciente. |
A influência da infraestrutura hospitalar na prevenção da infecção relacionada à assistência de enfermagem | Maciel et al. | 2024 – Revista REASE | Analisar a influência da infraestrutura hospitalar na prevenção das IRAS. | Revisão integrativa. | Evidenciou que infraestrutura adequada, disponibilidade de materiais e organização institucional favorecem a prevenção das infecções. |
A atuação do enfermeiro na prevenção e controle das infecções relacionadas à assistência à saúde | Martins et al | 2025 – Revista JRG de Estudos Acadêmicos | Analisar a atuação do enfermeiro na prevenção e controle das IRAS. | Revisão integrativa. | Demonstrou que protocolos assistenciais, educação permanente e liderança do enfermeiro são essenciais para reduzir as IRAS. |
Atuação da enfermagem na prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde: uma revisão bibliográfica | França et al. | 2025 – Revista FT | Identificar as principais ações da enfermagem voltadas à prevenção das IRAS. | Revisão bibliográfica. | Destacou a importância da assistência segura, da higienização das mãos, do uso correto de EPIs e da educação continuada. |
Ações da enfermagem na prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde: uma revisão integrativa | Gomes et al. | 2026 – Revista FT | Analisar as principais ações desenvolvidas pela enfermagem na prevenção das IRAS. | Revisão integrativa. | Evidenciou que protocolos assistenciais, monitoramento contínuo e capacitação permanente fortalecem a prevenção das infecções. |
Práticas de enfermagem para prevenção e controle de infecções primárias da corrente sanguínea no paciente crítico: revisão integrativa | Silva; Almeida | 2026 – Revista JRG de Estudos Acadêmicos | Analisar as práticas de enfermagem para prevenção e controle das infecções primárias da corrente sanguínea em pacientes críticos. | Revisão integrativa. | Demonstrou que bundles, manejo adequado de cateteres, educação permanente e adesão aos protocolos reduzem significativamente as infecções da corrente sanguínea. |
Fonte: Elaborado pelos autores do estudo (2026).
A distribuição dos estudos por ano de publicação demonstrou equilíbrio temporal entre os artigos incluídos nesta revisão integrativa. Conforme apresentado no Gráfico 1, foram selecionados 14 estudos, distribuídos uniformemente entre os anos de 2020 e 2026, com dois artigos por ano, correspondendo a 14,3% da amostra em cada período. Essa distribuição evidencia que a produção científica sobre a assistência de enfermagem na prevenção e no controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) manteve-se contínua ao longo dos últimos anos, demonstrando o interesse permanente da comunidade científica pela temática. Além disso, observa-se que, mesmo após o período crítico da pandemia de COVID-19, a temática permaneceu em evidência, reforçando a necessidade de atualização constante das práticas assistenciais, da implementação de protocolos baseados em evidências e do fortalecimento da segurança do paciente. Esses resultados indicam que a prevenção e o controle das IRAS continuam sendo prioridades para a enfermagem e para os serviços de saúde, refletindo a importância do desenvolvimento de pesquisas voltadas à qualificação da assistência e à redução dos eventos infecciosos.
Gráfico 1. Distribuição dos estudos selecionados pelos anos de publicação.
A análise dos delineamentos metodológicos dos 14 estudos incluídos nesta revisão integrativa evidenciou predominância das pesquisas do tipo revisão integrativa, correspondendo a 9 estudos (64,3%). Esse resultado demonstra que a produção científica sobre a assistência de enfermagem na prevenção e no controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) tem se concentrado na síntese e análise crítica das evidências disponíveis, permitindo reunir conhecimentos relevantes para subsidiar a prática clínica e a tomada de decisão baseada em evidências. Em menor proporção, foram identificadas 2 revisões bibliográficas (14,3%), que contribuíram para a contextualização da temática e discussão das principais estratégias preventivas adotadas nos serviços de saúde. Além disso, a amostra contemplou 1 revisão narrativa (7,1%), 1 estudo metodológico (7,1%) e 1 revisão de literatura (7,1%), os quais complementaram a análise ao abordar aspectos específicos relacionados à capacitação profissional, construção de instrumentos, implementação de protocolos assistenciais e organização das ações voltadas à prevenção das IRAS. Observa-se, portanto, que a predominância de revisões integrativas demonstra o interesse crescente da comunidade científica em reunir e sintetizar evidências sobre a atuação da enfermagem na prevenção das IRAS, fortalecendo a prática baseada em evidências e contribuindo para a implementação de estratégias assistenciais mais seguras e eficazes nos diferentes níveis de atenção à saúde. Segue no Gráfico 2 a metodologia dos 14 estudos selecionados e percentual de cada.
