REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/787284752
RESUMO
A bandagem elástica adesiva, comumente denominada taping, vem sendo muito utilizada em pós-operatórios de cirurgias plásticas e em pós-partos, apresentando resultados clínicos satisfatórios na redução de edemas e de equimoses. Os princípios descritos na literatura atribuem esses resultados à elevação da pele provocada pelo recoil elástico do material, entretanto os estudos científicos publicados são escassos e de abordagem bastante diferenciada, não respondendo perguntas básicas acerca do quanto exatamente ocorre de recoil. Este artigo traz os resultados de uma aplicação e mensuração do taping em tecido humano. O experimento foi realizado utilizando taping na cor bege, com a porcentagem de elastano padrão de 6% e elasticidade também padrão de 40%, com registro na ANVISA. As aplicações de taping foram realizadas imediatamente após a retirada do tecido da região infraumbilical de uma abdominoplastia clássica, em diferentes tensões em corte em i. Em seguida, os dados obtidos foram comparados com dados de um estudo mecânico experimental em laboratório, coletados sem aplicação sobre o tecido humano. Os resultados mostraram que, quanto maior a tração aplicada, maior a perda de tensão e maior o recolhimento da pele, provocando a descompressão do tecido. Com base nisso, pode-se deduzir que há aumento de espaço entre as camadas do sistema tegumentar, o que vai ao encontro dos dados obtidos no experimento em laboratório sem adesivação, considerando-se o comportamento idêntico da bandagem.
Palavras-chave: Taping; Pós-operatório; Bandagem elástica adesiva; Mecânica do taping.
ABSTRACT
Elastic adhesive bandages, commonly referred to as taping, have been increasingly used in postoperative care following plastic surgeries and postpartum recovery, showing clinically satisfactory results in reducing edema and ecchymosis. The principles described in the literature attribute these outcomes to the lifting of the skin caused by the elastic recoil of the material. However, published scientific studies remain scarce and heterogeneous, failing to answer basic questions such as the exact extent of recoil. This article presents the results of an application and measurement of taping on human tissue. Methods: The experiment was conducted using beige taping with a standard elastane percentage of 6% and elasticity of 40%, registered with ANVISA. Applications were performed immediately after the removal of infra-umbilical tissue from a classical abdominoplasty, using different tensions in “I-cut” strips. The data obtained were then compared with results from a mechanical experimental study conducted in the laboratory without application on human tissue. Results: The findings demonstrated that the greater the tension applied, the greater the loss of tension and the more pronounced the skin recoil, leading to tissue decompression. From this, it can be inferred that there is an increase in the space between the layers of the tegumentary system. These results were consistent with the laboratory experiment conducted without adhesion, showing that the bandage behaved identically in both contexts.
Keywords: Taping; Postoperative Care; Elastic Adhesive Bandage; Taping Mechanics.
1. INTRODUÇÃO
De acordo com a International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), o Brasil encontra-se em segundo lugar no ranking mundial de procedimentos cirúrgicos estéticos. Mais uma vez, os Estados Unidos (EUA) foram os que mais realizaram procedimentos no mundo (24,1% do total), com 30,4% de todos os procedimentos não cirúrgicos e 15,5% de todos os procedimentos cirúrgicos, seguidos pelo Brasil (8,9%) e pelo Japão (5,7%). Estima-se que os EUA e o Brasil tenham o maior número de cirurgiões plásticos, com mais de 30% do total mundial. Os países asiáticos seguem com a China em terceiro lugar, o Japão em quarto e a Coreia do Sul em quinto. Os procedimentos cirúrgicos continuam a ser realizados principalmente em hospitais (43,5% em todo o mundo) ou consultórios (35,6%). Os países com maior proporção de pacientes estrangeiros são Turquia, Colômbia, México e Tailândia.
Nesse contexto, o implante de prótese de silicone mamário continua sendo o procedimento cirúrgico mais popular do mundo, representando 15,8% de todos os procedimentos, seguido de lipoaspiração (14%), blefaroplastia (12,9%), rinoplastia (7,6%) e abdominoplastia (7,4%). A abordagem terapêutica para essa fisiopatologia estética é bastante diversificada, iniciando pelo uso de cosméticos que, atualmente, apresentam alta tecnologia (Souza, 2016). Todas essas cirurgias requerem, do ponto de vista de recuperação, um atendimento pós-operatório para minimizar as intercorrências como dor, edema e equimoses, assim como complicações como seroma e fibrose desorganizada.