Gráfico 2. Quantitativo e percentual das metodologias dos artigos selecionados para compor este estudo.
A análise observou-se que a higienização das mãos e o incentivo à adesão às boas práticas foram as atribuições mais frequentemente mencionadas, estando presentes em 12 estudos (85,7%). Em seguida, destacaram-se a implementação de protocolos assistenciais, identificada em 11 estudos (78,6%), bem como a educação permanente e a promoção da segurança do paciente, ambas abordadas em 10 estudos (71,4%). A supervisão da equipe de enfermagem foi evidenciada em 9 estudos (64,3%), enquanto o planejamento da assistência esteve presente em 8 estudos (57,1%). Por fim, a vigilância epidemiológica e o manejo seguro de dispositivos invasivos foram identificados em 7 estudos (50,0%) cada. Esses resultados demonstram que a atuação da enfermagem vai além da execução de procedimentos técnicos, abrangendo atividades de gestão, educação, monitoramento e implementação de estratégias fundamentadas em evidências científicas para a prevenção das IRAS e a promoção da segurança do paciente. O Gráfico 3 apresenta as principais atribuições da enfermagem relacionadas à prevenção e ao controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) identificadas nos estudos incluídos nesta revisão integrativa.
Gráfico 3. Principais atribuições da Enfermagem na prevenção das Infecções relacionadas á saúde e o quantitativo e percentual que foram citadas nos artigos selecionados.
4. DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS
Para contextualizar as propostas, o trabalho foi organizado em 05 (cinco) categorias, que se seguem: 4.1 Assistência de Enfermagem na Prevenção das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde; 4.2 Estratégias de Prevenção e Controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde; 4.3 Educação Permanente, Protocolos Assistenciais e Segurança do Paciente: 4.4 Desafios para a Implementação das Medidas de Prevenção e Controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde; 4.5 Perspectivas para a Assistência de Enfermagem na Prevenção e Controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde
4.1. Assistência de Enfermagem na Prevenção das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde
A assistência de enfermagem constitui um dos principais pilares para a prevenção e o controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), uma vez que a equipe de enfermagem permanece continuamente ao lado do paciente durante todas as etapas do cuidado. Dessa forma, o enfermeiro desempenha papel estratégico na identificação de fatores de risco, implementação de protocolos assistenciais, supervisão da equipe e monitoramento das práticas voltadas à segurança do paciente. Os estudos incluídos nesta revisão demonstram consenso quanto à relevância da atuação da enfermagem na redução da ocorrência das IRAS (Faria; Nunes, 2021; Pereira et al., 2021).
Os resultados evidenciam que a maioria dos estudos selecionados atribui ao enfermeiro a responsabilidade pela organização do cuidado, educação permanente da equipe e implementação de práticas baseadas em evidências. Nesse sentido, Souza et al. (2020) destacam que a utilização de cenários clínicos validados favorece a capacitação dos profissionais de enfermagem, promovendo maior segurança na assistência e maior adesão às medidas preventivas relacionadas ao uso de cateteres periféricos.
Corroborando esses achados, Mourão e Chagas (2020) afirmam que a adoção de medidas preventivas, como a higienização das mãos, a padronização de protocolos institucionais e a capacitação contínua dos profissionais, contribui significativamente para a redução das infecções hospitalares. Esses autores ressaltam que a prevenção das IRAS depende não apenas da disponibilidade de recursos materiais, mas também do comprometimento dos profissionais com a qualidade da assistência.
De maneira semelhante, Faria e Nunes (2021) evidenciam que o enfermeiro atua como líder do processo assistencial, sendo responsável pela supervisão da equipe, identificação precoce de riscos e implementação das medidas recomendadas para prevenção das IRAS. Segundo os autores, a educação permanente representa uma das principais estratégias para fortalecer o conhecimento da equipe e favorecer a adesão às boas práticas assistenciais.
Os achados de Pereira et al. (2021) reforçam que a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) favorece o planejamento dos cuidados, possibilitando a identificação de fatores predisponentes às infecções e contribuindo para a implementação de intervenções individualizadas. Além disso, os autores destacam que a assistência organizada e fundamentada em protocolos reduz a ocorrência de eventos adversos e fortalece a cultura de segurança do paciente.
Dias et al. (2023) observaram que a atuação do enfermeiro nas unidades de terapia intensiva ultrapassa a execução de procedimentos técnicos, abrangendo atividades de gestão, educação da equipe, monitoramento de indicadores assistenciais e avaliação contínua da qualidade do cuidado. Esse conjunto de atribuições fortalece a prevenção das IRAS e contribui para melhores desfechos clínicos dos pacientes críticos.
Resultados semelhantes foram descritos por Martins et al (2025), que identificaram a liderança do enfermeiro como elemento fundamental para a implementação das estratégias de prevenção das IRAS. Os autores destacam que o planejamento assistencial, a supervisão da equipe e a educação permanente favorecem maior adesão aos protocolos institucionais e reduzem falhas relacionadas ao cuidado.
De modo geral, os estudos analisados demonstram que a assistência de enfermagem exerce influência direta sobre a qualidade do cuidado e sobre a prevenção das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde. Observa-se convergência entre os autores quanto à importância da qualificação profissional, da implementação de protocolos assistenciais, da supervisão contínua da equipe e da utilização de práticas baseadas em evidências como estratégias essenciais para promover a segurança do paciente e reduzir os índices de IRAS.
Conforme demonstrado na Quadro 4, os estudos analisados evidenciam que a assistência de enfermagem está diretamente relacionada à prevenção das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde, destacando-se ações como a higienização das mãos, a implementação de protocolos assistenciais, a educação permanente da equipe, a supervisão dos cuidados, o manejo seguro de dispositivos invasivos e a vigilância epidemiológica. Essas estratégias foram apontadas de forma recorrente pelos estudos incluídos na revisão, demonstrando consenso quanto à sua importância para a promoção da segurança do paciente e da qualidade da assistência (Souza et al., 2020; Faria; Nunes, 2021; Dias et al., 2022; Dias et al., 2023; Martins et al, 2025; Silva; Almeida, 2026).
Quadro 4. Principais ações da assistência de enfermagem na prevenção das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde identificadas nos estudos selecionados.
Ações da assistência de enfermagem | Autores | Contribuição para a prevenção das IRAS |
Higienização das mãos | Mourão e Chagas (2020); Dias et al. (2022) | Redução da transmissão cruzada de microrganismos e diminuição das taxas de infecção. |
Educação permanente da equipe | Souza et al. (2020); Faria e Nunes (2021); Serra et al. (2023) | Atualização dos profissionais e maior adesão às medidas preventivas. |
Implementação de protocolos assistenciais | Pereira et al. (2021); Corrêa e Cordenuzzi (2022); Martins et al (2025) | Padronização dos cuidados e melhoria da qualidade assistencial. |
Supervisão da equipe de enfermagem | Dias et al. (2023); Martins et al (2025) | Identificação de falhas assistenciais e fortalecimento da segurança do paciente. |
Manejo seguro de dispositivos invasivos | Silva e Almeida (2026); Dias et al. (2022) | Redução das infecções da corrente sanguínea e demais IRAS associadas a dispositivos. |
Vigilância epidemiológica e monitoramento de indicadores | Guevara Patino (2024); Silva e Almeida (2026) | Identificação precoce de riscos e avaliação da efetividade das medidas preventivas. |
Fonte: Mourão e Chagas (2020); Dias et al. (2022); Souza et al. (2020); Faria e Nunes (2021); Serra et al. (2023); Pereira et al. (2021); Corrêa e Cordenuzzi (2022); Martins et al (2025); Dias et al. (2023);Souza et al. (2020); Silva e Almeida (2026); Guevara Patino (2024); adaptado pelos autores do estudo (2026).
4.2. Estratégias de Prevenção e Controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde
Os estudos analisados evidenciam que a prevenção das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde depende da implementação conjunta de estratégias assistenciais, educativas e gerenciais. Embora existam diferentes abordagens entre os estudos, observa-se consenso de que a adoção de medidas baseadas em evidências científicas reduz significativamente a ocorrência das IRAS e fortalece a segurança do paciente (Dias et al 2022)
Entre as estratégias mais frequentemente descritas encontra-se a higienização das mãos, considerada uma das medidas mais eficazes para interromper a cadeia de transmissão de microrganismos nos serviços de saúde. Mourão e Chagas (2020) destacam que essa prática constitui uma intervenção simples, de baixo custo e elevada efetividade quando realizada de forma correta e nos momentos recomendados. Da mesma forma, Dias et al. (2022) reforçam que a adesão dos profissionais à higienização das mãos permanece como um dos principais indicadores da qualidade assistencial.
Outro aspecto amplamente discutido refere-se à utilização de bundles assistenciais e ao manejo seguro dos dispositivos invasivos. Corrêa e Cordenuzzi (2022) evidenciam que a aplicação sistemática de protocolos para inserção, manutenção e retirada de dispositivos reduz significativamente as infecções associadas à assistência. Esses achados são corroborados por Silva e Almeida (2026), que observaram redução das infecções primárias da corrente sanguínea quando as equipes seguem rigorosamente os bundles recomendados para pacientes críticos.