Foi em 1970, no Japão, que se iniciou o uso da bandagem elástica adesiva, assim como surgiu, na mesma década, a técnica terapêutica baseada no uso dessas fitas, proposta por Kenzo Kase. Tal material tem aplicabilidade para distintos objetivos terapêuticos nas diferentes áreas da saúde, que nos dias de hoje incluem também a estética, pós-cirúrgicos e a área de gestantes (Kase; Stockheimer, 2006; Lange, 2017). Vários artigos trazem tensões próprias para cada objetivo, e em estudos técnicos observou-se certos comportamentos referentes ao material viscoelástico polimérico, no qual se enquadra o taping (Bergesch; Rech; Filippin, 2024b).
A pergunta a ser respondida é se os dados obtidos em um ensaio técnico se reproduzem quando o taping é aplicado no tecido humano. Assim, este artigo tem como objetivo verificar se os dados do estudo técnico se comportam igualmente quando o taping é aplicado na pele. Além disso, buscamos avaliar o efeito descompressivo do material adesivado na pele humana, o que corrobora com os resultados clínicos obtidos nas práticas dos profissionais.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA
A bandagem elástica adesiva, ou simplesmente taping, é um material viscoelástico polimérico, composto por fios de algodão e de elastano, cuja metodologia de uso foi desenvolvida e difundida por Kenzo Kase, a partir de 1970, denominada Kinesiotaping® (Kase; Wallis; Kase, 2013). O taping, como nos referiremos neste artigo, é conhecido por sua elasticidade unicamente no sentido longitudinal, cujo padrão de quantidade de tensão deve atingir um aumento de até 40% do seu comprimento inicial, mantendo suas propriedades elásticas e possuindo espessura e peso semelhantes aos da pele, características que permitem total movimentação articular, muscular e das atividades diárias (Sijmonsma, 2007; Perrin, 2014; Keil, 2014).
A bandagem elástica adesiva tem ganhado espaço no mercado de cirurgia plástica nos últimos dez anos, e mais recentemente no pós-parto. O taping tem apresentado resultados clínicos bastante significativos quanto a aspectos como redução da dor, edema e absorção das equimoses, quando presentes. Porém, como esse processo ocorre é pouco elucidado, ou os achados teóricos não são analisados mais profundamente na prática (Chi et al., 2018; Chi; Marquetti; Dias, 2021).
A metodologia desenvolvida por Kenzo Kase baseia-se na combinação de corte, direção e tensão para atingir os objetivos desejados, bem como em conceitos de compressão e descompressão do tecido, uma relação entre efeito fisiológico e função, que abarca quatro distintas: 1) função dérmica; 2) função muscular; 3) função articular; e 4) função linfática, que podem também ser encontradas na literatura como “correções”.
Várias colocações para diferentes objetivos estão disponíveis na literatura, sendo seis aplicações denominadas correções, com as explicações de como cada uma ocorre, mas não estão totalmente elucidadas. Isso ocorre porque muitos estudos são controversos ou apresentam baixa qualidade metodológica (Lemos; Santos, 2018). Para que ocorram tais correções, há descrições na literatura sobre o uso de cortes, diferentes tensões e direções de colocação, de acordo com o objetivo almejado (Kase; Wallis; Kase, 2013; Sijmonsma, 2007; Kim, 2016; Lemos; Santos, 2018).
Correção mecânica: Atua na mecânica articular, prevenindo movimentos patológicos, ou seja, proporciona estabilidade biomecânica, sendo também uma técnica de posicionamento, o que não interfere na amplitude de movimento (Kase; Wallis; Kase, 2013; Chandia; Fernandéz; García, 2016). Os padrões de tensão descritos que atuam nesta correção vão de 50% a 75% de tensão do taping (Kase; Wallis; Kase, 2013; Lemos; Santos, 2018; Chandia; Fernandéz; García, 2016).
Correção de fáscia: Mobilizar, dirigir e manter o movimento da fáscia na direção adequada é outra das correções, e ocorre em suas duas porções: fáscia profunda e superficial. Encontra-se mais de uma forma de aplicação sobre a fáscia com diferentes técnicas (Kase; Stockheimer, 2006; Kase; Wallis; Kase, 2013; Jain, 2012). Os valores de tensão propostos são os seguintes: para fáscia superficial, varia de 10 a 25%, e, para fáscia profunda, varia de 25 a 50% (Aguirre, 2010; Lemos; Santos, 2018).
Correção de espaço: Provoca um efeito de descompressão dos tecidos, especialmente epiderme, derme e fáscia superficial, o que facilita a redução dos exsudatos intersticiais, provocada por diferença de gradual de pressão entre a bandagem e a pele nos edemas e equimoses (Vercelli et al., 2017). Devido à descompressão das camadas do tecido tegumentar, as terminações nervosas livres também são descomprimidas, e, devido à varredura dos catabólitos e histamina, serotonina, interleucinas, fosfolipase, leucotrienos, prostaglandinas, óxido nítrico e bradicinina, mediadores inflamatórios, favorecem o efeito analgésico (Morini Júnior, 2016; Chandia; Fernandéz; García, 2016). As tensões propostas para esse tipo de correção de espaço encontradas na literatura são de 25 a 35% (Lemos; Santos, 2018; Pearl; Karr, 2015; Chandia; Fernandéz; García, 2016; Bridges; Bridges, 2017).