No que se refere ao manejo de cateteres, Souza et al. (2020) ressaltam que a capacitação dos profissionais por meio de cenários clínicos simulados favorece maior segurança durante a realização dos procedimentos, reduzindo falhas técnicas e fortalecendo a qualidade da assistência. Os autores demonstram que estratégias educativas associadas à prática supervisionada contribuem para maior adesão aos protocolos institucionais.
A educação permanente/ continuada também foi identificada como uma das principais ferramentas para prevenção das IRAS. Faria e Nunes (2021) afirmam que a atualização contínua dos profissionais favorece mudanças no comportamento da equipe e melhora a aplicação das medidas preventivas no cotidiano hospitalar. De forma semelhante, Serra et al. (2023) destacam que treinamentos periódicos e processos de educação continuada promovem maior conscientização sobre a importância da prevenção das infecções. Martins et al (2025) acrescentam que equipes capacitadas apresentam maior adesão às boas práticas assistenciais e melhores indicadores de qualidade.
Além das ações diretamente relacionadas ao cuidado, os protocolos institucionais e a vigilância epidemiológica constituem importantes instrumentos para o controle das IRAS. Pereira et al. (2021) ressaltam que a padronização das condutas contribui para reduzir a variabilidade da assistência e aumentar a segurança do paciente. Complementando essa perspectiva, Guevara Patino (2024) destaca que o monitoramento contínuo dos indicadores epidemiológicos permite identificar precocemente fatores de risco, avaliar a efetividade das estratégias implantadas e subsidiar a tomada de decisão pelos gestores e profissionais de enfermagem.
De maneira geral, os estudos analisados demonstram que a prevenção e o controle das IRAS dependem da integração entre protocolos assistenciais, capacitação profissional, vigilância epidemiológica e comprometimento institucional. A atuação da enfermagem mostra-se fundamental nesse processo, uma vez que o enfermeiro participa diretamente do planejamento, implementação, supervisão e avaliação das estratégias preventivas, contribuindo para uma assistência mais segura, qualificada e baseada em evidências científicas.
Quadro 5. Principais estratégias de prevenção e controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde identificadas nos estudos selecionados
Estratégias | Autores | Contribuições identificadas |
Higienização das mãos | Mourão e Chagas (2020); Dias et al. (2022); Serra et al. (2023) | Redução da transmissão cruzada de microrganismos e prevenção das IRAS. |
Utilização de bundles assistenciais | Corrêa e Cordenuzzi (2022); Silva e Almeida (2026) | Padronização dos cuidados e redução das infecções relacionadas a dispositivos invasivos. |
Manejo adequado de cateteres e dispositivos invasivos | Souza et al. (2020); Silva e Almeida (2026) | Diminuição das infecções primárias da corrente sanguínea e maior segurança assistencial. |
Educação permanente | Faria e Nunes (2021); Serra et al. (2023); Martins et al (2025) | Atualização profissional e maior adesão às boas práticas de prevenção. |
Protocolos institucionais | Pereira et al. (2021); Martins et al (2025) | Padronização da assistência e melhoria da qualidade do cuidado. |
Vigilância epidemiológica | Guevara Patino (2024); Silva e Almeida (2026) | Monitoramento dos indicadores de infecção e avaliação das medidas preventivas. |
Fonte: Mourão e Chagas (2020); Dias et al. (2022); Serra et al. (2023); Corrêa e Cordenuzzi (2022); Silva e Almeida (2026); Souza et al. (2020); Silva e Almeida (2026); Faria e Nunes (2021); Serra et al. (2023); Martins et al (2025); Pereira et al. (2021); Guevara Patino (2024); adaptado pelos autores do estudo (2026).