Correção de ligamento e tendão: A técnica utilizada para as duas é bastante similar e varia na tensão utilizada. As indicações da literatura em valores de tensão para uso em correções ligamentares vão de 50 a 75%, enquanto para tendões as tensões variam de 75% a 100% (Aguirre, 2010; Kase; Wallis; Kase, 2013; Chandia; Fernandéz; García, 2016).
Correção funcional: Esta técnica é utilizada para limitar movimentos de hiperextensão ou para dar assistência. O objetivo do uso da bandagem é evitar lesões, espasmos, episódios de fadiga e contraturas. É na comunicação neural entre mecanorreceptores e o cérebro que este efeito se baseia. Segundo diferentes autores, as tensões de 50 a 75% são as indicadas na literatura para a correção funcional (Kase; Wallis; Kase, 2013; Keil, 2014; Gibbons, 2014).
Correção circulatória e linfática: No caso da função linfática do taping, a explicação é dada pelas circunvoluções da pele, pequenas elevações que supostamente promovem trações e tensões dos filamentos de ancoragem, o que geraria a abertura das fendas dos linfáticos iniciais. Essa ação aumenta a captação dos líquidos intersticiais e exsudatos, provocando alteração, com pressão de 1 mmHg de diferença entre o lado interno dos vasos linfáticos e o externo, e promovendo uma captação proteica (Kase; Stockheimer, 2006; Monsterleet, 2011).
O comportamento mecânico do taping fora da pele se mostrou interessante sob o ponto de vista do recolhimento causado pelo elastano. Em um experimento, verificou-se que há um comportamento semelhante da bandagem até a deformação de 40% da elasticidade do material, ou seja, há uma ação descompressiva e sensorial, entretanto, a partir deste ponto, ocorre uma perda de elasticidade. Tal dado é extremamente relevante ao se considerarem as correções descritas na literatura que sugerem tensões mais altas, em torno de 50%-75%, que são os tratamentos denominados TAPING MECÂNICO, por suporem uma ação de contensão do tecido.
Tem-se, ainda, neste estudo, a questão de que a perda da elasticidade é maior no início do alongamento (primeiros 30 minutos), ou seja, é a fase de maior “recoil” da bandagem, e após esse período a perda é gradual e constante. É interessante observar que, nos testes com maiores tensões, a perda gradual é maior, o que, na prática, nos leva a entender que a aplicação com tensão, ou TAPING MECÂNICO, sofre uma perda significativa de tensão, aproximando-se de um TAPING DESCOMPRESSIVO (Bergesch; Rech; Filippin, 2024a, 2024b).
3. METODOLOGIA
A metodologia usada neste artigo foi um ensaio técnico. A coleta de dados foi realizada na Santa Casa de Misericórdia de Santos, durante uma cirurgia de abdominoplastia, utilizando um retalho removido de uma paciente.
Quanto à amostra, tratou-se de um único pedaço de tecido infraumbilical removido no processo cirúrgico de uma abdominoplastia tradicional, realizado em uma paciente, por dois cirurgiões. Durante a continuidade do procedimento cirúrgico, o retalho de tecido foi usado para as aplicações e medições, em seguida foi descartado pelo próprio hospital, como de praxe em toda cirurgia.
Dos instrumentos de coleta de dados
Etapa 1: Solicitação ao cirurgião
Foi solicitada ao cirurgião a possibilidade de utilizar, durante o processo cirúrgico, o retalho cutâneo removido da abdominoplastia, o qual foi descartado ao fim da cirurgia. Durante o procedimento, ele foi utilizado para a coleta dos dados dentro do próprio centro cirúrgico e permaneceu com o cirurgião e o hospital, que lhe deram o devido destino, de acordo com as normas da instituição.
Etapa 2: Leitura e assinatura do Termo de Consentimento
A paciente que realizou o procedimento cirúrgico recebeu o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e o termo de utilização do retalho cutâneo, concordando com o uso do retalho cirúrgico durante a cirurgia.