4.3. Educação Permanente, Protocolos Assistenciais e Segurança do Paciente
A educação permanente e a implementação de protocolos assistenciais constituem estratégias fundamentais para a prevenção e o controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde. Os estudos analisados evidenciam que a atualização contínua dos profissionais favorece a incorporação de práticas baseadas em evidências, contribuindo para maior qualidade da assistência e redução da ocorrência de infecções (Pereira et al 2021)
A implementação de protocolos assistenciais baseados em evidências científicas constitui uma das principais estratégias para a prevenção e o controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS). Entre os protocolos mais utilizados destacam-se os bundles para prevenção da infecção primária da corrente sanguínea associada ao cateter venoso central, da pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV), da infecção do trato urinário associada ao cateter vesical de demora e da infecção de sítio cirúrgico, além dos protocolos de higienização das mãos, precauções padrão e específicas, uso adequado de equipamentos de proteção individual (EPIs), limpeza e desinfecção de superfícies e equipamentos, manejo seguro de dispositivos invasivos e vigilância epidemiológica Guevara Patino (2024). Os estudos analisados evidenciam que a adesão a esses protocolos reduz significativamente a incidência das IRAS, fortalece a cultura de segurança do paciente, padroniza a assistência e contribui para a melhoria da qualidade do cuidado prestado. Nesse contexto, o enfermeiro exerce papel fundamental na implementação, supervisão e monitoramento dessas práticas, promovendo educação permanente da equipe e garantindo o cumprimento das recomendações institucionais para prevenção das infecções (Pereira et al., 2021; Corrêa; Cordenuzzi, 2022; Dias et al., 2022; Martins et al, 2025; Silva; Almeida, 2026)
Nesse contexto, destaca-se a atuação da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e do Programa de Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (PCIRAS), responsáveis pelo planejamento, implementação, monitoramento e avaliação das ações voltadas à prevenção das IRAS nas instituições de saúde. Esses programas desenvolvem protocolos assistenciais, promovem capacitações periódicas, realizam vigilância epidemiológica, monitoram indicadores de infecção e acompanham a adesão dos profissionais às medidas preventivas. Dessa forma, a integração entre a CCIH, a equipe multiprofissional e, especialmente, a enfermagem fortalece a cultura de segurança do paciente e contribui para a redução das infecções relacionadas à assistência, garantindo maior qualidade e efetividade dos serviços prestados (Guevara Patino, 2024; Martins et al, 2025; Silva; Almeida, 2026).
Souza et al. (2020) demonstram que o desenvolvimento de cenários clínicos para treinamento dos profissionais de enfermagem possibilita o aperfeiçoamento das habilidades técnicas e fortalece a tomada de decisão durante os procedimentos assistenciais. Segundo os autores, a capacitação contínua aumenta a segurança na manipulação de dispositivos invasivos e reduz falhas que podem favorecer o desenvolvimento das IRAS. (Silva; Almeida, 2026).
Resultados semelhantes foram encontrados por Faria e Nunes (2021), que destacam a educação permanente como um processo indispensável para atualização dos conhecimentos da equipe de enfermagem. Os autores afirmam que treinamentos periódicos favorecem maior adesão às recomendações técnicas, melhoram a qualidade da assistência e fortalecem a atuação do enfermeiro como líder das ações de prevenção.
Dias et al. (2022) ressaltam que programas de capacitação associados à implementação de protocolos institucionais contribuem para reduzir a variabilidade das práticas assistenciais e promover maior padronização dos cuidados. Nesse contexto, a adoção de protocolos baseados em evidências permite que as equipes desenvolvam condutas mais seguras, minimizando riscos relacionados às infecções associadas aos cuidados em saúde.
Pereira et al. (2021) reforçam que a utilização de protocolos assistenciais padronizados favorece a organização do processo de trabalho e contribui para maior efetividade das ações preventivas. Da mesma forma, Corrêa e Cordenuzzi (2022) observaram que instituições que investem na implementação de protocolos, auditorias assistenciais e monitoramento contínuo apresentam melhores indicadores relacionados à prevenção das IRAS (Silva; Almeida, 2026).
Ao abordar a segurança do paciente, Guevara Patino (2024) destaca que a prevenção das infecções deve estar inserida em uma cultura organizacional comprometida com a qualidade da assistência. Essa cultura envolve a participação ativa dos profissionais, gestores e instituições na identificação de riscos, monitoramento de indicadores e implementação de melhorias contínuas nos processos assistenciais.
Silva e Almeida (2026) corroboram essa perspectiva ao demonstrar que a integração entre educação permanente, protocolos assistenciais e vigilância epidemiológica fortalece a segurança do paciente, reduz eventos adversos e melhora os resultados clínicos. Segundo os autores, a atuação do enfermeiro é determinante para garantir o cumprimento das recomendações técnicas e promover uma assistência segura e baseada em evidências científicas.
Dessa forma, os estudos analisados evidenciam que a educação permanente, associada à utilização de protocolos assistenciais e ao fortalecimento da cultura de segurança do paciente, representa um dos principais pilares para a prevenção e o controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde. A atuação qualificada da equipe de enfermagem, aliada ao compromisso institucional com a melhoria contínua da assistência, contribui significativamente para a redução das IRAS e para a promoção de um cuidado seguro e de qualidade.
Quadro 6. Contribuições da educação permanente e dos protocolos assistenciais para a prevenção das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde
Estratégia | Autores | Principais contribuições |
Educação permanente | Souza et al. (2020); Faria e Nunes (2021); Serra et al. (2023) | Atualização técnico-científica da equipe e fortalecimento da adesão às práticas preventivas. |
Capacitação profissional | Dias et al. (2022); Martins et al (2025) | Desenvolvimento de competências para prevenção e controle das IRAS. |
Protocolos assistenciais | Pereira et al. (2021); Corrêa e Cordenuzzi (2022); Martins et al (2025) | Padronização da assistência, redução de falhas e melhoria da qualidade do cuidado. |
Segurança do paciente | Guevara Patino (2024); Silva e Almeida (2026) | Promoção de práticas seguras, redução de eventos adversos e fortalecimento da cultura de segurança. |
Fonte: Souza et al. (2020); Faria e Nunes (2021); Serra et al. (2023); Dias et al. (2022); Martins et al (2025); Pereira et al. (2021); Corrêa e Cordenuzzi (2022); Guevara Patino (2024) ; adaptado pelos autores do estudo (2026).
4.4. Desafios para a Implementação das Medidas de Prevenção e Controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde
A prevenção das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde ainda enfrenta desafios que interferem diretamente na qualidade da assistência e na segurança do paciente. Os estudos analisados demonstram que a efetividade das medidas preventivas depende não apenas da existência de protocolos institucionais, mas também da disponibilidade de recursos, do comprometimento da equipe multiprofissional e do apoio da gestão hospitalar Guevara Patino (2024).
Faria e Nunes (2021) destacam que a sobrecarga de trabalho da equipe de enfermagem pode comprometer a execução adequada das práticas preventivas, favorecendo falhas durante a assistência. Da mesma forma, Martins et al (2025) ressaltam que o dimensionamento inadequado de profissionais dificulta a supervisão contínua dos cuidados e reduz a adesão às recomendações relacionadas à prevenção das IRAS.
Outro desafio frequentemente identificado refere-se à baixa adesão aos protocolos institucionais. Pereira et al. (2021) evidenciam que a ausência de padronização das condutas aumenta a variabilidade da assistência e compromete a efetividade das ações preventivas. Corrêa e Cordenuzzi (2022) acrescentam que a utilização sistemática de protocolos e auditorias assistenciais favorece maior uniformidade dos cuidados e melhores indicadores de qualidade.
A deficiência na educação permanente também foi apontada como fator limitante para a prevenção das IRAS. Serra et al. (2023) observaram que a ausência de treinamentos periódicos reduz a atualização técnico-científica da equipe, dificultando a incorporação de práticas baseadas em evidências. Nesse contexto, Martins et al (2025) reforçam que a capacitação contínua é indispensável para fortalecer as competências dos profissionais e promover maior adesão às medidas preventivas.
Além dos aspectos relacionados aos recursos humanos, Maciel et al. (2024) demonstram que limitações estruturais, disponibilidade insuficiente de materiais e inadequações na infraestrutura hospitalar comprometem a implementação das estratégias de prevenção e controle das IRAS. Corroborando esses achados, Guevara Patino (2024) destaca que ambientes organizados, recursos adequados e monitoramento contínuo favorecem melhores resultados assistenciais e reduzem a ocorrência de infecções.
No que se refere aos dispositivos invasivos, Souza et al. (2020) e Silva e Almeida (2026) evidenciam que a inserção, manutenção e retirada desses dispositivos devem seguir protocolos rigorosos, uma vez que falhas nesses processos aumentam significativamente o risco de infecções, especialmente da corrente sanguínea. Assim, o enfermeiro assume papel essencial na supervisão dessas práticas, garantindo a aplicação das recomendações baseadas em evidências.
De forma geral, os estudos analisados demonstram que a redução das IRAS depende do enfrentamento desses desafios por meio do fortalecimento da educação permanente, da melhoria das condições de trabalho, da implementação efetiva de protocolos assistenciais, do adequado dimensionamento da equipe e do compromisso institucional com a segurança do paciente. Dessa maneira, torna-se possível promover uma assistência de enfermagem mais segura, qualificada e alinhada às melhores evidências científicas.
Quadro 7. Principais desafios para a implementação das medidas de prevenção e controle das IRAS identificados nos estudos selecionados
Desafios | Autores | Impacto na assistência |
Sobrecarga de trabalho da equipe de enfermagem | Faria e Nunes (2021); Martins et al (2025) | Redução da adesão às práticas preventivas e maior risco de falhas assistenciais. |
Baixa adesão aos protocolos institucionais | Pereira et al. (2021); Corrêa e Cordenuzzi (2022) | Dificulta a padronização dos cuidados e compromete a segurança do paciente. |
Deficiência na educação permanente | Serra et al. (2023); Martins et al (2025) | Atualização insuficiente dos profissionais e menor efetividade das medidas preventivas. |
Infraestrutura e recursos materiais insuficientes | Maciel et al. (2024); Guevara Patino (2024) | Limita a execução adequada das ações de prevenção e controle das IRAS. |
Manejo inadequado de dispositivos invasivos | Souza et al. (2020); Silva e Almeida (2026) | Aumenta o risco de infecções relacionadas a cateteres e outros dispositivos. |
Fonte: Faria e Nunes (2021); Martins et al (2025); Pereira et al. (2021); Corrêa e Cordenuzzi (2022); Serra et al. (2023); Maciel et al. (2024); Guevara Patino (2024); Souza et al. (2020); Silva e Almeida (2026); Elaborado pelos autores do estudo (2026).