Etapa 3: Coleta de dados
As bandagens foram adesivadas durante o processo cirúrgico, após a imediata remoção do retalho, que foi descartado de acordo com as normas do hospital. Foram aplicadas diferentes tensões e diferentes larguras de bandagem elástica adesiva, bem como mensurados os recoils da pele. Foram utilizadas bandagens de 5 cm, todas da mesma marca e da mesma cor, retiradas dos mesmos pedaços dos rolos. O cálculo utilizado para medir o tamanho da bandagem se baseou nos parâmetros da literatura (Kase; Wallis; Kase, 2013). Para documentação, foi usado o registro fotográfico, realizado com uma câmera Cannon® Digital (modelo EOS Rebel T3i), com lente de 55 mm 60, 6.0 Megapixels. As imagens foram salvas no computador, por meio do programa Adobe Photoshop CS4. A mensuração foi realizada com o paquímetro Mitutoyo digital, com 0,01 mm de resolução.
Cálculo amostral e análise estatística
Considerando-se que não há trabalhos desse tipo descritos na literatura atual, foram realizadas as estatísticas dos dados encontrados quanto à porcentagem de recolhimento presente e apenas cálculos numéricos estatísticos.
Quanto aos aspectos éticos, o projeto foi submetido ao Comitê de Ética da Fundação Roberto Rocha Brito (CEP/FRRB) e devidamente cadastrado na Plataforma Brasil. As questões bioéticas foram respeitadas, conforme as Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisa em Seres Humanos – Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde – (Conselho Nacional de Saúde, 2012). O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido foi assinado em duas vias, permanecendo uma via com o participante e outra com a pesquisadora, assim como o termo de uso do retalho. Para a garantia do anonimato, a participante não será identificada.
Figura 1. Aplicação em edição do taping no tecido humano
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS
Os resultados obtidos quanto à adesivação da bandagem elástica adesiva no tecido humano fresco foram os apresentados abaixo:
Tabela 1. Tem são aplicada e resultados obtidos
TENSÃO | 15 CM |
|
|
ZERO | 15 | 15 | 0% |
PAPER OFF | 16,7 | 14,7 | 11,98% |
25% | 17,25 | 14,72 | 14,67% |
50% | 19,5 | 16 | 17,95% |
75% | 21,75 | 17,5 | 19,54% |
100% | 24 | 19 | 20,83% |
Fonte: Autores (2026).
Com base na tabela de coleta de dados, foram desenvolvidos o gráfico a seguir e as discussões das análises de dados:
Gráfico 1. Relação entre Tensão Aplicada e Recolhimento da Pele pelo Material Viscoelástico
Este gráfico ilustra como diferentes níveis de tensão aplicada (%) influenciam o recolhimento da pele (%). A curva revela uma resposta não linear, típica de sistemas biomecânicos com propriedades viscoelásticas.
0% de tensão → Recolhimento: 15%
25% de tensão → Recolhimento: 14,7%
50% de tensão → Recolhimento: 16%
75% de tensão → Recolhimento: 17,5%
100% de tensão → Recolhimento: 19%
A resposta da pele ao aumento da tensão aplicada pelo material viscoelástico mostra uma tendência de recolhimento progressivo, com ponto de inflexão entre 25% e 50% de tensão. Isso sugere que o material apresenta comportamento adaptativo, com maior eficiência de retração em faixas superiores de carga.
Assim, ressalta-se como ponto de discussão que a tensão aplicada não se comporta de forma linear, e a relação de quanto maior a tensão maior o recolhimento nos mostra que tal recolhimento provoca de fato descompressão das camadas do sistema tegumentar, diferentemente do que se mencionou na prática clínica sobre a bandagem comprimir o tecido.
Os dados obtidos neste estudo vão ao encontro dos resultados do estudo experimental em laboratório citado por Bergesch, Rech e Filippin (2024a), que observou que quanto maior a tração colocada na bandagem, maior é a perda desta tensão, o que significa que haverá um maior recoil.
5. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os objetivos desta pesquisa foram cumpridos, pois ficou claro que, independentemente da quantidade de tração colocada na bandagem durante a adesivação, haverá recoil em maior ou menor intensidade, o que resulta mecanicamente em descompressão do tecido. Isso significa aumento de espaço entre as camadas – criando ambientes fisiológicos para descompressão das terminações nervosas e aliviando a dor –, aumento de espaço para captação arterial, venosa e linfática e remoção de exsudatos. Mais estudos desta natureza devem ser desenvolvidos para que se possa confirmar e quantificar esses efeitos da descompressão através de lâminas histológicas.
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1 Discente do Doutorado em Saúde e Desenvolvimento Humano da Unilasalle Canoas. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail.
2 Cirurgião Plástico. CRM: 193180, SP.
3 Cirurgião Plástico. CRM-SP198975. RQE 127935. Serviço de Cirurgia Plástica Osvaldo Saldanha.
4 Acadêmica do Curso de Estética e Cosmética, Universidade Cidade de São Paulo (UNICID).