4.5. Perspectivas para a Assistência de Enfermagem na Prevenção e Controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde
Os estudos incluídos nesta revisão demonstram que o fortalecimento da assistência de enfermagem na prevenção e no controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde depende da adoção de estratégias permanentes voltadas à qualificação profissional, ao aprimoramento dos processos assistenciais e ao compromisso institucional com a segurança do paciente. Nesse contexto, observa-se que o enfermeiro desempenha papel essencial na articulação entre conhecimento científico, gestão do cuidado e implementação de práticas preventivas baseadas em evidências.
Souza et al. (2020) destacam que a capacitação dos profissionais por meio de estratégias educacionais contribui para o desenvolvimento de competências técnicas e para a redução de falhas durante a assistência. Em consonância, Faria e Nunes (2021) afirmam que a liderança do enfermeiro favorece a organização do trabalho da equipe, estimula a adesão às medidas preventivas e fortalece a cultura de qualidade nos serviços de saúde.
Os protocolos assistenciais também foram apontados como instrumentos fundamentais para a padronização das condutas e melhoria da qualidade do cuidado. Pereira et al. (2021) ressaltam que a utilização de protocolos baseados em evidências científicas promove maior uniformidade na assistência, enquanto Corrêa e Cordenuzzi (2022) enfatizam que o monitoramento sistemático desses protocolos possibilita identificar fragilidades e implementar melhorias contínuas. Da mesma forma, Silva e Almeida (2026) demonstram que a adoção de bundles assistenciais reduz significativamente a ocorrência de infecções relacionadas a dispositivos invasivos.
Outro aspecto evidenciado pelos estudos refere-se à consolidação da cultura de segurança do paciente. Dias et al. (2023) destacam que a atuação integrada da equipe multiprofissional, associada ao monitoramento dos indicadores assistenciais, contribui para a identificação precoce de riscos e para a implementação de medidas corretivas. Guevara Patino (2024) acrescenta que a prevenção das IRAS deve ser compreendida como responsabilidade compartilhada entre profissionais, gestores e instituições de saúde.
Além disso, Maciel et al. (2024) ressaltam que investimentos em infraestrutura adequada, disponibilidade de recursos materiais e condições apropriadas de trabalho favorecem a implementação efetiva das medidas preventivas. Martins et al (2025) complementam que a valorização dos profissionais de enfermagem, associada ao dimensionamento adequado da equipe e à educação permanente, fortalece a qualidade da assistência e reduz a ocorrência de eventos adversos.
Dessa forma, os estudos analisados demonstram que a prevenção e o controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde exigem uma atuação integrada entre profissionais, gestores e instituições. A enfermagem destaca-se como protagonista nesse processo, uma vez que participa diretamente do planejamento, execução, supervisão e avaliação das ações preventivas. O investimento contínuo em qualificação profissional, protocolos assistenciais, infraestrutura e cultura de segurança representa uma estratégia indispensável para promover uma assistência mais segura, humanizada e baseada em evidências científicas.
Quadro 8. Perspectivas para o fortalecimento da assistência de enfermagem na prevenção e controle das IRAS
Perspectivas | Autores | Contribuições para a assistência |
Fortalecimento da educação permanente | Faria e Nunes (2021); Serra et al. (2023); Martins et al (2025) | Atualização contínua da equipe e maior adesão às práticas baseadas em evidências. |
Implementação e monitoramento de protocolos assistenciais | Pereira et al. (2021); Corrêa e Cordenuzzi (2022); Silva e Almeida (2026) | Padronização das condutas e melhoria da qualidade do cuidado. |
Incentivo à cultura de segurança do paciente | Guevara Patino (2024); Dias et al. (2023) | Redução de eventos adversos e fortalecimento da assistência segura. |
Investimento em infraestrutura e recursos | Maciel et al. (2024); Martins et al (2025) | Melhoria das condições de trabalho e maior efetividade das medidas preventivas. |
Fortalecimento da liderança do enfermeiro | Souza et al. (2020); Faria e Nunes (2021) | Coordenação das ações de prevenção, supervisão da equipe e monitoramento dos indicadores assistenciais. |
Fonte: Faria e Nunes (2021); Serra et al. (2023); Martins et al (2025); Pereira et al. (2021); Corrêa e Cordenuzzi (2022); Silva e Almeida (2026); Guevara Patino (2024); Dias et al. (2023); Maciel et al. (2024); Souza et al. (2020); Faria e Nunes (2021); Elaborado pelos autores do estudo)2026).
5. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS
As Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) permanecem como um dos principais desafios para os serviços de saúde, uma vez que estão associadas ao aumento da morbimortalidade, do tempo de internação, dos custos hospitalares e da ocorrência de eventos adversos. Nesse contexto, a presente revisão integrativa possibilitou reunir e analisar as evidências científicas disponíveis acerca da assistência de enfermagem na prevenção e no controle das IRAS, evidenciando o papel essencial do enfermeiro na promoção de um cuidado seguro, qualificado e fundamentado em evidências.
Em resposta à pergunta norteadora, quais são as evidências científicas acerca da assistência de enfermagem na prevenção e no controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde? — verificou-se que a enfermagem exerce papel central na redução da ocorrência das IRAS por meio da implementação de protocolos assistenciais, da higienização adequada das mãos, da utilização de bundles para prevenção de infecções associadas a dispositivos invasivos, da vigilância epidemiológica, da educação permanente da equipe e da supervisão contínua das práticas assistenciais. Os estudos analisados demonstram que a adoção sistemática dessas estratégias contribui para reduzir os índices de infecção, fortalecer a segurança do paciente e melhorar a qualidade da assistência prestada.
O objetivo geral deste estudo foi alcançado, uma vez que foi possível identificar e analisar as principais evidências científicas relacionadas à atuação da enfermagem na prevenção e controle das IRAS. Da mesma forma, os objetivos específicos também foram contemplados, pois foram descritas as principais medidas preventivas utilizadas nos serviços de saúde, discutido o papel do enfermeiro na implementação dessas ações, identificados os desafios enfrentados pelas equipes de enfermagem e analisadas as estratégias capazes de fortalecer a qualidade do cuidado e a segurança do paciente.
Os resultados evidenciaram que a efetividade das medidas preventivas depende da atuação integrada entre profissionais de saúde, gestores e instituições, bem como da disponibilidade de recursos materiais, infraestrutura adequada, dimensionamento da equipe e investimento contínuo em educação permanente. Além disso, constatou-se que a liderança exercida pelo enfermeiro é determinante para a implementação de protocolos institucionais, monitoramento dos indicadores assistenciais e fortalecimento da cultura de segurança do paciente.
Entretanto, os estudos também apontaram desafios importantes para a consolidação dessas práticas, entre eles a sobrecarga de trabalho da equipe de enfermagem, a baixa adesão a protocolos institucionais, limitações estruturais, insuficiência de recursos e necessidade de capacitações periódicas. Tais fatores reforçam a importância do desenvolvimento de políticas institucionais voltadas à qualificação profissional, à melhoria das condições de trabalho e ao fortalecimento dos Programas de Prevenção e Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde.
Conclui-se, portanto, que a assistência de enfermagem representa um componente indispensável para a prevenção e o controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde, contribuindo diretamente para a redução dos riscos assistenciais, promoção da segurança do paciente e melhoria da qualidade dos serviços de saúde. Espera-se que os resultados desta revisão possam subsidiar a prática clínica, incentivar a implementação de estratégias preventivas baseadas em evidências científicas e estimular o desenvolvimento de novas pesquisas que ampliem o conhecimento sobre a temática, fortalecendo a atuação da enfermagem e contribuindo para uma assistência cada vez mais segura, eficiente e humanizada.
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1 Discente do Curso Superior de Enfermagem e mentor acadêmico do Instituto Faculdade do Futuro. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. Currículo lattes: https://lattes.cnpq.br/021694400354587. Orcid: https://orcid.org/0009-0009-5323-5851
2 Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto Faculdade do Futuro. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
3 Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto Faculdade do Futuro. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. Currículo lattes: https://lattes.cnpq.br/3040438703441292. Orcid: https://orcid.org/0009-0007-2450-2733
4 Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto Faculdade do Futuro. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. Currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/1326286985416995. Orcid: https://orcid.org/0009-0005-5258-3150
5 Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto Faculdade do Futuro. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
6 Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto Faculdade do Futuro. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
7 Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto Faculdade do Futuro. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
8 Docente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto Faculdade do Futuro e UNIFACIG. Doutora pela UNIRIO, Mestre em Enfermagem pela UFRJ, Pós graduação em Enfermagem Cardiológica UFRJ, Pós graduação em Estratégias Ativas e Aprendizagem Autêntica pela UNIFACIG, Graduanda em Enfermagem em Oncologia pela Universidade Estácio de Sá. Graduação em Enfermagem e Obstetrícia pela UNIRIO. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. Currículo lattes: https://lattes.cnpq.br/6110543139845060. Orcid: https://orcid.org/0000-0003-0041-4409